segunda-feira, 29 de abril de 2019

10 Dias Fora de Casa

Salve, Buteco! O Mais Querido teve uma semana intensa, que será poucas vezes igualada ou mesmo superada na atual temporada. Lembrando o que escrevi no post da semana passada, o Vasco da Gama não mediu consequências ao exigir o máximo que pôde do Flamengo, mesmo não tendo mais a menor chance de reverter o quadro e conquistar o título estadual. Após 90 minutos que podem não ter sido tão desgastantes como os do domingo anterior, mas tampouco foram amenos, o time não teve tempo de comemorar e viajou a Quito, onde, a 2.750msnm, disputou uma intensa partida pela Libertadores da América contra a LDU, voltando com uma derrota e muitas dúvidas na bagagem, diante da fraca atuação no segundo tempo. Menos de 72 horas depois, o time entrou novamente em campo para estrear no Campeonato Brasileiro contra um Cruzeiro menos desgastado e considerado, por grande parte da crônica esportiva, o "melhor time do ano", invicto, campeão, líder, coisa e tal. O Mais Querido "passou o carro", tendo no segundo tempo a exibição mais convincente do ano (ao menos para mim).

O saldo da semana foi: um título, três pontos na largada do Campeonato Brasileiro e "perda de gordura" na Libertadores da América. Já os próximos 10 dias prometem jogos igualmente intensos, incluindo uma pesadíssima decisão de vaga para as oitavas de final da Libertadores em Montevidéu. Independentemente do que nos reservar o sorteio para as oitavas de final da Copa do Brasil, a sequência até a parada para a Copa América não será tão desgastante:

Data
Competição
Fase
Adversário
1º/5
4ª Feira
16:00h
Brasileiro
2ª Rodada
Internacional (f)
Beira-Rio
4 a 6/5
Domingo
16:00h
Brasileiro
3ª Rodada
São Paulo (f)
Morumbi
8/5
4ª Feira
21:30h
Libertadores
6ª Rodada/Grupo 4
Peñarol (f)
Campeón del Siglo
11 a 13/5
Domingo
11:00h
Brasileiro
4ª Rodada
Chapecoense (c)
Maracanã
15, 22 ou 29/5
Copa do Brasil
Oitavas-de-Final
Indefinido
18 a 20/5
Sábado
19:00h
Brasileiro
5ª Rodada
Atlético/MG (f)
Independência
15, 22 ou 29/5
Copa do Brasil
Oitavas-de-Final
Indefinido
26/5
Domingo
16:00h
Brasileiro
6ª Rodada
Athletico/PR (c)
A definir
15, 22 ou 29/5
Copa do Brasil
Oitavas-de-Final
Indefinido
1º/6
Sábado
19:00h
Brasileiro
7ª Rodada
Fortaleza (c)
A definir
8/6
Sábado
19:00h
Brasileiro
8ª Rodada
Fluminense (f)
A definir
12/6
4ª Feira
21:30h
Brasileiro
9ª Rodada
CSA (f)
Rei Pelé

É fácil notar que os próximos 10 dias terão enorme influência sobre o segundo semestre e até mesmo sobre o futuro de Abel Braga no Flamengo. É bem verdade que a vitória do último sábado aliviou bastante o pesado clima que pairava sobre o Departamento de Futebol após a derrota na quarta-feira; contudo, além de Internacional e São Paulo sempre serem adversários de peso como mandantes, faltam parâmetros mais concretos para avaliar o Flamengo como visitante, eis que as duas partidas da temporada que podem ser consideradas como "fora de casa" ocorreram em Oruro e Quito, e, portanto, sob os efeitos da altitude. Porém, daqui a 10 dias teremos parâmetros de sobra para analisar, sejam eles bons ou ruins. Afinal de contas, serão três clássicos fora de casa, dois interestaduais e um internacional/sul-americano.

Alguns detalhes que antecederam e sucederam a vitória de sábado não devem passar desapercebidos: a intenção de Abel, como já declarado expressamente, é rodar o elenco por força do desgastante calendário. Contudo, a decisão de escalar os titulares contra o Cruzeiro, mesmo sem o tempo de recuperação considerado ideal pela comissão técnica, de acordo com o planejamento, certamente adveio da dificuldade que o treinador encontrou até o momento para dar competitividade, em nível regular, ao time considerado titular. E se o time titular ainda não se acertou, não seria o reserva que daria conta do recado.

Não sei exatamente qual é a extensão do problema. Se for apenas de, digamos, "atraso" no planejamento de conseguir rodar o elenco sem perder competitividade, menos mal; porém, se a decisão de escalar os titulares também veio da Diretoria, o problema é bem maior e mais complicado. Gostando ou não de Abel e de seu trabalho, suas palavras, no sentido de que a utilização dos titulares não foi o "ideal", não devem ser desprezadas. Nosso treinador pode pecar na execução, mas seu plano de rodar o elenco é o correto e racional, inclusive diante dos resultados da concorrência no último triênio, como já frisei várias vezes aqui no Buteco.

Entretanto, considero que, ao menos pensando no confronto do Beira-Rio, o pior já passou. Após a conquista dos três pontos sem lesões musculares, ter jogado no sábado subitamente passou de cenário desfavorável para uma vantagem, não em relação ao Internacional, que entrou em campo duas horas antes, mas pela possibilidade de recuperar os atletas até quarta-feira. Ao contrário, o jogo do Morumbi será bem mais desafiador, sob o ângulo da administração do desgaste da "minimaratona", pois antecederá em 3 dias uma longa viagem a Montevidéu e a pesadíssima decisão contra o Peñarol.

Que ninguém se engane: não existe a possibilidade de não entrar com a força máxima em Montevidéu. O Flamengo não investiu milhões, pensando na temporada/2019, para jogar com um time misto e ser eliminado na fase de grupos da Libertadores da América. Até eu, que, como vocês sabem, tenho um incurável "crush" pela Libertadores, reconheço que o Campeonato Brasileiro é igualmente importante e tampouco pode ser relegado a segundo plano, além de ser a aposta mais racional, levando em conta o momento vivido pelo clube. Contudo, além da hipótese de "desistir" da Libertadores, por conta de fracassos passados, não passar pela cabeça da Diretoria (ainda bem), tampouco seria postura de time grande ou de quem quer ser campeão nas principais competições. Espero sinceramente que a torcida também não se perca no emocional.

A Libertadores é a "nossa Champions League", com ou sem cachorros nas arquibancadas e independentemente das obscuras manobras da Conmebol. O desafio do Flamengo, nos próximos dez dias, é o mesmo que passou a ter desde que subiu de patamar em competitividade e passou a aspirar os principais títulos do país e do continente: o calendário e as maratonas de jogos entre competições igualmente importantes. Esse desafio, que se espero ver se repetir em todas as temporadas futuras, na Europa existe para Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Milan, Internazionale, Juventus, Porto e Ajax, e é o mesmo enfrentado na América do Sul por Boca Juniors, River Plate, Independiente, Peñarol, Nacional, Olimpia, Atlético Nacional, Atlético/MG, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Cruzeiro, Grêmio e Internacional, alguns com mais, outros com menos dinheiro. Raramente alguém consegue ganhar tudo, mas ninguém desiste de competição grande, principalmente da maior do seu continente.

O gigante Flamengo precisa reaprender a lidar com o calendário e a superar os seus desafios, a começar pelos próximos 10 dias fora de casa.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 27 de abril de 2019

Flamengo x Cruzeiro


Campeonato Brasileiro/2019 - Série A - 1ª Rodada

Sábado, 27 de Abril de 2019, as 21:00h (USA ET 20:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: César; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Gabigol, Everton Ribeiro e De Arrascaeta; Bruno Henrique. Técnico: Abel Braga.

Cruzeiro: Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Dodô; Henrique e Lucas Romero; Pedro Rocha, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Fred. Técnico: Mano Menezes.

Arbitragem: Anderson Daronco (FIFA/RS), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Rafael da Silva Alves (RS) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP), bem como pelo Quarto Árbitro Daniel Nobre Bins (RS). Analista de Campo: Hiton Moutinho Rodrigues (BR). Árbitro de Vídeo (VAR): Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes VAR 1 e 2: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS), e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Supervisor de Protocolo: Cláudio Vinícius Cerdeira (BR).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view), Premiere Play (aplicativo) e PFCI (Internacional).

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Começa o Campeonato Brasileiro














Irmãos rubro-negros,



O time teve uma atuação muito ruim diante da LDU. Foi uma das nossas piores autuações no ano. Bastante decepcionante.  Agora dependemos de um empate no Uruguai.

Será uma verdadeira batalha. Só bom futebol não será suficiente e o Flamengo terá de superar seus limites.

E amanhã já haverá nossa estréia no Campeonato Brasileiro. Como disse meu amigo Luiz Filho, com muita sabedoria, no Campeonato Brasileiro, a primeira rodada vale tanto como a última.

Seja o time titular, o reserva ou um misto, a vitória amanhã não é desejável,  senão imprescindível.








...




Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 25 de abril de 2019

LDU 2 x 1 Flamengo. Água na cerveja.

E o Flamengo ganhou o carioqueta. Cervejas para os jogadores, festas em redes sociais, todo mundo feliz. Ganhou o campeonato que não é parâmetro para nada, tal a precariedade técnica e financeira dos concorrentes. O campeonato que o Flamengo costuma ganhar e se ferrar logo em seguida nas Libertadores, em meio aos festejos. 

E no avião da alegria que foi o vôo para Quito, com vários amigos dos amigos desta diretoria tão simpática e calorosa com seus apoiadores de campanha além dos jogadores e comissão técnica, o Flamengo esqueceu de embarcar um mínimo futebol aceitável. Punido pela Commebol por retardar o reinício de uma partida pela segunda vez, Abel não pôde dirigir o time em campo. Lamentavelmente mesmo com o sem número de pessoas que colocaram no futebol não tinha um que soubesse ficar atento ao regulamento. Pelo andar da carruagem deve contratar uns 10 ADAs para tomar conta disso. Mas aí o estrago já foi feito.

Sem Abel no banco, mas com Abel na mente, Flamengo entrou em campo totalmente zoneado. Centroavante na ponta, sem marcação pelas laterais. Arão totalmente aéreo, apenas uma última linha defensiva com Cuellar desesperado como representante único de uma segunda linha suprimida. Bola queimando nos pés de Everton Ribeiro e Arrascaeta. Parecia um jogo defesa x ataque. Chegava no meio de campo, o Flamengo entregava a bola pro adversário "Vamos lá, tente marcar um gol na gente". 

Gabigol, transformado no ponta Gabriel pelo Abel/leomir, não tem a mínima recomposição defensiva. Bruno Henrique, em sua luta solitária pelo gol, conseguiu fazer o primeiro no único lance de qualidade de Pará na partida, um belo cruzamento. Pará foi o nome do jogo. Negativo. 

Logo depois o Bruno Henrique perdeu o segundo. Nesta altura bem injusto porque o LDU, em que pese sua falta de qualidade, chegava direto na área do Flamengo. A facilidade que LDU tinha para articular as jogadas até nossa entrada de área era imensa. Não tinha marcação alguma. Flamengo parecia anestesiado com a altitude de Quito. Eles perdendo gols em série, e nós entregando a bola para eles. Mas de tanto insistirem, nos acréscimos fizeram seu gol em uma falha coletiva grave do Flamengo. Faltando poucos segundos o Pará bisonhamente e infantilmente dá a bola para eles. Em vez de reter, atrasar pro goleiro, sentar em cima da bola, simplesmente jogou para eles. Depois, sonado, deu totais condições para um atacante deles receber livre no setor ofensivo deles. Dormiu no lance. O atacante recebe a bola, que amortecida no gramado alto, não rolou. E o Diego Alves assiste a tudo como goleiro gordo de pelada que não quer ralar o joelho. Parado, faz uma ceninha se abaixando, e gol da LDU. Não é para isto que pagamos seu salário, Diego Alves.

Não era injusto. Era até esperado. E o Flamengo sai do primeiro tempo com um empate.

O que faz então Abel/Leomir no segundo tempo? Volta com Diego no lugar do Arrascaeta. A bola fica enfim um pouco mais retida em nosso campo. Sim. Mas Diego sempre perde várias oportunidades daquele passe rápido e vertical. Arão, sempre muito mal no jogo, peça nula. Mas LDU depois de um tempo, esnobou Diego e continuou jogando em cima de nossa primeira linha defensiva. Que de tão recuada parecia estar ombro a ombro com nosso goleiro. Cuellar lá, como um leão, tentando tirar as bolas mais a frente.

Até que em boa jogada do atacante da LDU, dribla um para o lado, dribla outro para trás, chuta no meio do gol e é gol para eles. Mais uma falha coletiva de um time que foi para Quito para perder.

Ainda estamos em primeiro no grupo. E só um resultado entre oito possíveis nos tiram da classificação da Libertadores. Mas já vimos este filme e você já entendeu.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

LDU x Flamengo


Copa Libertadores da América/2019 - Grupo 4 - 5ª Rodada

Quarta-feira, 24 de Abril de 2019, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Rodrigo Paz Delgado ou "Casa Blanca" ou "La Maravilla de Ponciano", em Quito, Equador.

LDU: Gabbarini; José Quintero, Carlos Rodrígues, Christian Cruz e Franklin Guerra; Intriago, Orejuela, Anderson Julio e Jhojan Julio; José Ayoví e Juan Anangonó. Técnico: Pablo Repetto.


FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Gabigol, Everton Ribeiro e De Arrascaeta; Bruno Henrique. Técnico: Abel Braga.

Arbitragem: Nestor Pitana, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Hernan Maidana e Juan P. Belatti, bem como pelo Quarto Árbitro Fernando Espinoza, todos da Associación del Fútbol Argentino, e pelo Assistente de Árbitro Jorge Osorio, da Associación Nacional de Fútbol Profesional do Chile.

Transmissão: Rede Globo (AC, AL, AM, AP, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, RJ, RO, RR, TO e SE) e Globoplay (aplicativo); FoxSports (TV por assinatura e aplicativo).

Alfarrábios do Melo

DE RONDINELLI A VITINHO – 25 TONS DE VICE


1 - VICE Estadual 1978 // Flamengo 1-0 Vasco;

2 - BI VICE Estadual 1979 Especial // (empatado com o Fluminense, não houve final);

3 - TRI VICE Estadual 1979 // Vasco 2-3 Flamengo;

4 - VICE Brasileiro 1979 // Internacional 2-1 Vasco;

5 - TETRA VICE Estadual 1980 // Fluminense 1-0 Vasco;

6 - PENTA VICE Estadual 1981 // Flamengo 2-1 Vasco;

7 - BI VICE Brasileiro 1984 // Fluminense 0-0 Vasco;

8 - VICE Estadual 1986 // Flamengo 2-0 Vasco;

9 - VICE Estadual 1990 // Vasco 0-1 Botafogo;

10 - VICE Supercopa do Brasil 1990 // Vasco 0-0 Grêmio (agregado 0-2);

11 - VICE Estadual 1996 // Vasco 0-0 Flamengo;

12 - BI VICE Estadual 1997 // Botafogo 1-0 Vasco;

13 - VICE Copa Interamericana 1998 // DC United-EUA 2-0 Vasco;

14 - VICE Mundial Interclubes 1998 // Real Madrid-ESP 2-1 Vasco;

15 - VICE Estadual 1999 // Vasco 0-1 Flamengo;

16 - VICE Torneio de Verão FIFA 2000 // Vasco 0-0 Corinthians, pênaltis Vas 3-4 Cor;

17 - VICE Torneio Rio-São Paulo 2000 // Palmeiras 4-0 Vasco;

18 - BI VICE Estadual 2000 // Vasco 1-2 Flamengo;

19 - TRI VICE Estadual 2001 // Vasco 1-3 Flamengo;

20 - VICE Estadual 2004 // Vasco 1-3 Flamengo;

21 - VICE Copa do Brasil 2006 // Vasco 0-1 Flamengo;

22 - TRI VICE Brasileiro 2011 // (pontos corridos, não houve final);

23 - VICE Estadual 2014 // Flamengo 1-1 Vasco;

24 - VICE Estadual 2018 // Vasco 0-1 Botafogo, pênaltis Vas 3-4 Bot;

25 - BI VICE Estadual 2019 // Flamengo 2-0 Vasco;

* * *

Com a atualização da divertida relação de vices do nosso vice pra sempre (que atinge a notável marca de 3 medalhas de prata a cada 5 anos), encerro as tratativas sobre o outrora charmoso torneio estadual que hoje se resume a uma extensa pré-temporada (não tão) de luxo.

A partir deste final de semana, o Flamengo estará às voltas, de forma simultânea, com a disputa dos principais campeonatos da temporada, para os quais, teoricamente, preparou-se, ou deveria ter se preparado. Não estamos tão bem como poderia supor a grotesca superioridade demonstrada na Final do Estadual (cuja unanimidade, na imprensa, só encontra resistência entre os que recalcitram, por motivos pessoais, em enxergar os fatos), mas também estamos longe do “bando”, “zona” ou “bagunça” sugerida por algumas atuações ruins identificadas no percurso.

Há espaço para evolução. Que rolem os dados.

E que comecem os jogos.



terça-feira, 23 de abril de 2019

É Campeão!!!


Bom dia, Buteco!!!

Seguimos fazendo história no Campeonato Carioca. Os números são inapeláveis: nos últimos 20 campeonatos, ganhamos 10.  De 1996 pra cá, não ficamos mais que 2 anos sem ganhar um troféu e já abrimos 4 conquistas em relação ao Fluminense, que por muito tempo foi o maior vencedor do torneio.

As finais desse ano mostraram um Flamengo cirúrgico, avassalador no primeiro jogo e cerebral no segundo, refletindo a gigantesca diferença entre os elencos. Mérito do processo de vem lá de 2013, com a reestruturação financeira do clube. Esperávamos que uma hora esse processo começasse a dar os frutos esperados e esse ano, pelo que o time vem apresentando, a expectativa é das mais altas.

Concordo com os colegas que apontam que ainda é cedo para euforia desenfreada e que o jogo de amanhã pode acabar por nos trazer de volta ao chão: das nossas 21 partidas no ano, apenas o jogo contra o San José foi fora do Estado do Rio de Janeiro. Então, sim, ainda não fomos efetivamente testados e é bom manter as barbas de molho. Por outro lado, há uma relevante série de informações que indicam uma tendência a manter um nível desejado de competitividade, a saber:
  • A dupla dinâmica - que já recebeu um devido post só para eles - formada por Bruno Henrique e Gabigol, jogadores que chegaram, vestiram o Manto e desandaram a fazer gols;
  • O aproveitamento de Arrascaeta no time titular no lugar do capitão, mostrando que neste Flamengo 2019 jogará quem estiver melhor no momento;
  • A melhoria nas atuações de jogadores como Renê, Arão e Pará, mostrando que em um time encaixado, jogadores medianos também acabam por render mais do que o normal, o que já vimos várias vezes em nossos adversários.
O Flamengo vai com tudo para tentar conquistar a América novamente. A programação da semana já indica time reserva na estreia do Brasileirão, contra  Cruzeiro. É importante essa definição prévia e, mais que isso, é importante que os reservas entendam que também precisam manter um bom nível de competitividade. Jogadores como Cesar, Rodolpho, Thuler, Piris, Ronaldo, Diego, Vitinho, Lincoln e Uribe poderiam estar tranquilamente entre os titulares. Aliás, com exceção da dupla de volantes, todos os outros já foram titulares por bons momentos. 

Para amanhã, espero uma boa apresentação do Flamengo. O time titular é muito forte e tem opções de qualidade no banco. Existe o problema da altitude, que dificultará uma marcação mais alta mas temos jogadores inteligentes para cadenciar o jogo e tentar tirar a velocidade que os equatorianos tentarão imprimir à partida. Mais do que tudo, aproveitar as (raras) oportunidades de gol será fundamental para a classificação. O empate nos basta. Vamos, Flamengo!!!

***



Cotação atual: 1 euro = R$ 4,42. 15 milhões de euros equivalem a pouco mais de 66 milhões de reais. A Copa do Brasil premia o campeão com esse valor. Podemos comprar o Gabigol com esse dinheiro...

Saudações Rubronegras, 35 vezes Campeão Carioca!  

segunda-feira, 22 de abril de 2019

FOCO!!!!

Salve, Buteco! Erguida a taça de campeão estadual do Rio de Janeiro, edição 2019, uma espécie de obrigação que o clube nem sempre cumpre, o Flamengo está de volta ao mesmo lugar a que chegou a maioria das vezes nas quais conquistou esse mesmo título no Século XXI: com a faixa de campeão estadual no peito e com um jogo decisivo de Copa do Brasil ou Libertadores da América logo a frente. Veremos na quarta-feira se, em Quito, a história será escrita em outras cores, de preferência rubro-negras. Há algumas semanas atrás, neste post, escrevi sobre o contexto que leva o trio arco-íris a enfrentar Flamengo em melhores condições do que o restante da temporada. Para piorar, o Flamengo não tem boa relação política com a promotora do evento, que o persegue com as arbitragens mais cafajestes possíveis, além de privilegiar descarada e especialmente o Club de Regatas Vasco da Gama, sem dúvida o mais ressentido em relação ao Mais Querido do Brasil. Ainda assim, os fatos demonstram que a oposição terá que se reinventar para conseguir equilibrar forças com o Flamengo. O abismo é cada vez maior e mais profundo.

***

Falando em ressentimento, se pararmos para observar com atenção, o Flamengo historicamente é sinônimo de frustração para o Vasco da Gama. Na teoria, o auto-proclamado "Gigante da Colina", único clube grande da Zona Norte do Rio de Janeiro, haveria de ser o mais popular, mas não é, por causa do... Flamengo. O Vasco da Gama, apesar de sua bela história no início do Século XX, tornou-se, ao longo dos anos, um clube fechado, inclusive para a imprensa, pouco democrático e ligado às mais baixas falcatruas esportivas, desde seu primeiro título brasileiro, em 1974, até os dias de hoje, em sua espúria aliança com a FERJ. Nas últimas décadas, sua popularidade advém, em maior parte, do antagonismo ao Flamengo do que de luz própria, o que lhe transforma em uma espécie coadjuvante de luxo em uma relação entre clubes grandes.

Já a popularidade do Flamengo, como sabemos, advém de sua relação com o povo, desde os primórdios dos treinamentos no Aterro, sem estrutura alguma, e por ter crescido, interna e externamente, mais democrático e acolhedor, aceitando alcunhas pejorativas como "urubu" e "favela" e transformando-as em marca própria, símbolos de inclusão e de como enfrentar com altivez e alegria as dificuldades da vida. A torcida vascaína surta com tanta leveza e descolamento do lado rubro-negro, disparando ofensas e cânticos racistas, homofóbicos e intolerantes, logo ela, que afirma "estar do lado certo da História."

Reconheçamos que nem sempre foi assim, pois a trajetória do rival ao longo do tempo realmente tem episódios admiráveis, a começar por ter precisado lutar para ser aceito pelos três rivais e ter sido o primeiro a empregar, em maior escala, atletas de todas as etnias ou cores de pele. Ainda por cima, construiu seu histórico e importante estádio graças a contribuições dos torcedores. Talvez por todo esse contexto de luta e superação, o Vasco da Gama, a partir do momento em que disputou as mesmas competições que Flamengo, Fluminense e Botafogo, largou na frente nos confrontos diretos. O Mais Querido sofreu nas três primeiras décadas, a ponto de, entre maio/1945 e março/1951, quando o "Expresso da Vitória" estava em seu auge, o rival haver triunfado por assombrosas 17 vezes, empatando as outras três, em 23 partidas nas quais os clubes se enfrentaram. Por conta disso, o Vasco da Gama chegou a ter vantagem semelhante a que hoje tem o Mais Querido nos confrontos diretos.

Todavia, vejam só, após magra vantagem rubro-negra nos anos 50, a década de 60, muito embora escassa em títulos para o Flamengo, representou a retirada dessa vantagem do rival, graças especialmente a um time pouco lembrado, comandado por Silva, o "Batuta", e Almir, o "Pernambuquinho", que surrou seguidamente os cruzmaltinos, sem dó nem piedade. Com o advento da década de 70 e o surgimento de Zico, a vantagem virou e aumentou em favor do Mais Querido do Brasil. Logo Zico, filho de portugueses, que bem poderia ser vascaíno, mas nasceu em berço rubro-negro... Que frustração devem sentir, concordam?

A partir de Zico, analisando os confrontos por décadas, apenas nos anos 80 o Vasco da Gama conseguiu ganhar mais vezes, embora por pouca margem, que, portanto, não foi o suficiente para que revertessem o saldo negativo de vitórias. Mas foi em 1988 que conquistaram seu último título em cima do Mais Querido, justamente no finalzinho da "Geração Zico". Entretanto, nem mesmo no auge do clube depois do "Expresso da Vitória", que durou exatamente daquele final da década de 80 até o início do Século XXI, foi possível superar o Flamengo nos confrontos diretos. E nem muito menos em finais, como bem sabemos. A partir da década de 90, a vantagem rubro-negra só aumentou, em todos os sentidos, mesmo na pior fase do clube, no início do Século XXI.

Quase um século após o primeiro confronto, o estádio cruzmaltino, motivo de tanto orgulho, é objeto das mais diversas penhoras por dívidas com a Fazenda Pública. O rival, mulambo, órfão e desorganizado, tornou-se na prática o que fantasiosamente se auto-atribuíam: bem gerido profissionalmente, livre de dívidas, patrimonialmente sólido e com a maior torcida do mundo. E ainda por cima é gestor do Maracanã, palco do título conquistado ontem sobre quem mais se ressentiu pela decisão do Governador.

Se não fosse o Flamengo, o Vasco da Gama, especialmente quando abriu grande vantagem nos confrontos contra o Fluminense (anos 90), mandaria esportivamente no Rio de Janeiro. Mas quis o destino que existisse o Mais Querido, realidade que, convenhamos, não é bem aceita por determinados setores. Em qual outro local, que não o Rio de Janeiro, os rivais, a federação local (FERJ), a torcida e a imprensa arco-íris se unem contra um único clube? Atlético Mineiro e Cruzeiro não enfrentam algo sequer parecido em Minas Gerais, da mesma forma que Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo entre os paulistas, e nem tampouco a dupla Gre-Nal, lá pelos pampas gaúchos.

Ninguém disse que para os outros é fácil, mas sem dúvida para o Flamengo tudo é mais difícil.

 ***

Não consegui falar sobre o jogo de ontem sem antes relembrar com vocês todo esse cenário. Abel Braga, de raízes vascaínas e tricolores, e que, portanto, conhece bem o que é esse ódio anti-rubro-negro, sabia que a roubalheira no primeiro jogo impedira o Flamengo de construir vantagem segura a ponto de poder escalar o time B ou de reservas sem correr maiores riscos. Parte disso decorre do fato de que o próprio Abel não conseguiu, até o momento, colocar em prática sua declarada estratégia de rodar o elenco em dois times para enfrentar todas as competições. Não com a eficiência que se espera, dado o nível do elenco. Pudera. Abel não tem o hábito de adotar o estilo de jogo propositivo e seus times não têm o costume de trabalhar a bola. Com o time A do Flamengo em 2019, reconheço que tenta fazer algo diferente e inclusive conseguiu começar a implantar um interessante esquema de marcação alta e de forte pressão sobre o adversário. É um estilo de jogo agressivo, que não deixa de trabalhar a bola, porém o faz com menos troca de passes e mais jogadas agudas. Contudo, como o Flamengo ainda não tem um time B competitivo e pelo desgaste natural que advém dessa proposta de jogo, não poderá ser adotada durante todos os jogos ou mesmo em todos eles.

Era o caso do jogo de ontem. Vejam bem, não é que era impossível, mas como pressionar como na partida do domingo anterior, no Engenhão, sem retirar do time a energia que será necessária em Quito, a mais de 2.700m de altitude? São situações como essa que me levam a sentir falta de variação de jogo, que não seja o abafa ou o jogo de contra-ataques intensos; em suma, a famosa capacidade de jogar de forma cadenciada, valorizar a posse de bola, diminuindo a pressão adversária. Especialmente quando o ressentido Vasco da Gama tentou fazer exatamente o mesmo que o Flamengo no domingo passado, pouco importando se o placar já estivesse 2x0 e não houvesse mais a menor chance de título.

Por sinal, ao pressionarem por 90 minutos, os cruzmaltinos parecem ter mandado às favas as já remotas chances de se recuperarem na Copa do Brasil contra o Santos de Jorge Sampaoli, na próxima quarta-feira, e de estrearem bem na primeira rodada do Brasileiro contra o Athletico/PR, na Arena da Baixada, onde já tomaram de 2x7 em 2005... A parada é simplesmente sinistra, digna de ser estudada sob o enfoque da psicologia de massas. Os caras não aceitam a superioridade do Flamengo e se perdem no ódio e no inconformismo, a começar pelo momento do cara ou coroa, quando escolhem não atacar no segundo tempo para o lado da própria torcida, implícita e contraditoriamente reconhecendo a maior força da Nação Rubro-Negra. Será que Freud explica?

Ah, o ressentimento que nos torna mais fortes... A risada de deboche de Gabigol para Leandro Castán e Werley representou um pouco da satisfação que todos nós, rubro-negros, sentimos ao ver todo  esse desespero do time do cinto de segurança...

O que forçosamente me leva ao título da coluna de hoje.

***

Senhoras e Senhores, FOCO!!!! Estamos no mesmo lugar de 2000, 2007 e 2008, por exemplo. Acabou a realidade paralela do Campeonato Rural de 2019. A partir de quarta-feira, teremos um choque de realidade, pois saberemos não apenas a quantas andam o estoque de energia e o preparo físico do time, mas também como se comportará, como visitante, contra adversários de peso; como se comportará, como mandante, ao receber adversários desse mesmo naipe; como Abel rodará o elenco, de modo a tentar minimizar os efeitos da maratona; como, enfim, o Flamengo se sairá na, até aqui, sequência mais difícil da temporada, contra LDU, Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Peñarol.

A palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.


domingo, 21 de abril de 2019

#FESTANAFAVELA

@alextriplex



A cara da alegria.

A cara de quem gosta muito de ser campeão.

A cara de quem já sabia que bacalhau tem bunda.

Parabéns, bem vestidos.

Sim, hoje tem #festanafavela.

Sem mais.

Flamengo x Vasco da Gama


Campeonato Estadual/2019 - Final (2º Jogo)

Domingo, 20 de Abril de 2019, as 16:00h (USA ET 15:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Everton Ribeiro, Diego e De Arrascaeta; Gabigol. Técnico: Abel Braga.


Vasco da Gama: Fernando Miguel; Raul Cáceres, Werley, Leandro Castán e Danilo Barcelos; Raul, Lucas Mineiro e Lucas Santos; Yago Pikachu, Yan Sasse e Marrony. Técnico: Alberto Valentim.

Arbitragem: Rodrigo Carvalhaes de Miranda, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Luiz Cláudio Regazone, bem como pelo Quarto Árbitro Graziani Macial Rocha, pelo Quinto Árbitro Philip George Bennet e pelos Assistentes VAR Bruno Arleu de Araújo (VAR), Daniel do Espírito Santo Parro (AVAR) e Alexandre Vargas Tavares de Jesus (Apoio VAR). Técnico: José Carlos Santiago.

Transmissão: Rede Globo (AC, AM, AP, DF, ES, MA, MG, PA, PB, PI, RJ, RN, RO, RR, SE TOe Globoplay (aplicativo); Premiere (sistema pay-per-view) Premiere Play (aplicativo).