quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Independiente Del Valle x Flamengo

 


Copa Libertadores da América/2026 - Quartas de Final - 1º Jogo (Ida)

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito/Equador.

Independiente Del Valle: Aldair Quintana; 
Arón Rodríguez, Daykol Romero, Carbajal, Loor e Schunke; Alcivar, Hugo Quintana e Sornoza; Emerson Pata e González. Técnico: Joaquín Papa.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Bruno Henrique e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Facundo Tello (AFA/Argentina), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Cristian Navarro (AFA/Argentina) e Gabriel Chade (AFA/Argentina). Quarto Árbitro: Leandro Rey (AFA/Argentina). Árbitro de Vídeo (VAR): Silvio Trucco (AFA/Argentina). Assistente VAR (AVAR): Lucas Novelli (AFA/Argentina). Assessor de Árbitros: Wilmar Navarro (FCF/Colômbia). Quality Manager: Oscar Viera (APF/Paraguai).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura e streaming - Disney+). 

Esquenta: Independiente Del Valle x Flamengo, pelas Quartas de Final da Libertadores da América/2026 (Jogo de Ida)

 

Salve, Buteco! Hoje é dia de Libertadores! É o Mengão, Fuderosão e Cafajestão, indo pra cima da Princesinha mais uma vez! Quartas de Final correspondem a uma fase de "afunilamento" da competição e, a partir dela, começamos a vislumbrar com mais clareza uma eventual final, que este ano será disputada em Montevidéu. 

Como o adversário de hoje começa a se tornar tradicional em competições da Conmebol, desde logo remeto quem quiser se recordar da sua História e de aspectos que antecederam os confrontos anteriores aos posts que escrevi em 2020 e 2023 (O Independiente del ValleAinda o Del Valle (e Afins) e O Reencontro com o Del Valle).

Partimos, neste Esquenta, do que aconteceu com o Independiente Del Valle após a (amarga, para nós) conquista da Recopa Sul-Americana em cima do Flamengo de Vitor Pereira em 2023. Então dirigido pelo argentino Martín Anselmi, o Matagigantes terminou aquela temporada em segundo lugar na Série A equatoriana.

No ano seguinte (2024), conquistou a Copa Equador, foi campeão equatoriano e 2025 e conquistou o título deste ano de maneira antecipada. Contudo, cabe um adendo importante: a campanha deste ano é simplesmente avassaladora. Vejam a tabela de classificação atual:

Com abissais 21 pontos de distância para o segundo colocado e o título antecipado, o Del Valle pôde se dar ao luxo de escalar um time de reservas na rodada do final de semana do certame nacional, o que não o impediu de vencer por 3x1 jogando em casa. A previsão para hoje à noite, então, é de correria, daquele "jogo físico" e "intenso" tentando fazer prevalecer o mando de campo e a altitude.

Falando em altitude, o Olímpico Athaualpa fica a 2769msnm, 252m acima do Estádio Banco Guayaquil (2.517msnm). Logo, ao menos na minha opinião, o time tende a sentir mais os efeitos da altitude, muito embora, por outro lado, o efeito pressão da torcida equatoriana tenda a se dissipar.

Isso é bom ou ruim? Digam-me vocês. No Olímpico Athaualpa, com Jorge Jesus e pela Recopa Sul-Americana/2020, Independiente Del Valle e Flamengo empataram por 2x2 no jogo de ida. No Estádio Banco Guayaquil, contudo, o Mais Querido foi derrotado por 0x1 em 2023.

"Gustavo, e aquela goleada de 0x5 sob o comando de Domènec Torrent, em 2020, pela Fase de Grupos da Libertadores?". 

O jogo ocorreu no Rodrigo Paz Delgado ou Casa Blanca, da LDU, Amigos, que fica num local um pouquinho mais baixo do que o Olímpico Athaualpa, precisamente a 2.726msnm.

A amostragem, portanto, é por demais heterogênea para conseguirmos estabelecer um critério sobre altitude e desempenho contra esse adversário. O que dá para antever, contudo, é que, com 70 gols marcados e 41 sofridos no Campeonato Equatoriano (ou seja, 39 gols de saldo positivo), enfrentaremos um adversário extremamente ofensivo e com poder de fogo indiscutível.

Pelo Grupo H da Libertadores, o Del Valle seguiu um padrão semelhante, com 11 gols marcados e 6 sofridos. Foi o terceiro ataque mais positivo, atrás de Independiente Rivadávia (15g) e do próprio Flamengo (14g). O número de gols sofridos, contudo, mostra que o Mais Querido tem um caminho a ser explorado sob a batuta do Calvo.

Este parece ser o ponto chave do confronto de logo mais. Será que os equatorianos, comandados pelo jovem uruguaio Joaquín Papa (39), partirão para cima do Flamengo, tal como costumam fazer com os demais adversários, ou adotarão uma postura mais cautelosa? Se há um time que pode inspirar o adversário a mudar a forma de jogo, com certeza este time é o Flamengo.

***

O elenco do Del Valle é uma mescla entre jovens jogadores e outros mais experientes, havendo inclusive alguns veteranos. O volante Jordy Alcívar (27) acumula 12 convocações para a Seleção Equatoriana e esteve no elenco que disputou a última Copa do Mundo, tendo jogado por apenas 13 minutos no 0x0 contra o Canadá. 

A lista de selecionáveis, contudo, é curta e termina em Patrick Mercado (23), meia ofensivo que chegou a ser convocado por Sebastián Becaccece, mas não esteve no elenco da Copa. 

O resto do elenco tem algumas figuras carimbadas junto ao público brasileiro, como os meias Juan Cazares (34), que está afastado por uma lesão no ligamento interno, e Júnior Sornoza (32), titular do time.

O veterano zagueiro argentino Richard Schunke está no clube desde 2018 e enfrentou o Flamengo em todos os jogos disputados entre as duas equipes desde 2020.

Quem quiser conferir os outros nomes pode acessar a página do plantel do Del Valle no Transfermarkt.

***

E a escalação para hoje à noite? Arriscam um palpite para a formação que o Calvo mandará a campo? O que vocês fariam no lugar dele? Será que optará por um time "mais físico" ou deixará para o segundo tempo, quando as coisas costumam, digamos, ficar "mais dramáticas" em Quito?

O Ficha Técnica subirá as 19:00h, como de costume, e a bola rolará no Olímpico Athaualpa as 21:30h com transmissão da ESPN e Disney+.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

3 Pontos na Amazônia e a Liderança

 

Salve, Buteco! O jogo teve a cadência que eu antevi no Esquenta de sábado: Flamengo com a bola e o Remo buscando os contra-ataques; calor, campo pesado, muita chuva, jogo amarrado, dificílimo, algo que a distância de 31 pontos entre as duas equipes na tabela não sugeria, mas que a realidade prática impôs, pelo contexto. 

Aliás, o Remo, como mandante, tem 3 vitórias, 5 empates e 5 derrotas, mas nenhum sacode em seus domínios, ou seja, faz jogo duro com todo mundo, ganhando, empatando ou perdendo. O agora vice-líder Palmeiras que o diga, pois deixou 2 preciosos pontinhos em Belém, os quais, na prática, acabaram lhe custando a ponta da tabela.

Então, como ia dizendo, o jogo duríssimo era previsível, mas eu gostei do Flamengo, que se impôs com a bola e tramou bem pelo meio da defesa do Remo, enquanto o campo não estava encharcado. A melhor chance nessa fase do jogo foi uma finalização de dentro da área feita por Samuel Lino.

O adversário só foi ameaçar no terço final da primeira etapa, com uma chance claríssima desperdiçada pelo centroavante Gabriel Taliari, que cabeceou, totalmente livre de marcação, em cima de Rossi. Pouco antes, El Charrua Arrascaeta, inexplicavelmente, deixou de finalizar a gol quando estava cara a cara com o goleiro Marcelo Rangel. Naquela altura, o time passara a sentir o campo pesado e não conseguia manter o ritmo.

Temi pelo pior no segundo tempo, dado o histórico recente nos 45 minutos finais das partidas. A boa surpresa, porém, foi a volta do time no mesmo ritmo da etapa inicial, contrariando as minhas pessimistas expectativas. Samuel Lino carimbou a trave esquerda de Marcelo Rangel já aos 3 e Pedro cabeceou para uma difícil defesa do goleiro logo em seguida. O Remo respondeu com um cabeceio de Picco, que passou rente à trave direita de Rossi, mas o Flamengo voltou a levar perigo com um gol inacreditavelmente perdido por Pedro, que consagrou o arqueiro azulino.

O Flamengo produzia (e perdia) gols em grande escala, mostrando mais contundência do que nos 45 minutos iniciais. Aos 18, finalmente, o gol saiu, quando Arrascaeta recebeu a bola na intermediária, entre a ponta esquerda e o meio, faixa de campo na qual conhece tudo e mais um pouco. Nosso ídolo charrua driblou um defensor remista e "fez as pazes" com Samuel Lino, que marcou um golaço, a la Ronaldo Fenômeno e Romário, de biquinho (ou foram três dedos?), no lado esquerdo da grande área.

Flamengo 1x0, placar que dava a liderança na tabela de classificação, ainda que momentaneamente.

A chuva voltou a castigar pesado, mas o Flamengo não perdeu o ímpeto e continuou a ameaçar com Lino e Paquetá. O Remo tentou responder com Alef Manga, que forçou Rossi a praticar uma boa defesa. As substituições do Calvo foram cozinhando o jogo e mantendo a vitalidade do time. Pulgar, Saúl, Bruno Henrique e os estreantes Anthony Valencia e Joaquín Freitas não deixaram a peteca cair. O time controlou bem o jogo e segurou o resultado.

Melhor visitante do campeonato, o Mais Querido aproveitou a força da sua torcida em Belém e o ótimo retrospecto no Mangueirão para garantir os três pontos que o levaram ao topo da tabela, graças ao empate entre Botafogo e Palmeiras no Engenhão (0x0).

Os próximos três jogos serão pesados, com o Corinthians (ciclo Diniz começando a fase depressiva?), no Maracanã, intermediando os dois confrontos contra o Del Valle pelas quartas de final da Libertadores.

Menos mal que, apesar da longa e desgastante viagem para Quito, e do super desgastante jogo em Belém, o Flamengo só voltará a jogar na quinta-feira, para depois fazer uma conveniente sequência de três jogos no Rio de Janeiro - Corinthians, Independiente Del Valle e Bragantino.

Se tudo der certo, publicarei um post sobre o Del Valle antes do Esquenta de quinta-feira.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 6 de setembro de 2026

Remo x Flamengo

  

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 26ª Rodada

Domingo, 6 de Setembro de 2026, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Estadual Jornalista Edgar Proença ou "Mangueirão", em Belém/PA.

Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon; Patrick, Picco, Zé Ricardo e Galeano; Yago Pikachu e Gabriel Taliari. Técnico: Léo Condé.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton LucasJorginho, Paquetá e Arrascaeta; Carrascal, Pedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Lucas Casagrande (Árbitro/AB-PRO/PR), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Boschilia (Assistente/FIFA-PRO/PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (Assistente/FIFA-PRO/PR). Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçalves (Árbitro/AB/GO). Assessor: Kleber Lúcio Gil (Assessor/Master/BR). Árbitro de Vídeo (VAR): Heber Roberto Lopes (Árbitro/Master/SC). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Cleriston Clay Barreto Rios (Assistente/Master/SE) e Dyorgenes José Padovani de Anderade (Árbitro/AB/ES). Observador de VAR: Marcelo Carvalho Van Gasse (Inspetor/Master/SP). Quality Manager: Bernardo Campos Martins (Assessor/CBF/SP). 

Transmissão: Rede Globo (TV aberta), Premiere (sistema pay-per-view) e GeTV (streaming).






sábado, 5 de setembro de 2026

Esquenta: Remo x Flamengo, pela 26ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! Depois de 48 anos, ou seja, quase meio século, o Flamengo voltará a enfrentar o Clube do Remo em Belém do Pará pelo Campeonato Brasileiro da 1ª divisão. Na capital paraense, foram três confrontos disputados na década de 70 e desde então as duas equipes, em jogos oficiais, só se encontraram novamente na Metrópole da Amazônia pela Copa do Brasil, nos anos de 2003, 2009 e 2013. Eis a lista de jogos:

17/09/1972 - Remo 1x0 Flamengo - Série A

21/10/1973 - Remo 2x1 Flamengo - Série A

2/04/1978 - Remo 0x1 Flamengo - Série A

30/04/2003 - Remo 2x3 Flamengo - Copa do Brasil/Oitavas-de-Final

08/04/2009 - Remo 0x2 Flamengo - Copa do Brasil/2ª Fase

03/04/2013 - Remo 0x1 Flamengo - Copa do Brasil/1ª Fase

Após as duas derrotas iniciais, o Mais Querido venceu os quatro jogos subsequentes oficiais disputados em Belém do Pará. Uma curiosidade marca essa estatística: os dois primeiros jogos, vencidos pelo Clube do Remo, foram disputados no Estádio Evandro Almeida, mais conhecido como Baenão, de propriedade do Rei da Amazônia. A partir de 1978, todos os confrontos passaram a ser disputados no Mangueirão, invariavelmente com vitória rubro-negra.

No total, contando jogos e torneios amistosos, os dois clubes já se enfrentaram por 20 vezes, com 14 vitórias do Flamengo, 3 empates e 3 vitórias do Remo. No recorte dos jogos oficiais, foram 10 jogos, com 7 vitórias rubro-negras e 3 derrotas, todas ocorridas pelo Campeonato Brasileiro, uma delas no Maracanã (1975). Todos os jogos disputados pelo Brasileirão ocorreram na década de 70, com 2 vitórias do Flamengo e 3 do Remo, sem empates. Eis a lista:

7/09/1972 - Remo 1x0 Flamengo - Série A

21/10/1973 - Remo 2x1 Flamengo - Série A

01/06/1974 - Flamengo 3x0 Remo - Série A

25/10/1975 - Flamengo 1x2 Remo - Série A

02/04/1978 - Remo 0x1 Flamengo - Série A

Como eu sempre digo, tudo na vida é contexto e esses números trazem um recorte de uma realidade distante, da década de 70, quando o Brasileirão se formatava no modelo "onde a Arena vai mal, um clube no Nacional". Inegável, porém, que naquele tempo o Clube do Remo era um adversário mais competitivo do que é hoje.

Não que isso signifique que teremos moleza no domingo. Muito pelo contrário, o gramado pesado e o desespero do adversário, que perdeu em casa na última segunda-feira para um dos melhores visitantes do campenato, o Coritiba (2x3), darão contornos dramáticos à partida. A derrota recente deixou o Remo a dois pontos de Internacional, Vasco da Gama e Mirassol, que têm 25. Outra derrota domingo piorará ainda mais a situação do Filho da Glória e do Triunfo na sua missão de escapar da terrível Zona do Rebaixamento.

Na religiosamente chuvosa Belém do Pará não será surpresa se o Mais Querido encarar um adversário mordido e um gramado pesado. Para apimentar mais ainda o confronto, já começaram com a palhaçada de "em jogo do Remo, só camisa do Remo", grosseria que, aparentemente, é direcionada exclusivamente para a Maior Torcida do Brasil e não para as outras (se eu estiver errado, por favor me corrijam).

Menos mal que o primeiro jogo das quartas de final da Libertadores, contra o Independiente Del Vale, só ocorrerá na quinta-feira, 10 de setembro. Contudo, não podemos nos esquecer que haverá a viagem a Quito e, ao que parece, uma aclimatação de dois dias na capital equatoriana.

O noticiário dá conta de que Vitão e De la Cruz voltaram a treinar com o grupo e podem vir a ser novidades na lista de relacionados, que também poderá contar com os novos reforços Anthony Valencia e Joaquín Freitas. Pulgar também retornará ao time após a pancada e a substituição no último jogo, contra o Mirassol.

O Remo não vence há sete jogos; porém, segundo os palpites e dicas do GE, é o quarto mandante do Brasileirão que mais finaliza em contra-ataques, o que me parece ser a projeção mais razoável do que deverá ser a partida: o Flamengo com posse de bola e tentando ocupar o campo azulino, enquanto o anfitrião buscará as transições rápidas para chegar à meta rubro-negra.

O GE Azul dá conta que o Leão da Amazônia contará com força máxima para receber o urubulinamente Mais Querido do Brasil (e do Mundo). Todavia, no passarán! Vai dar Mengão mais uma vez no Mangueirão!

***

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.

Tenham um sábado abençoado.

Bom FDS e SRN a tod@s.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Coluna do Carlos César: E o segundo tempo?


 

Olá, Buteco!


Depois de uma semana de pausa, o jogo contra o Botafogo deu início a esta semana agitada e a uma sequência de jogos bastante desafiadora.

O maior agito ficou por conta da janela de transferências, em que o Flamengo pareceu despertar, vendendo o Plata para o Dínamo de Moscou e comprando duas jovens promessas, Joaquín Freitas e Anthony Valência.

A sequência desafiadora começou com a vitória do Mengão sobre o Botafogo, emendou com o 2 a 0 sobre o Mirassol e vai continuar com os seguintes confrontos, sem tempo para respirar:

** Remo, no Pará, no domingo, 06/09;

** Independiente Del Valle, na quinta, 10/09, na altitude de Quito (aí, sem tempo e sem oxigênio para respirar);

** Corinthians, no domingo, 13/09, no Maraca;

** Independiente Del Valle, na quinta, 17/09, no Maraca;

** Bragantino, no domingo, 20/09, no Maraca.

Depois dessa sequência pesada, virá a famigerada Super Data Fifa e o Mengão só voltará a jogar no dia 08/10, contra o Santos, na Vila Belmiro.

Passando para as semifinais da Liberta, como esperamos que passe, o Flamengo terá que jogá-las no período de 14 a 22 de outubro, em partidas entremeadas com rodadas decisivas do Brasileirão.



Aproveitamento: Jardim versus Abel

Com a realização do jogo adiado da quarta rodada, o Flamengo se igualou ao Palmeiras em número de jogos, o que permite um pequeno exercício matemático sobre os aproveitamentos de Leonardo Jardim e Abel Ferreira à frente dos seus times, no Brasileirão.

Sob o comando do Abel, o Palmeiras disputou 25 jogos e conquistou 52 pontos, alcançando aproveitamento de 69,3%.

Descontadas as três partidas que disputou sob o comando do Filipe Luís, o Flamengo fez 22 jogos comandado pelo Calvo, nos quais conquistou 47 pontos e aproveitamento de 71,2%.

Se a parada pudesse ser resolvida pela matemática, Abel conquistaria 27 pontos nos 13 jogos restantes, enquanto Jardim conquistaria 28, hipótese em que ambos chegariam a 79 pontos e o campeonato seria decidido nos critérios de desempate.

Esse quadro ressalta algo que é muito provável: se não houver uma grande surpresa (o Athletico Paranaense ainda persegue de perto os dois líderes), a tendência é que o Brasileirão 2026 seja decidido no confronto direto entre Flamengo e Palmeiras, da mesma forma que aconteceu em 2025.

Esse confronto, que pode decidir o campeonato com antecedência, está marcado para o dia 22 de novembro, em São Paulo, pela trigésima sexta rodada do campeonato.

Para que o Mengão possa comemorar o título na casa do adversário, terá que assumir a liderança e abrir quatro pontos até a rodada 35 e, na sequência, vencer o Palmeiras na rodada 36.

Missão árdua, mas não impossível, se o nosso time sustentar a evolução que começou a apresentar depois que os convocados para a Copa do Mundo se reintegraram ao elenco.



Um acerto do Boto



Não mudei de opinião a respeito do trabalho do José Boto na função de Diretor Técnico, mas é inegável que a mudança de rota nas contratações deu a ele a oportunidade de mostrar algum serviço nesse campo.

Afinal, a estratégia de venda do Plata casada com as contratações do Valência e do Freitas foi muito bem desenhada e realizada.

Veio, logo em seguida, a devolução do Plata pelo Dínamo, mas aí não há qualquer culpa do nosso cetáceo dirigente, já que o episódio foi completamente inusitado.

Pra não deixar de criticar (rsrs), não gostei da extensão do contrato do Alex Sandro até 2027 e do exagero na extensão de contrato do Pulgar (2029!!!).

Só o tempo vai dizer se houve acerto nessas decisões, mas elas vão na contramão da diretriz de rejuvenescimento do elenco e, no caso do Alex Sandro, a extensão adia a solução do problema da lateral esquerda do time.

Falta pouco para podermos fechar um balanço do nosso elenco, considerando o antes e o depois da janela.

Aguardemos.



Os colapsos no segundo tempo

Ótimo primeiro tempo! Podia ter matado o jogo, mas não matou. Que segundo tempo horrível! Tá muito mal! Vai flamengar!

Quantas vezes já dissemos, ouvimos ou lemos essas frases em jogos do Flamengo, atuais e antigos?

Sampaoli sempre reclamava da falta de contundência do nosso ataque e, sem precisar puxar muito pela memória, tempos depois o Flamengo do Tite e o do Filipe viveram essa síndrome que agora assombra o time do Leonardo Jardim.

Como não sou especialista em análises táticas, fui ouvir e ler opiniões de alguns profissionais, a fim de tentar encontrar diagnósticos para essa síndrome que, entra ano e sai ano, coloca em risco alguns títulos do Flamengo.

Além disso, li enorme quantidade de comentários dos participantes do Buteco, durante e após as partidas porque, embora sob o domínio da paixão, a voz do Buteco tem muito saber sobre o time do Flamengo.

Apresento, então, algumas explicações, para que vocês possam refletir um pouco mais sobre o assunto.

As citações a seguir não reproduzem exatamente as falas, mas, sim, o sentido de cada afirmação feita pelos profissionais Pedro Ivo Almeida, Fabrício Chicca, Rodrigo Mattos, Rapha (do Falando de Tática) e pela galera do Buteco.

Pedro Ivo Almeida, da ESPN:

Quando o Flamengo encaixa seu jogo, fica num patamar muito acima de qualquer adversário do campeonato.

Leandro Machado, no post “Checkpoint Brasileirão – Blocos 5 e 6”:

“O Flamengo atual é, de longe, o time que apresenta o melhor futebol do país”.

Esses diagnósticos indicam que algo essencial foi alcançado: o time atual do Flamengo consegue jogar um grande futebol e, quando isso acontece, impõe-se aos adversários.

O problema tem sido não conseguir sustentar esse nível de desempenho no segundo tempo.

Reparem que, quando o Flamengo se impõe, cai por terra a possível tese de que Jardim não consegue montar o time para um jogo de imposição.

Jogos recentes mostraram que ele é capaz de fazer isso, inclusive em clássicos fora de casa, como aconteceu em partidas contra o Cruzeiro.

As críticas prendem-se, então, a facilidades que o time proporciona a adversários, mesmo quando domina o jogo, e se ampliam quando nossa linha de ataque colapsa e leva o time a recuar, o adversário sobe suas linhas e passa a nos pressionar e Jardim não dá solução para o problema ou demora a aplicá-la.

Sigamos com os comentários e diagnósticos que pesquei.

Rodrigo Mattos, em live pós-jogo contra o Botafogo:

Time muito mal no segundo tempo, Botafogo melhor, ganhando todas as segundas bolas e todas as divididas.

O Flamengo venceu, mas Leonardo Jardim não foi bem nessa tarde, porque deixou o jogo rolar por meia hora de domínio do Botafogo “e ele olhando, com aquela roupa que parece pijama”.

A primeira mudança foi o Paquetá (substituiu Luiz Araújo aos 11 do segundo tempo), mas claramente devia ter mudado uns três naquele momento, alguém no lugar do Pedro e poderia ter tentado outros jogadores, por exemplo o Carrascal, que entrou jogando bem.

Entrevista do Jardim: com o time mais “fresco”, definimos a partida. Por que não entrou com um time mais fresco quinze ou vinte minutos antes? Leitura lenta. Depois do Paquetá, só mexeu por volta dos 30.

Mesmo no primeiro tempo, o Flamengo marcava mal a saída de bola do Botafogo, que conseguia sair jogando várias vezes. O Flamengo dava chances ao Botafogo.

Gustavo comentou, no post de segunda-feira, “Tabu Quebrado, com 6x0 no Agregado”, que “o Botafogo assustou no primeiro tempo com contra-ataques perigosos, apesar do maior volume de jogo do Flamengo e da tradicional usina de gols perdidos”.

Voltando ao Rodrigo Mattos:

No segundo tempo, não ganhava uma bola. Arrasca e Pedro já com condições físicas que não conseguiam disputar uma bola, aí sobrava para o meio de campo.

Jorginho e Pulgar são ótimos tecnicamente, mas não dá pra termos um jogo em que o adversário venha conduzindo a bola pra cima deles.

Tem que ser uma bola pressionada, em que o Pulgar é rei e o Jorginho também se antecipa em todas.

Agora, se deixar o adversário vir conduzindo, aí é um terror. Foi o que aconteceu durante trinta minutos do segundo tempo.

Botafogo pressionando, Lino já cansado, dobravam no Ayrton Lucas, facilidade pra cruzar, muita bola na nossa área.

Fabrício Chicca, na mesma live, concorda com o Rodrigo Mattos e acrescenta:

O Flamengo perde o controle do jogo quando o time cansa.

Idade dos jogadores, algumas questões individuais (devia estar pensando em Arrasca e Pedro), o Lino cansa no segundo tempo e não consegue acompanhar a dobra no Ayrton Lucas.

Chicca levantou a hipótese de substituição do Lino, mas eu me inclino a considerar que seria melhor substituir logo o Arrascaeta porque, enquanto o camisa dez sobrecarrega nossos volantes e também já não rende bem no ataque, o Lino cansa de fazer a proteção ao lateral, mas continua atacando bem pelo meio, como mostrou nos minutos finais do 3 a 0 sobre o Botafogo, quando fez o segundo gol e participou do terceiro.

Rodrigo Mattos ainda completou:

Não mata o jogo: muito preciosismo, principalmente do Pedro. Teve uma ótima chance pra chutar, mas preferiu dar um toque de lado. Podia perder, como perdeu duas contra o Cruzeiro, mas tinha que chutar.

De fato, esse lance é emblemático e me faz pensar o que pode estar passando pela cabeça do Pedro quando prefere tentar um drible improvável, num lance em que a bola está pedindo pra ser chutada.

Trazendo outra explicação para o problema do segundo tempo, o Rapha, do Falando de Tática, postou durante o jogo contra o Mirassol:

“Um ponto de atenção para o Flamengo, que ninguém está comentando. A qualidade da saída de bola caiu. Nos 3 jogos contra o Cruzeiro e também contra Botafogo e Mirassol, quando o adversário subiu o bloco de forma mais intensa encaixando individual, a equipe teve muita dificuldade pra sair jogando. A queda de produção nos segundos tempos passa muito mais por isso do que por qualquer outra questão.”

@KakkaLucas ponderou:

“Contra o Cruzeiro a saída de bola tava funcionando, principalmente no jogo do Brasileirão em Minas.”

Rapha respondeu:

“Até o momento que o Cruzeiro avançou e encaixou individual. Repare que eu não disse que a saída de bola está sempre ruim, mas sim que o time está tendo dificuldade quando o adversário encaixa individual. É diferente.”

Temos, então, um cardápio variado de diagnósticos, alguns claramente interligados ou complementares.

Resumindo o que andei pescando a respeito, entre opiniões de profissionais e as muitas participações da galera do Buteco:

** No primeiro tempo, Arrascaeta e Pedro ajudam um pouco na marcação da saída de bola adversária, mas deixam de ajudar no segundo, supostamente por não terem condicionamento físico para manter essa função.

** Disso resulta que nossa dupla de volantes fica exposta e lida mal com essa exposição, que não acontece apenas quando o time cansa. Até no primeiro tempo das partidas em que o Flamengo consegue fazer um jogo de imposição, o time dá espaços para construções perigosas dos adversários.

** Quando Lino cansa e para de proteger o lateral esquerdo, o problema aumenta, porque o adversário pode completar seu repertório de ataque com dobras sobre o Ayrton Lucas e, tendo espaços e muita liberdade de movimentos na nossa intermediária, pode realizar jogadas de construção pelo meio e cruzamentos sucessivos com a bola descoberta.

** Quando, pelo colapso físico da nossa linha mais alta, o adversário ganha confiança, sobe suas linhas e encaixa a marcação individual sobre nossos construtores, a nossa saída de bola passa a funcionar mal, como comentou o Rapha.

** Jardim demora demais a mexer no time, levando-o a conviver por muito tempo com o risco de derrotas ou, no mínimo, da perda de pontos preciosos para nossas pretensões de títulos.

Aparentemente, a mexida mais óbvia, necessária em qualquer segundo tempo, é Jardim substituir Arrascaeta, ou Pedro, ou os dois, logo que o time começar a ceder campo para o adversário.

Do meio para a frente, a escalação preferencial do Flamengo tem sido Pulgar, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Pedro e Samuel Lino.

Sobram, como opções “bem votadas” para o segundo tempo, Evertton, Paquetá e Plata, além dos menos votados Saul, Luiz Araújo, Bruno Henrique e Lorran e dos garotos Valência e Freitas.

Considerando o quanto o time costuma decair no segundo tempo, entendo que Leonardo Jardim deve passar a deixar as substituições engatilhadas desde o intervalo (substitutos escolhidos e aquecidos, para que a mudança seja feita ao primeiro sinal de declínio do time e de cessão de espaço ao adversário).

Afinal, estamos num fio de navalha: conseguimos ter um timaço no primeiro tempo, mas ele vem derretendo no segundo e a queda de rendimento do Arrasca e do Pedro é causa apontada por todos ou quase todos os analistas.

Se não lidarmos corretamente com isso, vamos colocar em risco a conquista do Brasileirão, competição em que o Flamengo tem as maiores chances de chegar ao título.

Se liga, Jardim!!!


Saudações Rubro-Negras!!!

Carlos César Ribeiro Batista