sexta-feira, 23 de junho de 2017

Queremos Mais!






Irmãos rubro-negros,



grande vitória.

Na humildade, grande vitória!

Diego e Guerrero fazendo a diferença.

Mas quem fez mais diferença foi a Ilha do Urubu.

Tremendo estádio, na nossa modéstia, que temos por teto o céu.

O Futebol do Flamengo tem de melhorar muito, muito mesmo, para honrar a Sagrada Camisa Vermelha e Preta.

Valeu pela vitória.

Mas nós queremos muito mais!

Com fé e amor.





...


Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Flamengo x Chapecoense



Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 9ª Rodada

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Réver, Juan e Trauco; Márcio Araújo e Willian Arão; Everton, Diege BerríoGuerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Chapecoense: Jandrei; Apodi, Luiz Otávio, Victor Ramos e Reinaldo; Andrei Girotto e Luiz Antônio; Rossi, Seijas e Arthur; Wellington Paulista. Técnico: Wagner Mancini.

Data, Local e Horário: Domingo, 14 de Junho de 2017, as 21:00h (USA/ET 20:00h), no Estádio Luso Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Leandro Bizzio Marinho, auxiliado por Danilo Ricardo Simões Manis (FIFA) e Miguel Caetano Ribeiro da Costa, todos da Federação Paulista de Futebol. Quarto Árbitro: Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP). Assistentes Adicionais 1 e 2: José Cláudio Rocha Filho (SP) e Adriano de Assis Miranda (SP). Analista de Campo: Hilton Rodrigues Moutinho.

 

O futebol do Flamengo

Esta, infelizmente, é mais uma postagem com dose de desânimo e tristeza, quando se pensa no futebol do Flamengo e como é tratado dentro do clube nesta gestão. O que não deixa de ser curioso, visto que não lembro de passado recente com o clube de elenco tão reforçado que dá várias opções a comissão técnica. O trabalho de contratações do futebol me parece muito bem realizado em que pese uma avaliação ruim da necessidade de goleiro para substituir o fraco Muralha e uma avaliação demasiadamente otimista em relação aos nossos zagueiros. Setores que sim, mereciam reforços. Ao menos de zagueiro chegou o Rhodolfo.

Mas porque o desânimo e tristeza? Porque o futebol do Flamengo é conduzido sem empenho sério por metas ou títulos. Apenas o "esforço" já basta para passagem de pano, elogios públicos na imprensa e declarações de continuidade que exasperam o torcedor ainda não derrotista e que espera ter no Flamengo um clube vencedor.

Mas como ter um "clube vencedor" se temos um técnico muito aquém do nível mínimo desejável para exercício desta função no clube? Um técnico escolhido sem qualquer experiência e que provou ao longo de 2016 sua incapacidade crônica de "mudar o jogo" e de aproveitar melhor os recursos do elenco uma vez que seu esquema tático e estilo de jogo, uma variação do aplicado pelo Muricy, mas com jogadores melhores e mais entrosados, ficou datado?


É inviável. Hoje os times se estudam demais. Jogadores são exaustivamente analisados por profissionais de apoio ao futebol, que analisam deslocamentos, passes, setores onde jogam mais, onde jogam mais, deficiências e qualidades. Isto é repassado para comissões técnicas que têm o dever de explorar suas deficiências e minimizar suas qualidades quando os enfrentam. E se temos um treinador que "congela" o elenco titular, o esquema tático, e possui uma deficiência tática crônica em leitura de jogo, teremos o Flamengo, por mais "estelar" que o Depto de Futebol faça do elenco, um time medíocre, de segunda página da tabela.


Mas o que fazer? O Departamento de Futebol ainda deu carta branca ao treinador para escolher seu auxiliar. Um profissional experiente? Não, claro. A arrogância é brutal no Zé Ricardo. Escolheu outro tão ou mais inexperiente que ele. Porque ouvir conselhos de alguém já que sabe tudo em tão pouco tempo? Mas não sabe. E isto ninguém diz para ele. O presidente do clube que se arvorou VP de Futebol, paternalista e nada cobrador, gosta do sujeito, gosta dos jogadores perebas e prejudiciais que coloca no time, também gosta do Diretor Executivo de Futebol cuja experiência em clubes de futebol deveria fazê-lo impedir que o Flamengo disputasse Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, etc, com elenco tão forte e experiente, com o técnico sub20 sem visão de jogo e limitado.

Mas não. Rodrigo Caetano lava as mãos. Não é cobrado. Ninguém se lembra dele. Culpam logo "a diretoria". Que, claro, tem sua grande parcela de culpa. Mas o clube contratou Rodrigo Caetano pela sua expertise dentro de um modelo de profissionalismo. Não seriam torcedores, agora dirigentes, que saberiam lidar com este mundo. Mas Rodrigo Caetano, apesar do bom trabalho em contratações, falhou miseravelmente na montagem de um TIME competitivo porque deveria saber que um TIME começa com o técnico à altura do mesmo. Mas lava as mãos. Foge de entrevistas e da responsabilidade. "Não tenho autonomia", costuma às vezes falar por aí, para se eximir e jogar a culpa nos outros. Ora, se não tem autonomia como aceita permanecer no cargo? Sai fora, afinal ele é o Diretor de Futebol. Está no cartão de visitas.

Enfim, hoje o Flamengo joga. E mesmo com os recentes reforços a torcida está preocupada. Sabe que o técnico é paneleiro e insiste com seus jogadores do coração mesmo que não estejam jogando nada. É culpa do Zé Ricardo? Hoje não é mais não. Ele é assim. E se continua atuando no Flamengo é pelo aval da Diretoria de Futebol, do CEO do clube, do EBM e de todo Conselho Gestor. O "core business" do Flamengo não pode ser tratado com este desleixo. Todos são responsáveis.








quarta-feira, 21 de junho de 2017

Alfarrábios do Melo

Assume numa crise.

No instável futebol brasileiro e sua conhecida precariedade na gestão dos seus respectivos clubes, essa é a mais costumeira forma de iniciar um trabalho de treinador. Numa crise.

E essa não é apenas mais uma crise. É daquelas caudalosas, bombásticas, que reverberam do Porteiro ao Presidente. A sensação é a do mais completo e absoluto caos. O Flamengo parece viver um inferno astral sem a mais remota perspectiva de desfecho a curto prazo.

Com efeito. Zico é repatriado, com festa. Faz um punhado de jogos e é abatido a patadas. Está fora da temporada. Dessa e da próxima. Sócrates, titular da Seleção e um dos principais jogadores brasileiros, é contratado sob as bênçãos de uma torcida eufórica. No seu segundo treino, pisa num buraco e fratura o tornozelo. Vai ficar meses fora. O time, abatido, faz péssimo Primeiro Turno, que culmina numa goleada histórica e humilhante sofrida para o Vasco.

Que faz rebentar a crise.

O ambiente político incandesce. O Presidente, pressionado, afasta o VP de Futebol. Vai acumular a Pasta. Mas o bombardeio vem de todos os lados. A Oposição clama por seu impeachment, alegando irregularidades diversas. Um aliado importante vai aos jornais reclamar da “falta de comando” do Dirigente (“institucionalmente o clube vai bem, mas o futebol está imerso em um marasmo. Não ganhamos nada há dois anos.”). As divergências quanto ao tratamento da lesão de Zico derrubam o responsável pelo Departamento Médico. É uma fase tão nefasta que mesmo um avanço importante, como o início da construção da nova sede na Gávea, enfrenta dificuldades inusitadas, como a constatação de que as fundações da obra foram instaladas ao contrário, o que faria com que a sede fosse posicionada com os fundos para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

E é assim que o interino assume.

No Rio, a Diretoria busca um novo nome. Pensa-se em Carpegiani, mas o nome ainda enfrenta forte rejeição interna no clube. Parreira é outra opção, mas logo descartada, por estar sob contrato no Qatar. A preferência real do Presidente e de boa parte da Diretoria recai sobre Telê Santana, que, além de desfrutar de prestígio na Gávea, possui bom relacionamento com a maioria dos principais jogadores do elenco, com quem trabalhou na Seleção. Mas Telê está vinculado ao Al-Hilal e ainda precisa cumprir mais seis meses de contrato, do qual os árabes não abrem mão. Ademais, o treinador já está apalavrado para dirigir a Seleção no Mundial, o que provocaria certa divisão de foco. Descartado Telê, outros nomes vão surgindo à mesa e sendo automaticamente abandonados (Castilho, Nelsinho), até que a Diretoria fecha um acordo preliminar com Carlos Alberto Torres, o treinador do Tri Brasileiro de 1983.

Enquanto isso, o interino vai dirigindo o time.

O interino já havia sido requisitado quando da queda de Zagalo. Rodara o Norte-Nordeste com a equipe e chamado a atenção por ter conseguido fazer o time jogar de forma competitiva todos os amistosos (venceu as quatro partidas sob seu comando), o que lhe conferiu vários elogios em seu retorno. Agora, vence de maneira inapelável os dois amistosos do Flamengo na Califórnia (2-0 Chivas-MEX e 3-0 San Jose Earthquakes-EUA), jogando um futebol aplicado e vistoso. O ambiente, antes pesado com Joubert, agora parece mais tranquilo, pleno de piadas e brincadeiras. O interino, antigo preparador físico, depois auxiliar, parece inteiramente à vontade no meio do grupo de jogadores.

Na volta ao Brasil, o interino é avisado. Ainda dirigirá o Flamengo na estreia da Taça Rio, contra o Bangu, vice-campeão brasileiro e que vem completo. O rubro-negro, devastado por desfalques, contará com vários garotos. Após a partida, provavelmente entregará o comando a Carlos Alberto.

Mas o interino surpreende. Faz o Flamengo jogar a partida mais combativa do ano. O time morde grama. Imprensa o Bangu em seu campo. Desperdiça pilhas de gols perdidos. E sai de campo com um empate (2-2), arrancado nos minutos finais, que deixa um estranho gosto de vitória/derrota, por ter superado amplamente o oponente. Enfim, o Flamengo joga como Flamengo. A atuação é tão vibrante que o Presidente desiste do Capita Torres e efetiva, ainda no vestiário, o interino.

E assim o interino se torna o treinador.

Empolgada, a Diretoria entende ter encontrado um profissional capaz de “entender o clube” e, com isso, seguir os passos de Coutinho, Carpegiani e, de certa forma, do próprio Carlos Alberto Torres, treinadores com pouca ou nenhuma experiência prévia que conseguiram “assimilar a cultura do clube”, e com isso auferiram resultados expressivos.

Dura um ano e meio.

Nesse período, o treinador convive com a escassez. Os jogadores da “Era de Ouro” andam lesionados e, em muitos casos, longe da melhor forma física. Alguns, ao retornar de lesões, começam a viver o momento de declínio. Sem, em muitos momentos, dispor de Mozer, Andrade, Adílio e Leandro (sem falar em Zico e Sócrates), o jeito é recorrer aos jovens. E o treinador o faz. Lança ou efetiva Zé Carlos (goleiro), Zé Carlos zagueiro, Nem, Aldair, Valtinho, Ailton, Wallace, Vinícius, Paulo Henrique e Zinho, entre outros nomes. Alguns prosperam e se projetam, outros vão ficando pelo caminho. Mas todos eles se integram a uma filosofia de jogo que prioriza a ocupação alucinante de espaços, a transição em alta velocidade ao campo de ataque, a priorização do aspecto físico em detrimento da condição técnica. Transforma a cara do Flamengo, outrora um grupo capaz de praticar um futebol plástico e com ênfase nos talentos individuais, agora uma equipe veloz, entrincheirada em suas linhas, capaz de exercer uma marcação sufocante e executar contragolpes mortíferos. A inspiração dá lugar à árdua transpiração.

"Nós, treinadores, que estudamos, que fomos a uma faculdade, sabemos o quanto é importante que um jogador também se torne um atleta". "Sou um estudioso. No início podia não ter tanta familiaridade com as situações práticas de campo, mas compensei isso com muita bagagem teórica. Duvido que haja algum treinador que conheça mais sobre metodologia aplicada de treinamentos e táticas do que eu". "Só o talento não resolve mais. É preciso encaixar o talento numa filosofia coletiva". "O drible faz perder tempo. É preciso jogar com velocidade, passes verticais, de primeira". "Eu estudo e assisto a um adversário dezenas de vezes, até entender como neutralizá-lo". 

Seu ápice se dá nas Finais do Estadual de 1986, em que, cautelosamente, rejeita a ideia de se aproveitar um Zico em precárias condições físicas e, fazendo sua equipe atuar com uma disciplina tática beirando uma perfeição quase militar, faz engessar o prolífico Vasco de Romário, Geovani e Roberto. Com efeito, o Flamengo do treinador emperra um ataque de 50 gols em 22 jogos, impondo-lhe o cruel jejum de 270 minutos sem marcar. E levanta a taça.

"É evidente que treinador ganha jogo. A Comissão Técnica e eu que vencemos as Finais contra o Vasco. Em campo transformamos os jogadores em peças que neutralizaram as jogadas inimigas. Fizemos uma análise profunda do adversário, em seus aspectos físicos, técnicos, táticos e até emocionais. E o resultado refletiu."

Mas o treinador se torna vítima de suas convicções. Não demonstra lidar bem com a presença de “medalhões”. No Brasileiro de 1986, arranca muito bem na Fase Inicial, conquistando o primeiro lugar em um grupo forte. Mas começa a se perder ao não conseguir encaixar o atacante Kita, centroavante contratado a peso de ouro, no time titular. Com Kita o rendimento de Bebeto (goleador e principal jogador da equipe) cai vertigionosamente. Além do pesado atacante, o treinador encontra dificuldades para encaixar o talento de Sócrates, cujas nítidas limitações físicas sacrificam o funcionamento do conjunto concebido pelo treinador. O Flamengo não faz boa Segunda Fase e chega a correr sério risco de eliminação. Pela primeira vez, o treinador enfrenta séria resistência da imprensa e da torcida. Ironicamente, é salvo por três grandes atuações de Sócrates e se classifica à Fase seguinte.

E é justamente nas Oitavas de Final do Brasileiro que o treinador começa a cair.

O Flamengo vai vencendo o Atlético-MG no Maracanã. Pela condição de favorito do adversário, é uma vitória tida como fundamental, que garante uma vantagem importante para o jogo de volta. E o Flamengo, aplicado, vai fazendo bom jogo. Mas o treinador, talvez pensando em ampliar a vantagem, resolve ousar. Troca o volante Júlio César, cansado, pelo jovem atacante Paloma. O time perde o meio-campo. Passa a ser pressionado. Cede o empate. E por pouco não sai de campo derrotado.
Sob pesadas críticas, o treinador, para o jogo de volta, novamente inova. Agora quer reforçar o meio, formando um cinturão para estancar o leve ataque adversário. Adianta Sócrates para a posição de centroavante, usando Gilmar Popoca e Adílio na armação. No restante do meio-campo, volantes e falsos pontas para “fechar o corredor”. A formação, nunca antes utilizada, revela-se um desastre. Sócrates, sem qualquer explosão para atuar como homem de área, tem atuação apagada. E o time é sufocado durante os 90 minutos. Perde o jogo (1-0) e a vaga, e somente não sai de campo goleado em função da excepcional atuação do goleiro Zé Carlos.

Ali é o fim de linha para o treinador, bombardeado por virulentas críticas, sem conseguir explicar como escalara uma equipe sem atacantes de ofício num jogo em que precisava da vitória.

Mas a nova Diretoria insiste em mantê-lo. O treinador permanece para o Estadual. Chegam reforços, o principal deles Renato Gaúcho, um dos melhores atacantes do país. O treinador tenta remontar a equipe com base em suas convicções. Na busca por uma equipe competitiva, barra Adílio e Sócrates, o que faz o Doutor rescindir o contrato. Também afasta o meia Gilmar Popoca. Tenta montar um time fechado, de contragolpes. Mas a equipe não funciona. Falta a poesia. Falta “fantasia”. Imerge na mesmice. Com as barrações e a controvérsia gerada, passa a defender seu ponto de vista de forma agressiva, quase arrogante. Torna-se arredio. O relacionamento com o elenco, outrora um ponto forte, azeda. Compra briga com as Torcidas Organizadas (que começam a impor uma agenda de violência como forma de participação da política interna do clube). E o efeito logo se faz sentir dentro de campo. O rubro-negro engata uma terrível sequência de resultados ruins contra adversários do porte de Americano, Porto Alegre e Mesquita. E, após intensa pressão, a Diretoria, que tentara de todas as formas segurar o treinador, rende-se às evidências.

E o treinador é demitido.

Assumirá um profissional conhecido, que tentará implantar uma filosofia de disciplina e linha-dura. Durará pouco. O Flamengo tentará contratar um treinador consagrado, mas acabará encontrando um caminho com um antigo auxiliar. Nome pouco ou nada experiente no comando de equipes profissionais, mas com bons trabalhos na base e profundamente identificado com o clube.

Será mais um interino. Que virará treinador. “Entenderá o clube” e vencerá. Até o encanto acabar.


E assim a roda seguirá girando.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Estreia na Ilha do Urubu

Olá Buteco, bom dia!

Estivemos na Ilha do Urubu, eu e meu primo Luiz Filho, para acompanhar a garotada do sub-20. A ideia era, além de prestigiar nossa base, trazer o Luiz de volta ao Buteco para apresentar suas considerações acerca do tão esperado estádio.

Com a palavra, Luiz! Seja bem-vindo, querido irmão!

***


O bom filho à casa torna! Numa “edição especial” vim falar de estádio em casa. Ótimo! Falar de estádio e voltar pra casa. Na última quarta-feira o Flamengo de estreou sua casa provisória inaugurou seu novo estádio, o Estádio da Ilha do Urubu, numa parceria com a A. A. Portuguesa, no bairro da Ilha do Governador. Trata-se de um estádio provisório e o contrato tem duração de três anos, renováveis por mais três. O cuidado do clube com os detalhes impressionou! As estruturas são as mesmas utilizadas nos Jogos Olímpicos de 2016. Para um estádio provisório foi o melhor que o clube poderia produzir no Rio de Janeiro.

Os cuidados não se restringiram ao estádio fisicamente, a operação também tem cuidado. A quantidade de orientadores de tráfego e sinalização móvel da prefeitura ajudaram os motoristas novatos na região a circularem com tranquilidade pelos arredores do estádio, inclusive megafones ao prestar as informações. O estádio é lindo, bem sinalizado e funcional. Além disso, tem uma boa quantidade de bares e catracas em proporção maior do que o Maracanã. Não há “aperto”. As estruturas montadas têm excelente acabamento e um trabalho estético de alto nível, o gramado é um tapete, a iluminação é excelente, o sistema de som funciona excepcionalmente, os assentos são confortáveis. Os acessos foram bem finalizados. Não existe risco de queda ou buracos. 

Existem problemas, também... Mesmo que não sejam em totalidade de responsabilidade do Flamengo. Mesmo que não se restrinjam a três grupos, estes são os que mais incomodaram: mijões, ambulantes e flanelinhas. Estes, perturbam a ordem e saltam aos olhos dos moradores do entorno, além dos ladrões e brigões. As câmeras do estádio pode auxiliar a prisão destes infratores,  suspensão e até exclusão do programa de ST e até do quadro social, também.

A atuação conjunta do clube, dentro dos limites das atribuições do Gepe, CET-Rio e Guarda Municipal na ordem pública trarão efeitos positivos para a segurança, conforto e para a imagem do Flamengo como promotor de eventos na cidade. O clube é líder e pode ser um catalisador de legados. Pensamos que o clube deva liderar a estes acordos e mostrar a comunidade local, aos torcedores e aos interessados que nos preocupamos com o todo, com o espetáculo e a cidade. O clube é o ator principal, o vetor esportivo da cidade e tem cuidado tanto na promoção de seus espetáculos, quanto na construção de sua casa provisória. 

Cabe ressaltar a necessidade do Flamengo estruturar e massificar campanhas sobre o uso de transporte público para os jogos, nos veículos oficiais do clube. Sugerimos também, a criação de linhas especiais de ônibus, similares às linhas utilizadas no Rock in Rio, partindo de pontos específicos não cobertos pelo BRT e que ficaram de fora da primeira partida, bairros tradicionais e que certamente teriam demanda para as partidas como Tijuca, Méier, Campo Grande e Vicente de carvalho (no hub com o metrô).

Apesar de todos os pontos negativos citados, o fator caldeirão parece ter causado efeito. Houve ganho técnico e o projeto funcionou! Temos tudo para usar o estádio da melhor forma a nosso favor. A proximidade do campo claramente causou um impacto positivo a nosso favor. Para uma primeira impressão, estádio está aprovado, mesmo com ajustes que precisam ser feitos. Este é um teste completo para nosso estádio definitivo. O processo de aprendizado é constante e a cidade deve se acostumar com este Flamengo promotor de eventos e de empregos diretos e indiretos.

Até poderia postar mais fotos e/ou vídeos, mas o que mais vimos na internet ou nos jornais foi isso. Prefiro falar sobre os jogos (sim, fui à decisão da Copa do Brasil Sub-20 e poderia ter falado deste jogo também), mas acho que o foco deve ser sempre no próximo jogo. Tanto na operação do estádio, quanto na preparação do time. Temos um jogo em casa pra vencer, temos um campeonato pra vencer, temos que olhar pra frente! Vamos pra cima! Vamos, Flamengo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Andando em Círculos

Salve, Buteco! Os números gerais são ótimos: 75 jogos, 44 vitórias, 22 empates e 13 derrotas. Na história do Flamengo, dentre os maiores campeões e os que conquistaram menos títulos, pouquíssimos treinadores têm aproveitamento semelhante ou superior, como, por exemplo, Cláudio Coutinho, Carlinhos, Fleitas Solich, Paulo César Carpegiani, Joel Santana e Vanderlei Luxemburgo. Só que, além de faltarem títulos a Zé Ricardo, atualmente o futebol produzido está indiscutivelmente aquém do esperado e não pode de maneira alguma ser qualificado como de boa qualidade. No Campeonato Brasileiro/2017, são 8 (oito) jogos com 2 (duas vitórios), 5 (cinco) empates e 1 (uma) derrota; 11 (onze) pontos e a 10ª colocação, nove pontos distante do líder. O elenco é considerado um dos três melhores do país e o treinador, que participou do planejamento para a atual temporada, está há mais de um ano à frente do time, sendo o mais longevo no cargo dentre todos os clubes que disputam a Série A. Há bons reforços por estrear e ainda vem mais gente nova, porém mesmo sem essas peças é inevitável a decepção com o desempenho do Flamengo em 2017, apesar do título estadual. É que, considerando a (mais uma, segunda nas gestões EBM) eliminação na fase de grupos da Libertadores da América e o desempenho até aqui pífio no Campeonato Brasileiro, torna-se no mínimo questionável o desempenho nas competições mais importantes. A impressão que tenho é que o Flamengo anda em círculos. Está hoje em situação até pior do que há 12 (doze) meses atrás. Exagero? Creio que não. 

"Ah, o time do Muricy era uma zona e o Zé Ricardo ajeitou tudo". Tá bom. Que tal analisar o que está acontecendo com um pouquinho de distância e dar uma espiada no videotape de Flamengo 1x0 Sport Recife, pela 1ª Rodada do Brasileiro/2016, e avaliar qual time está jogando mais bola, se há diferença significativa? Antes de invocar o 3º lugar no Brasileiro/2016, talvez seja melhor lembrar, além da perda do título na reta final da competição, que o antecessor de Zé Ricardo, apesar de muito longe de ser brilhante, nunca dirigiu o time com os reforços entregues ao atual treinador, não disputou uma só competição e nem tinha estádio próprio. Além disso, o próprio desempenho do time a essa altura já era bem superior. Em tese, o time teria que estar "voando" sob o comando de Zé Ricardo. Logo, até o "argumento Muricy" anda se esvaziando, se prestarmos bem atenção.

Mas eu também não quero andar em círculos no texto de hoje. Quantas vezes foi ressaltada no Buteco, em colunas e comentários, a falta de movimentação ofensiva, dificultando tanto a transição quanto a articulação de jogadas de gol? E a postura excessivamente defensiva, além do tempo perdido em vários jogos nos quais o Flamengo inclusive atuou como mandante? Escalações, preferência por jogadores que tinham lugar cativo no time? Atuações fora de casa? É triste constatar que, mais uma vez, nenhuma novidade foi apresentada ontem, no Maracanã. O Flamengo, jogo a jogo, sempre retorna ao mesmo ponto. Aliás, ressaltei, ano passado, que o Zé Ricardo mostraria o seu potencial em 2017. Por acaso há alguém animado?

Análise do jogo de ontem? Fiquem absolutamente a vontade. Para que escrever mais do mesmo? Por favor, examinem os primeiros quarenta e cinco minutos das partidas contra Botafogo e Fluminense, os clássicos estaduais disputados até aqui, e digam com sinceridade se há necessidade de me repetir. "Ah, o Guerrero não jogou bem". Não, não jogou mesmo, como o resto do time. Uma estrela como Guerrero tem que ser cobrado, mas quando todo mundo joga mal com frequência a culpa é individual, de cada jogador, ou o problema é coletivo?

Então o que fazer, se o presidente afirmou que, por ele, satisfeitíssimo, o treinador, que não dá mostras de sequer achar que está errado, tanto que se mostrou "animado" com a atuação de ontem, fica até o final da gestão?

Zé Ricardo está longe de ser um incompetente, mas ao mesmo tempo demonstra não ter maturidade e experiência para lidar com a estagnação de sua proposta de trabalho. Tão jovem, não está se mostrando capaz de se reinventar. Até quando esperá-lo amadurecer ou reagir é uma atitude sensata e responsável?

Espaço aberto para caminharmos em círculos com os mesmos comentários de sempre. Ou não...

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 18 de junho de 2017

Fluminense x Flamengo

 


Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 8ª Rodada

Fluminense: Júlio César; Lucas, Henrique, Reginaldo e Léo; Orejuela, Wendel e Gustavo Scarpa; Richarlison, Henrique Dourado e Marquinhos Calazans. Técnico: Abel Braga.

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Réver, Juan e TraucoMárcio Araújo, Cuéllar e Diego; Everton, GuerrerVinicius Jr Técnico: Zé Ricardo.

Data, Local e Horário: Domingo, 18 de Junho de 2017, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Vinicius Gonçalves Dias de Araújo, auxiliado por Rogério Pablos Zanardos e Herman Brumel Vani, todos da Federação Paulista de Futebol. Quarto Árbitro: Vitor Carmona Metastaine (SP). Assistentes Adicionais 1 e 2: Flavio Rodrigues de Souza (SP) e Salim Fende Chavez (SP).