sexta-feira, 28 de abril de 2017

Definição






Irmãos rubro-negros,



É inevitável comentar sobre o jogo de quarta-feira, embora tanto vocês como o Flavio, em sua coluna de ontem, já o tenham feito com muita propriedade.

O Flamengo teve domínio territorial, criou algumas oportunidades, mas em virtude de falhas individuais, acabou sofrendo um revés.

A despeito do relativo domínio, o Guerrero ficou muito isolado. Aliás, jogou muito o peruano. Se ele tivesse um companheiro de melhor qualidade ao seu lado, provavelmente venceríamos a partida.

O Zé Ricardo, seguindo o padrão que o caracteriza, demorou muito para fazer a primeira substituição, quase aos trinta minutos do segundo tempo.

Fizesse as alterações antes e talvez o resultado fosse outro.

Uma curiosidade: ano passado o time  se notabilizou por fazer bons jogos fora de casa, mas este ano fomos derrotados nas duas partidas que disputamos como visitantes pela Libertadores.

O resultado foi muito ruim e é importante frisar que, em competições como a Libertadores, erros individuais podem significar uma eliminação precoce.

O Flamengo ainda depende apenas de si para conquistar a classificação.

Para tanto, o jogo da próxima quarta-feira, diante da Universidad Católica, é uma verdadeira decisão.

Nenhum outro resultado além da vitória nos interessa.

É um jogo​ que pode nos valer não só o semestre, mas o ano também.

O Maracanã estará lotado e todo apoio da Nação Rubro-Negra será fundamental.





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Sobre o primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca, eu escalaria um time inteiramente reserva.

Não acho que valha à pena sujeitar algum atleta importante ao risco de se lesionar e nos prejudicar na Libertadores.

Até porque nosso elenco não é homogêneo e muitos reservas não são do nível dos titulares. 

Acho estranho que alguns jogadores se lesionem em simples treinamentos, sem sequer entrar em campo. É algo difícil de compreender.

Mas se acontece isso nos treinos, maior possibilidade existe nos jogos, e mais ainda numa decisão diante de um rival local.

Reconheço a importância do título Carioca, mas escalar os titulares, além do risco de lesão, não é garantia de êxito, como demonstra o caso do Grêmio, que poupou titulares na Libertadores e foi eliminado pelo Novo Hamburgo no Campeonato Gaúcho.

Se a prioridade é a Libertadores, deve-se tratá-la como tal.





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Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Atlético PR 2 x 1 Flamengo - O delay

E o Flamengo entrou em campo contra o Atlético PR, no bonito estádio em Curitiba, com direito a grama sintética, que fazia a bola deslizar com mais velocidade, porém sem aquelas puladinhas que dá nos gramados "naturais" espalhados pelo Brasil.

Mengão começou com sua armação de três volantes. O indefectível centralizado, mais Rômulo e Arão colocados em campo para, em tese, avançar mais e fazer a bola chegar em nosso Cavaleiro Solitário, o Guerrero. Trauco bem marcado pelos atleticanos no primeiro tempo, não viu a bola. Pará também não avançava. Gabriel seguia em seu estilo coadjuvante de sempre, talvez para a torcida perguntar, pela enésima vez, do porque de sua presença em campo e porque não, pelo amor de Deus, aproveitar Matheus Sávio, Paquetá, Mancuello, ou mesmo o cara que entrega gatorade pro time.

Atlético PR começou assustando em bom lance que terminou com bola na trave. Primeiro cartão de visitas. Logo depois, Guerrero fez bonita jogada pelo centro, deu um drible de corpo, se livrou do marcador, ia marcar o golaço e...chutou para fora. Flamengo começava a exercer um certo domínio do meio para frente. Atletico PR, um time muito bem treinado pelo Autuori dava poucos espaços, se recompunha com velocidade e se compactava muito bem. Pecava na falta de talento do time, porém sobrava em motivação.

Até que em um lance de bola parada, o "general" (não sei porque a transmissão insistia em chamar o zagueiro assim) Thiago Heleno deu uma cabeçada de DVD, jogando o corpo para trás, no alto, e fazendo a cabeça dar uma "chicotada" na bola. Estava marcado pelo controvertido Rafael Vaz, que preferiu não ir no corpo e anular esta jogada. Mas a bola subiu e foi descaindo em trajetória elíptica. Talvez embevecido pela beleza da jogada, Muralha demorou a saber o que fazer e quando foi na bola, era tarde. Gol do Atlético. Até imerecido na hora, mas futebol não é justo, e está nem aí para o que você acha.

Flamengo tentou avançar o time mas de forma inócua. As jogadas de ataque não fluíam.

Aí veio o intervalo. A ordem do Autuori foi:"Façam cera. Muita". A ordem do Zé Ricardo foi: "Deixem Marcio Araujo organizar a saída de bola". E assim foi, Marcio Araujo, o dono do time com este Zé Ricardo ainda de treinador, entrou no segundo tempo desfilando sua enorme dificuldade em organizar lances mais decisivos. Mas a bola tinha que passar por ele. Flamengo no modo arame liso chegava perto do gol e nada. A hora passando. Zé Ricardo devia estar dormindo no banco e nenhuma mexida, troca de posição mais ousada, nada. Estava satisfeito. Talvez confiava em um milagre espontâneo. Deve ser bem religioso. Eis que em um lance perigoso, em mais um belo lance do Guerrero, Gabriel se enrola todo na área e perde gol feito. Não que se esperasse muito, mas é aquilo, vai que?

Foi a senha para que perto dos 30 minutos o Zé Ricardo despertasse de sua letargia e resolvesse substituir. Colocou Damião e Matheus Sávio. Guerrero passou a ter companhia, Flamengo ganhou um meio mais talentoso, e Trauco voltou bem à lateral. Time melhorou demais. As chances começaram a pipocar. E o Flamengo perdeu um gol atrás do outro com Damião, sempre por um triz para a bola entrar.

E ela entrou. No gol do Flamengo. Zé Ricardo tirou Marcio Araujo, enfim, para colocar Mancuello. No desespero. Mas isto culminou em gol de contra-ataque do Atlético pegando a frente de zaga aberta. Desta vez Muralha não falhou. 

Logo depois Flamengo faz seu tão merecido e suado gol, pelo Arão. Juizão então dá apenas 3 minutos de acréscimo, favorecendo a cera praticada pelo AtleticoPR durante todo segundo tempo. Matheus Sávio, cagando e andando pro mito "vai sentir pressão", ainda tentou uma última jogada, como "dono do time" na ocasião, mostrando boa personalidade.

Fim do jogo. Zé Ricardo elogia a atuação do time. Orgulhoso. Vitória para ele é só mero detalhe. Estamos bem.



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Atlético/PR x Flamengo

 


Copa Libertadores da América/2017 - 1ª Fase - Grupo 4 - 4ª Rodada

Atlético/PR: Weverton; Zé Ivaldo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Matheus Rosseto, Lucho González, Nikão e Douglas Coutinho; Eduardo da Silva. Técnico: Paulo Autuori.

FLAMENGO: Muralha; Pará, Réver, RafaeVaz e Renê; Márcio Araújo; Willian Arão, RômuloGabriel Trauco; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 26 de Abril de 2017, as 21:45h (USA/ET 20:45h), no Estádio Joaquim Américo Guimarães ou "Arena da Baixada", em Curitiba/PR.

Arbitragem - José Argote, auxiliado por Luis Murillo e Jorge Urrego, todos da Venezuela.

 

Alfarrábios do Melo

“Não tente falar espanhol. Irão rir de você.”

A recomendação, bastante clara, de uma raposa felpuda dos bastidores do futebol internacional, é bem recebida pelo Presidente, que irá segui-la à risca. Com efeito, a reunião da Confederação Sul-Americana (CSF), a ser realizada em sua sede, em Lima-PER, se aproxima. O Flamengo manifesta plena confiança na decisão a ser tomada. Mas está atento a qualquer detalhe, mesmo os que pareçam, à primeira vista, insignificantes.

Em pauta, o julgamento do requerimento do Atlético-MG, que pleiteia a anulação da partida-desempate do Grupo 3, realizada no Estádio Serra Dourada, em Goiânia/GO, interrompida após 32 minutos e encerrada após uma breve tentativa de reinício, sepultada pela insuficiência de jogadores da equipe mineira, com cinco jogadores expulsos (Reinaldo, Éder, Palhinha, Chicão e, enfim, João Leite). O Atlético alega erro de direito decorrente do árbitro José Roberto Wright ter expulsado todo o banco de reservas (com base na impressão de um repórter de campo, que transmitia a partida) e depois permitido aos mineiros realizar duas substituições. Também pontua que não havia segurança suficiente no estádio, evidenciada pela invasão a campo de seus próprios dirigentes, e, por fim, assinala que as regras do jogo foram violadas quando se permitiu a pintura do gramado com figuras geométricas.

Nem mesmo os mineiros acreditam na possibilidade de êxito da iniciativa. Primeiro, porque a CSF jamais, até então, reverteu qualquer resultado de campo, no âmbito da Taça Libertadores. Segundo, porque a estrutura de argumentação é frágil e não resiste à apresentação de evidências primárias (a suposta “expulsão generalizada” do banco de reservas é categoricamente descartada na Súmula apresentada por Wright, a invasão de campo dos dirigentes do clube demonstra interesse em “melar” a partida, e os motivos geométricos do gramado foram expressamente autorizados com antecedência, sendo também utilizados em outros jogos, inclusive da Seleção Brasileira). Com a derrota iminente, resta o proselitismo político, com Senadores, Deputados e mesmo o Governador do Estado proferindo discursos inflamados defendendo a “honra do povo mineiro”. Afinal, ano que vem haverá eleição.

O Flamengo, a exemplo do adversário, manda sua força-tarefa a Lima. O Presidente se encarrega de trabalhar para assegurar a manutenção do resultado de campo (o rubro-negro detinha a vantagem do empate, após 120 minutos). Enquanto isso, outros dirigentes, dentre os quais o Presidente de Honra, já costuram um acordo para a definição dos grupos das Semifinais da Libertadores, que será consumada na mesma reunião.

O Flamengo já definiu. Quer enfrentar os uruguaios.

Além do rubro-negro, estão nas Semifinais o Cobreloa-CHI (que “passou o carro” em sua chave, com a La U e duas equipes peruanas), o Jorge Wilsterman-BOL (que, com a ajuda do brasileiro Jairzinho, derrotou o The Strongest e dois equatorianos para se classificar), o Deportivo Cali-COL (grande zebra da competição, após eliminar o favorito River Plate em pleno Monumental de Nuñez) e o Peñarol-URU (que confirmou o favoritismo e, na chave mais fraca – dois venezuelanos e o modesto Bella Vista – fez a melhor campanha da Primeira Fase), que irão se juntar ao Nacional-URU, atual campeão e detentor de vaga cativa nesta Fase.

A CSF já sinalizou como serão divididas as chaves. Pelo regulamento, equipes do mesmo país deverão ser agrupados, para evitar uma eventual Final doméstica. Assim, Peñarol e Nacional ficarão juntos. A outra chave obrigatoriamente terá a presença do Deportivo Cali, pois uruguaios e colombianos estão em pleno confronto direto pelas Eliminatórias para a Copa, e jogos entre clubes desses países poderiam ser esvaziados. Assim, define-se que um dos grupos terá o Deportivo Cali. O outro, os uruguaios.

Os dirigentes do Flamengo reúnem-se com Nacional e Peñarol, manifestando a intenção de formar entre si um dos grupos. Os interesses são comuns. Viagens mais curtas e menos desgastantes. Jogos em estádios amplos, com bons gramados, eliminando o risco de partidas em alçapões e, principalmente, da temida altitude de cidades como Calama e Cochabamba. Ademais, as partidas entre as três equipes de maior expressão entre os semifinalistas teriam maior apelo, garantindo ótimas arrecadações.

É um tema sensível ao Flamengo. O rubro-negro, embora consideravelmente mais organizado, ainda não desfruta de plena autonomia estrutural. Recentemente anuncia a necessidade de cortar 10% de seu quadro administrativo, para cortar gastos. O elenco, agora Campeão Brasileiro, valorizou-se a ponto de se tornar o mais caro do país. Para complicar, o Campeonato Estadual irá se arrastar por três longos turnos, repletos de jogos deficitários. Mesmo a Libertadores tem trazido públicos decepcionantes. Com efeito, a única partida no Maracanã, na Primeira Fase, que apresentou uma arrecadação positiva (ou seja, acima de 60 mil pagantes) foi o confronto com o Atlético-MG (62 mil – os jogos contra os paraguaios de Cerro Porteño e Olimpia reuniram, respectivamente, 25 mil e 38 mil espectadores). Nesse contexto, enfrentar equipes relativamente desconhecidas, como Deportivo Cali, Cobreloa e Wilsterman traz, novamente, a perspectiva de arrecadações baixas.

No entanto, os jogadores e a comissão técnica não pensam assim.

A perspectiva de enfrentar os uruguaios logo de cara não anima o elenco. Ainda está vivo na memória o sofrimento vivido pelo Internacional de Falcão na Final da edição anterior, em que a equipe gaúcha foi vítima da catimba e da violência do Nacional. Embora os jogadores estejam cientes das características da competição, entendem ser desnecessário atrair, de forma artificial, dificuldades que minem o aspecto esportivo. Os jogadores estão com fome de vencer a competição, especialmente após transporem a duríssima Primeira Fase (o Grupo da Morte). Não querem perder eventuais perspectivas de vantagens.

Após uma ou outra entrevista mais contundente, os líderes do elenco e da comissão técnica são chamados para uma “conversa amistosa” com a Diretoria, com o fito de “harmonizar” o discurso. Após o encontro, com certas tintas de esporro, o elenco “subitamente” se torna favorável a enfrentar os uruguaios.

Lima. Após alguns adiamentos (o último dos quais decorrente de um prosaico atraso no voo que conduzia dois membros do Comitê Executivo), enfim é realizada a reunião que definirá os rumos da Taça Libertadores de 1981. A primeira pauta, referente ao pedido de anulação do jogo de Goiânia, transcorre dentro do esperado. Flamengo e Atlético-MG desenvolvem suas respectivas alegações (o dirigente mineiro expressa-se em um “portunhol” que arranca sorrisos dos presentes), após as quais o grupo de cinco julgadores se tranca no Gabinete, lá permanecendo por cerca de quarenta minutos (dos quais, cerca de 35 são utilizados para assistir ao VT da partida inacabada). A decisão é anunciada, sem surpresas. Por 5 votos a 0, o resultado de campo é mantido, e o Flamengo é confirmado nas Semifinais.

Mas para atingir o segundo objetivo (manter-se no grupo dos uruguaios), as dificuldades se mostram mais árduas. A primeira voz de objeção é levantada pelo Cobreloa, que alega “não ter certeza” de qual quadro seria mais favorável à sua equipe, e com isso faz questão da realização de um sorteio para a definição dos grupos. O Deportivo Cali também defende enfrentar o Flamengo, “pegando carona” na popularidade de Zico, que certamente reverterá em uma fabulosa arrecadação em Cali. A própria CSF não vê com bons olhos a formação de dois grupos “desequilibrados”, gerando jogos esvaziados em um dos grupos. O Flamengo argumenta, negocia, regateia. Mas, dessa vez, é voto vencido. A Confederação decide-se pelo sorteio.

E assim, as chaves estão definidas. O Grupo 1 será formado por Deportivo Cali, Jorge Wilsterman e pelo Flamengo. E o Grupo 2 reunirá os uruguaios de Nacional e Peñarol, além do Cobreloa.

Ao menos, o rubro-negro consegue ser atendido em uma importante demanda. Ao perceber que terá que ceder na questão do sorteio, requer que as partidas de seu grupo sejam disputadas apenas em outubro. Não é uma questão banal. Somente em setembro já estão marcados oito jogos, sete pelo Estadual e o aguardado amistoso com o Boca Juniors. Enfiar mais quatro partidas no mês arrebentaria o elenco, que já apresenta sinais de desgaste. E, após mais uma arrastada rodada de negociações, o Flamengo consegue que as partidas se iniciem apenas em outubro, numa vitória importante de bastidores. Terá um mês para estudar adversários, logística, pontos fortes e fracos dos dois desconhecidos e perigosos adversários.

Para disputar a competição como deve ser jogada. Dentro e fora de campo.

* * *

- O Flamengo, com quatro vitórias em quatro jogos, venceu seu Grupo nas Semifinais e qualificou-se para disputar a Final com o surpreendente Cobreloa, que eliminou os uruguaios com três vitórias e um empate. Como temia a Diretoria, as arrecadações no Maracanã nesta Fase foram baixas, públicos de 28 mil e 7 mil contra Deportivo Cali e Wilsterman, respectivamente.

- Em 1982, o Flamengo, com o prestígio de Campeão Mundial, conseguiu alinhavar um acordo mais sólido, e impor sua preferência. Assim, nas Semifinais, após reunião da CSF no Rio de Janeiro,  formou-se o “Grupo do Atlântico”, com Peñarol e River Plate, enquanto o “Grupo do Pacífico” reuniu Olimpia-PAR, Cobreloa-CHI e Tolima-COL. A definição se deu sem a realização de sorteio. O clube, após a disputa dos jogos, não repetiu o ano anterior, caindo com duas vitórias e duas derrotas. O público no Maracanã nas duas partidas foi considerado excelente. 68 mil contra o River Plate e 91 mil diante do Peñarol.

- Os Alfarrábios do Melo entram em recesso, devido a férias do titular, retornando em 31 de maio. Um bom mês a todos.



terça-feira, 25 de abril de 2017

Final, Pênaltis e AeroFla

Olá, Buteco!

Estamos mais uma vez na final do carioca, com todos os méritos: nossa campanha no campeonato foi infinitamente superior à do Botafogo e o jogo do último domingo só ratificou este fato. Chegam à decisão os dois melhores times do torneio e que protagonizaram o melhor jogo, o 3x3 da final da Taça Guanabara. 

Aliás, a primeira final que eu acompanhei com discernimento foi o Fla x Flu de 91, quando fomos campeões com um sonoro 4x2 na decisão. Aquela conquista foi importante para a permanência do Maestro Júnior e, consequentemente, para a conquista do Brasileiro de 92. 

Que os nossos jogadores possam emular aquela equipe e trazer outro caneco para casa!  

http://www.imgrum.org/media/1072115069682863633_2071644754
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No jogo de domingo, Muralha mais uma vez não saiu nem na foto em uma cobrança de pênalti.  Pareceu até que não estudou o batedor, pois é sabido que o Sassá retarda suas cobranças ao máximo, esperando que o goleiro escolha um canto para bater no outro. Ainda assim, nosso goleiro pulou para um canto qualquer e permitiu que o jogador do Botafogo utilizasse sua estratégia preferida.

Como grande parte do pós-jogo ficou em cima desta questão, procurei fazer um levantamento das disputas de pênaltis encaradas pelos últimos campeões da Libertadores: de 2000 para cá, sete dos dezessete últimos campeões (41,2%) encararam pelo menos uma disputa de pênaltis no caminho do título. Em seis oportunidades a própria final foi decidida nos pênaltis e, destes seis campeões nos pênaltis, cinco deles participaram de outra disputa de pênaltis em fases anteriores da competição.

Acho o Muralha um bom goleiro e não vejo necessidade de trazermos alguém para ser titular no lugar dele. No entanto, deixo para os amigos discutirem na seção de comentários a respeito da contratação de um especialista em pênaltis, de forma a ser utilizado em possíveis disputas nas fases eliminatórias da Libertadores, como feito pelo técnico da Holanda na Copa do Mundo. Como alternativa à contratação, um treinamento intensivo do goleiro reserva Thiago (que pegou dois pênaltis na final da Copinha 2016) para ser usado da mesma forma. O que acham? 

http://htesports.com.br/2016/02/revelacoes-da-copa-sao-paulo-2016/
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O calendário brasileiro não nos permite nem comemorar a conquista de um objetivo importante: um dia após a vitória na semifinal, o time já embarcou para Curitiba (com direito a AeroFla!!!) para o jogão de amanhã.

Três volantes, Márcio Araújo, Rafael Vaz, Gabriel, Mancuello, Damião no banco no lugar do Vizeu... Não importa a escalação com a qual o time vai à campo, o que queremos ver é o time se portar como Flamengo!

O Flamengo não se preocupa em empatar fora, mas sim em jogar o jogo (mesmo que, por muitas vezes, também “deixe jogar”), criar suas oportunidades e colocar pressão no adversário, mesmo jogando fora de casa.  Se o empate é um bom resultado, a vitória praticamente nos garante a classificação. 

Portanto, à vitória!

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/torcida-comparece-em-peso-no-santos-dumont-e-faz-primeiro-aerofla-do-ano.ghtml

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tchau FFERJ...

Salve, Buteco! O pior campeonato estadual em muitos anos encaminha-se para o final. Piedosamente, talvez corados de vergonha por terem permitido que a situação chegasse a tal ponto, quiseram enfim os Deuses do Futebol que o campeonato fosse decidido pelos times que desafiam o status quo pútrido reinante na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro há anos, e que, coincidentemente, são os únicos que podem proporcionar um espetáculo de futebol digno para a torcida carioca. Teremos um Fla-Flu na final do estadual, algo que não ocorria desde... 1995 (!), apesar de serem os dois maiores campeões na história da competição. Com ideias iguais em algumas frentes extracampo, os "Irmãos Karamazov" do futebol parecem agora ter entrado em rota de colisão na disputa pelo Maracanã, provável palco das duas partidas pela final, o que apenas apimentará a centenária rivalidade. Que o Fluminense é aliado só no nome e não é confiável, ninguém precisa me explicar, e pra quem quer o Maracanã, a oportunidade parece ser única para cravar a bandeira (sem trocadilho) da territorialidade no âmbito esportivo.

Em um contexto de Libertadores normalmente seria o caso de perguntar se o time titular deveria ou não ser utilizado (ou poupado, como queiram), mas todo mundo sabe que o debate em torno do tema seria pura perda de tempo. Particularmente, acho que a Libertadores deveria ser prioridade absoluta, mas com a escassez de títulos e como a maior parte da torcida encarará o confronto como uma oportunidade histórica, fora o simbolismo da disputa pelo Maracanã, o negócio é torcer para que o time suporte a sequência e o elenco seja rodado com inteligência. E que no final o Mais Querido levante a taça.

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O primeiro tempo foi tão morno que pareceu um "jogo de desinteresses": o Flamengo jogando de forma protocolar para carimbar a vaga e o Botafogo não fazendo questão de disputá-la. Apesar disso, o Mais Querido foi o time com postura mais ofensiva dentro de campo e criou algumas oportunidades, todas desperdiçadas. Teve muita posse de bola, pouca objetividade e nenhuma efetividade. Em compensação, o adversário não ameaçou. O panorama mudou um pouco com o gol de Guerrero no início da segunda etapa, nascido de uma jogada em velocidade com Éverton pela esquerda, que propiciou a Gabriel a disputa pelo alto e o rebote para o atacante peruano. O domínio rubro-negro, que já era grande, passou a ser absoluto. Com sua única estratégia de jogo comprometida, baseada na marcação no próprio campo e em contra-ataques rápidos, o festejado treinador do time vira-latas se viu perdido e sem opções para fazer o seu time reagir. Ao menos na partida de ontem, não encontrou uma brecha contra a formação rubro-negra povoada de jogadores defensivos no meio de campo, que praticamente espelhava a formação canina. O placar não disse o que foi a partida e, se não fosse o incompreensível pênalti cometido por Réver, o curso natural do jogo deveria ter sido a ampliação da contagem pelo Flamengo sem que o Botafogo o ameaçasse.

Fiquei com a impressão de que ambas as equipes têm como prioridade outra competição, mas que o Flamengo "quer" mais o Estadual do que o Botafogo, e que o confronto, acaso disputado pela Libertadores da América, terá outras condições de temperatura e pressão, o que não tira em qualquer medida o mérito da vitória rubro-negra.

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Quarta-feira o jogo será bem diferente. É Libertadores. O Atlético/PR, na Arena da Baixada, certamente partirá para um jogo de marcação forte e pressão sobre o Flamengo, seguindo suas tradições. Em suma, será um adversário muito mais ofensivo do que o pouco ousado e neutralizado Botafogo de ontem. Apesar da boa vitória, acho que o Trauco pode perfeitamente jogar pelo meio, repetindo a formação pela esquerda com Renê e, agora, com Everton a disposição. Rômulo deixou a desejar na armação e no ataque e o Flamengo não pode abdicar das ações ofensivas, especialmente dos contragolpes em velocidade em Curitiba.

O Furacão também teve um confronto regional bastante difícil, talvez até mais intenso do que o Flamengo ontem, contra o Londrina no Estádio do Café. Derrotado no tempo regulamentar, classificou-se nos pênaltis para a final do Campeonato Paranaense. No segundo tempo do jogo de 180 (cento e oitenta) minutos que representam as duas partidas em sequência entre as equipes pelo Grupo 4, o Mais Querido levará grande vantagem acaso não seja derrotado na Arena da Baixada. Penso que a melhor estratégia é não abdicar do ataque, evitando uma postura excessivamente defensiva, que temo ocorrer com a formação que iniciou a partida ontem. A vitória é perfeitamente possível, o que manteria o Flamengo na liderança independentemente do resultado da partida entre San Lorenzo x Universidad Católica, a ser disputada na terça-feira, em Buenos Aires.

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A minha opinião já está posta. Agora passo a bola pra vocês e como de praxe pergunto qual seria a melhor escalação para o importante confronto na Arena da Baixada na quarta-feira, além das impressões a respeito da vitória de ontem.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 23 de abril de 2017

Flamengo x Botafogo

 


Campeonato Estadual/2017 - 2ª Semifinal

FLAMENGO: Muralha; Pará, Réver, RafaeVaz e TraucoMárcio Araújo, Willian Arão, RômuloGabriel (Renê) e Everton; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Botafogo: Gatito Fernández; Fernandes, Carli, Emerson Silva e Victor Luiz; Rodrigo Lindoso, Dudu Cearense, João Paulo e Camilo; Rodrigo Pimpão e Roger (Sassá). Técnico: Jair Ventura.

Data, Local e Horário: Domingo, 23 de Abril de 2017, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Leonardo Garcia Cavaleiro, auxiliado por Luiz Cláudio Regazone e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.