quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Iniciando os trabalhos


Em reportagem no Globo.com, o jornalista Raphael Zarko escreve  matéria http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2017/01/ze-ricardo-comanda-treino-tatico-em-duas-horas-de-treino-fechado-no-fla.html em que informa que o time base titular treinado pelo atual treinador Zé Ricardo foi: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Diego; Gabriel, Everton e Guerrero. Não houve filmagens ou presença de reportagens no momento de treinamento, que durou cerca de 2 horas, mas o jornalista informou no twitter que esta escalação lhe foi concedida através de uma fonte interna e confiável.

Considerando que seja esta a formação inicial, Zé Ricardo propõe começar o ano com o mesmo esquema e mesmos jogadores, ainda, aparentemente, sem convicções de que possui elementos no elenco capazes de mudar o jogo de forma a aprimorá-lo. O que, em tese, deixaria desconfortáveis jogadores como Cuellar, Mancuello e o próprio Donatti, adquiridos a um custo caro pelo Flamengo.


Talvez a mudança no esquema venha com o Romulo apto a jogar, o que certamente imporia uma mudança para 4-4-2, tirando um dos atacantes, ou a manutenção do mesmo esquema com a substituição de Arão ou Marcio Araujo, o insuperável 'protegée' do treinador. E esta mudança ficaria, aparentemente, mais evidente com Conca, obrigando a uma real alteração tática que pode ser perigosa dada a pouca experiência do treinador e a aparente incapacidade em propor alternativas táticas substanciais. A torcida demonstra não ter mais paciência de "anos virgens" em títulos. E, lamento, o Flamengo escolheu um técnico que não parece apresentar esta gana, esta "fúria" em ser campeão. Parece ser mais um burocrata de G5, G10, do futebol brasileiro.


Enfim, esta matéria apresenta o risco do Flamengo começar "mais do mesmo". E isto me parece muito preocupante para um ano em que os torcedores esperam passos largos e firmes para acabar com este jejum patético de títulos.


Mas, ao menos, temos hoje uma partida eliminatória da Copinha. O promissor projeto a craque Vinicius Jr. estará em campo contra o Corinthians, uma equipe forte da competição. De qualquer maneira os garotos apresentaram um bom futebol até aqui, estão de parabéns. O intuito do sub20 é formar jogadores para os profissionais e estes torneios são muito bons para incutir o espírito competitivo e saber lidar com vitórias e derrotas. O Flamengo pode vencer hoje. Tem futebol para isto. Torcemos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Alfarrábios do Melo

Enfim, fazendo o certo.

Ao menos esse é o julgamento da crônica e de parte da torcida, ao avaliar a política de contratações do Flamengo para a temporada. Após um ano em que o treinador Paulo Autuori “tirou leite de pedra”, extraindo de um conjunto limitado um desempenho capaz de fazê-lo ombrear com os melhores times do país, enfim o rubro-negro aporta com reforços capazes de dar ao qualificado comandante opções para a montagem de uma grande equipe.

No entanto, ao invés de contratações festivas, midiáticas e pouco produtivas, dessa vez a diretoria acerta ao reforçar posições carentes e, com isso, construir um conjunto, um “onze” homogêneo como um todo, ao invés de um time onde coabitam jogadores estelares e medíocres.

A primeira transação é vultosa. O Flamengo, enfim, cede ao assédio do futebol europeu e negocia seu principal jogador, Sávio, para o Real Madrid. No negócio, o clube espanhol repassa, por empréstimo, o meia/lateral Zé Roberto e o atacante Rodrigo Fabbri. Rodrigo, aliás, vem de um excepcional Campeonato Brasileiro e vive grande fase. Além do empréstimo dos jogadores, os madrilenhos pagam US$ 4.5 milhões, parte dos quais é utilizada para repatriar o velho ídolo Romário que, por US$ 1.5 milhão, é contratado em definitivo junto ao Valencia-ESP.

Dessa forma, com a venda de Sávio, o Flamengo traz Zé Roberto, Rodrigo e a estrela Romário, três jogadores da Seleção Brasileira de Zagallo (dois deles titulares).

Não para aí. O rubro-negro traz o meia Palhinha (ex-São Paulo e Cruzeiro) e o volante/meia Cleisson, destaque no Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil/96 e da Libertadores/97. Além disso, busca no Atlético-PR o lateral-direito Alberto, tido como um dos mais promissores do país.

Os reforços se juntam a um elenco com boas peças. O zagueiro Júnior Baiano, um dos melhores do Brasileiro que acaba de terminar, é titular absoluto da Seleção Brasileira e vive, talvez, o auge de sua carreira. O talentoso lateral-esquerdo Athirson, após início conturbado em que conviveu com uma estranha lesão, parece enfim ter se firmado. No gol está Clemer, um dos melhores arqueiros do país. Na quarta-zaga, dois jovens irão brigar pela posição, os elogiados Luís Alberto e Juan.

E há os reservas. O irrequieto atacante Lúcio, o habilidoso meia Iranildo (que disputou bom Brasileiro), o aplicado lateral Fábio Baiano, os raçudos volantes Maurinho e Jorginho e ainda o veterano Renato Gaúcho, que, embora não reúna condições de atuar em todos os jogos, ainda é capaz de qualificar o ataque em momentos esporádicos.

Enfim, o Flamengo de 1998 acena com um perfil completamente distinto da equipe aguerrida mas inexperiente que viveu do “quase” na temporada anterior, um time de garotos que viveu bons momentos, encarnou muitas vezes o espírito rubro-negro, mas esbarrou nas suas próprias limitações técnicas e psicológicas.

Agora há, no mínimo, um bom jogador para cada posição. Paulo Autuori dispõe, talvez, do mais qualificado elenco de sua carreira. Se foi capaz de colocar um grupo coalhado de garotos (Lê, Chaveirinho, Bruno Quadros etc) nas Semifinais do Brasileiro, certamente agora, com jogadores consagrados em mãos (três titulares da Seleção), logrará montar uma máquina. A Sele-Fla.

Clemer, Fábio Baiano (Alberto), Júnior Baiano, Luís Alberto (Juan), Athirson; Jamir; Cleisson, Zé Roberto; Palhinha, Romário e Rodrigo. Este é o time-base com que Autuori inicia a temporada, montado numa espécie de 4.1.2.3, com Jamir à frente da primeira linha da defesa e Palhinha e Rodrigo atuando pelos lados do campo, mais adiantados (mas com funções defensivas), para acionar Romário. É um esquema ousado, que exigirá bastante aplicação tática dos jogadores.

Início da pré-temporada, na Granja Comary, em Teresópolis. A imprensa, sempre criativa, repercute, “Aqui não está treinando a Seleção de Zagallo, mas há a Seleção de Autuori”. O treinador dá seu primeiro coletivo. Grita, orienta, paralisa a atividade por vários momentos, cobrando o melhor posicionamento dos atletas. Romário é um destaque à parte. Dá passes de letra, de ombro. Em um dado momento, recebe um lançamento e apara de peito para um companheiro. No ato, acena para o amigo Renato Gaúcho, que está na beira do campo realizando atividade física em separado: “hoje eu estou demais, peixe!”. É repreendido por Autuori. “vamos nos concentrar, é hora de seriedade.”

Vários se entreolham. O ano promete.

* * *

Zanata, Vítor Hugo, Fernando, Nelsinho, Bobô e Renato Gaúcho.

Do time campeão da Copa do Brasil, nada menos que SEIS titulares não permanecem para a temporada seguinte. Mais de meio time, entre eles o craque, ídolo e principal jogador. Além disso, a diretoria, que acaba de assumir o Flamengo, avisa que dificilmente conseguirá repor todas as perdas.

O cenário é sombrio.

Outra baixa é o caro e badalado treinador Jair Pereira, que deixa o rubro-negro. Em seu lugar, o Flamengo aposta em Vanderlei Luxemburgo, treinador novato que assombrou o país ao levar o modesto Bragantino ao título de Campeão Paulista e às Quartas-de Final do Brasileiro. Luxemburgo, que é carioca e cria da Gávea (foi jogador do clube), chega disposto a dar um “choque de competitividade” a um ambiente considerado acomodado e pedante.

Não será fácil. É verdade que há uma safra talentosa de jogadores da base, que tem sido utilizada eventualmente nos profissionais desde 1988. Nomes como Júnior Baiano, Rogério, Fabinho, Piá, Nélio, Djalminha, Marcelinho e Paulo Nunes, vários dos quais lograram conquistar, de forma inédita, o titulo da Copa SP. No entanto, a avaliação interna converge para a conclusão de que a conquista em gramados paulistas terá atrapalhado a evolução de alguns jovens, que teriam apresentado sinais de “deslumbramento” e “sapato alto”.

Além da questão dos jovens, há ainda o problema com Júnior. O veterano jogador, apesar de ainda apresentar um futebol de qualidade, parece desmotivado e propenso a encerrar a carreira. Na temporada anterior, Júnior conviveu com uma série de problemas com Jair Pereira, que inclusive chegou a colocá-lo no banco de reservas em um jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil. Atenta, a diretoria chama o jogador e, junto com Luxemburgo, pede que ele seja o “guia”, a referência para a safra de garotos que, inevitavelmente, terá que ser lançada ao longo do ano. Cético e algo desconfiado, Júnior aceita a empreitada. Será o regente, o capitão, o líder do novo Flamengo. Uma espécie de “maestro”.

Mas há as limitações do elenco, que apenas a qualidade de Júnior e o talento dos garotos não será capaz de suprir. Há alguns bons jogadores, como Zé Carlos (que anda gordo e levando frangos), Uidemar, Zinho, Ailton e o surpreendente centroavante Gaúcho (que ignorou a “maldição da 9” e atravessou o ano fazendo gols, recebendo como prêmio a sua contratação em definitivo). Mas é necessário, imperioso, crucial, contratar reforços, até porque o Campeonato Brasileiro está às portas.

Luisinho (volante titular do Botafogo), Carlos Alberto Dias, Nei (zagueiro titular do Bragantino) e inclusive Bebeto (em baixa no Vasco) são especulados. Mas, sem dinheiro, o Flamengo sequer esboça algo concreto para a contratação de jogadores desse nível. A primeira movimentação do clube no mercado acaba por se tornar a mais controversa.

O lateral/meia Leonardo, que estava emprestado ao São Paulo, é negociado em definitivo com o clube paulista. Em troca, além do pagamento de US$ 200 mil, chegam em definitivo o goleiro Gilmar e o zagueiro Adilson. E, emprestado por doze meses, o jovem meia Paulo César. A transação recebe críticas da imprensa e transtorna parte da torcida. Trata-se de trocar Leonardo, titular absoluto e destaque da equipe de Telê Santana, por três de seus RESERVAS, numa operação praticamente sem custos para o tricolor paulista. Começa mal o Flamengo.

Depois, chegam o meia Toninho (Portuguesa), o volante Charles (Guarani) e o decadente lateral-esquerdo Dida (Palmeiras). Nenhum deles é capaz de causar o mínimo entusiasmo. Luxemburgo, preocupado com a péssima repercussão da montagem do elenco, avisa: “teremos trabalho, mas vamos montar um time competitivo.”

Avalia-se que o treinador acerta em cheio na primeira metade da frase. Porque trabalho, muito trabalho, um trabalho insano, será necessário para fazer desse amontoado flamengo um time minimamente digno. Os mais alarmistas receiam inclusive o pior, lembrando-se que o Fluminense, com um elenco tido como superior, por pouco não fora rebaixado em 1990.

Zé Carlos, Ailton, Adilson, Rogério, Piá; Uidemar (Charles), Júnior, Toninho (Paulo César), Marcelinho; Gaúcho, Zinho

Muitos suspiram. O ano promete.

* * *

A temporada de 1998 revelou-se conturbada desde o início. O “supertime homogêneo e equilibrado” de Autuori em nenhum momento deu liga e, após algumas derrotas humilhantes decorrentes de atuações excessivamente apáticas, Autuori acabou demitido para a chegada de Joel Santana, que também não conseguiu acertar a equipe. Com os resultados ruins se acumulando, o Flamengo seguiu em sua ciranda de compra e venda de jogadores (Júnior Baiano, Zé Roberto e Palhinha foram devolvidos/negociados, Athirson foi emprestado, chegaram Beto, Marcos Assunção, Fabão, Ricardo Rocha, Jean, Caio e Pimentel, entre outros menos cotados), mas, imerso em forte crise, só foi encaixar um bom futebol quando o risco de rebaixamento já era real e palpável. A contratação do treinador Evaristo de Macedo deu algum alento e, enfim, o Flamengo conseguiu exibir algumas semanas de um bom jogo, mas já era tarde para almejar a algo no Brasileiro. Com final melancólico, foi um ano para ser esquecido.


Como esperado, o início da temporada de 1991 não foi fácil. O time demorou a dar respostas em campo sofreu goleadas humilhantes (chegou a ser chamado de “pior time da história do Flamengo” nos jornais) e, aos poucos, Luxemburgo percebeu que deveria encostar os reforços e abrir espaço para a base. O Flamengo aproveitou um lítigio entre Gotardo e o Botafogo e conseguiu contratar o zagueiro, que se tornou um dos pilares da nova equipe, juntamente com Gilmar, que barrou Zé Carlos. O volante Charles, agora Guerreiro, caiu nas graças da torcida, exibindo um espírito de luta que passou a se tornar uma das características da equipe. Mesclando uma base talentosa, coadjuvantes de bom nível e alguns líderes respeitados, o Flamengo foi crescendo ao longo da temporada e nem mesmo a conturbada saída de Luxemburgo (envolto em uma polêmica sobre a estrutura do clube) foi capaz de frear essa evolução. Em um final de ano apoteótico, já sob comando de Carlinhos, o Flamengo conquistou, de forma quase invicta (perdeu apenas um jogo), o Estadual, que não ganhava há cinco anos. Em uma das vitórias sobre o Vasco, um cronista estrangeiro chegou a qualificar a atuação rubro-negra como “a mais perfeita exibição tática de 1991”. A base estava montada, e “o pior time da história” conquistaria, no ano seguinte, o Pentacampeonato Brasileiro.”


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma noite de futebol

Obrigado Gustavo por emprestar a coluna para eu fazer um breve relato sobre a partida de ontem, espero corresponder a altura. Grande Abraço!



Logo após a vitória contra o São Caetano, descubro que o Fla jogará a próxima etapa da Copinha novamente em Osasco, cidade relativamente perto de Barueri, e resolvo me aventurar para acompanhar os garotos do Ninho, em especial o tão comentado, Vinicius Jr.

Como todo bom jogo de futebol no interior, chego nas proximidades do estádio e já encontro barraquinha vendendo pernil, dogão, linguíca, um varal de camisetas e bandeiras piratas do Flamengo, muitos vendedores ambulantes e só não tinha cambista por que o jogo era gratuito.

O estádio (looonge de ser uma Arena), apesar de acanhado, era bem arrumadinho e assim como muitos outros, finalmente pode acompanhar a força da Nação. 80% da arquibancada era formada por rubro-negros e a meia duzia de cruzeirenses presentes no estádio ocupava o espaço atrás do gol em que o Flamengo atacou no 2º tempo.


A Nação de Osasco e proximidades não parou um minuto de cantar! Tinha espaço para os cantos mais clássicos e para os novos hits da arquibancada também. Diferente desses jogos sem graça do estadual, no jogo de ontem teve tudo que uma partida de futebol deveria ter:

Teve cachorro na arquibancada, cerveja na lata sendo vendida dentro do estádio, juiz sendo homenageado, briga entre dois torcedores (que foi logo apaziguada), muitas famílias, jogador adversário fazendo gol e indo provocar a torcida e é claro, gol no final e MUITA emoção!



É nítido o talento do time e parece ser uma geração que ainda dará boas alegrias ao Mengão. Taticamente a equipe é bem postada dentro de campo e tirando alguns vacilos pontuais, o sistema defensivo é um dos pontos fortes da equipe.

Gostei bastante da dupla de zaga, em especial do capitão Dener, do lateral direito Kleber (chamado de Torozinho pela torcida), do Jean Lucas, autor do primeiro gol e é claro do Vinicius Jr.

Vicinius Junior é bola! É um jogador que naturalmente virou referência do time e parece já saber que os holofotes estão todos voltados a ele. Possui uma marra tão grande quanto o seu futebol e em muitos momentos opta por jogadas individuais em situações que o mais simples era ter tocado a bola para algum companheiro de time.

É natural da idade que o jogador aproveite competições televisionadas como a Copinha para "se exibir", só não pode começar a achar que joga mais do que sabe ou querer ser maior do que o clube. É um jogador com futuro bem promissor, mas que não vejo necessidade de subir para o profissional nesse momento.

É importante que o clube tenha consciência do jogador diferenciado que possui em mãos, mas eu cuidaria para que a transição do garoto para os profissionais ocorresse somente em 2018.

Independente do Vinicius, você percebe que o perfil do jogador da base mudou e hoje o Flamengo me parece mais preparado a fornecer bons valores para o time profissional, só é preciso trabalhar melhor essa etapa de transição e entender como o Zé Ricardo pretende utilizar os jovens recém promovidos.

Foi uma bela noite de futebol, como há muitos anos não vivenciava.

Parece que as quartas de final serão disputadas em Barueri, quem sabe quinta-feira não tem mais?

Uma boa semana a todos e SRN!

Algumas outras fotos do jogo e da Nação:









 

  


sábado, 14 de janeiro de 2017

Trabalho



Bom dia, Buteco!

Em meio a uma semana onde todos os colunistas já destacaram brilhantemente as últimas novidades sobre o Mengão, me reservo ao direito de cobrar apenas trabalho.

Que a diretoria, comissão técnica e jogadores trabalhem muito nesse ano de 2017. Só assim, com muita dedicação, empenho e raça conseguiremos alcançar nossos objetivos tão sonhados.

Tema Livre para esse sábado de sol aqui em Barueri-SP.

Falem sobre a pré temporada, especulação de reforços, escalação tática, Copinha, mas falem de Flamengo!

Bom final de semana a todos e SRN!

Se eu animar, amanhã dou um pulo lá em Osasco para acompanhar o Mengão e divido com vocês do Buteco.

Um bom ano a todos nós!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Reapresentação






Irmãos rubro-negros, 



o Flamengo se reapresentou esta semana para o início dos trabalhos visando à temporada de 2017.

Por um lado, o orgulho é muito grande, pois pela primeira vez o Flamengo fará a pré-temporada em sua casa, no Ninho do Urubu. Os jogadores treinarão em dois períodos, realizando os exames médicos, os testes físicos e fisiológicos, fazendo as refeições, descansando e dormindo, tudo no CT.

Por outro, é inegável o sentimento de decepção ante a legítima expectativa quanto à qualificação da equipe.

A posição de volante foi resolvida com o anúncio, nesta manhã, da contratação do Rômulo, ótimo jogador, que agregará muito ao time, e a quem eu desejo as boas vindas.






Mas a carência persiste em relação às pontas.

Hoje o Flamengo conta apenas com Everton e Gabriel, pois o Thiago Santos se machucou, o retorno do Ederson é incerto e o Cirino não conta. 

Lacuna bastante grave na formação do plantel.

O ideal é que a equipe se apresente com a sua conformação ideal desde o começo da preparação.

O time está mais forte, a estrutura idem, mas a qualificação da equipe é elemento importantíssimo para os desafios vindouros.

A estreia na Libertadores será em março; há tempo suficiente para reforçar o time.

Com dois bons atacantes de lado de campo, o Flamengo se apresentará, na minha opinião, em condições de brigar pelos títulos que almeja.

Torço para que 2017 seja um ano de glórias para o Flamengo. Se será, ou não, só saberemos em dezembro. O esforço, porém, tem de ser integral em busca desse objetivo, e a contratação do Rômulo contribui muito nesse sentido.





...


Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Que rolem os dados de 2017


E começa a temporada de 2017. Mais um ano, mágico ou não. Veremos ao seu final. Agora as perspectivas parecem melhores que outros anos. Elenco mais entrosado, qualificado, equilibrado em relação a goleiro, zaga, meio de campo e ataque em que pese dúvidas sobre algumas posições pontuais.

Flamengo foi reforçado do machucado Conca, que fará sua recuperação no CT e só deve jogar em maio. É um talento raro em termos de visão de jogo e ofensividade. Certamente em campo será um diferencial positivo quando jogar. Há a expectativa da contratação do Rômulo como primeiro volante, que substituiria a estranha e bizarra titularidade do Marcio Araujo visto que Cuellar, apesar de tecnicamente muito superior, não caiu nas graças ou no, talvez, limitado conhecimento prático devido a pouca experiência do técnico atual. 

Também pedem "Pontas! Pontas!" demonstrando que parte boa da torcida também se tornou dependente química desta limitação esquemática. Bem temos o Everton, o machucado na lua de mel Thiago Santos, Gabriel (Ok! Não reclame! Tá lá, não é?!) e quem sabe Fernandinho, que parece que gostou daqui e a panelada também, de forma recíproca. Eu, particularmente o vejo com bons olhos. Fez gols importantes, tem boa movimentação e faz boa função defensiva no esquema pontas burros, preferido por 10 entre 10 técnicos que desembocam no Flamengo. Não é craque, não faz passes tipo "Óóó...", joga de cabeça baixa, mas é o que se tem. Teve outros "Inhos" prospectados mas parece que não vingaram.

A defesa se mantém. Tivemos uma boa zaga ano passado que resolveu aquele problema crônica de bolas altas em nossa defesa. Talvez o Donatti possa ser melhor aproveitado. Outro jogador que ficou na geladeira gringa por nosso discutível treinador.

Laterais, Pará, Jorge, Rodinei, Trauco me parecem bons e de bom nível para os desafios a serem apresentados.

Meio de campo podemos ter boas variações, com Diego, Cuellar, Mancuello, Arão, Ronaldo e depois Conca. Ronaldo pode se tornar um belo primeiro volante. Cuellar sabe se posicionar por ali também com a vantagem de também saber jogar mais avançado se preciso. Tem bons passes e finalização. Mancuello tem visão de jogo, bola parada, e também boa finalização. Arão, nem preciso mencionar, fez bela temporada em 2016, assim como Diego, grande jogador, melhor contratação do ano passado.  Não vou mencionar o Inominável, que só está no Flamengo por "tara" da comissão técnica e do clube por jogador ruim.

No ataque Ederson, Guerrero, Vizeu, Everton mesmo Damião, é de bom nível sim. Na minha opinião. Não é "trio MSN", mas para os desafios me parecem razoáveis desde que bem articulado com meio de campo, o que é tarefa da comissão técnica que mostrou extrema dificuldade em relação a isto em 2016.

Flamengo também tem desafios junto a FERJ que cada vez mais mostra a asquerosidade em seu interior com falta de transparência. Terá desafios para jogar no Rio. Maracanã foi largado às traças em um processo de aniquilação iniciado pelo PMDB do Rio comandado por Sergio Cabral, devidamente encarcerado, e continuado pela triste figura do Pezão, outro incompetente, que parece querer entregá-lo a atravessadores do que aos que tem direito, os clubes. Enfim, todos da mesma laia. Não é a toa o Estado quebrado e todos revoltados. Na próxima vez não votem como se tivessem de diarréia, pensem, se não sairão estes coliformes fecais pelas nádegas e se instalarão no poder.

É dever do Departamento de Futebol e da Comissão Técnica aproveitar a estrutura, a logística, os recursos e formar deste elenco um bom time competitivo. Tem os ingredientes nas mãos, a equipagem devida e tempo. O problema é o mestre cuca. Mas aí é outro assunto.

Que 2017 seja grandioso.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Alfarrábios do Melo

YIN

Evoluir sempre.

As perspectivas para o Flamengo em 2017 são as melhores possíveis. A começar pelo time, que não perdeu nenhum titular e está contratando reforços para as posições carentes. Contratações qualificadas, nada desses jogadores de expressão menor que eram, até pouco tempo atrás, usados para inundar o elenco, com pouco ou nenhum resultado esportivo.

Com efeito, estão chegando o Trauco, lateral de seleção, jogador jovem e em ascensão, eleito o melhor da temporada passada no Peru. Junto a ele, ninguém menos que Conca, Darío Conca, jogador altamente capacitado, de técnica indiscutível, capaz de subir, por si só, o nível de uma equipe. Conca deverá ser importantíssimo para o Brasileiro e as fases decisivas da Libertadores.

Também está praticamente fechado o Rômulo, jogador que se destacou no Vasco em 2011, com passagem pela Seleção e que desenvolveu boas temporadas no futebol russo. Rômulo, a se confirmarem as expectativas, deverá formar a dupla de volantes com Willian Arão, encerrando assim a controversa experiência de Márcio Araújo como titular. Aliás, Márcio Araújo poderá, enfim, exercer um papel de reserva útil, minimizando o injusto desgaste em sua tormentosa relação com a torcida rubro-negra.

Vai ficar faltando o ataque, para completar as quatro contratações anunciadas pela Diretoria. Sabendo-se como o Rodrigo Caetano (cujo forte é sua desenvoltura no mercado de jogadores) trabalha, e tendo em vista o excesso de “balões de ensaio” jogados ao ar, não se surpreenderia se o Flamengo inflamasse sua torcida com uma contratação totalmente inesperada e de alto nível para o setor, até porque, até aqui, não se gastou um centavo com reforços.

Saíram Emerson Sheik, Fernandinho, Alan Patrick e Chiquinho. Os dois últimos já foram repostos. Mesmo rumo deverá tomar o Cirino e talvez o Adryan. É possível que essas lacunas sejam supridas pelo tal “quarto reforço” e pela base (ou mesmo pelo próprio Fernandinho, de quem o Flamengo ainda não desistiu). Sem falar no Ederson que, estando em forma, também entra pra brigar pela vaga.

Muralha, Pará, Rever, Vaz, Jorge; Arão, Rômulo, Diego; <atacante>, Guerrero, Conca.

Tá ficando bonito.

Há ainda a questão do estádio, que muito atrapalhou o Flamengo ano passado. Dessa vez a Diretoria agiu rápido e tomou a Ilha do Botafogo. Teremos um recanto rubro-negro para atender ao time na maioria dos jogos da temporada. Além de reduzir as viagens e aumentar o tempo de treinamento, haverá ganho esportivo, uma vez que o Flamengo disporá de um caldeirão infernal para aterrorizar seus adversários.

Também temos um Centro de Treinamento novinho em folha, de alto padrão, capaz de atender às mais variadas demandas do Departamento de Futebol. O exuberante trabalho de 2016, que reduziu ao mínimo a perda de jogadores por lesão, deverá ter continuidade, concedendo ao treinador a prerrogativa de contar com todos o elenco para qualquer partida.

Como gancho, chega-se ao treinador. Não bastasse contarmos com o melhor elenco dos últimos 20 anos, dispomos de um profissional extremamente qualificado, apto a moldar um esquema moderno, funcional, flexível e capaz de aproveitar as peças do plantel, que em 2016, em um trabalho fantástico, logrou recuperar nomes como Gabriel, Rafael Vaz e Everton. Uma vez que o elenco está, em sua maior parte, mantido, Zé Ricardo não sairá “do zero”, mas já desfrutará de uma espinha dorsal, uma base, para aprimorar o esquema que levou o Flamengo à Libertadores e quase redundou no Hepta Brasileiro. O próprio treinador já admite ter peças interessantes e subutilizadas à sua disposição, e pensa em aproveitar mais e melhor os jogadores das divisões de base. Dessa forma, tudo indica que, com seu esforço e sua capacidade, Zé Ricardo poderá sofisticar a forma de jogo do Flamengo, montando uma máquina capaz de enfrentar qualquer equipe, em qualquer solo.

Finalizando, as divisões de base. Ao contrário do quadro de penúria de uns quatro, cinco anos atrás, o Flamengo já reúne uma safra de jovens nos quais se enxerga, de forma indiscutível, talento. É o caso de Ronaldo, Léo Duarte, Lucas Paquetá, Felipe Vizeu, Matheus Sávio e Thiago Santos, jogadores que, na pior das hipóteses, podem exercer um papel útil no complemento do elenco.

Enfim, todos os elementos estão convergindo para o sucesso. O trabalho está sendo feito. Com um elenco qualificado, um estádio para uso próprio, um CT de ponta, um treinador atualizado e jovens da base prontos para subir. Sem falar, naturalmente, na mística de sua camisa e na força sobrenatural de sua Nação. Não há o que dar errado. O Flamengo de 2017 vem forte e vai brigar por tudo o que aparecer pela frente. Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, Mundial. A ideia é disputar e vencer tudo.

O ano mágico chegou. Apertem os cintos.

* * *


YANG

Mais do mesmo.

As perspectivas do Flamengo para 2017 são as mais opacas possíveis. A começar pelo time, que praticamente é o mesmo do ano passado, repleto de jogadores meia-boca.

Com efeito, as contratações, até aqui, resumem-se a um peruano desconhecido, provavelmente pereba (lateral peruano faz lembrar o Jorge Soto, “craque” dos anos 2000) e ao Conca, que vem bichado, está velho e vai se esbarra com o Diego. Ou seja, nada.

Também é provável que chegue o Rômulo, que jogou seis meses de bola no Vasco e depois sumiu na Rússia, exílio clássico de jogador meia-perna. Para piorar, ainda se machucou. Mesmo já tendo voltado da lesão, normalmente esses caras nunca vêm jogando a mesma coisa. Não é à toa que vinha esquentando banco por lá. Vai chegar aqui tocando bola pro lado e em cinco jogos perde a posição pro Márcio Araújo, o indestrutível.

Dizem que vem alguém pro ataque. Pra quem tentou luminares como Keno e Marinho (e nem esses conseguiu trazer), não se espante que os reforços pro setor sejam Fernandinho (o retorno) e Marcos Guilherme (quem?), uma espécie de “marcioaraujo” lá do Paraná, que a torcida já botou no OLX a 1 real. Até porque essa diretoria não gastou nenhum centavo com reforços, e seguirá sem gastar.

Saíram Emerson Sheik, Fernandinho (será mesmo?), Alan Patrick e Chiquinho. Boa barca. Poderiam ir junto o Cirino, o Gabriel, o Márcio Araújo, o Adryan, o Pará, o Rodinei, o Paulo Victor, o Ederson e o Damião, pra começar a conversa.

Não veio nenhum reforço indiscutível. Os que saíram vão ser repostos por garotos ou apostas. Há problemas nas pontas, no meio e provavelmente na zaga. Porque o Vaz já começou a virar abóbora, o Juan não aguenta jogar duas partidas fortes seguidas e o Rever vai embora no meio do ano. Vai sobrar o bonde Donatti, aquele que caiu sentado. Para piorar, o Muralha vai ser convocado direto e a opção continua sendo o frangueiro Paulo Victor. O Jorge tá doido pra ir embora e vai vazar. Ou seja, poderemos ter que escalar esse time aqui, nos dias de jogos de Eliminatórias:

Paulo Victor, Pará, Donatti, Vaz, Trauco; Arão, Márcio Araújo, Diego; Gabriel, Damião, Everton.

É com isso aí que quer passar de fase na Libertadores?

Há o estádio. Depois de entenderem que ficar brincando de “arena teatrinho” e querer ficar de “mãozinha dada” com bandido de TO adversária, finalmente a diretoria entendeu que estádio é praça de guerra, palco de luta, de combate, e, depois da boa experiência com Cariacica, resolveu fazer, com um ano de atraso, uma “arena” própria. Mesmo assim, fazem errado. O campo, além de feio e pequeno, não tem alambrado. Não tem alambrado! Primeiro resultado ruim, primeiro passe errado do Márcio Araújo e a torcida vai descer pra baixar a porrada. Já fez no passado, por que não faria agora? Desce a madeira, aí o estádio vai ser interditado (não se espere complacência) e retornaremos a 2016, tendo que jogar em outras praças.

Centro de Treinamento... Perfumaria. Frescura. Flamengo foi campeão do mundo treinando na Gávea. Esse papo de tecnologias, penduricalhos é conversa mole pra desviar o assunto e paparicar jogador mimado. De fato, as lesões diminuíram, mas o que adianta se um dos jogadores que ganham mais, o Ederson, tem dois anos que não joga? Que não desempena nunca?

Não dá para se esquecer do treinador. Estão encantados com esse Zé Ricardo, que nada mais fez do que exercer, de forma bastante competente (reconheça-se), o papel do auxiliar-que-assume-na-crise-fecha-panela-faz-time-correr-pra-ele. Limitado, retranqueiro e paneleiro, encostou os gringos, colocou o Bonde da Stella pra jogar e assim deixou a panela feliz. Jogador feliz corre mais, e jogador que corre dá resultado. Problema é que depois não se sustenta, aliás já vimos isso em 2013-14. Não dá para imaginar que “cinderelas” como Gabriel, Everton e Rafael Vaz vão jogar por muito mais tempo o futebol que não sabem. E nem se mencione Márcio Araújo, caneludo pavoroso que parece desfrutar de imunidade titular com o elenco, a diretoria e o técnico.

Com a base, não há muito o que se estender. Dos dez que sobem, vão colocar um nos profissionais, no elenco, e vender a preço de banana. O resto vai rechear os elencos das luverdenses da vida. E vamos seguir reclamando que o Flamengo não revela jogador. Assim foi, assim é e assim será.

Enfim, o cenário é sombrio. Esse Zé Ricardo vai se embolar e na primeira sequência ruim, vai querer mexer na panela. Vai perder o grupo e rodar. A diretoria vai meter os pés pelas mãos, trazer algum “jovem promissor” pro lugar, vai empilhar derrotas, e aí, no final do ano, para se livrar do rebaixamento, contratará algum desses medalhões “salva-vidas”, que ganhará um cacho de jogos e o emprego pro ano que vem. E todos ficaremos satisfeitos e felizes com o décimo lugar e cantando que nunca fomos rebaixados.

E, quem sabe, esperar o ano mágico. Que é sempre o ano que vem.

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