segunda-feira, 27 de junho de 2022

O Deportes Tolima

 

Salve, Buteco! O Club Deportes Tolima, de Ibagué/Colômbia, nosso próximo adversário, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América/2022, foi fundado em 18 de dezembro de 1954. O clube e sua torcida também são conhecidos pelo apelido de "Los Pijaos", em homenagem ao conjunto de povos ameríndios¹ do Departamento de Tolima e redondezas.

As origens do clube têm ligação com o futebol argentino, primeiramente porque, quando passou a utilizar a atual denominação após se profissionalizar, abandonando o futebol amador, até então se chamava Club Deportivo Boca Juniors de Ibagué. Além disso, em seus primeiros anos o Tolima utilizou uniforme igual ao do Racing de Avellaneda e contratou vários atletas argentinos. Contudo, as raízes pijao prevaleceram e desde 1957 suas cores são o grená e o amarelo, que homenageiam a bandeira do Departamento de Tolima.

Em que pese possuir apenas 3 títulos do Campeonato Colombiano, o Tolima é um tradicional clube da primeira divisão do futebol daquele país, tendo apenas em uma ocasião (1994) sido rebaixado e disputado a segundona. Na década de fundação, o clube conseguiu boas colocações no certame.

No cenário internacional, em 1982 o Tolima chegou às semifinais da Libertadores, sua melhor campanha na competição, muito embora a participação mais notória tenha sido em 2011, quando eliminou o Corinthians na terceira fase e se classificou para fase de grupos, tendo a partida de ida, em Ibagué, marcado o último jogo de Ronaldo Fenômeno como profissional.

Em 2011 o clube teve um evento que pode ser chamado de "guinada histórica", quando foi transformado em sociedade anônima. Desde então, sua performance melhorou, com um título colombiano, um título e boas campanhas na Copa da Colômbia, e ainda cinco participações na Libertadores, contando com a atual, retrospecto que permite classificar o Tolima como um dos mais fortes do futebol colombiano desde a última década.

O Tolima manda seus jogos no Estádio Manuel Murillo Toro, da Prefeitura de Ibagué, com capacidade para 33.000 (espectadores), e será o local do confronto de quarta-feira, as 21:30h (Horário de Brasília).

***

O veterano Hernán Torres Oliveros (61 anos), natural de Ibagué, também conhecido como "Don Hernán", é o treinador do Tolima. Ex-goleiro do clube, o hoje também experiente e rodado treinador tem passagens por clubes como o Millonários, de Bogotá (campeão colombiano em 2012); Independiente de Medellín, Liga Desportiva Alajuelense, da Costa Rica; América de Cáli (campeão da Série B colombiana em 2016) e Melgar, do Peru (campeão peruano em 2018). Pelo Tolima, é o atual campeão colombiano e da superliga.

Don Hernán gosta de armar o Tolima no 4-2-3-1. Entre os principais jogadores do elenco estão Alexander Domínguez, goleiro da Seleção do Equador; Rodrigo Ureña, volante costa-riquenho; os meias Raziel García, da Seleção do Peru, e Daniel Cataño, e os atacantes Anderson Plata (ponta direita), Jeison Lucumí (ponta direita e esquerda), André Ibargüen (ponta esquerda), Michael Rangel e Gustavo Ramírez (centroavantes). O meu destaque vai para o arisco e oportunista Anderson Plata. Tem que ficar de olhos abertos com ele.

Consegui assistir a ambas as partidas do Tolima como mandante contra os times brasileiros do Grupo D - Atlético e América Mineiros. Foi o suficiente para perceber que, em seus domínios, os Pijaos não impressionam. Muito embora consigam pressionar bastante os visitantes, cedem muitos espaços quando adiantam as linhas e são pouco efetivos, podendo-se afirmar, com segurança, que tanto o Atlético poderia ter convertido mais chances de gol, como o América dominou a maior parte da partida e até merecia ter vencido.

O grande problema do jogo de ida, para o Flamengo, é que o nosso time ainda está muito longe de ser um visitante competitivo. Muito embora tenha vencido dois jogos e empatado outro pelo Grupo H, nenhuma análise séria negará que o Sporting Cristal é muito fraco e a Universidad Católica, muito embora ainda tenha o vencedor e técnico elenco das quatro temporadas anteriores, decaiu brutalmente de rendimento em 2022, antes da chegada de Ariel Holán. O fraquíssimo retrospecto do Mais Querido como visitante no Campeonato Brasileiro/2022 não me deixa mentir.

Como o jogo do Tolima é muito físico, explorando as pontas, projeto, para a ida, em Ibagué, um cenário parecido com o da Universidad Católica, em Santiago. O Flamengo sofrerá pressão semelhante, porém com mais intensidade e menos qualidade do adversário, e não terá tanto espaço como o cedido pelos chilenos, muito embora se possa afirmar que as oportunidades certamente surgirão. Logo, além de precisar ser seguro na defesa, como não vem sendo como visitante, também terá que ser ainda mais eficiente na conversão das chances de gol (que aparecerão) do que foi em Santiago. 

Porém, no frigir dos ovos, temos um handicap ao nosso favor: apesar de ontem ter vencido em casa o Atlético Nacional (2x1), perdeu para o adversário o título  colombiano por conta do placar agregado, eis que perdeu por 1x3 no jogo de ida. Deve estar física e mentalmente abatido.

O maior perigo mora no jogo de volta, apesar do bom retrospecto do Mais Querido como mandante. Pelo Grupo D, o Tolima empatou na altitude contra o Independiente Del Valle e venceu a dupla mineira em Belo Horizonte, com gols marcados no fim das partidas. Portanto, é um time muito forte fisicamente e com ímpeto de sobra, o qual consegue manter a concentração e a intensidade até os acréscimos finais do árbitro. Os pontas são muito velozes e Dorival precisará orientar bastante os laterais, especialmente Matheuzinho e Rodinei.

O Flamengo é favorito, mas o adversário é perigoso e, considerando a nossa fase de instabilidade ainda não superada, pode surpreender. Todo cuidado é pouco.

***

A palavra está com vocês.

Bom die SRa tod@s.

¹ Indígenas da América, aborígenes americanos, nativos americanos, originários da América ou índios americanos.

sábado, 25 de junho de 2022

Flamengo x América/MG

  

Campeonato Brasileiro/2021 - Série A - 14ª Rodada

Sábado, 25 
de Junho de 2022, as 19:00h (USA ET 18:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.


FLAMENGOSantosRodineiGustavHenriqueLéPereireAyrtoLucasThiagMaiaJoãGomeAndreasDArrascaetaPedrGabigolTécnicoDorivaJúnior.


América/MG: Cavichioli; Patric, Danilo Avelar e Éder; Marlon; Lucas Kal, Juninho, Alê, Felipe Azevedo, Everaldo e Henrique Almeida. Técnico: Vagner Mancini.

Arbitragem: Ramon Abatti Abel (SC), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Kléber Lúcio Gil (FIFA/SC) e Henrique Neu Ribeiro (SC)Quarto Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ). Analista de Campo: Wendel de Paiva Gouvea (RJ). Árbitro de Vídeo (VAR): Wagner Reway (PB). Assistente VAR (AVAR): Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Observador de VAR: José Henrique de Carvalho (SP).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).

 


sexta-feira, 24 de junho de 2022

Alfarrábios do Melo

 Saudações flamengas a todos.

Penso que a única forma de viabilizar uma mínima perspectiva de viver uma temporada ao menos digna para o Flamengo está no que o clube irá fazer na janela de reforços que está para se abrir. Três ou quatro jogadores, que cheguem de imediato para o time titular, podem mudar dramaticamente o perfil da equipe, mesmo com todos os problemas estruturais em seu entorno. Não é fácil, mas já aconteceu algumas vezes. Deixo aqui algumas dessas ocasiões em que o Flamengo, após a passagem do meio do ano, mudou muito de “patamar”, mesmo, por vezes, trazendo jogadores de nível até semelhante aos já existentes. Que o milagre se repita esse ano.


QUANDO A JANELA DEU CERTO

2005

O rebaixamento quase certo é evitado de forma milagrosa após a contratação de Joel Santana, o quinto treinador do ano. Mas, para viabilizar a façanha, são fundamentais as mudanças feitas com relação ao plantel que iniciou o Brasileiro. Com efeito, a “barca” formada por Jean, Da Silva, Caio, Adrianinho, Marcos Dener, Ricardo Lopes e, mais tardiamente, Júnior Baiano, entre outros, é reposta por nomes como Leonardo Moura, Augusto Recife, Diego Souza e Cesar “El Tigre” Ramirez. O treinador consegue encaixar alguns dos reforços, que se mostram fundamentais para o aumento da qualificação da equipe que, mesmo ainda muito limitada, consegue se mobilizar e conquistar uma pontuação de “campeão” nas rodadas finais, escapando do pior.

2007

Na primeira parte da temporada, o Flamengo, com um time modesto cujo maior destaque é o meia Renato Abreu, conquista a duras penas o Estadual (sem vencer nenhum clássico) e faz campanha razoável na Libertadores (é goleado no único jogo de maior dificuldade, o que custa a eliminação). A “ressaca” pela queda na competição sul-americana, a certeza de saída de alguns jogadores e o desgaste do trabalho de Ney Franco fazem com que o Flamengo tenha um início desastroso no Brasileiro. O adiamento de alguns jogos e alguns vexames de um time que já não funciona atiram o rubro-negro à Zona de Rebaixamento. No meio do ano, a transformação. Joel Santana é novamente contratado para “salvar” o time, cujo elenco muda drasticamente. Saem Renato Abreu, Juninho Paulista, Roni e Claiton “Palminha”, e chegam Ibson, Fábio Luciano, Cristian, Roger Flores e Maxi Biancucchi. Os criticados zagueiros Irineu, Moisés e Thiago Gosling perdem espaço e Ronaldo Angelim volta à equipe, que, apesar de manter esquema tático semelhante, melhora exponencialmente seu desempenho, desenvolvendo uma trajetória inesquecível que leva o Flamengo ao 3º Lugar do Brasileiro, o que coloca o rubro-negro na Libertadores do ano seguinte.

2009

Apesar de chegar a frequentar os arredores da região da classificação para a Libertadores no início, nada parece indicar que o Flamengo fará um bom Brasileiro. A relação tumultuada com a torcida, ainda magoada com os vexames do ano anterior, o péssimo relacionamento do elenco com o treinador Cuca e a percepção de limitação do elenco contaminam a trajetória do rubro-negro, que começa a perder fôlego com algumas goleadas e reveses sofridos. Farta das idiossincrasias de Cuca, a Diretoria manda o treinador embora, mas pouco depois o próprio VP de Futebol renuncia, insatisfeito com a extravagante contratação do veteraníssimo meia Petkovic por conta da negociação de uma dívida. Mas as mudanças no elenco não se restringem ao sérvio. Ibson vai embora, junto com os contestados Obina, Josiel e o fugaz Emerson Sheik. Fábio Luciano se aposenta. Chegam os zagueiros Álvaro e David Braz, o volante Maldonado e o atacante Denis Marques, entre outros menos cotados. Andrade é efetivado treinador e, após um período de problemas, consegue montar um time que se encaixa de forma primorosa, arrancando da 14ª posição ao Hexacampeonato Brasileiro. Uma trajetória pouco sustentável em longo prazo, mas assim mesmo inolvidável.

2014

A baciada de contratações do primeiro semestre, juntando veteranos decadentes com desconhecidos “jovens promissores de potencial valor de revenda”, não resolve as limitações de um time que, ao menos, consegue conquistar o único título ao seu alcance, o Estadual. Mas a dura realidade logo se impõe no Brasileiro, e o time rapidamente se instala na Zona de Rebaixamento. Limitado, sem intensidade e com jogadores visivelmente acomodados, o time se arrasta em campo, numa crise que leva Treinador, VP de Futebol e Diretor-Executivo. Após o intervalo da Copa do Mundo, o rubro-negro, para sair da penúltima colocação no Brasileiro, reformula seu elenco. Não estão mais o atacante Hernane, os meias Elano e Carlos Eduardo, o lateral André Santos e alguns outros personagens esquecíveis. Chegam o volante Canteros, destaque do Velez-ARG, o atacante Eduardo da Silva, vindo do futebol europeu, o zagueiro Marcelo e o lateral Anderson Pico. O treinador Vanderlei Luxemburgo volta ao clube e, pregando humildade e simplicidade, devolve a competitividade à equipe, que rapidamente se livra da Zona de Rebaixamento e se estabiliza em uma posição “segura” na tabela. São os tempos do “saco de cimento”.

2016

As perspectivas para a disputa do Brasileiro são sombrias, após o retumbante fiasco do trabalho de Muricy Ramalho no primeiro semestre, onde o time acumulou vexames. O próprio Muricy sucumbe a um problema de saúde e precisa se afastar. Enquanto busca um treinador, o Flamengo recorre ao interino Jayme de Almeida e se aproxima da Zona de Rebaixamento. Zé Ricardo, campeão da Copa São Paulo, acaba efetivado e, aos poucos, vai juntando as peças que decorrem das mudanças de elenco. O zagueiro Wallace não resiste à pressão de uma torcida que não o tolera mais e pede rescisão contratual. O limitado César Martins é devolvido de empréstimo, e as lacunas deixadas na zaga são supridas com as chegadas de Rever e Rafael Vaz. Também chegam, entre outros, Leandro Damião, Fernandinho e, principalmente, o meia Diego, principal reforço da janela. Zé Ricardo consegue rapidamente construir uma equipe muito mais efetiva, que chega a sustentar, por várias rodadas, a briga pelo título brasileiro.

2019

Ansioso por enfim conquistar os títulos que persegue há anos, o Flamengo não economiza e qualifica o elenco com jogadores de primeira linha. No primeiro semestre, consegue resultados e títulos, mas o desempenho instável ainda traz insegurança. O treinador Abel, em litígio com a torcida, não resiste à pressão e é trocado pelo experiente português Jorge Jesus. O elenco também passa por ajustes. Saem o atacante Uribe, os laterais Pará e Trauco e o zagueiro Leo Duarte, vindo Rafinha, Felipe Luís, Gerson e Pablo Marí, o que transforma uma equipe já forte em uma verdadeira máquina de jogar bola. E o resto da história já se sabe.

Faltam 30 pontos.

Boa semana a todos,


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Atlético MG 2 x 1 Flamengo - Joga como nunca, perde como sempre

O goleiro de pelada em ação

Em meio a provocações racistas e misóginas da sempre raivosa torcida do time regional mineiro, que em meio a hidrofobia que os caracterizam se acham sempre "injustiçados", o Flamengo foi a Belo Horizonte e, como esperado, perdeu. 

Flamengo em 3 anos passou de um time temido para um time "de quanto vamos perder?". Por obra e graça do presidente talvez mais omisso da história do Flamengo. Um sujeito que simplesmente destruiu todo o profissionalismo ainda insipiente  porém em desenvolvimento do Departamento de Futebol, permitindo que dirigentes amadores, todos associados do clube social do parquinho molhado,  tomassem conta do setor e substituíssem profissionais por amigos, parças de jogadores e demais atrocidades.

Hoje pagamos o preço. Flamengo em campo é um time destruído. Não tem mais jogadas de ataque, não tem peças que possam mudar um jogo, não tem goleiros, nem laterais de qualidade, é um time com perigo enorme de ser rebaixado. E não seria injusto. Diria até que está sendo trabalhado para isto.

Neste jogo contra o Atlético MG ao menos o Flamengo apresentou uma vontade de jogar. Ao contrário do patético jogo que fizeram contra este mesmo time domingo, em que entraram em campo como uns zumbis.

Mas é uma vontade de jogar triste. Não há jogadas, não há finalizações precisas, há um amontoado de talentos individuais atuando como em pelada. Everton Ribeiro errando todos os passes, Arrascaeta sumido em campo e Gabigol talvez pensando em sua próxima música de ode ao materialismo. Andreas, pasmem, era nosso melhor jogando. Único que tentava jogadas de ataque com certa qualidade embora errando no último passe. Então Atlético MG acha seu gol em mais uma falha do fraco goleiro, líder da panela, Diego Alves que resolve sair do gol de forma desembestada dando oportunidade pro Hulk apenas encobri-lo. 

O fato é que Dorival foi contratado e a primeira coisa que fez, como todo e bom técnico brasileiro, foi compor com a panelagem nociva que ganha a cada ano mais poder no Flamengo por obra e graças ao "trabalho" do Marcos Braz. Que precisa de panela para controlar o ambiente. 

Enfim, Flamengo ao menos termina o primeiro tempo perdendo por apenas um gol. Até porque o Atlético MG hoje é um time mais reativo. Espera o Flamengo fazer alguma bobagem e então ir para cima. Desta vez o Flamengo apertou mais na marcação. 

Veio o segundo tempo, e a velha sina do Flamengo não saber mais fazer uma mísera linha de impedimento vem a tona. Em uma jogada que bastaria um passo para frente para deixar o adversário impedido, marcam touca e o adversário faz mais um gol em outra falha do patético Diego Alves, hoje goleiro de pelada, daqueles fracos que jogam porque não tem mais ninguém que queira ir pro gol.

2 a 0. Flamengo começa então a substituir, até que colocam Lázaro. E no final acha seu gol na única finalização do Flamengo no segundo tempo. Sim, um time com Gabigol e depois com Pedro, quase não finaliza. Gabigol hoje joga em todas as posições, menos dentro da área. O que explica sua baixa produtividade este ano. Pedro só joga faltando minutos para acabar o jogo. 

Flamengo, enfim, é um caso perdido. Dorival não dará jeito, talvez melhore um pouco e consiga nos livrar do rebaixamento. Nossa única luta este ano. 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Atlético/MG x Flamengo

    

Copa do Brasil/2022 - Oitavas de Final - 1º Jogo (Ida)

Quarta-Feira, 22 de Junho de 2022, as 21:30h (USA ET 20:30h), no 
Estádio Governador Magalhães Pinto ou "Mineirão", em Belo Horizonte/MG.

Atlético/MG: Everson; Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan, Otávio e Nacho Fernández; Vargas, Hulk e Keno. Técnico: Turco Mohamed.

FLAMENGODiego AlvesMatheuzinhoPabloRodrigCaiFilipLuís; WilliaArãoJoãGomesAndreasEvertoRibeiro e DArrascaeta; Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.


Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (FIFA/SP), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Miguel Caetano Ribeiro da Costa (SP)Quarto Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva (MG). Analista de Campo: Márcio Eustáquio Sousa Santiago (MG). Árbitro de Vídeo (VAR): Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN). Assistente VAR (AVAR): Flávio Gomes Barroca (RN). Observador de VAR: Roberto Perassi (RN).

Transmissão: Rede Globo (rede aberta), SporTV (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).

 


terça-feira, 21 de junho de 2022

Elenco: Limites (Quantidade e Prazos) para Reformulação

 

Salve, Buteco! Uma das resenhas mais comuns entre torcedores de futebol é a que trata de renovações de contratos, reforços e reformulação de elenco. Quando o time anda mal das pernas, como é o caso do Flamengo, a resenha costuma inclusive subir de temperatura. Como a situação do Mais Querido começa a se tornar mais do que preocupante, o assunto está mais do que em voga e a chapa fervendo.

Nos grupos dos quais participo, os alvos de rejeição mais comuns são Diego Ribas, Willian Arão, Rodinei e Vitinho. Everton Ribeiro vem ganhando bastante espaço entre os mais (ou seria menos?) cotados. O índice de rejeição a Diego Alves também não é de ser desprezado e até o Gabigol tem os seus haters.

O que seria viável em nível de reformulação? Meu objetivo não é dizer quem deveria sair ou mesmo chegar, mas apontar limites objetivos, de quantidade e prazo, trazidos nos regulamentos das competições e na janela de transferências internacionais.

Vamos então a eles:

1) Campeonato Brasileiro/2022 - segundo o artigo 9º, § 1º do Regulamento Específico da competição, "os clubes poderão inscrever um número máximo de 50 (cinquenta) atletas até o dia 05/08/2022, podendo substituir no máximo 8 (oito) até o dia 26/08/2022, dentre os anteriormente inscritos." 

2) Copa do Brasil/2022 - segundo o artigo 6º do Regulamento Específico da Competição, a data limite para inscrições é o dia 26/7/2022, sendo que o parágrafo único do dispositivo prevê que os clubes "poderão inscrever número ilimitado de atletas na COPA", o que, na prática, significa que não há limite quantitativo para inscrições, desde que observado o prazo ou data limite para tanto.

3) Copa Libertadores da América/2022 - no caso da "Princesinha" ou "Mais Querida", podemos dizer que a regra é "complicada e perfeitinha", como a nossa Musa, dificílima para ser conquistada. Não existe um prazo e nem um limite de inscrições e substituições único, mas vários, para cada fase da competição, os quais estão previstos nos itens 3.7.5.5 a 3.7.5.11 do Manual de Clubes. Para as oitavas de final, é possível a substituição de até 5 (cinco) atletas inscritos para a fase anterior ou de Grupos, conforme o item 3.7.5.8, e o prazo, conforme o quadro trazido no item 3.4, tem como limite as 18:00h (horário do Paraguai) do dia 25 de junho. Para as quartas de final (item 3.7.5.9) e semifinais (3.7.5.10), o número é reduzido para 3 (três) substituições de jogadores inscritos, e para a final única não é permitida a substituição de jogadores (item 3.7.5.11).

4)  FIFA/TMS/2022 - segundo o Transfer Window Calendar mundial de 2022, a primeira janela de transferências internacionais do futebol masculino profissional brasileiro abriu no dia 19 de janeiro e fechou no dia 12 de abril. A segunda janela abrirá no dia 18 de julho e fechará no dia 15 de agosto. Vale observar que as quartas de final da Libertadores serão disputadas nos meios de semana de 3 e 10 de agosto e o prazo para substituição de jogadores termina as 18:00h do dia 30 de julho (item 3.4 do Manual de Clubes). Reforços, como Everton Cebolinha, podem ser contratados fora da janela, mas só poderão ser inscritos enquanto a janela estiver aberta. A exceção está nos atletas "free agents", quais sejam, aqueles que não possuam vínculo com qualquer clube, o que lhes permite ser contratados e regularmente inscritos fora dos períodos da janela, desde que dentro do prazo e dos limites específicos para inscrição em cada competição. 

Como vocês podem facilmente constatar, o maior desafio do Flamengo será sobreviver até a abertura da segunda janela de transferências internacionais para o futebol brasileiro, eis que as oitavas de final da Copa do Brasil serão disputadas nos dias 22 de junho e 13 de julho, enquanto as oitavas de final da Libertadores serão disputadas nos dias 29 de junho e 6 de julho.

Esses são os prazos e limites.

A resenha fica por conta de vocês.

Bom die SRa tod@s.



São Judas Tadeu, jogai por nós

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Bem Vindo, Cebolinha!

 



Bem vindo, Everton "Cebolinha" Soares! Que a sua chegada traga boas e renovadas energias para o Mais Querido do Brasil.

Sua sorte é a nossa. Tudo de bom, sucesso e muitos títulos pra gente.

SRN a tod@s.