sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pra Embalar



Irmãos rubro-negros, 


o Flamengo vem de duas vitórias seguidas e tudo indica que o rendimento do time melhorará ainda mais.

Domingo o Mengão enfrentará o Santos e o Maracanã ficará pequeno para receber a multidão rubro-negra.

Mais de quarenta mil ingressos foram vendidos até quinta-feira e a tendência é que sejam esgotados para o jogo.

Para a torcida do Flamengo não importa se fará sol ou chuva, calor ou frio, se a fase é boa ou ruim, ou se o Consórcio é uma bela bosta. Se o Flamengo está em campo, o povo rubro-negro também está.

A média de público do clube antes da chegada dos reforços, acima de vinte mil flamengos por jogo, confirma a tese, pois nem a campanha pífia no início foi capaz de afastar a Magnética.

E é na base da fé inabalável dessa massa de fanáticos que o Flamengo sempre consegue superar suas limitações e conquistar títulos e vitórias improváveis.



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Considerando a participação do Flamengo nos últimos Campeonatos Brasileiros, eu diria que desde 2009 (2011 não conta) o time não vivencia, como ocorre este ano, a possibilidade de realizar uma campanha minimamente decente.

A despeito do início horroroso, as ótimas contratações feitas pela diretoria qualificaram o elenco, sendo que ainda estamos na décima-sexta rodada da competição.

O ideal seria o elenco já estar adequadamente montado desde o início do ano, mas antes tarde do que nunca.

E uma vitória no domingo, diante do Maracanã lotado de rubro-negros, embalará de vez o Flamengo.

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Além de confirmar a recuperação da equipe, uma grande vitória no domingo também servirá para trazer mais confiança ao Cristóvão Borges.

Desde que chegou ao clube, o Cristóvão me parece extremamente inseguro e hesitante.

Não era o meu nome preferido e acho mesmo que o trabalho desenvolvido até o momento é ruim.

Contudo, enquanto for técnico do Flamengo, ele terá toda a minha torcida. Desejo de coração que o Cristóvão nos conduza a vôos mais altos.

Se está inseguro, o que ele mais precisa no momento é de uma grande vitória, com o time jogando muito bem, para que conquiste a confiança dos jogadores, da diretoria e da torcida.

Que ela venha no domingo.

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Apenas uma sugestão ao Cristóvão: acerta o setor defensivo que lá na frente o Emerson e o Guerrero garantem a vitória.

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Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Respeito

O respeito não se declara. Ele apenas existe. Tem. É um atributo que uma pessoa ou instituição angaria ou reconquista. O Flamengo tinha perdido o respeito sim. Péssimas e desastrosas administrações sucessivas, que não pagavam as dívidas, acumulavam rompimentos de contratos diversos, deixando vários fornecedores na mão e distantes do Flamengo, assim como agentes e jogadores de alto nível. O Flamengo dava medo de não receber. De ter que cobrar na justiça depois. De não saber se o clube depositaria o FGTS direito ou não. Enfim, Flamengo saiu de 2012 como terra arrasada. Pendurado em dívidas, quase sem crédito, zombado pela mídia e com a torcida desesperada por esta situação que perdurava já há bastante tempo.

Mas veio a eleição da "Chapa Azul" e, ao contrário do Vasco, aí sim o respeito passou a ser presente, no dia-a-dia, nos atos do clube, no exercício de poder do presidente e dos VP´s. O Clube se ajustou administrativamente, financeiramente, caiu nas graças de associados, torcedores e até empresas, que passaram a contribuir com programas como Fla Em Dia, Flamengo da Nação, Anjo da Guarda, programas de incentivos fiscais e mesmo de Sócio-Torcedor. Torcedores de todos os rincões, mesmo distante de qualquer possibilidade de assistir um jogo de seu Mengão em estádio próximo,  se tornaram ST, com muito orgulho. Torcedores se associaram na modalidade Off-Rio querendo participar do processo eleitoral. Querem votar, estar juntos deste processo democrático importante.

E nesta situação como nos encontramos? O Clube do Flamengo recuperando sua IMAGEM. Sua vocação de liderança institucional, por exemplo, no formidável processo da MP do Futebol que Eduardo Bandeira tomou a frente. E tb em votações internas que instituíram a Lei de Responsabilidade Fiscal Rubro negra, dificultando que futuros dirigentes façam mal uso das finanças do clube.

Nós, como torcedores e mesmo associados, não podemos deixar que este novo Flamengo desmorone. Infelizmente a Chapa Azul brigou entre si. Diferenças de pensamento, de discordância de formas de atuação, ao meu ver, nada tão grave que pudesse ter uma ruptura tão forte. Mas o fizeram. Paciência. Está entre nós, torcedores, associados, optarmos pela alternativa que mantenha a estrada que o Flamengo passou a percorrer, não desvie nos caminhos de discurso populista, da quebradeira das finanças, de candidatos a  dirigentes que almejam usar o clube de trampolim para política. 

E neste momento, nesta estrada azul, há duas opções: A do EBM (Eduardo Bandeira de Mello), que segue uma linha mais ponderada, estadista, equilibrada no discurso e que está sendo importante para agregar os dirigentes, associados e torcida na mesma linha de pensamento e conduta. E a do Wallim/Bap, a linha do "núcleo executivo forte", com grande alavancagem no marketing, mas que já romperam uma candidatura em 2009 com a Fla21 e agora romperam com o conselho diretor em 2015. Ambos têm força e popularidade. Ao passo que Wallim/Bap tem mais rejeição pela atuação do Wallim enquanto VP de Futebol e talvez pela postura do Bap em relação a cobrança de preços de ingressos e na campanha de"obrigatoriedade" de ser ST, que irritaram muitos. Mas as cartas ainda irão se espalhar mais na mesa.  E espero que o respeito seja mútuo em ambos os lados desta campanha.

Por Flavio H Souza
twitter: @PedradaRN


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Ave César !


"Goleiro deve dormir com a bola. Se for casado deve dormir com as duas", dizia o folclórico Neném Prancha, ex-técnico de futebol de praia, roupeiro, massagista e filósofo do futebol, para enfatizar a importância de um goleiro estar sempre em ritmo de jogo, o que significa estar permanentemente com os reflexos apurados e tempo de bola;

O Flamengo não saiu do primeiro tempo do jogo contra o Goiás perdendo por dois ou mais gols em virtude da ótima atuação do goleiro César, cuja passagem pelo time no lugar de Paulo Victor, que está afastado por ter fraturado a fíbula em um treino no CT, expõe de forma muito clara a dificuldade que enfrenta um garoto da base para se firmar entre os titulares do esquadrão rubro-negro e que, muitas vezes, o leva a ser negociado para brilhar em outros lugares onde há um modelo bem sucedido e estabelecido para a transição das divisões inferiores para os profissionais;

Sem jogar há cinco meses graças à falta de uma rotina de rodízio para manter a forma dos goleiros reservas, foi escalado às pressas para substituir o dono incontestável da posição, não convencendo plenamente de imediato em suas primeiras atuações;

O que fez o Departamento de futebol do clube, conforme amplamente noticiado, no início deste mês? Foi ao mercado à procura de um novo jogador, fixando-se inicialmente no veterano Dida, reserva de Muriel no Internacional, tendo os gaúchos rejeitado a transação em função do afastamento, por lesão, do goleiro Alisson;

Eis que a sorte grande bateu nas portas da Gávea! Gradualmente, César ganhou confiança com o passar dos jogos, se firmou na posição até a volta do indiscutível titular e no Flamengo não se falou mais de uma possível contratação para a posição;

Imagino que, se a transação com o Colorado fosse concretizada, mais uma promessa voaria chamuscada para outras plagas, fazendo-nos daqui a pouco tempo lamentar que mais um Campeão da Copinha de 2010 não vingou entre os titulares do clube;

Cabe uma pergunta: não vingou por algum problema do próprio atleta ou não souberam fazer vingar? E mais outra: Qual o modelo de gestão da carreira dos nossos craques das diversas sub's existentes no Flamengo, se é que existe esse cuidado?

Creio serem respostas difíceis, pois, daqui do outro lado do muro parece que vivemos na labuta de apagar chamas, sem tempo e gente qualificada para desenvolver um trabalho nos moldes do realizado pelo ex-centro-avante vascaíno, Delém, no hermano River Plate, onde revelou gente do porte de Ariel Ortega, Hernán Crespo, Marcelo Gallardo, Pablo Aimar, Solari, Javier Saviola e D´Alessandro (http://www.futebolportenho.com.br/2012/03/29/cinco-anos-sem-delem/).

Urge analisar profissionalmente a transição entre as categorias do Flamengo e adotar medidas que atenuem ou anulem as perdas do ouro garimpado, para que não fiquemos eternamente dependentes da sorte como no presente caso.

SRN! 




segunda-feira, 27 de julho de 2015

A Posse de Bola

Salve, Buteco! Longe de ter sido uma apresentação vistosa e convincente, a vitória de ontem à tarde sobre o Goiás no Serra Dourada foi merecida, trouxe alívio e boa perspectiva para uma sequência no campeonato que tem tudo para ser positiva - Santos (c), Ponte Preta (f) e Atlético/PR (c), até o Palmeiras (f). O primeiro tempo começou truncado, com maior presença do Flamengo no campo de defesa do Goiás; contudo, minutos após a parada técnica, o time da casa tomou conta do meio e ameaçou bastante a defesa rubro-negra, especialmente pela lateral direita, onde Ayrton não se mostrou capaz de conter as investidas de Felipe Menezes e Diogo Barbosa. O nosso meio com três volantes tampouco conseguia manter a posse de bola. Cristóvão foi bastante criticado pela opção por três volantes. Tentando me colocar no lugar do nosso treinador, acredito que um dos fatores pode ter sido a necessidade de escalar um zagueiro sem ritmo de jogo (seria César Martins ou Samir) e daí a de proteger a zaga. O fato é que o primeiro tempo acabou se tornando o jogo da afirmação do goleiro César, que evitou a ida da equipe ao vestiário em desvantagem.

Talvez com a mesma ideia de proteger a zaga, na qual César Martins, apesar de haver exibido boa técnica, demonstrava falta de ritmo de jogo e perdia disputas individuais contra os velozes atacantes do Goiás, Cristóvão mandou o time de volta para o segundo tempo com a dupla Márcio Araújo e Cáceres, dois volantes mais marcadores, porém sacando Canteros, o terceiro, mais técnico, para lançar Alan Patrick no time, além de Pará na lateral direita. Com a posse de bola e jogando no campo do Goiás, o Flamengo progressivamente tomou conta da partida com dois volantes, Alan Patrick mais centralizado e Everton pela meia esquerda, além de Marcelo Cirino e Guerrero com boa movimentação no ataque. O gol, por sinal, saiu de uma bela linha de passes entre Alan Patrick, Guerrero (mais uma boa assistência) e Marcelo Cirino, que concluiu com extrema categoria. O Goiás teve duas chances claras de gol no final da partida, uma defendida por César, outra que parou na trave, mas eu considero que César também foi importante ao sair bem do gol e pressionar o atacante adversário.

Os três pontos foram conquistados com o adversário tendo criado mais oportunidades de gol que o Flamengo. Embora o time tenha muito o que melhorar, por outro lado os dois últimos resultados no Brasileiro podem ser vistos com bons olhos sob o prisma do aumento da capacidade de resistência, mesmo com o time ainda não jogando um futebol de grande qualidade.

***

O sistema defensivo continua bastante desentrosado, com os jogadores cometendo vários erros de posicionamento, como em partidas anteriores. Aliás, a vitória contra o Grêmio é um ótimo exemplo. Os zagueiros seguem saindo para marcar na intermediária ou nas laterais, sempre no mano a mano e na maior parte das vezes levando desvantagem, enquanto os volantes saem para apoiar deixando a defesa desprotegida. A lógica do avanço dos volantes é a tomada da posse de bola no ataque e sua manutenção na troca de passes com os apoiadores, atacantes e laterais em um esquema tático compacto. Na prática, contudo, o inverso ocorre porque, além do esquema tático ainda não estar ajustado, as peças escaladas no meio não se mostram capazes de desempenhar a função a contento. Logo, com três volantes, o Flamengo não consegue manter a posse de bola e, contraditoriamente, atrai o adversário para o seu campo e sua desentrosada e mal posicionada defesa. A melhor alternativa para evitar o sufoco, demostrada na prática, parece ser reduzir para dois o número de volantes (adequadamente posicionados), incluir um meia centralizado e manter o Everton na meia esquerda. Só assim o time tem conseguido ter e manter a posse de bola e com isso jogar no campo do adversário. Muito embora as trocas de passes ainda não fluam como Cristóvão pretende, o time consegue articular algumas jogadas ofensivas, o que tem levado o Flamengo a reagir no campeonato.

Por isso, o natural parece ser Jonas, Márcio Araújo, Cáceres e Canteros disputarem duas posições. Jonas e Márcio Araújo são os melhores na cobertura, por conta da agilidade; porém, Márcio Araújo não se limita a jogar como primeiro volante e avança constantemente para apoiar o ataque, invariavelmente perdendo a posse de bola. O que explica o posicionamento tático do Márcio Araújo? Voluntarismo do atleta ou apego do treinador as suas preferências de ordem tática, mesmo com um jogador incapaz de executar a função? Os avanços de Márcio Araújo não fazem o menor sentido, eis que, ao contrário de Jonas, "Marujo" não tem um passe de qualidade e, dos quatro volantes, é o o pior nesse fundamento, enquanto Canteros é de longe o mais técnico. Na minha opinião, Jonas deveria ser o titular como primeiro volante e Cáceres e Canteros deveriam disputar a posição de segundo volante. Com o tempo ficaria claro se Cáceres, melhor na destruição, é capaz apoiar com qualidade e se Canteros, melhor na organização, consegue se manter firme na marcação, em ambos os casos com a regularidade que se espera de um titular do Flamengo. Acredito que essas variáveis definirão a disputa entre os dois. O certo é que, se Cristóvão deseja implementar um esquema de jogo que se paute na valorização da posse de bola e na qualidade no passe, não pode atribuir a volantes que não tenham destreza nesse fundamento a atribuição de apoiar o ataque. Parece-me óbvio. Concordam? 

Eu completaria o sistema defensivo com Pará na lateral direita e a zaga com Wallace ou César Martins e Samir. Mais a frente, até a estréia de Ederson, eu utilizaria Alan Patrick como meia centralizado, pois até aqui, apesar de não haver apresentado futebol para ser considerado titular indiscutível, mostrou muito mais do que os seus antecessores, ainda que isso não signifique muita coisa; mas Alan Patrick parece ter um mínimo de qualidade para fazer a bola girar no meio e se comunicar no mesmo idioma da bola que falam Sheik, Cirino e Guerrero. No ataque, porém, eu revezaria Sheik e Cirino, pela idade do nosso veterano, e escalaria Everton como quarto homem do meio, pela esquerda.

@s amig@s do Buteco concordam? Ajudem o Cristóvão a escalar o time para domingo contra o Santos, no Maracanã.

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Desenha-se uma disputa entre Blues x Blues nas eleições que definirão o próximo presidente do Flamengo. Espero que todos os envolvidos coloquem o Mais Querido em primeiro lugar e blindem o Departamento de Futebol, assim como o a área administrativo-financeira, mantendo a disputa no campo das ideias e em alto nível. Retrocesso jamais.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 26 de julho de 2015

Goiás x Flamengo



Campeonato Brasileiro 2015 - Série A - 15ª Rodada

Goiás - Renan; Gimenez, Felipe Macedo, Fred e Diogo Barbosa; Rodrigo, David, Liniker (Patrick) e Felipe Menezes; Murilo e Bruno Henrique. Técnico - Julinho Camargo.

FLAMENGOCésar; AyrtonMarcelo, César Martins Jorge; Márcio Araújo (Arthur Maia ou Alan Patrick)Cáceres, Canteros EvertonMarcelo Cirino e GuerreroTécnico: Cristóvão Borges.

Data, Local e Horário: Domingo, 26 de julho de 2015, as 16:00h (USET/PRUCT/GMT 15:00h), no Estádio Governo do Estado de Goiás ou "Serra Dourada", em Goiânia/GO.

Arbitragem - Heber Roberto Lopes (FIFA/SC), auxiliado por Kléber Lúcio Gil (FIFA/SC) e Carlos Berkenbrock (SC). Quarto Árbitro: Eduarto Thomaz Aquino de Valadão (GO). Delegado: Antonio Pereira da Silva (GO).

Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos.

É sabido que a Nação Flamenga anda carente de ídolos. Os últimos talvez tenham sido Petkovic e Adriano, no já distante 2009. Sem ter quem admirar ou exaltar, o torcedor acaba se entretendo em “eleger” o bode expiatório da vez. Por exemplo, no time atual essa “honraria” pertence ao Pará, jogador por quem os torcedores se acostumaram a nutrir certa rejeição. E a coluna dessa semana, até para desanuviar um pouco ânimos que andam meio exaltados, vai listar um “time de malditos”. Jogadores que o torcedor amou odiar, que muitos, injustamente ou não, vaiaram com força, com gosto, em algum momento. A lista, evidentemente não é exaustiva, e muita gente “boa” ficou de fora. Vejam que na escalação tem jogador bom, ruim, da base, de fora. Enfim, divirtam-se e boa leitura.

OS MALDITOS

1 – CANTARELE (1973 - 1989)
Goleiro talentoso revelado nas categorias de base, jamais conseguiu se firmar, por conta de seu temperamento arredio e de sua instabilidade em campo. Com efeito, parecia padecer da maldição de sempre cometer falhas cruciais quando tinha o caminho aberto para conquistar a posição de titular (por exemplo, falhou contra o Olimpia na Libertadores-81, quando havia barrado Raul, quase foi linchado após um frango no gol da derrota contra o Americano, em Caio Martins, pela Taça GB-87, foi ostensivamente vaiado por um irritado Maracanã após entregar um gol ao Santa Cruz em 1988 etc). Viveu seu melhor momento em 1982, quando assumiu a vaga deixada por uma cirurgia de Raul e agradou com belas atuações. Mas acabou criticado no lance do gol do Peñarol que tirou o Flamengo da Libertadores, voltando a ser relegado à reserva. Poucas vezes elogiado, jamais aclamado, frequentemente vaiado, Cantarele abandonou a carreira em 1989, após ser responsabilizado diretamente por uma goleada humilhante sofrida para o Grêmio nas Semifinais da Copa do Brasil (onde falhou em alguns gols).

2 – MAURINHO (1997 - 2002)
Contratado junto ao Bragantino por conta de seu futebol versátil e voluntarioso, além da facilidade de marcar gols (especialmente de cabeça), Maurinho logo “caiu na desgraça” da torcida. Sua disposição em campo era inversamente proporcional à destreza no manejo da bola. Inicialmente como volante, depois deslocado para a lateral, Maurinho viveu uma relação de forte ódio e algum amor com o torcedor, que se dignou a criar musiquinhas pouco edificantes para o jogador. “Tião, Maurinho não!”, gritava o Maracanã para o treinador Sebastião Rocha ao vê-lo aquecendo para entrar. “Ão, ão, ão, Maurinho é Seleção! Il, il, il, Primeiro de Abril”, entre outros cânticos. Em 2000, quando vivia sua melhor fase no Flamengo, tendo barrado o premiado Pimentel, parecia estar se reconciliando com o torcedor. Num jogo contra o Bangu, 3-0 já decidido, surge um pênalti já no finalzinho. A torcida pede “Maurinho, Maurinho”. O jogador pega a bola, ajeita e vai cobrar. Chuta. Mas um tufo de grama sobe e a bola vai mascada, fraquinha, aninhando-se nas mãos do goleiro. Apesar desse e de outros percalços, Maurinho construiu uma carreira vitoriosa no Flamengo, permanecendo no clube alguns anos. Com vaia e tudo.

3 – WELLINTON (2009 – 2014)
Zagueiro alto e rápido, mas pouco ágil no combate direto, foi içado das categorias de base (onde se destacou), logo ganhando oportunidades na equipe principal. No entanto, sua insegurança, aliada à notória dificuldade em lidar com o combate direto (especialmente diante de atacantes mais habilidosos), o transformou em alvo preferencial do torcedor flamengo. O vasto repertório exibido (furadas cinematográficas, um vistoso gol contra de voleio numa partida do Estadual, o péssimo desempenho contra jogadores do naipe de Siloé e Pipico, entre outros) também não ajudou a desfazer a má impressão. Sempre vaiado e perseguido, jamais conseguiu paz para se consolidar, alimentando um ciclo de falhas que parecia não terminar. Surpreendeu a todos com uma boa atuação na panela de pressão de Guayaquil, num jogo decisivo contra o Emelec, deslocado como lateral-direito. Mas cansou e, sem pernas, acabou cometendo um pênalti infantil que (novamente) manchou sua participação. Pouco mais tarde, foi negociado com o Coritiba.

4 – ALEX SILVA (2011-2013)
Contratado a peso de ouro para “resolver o problema da zaga” do Flamengo, estreou de forma “retumbante”, ao falhar diretamente em pelo menos dois dos quatro gols da goleada histórica sofrida contra o Atlético-GO no Engenhão. Alternando atuações ruins, regulares e até razoáveis com abundantes lesões, acionou o Flamengo na justiça, alegando salários atrasados. Após idas e vindas, obteve um acordo, desistiu da ação e foi emprestado ao Cruzeiro, onde novamente se lesionou. Retornou ao Flamengo em 2013, sendo agraciado com uma saraivada de vaias a cada partida. O clímax foi a desastrosa atuação na derrota para o Audax (1-2), imputada diretamente à sua conta. Sem clima, acabou negociado sem deixar nenhuma saudade.


6 – JUAN (2006 – 2010)
Egresso do Fluminense, não encontrou dificuldades para assumir a lateral-esquerda. O mesmo não se pode dizer de sua relação com o torcedor, que desde o início cismou com sua crônica dificuldade defensiva e com a frequência com que cometia erros primários em campo. Capaz de marcar gols com assiduidade, como o que deu o título da Copa do Brasil em 2006, e de se constituir em uma das principais armas ofensivas da equipe (o que inclusive o levou à Seleção), Juan (conhecido como “Marrentinho”) escreveu uma história tão vitoriosa como controvertida no clube. Após marcar um gol contra o Vitória em 2009, no Engenhão, recusou-se a comemorar, atraindo vaias e mais vaias. Na primeira atuação ruim da equipe, era o primeiro procurado para o “desabafo” da torcida. Em 2010, após uma péssima temporada sua (já começava a dar sinais de decadência) e de toda a equipe, acabou sendo negociado com o futebol paulista.

5 – DELACIR (1988-1989)
Imagine um volante marcador, cão de guarda, disciplinado taticamente, capaz de estabilizar um sistema defensivo. Parece bom? Agora o coloque para substituir um jogador da categoria e do talento de um Andrade (detentor de todas as prerrogativas acima e ainda dono de um futebol clássico e refinado). A pressão será insuportável, como terá sentido na pele o esforçado Delacir. Vindo por empréstimo junto ao América para a disputa da Copa Kirin, agradou e teve seu passe comprado em definitivo. Com a saída de Andrade, rapidamente se tornou titular e intocável nas mãos de Candinho e depois Telê. No entanto, a torcida, órfã da classe e da sutileza de Andrade, jamais soube lidar com as caneladas e os chutões de Delacir. O resultado, vaias e mais vaias a um jogador que, paradoxalmente, detinha plena confiança do treinador e do grupo. “É nosso carregador de piano”, diziam. No entanto, um dia Delacir resolveu querer tocar o piano. Foi tentar uma jogada de efeito em uma saída de bola, foi desarmado e do lance resultou o gol que tirou o Flamengo do Brasileiro de 1988. Devastado com as vaias e com a repercussão negativa, e diante da contratação do talentoso volante Paulo Martins, o “carregador” Delacir acabou negociado. Pouco tempo mais tarde, destacou-se no Bahia que chegou às Semifinais do Brasileiro de 1990 (novamente comandado por Candinho).

8 – MARQUINHOS (1988 - 1995)
Um dos integrantes da constelação de grandes jogadores surgida nas divisões de base no final dos anos 1980, foi um dos primeiros a serem efetivados nos profissionais, ao cair nas graças de Telê Santana, que o utilizava sistematicamente. Após alguma espera, firmou-se no time principal, primeiro como um titular eventual (primeira opção para o meio), depois como dono absoluto da vaga. Volante capaz de ditar o ritmo de jogo, dono de ótimo passes curtos e longos, detentor de um chute venenoso, tornou-se um dos principais jogadores do Flamengo a partir de 1991, atingindo o auge em 1993, em que foi o grande nome da equipe na temporada. No entanto, sua desgraça começou ao ser seduzido por uma proposta do Palmeiras, o que quase o fez seguir o caminho de outros jogadores contemporâneos. Abalado com o fracasso da negociação, Marquinhos caiu de produção, o que irritou uma torcida já magoada. O resultado foi uma perseguição com poucos precedentes. Ganhando, perdendo, atuando bem ou mal, Marquinhos era invariavelmente vaiado, em um processo que durou meses. Recuperou seu futebol no final de 1995, ajudando o Flamengo a atingir as finais da Supercopa. Mas, desgastado com a péssima temporada da equipe, enfim foi negociado com o Palmeiras, onde teve passagem opaca.

7 – JÚNIOR (2003 – 2006)
Um dia, ao sair de campo cravejado de vaias, o volante Júnior foi abordado por uma selva de microfones. “E as vaias, e as vaias?”, perguntavam. “Se estão vaiando, é porque sabem que tenho qualidade, potencial”. A autoindulgência na resposta talvez justifique o fracasso da trajetória deste volante tido como talentoso nas divisões de base, mas que, ao subir, demonstrou pouco mais que indolência tática e certa habilidade em finalizações. Lento, não era suficientemente combativo para atuar como volante defensivo. Não tinha dinamismo para fazer a ligação entre as intermediárias. E errava passes em demasia para atuar mais à frente. Júnior talvez seja um dos mais acabados símbolos de uma das mais negras fases da história do Flamengo. Um jogador pouco aplicado, não muito talentoso e marrento, talvez espelhe o próprio clube em seus anos de chumbo. Inteligente, a torcida não demorou a perceber o embuste. E passou a acariciá-lo com vaias e mais vaias. Talvez incomodado com seu baixo rendimento, talvez para abrir espaço aos novos contratados, Ney Franco acabou não criando obstáculos para sua saída, já no final de 2006. Em outros clubes, manteve a rotina de passagens igualmente medíocres. Encerrou prematuramente a carreira.

10 – TITA (1977 – 1985)
Desde os primórdios, a trajetória de Tita no Flamengo já se anunciou polêmica, ao perder um pênalti decisivo no jogo que deu o título estadual de 1977 ao Vasco, e, dois anos depois, ao marcar o gol do tricampeonato do Flamengo nos 3-2 da final contra o mesmo adversário. Muito talentoso e um ponta-de-lança completo, capaz de atuar como arco e flecha, exímio lançador, ótimo finalizador, perito cobrador de faltas, arisco, driblador e combativo, Tita não demorou a emplacar a condição de titular, mesmo atuando na mesma posição do ídolo Zico, o que o levou a ser improvisado como meia-armador, centroavante e ponta-direita, posição em que melhor se adaptou. No entanto, a incessante insistência em atuar com a camisa 10 do craque maior, o temperamento difícil e um certo individualismo em seu jogo minaram sua relação com a torcida, que passou a crucificá-lo nos momentos difíceis, agraciando-o com vaias e xingamentos. Na crise que se seguiu à eliminação do Brasileiro de 1981, foi tão hostilizado que quase foi negociado com a Portuguesa. Ficou e foi peça fundamental do melhor time da história flamenga. Mais tarde, não resistiu ao desgaste do final de 1982 e foi emprestado para o Grêmio. Com a venda de Zico, teve seu retorno antecipado, enfim ganhou a sonhada camisa 10 e, após marcar os dois gols da vitória por 2-1 de virada sobre o Fluminense de Assis, em uma atuação de gala, parecia que finalmente emplacaria como ídolo. Mas a insistência em cobrar e perder pênaltis decisivos e a falta de liderança (tinha personalidade reservada e instável), associada à falta de títulos, voltaram a lhe distanciar do torcedor. Pressionado, deu uma entrevista desastrosa após uma goleada sofrida em Porto Alegre, onde “denunciou” certa falta de profissionalismo de alguns colegas, o que o deixou sem clima na Gávea. Com a volta de Zico, foi negociado, dessa vez em definitivo, e acumulou passagens vitoriosas e igualmente polêmicas nos vários clubes por onde passou.

11 – DEIVID (2010-2012)
O Império do Amor se desfez com a mesma velocidade com que surgiu. No vácuo, jovens da base, jogadores desconhecidos e veteranos bichados foram provados e reprovados sistematicamente. Para sanar o problema, o Flamengo trouxe o experiente Deivid, jogador com expressivo currículo, recheado de passagens vitoriosas em grandes clubes. No entanto, Deivid sofreu com as limitações físicas que já começavam a corroer seu futebol, além da péssima fase de uma equipe que passou todo o Brasileiro de 2010 flertando animadamente com a perspectiva de rebaixamento. O time melhorou, chegaram várias estrelas, como Ronaldinho Gaúcho, mas Deivid seguiu acumulando gols e atuações pouco convincentes. Sua pouca mobilidade e a frequência com que desperdiçava oportunidades claras de gol eram o combustível para uma relação tumultuada com a torcida. O auge foi uma chance de gol absurdamente perdida numa derrota para o Vasco, já em 2012, o que criou a ruptura definitiva na relação com a massa. Logo depois, a solução natural foi negociá-lo com o Coritiba, encerrando uma triste passagem, esquecível para a torcida e para o próprio jogador.

9 – BALTAZAR (1983)
Veio emprestado (troca com Tita) para suprir a lacuna deixada pelo afastamento de Nunes, que se envolveu numa pesada briga com Carpegiani no início da temporada. O início foi promissor, com vários gols e a sensação de que a camisa 9 estava bem servida. No entanto, a instabilidade do Flamengo ao longo do Brasileiro minou-lhe a confiança e fez crescer a reação adversa de uma torcida já cismada com seu estilo afoito, dado a perder pilhas de oportunidades. Com a chegada de Carlos Alberto Torres, perdeu espaço e rendimento, sendo alvo de vaias a cada gol perdido. Ainda assim, marcou um gol importante, na derrota por 2-1 na primeira partida da final contra o Santos, num momento em que uma goleada se desenhava. Após o Brasileiro, ainda teve participação razoável no Mundialito, mas foi soterrado pela crise que se seguiu à venda de Zico. Inteiramente rejeitado com uma torcida que, na verdade, nunca digeriu a saída de Nunes, acabou sendo devolvido antes do final do empréstimo, indo parar no Palmeiras após uma operação triangular. Ironicamente, seu substituto, Edmar, viveria uma experiência semelhante, marcada por gols e vaias.


sábado, 25 de julho de 2015

7 Anos - Muito Obrigado!



BUTECO DO FLAMENGO 7 ANOS!

Alan Carlos, Amdib, Arthur Orlandi, Arthur Muhlemberg, Anderson Brandao, Andre Cardoso, Antonio Block, Antonio Paulo, AdrFla Petropolitana, Aafisouzanit, Anderson Mello, Agsilva 1971, Alonso Duarte, Anderson Britto, Andrehpa, Andre Amaral, Amizo, Andre Ramos, Arbak Apuhc, BcbFla, Ballem, Bittencourt 23, Brizio, Bruno Orlandi, Bruno Trink, Beto RJ, Carlos Eduardo-Campos/RJ, Carlos Mouta, Carlos Pereira, Carlos Aquino, CRFpool, Carlos_Edu_74, CRF Bruninho, Diogo Kobbi, Daniel pcd, Diogo_Fla, Diego DF, Daniel Oliveira, Ed Mort, Eduardo Silva, Eds 1975, Egidio, Eduardo Lopez, Edu Lopes, Flanatico, Farley Nobrega, Fabiano Augusto, Fabio DC79, Flavihsouza, Flabricio, FelipeFla,  Flamegusta, Fla Canada,  Felipe kta, Fernando Lemos, Guilherme Dias, Gabriel Mengao, Gustavo Brasilia, Guilherme deBaere, Guga Salgueiro, Guto Fla, Guto Bata, Helio Santoro, Herton Castello Branco, Horcades Junior, Hugo Oliveira Santos, Hugo Olibeira , Iarana, Imprensa Vendida pra SP, Igormt, Iffi, Julio Cesar Purcena, Jean PR, Jamilton, JMengao, Jonas SP, Josevaldo Crispin, Jean Valjean, Jales, Joao Vila, Joao Carlos Costa Brito, Jairo Mengo, Jcd Brito,  Laercio Aracati CE, Leandro_10, Leandro Borges, Leandro Souza, Leo Souza, Luiz Leal, Luiz Filho, Luiz Mengao Eduardo, Luis29Henrique, Lu Mattos, Lu Pedra de Guaratiba, Luciano de Miranda Tavares, Melo, Marciogs, Marcio Eduardo, Max Amaral, Matheus Fermo, Mengoeuteamo, Mzacconi, Mauro Guerrero, Marci 2007, Marcelo Parga, Maggiemae, Mike Fla, Mini Biceps, Marcio Ferrini, MRN_CRF, Marcelo Mengao, Marcos Lucas, Marlos, Nosrednav17, Neo, NelsonValtzdemello, Oliveira Bsb, Obina Eterno, Oscar21, Othon DF, Pablo Ancantara, Paulo Ferreira, PippoFla, Paulo Santos 60, Paulo Lima, Peninhaewrs, Pablo Leonidas, PetcTeixeira, Ronel Bonifacio, Roberto Gomes, Rafael P., Ricardo Mattana, Roger_Lima, Roger FlaBsb, Robson Campos/RJ, Ricardo UB, Raphael CostaMengo, Rodrigo Lima, RNT, Simario, Stenio CRF, Tarcizio Jr, Takume, Thiago Nobrega, Thiago Goncalves, Tozza Fla,  Wander, Wilma Pessoa, Wand_Villela, Wagner, Villa, Urubu Pilos, Urubu Rey, Unabomber_Fem, Vinicius Halm, VNorske, Vinicacapettini, Zamorano, ZicoVich, Zvitor.

Eu corri o risco, e é extremamente chato eu poder ter esquecido algum dos amigos, eu ja peco desculpas de coração .

E isso ai, sao 7 anos, e sem vocês nada disso teria acontecido, ou melhor, não teríamos chegado ate aqui.
Nada e perfeito e o Buteco não seria diferente. Muitos amigos não se encontram mais conosco por varias razoes ou motivos, muitos novos amigos já começam a aparecer depois de muito tempo observando resolveram interagir conosco e isso que nos faz tentar sempre o melhor, e como se fosse um ciclo, um terminando e imediatamente um outro nascendo.
Acessamos o Buteco quase que automaticamente todos os dias, como muitos amigos falam pra mim, o Buteco ja faz parte do nosso dia a dia e isso nos da uma enorme alegria.

Um forte abraco a cada um de voces, essa foi a maneira de poder agradecer, mencionar o nome de cada um que fazem parte desse dia a dia transloucado que e o Buteco do Flamengo.

Quero agradecer ao Bruno Trink que cedeu o seu dia por livre, espontânea coação! Valeu Trink !!!



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