quarta-feira, 22 de maio de 2013

3,2,1,...



O tempo tem sido generoso com o Flamengo neste 1º semestre do ano e, em especial, agora no mês de maio quando seu time entrou em campo duas vezes até aqui, proporcionando paz à diretoria para garimpar reforços que vinham sendo observados em algumas competições, segundo os próprios dirigentes, e ao treinador Jorginho uma pré-temporada caída dos céus para dar uma cara de equipe usando o elenco a ele disponibilizado;

O técnico não cansa de repetir que deseja e treina muito para obter um conjunto que valorize a posse de bola, faça a marcação firme, porém, leal para evitar as faltas, mantenha ao longo das partidas a compactação entre suas linhas, aperfeiçoe o toque de bola até a chegada à área adversária, aprimore o chute a gol de média e longa distâncias, ouse o drible para abrir a defesa inimiga, cuide do domínio rápido do passe recebido para repassar a bola antes que receba o combate e o aproveite os rebotes ofensivo e defensivo;

Os amigos viram tudo isso por aí? Esqueçamos o triste Estadual e fiquemos com os quatro jogos disputados pela Copa do Brasil contra times que nem frequentam a 1ª Divisão do futebol brasileiro. Um doce para quem viu aqueles atributos reunidos nos embates no Pará, Rio de Janeiro, Campina Grande e Juiz de Fora. Infelizmente, só me foram apresentadas atuações pífias, com alternância de momentos de verdadeira pelada com outros poucos de lucidez, que decidiram as partidas, mesmo assim contando, algumas vezes, com o beneplácito das defesas adversárias;

"Quando mais treina pior fica" é o conceito que vai se consolidando entre a parte mais crítica da torcida que, esperançosa, esfrega as mãos cada vez que o time volta de uma semana, 10 ou 15 dias de preparação nos fundamentos do jogo, nos intervalos oferecidos para trabalhá-los nos meios ou fins de campeonatos. Esperança que se desfaz logo na 1ª meia-hora de bola rolando com a prática da antítese de tudo aquilo que vem sendo apregoado pelo diligente treinador;

Sou um desastre anunciado em análise táticas nos pós-jogos do Flamengo, pois os olhos com que vejo o transcorrer de uma partida pouco têm de racionalidade, reconheço isso, pois uso a visão do coração que distorce qualquer parecer lógico sobre a atuação do meu time, mas sigo os comentários bem elaborados dos companheiros do Buteco, dos grupos das redes sociais e de alguns bons profissionais da mídia esportiva, os quais corrigem e complementam minhas impressões;

A falta de talentos no elenco poderia reduzir o problema a essa visão simplista do fato. Recorro, então, ao passado recente com Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo e me deparo com a mesma percepção. Ambos treinavam muito sem a devida contrapartida do time em campo, tendo um agravante com Luxa, consagrado sempre no fato de a equipe rubro-negra jogar muito mais em suas entrevistas após o apito final dentro de campo;

No próximo domingo, enfim, começa o interessante Campeonato Brasileiro e as minhas expectativas de torcedor são positivas para uma boa campanha, sempre pensando em vitórias, excluindo a velha conversa fiada do meu vocabulário de que "um empate fora de casa é um bom resultado", já que até hoje não me convenceram que ganhar 1 pontinho (33%) e perder 2 (67%) do total disputado seja interessante, senão ao final da competição para manter uma posição privilegiada na tabela ou assegurar o título de Campeão;

Finalizo desejando que levante a Taça o melhor time e que o melhor seja o Flamengo, mas não ficarei aborrecido se o Flamengo vencê-lo mesmo não estando entre os melhores. Vida de torcedor é assim, sempre prevalecendo a vitória, ao final de tudo, para fazê-lo feliz.

SRN!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Liberta!




O calendário sul-americano é ruim para os clubes do Brasil e para os da Argentina também, só que os argentinos ainda não se deram conta. Vejo que no todo a disputa de Taça Libertadores e Copa Sul-americana em separado é desvantajoso técnica e financeiramenteprincipalmente na captação de patrocínios e na visibilidade dos clubes. É nítido que clubes brasileiros e argentinos deveriam se reunir por melhores premiações, mais organização e melhor visibilidade, dos clubes e da competição em si. Campos melhores, mais segurança e punição a quem infringir regras devem nortear a conduta da confederação continental, mas sabemos a pasmaceira que é, essa confederação é uma vergonha para o futebol como um todo.

A proposição da unificação das datas Libertadores com a Copa Sul-americana, traz um ganho técnico e financeiro com as taças durando toda uma temporada (ano) não apenas um semestre, se disputadade Agosto a Maio ou de Março a Novembro. Vantajoso para todo mundo e ainda faria com que o campeão da Libertadores chegasse cheio de moral para jogar o mundial de clubes da Fifa, que seria perto, em dezembro (se de Março a Novembro). O mais interessante é o alongamento, com as fasemais espaçadas entre si.

Torneios Continentais – Taças Libertadores e Copa Sul-americana – 14 datas com a Libertadores disputada na Terça e quarta-feira e a Sul-americana disputada na quinta-feira – Jogadas preferencialmente entre Outubro e Maio, com uma pausa após a decisão da fase de Grupos, de Dezembro a Fevereiro. Importante é que não se trata de uma EUROPEIZAÇÃO do calendário, que fique claro, apenas sua EQUALIZAÇÃO. O mais importante é o ordenamento, com datas e regras claras, inclusive as punições para quem infringir as normas, seja ela qual for principalmente as que dizem respeito a segurança e a qualidade do espetáculo. O que deveria ser importante para quem organiza as competições não é o tamanho e a capacidade do estádio, sim se ele é seguro para torcedores, visitantes e imprensa e o campo de jogo estar em perfeitas condições de uso. A primeira medida deveria ser uma padronização da segurança dentro do estádio, fora dele, criando normas, da publicidade das competições e dos mandos e atribuições, dos tipos de grama, cultivo, manutenção, visando a qualidade do espetáculo. Deu certo na Europa, porque não daria aqui. A Libertadores é uma competição extraordinária nas arquibancadas e dentro de campo, mas muito malcuidada, pessimamente organizada e insegura dentro e fora dos estádios, turva em regras e punições. Mas isso é assunto para outro dia, vamos ao principal:

Calendário Conmebol 2014/2015 – Agosto/Maio ou Fevereiro/Novembro
Disputa: Fase de Grupos – Sem a necessidade de uma fase “pré-libertadores”, como é habitualmente denominada no Brasil. Com oito grupos de quatro equipes, com todos contra todos em jogos de ida e volta. (6 datas) Duas datas em Setembro, duas datas em Outubro e duas datas em Novembro (se de Março a Novembro, duas em Março, duas em Abril e duas em Maio).

Fases de Oitavas, Quartas, Semifinais – Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificariam para a fase “mata-mata” (Oitavas de final até a Final), por cruzamento olímpico de acordo com as melhores campanhas (igual ao critério atual) para a formação das chaves das fases decisivas. Jogos em duas datas mensais nos meses de Fevereiro, Março, Abril, em seis datas (se de Março a Novembro, duas datas mensais em Agosto, Setembro e Outubro).

Finais Libertadores e Finais Sul-americana – (Junho ou Novembro) em que seriam necessárias três datas para as finais. Na primeira quarta-feira o primeiro jogo da decisão da Libertadores, e no dia seguinte, quinta-feira, o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-americana; na quarta-feira posterior a finalíssima da Sul-americana e na quarta-feira da semana a seguir a Finalíssima da Libertadores fechando a temporada continental, com a Sul-americana no meio da quinzena da Libertadores.

Vagas:
  • 64 Vagas totais, sem o México, apenas com países do continente;
  • 8 Vagas para Brasil e Argentina (4 para a Libertadores e 4 para Sul-americana);
  • 6 Vagas para os demais países participantes: Chile, Uruguai, Colômbia, Equador, Paraguai, Venezuela, Peru, Bolívia (3 Libertadores e 3 Sul-americana);
Recopa Sul-americana - Os campeões da Taça Libertadores e da Copa Sul-americana se enfrentariam em Agosto ou Fevereiro, duas datas, para jogos de ida e volta.

Brasil – Os quatro primeiros classificados no Campeonato Brasileiro vão para a Libertadores e o quinto, o sexto, o sétimo colocados para a Copa Sul-americana, acompanhados do campeão da Copa do Brasil. Caso o campeão da Copa do Brasil se classifique para a Copa Libertadores o vice-campeão irá para a taça Sul-americana, caso também o vice-campeão obtenha a vaga o 8º colocado do Campeonato Brasileiro, herda a vaga para a Taça Sul-americana automaticamente.

FIFA e suas datas – 12 datas + Copa do Mundo, Confederações, Continentais
Parada do calendário para os jogos das seleções, de preferência datas de rodadas duplas (de Sexta-feira até Terça-feira), como no proposto para o calendário de 2014/2015 ou apenas 2015. Março, Abril, Maio, Setembro, Outubro e Novembro (ou Setembro, Outubro, Novembro, Março, Abril, Maio). Para isso a FIFA (que tem a pretensão que isso aconteça), deveria regulamentar estes jogos, inclusive com as eliminatórias estando nas 12 datas estipuladas e as eliminatórias continentais sendo balizadoras para eliminatórias da Copa do Mundo, desinchando todo o processo (serviria para África, Ásia, Europa, Oceania, inclusive com uma possível unificação das confederações das Américas).

Em relação a Libertadores, Sul-americana e até a Copa América, em nível de seleções, seria mais fácil se reformular o calendário do continente excluindo os Mexicanos, mas admito que é muito bom eles por aqui financeira e tecnicamente. Gostaria também de times dos EUA, porque acho interessante a unificação da Concafcaf com a Conmebol, por uma Taça Libertadores ampla, como os torneios europeus e uma eliminatória de copa do mundo com vagas mais claras e ampla também onde se juntariam as atuais 4,5 vagas da América do Sul com as 3,5 vagas da América do Norte, ficando 7 vagas totais e mais uma para uma possível repescagem, mas isso é uma outra estória. O mais importante é um calendário claro, objetivo e mais enxuto, para que se estabeleça mais espaço para os calendários regionais de acordo com a concepção de cada país. Próximo post, mantendo uma sequencia, minhas ideias para Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

FLAMENGHIEUBIQUE!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Abram-se as Cortinas


Buongiorno, Buteco! Estamos a pouco menos de uma semana da estreia do Mais Querido no Campeonato Brasileiro, a mais importante das três competições que disputará no segundo semestre - Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. O belíssimo Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, sediará uma festa autenticamente rubro-negra, apesar do mando de campo ser do Santos, o primeiro adversário. A esta altura, há pouco a ser feito pela Diretoria. O elenco está praticamente "fechado", embora em tese contratações pontuais, e até de nível mais alto, ainda possam ser feitas, a depender das oportunidades que surjam. Competição de pontos corridos, o Campeonato Brasileiro costuma premiar a regularidade e ser impiedoso com quem não marca gols, não vence e muito fica apenas nos empates ou derrotas. Já a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana são competições eliminatórias, do tipo "mata-mata". É mais comum vermos equipes que se dão melhor em um ou outro estilo, sendo mais raras as que são competitivas a ponto de disputar o título em ambos os formatos. Acredito que o esquema tático que o treinador Jorginho pretende escalar no Flamengo, em tese, tenha mais chances de se impor em uma competição de pontos corridos do que em uma eliminatória. O que preocupa, porém, é a qualidade do elenco.

A uma semana da estreia, os confrontos com o Campinense, da Série D do Campeonato Brasileiro, mostraram que o time tem problemas no sistema defensivo que precisam ser corrigidos. Temos dois laterais que muito avançam, sendo Leonardo Moura uma das mais importantes armas ofensivas do time atualmente, mas o que se vê é, pela direita, uma cobertura caótica por parte dos confusos volantes e dos lentos zagueiros, e não raro Rafinha, atacante, correndo para ocupar e executar as funções defensivas de lateral. Há algo de muito errado nisso. Atacante no lugar de lateral? Não faz o menor sentido. Ajuda de atacante a lateral na marcação é algo bem diferente. E por achar que lateral, subindo ou não, tem que marcar direito, prefiro Leonardo Moura sendo utilizado como no confronto contra o Atlético/MG ano passado, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro (e não necessariamente como titular); mas se Jorginho continua a vê-lo como lateral, de duas uma: ou terá que restringir suas subidas ao ataque, com isso limitando o poder ofensivo da equipe, ou ao menos um dos reforços contratados terá que demonstrar grande capacidade de cobertura, algo que os atuais jogadores do elenco não têm demonstrado, até porque não sabemos como Cáceres voltará da contusão. É bom lembrar que pela esquerda joga pelo nosso adversário da estreia ninguém menos do que Neymar.

No meio há a expectativa de que os desconhecidos reforços, todos advindos do forte futebol do interior de São Paulo, vinguem com a camisa rubro-negra. Se entre Diego Silva e Val conseguirmos um volante que tenha capacidade efetiva de marcação, a par da distribuição de jogo, estaremos no lucro. Logo à frente Jorginho tem o desafio de encontrar, entre as várias opções que possui para a posição de armador, um jogador que possa começar as partidas, pois é nítido que Renato Abreu não terá condições físicas de ser o titular em três competições simultâneas, partindo do princípio de que o Flamengo finalmente fará uma campanha ao menos razoável na competição internacional neste ano.

Venho insistindo bastante neste ponto, reconheço, mas não custa mais uma vez lembrar que o time tem poucos jogadores que fazem gol. Com a saída de Cléber Santana (pela qual estou longe de me lamentar, mas se trata de uma constatação objetiva), ficamos com apenas dois dos maiores artilheiros do elenco - Hernane e Renato Abreu, sendo que dificilmente Marcelo Moreno e Hernane jogarão juntos e o ideal é que Renato Abreu não seja titular. A jogada de Elias no segundo gol contra o Campinense pode ser uma alternativa interessante, se devidamente treinada. No lugar de Jorginho, insistiria ainda na bola aérea com González. O fato é que, historicamente, times que pouco marcam gols disputam as últimas colocações no Campeonato Brasileiro e, nesse particular aspecto, o rendimento do elenco nesse segundo semestre é uma grande incógnita. Sei que a ideia não é simpática a muitos, mas, diante de tal quadro, contar com Liédson no elenco, para ser utilizado na segunda etapa das partidas, por suas experiência e categoria, mesmo com um joelho a menos soa para mim até como uma necessidade, a não ser que a Diretoria faça mais contratações para o setor, ao meu ver a solução ideal.

O mais importante, no entanto, é a sua opinião, amigo do Buteco: o time da estreia deverá ser Felipe, Leonardo Moura, Renato Santos, González e Ramón; Amaral e Elias; Rafinha, Renato Abreu e Gabriel; Hernane. Você concorda ou mudaria a escalação ou mesmo o esquema tático? No lugar de Paulo Pelaipe, encerraria o ciclo de contratações ou traria mais jogadores e para qual posição? E, finalmente, acha que temos alguma chance de conquistar alguma dessas três taças?

                      
                             

Bom dia e SRN a todos.

domingo, 19 de maio de 2013

Alfarrábios do Melo



Saudações flamengas a todos.

Essa semana repito uma fórmula que agradou há algumas semanas, contando um rumoroso episódio acontecido nos bastidores flamengos. Caberá aos colegas descobrirem a época e as personagens. Boa leitura.

Dezembro.

Confortavelmente recostado em sua cadeira de praia, o treinador se permite um raro momento de indolência. A expressão amena em seu rosto quase denuncia um sorriso de alívio, é o final de uma temporada tensa e desgastante, onde glórias e decepções se mesclaram com intensidades variáveis. Sim, valeu a pena. Mas outro ano está por vir, desafios ainda maiores o aguardam, é necessário burilar e ajustar a rota de um grupo vencedor.

Beberica um suco de laranja, aspira o revigorante e salgado perfume da maresia costeira de quase verão, vislumbra em seu horizonte apenas relaxamento e descanso. Nada de problemas. Mordisca languidamente um pedaço de queijo e abre o jornal.

Estaca, lívido. Arregala os olhos, as veias saltam. Inevitável conter o xingamento.

A página de esportes algo maltratada agora repousa no chão, segregada ao ostracismo reservado aos arautos das más novas. Lá está a fria nota, que menciona assim, por acaso, uma lista, uma relação de jogadores a serem dispensados, trocados, negociados, descartados, criteriosamente preparada por ele, o treinador. Jogadores titulares, reservas, jovens, experientes, ídolos. Uma revelação com alto teor explosivo, bombástica, escandalosa.

O telefone começa a tocar. O treinador recusa-se a atender, ainda aturdido.

Busca manter-se calmo. Procura relembrar os fatos, recompor a história em sua cabeça. Foi em Porto Alegre, antes do amistoso contra o Grêmio. Havia se reunido no vestiário com o restante da comissão técnica e um ou outro diretor, uma conversa rápida, um esboço, um rascunho. Recebera uma listagem com todo o elenco, e foi abordando rapidamente caso a caso, marcando um “x” em nomes eventualmente negociáveis, ou no mínimo discutíveis. Outros receberam um “?”, indicando situação em aberto. Lembra que havia defendido emprestar alguns nomes inativos para ganhar cancha. Reservas que, em sua visão, ainda não disporiam de oportunidades mais efetivas, e que, caso permanecessem no elenco, estariam desmotivados e subaproveitados. Recorda ainda que o assunto esteve longe de se exaurir, aquela havia sido uma conversa preliminar e nada conclusiva.

E agora, a lista está nos jornais. A barca, as dispensas, os jogadores que serão descartados, dizem.

Ainda irritado, o treinador pragueja. Tenso, não demora a perceber que suas férias foram irremediavelmente para o espaço. Insulta-se, não admite ter-se permitido a discutir um assunto tão traiçoeiro em um ambiente aberto, de vestiário, com ouvidos sensíveis sempre à espreita. Agora não interessa se a conversa foi casual, não adianta argumentar ter apenas ocorrido um bate-papo. O vírus da desconfiança, sabe, está definitivamente inoculado.

Claro, as eleições. A Gávea segue dividida politicamente, haverá eleições semana que vem. Os dois candidatos sinalizaram mantê-lo, mas o mundo do futebol é fluido, suscetível a fatos novos. E, pela matéria, tudo indica que o próprio candidato da situação, o favorito, ajudou a vazar a informação, sabe-se lá por qual motivo. Fala demais o dirigente, sempre falou.

Isso não interessa agora. O treinador precisa pensar. Sua cabeça ferve.

* * *
Passam-se alguns dias.

Ainda recolhido em seu refúgio, o treinador começa a sinalizar sua decisão. Gostaria de permanecer mais um ano, encerrar seu ciclo, finalizar o trabalho iniciado com o alcance da tão sonhada meta, mas entende ser difícil. Nenhum dirigente o defendeu abertamente, falam apenas em “conversar para saber o que o levou a tomar tal atitude”. O (agora eleito) presidente chegou a telefonar justificando “eu tive que transferir a responsabilidade pra você, você entende, eleições, a situação era delicada, a lista ia vazar pelo outro lado”, sim, essas coisas de política que pouco interessam ao treinador.

E há os jogadores. Certamente alguns daqueles nomes irão entender, até porque haviam sinalizado a intenção de sair. Mas outros atletas sequer haviam tido sua situação discutida, e evidente que seria a intenção do treinador conversar, olhos nos olhos, como sempre fora de seu feitio, antes de tomar uma decisão. Alguns já manifestaram nos jornais estranheza, decepção. É um ambiente potencialmente complicado.

Valorizado no mercado, o treinador não teria dificuldade de encontrar novo clube. Propostas já vieram em bom número, inclusive do exterior. Desgastado e cansado, o treinador aceita agendar uma reunião de trabalho com o novo presidente, que tem buscado colocar panos quentes, apaziguar, minimizar o episódio. As bases salariais não são o problema. Mas seu ânimo é mesmo de deixar o clube.

* * *

Assim tem início a temporada. O treinador realmente se vai, entende que o episódio o faria perder o grupo. Da lista de onze jogadores, apenas dois deixam o Flamengo. Mas vários deles manifestarão insatisfação e pressionarão o novo treinador, insatisfeitos com a reserva ou com a posição improvisada. Os maus resultados logo aparecerão, e a crise ensaiada apenas se mostrará adiada, estourando em definitivo dali a alguns meses. Visivelmente abalada, a diretoria falará em reformulação total e a lista será relembrada, com a intenção de ser aplicada. Treinadores serão carbonizados e a torcida explodirá em ódio, enfurecida.

Os jornais exultarão diante do farto material, já antevendo o fracasso e a decadência que se anunciam. E, com efeito, todos os indícios apontam para uma temporada fadada a um estrondoso fiasco.

Em tese. 


Mas o futebol nem sempre se presta a referendar teses.

sábado, 18 de maio de 2013

Um Chupa Kabra no Sertão do Cariri em Busca de um Amigão


Após o inusitado episódio “Um Chupa Kabra nos Aflitos”, na segunda-feira saí de João Pessoa com destino a Campina Grande. No caminho, passei por Cabaceiras. Não é exatamente o caminho mais curto (tanto que para chegar a Cabaceiras se passa por CG), mas é o mais legal. Conhecer Cabaceiras, a cidade onde menos se chove no Brasil, no sertão do Cariri, era algo que despertava minha curiosidade fazia já algum tempo. O lugar foi cenário de várias produções cinematográficas, além de novelas e minisséries. Parece que toda vez que alguém precisa gravar alguma cena no sertão Cabaceiras é a cidade escolhida.





                                       

Cajazeiras, a Roliúde Nordestina, com seus Mandacarus e lajedos.

Além disso tem forte produção artesanal de artigos feitos de couro de bode, esse bravo e saboroso habitante da caatinga (como sabem, eu prefiro cabras; mas não se pode negar que um bode guisado tem seu valor). E entre conversas com os figurantes das muitas cenas ali gravadas, uma cachaça da região, uma carne de sol assada com feijão verde e macaxeira aprendi que o chapéu do sertanejo, ao contrário da maioria de seus pares, não tem como finalidade principal a proteção contra o sol, e sim contra os galhos espinhosos da caatinga. Portanto está mais para um duríssimo capacete do que para chapéu.

Lajedo de Pai Mateus, e vista desde a grota onde vivia o próprio

E entre uma cerveja e um bode assado com xerém (um creme de milho verde) e purê de gerimum, soube que ali habitaram há muito tempo atrás os índios cariris, e antes deles outros moradores que deixaram muitas inscrições rupestres, desenhos e palmas de mãos gravadas nas rochas da região. E assim passamos os dias, caminhando por trilhas na caatinga, fotografando sua fauna, descobrindo maravilhas. Dois dias e 4 kg depois deixamos o sertão para subir a serra da Borborema de volta a Campina Grande a tempo do aquecimento pré-jogo.
















CK junto a registros pré-históricos, de olho nas cabras e vendo espetacular erosão eólica em rio seco.

Já havia comprado um ingresso para a Dama que me acompanha por toda terra que passo, portanto só faltava retirar o meu, cortesia do marketing do Flamengo, no Bar do Cuscuz. O ingresso me foi dado pelo Nunes, e foi muito legal chegar perto do ômi. Depois dos protocolares agradecimentos pelas glórias e alegrias, a primeira pergunta: “vc acha que o Hernane faz jus ao apelido Hernunes?” A elegante resposta veio por tras de um incontido sorriso: “Ele é novo ainda, tem um longo caminho a percorrer”. Em bom português “tu tá maluco, o cara não sabe jogar bola!!!!”. Aí comentei com ele que não é só meter gol que me impressionava e cativava nos anos 80, mas aquela capacidade de abrir pelas pontas levando junto os zagueiros, receber o passe e meter na cabeça do Zico que entrava pela despovoada área. “Quantos gols desses você deu pro Zico?” Aí o sorriso foi de orelha a orelha: “Vááários!!!” E complementou: “mas ele me deu alguns também, então estamos quites”. Muito, mas muito figura o Nunes. Isso enquanto tirava a duocentésima quadragésima sétima foto com fãs (não sei colocar o símbolo ordinal, por isso fui obrigado a gastar o verbo aqui).


Como é, CK?? Hernanes joga mais que eu?? Tá fumando kabra vencida?

Detalhe que o ingresso que me foi dado era para as cadeiras, de R$120. Como eu havia sido informado que a torcida do Fla iria ficar nas arquibancadas, comprei uma para minha esposa e aí tive que pedir um downgrade no ingresso, embora agradecesse muito a gentileza. No final, tinha torcida do Fla nas cadeiras, nas arquibancadas sombra, nas arquibancadas sol, no poste dos refletores, nas marquises, no alambrado, por todo canto.


Esse é o setor dominado pela torcida do Mengão, e se chama Brasil. Inteiro!

Fila interminável mas extremamente ordenada para entrar, espaço para todos dentro do estádio, saída relativamente rápida, tudo tranquilo e na paz. O povo paraibano é extremamente gentil e amável, em que pese a fama de bravos. Quanto ao jogo, vaiei e xinguei o Renato o tempo todo, antes das faltas, na hora dos gols, quando foi substituído, o tempo todo. O que não se faz por uma colega de Buteco... Ao contrário da maioria gostei muito do Rafinha e do Gabriel. Ele voltam muito para marcar, o tempo todo. Teve contra-ataque que eles não participaram porque estavam lá na bandeirinha de escanteio do campo de defesa. O Elias, também ao contrário da opinião de muitos aqui, foi outro que marcou muito, roubou muitas bolas e coordenou a cabeça da área. Hernane ao vivo é muito, mas muito pior do que na TV. E o time do Campinense pode ser arrumadinho, mas falta muita categoria para os jogadores. Ninguém conseguia acertar um chute no gol, impressionante. Grossos mesmo, extremamente grossos. Do goleiro ao ponta-esquerda, passando pela xuxa do meio-campo. Por isso foi preocupante ver o Fla perder tantos gols como perdeu. Era preciso, frente a tamanha disparidade técnica e física, ter goleado impiedosamente a rapaziada esforçadinha do Campinense, que dependendo de seu desempenho no estadual pode participar da série D do Brasileirão.

Na saída do estádio pegamos um táxi direto pro hotel, não sem antes encarar um... bodinho guisado acompanhado por uma muito gelada cerveja, que ninguém é de ferro.

CK

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Andando para trás

Durante todo o tempo em que o Flamengo ficou só treinando após a eliminação do campeonato carioca, me peguei várias vezes recordando a situação semelhante pela qual o time passou na temporada passada. Naquela ocasião, foram aproximadamente 40 dias entre a eliminação do campeonato carioca e da Libertadores e a estréia no campeonato brasileiro e findo o período de "treinos" o time parecia ainda pior do que antes.

A fraca apresentação diante do Campinense aumentou consideravelmente as dúvidas sobre a capacidade do Jorginho de dar uma cara a esse time, apesar da evolução que aconteceu nos jogos anteriores. O problema é que, após duas semanas dedicadas, teoricamente, a treinos táticos, físicos e de fundamentos, o time se mostrou menos eficiente em tudo, com exceção da disposição em campo.

O time não mostrou a mesma compactação que vinha apresentando nos últimos jogos, ficou um espaço enorme entre os volantes, a defesa bateu cabeça e o ataque não teve nenhuma criatividade. Neste setor, prevaleceu a partida ruim do Gabriel e do Rafinha, algo normal por se tratarem de garotos e também pelo fato de o time não ter uma sequência de jogos. Me chamou atenção também o posicionamento confuso no meio de campo, tanto com o Amaral quanto com o Luiz Antonio correndo de um lado para o outro, sem nenhuma organização na marcação.

A falta de criatividade do time permanece um problema crônico e agravado pela falta de jogadas ensaiadas. Os jogadores do Flamengo demonstram não fazer idéia de para onde correr, como se posicionar ou que tipo de jogadas buscar para atacar o adversário. O jogo do time se baseia em inversões de bola de um lado para o outro e, ocasionalmente, nas escassas arrancadas do Leo Moura pela direita.

Na falta de um camisa 10 - não só ao Flamengo, mas ao futebol brasileiro em geral - torna-se fundamental a organização de jogadas de ataque pelo treinador e sua repetição exaustiva nas sessões de treinamento. Não precisam ser 10 jogadas sensacionais, com inversões ou deslocamentos complexos. Bastam duas ou três jogadas simples que o time possa buscar executar durante os jogos levando perigo ao adversário. Uma tabela entre o Rafinha e o Leo Moura envolvendo o lateral adversário e cruzando tendo o Hernane e o Renato Abreu fechando pelo meio, por exemplo, já seria alguma coisa. De novo, não precisa ser complexo, mas precisa ser executada e bem, durante o jogo. Basta lembrar que o Grêmio do Felipão chegou ao mundial de clubes com Paulo Nunes e Arce cruzando para o Jardel empurrar pro gol.

Para encerrar, sei que vou mexer num vespeiro mas não tem como não falar do ataquezinho do Renato ao ser substituido. Não quero discutir se o cara vinha jogando bem ou não nem a importância que tem para o grupo, sua história no clube etc, etc, etc. Independente da gana, da vontade de vencer e do fato de ninguém que joga bola gostar de ser substituído, um profissional de futebol não pode se comportar daquela maneira. Se o Renato ainda quer ser visto como o líder do grupo, que tipo de exemplo ele deu para o Rafinha, que foi substituido junto com ele e estava quietinho, sentado ao seu lado no banco de reservas?

A postura do Jorginho ao esvaziar a importância do fato nas coletivas após o jogo foi muito inteligente, desarmando imediatamente um foco que provavelmente seria explorado pela imprensa, ávida por crises no Flamengo. Ótimo, que o assunto seja resolvido internamente, como sempre devem ser tratadas todas as questões referentes ao comportamento dentro do departamento de futebol. É fundamental, no entanto, que o jogador seja punido para que sirva exatamente de exemplo para que outros não resolvam dar ataques quando forem substituidos.

abs e SRN!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Calúnia do Rúbio Negrão



“Agora a uma distância segura da ameaçadora kriptonita, Super-Homem sentia a superforça retornar lentamente ao seu corpo de aço, para terror dos inimigos.”

“Ao despertar do longo sono, Gulliver percebeu que estava preso ao solo por frágeis cordões, que não teria problema em romper.”

“Enquanto isso, na sombria UTI, o desenganado recebeu a dose certa do medicamento a tempo, e milagrosamente, contra todas as expectativas, sobreviveu.”

Sejemos cinseros e analfabéticos, meus leais detratores: não importa como vocês ou nossos rivais visualizaram a cena do soerguimento rubro-negro. O fato incontestável é que o supertime recobrou suas forças, o gigante despertou, e o doente voltou a ter saúde. DSF. Deixou Sarar, Fidel. Interpretem como quiser, mas o Flamengo atual se encaixa perfeitamente em qualquer um dos casos, e em outros mais que possam ser criados por um Hans Christian Andersen ou um roteirista “global”, trabalhe este nas telenovelas ou no jornalismo.

Obviamente, as reações à realidade são e sempre serão as mais diversas, sejam por parte dos flamenguistas, sejam por parte dos arcoirenses. No nosso lado, o rubro-negro, a paz voltou a reinar ombro a ombro com seu consorte, o rei Zico. No outro, o lado triste do futebol, flumininos, convenientemente esquecidos de que ainda não pagaram uma Série B, botafoguistas, confortavelmente desatentos ao fato de que retornaram à Série A como vices do Palmeiras, e corintienses, alheios de que ainda devem uma Libertadores referente ao “título mundial” de 2000 (apenas para citar alguns pretendentes a rivais), são governados pela inveja, despeito, recalque, e, entre os mais decentes, por uma incômoda desconfiança. 

O flamenguista, que é quem nos interessa, mal consegue crer no que não vê, no que não ouve e no que não lê. Já aprendeu em quem confiar na mídia, que veículo considerar, a quem dar, ou não, ibope e pageviews. Quem é amigo, inimigo, ou simplesmente um tremendo babaca. Porque as coisas, da noite pro dia, mudaram da água pro vinho. Parece que, finalmente, o mundo perfeito idealizado por Joel Santana se tornou realidade: acabou a palhaçadinha. Quem quiser rir que vá ao circo. Quem quiser sangue, ao açougue. E nossa desgraça, à mierda. O Flamengo, agora, perdeu a graça. Os carecas que contratem Adriano, que serão levados a sério. Que venha Julinho Bochecha, do Bambala, que eu abraço o projeto. Podem me chamar pra assessor de imprensa que eu apareço na hora certa, e ainda levo papel e caneta!

Cenão vejemos e erremos: o Flamengo nunca teve vocação pra anti-herói. Nasceu pra ser o mocinho, e mocinho de filme ruim, que sempre ganha no final. Por mais que eu seja fã deste personagem, o Flamengo não é Magneto, é Wolverine. Não é Woody Allen, é Mr. Bean. Qualquer coisa fora disso será perda de tempo, dinheiro, títulos, credibilidade, emoção e sorrisos.

Em resumo, lamento informar aos da mírdia escrotiva que aquele truque sujo de inventar manchetes pra vender jornal ou ganhar cliques babou. O leitor não cai mais no ardil de notícias inventadas com a esperança de que venham a acontecer nalgum dia. Agora, se quiserem dar bombas, terão que correr atrás, trabalhar, investigar, ser honestos com as fontes “y otras cosita más” que constam do manual.

O Flamengo está vivo. O monstro foi criado, ou melhor, recriado. Se John Lennon enunciou “O sonho acabou”, tomo a liberdade de acrescentar: “e o pesadelo também”.


Duplex Toc Zen

1 - Babou pros frouxos!: Se o sacrossanto manto já era pesado com 2 listras, imagina agora com 5!

2 - Flamengo, Top 5 da Adidas: Fluminense, Top 5 do CQC.

3 - Sim, porque: Pro Fluminense chegar a Top 5 da Adidas assim falta pagar um Top 2.

4 - E os que estão cabreiros com os 29 anos do Val, tranquilizo: Sem comparações, o excelente Lico também chegou ao Flamengo aos 29, numa época em que já se achava jogador velho aos 28.

5 - Sinceramente, não vejo problema em o Flamengo jogar mais vezes em Juiz de Fora: Meu medo é sempre o juiz de dentro.

6 - Botafogo, Corinthians, Santos, Atlético-MG...: Infelizmente, o colorido dos estaduais acabou.

7 - Paulinho, Diego Silva, Marcelo Moreno, Val, Bruninho, Roger Carvalho...: Olha, eu já vi muita “barca” saindo do Flamengo, agora, “barca” chegando confesso que é a primeira vez.

8 - Vascaínos, podem ficar tranquilos pro Brasileirão 2013, porque o Vasco já tá preparado: Preparado para o pior.

9 - “Michael foi flagrado no doping por uso de cocaína”: Absurdo o cara trocar as três listras da Adidas por três linhas de uma droga qualquer aí.

1950 - Não creio em novo Maracanazo na Copa de 2014: Porque em 1950 a FIFA ainda não era completamente dedicada ao comércio, de modo que a grana do brasileiro dava pra ele assistir ao jogo no estádio. E Maracanazo só com gringo dentro não rola.

11 - Seleção: Comeremos o Felipão que o diabo amassou.

12 - “O Leandro foi o melhor lateral-direito do Brasil” – Um carioca feliz: “Não mesmo, porque em 1843 jogou o Alcebíades Pimentel no extinto Atlético de Casadocaralhongaba do Sul.” – Um paulista recalcado.

13 - Pra mim, o favorito absoluto ao título da Libertadores é este Atlético-MG liderado pelo R49 e dirigido pelo Cuca: Afinal, o que pode dar errado?


14 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

A prova cabal de que o Flamengo finalmente entrou nos eixos é o desespero da mírdia escrotiva tentando achar pelo em ovo. #BabouPocês

Vão arrumar o que fazer, seus "jornalistas" incompetentes! Como todos vocês ao molho pardo e ainda peço sobremesa, cambada de escroques!

Desde q o R49 saiu do time de maior torcida do mundo, nunca mais foi pra esbórnia, nunca mais foi à zona, nunca mais levou mulher pra hotel.

À galera que passa com o som do carro no máximo, exalando músicas ESCROTAS pra quem não gosta de porcaria, VTNC! #HojeTôAzedo 

Um brinde a todos os "jornalistas" da mírdia escrotiva que "barrigaram" sobre o Mengão, se phoderam feio, e perderão seus empregos em breve.

Acabo de ver o DVD do Caramelo, e o garoto parece ser bala, digo, bola.

"A responsabilidade é grande. É a maior torcida do Brasil." Bem informado, esse Marcelo Moreno.

Mesmo com tudo, absolutamente TUDO dando certo pro Small Club, eles ainda não conseguem nos superar em número de torcedores.

O cabelo do Neymar tá feio. Precisa ver isso aí.

Aê, Tite! Bota o Pato pra gente ver gol de bico!

Tá faltando um Renato Abreu pra cadenciar a meiúca santista.

Amigo, quem manda ali na bagaça é dona Denise. Os 2 apenas cumprem ordens. @lucianoats CHUTANDO O BALDE: NÃO AGUENTO MAS Bebeto e Mattheus!

Revelações: Clark Kent é o Super-Homem, e Ângela Bismarchi, o Super-Hímen.

"Bahia demite Joel após levar goleada de 7 a 3." E pensar que Joel já foi um mau treinador...

Alguém  P R E C I S A  fazer um meme com a dancinha do Davy Jones do The Monkees!

Clubes do Brasil, segurem seus treinadores: Joel Santana está no mercado!

Erick Flores: "Estou pronto para servir ao Fla." Ué, e estão precisando de garçons lá na Gávea?

Com 34 anos no lombo, o inglês Rio tá mais pra Antigo que pra Ferdinand.

UAU! Copa das Confederações! Alguém interessado?

E nada mais faço, coço.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

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