terça-feira, 17 de julho de 2018

O Retorno

Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Rômulo; Éverton Ribeiro, Paquetá, Diego e Marlos; Guerrero


Olá Buteco, bom dia!

Esta é a provável escalação do nosso Flamengo para a partida de amanhã, frente ao São Paulo, no retorno do Campeonato Brasileiro. Neste vai-e-vem da janela, perdemos nossa jóia Vinícius e Jonas, que vinha substituindo bem o Cuellar, quando necessário.

Até aqui, o único reforço anunciado é o colombiano Uribe que deve ser registrado ainda hoje e ficar como opção no banco amanhã. Isto porque uma consulta do Flamengo ao tribunal suiço indicou que a escalação de Guerrero pode ser feita, sem qualquer prejuízo para o clube. De acordo com as reportagens dos últimos dias, é o peruano quem vem treinando no comando do ataque.

Sinceramente, nessa altura do campeonato e com o time podendo abrir uma vantagem muito significativa nestes próximos dois jogos, não estou disposto a retomar a discussão sobre a utilidade de Guerrero ou mesmo o aproveitamento do Rômulo como primeiro volante. 

É certo que o Barbieri viu o que aconteceu no Brasil x Bélgica, quando Fernandinho substituiu Casemiro e o sistema defensivo da seleção colapsou totalmente. Sabemos que Rômulo não tem como característica a mobilidade que o Cuellar tem para fazer as coberturas, de forma que os nossos laterais devem acabar ficando mais presos à marcação. Se o nosso sistema defensivo funcionar, lá na frente ainda temos muita qualidade para resolver.

É apoiar e torcer!

***

Recapitulando: temos 27 pontos em 12 rodadas, 4 de frente para os adversários mais próximos (um dos quais, o próprio São Paulo) e estamos a 3 pontos de atingir o Checkpoint previsto para a rodada 15. 

Como já mencionado, pegamos São Paulo e Botafogo enquanto nossos adversários diretos têm jogos também muito difíceis pela frente: o Atlético MG, por exemplo, que hoje é o vice-líder, pega Grêmio e Palmeiras fora de casa e o São Paulo tem clássico com Corinthians no fim de semana. A chance de abrirmos uma distância enorme é agora. 

Não espero uma partida técnica ou taticamente perfeita: os jogadores estão há bastante tempo fora do ritmo de competição e é certo que isto influenciará no ritmo da partida. 1x0 é goleada!

Vamos, Flamengo!!!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O Fim do Ócio e a Volta do Ópio

Salve, Buteco! Quem nunca ouviu a expressão “cabeça vazia, oficina do diabo”Existe em vários idiomas, como, por exemplo, no inglês: “empty head, devil's workshop”. As filosofias orientais pregam o “esvaziamento da mente” como forma salutar de nos desapegarmos de dogmas e ideias rígidas que obstaculizam o desenvolvimento espiritual e humano em vários níveis. Aviso que não é disso que se trata. O papo aqui é bem mais simples: torcedor de futebol fanático sem ter assunto para discutir (bola rolando), o que sempre ocorre durante a paralisação das competições, geralmente todo ano ao final da temporada, mas em anos de copa do mundo também na metade. O tema inevitavelmente é o mesmo: reforços. No mundo inteiro, diga-se de passagem. Não há clube que tenha um número minimamente relevante de torcedores que não se movimente em torno do tema.

Até pouco tempo atrás o Flamengo tinha como elemento quase descritivo do clube a monstruosa e aparentemente impagável dívida, cujos principais efeitos deletérios eram um verdadeiro caos administrativo e uma forte asfixia esportiva. Entretanto, há pouco mais de dois anos que a discussão vem sendo redirecionada para como gerir esportivamente de forma eficiente um clube saneado no aspecto financeiro, situação para a qual muitos contribuíram, desde o grupo da Chapa Azul original até o atual presidente e sua diretoria.

Com mais dinheiro no caixa do que em qualquer outra temporada ou janela internacional de transferências, criou-se uma enorme expectativa quanto ao desempenho do Flamengo no mercado e então todo o complexo universo rubro-negro, composto pela maior torcida do mundo, sócios, conselheiros, dirigentes e quem sabe até o pessoal da sede social, passou a discutir o tema da hora em um contexto de melhor condição financeira: reforços.

***

Cabeça de torcedor, oficina do diabo. Viajamos na maionese, Pessoal. Eduardo Bandeira de Melo, autoridade máxima no clube desde 2013 e até o final de 2018, é o presidente que considera Pará um grande investimento, que queria a manutenção do Márcio Araújo, do Muralha, do Gabriel e do Rodrigo Caetano; é o presidente que, ao ser indagado sobre o substituto de Carpegiani, respondeu “vamos levando” e permitiu que o interino Maurício Barbieri (grande surpresa, está indo muito bem!) dirigisse o time; o mesmo presidente que repetiu inúmeras vezes que os títulos virão na hora certa e que o trabalho está sendo bem-feito, responsável direto e sustentáculo da política que relativiza a conquista de títulos em favor de boas posições no campeonato e dos números do desempenho financeiro. Enfim, a mesma pessoa que até hoje não explicou claramente como está sendo aplicado o dinheiro da venda de Vinicius Jr. e das outras negociações (Vizeu, Jonas e Rueda). Esse é o nosso presidente.

O Bandeira não quer trazer Vitinho, Ryan Babel ou Enner Valencia; quer o Marlos jogando para gastar menos, ter melhor desempenho financeiro e dizer que fez um baita trabalho de gestão esportiva, apesar das incessantes cornetas soprando em sentido contrário. Nosso presidente quer dar outras chances a Geuvânio e aposta na recuperação de Berrío. Quem imagina que o Bandeira pagará quinze milhões de euros por Vitinho, sete por Ryan Babel ou doze por Giuliano está simplesmente se iludindo, e aqui não avalio quem vale ou não essas cifras, até porque o mercado não se resume a esses três jogadores.

Acho até provável que o clube tenha mandado emissários para a Turquia e a Rússia, mas quem analisar todo o contexto sem um pingo de emoção concluirá que tudo isso, na cabeça do presidente, ocorreu à base do “vamos levando”. Funciona mais ou menos da seguinte maneira: faço uma proposta inexequível aqui, outra ali, peço para parcelar em tantas vezes e enquanto isso o Barbieri arma o time. Se o Marlos e o Rômulo funcionarem, declararei confortavelmente que o clube mudou de planos graças ao grande trabalho do meu Departamento de Futebol, que eu montei. Se a base resolver mais uma vez, melhor ainda,  e vai que a situação do Vinícius Jr. tem uma reviravolta? Mas se a barra pesar demais, ainda sobrará um tempinho para usar o dinheiro que reservei (nada tão significativo perto do que arrecadei) e subir a oferta de uma ou duas negociações que estou cozinhando. Ainda poderei dizer que reforcei o time, com muitas dificuldades, mesmo com um mercado inflacionado e a relação de câmbio desfavorável.

Reparem que a janela de transferências internacionais abre hoje, 16 de julho, e se fechará 15 de agosto, mas na cabeça do presidente o prazo existe para avaliar o que precisa fazer e não para executar um plano previamente elaborado. Quem quer voltar reforçado da paralisação para a Copa do Mundo fecha negócio e paga antes da janela abrir, deixando pendente só a burocracia para a transferência; quem administra com base na filosofia “vamos levando” aposta na inação e espera as coisas acontecerem para decidir se vai reagir.

Se algo diverso ocorrer, fugindo dessa típica programação com selo EBM de gestão esportiva, terá como causa a pressão que historicamente pauta várias decisões no Clube de Regatas do Flamengo, tomadas em meio a intensos conflitos internos entre as inúmeras forças que compõem a política interna do clube. Aliás, não ocorreram exatamente assim as demissões de Rodrigo Caetano e Paulo César Carpegiani há poucos meses?

Creio que o presidente Eduardo Bandeira de Melo e sua forma de gerir o clube formam um contexto absolutamente peculiar. Em torno dele, há quem o apoie incondicionalmente e quem tenta fazer do limão uma limonada. Todo mundo parece apostar em permanecer no poder a longo prazo. É inegável, contudo, que a gênese dessa mentalidade, que administra o clube como se fosse um banco ou um supermercado esportivo, é o presidente.

O "xis" da questão é se, a exemplo do que ocorreu em relação a Barbieri, a política do "vamos levando" nas reposições do elenco funcionará no final do ano. Resta-nos torcer, pois o amor pelo Mais Querido está acima de qualquer dirigente ou atleta.

***

Dizem que o futebol é o ópio do povo. Bem, o que posso dizer, de minha parte, é que estava cansado do ócio e saúdo a volta do meu ópio. Conto os minutos até quarta-feira e semana que vem, aliviado, voltarei a falar do Mais Querido dentro das quatro linhas.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Finalmente









Irmãos rubro-negros,



O nosso Mengo voltará a campo semana que vem.

A despeito da pouca movimentação da diretoria quanto a reforços, a expecativa é de que o Mengo melhore o excelente rendimento.

Minha torcida é pelo Vermelho e Preto, pelas vitórias de que tanto carecemos.

Quem almeja as grandes conquistas precisa estar ciente do esforço indispensável para alcançá-las.

Avante Flamengo!

Te amo, Mengo.



...



Irmãos,

Conheci o tão querido Buteco do Flamengo em meados de 2008.

Vim, vi e gostei muito.

Passei a frequentar assiduamente em 2012.

Era o único espaço em que o amor pelo Flamengo expressava-se com respeito ao debate.

E continua assim.

Eu amo o Flamengo e amo Buteco.

PS: 
Bom dia amigos, bom dia Dudu!
Dudu, completando o seu post, gostaria de saber quando foi(em que ano) que cada um de vocês conheceu o Buteco e como se deu esse encontro, como vocês conheceram o Buteco.


...



Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 12 de julho de 2018

A roda do destino

Finalmente o momento mágico do futebol mundial está chegando a seu termo. Croácia eliminou a Inglaterra e juntou-se à França para realizarem a grande decisão da Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Justo, injusto, argumentos variam, afinal, futebol não é só preparo, esforço, raça, objetividade, etc. Também é sorte. O imponderável também joga. Se chutes fossem direcionados pelo menos 10mm para o lado...Se a bola não batesse no pé do cara...enfim, n variantes que ocorrem em um jogo, que determinam o resultado final. Assim também não é a vida? Relacionamento de uma vida que ocorre porque no último momento você pegou aquele ônibus? E se não pegasse?

Enfim, a roda do destino gira para todos enquanto vivos. Para você, para uma sociedade, para um clube de futebol. E um clube de futebol deve se preparar sempre para este tipo de enfrentamento com o destino. Se antecipar, planejar para que a roda gire majoritariamente para seu lado. 

Tivemos um exemplo. Pegamos a seleção brasileira. Ela se preparou para a Copa? Em tese sim. Estavam lá a comissão técnica, todo o staff que cerca esta estrutura e, claro, os jogadores. Mas pergunto. Este conjunto de jogadores levados para a  Copa do Mundo estavam adequados a características desta competição, considerando ser uma competição curta, de alta performance? Não. Tite privilegiou a equipe que foi montando ao longo de uma competição de pontos corridos longa, a chamada Eliminatórias, que, para piorar, ocorre em outro momento, afastado da Copa do Mundo em si. 

Competições de características e momentos diferentes. Assim, como um treinador leva para a Copa do Mundo praticamente o mesmo grupo de jogadores, alguns deles fora de ritmo, em má fase técnica e outros mesmos contundidos?

O que foi isto senão dar um empurrão a roda do destino para prejudicar o Brasil?

Mas, a CBF tem mil e um assessores. O próprio Tite esvaziou o Corinthians levando todo mundo que podia, inclusive jogadores sem qualificação técnica para a Copa. Mas isto o ajudou a tomar a melhor decisão? Não. Porque o foco do Tite era com o "grupo" e não com a seleção brasileira. Como isto já aconteceu outras vezes, com o próprio Dunga, por exemplo, vê-se que a CBF aceita este tipo de comportamento e, francamente, pouco está interessada em títulos. Seu objetivo é o faturamento fabuloso que adquire com o marketing da seleção brasileira. Sem auditoria, sem prestação de contas, um "negócio" fabuloso junto aos envolvidos. E uma confederação que entrega toda a sorte da seleção que é responsável à uma comissão técnica, sem realizar nenhuma análise crítica da atuação e escolhas da mesma para uma Copa do Mundo, que tipo de ajuda faz à roda do destino?

E vamos pensar no Flamengo neste momento. Está fazendo sua parte na estrutura. Construindo um CT de ponta. Evidente que isto ajudará em muito, em que pese a necessidade de mais campos de treinamento, que ainda serão abertos no próprio Ninho e, se conseguir fazer negócio, também em um terreno vizinho. Mas será possível termos treinamento de qualidade de ponta tanto para a base como para os profissionais. Isto ganha pontos na roda do destino. 

Mas quanto ao ano de 2018. Competições grandes vindo. Flamengo vem mais fraco neste segundo semestre do que no primeiro. Ao menos em termos de elenco. As saídas de Vinicius Jr, Felipe Vizeu e Jonas, tiraram força de nosso ataque e a única alternativa viável ao Cuellar, para o esquema de volante-único.
Certo que volta Guerrero até agosto, em que pese o sempre eminente julgamento que pode o suspender dos gramados novamente. Injusto. Mas possibilidade real.Também temos Uribe. O que, convenhamos, é uma incógnita. Barbieri treina então com Marlos mais avançado e, por enquanto, tenta Rômulo para substituição de Cuellar. São as armas que lhe restam. Que tipo de ajuda esta falta de reforços e esvaziamento de elenco traz à roda do destino ?

Politicamente temos questões. A Ilha do Urubu está sendo questionada. Em que pese ter sido uma boa solução para os jogos em casa do Flamengo em 2017. Custou caro montar toda aquela estrutura. Mas não seria diferente para a qualidade que se espera do Flamengo de hoje, diferente do mambembe de ontem. Mas erros podem ter sido realizados em um projeto desta envergadura e, claro, serão aproveitados politicamente por "engenheiros da obra pronta", que reclamam da solução "ilha do Urubu" mas esquecem que aprovaram o projeto na ocasião porque sabiam que o Flamengo simplesmente ficou sem chão, com Botafogo retendo Engenhão para si, e Maracanã sem condições. Fora o fato que a CBF proibiu o mando de campo fora do estado de origem. E há também a questão que reclamam que o Flamengo suspendeu o contrato com a Portuguesa. Na minha opinião, depois do novo contrato acordado com o Maracanã, não faria nenhum sentido econômico manter este uso de manutenção cara do estádio da Portuguesa. Enfim, é um assunto que promete ser quente e será debatido no Conselho na semana que vem, justamente na semana que reinicia o campeonato brasileiro. E instabilidade política o que invariavelmente faz com a roda do destino?

Enfim, a roda do destino gira, considerando, claro, o imponderável... Apesar de todos os erros, pode-se conseguir, pela sorte. Mas é melhor e mais seguro que se consiga pelo planejamento correto, eficácia e presteza nas ações. Que é  ponderável, e o ponderável correto ajusta a roda do destino para ele.



terça-feira, 10 de julho de 2018

Explique-me como se eu tivesse cinco anos de idade....


SRN, Buteco.

Época de Copa do Mundo, sem Flamengo para acompanhar, ficamos meio sem opção de lazer.

Então acabamos por assistir outras coisas.

Foi nisso que acabei (re)assistindo  o excelente filme “Philadelphia” .



A estória do filme é mais ou menos assim: o advogado Andrew trabalha num conceituado escritório de advocacia. Quando descobre que é portador do vírus HIV, é despedido sumariamente. Ele então contrata os serviços de outro advogado para processar a companhia.

Em dado momento, o advogado contratado por Andrew pede que lhe expliquem alguma coisa e, para reforçar o entendimento, usa a expressão “Explique-me como se eu tivesse cinco anos de idade”.

Tomando empréstimo da expressão, por favor, Flamenfo, explique-me como se eu tivesse cinco anos de idade:


 - Porque , ano após ano, os reforços  sempre chegam na ultima hora?


- Vendemos o volante reserva por 9 milhões. Qual será o substituto e quanto vai custar pra trazer?


- Porque a insistência desmedida em contratar um jogador? Não existe outra opção ou a convicção é 
tão forte assim?


-E, supondo que a convicção seja absoluta, que se queira mesmo trazer o holandês, porque é preciso pagar parceladamente sendo a primeira em Dezembro ? Porque o Flamengo precisa negociar TODO pagamento futuro?Porque fazer dividas para a gestão futura? E, principalmente, onde está o dinheiro das negociações de jogadores?


- Uma ultima questão.Porque o novo CT tem areas imensas envidraçadas, visão panorâmica, lagos de agua vermelha e no entanto conta com somente 6 campos de futebol?


Explique-me como se eu tivesse cinco anos de idade....

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Nove Dias

Salve, Buteco! Faltam 9 (nove) dias para a bola voltar a rolar e o Mais Querido do Brasil enfrentar o São Paulo pela 13ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Acredito que será um dos finais de ano mais intensos da história do clube, pela posição que ocupa nas três maiores competições que disputa no Brasil e na América do Sul, além da eleição interna para presidente, que por sinal coincidirá com as eleições gerais no país. Até o momento, deixaram o clube o volante Jonas, o centroavante Felipe Vizeu e o atacante Vinicius Jr., porém existe dúvida quanto ao aproveitamento de Guerrero a médio prazo, por conta da pendência de julgamento por parte da Justiça Suíça e o final do seu contrato, dia 10 de agosto, e a pública indisposição de Trauco com o treinador Maurício Barbieri. Por enquanto, são três baixas, que podem chegar a seis, acaso Willian Arão seja mesmo negociado com o Olympiakos, da Grécia. Resolvi então analisar o elenco que de fato se encontra a disposição do Barbieri atualmente.

Goleiros: Diego Alves terminou o primeiro semestre em grande fase e, em que pese a má atuação de César na partida contra a Chapecoense, na Arena Condá, nosso primeiro reserva ainda tem crédito por conta das atuações na Sul-Americana/2017, situações de muito maior pressão. Aqui a situação está aparentemente bem composta.

Lateral direita: Rodinei está longe de ser o lateral direito dos sonhos da torcida e em tese seria um bom reserva para rodar o elenco, porém foi com ele que o time alcançou a liderança isolada do Brasileiro e as classificações para as oitavas-de-final na Libertadores e quartas-de-final da Copa do Brasil. Tenho receio mesmo é com o Pará, contudo não há como deixar de pontuar a grande diferença entre o veterano e experiente lateral jogar 65 (sessenta e cinco) vezes no ano, como ocorreu em 2017, e as 11 (onze) partidas em que entrou em campo na temporada/2018. Como reserva entrando em ocasiões pontuais, acho possível que dê minimamente conta do recado e, considerando que o jovem Klebinho ainda pode ser testado, não considero a lateral direita uma prioridade, muito embora o elenco pudesse estar melhor composto nesta posição.

Miolo de zaga: as quedas de rendimento por parte de Réver e Juan, ambos com mais de 30 (trinta) anos, somadas às constantes contusões de ambos e de Rhodolfo, o zagueiro que vem atuando melhor entre os mais experientes, deixou a torcida, com toda a razão, extremamente apreensiva. Mas eis que Léo Duarte e Matheus Thuler subitamente seguem a fulminante ascensão de Lucas Paquetá e tornam-se merecidamente os favoritos para formar a dupla de zaga titular. A situação deixou de ser alarmante e emergencial para estável, porém ainda preocupante por conta da inexperiência dos dois e da frequência dos afastamentos dos três mais experientes por contusão. Vale anotar, neste ponto, que Léo Duarte também tem um histórico de afastamentos por contusão, apesar da curta carreira. Um zagueiro jovem, rápido e com boas condições físicas seria muito bem vindo e por isso elejo a zaga como a terceira prioridade nas contratações.

Lateral esquerda: Renê subiu extraordinariamente de produção e transborda confiança, deixando-nos todos muito mais tranquilos em relação à titularidade. Aliás, o lado esquerdo do time estava muito equilibrado com sua força defensiva somada ao ímpeto ofensivo de Vinicius Jr. A reserva preocupa. Não é nem pela "treta" de Trauco e Barbieri, mas pelas limitações defensivas do peruano, que, ninguém há de negar, é forte no apoio. Trauco só funciona defensivamente no esquema de maração por zona e tendo um volante ou um quarto-zagueiro rápido e preciso na cobertura. Quando marca individualmente um atacante rápido, costuma comprometer, como pudemos constatar quando Ricardo Gareca, treinador argentino da seleção peruana, tomou a infeliz decisão de incumbi-lo da marcação individual sobre Mbappé na partida contra seleção francesa, pela fase de grupos da Copa do Mundo. Trauco poderia em tese ser um bom reserva como meia interno ou externo pela esquerda. Como por enquanto ninguém da base se destaca na posição, um lateral esquerdo reserva seria muito bem vindo e pelos meus critérios a quarta prioridade nas contratações.

Volantes: tenho dificuldade para compreender a negociação do Jonas. Respeitando a opinião de quem enxerga um bom negócio, gosto de analisar negociações desse tipo no plano concreto. O Flamengo abriu mão de um volante que chegou a fazer extraordinários 12 (doze) desarmes em um jogo e, na prática, por enquanto utilizará o incipiente Rômulo em seu lugar. Acreditar que o poder de marcação, um dos pontos fortes do time que terminou tão bem o primeiro semestre, será mantido dessa forma é pura ilusão. A contratação de um primeiro volante para revezar com Cuéllar deve ser não apenas absolutamente prioritária, como emergencial, razão pela qual seria minha segunda prioridade para contratação.

Quanto ao "volante de infiltração", segundo volante ou "box-to-box" (exs.: Elias e Paulinho), ou seja, jogador forte no apoio mas com mais características defensivas do que os meias, o elenco conta com Willian Arão (por enquanto) e Jean Lucas para a posição, porém o joia da base vem sendo utilizado como meia interno na segunda linha de quatro no 4-1-4-1. É conveniente lembrar que o esquema planejado para 2018 prioriza os meias e não dois "volantes", porém eventual mudança tática, ainda que pontual durante as partidas, seria limitada pelas poucas opções no elenco. Não elegeria como prioridade, mas é outra posição na qual o elenco pode melhorar.

Meias: o elenco está muito bem servido com Everton Ribeiro, Jean Lucas, Diego e Lucas Paquetá. Acredito que um meia canhoto ajudaria muito a rodar o elenco na exaustiva maratona de decisões que o Mais Querido enfrentará no segundo semestre. Talvez o Trauco pudesse ser uma opção para essa função, a qual não elegeria como prioridade, mas um achado no mercado seria muito bem recebido.

Ataque: sem a menor sombra de dúvida, o setor mais desfalcado e com maior número de indefinições. Os problemas começaram no início do ano com a desastrada decisão de contratar Henrique Dourado para uma função que Felipe Vizeu desempenhava a contento: segundo centroavante do elenco. Agora, com a chegada de Fernando Uribe, a curto prazo o "Ceifador" tornou-se uma caríssima e inútil terceira opção para o elenco, ao menos enquanto Guerrero estiver disponível. Como o colombiano, em que pese as expectativas positivas, ainda precisa confirmar o acerto no investimento, o comando do ataque atrai incerteza e um justo grau de desconfiança. Acaso o peruano deixe mesmo o Flamengo, eu tentaria negociar Henrique Dourado e trazer alguém para disputar posição com Uribe. Dependendo do que ocorrer, passaria a ser a minha segunda prioridade, ao lado do primeiro volante.

A situação piora quando analisamos as opções para atacantes de lado ou pontas. A reposição de Vinicius Jr. é o maior desafio e (ao menos deveria ser tratada como tal) primeira prioridade para contratação. O sucesso do primeiro semestre passa em grande parte pelos pés da nossa ex-joia da base. Berrío (voltando de contusão), Geuvânio (fraco até aqui) e Marlos Moreno (tímido) não se prestam a substituir Vinicius no time titular, mas apenas para rodar elenco. 

***

Algumas tradicionais fontes de informação na Internet se equivocaram e divulgaram datas incorretas para a abertura e o fechamento da segunda janela de transferências internacionais do futebol brasileiro profissional, que, segundo o FIFA TMS, ocorrerá entre 16 de julho e 15 de agosto de 2018. Reparem que, a rigor, a Diretoria terá pouco menos do que 48 (quarenta e oito) horas para regularizar Fernando Uribe e eventual outro reforço vindo do exterior antes da partida contra o São Paulo. Outro detalhe é que a janela se fechará cinco dias após o encerramento do contrato de Paolo Guerrero.

O ritmo da Diretoria, com todo o respeito, vem sendo devagar e preocupante. Muita viagem e pouco resultado até o momento. Espero que a semana traga boas novidades. Papo forte de que Ryan Babel está chegando. Será?

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Expectativa










Irmãos rubro-negros,



Se aproxima o retorno das atividades do Flamengo nas disputas deste ano de 2018.

Qual é a expectativa a respeito do rendimento do time?

Sei que os adversários virão com voracidade para cima do Mengo.

Nossa fome, porém, é maior que a deles.

A questão que se apresenta, porém, é a seguinte: nosso elenco é suficiente para mantermos as boas atuações desta reta final do Campeonato Brasileiro antes da parada para a Copa?

Este é um ponto sensível, pois temos um elenco caro e os milhões desperdiçados com atletas que não renderam o esperado, bem como os gastos com a Ilha do Urubu podem ter reduzido a nossa capacidade de investimento.

A esperança é de que reforços de qualidade sejam contratados para as posições carentes do elenco.

A ansiedade pelo retorno do Flamengo às disputas aumenta a cada dia.

Que saudade de ti, Mengo.



...



Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.