sexta-feira, 22 de maio de 2020

Voltando...




SRN, Buteco

Sabe aquele período entre o final do ano e o começo de fevereiro, onde proliferam as peladas de jogadores e artistas e na sequencia os jogos toscos da copa SP?

Nunca mais falo mal, sentia falta deles nesse momento.

Mas depois de um longo e tenebroso inverno, começam a voltar os campeonatos pelo mundo afora,

O primeiro foi o campeonato alemão.

A primeira transmissão, de Borussia x Schalke, esperei como se fosse uma decisão de Champions League, motivado pelo jejum de transmissões ao vivo
.
Então, começa o jogo, estádio vazio,  jogo razoável, equipes meio lentas, normal nessa volta de rescesso forçado. 

Mas o jogo foi bom,  muitos gols, futebol bem jogado (pelo Borussia...), enfim deu pra matar a saudade.

Logo em seguida, outro ogo, que, sinceramente, nem lembro como foi nem quem jogou, assisti com menos interesse.

No dia seguinte, teve o jogo do Bayern de Munique, e eu simplesmente esqueci.

Acompanho a tabela desse campeonato, descubro que hoje tem jogo por esse torneio e amanha e domingo também, com varias opções de transmissão e acompanhar. Porém não sinto mais aquele desejo ansioso .

Provavelmente verei algum jogo, mais pela falta do que se fazer,

Descobri que , não é que não goste de futebol, aprecio o jogo, sim
.
Mas o que mexe comigo, o que desperta a minha emoção e tira o meu sono, que me faz sofrer e vibrar é o FLAMENGO.

O resto é acompanhamento...





quinta-feira, 21 de maio de 2020

A evolução do futebol do Flamengo - Visão de um torcedor de 73 anos



Olá, Buteco.

Agradecendo ao Flavio e ao Gustavo a gentileza de me concederem espaço nesta quinta-feira, publico um post extra, para voltar ao tema levantado pelo Gustavo na coluna de segunda, 18/05, “Olho no Passado, Mirando o Futuro”.

Meu texto de hoje também faz uma visita ao passado para, ao final, ensaiar um olhar sobre o futuro e reafirmar a receita enunciada pelo Gustavo para que o Flamengo se consolide como um clube sempre vencedor.

O post de 18/05 trouxe o tema dos rankings nacionais de clubes de futebol, analisou a posição do Flamengo e, ao mirar o futuro, concluiu que, se mantivermos o bom padrão de gestão atual e, mais ainda, se conseguirmos estender o contrato de Jorge Jesus e da sua comissão técnica, como parece provável, o clube terá ampliado bastante a “chance única e histórica de atingir a supremacia e de consolidá-la em um curto espaço de tempo”.

De fato, o Flamengo passou a viver, a partir de 2019, aquilo que pode vir a ser o segundo grande ciclo vitorioso do clube, exibindo, além da tradicional e extraordinária força da Nação Rubro-Negra, grande desempenho futebolístico e elogiável desenvoltura no campo da gestão.

E, como projeta o Gustavo, este novo ciclo pode estender-se por muito tempo e levar o Flamengo a afirmar-se, de forma mais definitiva, como grande força futebolística do país e do continente.

Na qualidade de torcedor da velha guarda, posso dizer que, ao longo de algumas décadas, estivemos longe dessa possibilidade.

Faço hoje uma reflexão que me leva a tempos distantes, tempos em que o Flamengo não conseguia ser tão poderoso dentro de campo quanto nas arquibancadas, já então incendiadas pela força da sempre crescente e apaixonada Nação Rubro-Negra.

E, tal qual o Gustavo, concluo reconhecendo a chance agora existente de alcançarmos uma hegemonia que já pareceu muito improvável.


A conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1961 – Marco Isolado no Esforço de Crescimento

Quando o Gustavo promoveu a “Eleição-Buteco” dos 10 jogos mais importantes da história do Flamengo, incluiu na pré-seleção de 40 jogos a partida Flamengo 2x0 Corinthians, na qual o Flamengo conquistou o título do Torneio Rio-São Paulo de 1961.

Pela existência de muitos jogos marcantes na lista, essa partida não recebeu votos dos eleitores do Buteco, mas vejo-a como um marco importante, por ser a primeira grande conquista interestadual do clube.

É verdade que o Flamengo conquistara antes, em 1956, a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo, derrotando o Santos por 2 a 1 em jogo único, mas o Rio-São Paulo de 1961 é muito marcante por ter sido o primeiro grande torneio interestadual conquistado pelo clube.

No mesmo ano de 1961, informa o Almanaque do Flamengo que o Mais Querido já ganhara o Torneio Octogonal de Verão, superando os brasileiros Vasco, Corinthians e São Paulo, os argentinos Boca Juniors e River Plate e os uruguaios Cerro e Nacional.

Portanto, naquele ano de 1961 o Flamengo viveu um momento de relevantes conquistas fora do seu limite regional, algo que, é importante destacar, era incomum naquela época.

Afinal, a realidade que vivi nas primeiras décadas da minha paixão rubro-negra era a de torcer por um clube que, embora já fosse o mais amado do Brasil, raramente conseguia materializar essa grandeza em conquistas de títulos relevantes, afora os então importantes títulos cariocas.

Isto me leva à reflexão que faço sobre a evolução do futebol do Flamengo, desde meus tempos de torcedor iniciante até este momento atual, em que o Mais Querido desfruta de grande e merecido destaque no cenário futebolístico do Brasil e da América do Sul.

Trata-se de uma reflexão que se vale, principalmente, da visão panorâmica proporcionada pela memória deste torcedor que viveu, em tempos passados, certo desconforto na comparação do desempenho do Flamengo com os de clubes de outros estados, e que sente, na atualidade, o conforto de saber que o time rubro-negro se faz respeitar como uma grande força do futebol nacional e sul-americano.


Hegemonia do Futebol Paulista

Minha memória me leva a lembrar de um Flamengo caracterizado, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, como símbolo da raça e da superação, mas essas características resultavam, creio eu agora, valendo-me da perspectiva histórica que o tempo me proporciona, não apenas da mística já construída em torno do clube nas décadas anteriores, mas da necessidade de compensar, pelo esforço heroico dos jogadores, deficiências de gestão e limitações financeiras frente a times mais poderosos, principalmente os de São Paulo.

Cabe aqui visitar a estatística de títulos brasileiros, fazendo a distinção entre os títulos conquistados até 1970 e os que vieram a partir de 1971.

Essa distinção é necessária porque, em determinado momento relativamente recente, a CBF resolveu validar, como títulos brasileiros, os conquistados pelos clubes vencedores da Taça Brasil, torneio mais assemelhado à atual Copa do Brasil do que ao Brasileirão, e também os conquistados pelos vencedores do torneio conhecido como Robertão, este sim, um embrião do verdadeiro campeonato brasileiro, que começou a ser disputado em 1971.

No período pré-Brasileirão, de 1959 a 1970, a CBF validou 14 títulos, assim distribuídos pelos estados:

  •      10 títulos do Estado de São Paulo (seis do Santos e quatro do Palmeiras);
  •       2 títulos do então Estado da Guanabara (um do Botafogo e um do Fluminense);
  •       1 título do Estado da Bahia (um do Bahia);
  •       1 título do Estado de Minas Gerais (um do Cruzeiro).


A partir de 1971, iniciada a disputa do que considero o verdadeiro Campeonato Brasileiro de Clubes, os nove primeiros campeonatos tiveram seus títulos assim distribuídos pelos estados:

  •       4 títulos do Estado de São Paulo (dois do Palmeiras, um do São Paulo e um do Guarani);
  •       3 títulos do Estado do Rio Grande do Sul (três do Internacional);
  •       1 título do Estado de Minas Gerais (um do Atlético-MG);
  •       1 título do Estado da Guanabara (um do Vasco da Gama).


Só em 1980, já no ciclo vitorioso da brilhante geração Zico e sob o comando da equipe de gestão liderada por Marcio Braga, o Flamengo conseguiu seu primeiro título brasileiro e passou a se afirmar, de forma mais consistente, não apenas como o grande clube que sempre foi graças à Nação Rubro-Negra, mas também pela força de seu futebol, já aí em nível nacional.

É interessante observar que, no jogo da conquista do tricampeonato 1953-1954-1955, o ataque do Flamengo era todo de seleção: Joel, Dida e Zagallo foram titulares no jogo de estreia da Copa do Mundo de 1958 e Evaristo, nosso quarto atacante naquela partida histórica, jogou pela seleção brasileira de 1955 a 1957 e só não participou da Copa por não ter sido liberado pelo Barcelona (a seleção espanhola não se classificou para a Copa de 1958 e, por esta razão, o campeonato espanhol não foi interrompido).

Assim, apesar de conseguir formar alguns bons times em determinados períodos anteriores ao nosso primeiro título nacional, o Flamengo não conseguia maior destaque nas competições interestaduais, em que havia um claro domínio do futebol paulista, com 14 títulos conquistados, de um total de 23 validados pela CBF, de 1959 a 1979.

Vivi essa época e minha lembrança é de não aspirar sucesso nessas disputas, até surgir a geração Zico, a primeira em que, como eu disse, o Flamengo deixou de ser apenas o clube com a maior torcida do país para passar a ter força de futebol compatível com a sua grandeza.

E é lembrando aquele contexto de menor expressão do futebol rubro-negro em âmbito nacional que dou destaque à conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1961.

Reparem que se trata de um único grande título interestadual conquistado pelo Flamengo, isolado dentro de um período de vinte anos bastante hegemônico do futebol paulista e no qual o futebol carioca conquistou apenas três títulos validados pela CBF como nacionais, um do Botafogo, um do Fluminense e um do Vasco.


O ciclo 1978-1983, o declínio e a volta do Flamengo como força do futebol brasileiro

O quadro descrito acima reforça a evidência do quanto valeu para o Flamengo o surgimento, na segunda metade da década de 1970, da geração Zico e da equipe gestora liderada por Marcio Braga, produtoras do primeiro ciclo de hegemonia nacional do Mais Querido e da afirmação internacional obtida com a conquista, em 1981, da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes.

Com a ida de Zico para o futebol italiano, o principal ciclo futebolístico vitorioso vivido até hoje pelo Flamengo terminou em 1983, mas o clube ainda se beneficiou da força adquirida no ciclo 1978-1983, conquistando os títulos de 1987, com Zico de volta, e de 1992, com Junior de volta.

A partir daí, o clube entrou em grave declínio de suas práticas de gestão, amargando uma fila de 17 anos até conseguir novo título brasileiro e vivendo, mesmo depois de sair da fila, situações esportivas bastante difíceis, inclusive lutas contra o rebaixamento para a série B.

Vieram, então, as gestões EBM e Landim, nas quais o Flamengo se reorganizou e se fortaleceu, para chegar aos dias atuais como principal força do futebol brasileiro e, como disse o Gustavo no post de 18/05, com uma chance única de aumentar e consolidar esse domínio, estendendo-o por muito tempo.

A oportunidade está posta, mas é importante que os dirigentes do clube, atuais e futuros, não repousem sobre a grandeza da Nação Rubro-Negra e nunca percam de vista a história da evolução do futebol do Flamengo para que, tendo em mente o quanto foi longo e difícil o caminho que o clube percorreu para chegar ao estágio atual, entendam que, em âmbito nacional e internacional, as vitórias e grandes conquistas só virão quando promovidas por gestores competentes, capazes de repetidamente montar times vencedores e de manter o clube organizado e saudável financeiramente.

No próximo post, pretendo completar esta reflexão, analisando os ingredientes geradores dos dois grandes ciclos vitoriosos do Flamengo, o de 1978 a 1983 e o que começou a se materializar esportivamente a partir de 2019, Ano Mágico das espetaculares conquistas do Brasileirão e da Taça Libertadores.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Relatos da Glória Eterna

Olá Buteco, bom dia!

No domingo, a Globo reprisou a inesquecível final da Libertadores. Foi a primeira vez que eu assisti ao jogo na íntegra após aquele dia. Um domingo muito agradável, as crianças gritando na varanda na hora dos gols... Depois emendamos com a série sobre a conquista, disponível do Globoplay. 

Ao rever o jogo, fiz várias observações para discutirmos nesta coluna de hoje. Entretando, ao final do dia, com as emoções afloradas e a lembrança do histórico dia 23 de Novembro de 2019, decidi mudar o foco e, ao invés de falar da partida em si, escolhi falar sobre o sentimento vivido naquele dia.

Inspirado também pelo espetacular relato do Jean Valjean publicado aqui, comecei a mandar mensagens aos meus amigos, pedindo que eles fizessem breves relatos do dia, para ajudar no post de hoje. Prontamente, recebi várias respostas e compartilho agora com vocês!

O objetivo é relembrarmos, com muita alegria, daquele dia que ficou marcado na História de todos nós. Peço-lhes que tragam seus relatos também para a seção de comentários.

Quanto ao jogo em si, talvez em outro momento eu detalhe as minhas observações. Queria pontuar apenas que achei a transmissão da Globo muito ruim, com a equipe babando muito o River e não entendendo muito sobre o que o Flamengo estava fazendo. Rodrigo Caio foi um mostro! Gabriel não ficou sumido na partida como disseram.  Bruno Henrique já tinha ensaiado outras três jogadinhas pelo lado esquerdo antes da jogada do gol. O empate estava maduro e a transmissão não percebeu. 

Mas, vamos ao que interessa! Começaremos com um amigo já conhecido de vocês. Com a palavra, Luiz Filho, 37 anos, Historiador e Ex-colunista do Buteco:

Minha estória da final da Libertadores se inicia no jogo contra o Grêmio (óbvio). No jogo do Cincummmm eu penso pela primeira vez como iria assistir à final: com meu pai e minha irmã. Mesmo que naquele momento ainda não tenha decidido onde e como assistir.

Naquele dia 23/10 já tinha amigos com passagem comprada para Santiago (a decisão seria lá), mas decidi esperar e a espera foi como a de muitos, foi ficando cada vez mais caro viajar e indefinido, já que Santiago ficou indisponível e mudou para Lima.

Chegando perto, decido assistir com meu pai e minha irmã, com o Flamengo sempre reforçando nossos vínculos familiares. meu pai teve um AVC em 2016 e isso foi parte decisiva na decisão. Eu fui a todos os jogos do Flamengo como mandante na Libertadores desde 2012, exceto a Flamengo x Emelec de 2019 e com um Flamengo fantástico em 2019 sentia a falta do meu pai comigo.

A verdade é que eu sentia e queria criar mais essa memória afetiva com minha família, e mesmo feliz nas arquibancadas, sentia a falta de meu pai (que vem perdendo a visão e não conseguiria ir ao estádio). A foto é do segundo dia mais feliz, a vitória contra o Grêmio, que mostrou a mim o que fazer na decisão depois de tanto tempo esperando uma Libertadores. Não me arrependo nem por um momento de não ter ido à Lima. Lembrarei sempre do momento com meu pai e minha irmã.

Obrigado, Cincuuummmm!



Luiz Filho é o que está no primeiro plano, ao centro.

***

O próximo relato é de Anderson Lima, 39 anos, Feirante:

Quase uma semana sem dormir direito, chegou a manhã do dia do jogo... Já tinha combinado de fazer aquele churrasco na casa do meu primo, junto com uma parte  da família. Cheguei cedo né,  pois sempre sou o churrasqueiro! Tenso e ansioso, matava o tempo na churrasqueira, até  que chegaram vários amigos do meu primo (todos FLAMENGO) que eu não sabia que iriam.

Ficou mais animado...  Mas, faltando 30 minutos para o jogo, parei o churrasco, eu tava muito nervoso... 5 minutos fizemos uma oração todos de mãos dadas... Ah, levei meu são Judas Tadeu da sorte, minhas bandeiras, diversas camisas e minhas duas faixas de CAMPEÃO na bolsa (libertadores e brasileiro)...

Começou o jogo e eu agarrado numa pequena TV no terraço com geral vendo o jogo, tomamos um gol e eu sempre acreditei, acabou o primeiro tempo...

A casa do meu primo tem 3 andares, metade do segundo tempo eu desci para o 1 andar, eu já não aguentava mais a negatividade dos amigos do meu primo, quando tô sossegado vendo o jogo, desce todo mundo atrás de mim pra ver o jogo também lá embaixo. Aí fiquei puto, peguei um fone que tava na minha bolsa e fui pra debaixo da marquise! Nesse momento, já chovia forte, quando saiu o primeiro gol: eu escutava e pedia muito a Papai do Céu e São Judas Tadeu. Foi uma explosão de alegria tão grande, que cheguei a machucar a batata da perna quando pulei com toda minha força!!

Quando ainda me recuperava da emoção, saiu o segundo: quase morri, saí pulando pela chuva numa perna só, os pessimistas que estavam no 1º andar vieram pra chuva me abraçar e foi uma das maiores  emoções que já senti na minha vida.

Meu tio, minha esposa pediam pra eu acalmar e eu chorava muito e  só dizia que tinha esperado uma vida por aquele momento e realmente sempre esperei... Eu tinha exatamente os 38 anos de espera desde o 1º título....Meu primo tomou multa, porque soltamos muita bomba e muita fumaça, mas foi uma emoção que não dá pra descrever, sempre que eu vejo os gols do Gabigol me emociono....

Já ia esquecendo,  quando baixou um pouco a adrenalina, nós fizemos outra reza pra agradecer.

Anderson Lima, as duas faixas de campeão e o copo do Gabigol!

***

O próximo relato é de André Lima, 36 anos, Engenheiro de Telecomunicações e irmão do Anderson:

Decidimos nos reunir na casa do nosso primo recém casado, Vinícius, no Valqueire... Fomos de mala e cuia, com esposa e crianças, eu com minhas duas, o Anderson com o dele e as duas esposas, pra piorar, duas tricolores. Quando cheguei, já estava meu tio Neném, pai do Vinícius, meu irmão fazendo o churrasco, pendurando bandeira e jogando cabeção de nego na vila, que só tinha idosos.

Agora sente o drama, no terreno rolava uma super TV de 29" com os bonecos parecendo fazer a dança do robô, de tanto que a net congelava. Mas o churrasco tava rolando e a cerveja tava gelada, então rezamos pra imagem se manter sem chuvisco e travando o menos possível.

Começa o jogo, todo mundo tenso, momentos iniciais, time do River muito perigoso, porém todos estavam confiantes. Após os primeiros toques, chegou mais uns 5 casais, amigos do Vinícius. Todos os olhos no jogo.

Quando saiu o gol do River bateu aquela preocupação, não podia nem imaginar não sair dali sem o título, não queira pensar nisso. O 1° tempo seguiu e apesar do atraso no placar, tínhamos muita esperança na qualidade do elenco e do treinador.

Rola o segundo tempo e todos começam a ficar mais tensos pois, apesar do Flamengo apresentar mais domínio e tranquilidade no toque de bola, o River era muito perigoso... O tempo vai passando e agonia aumentando... As pessoas já se mostravam muito nervosas. Enquanto uma gritava, a outra chorava, tinha gente querendo ensinar o mister a trabalhar, gente se metendo na frente da TV, um inferno!

Eu estava tão concentrado, ou pelo menos tentando me concentrar no jogo, quando Filipe Luiz perdeu aquela na área, que quase foi o segundo do River. Me deparei em pé em frente à TV, só eu e meu tio... Todos os malucos desceram pra ver o jogo em outro lugar. Não aguentei... Tive que abandonar aquele barco. Quando desci... Tava todos os malucos lá embaixo, energia positiva, torcida, fé... Chamem do que quiser, 10 minutos depois o Flamengo empatava o jogo... E todos acreditavam na virada, meu irmão, meu primo, eu e todos os malucos que eu nem conhecia... Tinha a certeza que a gente ia virar.

Enquanto o Diego ainda se preparava para o lançamento mortal que nos daria o título, rolou aquela diferença de fase e ouvi os primeiros gritos da rua. Antes que o Gabigol ludibriasse os dois marcadores, já estava em pé no sofá gritando É GOL, É GOL É GOOOOOLLLL porraaaaaa

Saiu o golaço que nos deu o título merecido 38 anos depois. A chuva não parava de cair, tomava banho de cerveja, todo mundo numa alegria que nem em copa do mundo se viu... E na vila dos velhinhos, ninguém nem saiu de casa enquanto 7 malucos pelo Flamengo corriam, pulavam e se abraçavam... 

Foi um dia inesquecível, coroando um ano magnífico do time brasileiro mais espetacular que já se viu jogar.


André Lima é o do meio, com a cerveja da patrocinadora da Libertadores!

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Segue agora o relato de Diego Ramos, 39 anos, Gerente de Tecnologia.

Machuquei a perna jogando bola no dia anterior e fui no hospital no dia seguinte porque (a dor) não estava passando. 2 horas antes do jogo, com chopp, churrasco e amigos me esperando em casa, descobri que a perna estava quebrada e que precisaria ficar internado até realizar a operação.


Vi o Mengão ser campeão no lugar mais inusitado que poderia imaginar: gritando com os gols e tomando bronca das enfermeiras por causa dos gritos e do descontrole emocional.




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A seguir, Ecner do Nascimento, 57 anos. Professor. O Prof. Ecner lembrou também da 1ª Libertadores:

Recordo-me do terceiro jogo da final da Libertadores, em 1981, entre Flamengo e Cobreloa, disputado no Uruguai, em campo neutro. O lance marcante foi a habilidade e harmonia de Andrade em anular todos os meias e atacantes do Cobreloa. Na frente, Nunes e Lico faziam a festa...

Em 2019, sinceramente, estava ansioso diante da tradição e do bom time do River. O bairro onde resido estava em um intenso clima de euforia: bandeiras, fogos e gritos de "Mengo!" irrompem no 
agitado dia da final. Vigário Geral estava extasiante e, porque não dizermos, exultante de alegria.

Existem diversos aspectos históricos entre os diferentes contextos cronológicos entre as duas conquistas, de relevantes aspectos: sociais, econômicos e políticos. 

Vamos à essência dos títulos... Ambos os times eram excelentes. Na final de 1981, o time do Chile, o Cobreloa, era um time inferior tecnicamente em relação ao time do Flamengo. Apelavam para à violência. Futebol, pouco. Enquanto que a conquista de 2020 foi extasiante, por termos um adversário que tinha condições de impor muitas dificuldades ao time do Flamengo, assim como o fez. O Flamengo, ganhou o jogo nos cinco minutos finais. Foi uma conquista sensacional, onde o mérito foi de todos.

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O próximo relato é de Giuliano Melo, 41 anos, Engenheiro de Software.


Giuliano Melo é o que está à direita. 
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Agora, Leandro Fonseca, 37 anos, Engenheiro de Telecomunicações:

Eu tinha decidido ver o jogo só com flamenguistas, com direito a churrasco na casa de um amigo, para evitar problemas. Mas um amigão nosso, vascaíno, estava passando por uma separação complicada e decidimos acolher ele. 

Quando os caras saíram na frente ele esboçou uma comemoração, eu já fui logo avisando pra ele, "se controla porque senão eu vou ligar pra ex-mulher e dizer onde você está!". Ele se controlou e foi alvo da minha comemoração, no gol pulei no colo dele e comemorei muito. Quem viu a cena ri e comenta até hoje!

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O próximo é Marcos Castor, 38 anos, militar:

Dia de final com o Mengão em campo é sempre dia de ansiedade. A hora do jogo demora uma eternidade.... Prestes a começar, saí pra ver o jogo junto de outros flamenguistas num salão de festas. Éramos uns 30 animados torcedores querendo ver a história acontecer. 

Começa o jogo, olhos grudados no telão e... Gol do River. Silêncio e medo... O jogo é bom, mas nada de sair o empate. Fim do primeiro tempo... Intervalo de resenha... Partiu segundo tempo e nada de gol... Até que no finalzinho...Goool do Gabigol!!!! Naquele momento chovia no RJ e os mais empolgados foram pra chuva... Eu comemorei demais e voltei a rezar... E deu bom! Gabigol, de novo, Mengão 2x1, parti pra chuva e lá fiquei até o apito final!!!! 

Comemorei com a galera e parti pra casa .... Afinal, eu precisa ver a cara da vascaína com quem me casei 😂. Ahhhh... Ainda vale lembrar que os gols só saíram depois que eu tirei a camisa (do Flamengo) que ela me deu. A camisa deveria estar "com urucubaca" mas depois desse título... Ela foi liberta dessa praga !!!

Marcão e a nova camisa da sorte!!!
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O próximo a relatar seu dia é Thiago Alves, 33 anos, Assistente Administrativo. Ele fez um complemento no segundo áudio, falando da emoção em ver a reprise do jogo também:




Thiago Alves é o da esquerda, sem boné.
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Por fim, o meu relato, Leandro Machado, 41 anos, Professor e Colunista do Buteco do Flamengo:

Profissionalmente, 2019 foi um ano muito bacana para mim. O nosso grupo de pesquisa sobre a utilização de Jogos Didáticos no Ensino de Matemática evoluiu bastante e submetemos, no meio do ano, uma proposta de Minicurso em um evento de formação de professores que aconteceria em Vitória, entre os dias 22 e 24 de Novembro. Ficamos todos muito felizes e orgulhosos ao receber o aceite da organização do evento e começamos a fazer os planos para a viagem.

Naquela época, nem me ligava que o fim de semana do Simpósio seria o mesmo fim de semana da final da Libertadores... Na verdade, eu nem lembro mais quando descobri que seria no mesmo fim de semana mas lembro que assim que a ficha caiu, minha maior preocupação era da organização não colocar o nosso Minicurso no horário do jogo. Foram dias de ansiedade até a divulgação do cronograma do evento e... O nosso Minicurso seria oferecido na sexta-feira, dia 22. Ufa! 

A logística então era, além de procurar um hotel próximo ao Simpósio, me informar também sobre os lugares animados para ver o jogo, em Vitória! Que ingenuidade a minha... Quando cheguei na cidade, na sexta de manhã, já havia um clima todo montado pela Nação ES: viam-se inúmeras pessoas com o Manto Sagrado nas ruas, bandeiras desfraldadas nos prédios e percebi que em qualquer lugar do Brasil não se falava em outra coisa. 

A minha ansiedade estava relativamente controlada, porque estava muito focado para que tudo saísse perfeito ao longo do Minicurso, na sexta-feira. Felizmente, foi tudo maravilhoso e, quando saí do evento, já no início da noite, é que a tensão do jogo começou a me atingir mais fortemente. Minha esposa estava comigo e fomos para o show - espetacular, por sinal - da Beatles Big Band, o que ajudou bastante a reduzir a tensão pré-jogo.

No sábado, ficamos no simpósio pela manhã e, no retorno, participei de um minicurso ministrado por um colega. Estava tão bom que esticamos ao máximo, saí de lá por volta das 15h. Óbvio que toda a logística que tínhamos feito para assistir ao jogo fora por água abaixo: quando chegamos no Centro, todos os bares já estavam superlotados e as pessoas estavam disputando lugares pelas calçadas, uma loucura, parecia Carnaval! Carnaval Rubronegro!

Conseguimos, a muito custo, entrar em um barzinho muito maneiro, onde carregávamos crédito em um cartão e, com ele, nós mesmos nos servíamos nos diferentes barris de chopp disponibilizados. Óbviamente, foram várias recargas no cartão, rs...

As TVs do lugar ficaram na Fox Sports e o som estava alto, mas eu não entendia quase nada do que ouvia. Estava em transe, observando o jogo, tentando entender o que acontecia à minha própria maneira, fazendo as devidas pausas para recarregar a tulipa. O River faz 1x0, pessoal fica quieto uns 30 segundos, mas depois começa a empurrar novamente até o fim do primeiro tempo. A minha impressão, na época, era que tínhamos saído no lucro para o intervalo. Mas, revendo o jogo no domingo, acho que essa impressão foi causada mais pela tensão do jogo do que propriamente pelo jogo do River. Eles não jogaram para descer com 2x0 e, mesmo o 1x0, estava muito bom para o que eles propuseram. 

Segundo tempo, não lembro de quase nada. Minha primeira lembrança mais forte já se dá por volta dos 35 minutos, quando a minha esposa cogita uma fraquejada no ânimo. Lembro claramente de ter falado para ela "Não precisamos fazer 2... É um golzinho só, baixar a adrenalina e resolver a parada na prorrogação! Dá pra empatar!". E o jogo foi passando, o Flamengo começa a rondar a área do River e vem o primeiro gol... A multidão enlouquece... Todo mundo pulando, jogando cerveja pro alto, chorando, se abraçando, se beijando... 

Eu, que estava totalmente pilhado, tento me acalmar. É preciso segurar a onda, teremos prorrogação! Vou recarregar o cartão e, do nada, todo mundo começa a pular de novo! É o gol do título! Gol de Gabriel, gol de Gabigol!!! Eu não vi o gol, demorou alguns segundos para eu perceber... Por quê as pessoas estavam gritando e pulando de novo??? Quando eu percebi, chorei igual a uma criança. O Flamengo era bicampeão da Libertadores. 

Abracei forte minha esposa, beijei, me declarei. "Aline de Lima Guedes Machado, você é o Amor da Minha Vida, Obrigado por estar comigo hoje e sempre, em todos os momentos da minha vida!".

Aquele realmente fora um dos dias mais felizes da minha vida, comparável apenas ao dia do nascimento do Pedro e ao dia que o Caio saiu da UTI, 11 dias depois de nascer. 

Eu, ela e o Flamengo. Uma história de amor!




Saudações Rubronegras!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Olho no Passado, Mirando o Futuro

Salve, Buteco! Desde que a política de distanciamento (em alguns casos, isolamento) social foi implementada, passaram a ser muito comuns incursões no passado recente ou mesmo distante do futebol, por meio de listas de jogos mais importantes (em várias categorias), históricos de títulos importantes e maiores ídolos da equipe. Ainda não vi abordarem um tema também muito interessante, que é o do ranking dos clubes brasileiros. A CBF tem seu ranking próprio de clubes, utilizado para definir as vagas da Copa do Brasil. Desde 2012, abandonou o critério histórico e passou a adotar o critério do desempenho nos últimos 5 (cinco) anos, o que até faz sentido se levarmos em conta a sua finalidade (classificação para a Copa do Brasil). Porém, nem sempre foi assim e não é esse tipo de critério que os torcedores levam em conta nos intermináveis debates sobre qual clube é maior ou tem mais tradição ou melhor desempenho no futebol brasileiro.

Até 2002, a CBF adotava o ranking de pontos, que simplesmente somava os pontos somados pelos clubes nas diversas edições do campeonato brasileiro, assim consideradas as competições com esse nome batizadas desde 1971. Diante de sua evidente inadequação (pois desprezava nada menos do que os títulos), a partir de 2003 o critério mudou e passou a ser o histórico em competições organizadas pela própria CBF, o qual, contudo, também era evidentemente ilógico e provocava severas e justas críticas. Como na CBF não é possível confiar (o que, aliás, não causa surpresa alguma), desde sempre pipocam matérias e posts na Internet elaborando os mais diversos sistemas para tentar enfrentar o instigante assunto. 

Costumamos criticar (e com razão!) a imprensa paulista, porém veio da Folha de S. Paulo o melhor ranking entre todos os que vi até agora. O jornal paulistano, adotando o critério histórico, toca na ferida e com coragem enfrenta os inevitáveis problemas existentes nesse tipo de debate, estabelecendo pontuação para títulos e vice-campeonatos conquistados em várias categorias de torneios disputados pelos clubes brasileiro nos cenários local (estaduais), nacional e internacional. A última edição, publicada em 29 de dezembro de 2019, teve o seguinte resultado (top 20):

1) Flamengo (1081 pontos); 2) São Paulo (953 pontos); 3) Corinthians (927 pontos); 4) Palmeiras (925 pontos); 5) Santos (883 pontos); 6) Cruzeiro (844 pontos); 7) Grêmio (764 pontos); 8) Vasco da Gama (757 pontos); 9) Internacional (747 pontos); 10) Fluminense (663 pontos); 11) Atlético/MG (633 pontos); 12) Botafogo (522 pontos); 13) Bahia (425 pontos); 14) Sport Recife (378 pontos); 15) Ceará (343 pontos); 16) Fortaleza (338 pontos); 17) Coritiba (320 pontos); 18) Paysandu (313 pontos); 19) Athletico/PR (296 pontos); 20) Vitória (292 pontos).

A maior dificuldade de se estabelecer um critério justo me parece estar nas diferenças de contextos entre os campeonatos estaduais e na paulatina diminuição de importância após a oficialização do Campeonato Brasileiro e, posteriormente, da Copa do Brasil. Todavia, com a exceção do pífio desempenho do Athletico/PR, cujos motivos não me darei o trabalho de identificar, nota-se que, desprezando os estaduais (e regionais como o Rio-São Paulo), a quantidade de títulos conquistados em competições organizadas por CBD/CBF, CSF/CONMEBOL (única exceção sendo o Sul-Americano de 1948) e FIFA praticamente mantém a posição de cada clube no Ranking da Folha:

1) Flamengo e São Paulo (18 títulos); 3) Santos e Cruzeiro (17 títulos); 5) Palmeiras (16 títulos); 6) Corinthians (15 títulos); 7) Grêmio (14 títulos); 8) Internacional (11 títulos); 9) Vasco da Gama (9 títulos); 10) Atlético/MG (8 títulos); 11) Fluminense (5 títulos); 12) Botafogo e Athletico/PR (3 títulos), e 13) Bahia (2 títulos).

Perguntar é inevitável: quantos clubes grandes existem no Brasil? 

Independentemente da resposta, esses números me fazem pensar na importância do Flamengo manter o desempenho igual ou próximo do obtido na temporada de 2019 em 2020 (se houver futebol) e nos próximos anos. A consolidação, de maneira indiscutível, do clube como o maior do Brasil talvez esteja menos distante do que imaginamos, muito embora o que falte pareça corresponder a um desempenho que historicamente não é comum no cenário do futebol brasileiro.

Apesar dos evidentes avanços do clube na parte administrativo/financeira e em gestão de futebol (Centro de Treinamentos, CIM e Departamento Médico), o sucesso atual tem grande relação com o altíssimo nível do treinador Jorge Jesus e da atual comissão técnica. É difícil imaginar sua substituição sem que haja uma sensível diminuição na qualidade do futebol apresentado pelo Flamengo em relação aos adversários. Não se trata, percebam, de temer que o clube  não esteja sempre entre os mais competitivos no cenário brasileiro e interamericano, algo para mim impensável, mas da chance única e histórica atingir a supremacia e consolidá-la em um curto espaço de tempo.

As notícias dos últimos dias dão conta que o "Dia do Fico" está próximo. Será o primeiro passo para a concretização desse antigo sonho da supremacia.

Enquanto o fico não vem e o futebol não volta, você fica com o nosso Rafinha, de manto novo, tocando cavaquinho e homenageando com muita justiça os profissionais da saúde, heróis do dia-a-dia nesse difícil e dramático cenário de pandemia:


Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Torcer pelo Flamengo - Pacto com a felicidade - Parte 1



Vem torcer pro Mengão

Se você quer ser feliz, vem torcer pro Mengão
É uma loucura geral, é piração
É tão alegre e bonita a nossa paixão
É energia total, é vibração
A cada gol rubro-negro a galera se agita
E canta e grita, com emoção
Marca da raça, a nossa camisa é magia
E contagia todo o povão.

É tão bonito ver nossa torcida cantar
É campeão de terra e mar
É tão bonito ver nossa torcida dizer
Flamengo sempre, até morrer.

Esta é a letra de um samba que fiz pra falar, há mais de vinte anos e à minha moda, da felicidade de ser rubro-negro, muito bem retratada naquela música que embalou a era Zico e que até hoje é lindamente cantada pela Nação Rubro-Negra:

Oh, meu Mengão
Eu gosto de você
Quero cantar ao mundo inteiro
A alegria de ser rubro-negro.


Ao longo da vida aprendi que a palavra alegria pode ter dois sentidos, o que retrata um sentimento decorrente de algum evento passageiro, circunstancial, e o de sinônimo de felicidade, algo mais permanente.

Para ficar mais clara essa distinção, acostumei-me a dizer que felicidade e momentos alegres não são a mesma coisa, assim como infelicidade e momentos tristes também não são.

Eu, por exemplo, sou feliz por ter feito a escolha certa de ser Flamengo, mas posso viver momentos tristes, quando meu time perde um jogo ou um título.

Um exemplo?

Quando o Flamengo perdeu a final do mundial de 2019, fiquei muito triste, mas não deixei de ser feliz por ser torcedor do Flamengo.

Penso assim e estou bem acompanhado.

O psiquiatra Luiz Alberto Py disse, certa vez:

“Acho que a felicidade é um estado de espírito que independe dos acontecimentos externos. Faço uma distinção entre alegria, causada por eventos externos, e felicidade, uma atitude interior. Portanto, neste sentido, a felicidade existe como uma atitude frente à vida.”

Ora, amigas e amigos do Buteco, feita a distinção entre “felicidade” e “momentos alegres”, fica claro que torcer pelo Flamengo é fazer um pacto com a felicidade, por ser uma ótima atitude frente à vida.
E é por isto que, de vez em quando, me animo a cantar meu amor pelo Mengão.


Na mesma época do samba que abre este post, fiz outras músicas, inclusive o samba “Se eu não tivesse você”. Faz tanto tempo que nem me lembro de toda a melodia:

Se eu não tivesse você

Se eu não tivesse você, eu não seria
Um cara sempre feliz, me faltaria
Alguma coisa que eu nem saberia explicar
Mas que me faz tanto bem, me faz vibrar
Talvez às vezes sentisse a alma vazia
E me faltasse esse amor, essa alegria
Que vive sempre em meu peito e de verdade
Me dá enorme prazer, felicidade.

(Refrão)

Você me traz tanta emoção
Não saberia viver sem o meu Mengão.
Você me traz tanta emoção
Não saberia viver sem o meu Mengão.


No próximo post, pretendo divulgar mais duas letras que falam da felicidade de ser rubro-negro.

É bom demais ser Flamengo!

Saudações Rubro-Negras.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Os 10 Maiores Jogos - Resultado


Salve, Buteco! Conforme prometido no post da semana passada, vou divulgar o resultado da enquete sobre os 10 maiores jogos da História do Mais Querido do Brasil. Como os tempos são de apreensão e um certo desânimo por conta da quarentena decorrente da pandemia de COVID-19, a adesão não foi tão grande como em tempos normais, Ainda assim, mais de vinte pessoas votaram, permitindo que tenhamos uma boa ideia do que os frequentadores do Buteco pensam a respeito do tema. Sem maiores delongas, vamos aos resultados:

1) Flamengo 2x1 River Plate – Libertadores/2019

Campeão absoluto. É o jogo que une várias gerações de torcedores, dos mais experientes aos mais recentes. Todo mundo que votou incluiu esse jogo na lista, sem exceção. Uma unanimidade. Ficará marcado na História enquanto existir futebol nesse planeta.

2) Flamengo 3x1 Vasco da Gama – Estadual/2001

Eu diria que é o segundo jogo que mais une diferentes gerações de torcedores, pela maneira que foi conquistado. Sem dúvida, um marco definidor na história e no espírito do clube e da sua torcida.

3) Flamengo 3x0 Liverpool – Intercontinental/1981

É claro que ninguém acha que um título estadual, por mais emocionante que seja, é mais importante do que um título mundial, especialmente sendo o único do clube. Só que o tempo passa e testemunhas do fato, como é o meu caso, vão envelhecendo. Muitos torcedores preferiram opinar sobre o que viveram, o que não surpreende. Tá na hora de conquistar o segundo!

4) Flamengo 2x0 Cobreloa – Libertadores/1981

A primeira Libertadores não poderia deixar de ser muito bem votada.

5) Flamengo 5x0 Grêmio – Libertadores/2019

A mágica geração atual começa a deixar as suas marcas na História do clube com essa inesquecível goleada.

6) Flamengo 3x2 Atlético/MG – Brasileiro/1980

Fiquei particularmente feliz com a inclusão desse jogo entre os 10 maiores. Foi o jogo que mais me marcou como torcedor até hoje. Para mim, só é comparável ao primeiro colocado da lista.

7) Flamengo 1x0 Vasco da Gama – Estadual/1978
    Flamengo 3x0 Botafogo – Brasileiro/1992
    Palmeiras 3x3 Flamengo – Mercosul/1999

Empate triplo entre esses jogos inesquecíveis.

10) Flamengo 2x1 Grêmio – Brasileiro/2009

Encerrando a lista dos 10 mais importantes, o jogo que acabou com a agonia de toda uma geração de torcedores.

11) Atlético/MG 3x2 Flamengo – Brasileiro/1987

O jogo mais lembrado depois dos 10 primeiros.

Além desses, eis os demais jogos da lista que foram lembrados, por ordem de votos:

12) Santos 4x5 Flamengo –Brasileiro/2011
13) Grêmio 0x1 Flamengo – Brasileiro/1982
      Flamengo 1x0 Cruzeiro – Copa do Brasil/2013
15) Flamengo 6x0 Botafogo –Estadual/1981
16) Flamengo 1x0 Vasco da Gama – Estadual/1944
17) Flamengo 1x0 Vasco da Gama – Estadual/1999
18) Flamengo 2x1 Fluminense – Estadual/1914
      Flamengo 5x3 São Paulo – Copa dos Campeões/2001
      Flamengo 2x0 Vasco da Gama – Copa do Brasil/2016
      Flamengo 3x0 Palmeiras – Brasileiro/2019
22) Flamengo 15x2 Mangueira – Estadual/1912
      Flamengo 4x0 Vasco da Gama – Estadual/1939
      Flamengo 2x0 Emelec – Libertadores/2019
      Flamengo 3x0 Independiente del Valle – Recopa Sul-Americana/2020
26) Flamengo 2x1 Santos – Taça dos Campeões Estaduais/1956

E o jogo mais lembrado fora da lista foi o da conquista do segundo tricampeonato (1955), o eterno Flamengo 4x1 América, o qual, em votação, empatou com o 16º colocado. Você curte um pouco da emoção da época nos dois achados abaixo:



Bom dia e SRN a tod@s.