terça-feira, 19 de setembro de 2017

Velhos Hábitos

SRN,Buteco.

Certa vez um sujeito, cansado da rotina diária, resolveu chutar o balde. Abandonou mulher e filhos,deixou de lado o emprego maçante e sumiu sem dar notícias.

Alguns anos depois alguém que o conhecia o encontrou num canto do país.

Estava casado e tinha filhos,e trabalhava numa função semelhante à que exercia antes de desaparecer.

Velhos hábitos são difíceis de abandonar .

Estamos já a algum tempo vivendo uma época de fartura no Flamengo. Contas em dias e dinheiro para investir.

 Bons jogadores novamente procuram,projetam,desejam jogar no clube. Dentro de campo, porém,o time não reflete o nível se excelência atingido em outras áreas.

Tenho uma teoria simplista a respeito desse assunto: cada setor do clube se comporta e evolui de acordo com quem o comanda.

Todos os setores do clube ,ou a grande maioria ,é gerida por gente da iniciativa privada. Foram formados e educados profissionalmente em ambiente de cobrança, de competição, de resultados. De dar resultado pra ontem e da maior magnitude possível.

O ponto fora da curva é o carro chefe.O futebol do clube tem em seu comando um dirigente oriundo da administração pública.  Onde pontificam a estabilidade, onde as relações pessoais as vezes influenciam na tomada de decisões, onde impera a lei da procrastinação.

 Diferente dos outros setores, onde se vê evolução, o futebol como departamento é gerido na base só companheirismo, só protecionismo.

O mau rendimento é relativizado, a falta de esforço é ignorada,a incompetência é protegida.  Isso em prol de uma suposta união entre seus membros, que são blindados de críticas e cada ação que os desagrade é combatida e repelida com uma disposição que não se vê em campo.

O novo treinador chegou, viu o que acontece,e já disse com todas as letras que falta disposição ao grupo.
A partir daí, já começa a ser minado nos bastidores, como vimos nos dois últimos jogos.

E assim se repetem velhos hábitos.

 E vamos colecionando eliminações em torneios importantes e títulos estaduais ...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Uma Semana e Meia

Salve, Buteco! O Mais Querido venceu o Sport por 2x0 ontem na Ilha do Urubu, mas a atuação esteve longe de agradar a torcida. Paolo Guerrero, em entrevista pós-jogo concedida ainda no gramado, disse com todas as letras que o time está com a cabeça na final do dia 27, contra o Cruzeiro no Mineirão. A atuação foi fraca, apática e o time se limitou a administrar o resultado. Meu palpite, considerando meus mais de quarenta anos como torcedor, é que também há por parte de vários jogadores o receio de se contundir antes do dia 27. Aconteceu com Renê e Everton, enquanto Willian Arão saiu acusando um incômodo na musculatura pubiana, segundo a reportagem do Premiere Sportv. Rueda certamente sentiu que o clima ficou desfavorável após a derrota para o Botafogo e se viu na necessidade de manter a espinha dorsal do time, com Willian Arão, Diego e Guerrero, ainda que se poupando e administrando o placar. Felizmente ninguém se contundiu, porém confesso que temi pelo pior, especialmente pelos dois primeiros.

Estamos no final do terceiro trimestre do ano e os jogadores sentem o peso das competições simultâneas. O elenco, forte no papel e concebido para suportar o desgaste, tem se revelado desnivelado na prática, o que obriga à utilização dos melhores jogadores em proporção um pouco maior do que a desejável e, uma vez ou outra, daqueles que a torcida gostaria há tempos de ver longe do clube.

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A história do jogo teve pontos de coincidência em ambas as etapas, quando o Flamengo imprimiu um ritmo um pouco mais forte nos quinze primeiros minutos, chegando assim, no primeiro tempo, a abrir o placar e depois administrar o resultado, descendo para o intervalo sem ser incomodado pelo Sport. Porém, após a mesma pressão no início do segundo tempo, o Sport adiantou sua marcação e incomodou com dois a três lances de perigo, sempre pelo setor esquerdo da nossa defesa, num deles obrigando o Muralha a praticar difícil defesa. Burocrático e acomodado, o Flamengo criava situações de gol quando empregava um mínimo de esforço dentro de campo, o que infelizmente ocorreu de forma apenas esporádica. O jogo começava a tomar contornos perigosos quando o time encaixou um contra-ataque e Berrío cruzou para Everton Ribeiro dar números finais à partida.

Os três pontos são muito bem vindos.

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Como sempre, não faltou coragem pra Diego, que chamou o jogo pra si, porém teve uma atuação individual muito fraca, errando praticamente todos os lances. Pior de tudo foram as faltas violentas que sofreu sob o complacente olhar do árbitro paulista. Já Everton Ribeiro, apesar de ter mostrado em alguns lances que não está na plenitude de sua forma física, esforçou-se bastante e exibiu grande qualidade com passes e jogadas importantes, sendo merecidamente coroado com o segundo gol. Ao contrário desses dois importantíssimos jogadores do elenco, outros, com muito tempo no clube, como Márcio Araújo e Gabriel, poderiam ter mostrado ao menos mais vibração, até porque não vêm jogando com tanta frequência. O volante, no segundo tempo, parecia fazer uma caminhada matinal na vizinhança de sua residência, tamanha a acomodação.

Preocupa a falta de disposição de jogadores que, em tese, deveriam ter motivação para disputar posição no time titular.

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Por outro lado, considero compreensível o receio de contusões às vésperas de dois jogos decisivos e por isso o time tentar administrar as partidas, desde que não chegue ao ponto de tomar pressão de adversário com um jogador a menos, como ocorreu ontem após a expulsão de Patrick, do Sport Recife. Se não chegou a ter contornos dramáticos, o jogo começava a ficar mais complicado do que o necessário. Eu não esperava futebol bonito e minha expectativa para a partida era bastante baixa, mas não precisava chegar a esse ponto.

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A tendência é de um outubro de recuperação e afirmação do Flamengo no G4, eis que, classificando-se, o Flamengo só deverá voltar a jogar pela Sula no final do mês. Vejam o calendário da competição, divulgado ano passado:


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Antes disso, temos à frente uma semana e meia com dois confrontos decisivos: Chapecoense na Ilha pelas oitavas da Sula (jogo de volta) e Cruzeiro no Mineirão na finalíssima da Copa do Brasil. Entre esses dois jogos, pegaremos sábado o Avaí na Ilha pelo Campeonato Brasileiro. Comentava ontem durante a partida com os estimados amigos do Buteco que, para prevenir contusões, mandaria um time C ou D para o jogo de sábado. O que fariam no lugar de Rueda?

Aliás, o colombiano parece ter um time titular em mente, porém há dúvidas em algumas posições. Passo a bola para vocês dizerem quem escalariam na zaga, entre Rhodolfo, Réver e Juan (dúvida apenas na Sula), na lateral esquerda e no lugar do Everton, aproveitando para perguntar se acham possível a recuperação até dia 27.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 17 de setembro de 2017

Flamengo x Sport Recife


Campeonato Brasileiro/2017 - Série A - 24ª Rodada

FLAMENGO: Muralha; Pará, Rhodolfo, Réver e Trauco; Willian Arão e Márcio Araújo; Everton Ribeiro, Diego e Gabriel; Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.

Sport Recife: Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Durval e Sander; Patrick e Rithely; Lenis, Wesley e Mena; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data, Local e Horário: Domingo, 17 de Setembro de 2017, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Luso Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Vinicius Gonçalves Dias de Araújo, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA) e Herman Brumel Vani, todos da Federação Paulista de Futebol. Quarto Árbitro: Vitor Carmona Metestaine (SP). Assistentes Adicionais: Thiago Duarte Peixoto (SP) e Renato Salim Fende Chaves (SP).

 

sábado, 16 de setembro de 2017

Bipolaridade rubro-negra

Se tem uma característica na torcida do Flamengo que eu acho deveras divertida é a sua bipolaridade. Somos capazes de ir do céu ao inferno e voltar em instantes. Vamos do "faltam 45 pontos" ao "rumo a Tóquio" com duas vitórias. Após uma atuação como a da última quarta, preguiçosa, indolente, as reações foram de que já poderia ser entregue ao Cruzeiro a Copa do Brasil. Participo de um grupo de Whatsapp que, a parte o excelente nível de debate flamengo, é um microcosmo rubro-negro perfeito. Vinte e quatro horas depois do frustrante empate contra a Chapecoense, a conversa chegou a um hipotético carnaval fora de época no final de novembro, ninguém trabalhando, emendando festa desde a conquista da Libertadores até o Mundial.

Acredito fortemente que, se emendarmos uma vitória convincente sobre a cachorra de peruca no domingo, ainda mais sob a batuta do controverso pofexô, com a classificação para as quartas de final da Sul-Americana na próxima quarta, o Flamengo passará, para a nossa imensa torcida, a condição de favorito absoluto à conquista da Copa do Brasil, mesmo decidindo dentro do Mineirão.

Foto: Gilvan de Souza

É nisso que eu acredito, nosso time é muito melhor que Sport e Chape e, motivado e focado, tem tudo para superar o Cruzeiro.

O tetra vem!!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tudo a seu tempo








Irmãos rubro-negros,



Reinaldo Rueda diagnosticou algo que todos nós, rubro-negros, já sabemos há pelo menos dois ou três anos: existe um problema de mentalidade que contamina o departamento de futebol.

O momento, porém, mais do que atitudes incisivas, que deveriam ter sido tomadas muito tempo atrás, exige negociação.

Flamengo precisa conquistar a Copa do Brasil. Esse é o objetivo, irmãos.

E vai conquistar, apesar das aberrações de uma diretoria covarde e arrogante, e de um bando de chupador de sangue, que se diz torcedor do Clube de Regatas do Flamenco, mas que na verdade gosta mesmo é de bajular dirigente.

A alma rubro-negra não se coaduna com quem não coloca a instituição acima de interesses pessoais.

O Flamengo é, foi e sempre será o norte.





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Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Chapecoense 0 x 0 Flamengo - Bate o ponto, encerra o expediente

E mais uma vez em partida decisiva o Flamengo joga de forma burocrática. Um Flamengo sem fome, sem ousadia, sem ímpeto de vitória consegue um empate contra o Chapecoense, que se mostrou tecnicamente limitado, mas que conseguiu boas jogadas pelas pontas, contando com uma atuação bem sofrível do Rodinei na proteção pela direita.

Arão fez ótima partida. Cobrindo a defesa, fazendo a saída de bola, dando passes ofensivos, jogou como gente grande. Com atuações apagadas de Berrio e Diego, Flamengo ficou sem jogadas, tendo como válvula de escape as famosas tijoladas em direção ao Guerrero. Everton se machucou no início e entrou Vinicius Jr em seu lugar em uma atuação apagadíssima. A marcação da Chapecoense também ajudou. Sabendo da má fase do Diego concentrou-se em fechar o caminho pelas laterais. Guerrero era marcado com seguidas faltas, e o juiz boliviano caseiro não punia os infratores. Punia o Flamengo. Qualquer simulação de falta que os jogadores da Chape representavam este cidadão amarelava o Flamengo enquanto deixava o time da casa agredir impunemente. Fica difícil jogar assim. Contra 11 mais o juiz. Embora isto não seja desculpa para uma atuação tão anêmica.

Rueda também não teve boa atuação. Demorou demais a substituir o apagado Diego por Everton Ribeiro, para tentar mudar as coisas dentro de campo. Fez uma boa substituição colocando Paquetá no lugar do Berrio, e justamente ao centralizar mais o jogo o Flamengo criou mais oportunidades. Espero que tenha tomado uma lição nisso.

Chapecoense teve boas chances para fazer seu gol. Criou melhores oportunidades. E numa delas Diego Alves, seguindo o melhor da escola "Victor Hugo", bateu roupa, deixando o atacante adversário livre para finalizar. Felizmente o fez para fora.

Rueda, ao fim do jogo, fez severa crítica ao elenco, o chamando de não-competitivo e não se ligar que disputa eliminatória. É um elenco de acomodados. E isto, Rueda, não é de hoje. Faz anos.

Flamengo dá a impressão de um time em fim de temporada, sem chances de nada. Como se fosse um time em que os jogadores sabem que não irão ter contrato renovado então jogam por jogar. Mas não é o caso. O que acontece no Flamengo é um ambiente não-competitivo no futebol, que começa pela falta de cobrança por parte dos dirigentes amadores em resultados esportivos condizentes. Há um passar a mão na cabeça nocivo por parte dos dirigentes neste Departamento. EBM e Fred Luz frequentam assiduamente ônibus, vestiários e talvez até participem de preleções tal a tara que demonstram em estar no ambiente de futebol. Na minha visão isto é errado. A relação se torna pessoal, de amizade, dificultando enormemente a cobrança mais firme que vem da distância e da análise fria dos resultados. Fica um sentimento então de proteger fulano e sicrano, que permite que perebas bem relacionados tenham contrato continuamente renovados e profissionais de péssimo gabarito se perpetuem em seus cargos. Tornam-se amigos. 

Flamengo não é repartição pública. Flamengo é uma entidade esportiva que deve ser altamente competitiva. E não é na "proteção e amizade" que conseguirá sê-lo. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Chapecoense x Flamengo


Copa Sul-Americana 2017 - Oitavas-de-Final - 1º Jogo (Ida)

Chapecoense: Jandrei; Apodi, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Reinaldo; Moisés Ribeiro, Canteros e Lucas Mineiro; Wellington Paulista, Túlio de Melo e Alan Ruschel. Técnico: Emerson Cris (interino).

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan e Pará; Cuéllar e Willian Arão; Berrío, Diego e Everton; Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017, as 19:15h (USA/ET 18:15h), na Arena Condá ou "Estádio Índio Condá", em Chapecó/SC.

Arbitragem - Gery Vargas, auxiliado por Juan Montaño e José Antelo, trio da Bolívia.