sexta-feira, 24 de maio de 2019

Gangorra













Irmãos rubro-negros,



por favor, puxem uma cadeira, peçam uma cerveja e fiquem à vontade.

A casa é de vocês. 

Mengão como sempre na gangorra. 

Quando se acha que o time vai embalar, ele nos decepciona.

Tem sido rotina nossa esse sofrimento. Eu já devo ter usado este título "Gangorra" no Buteco do Flamengo umas duas ou três vezes.

A rodada do Campeonato Brasileiro neste fim de semana se tornou fundamental, caso o Flamengo queira se aproximar do pelotão de cima.

Só a vitória interessa. Nenhum outro resultado nos atende.

E a situação do Abel, parece evidente, não é confortável.

Ele precisa apresentar bons resultados no Campeonato Brasileiro imediatamente.

A parada para a Copa América é um ponto chave este ano: se for para mudar, tem de ser antes da Copa América.  

É bastante desagradável todo ano falar de mudança de treinador com menos de seis meses de temporada. Todo ano é isso.

Bem, eu torço sempre pela vitória do Flamengo e não será diferente este domingo. Não me importa se a vitória ajudará ou não a manter um técnico que não goza de prestígio junto à parte significativa da torcida do Flamengo.

Vou torcer fervorosamente pela nossa vitória. 

Cabe à diretoria a avaliação sobre o trabalho do Abel e isso, na minha opinião, independe de vitória domingo. É algo que deve abranger a totalidade do trabalho apresentado até o momento.

Que eles tenham bom senso.




...




Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

A Comunicação

Não é segredo para ninguém que o Flamengo vive um início de gestão completamente desastroso na comunicação. Seja na pasta de comunicação ou mesmo do pronunciamento de seus dirigentes, invariavelmente mal-preparados. Erros em série provocam a revolta da torcida nas mídias sociais, pichações ou tentativas de "dialogar" no CT. Os torcedores já foram chamados de simpatizantes, "rubro-índios"e agora de semi-analfabetos pelo dirigente amador de Relações Externas que viu pretexto político nas recentes pichações pois a mesma teria sigo escrita com a grafia correta diferente do que um "verdadeiro torcedor" faria (pano rápido!).

Uma pasta de comunicação (de marketing!) entregue a um dos piores VP´s que esta gestão tem em seus quadros, o Gustavo Oliveira. O que significa que este panorama pode degredar ainda mais, virando chacota da imprensa, dos torcedores em geral, diminuindo a percepção de ajuste profissional que a gestão anterior, depois de longas décadas, conseguiu dar ao Flamengo. E agora está sendo jogada no ralo.

O futebol com a manutenção do dinossauro Abel, incapaz de montar uma segunda linha defensiva, usada em 10 entre 10 dos times de fato competitivos no futebol moderno, segue no comando, com o time apresentando diversos problemas defensivos tomando gol a cada jogo. E todo time vencedor começa com uma defesa consistente. E este repúdio ao Abel é visto como político pela gestão atual, que em um episódio vergonhoso quis punir o presidente anterior por motivos espúrios em algo que eles mesmos causaram quando tinham como aliados a presidência do COAD, impedindo que a chapa que foi fazer seu registro primeiro não escolhesse a cor que queria (azul), causando então, talvez propositalmente, a confusão posterior. 

É hora de colocar a bola no chão e pensar menos no amiguismo empoderado que impera na conduta "administrativa" desta gestão. Trabalhar para o Flamengo, para que saiam em 2021 encontrando o clube melhor que encontraram e não destruído.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Alfarrábios do Melo

SETE PERGUNTAS...

1 – Classificado em primeiro lugar em seu grupo na Taça Libertadores, com a melhor campanha da Primeira Fase, e agraciado com um adversário teoricamente fraco (comemorado no sorteio) para o confronto na fase seguinte. Garantido nas Quartas-de-Final da Copa do Brasil. Vice-campeão Estadual e, decorridas quinze rodadas do Brasileiro, ocupando a sétima colocação, com 51% de aproveitamento, a 8 pontos do líder. Destaque negativo para o sistema defensivo, que sofreu 15 gols, média de 1,00 por jogo. Apesar do bom posicionamento nos torneios eliminatórios, o desempenho da equipe tem sofrido críticas, notadamente em função da falta de regularidade. As principais reclamações chamam a atenção para o nível do elenco, que não está conseguindo entregar aquilo de que se espera. Diante desse contexto, e com a proximidade de jogos que poderão definir a temporada, o que fazer? Manter a comissão técnica, buscando evolução? Ou partir em busca de alterações? Os mais argutos terão percebido que o quadro descreve a realidade do Palmeiras em julho de 2018. Desnecessário expor os desdobramentos. Ainda assim, tendo em vista a evidente analogia com o momento atual do Flamengo, repete-se a pergunta: diante de um cenário como o exposto, o que fazer? Aguardar a evolução que nunca chega? Ou fazer acontecer?


2 – Referindo-se ao fiasco de sábado passado, quando o Flamengo, com um time e elenco muito superior, deixou-se impor por um adversário de nível mediano, coalhado de jovens e veteranos decadentes, que atuou com um a menos por um tempo inteiro: chamou a atenção o time ter demorado a “voltar pro jogo” após sofrer o segundo gol e a sensível superioridade de intensidade da equipe mineira. Pode-se explicar o acontecido pelo cansaço (ou seja, preparo físico/mental inadequado)? Ou será que a temida postura “banana” arrisca estar de volta?


3 - “As pessoas reclamam dos jogadores, mas não reclamam de quem está lá trabalhando ao lado dos jogadores quando o desempenho está ruim. Quem está avaliando? Quais as metas que essas pessoas têm? Quais resultados? Esse processo foi bem feito?” (LANDIM, Rodolfo, entrevista ao GloboEsporte.com, 23/11/2018).

Aproveitando um gancho deixado na pergunta anterior: em janeiro de 2018, o Flamengo trouxe o preparador de goleiros Rogério Maia, em substituição ao controverso Victor Hugo. A contratação, ainda assim, foi duramente criticada nas redes sociais, em função do novo profissional ser procedente da Chapecoense, cartão de visitas teoricamente inadequado para um clube do nível do Flamengo. “Contratar profissional de Chapecoense, Audax, com todo o respeito…" etc. Com a reformulação no futebol levada a cabo no início de 2019, chegaram para a nova comissão técnica o auxiliar Marcelo Salles, o “Fera”, com trabalhos recentes no Volta Redonda e no Nova Iguaçu, e o preparador físico Alexandre Sanz que, segundo apurado por reportagens da época, estava se dedicando a “treinamentos funcionais na praia”. Ambos fizeram parte da comissão técnica de 2009, dez anos atrás. Rogério Maia foi demitido, e em seu lugar chegou o preparador Wagner Miranda, vindo justamente da… Chapecoense. Pergunta-se: considera-se realmente adequado o currículo dos profissionais que compõem esta nova comissão técnica do Flamengo?


4 – “O processo de liderança começa por quem comanda. O que vemos hoje é uma mediocridade, no sentido mais puro da palavra: mediano. Um conformismo com as derrotas, aquele sentimento de que tudo está bom, que é assim mesmo.” (LANDIM, Rodolfo, entrevista ao site FutRio, 07/12/2018).

Uma das críticas mais pertinentes à administração que se encerrou em 2018 se debruçava sobre a crônica incapacidade de conquistar títulos expressivos. Em uma entrevista concedida ao Portal UOL em outubro de 2017, o Gerente de Futebol Mozer declarou, em tom de exaltação: “Alcançamos três finais, a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil”. Naturalmente, a declaração foi massacrada nas redes sociais e objeto de chacota, muito por conta da postura de enaltecimento de resultados inexpressivos. Pergunta-se: em que diferem, em essência, a declaração do Mozer e a recente nota oficial expelida pela Diretoria em 03 de maio, onde se celebram as “relevantes” conquistas da Copa Mickey e do Campeonato Estadual?

5 – Em uma guinada digna de elogios, o Flamengo, em 2019, tem buscado no mercado a contratação de jogadores de nível mais elevado, procurando minimizar o risco de erros nesse aspecto, algo recorrente nas “janelas” passadas. Nesse contexto, chegaram Arrascaeta, Rodrigo Caio, Gabigol e Bruno Henrique, sem a incidência, até aqui, de baixas relevantes no plantel. Com isso, pode-se afirmar categoricamente que o Flamengo de 2019 possui jogadores melhores que o do final do ano passado. No entanto, há uma percepção nítida e generalizada de que o time piorou. Temos jogadores melhores, mas o time é pior. A que se pode atribuir este inusitado fenômeno?


6 - Tem uma coisa que eu não suporto. Eu não suporto perder, eu acho que o Flamengo tem que ganhar tudo. O Flamengo pode perder, isso é da vida, mas tem que estar sempre querendo ganhar. E tem de estar sempre indignado com a derrota.” (LANDIM, Rodolfo, entrevista à ESPN, 09/08/2018).

Essa história de relativizar derrotas, em partes, como times medíocres, essa falta de indignação com o mau resultado, é uma coisa que leva o clube a não ganhar. Ninguém com esse tipo de discurso ganha nada" (LANDIM, Rodolfo, entrevista à Fox Sports, 07/12/2018).

Tornaram-se célebres as entrevistas pós-jogo do treinador Zé Ricardo (2016-17), elogiando e congratulando a equipe mesmo diante de resultados negativos: “Fizemos bom jogo”, “parabenizo a equipe pela luta”, “jogar aqui é sempre difícil”, entre outras pérolas de resignação que levavam à loucura os torcedores e ajudaram a impingir a pecha de “banana” ao Flamengo do triênio 2016-18.

Eis que, em pleno 2019, com o Flamengo sob o comando de um grupo que tomou como “carro-chefe” de sua gestão “eliminar o conformismo”, o treinador Abel Braga, após derrotas fora de casa para Internacional e Atlético-MG (esta última, pelas circunstâncias, absolutamente inaceitável), crava, nos dois casos, à guisa de repetição para que não reste dúvidas, que “perder aqui é normal”, aludindo ao ocorrido no Beira-Rio e no Independência. E essa conversa de “tem que ganhar tudo”? De “indignação com o mau resultado”? Vamos ver isso na prática? Ou era só papo pra ganhar eleição?


7 – Em outubro de 2018, o Flamengo sacramentou a venda de um dos seus principais jogadores, Lucas Paquetá, por um valor equivalente a 70% da multa rescisória. A divulgação do preço de venda (entre outros fatores, como o momento esportivo ostensivamente inadequado e a inusitada pressa do clube em fechar o negócio) fez cadeira voar, subir dedo na cara, enfim. Quase saiu tiro. Abriram processo, inquérito, no melhor estilo “prendo e arrebento”. Uma gritaria generalizada, evidentemente bastante explorada em um momento político conturbado. Pois. Passam-se alguns meses, e o GloboEsporte.com divulga, agora em 21 de maio, reportagem em que “Flamengo e responsáveis pela carreira” do volante Gustavo Cuellar, seguramente o principal ídolo atual da torcida, “admitem” que a multa rescisória do jogador encontra-se “fora da realidade” e acenam com “discussão, sem interesse em conflito que possa gerar litígio por cobrança irredutível de multa”, caso chegue ao clube uma proposta que se aproxime do correspondente a 1/7, ou cerca de 14%, da multa contratual.

Cada caso é um caso? Ou depende de quem está com a caneta? “Eles não podem mas nós podemos”? Como é isso?



… E UMA CONSTATAÇÃO

Uma das piores coisas que temos na vida é o burro com iniciativa. Burro com iniciativa. Ele quebra você” (BAPTISTA, Luiz Eduardo, declaração ao GloboEsporte.com, 27/10/2015)

Ultimamente tenho me lembrado dessa declaração do Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual VP de Relações Externas do Flamengo, e tido como responsável por, entre outras intervenções, indicar a contratação do treinador Ney Franco em 2014 e avalizar a permanência de Abel Braga no comando atual do elenco rubro-negro.

Pois é… Essa frase… Acho que ele tem razão...


terça-feira, 21 de maio de 2019

Flamengadas



Olá Buteco, bem-vindos!

Entre 2013 e 2015, passamos por uma grande reestruturação do clube, que tem como seu maior expoente o saneamento financeiro, embora outras áreas do clube tenham evoluído de maneira tão eficaz quanto o departamento financeiro.

No futebol, a partir do 2º mandato de Bandeira de Mello em 2016, o planejamento passa a ser o de encorpar o elenco, utilizando os recursos que provém da revitalização financeira do clube, para trazer os títulos de maior prestígio: Brasileiro e Libertadores. O expoente desse “novo Flamengo” é o centroavante Paolo Guerrero. Para técnico, o clube traz Muricy Ramalho, tetracampeão brasileiro (2005, 2006, 2007, 2010) e campeão da Libertadores em 2011. A aposta é que a experiência do treinador em equipes vitoriosas seja suficiente para nos conduzir às glórias. O projeto era grandioso e incluía unificar o estilo de jogo do profissional às categorias de base.

Eliminação na Primeira Liga em casa (com uma inexplicável decisão de lançar um time alternativo, perdendo a chance de um Fla x Flu na final, em um torneio onde fomos nós mesmos o maior incentivador da criação), derrota para o Vasco na semifinal do Campeonato Carioca, eliminação para o Fortaleza na Copa do Brasil e 3 rodadas no Brasileiro: uma vitória contra o Sport na estreia, derrota para o Grêmio no Sul e um empate com a Chapecoense, conquistado no último minuto da partida. Com problemas de saúde, mas já bastante contestado também, acabaria ali o ciclo de Muricy no Flamengo, 5 meses depois de contratado.

O restante da gestão do futebol, entre 2016 e 2018, foi marcado pelo empirismo: sai um medalhão como Muricy, entra Zé Ricardo, técnico dos juniores sem nenhum trabalho anterior. Após ele, Rueda, profissional com perfil mais próximo de Muricy, no que diz respeito à bagagem de títulos importantes. Com a recusa de Rueda em permanecer para a temporada 2018, o clube efetiva Carpegiani (perfil diferente dos anteriores) e depois outro “estagiário”, Mauricio Barbieri. Finalmente, acaba o ano com Dorival Jr, treinador cujo título mais relevante foi a Copa do Brasil com o Santos de Neymar e Ganso.

Nesse triênio 2016-2018, a grande percepção é de que o Flamengo tinha times para ir além. Embora jogasse bem e tivesse chances claras de vencer os jogos decisivos, algo acontecia e o time, efetivamente, sucumbia. Assim, nos restou um 3º lugar no Brasileiro 2016, dois vice-campeonatos em 2017 (Copa do Brasil e Sulamericana) e um vice-campeonato do Brasileiro 2017.

***

Com o discurso de “trazer o futebol do Flamengo de volta ao seu devido lugar”, Rodolfo Landim é eleito Presidente do Flamengo para o triênio 2019-2021 e aposta em Abel Braga, treinador dito “cascudo” e, portanto, capaz de resolver o problema da queda de desempenho em jogos decisivos. Com o elenco bem mais encorpardo que o do triênio anterior, entende-se que é apenas questão de tempo até que o Flamengo conquiste as tão sonhadas taças.

A bem da verdade, os resultados vinham condizentes com o plano: campeão carioca com domínio do adversário nos dois jogos da decisão, classificação assegurada às oitavas da Libertadores e vitória fora de casa na ida da Copa da Brasil. Se tivéssemos vencido o Atlético MG no último sábado, estaríamos em 3º no Brasileirão, há uma vitória da liderança. Mas aí veio a Flamengada...

Há uma certa distorção nos debates sobre o jogo: a grande questão não é a derrota em si, mas como ela se deu: é uma situação extremamente vexatória você vencer o jogo de ida por 2x0, abrir 1x0 na volta e perder a classificação tomando 4 gols nessa mesma partida (Copa do Brasil 2014). Da mesma forma, é ridicularmente absurda uma derrota para um time com 10 homens o segundo tempo inteiro, dando de graça dois gols para eles e insistindo nos cruzamentos para a área, em um desespero comum aos times sem qualquer repertório ofensivo. No Campeonato Brasileiro, você não pode perder a chance de trazer uma vitória fora de casa, ainda mais frente a times que estarão na primeira página da tabela.

Não que os sinais não estivessem lá... Flertamos com a eliminação na Libertadores na derrota para a LDU, jogo em que o empate era nosso, controlávamos e íamos para o intervalo com a vitória parcial, até que entregamos o gol de empate. Depois, cansamos de perder gols e vimos o Peñarol quase repetir o ocorrido na Libertadores 2017. No Brasileiro, nos contentamos com um empate frente ao São Paulo lá, em outro jogo que estávamos na frente e tivemos chances de garantir a vitória. 

Enfim, agora há uma grande dúvida no plano montado pelo futebol do Flamengo na temporada: o pragmático time passa por sua segunda crise no ano e a maior característica do treinador – o tal domínio de grupo, o “jogam por ele” – não mais parece suficiente para bater o nosso principal rival interno, quiçá os desafios internacionais. Os próximos jogos voltarão a ser disputados naqueles climas de instabilidade, típicos dos últimos anos do Flamengo.

Qual será a solução? Como os fracassos da diretoria anterior, no futebol, podem nos ensinar? 
           
Saudações Rubronegras!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Tropeços no Campeonato Brasileiro

Salve, Buteco! Se na Libertadores o Flamengo ficou em primeiro lugar em seu grupo e enfrentará um dos melhores adversários possíveis nas oitavas de final, e se, na Copa do Brasil, a classificação para as quartas de final está bem encaminhada, a campanha no início do Campeonato Brasileiro está muito aquém do esperado. Não se trata apenas dos seis pontos que separam o Mais Querido do líder Palmeiras, mas também de outros números, a começar com os do time titular, que, com aproveitamento pífio, entrou em campo em três partidas e só venceu uma, perdendo as duas como visitante, o que significa que foi o time reserva que somou a maioria (quatro) dos sete pontos conquistados nessas até aqui cinco rodadas disputadas. Foi também o time titular que sofreu cinco dos sete gols tomados até o final da quinta rodada, resultando num inesperado saldo de apenas um mísero gol. No último sábado, os titulares ainda conseguiram tomar um gol e perder para um time que jogou toda a segunda etapa com um atleta a menos. Evidentemente, há algo de muito errado nesse início de campanha no Campeonato Brasileiro, a não ser que o planejamento tenha relegado-o a terceiro plano e essa, digamos, "meta"  não tenha sido devida e transparentemente revelada à Nação Rubro-Negra.

Obviamente, essa pequena disparada do Palmeiras remete a 2018 e, por isso mesmo, preocupa e mereceria reação imediata, o que torna obrigatório perguntar: é possível ao time reagir no Campeonato Brasileiro sob o comando de Abel Braga? A rigor, desde o início do trabalho Abel declarou várias vezes a necessidade de rodar o elenco em dois times, dada a pressão do calendário. Contudo, no Campeonato Brasileiro, os resultados da rodagem entre times A e B, como visto, está bem longe do ideal. Tenho para mim que a Diretoria montou um elenco com vocação para um estilo de jogo oposto ao do estilo do treinador que contratou para comandá-lo. Entretanto, sou forçado a reconhecer que isso não explica tantos tropeços do time titular no Brasileiro, já que, mesmo tendo ocorrido alguns resultados insatisfatórios na Libertadores (0x1 Peñarol/Maracanã e 1x2 LDU/Quito), bem ou mal o time fez um bom primeiro tempo e segurou com um a menos o Peñarol na segunda etapa em Montevidéu (0x0), além de vencer bem o Corinthians no Itaquerão (1x0).

O que causou, então, os resultados negativos contra Atlético/MG e Internacional?

Chama atenção essas duas derrotas terem sucedido partidas muito desgastantes do próprio time titular. Contudo, não acho que o argumento se aplique ao jogo do último sábado, que sucedeu "apenas" a vitória contra o Corinthians no Itaquerão, contexto bem diferente da derrota para o Internacional, quando (1º/5) o desgaste foi bem mais visível ao encerrar uma sequência iniciada com a final do Campeonato Estadual, contra o Vasco da Gama (domingo 21/4), e continuada pela 5ª Rodada do Grupo IV da Libertadores contra a LDU em Quito (24/4) e a estreia no Campeonato Brasileiro, quando o time teve um intenso segundo tempo no Maracanã, virando a partida e vencendo o Cruzeiro (27/4). Foi, portanto, o quarto jogo da sequência sem intervalos, inciada no domingo da semana anterior.

Como se pode ver, descansado ou cansado, a verdade é que o time não vem demonstrando regularidade no Campeonato Brasileiro. O empate do time B com o São Paulo no Morumbi, na minha opinião, aponta um caminho (rodagem do elenco com mais frequência) que talvez pudesse ser mais explorado. Possivelmente a maioria não concordará, mas pergunto-me se Abel não conseguiria trabalhar melhor se não tivesse a pressão de escalar um time titular com os melhores jogadores possíveis, e portanto excessivamente técnico para os seus padrões, e, em vez disso, pudesse dividir os jogadores mais habilidosos em dois times com perfil mais combativo. O que certamente não dará certo é Abel teimando com um time predominantemente leve e técnico para jogar ao seu estilo de contato físico, escanteios curtos, laterais cobrados para a área e jogo aéreo.

Para manter o perfil técnico do time A, uma alternativa possível seria qualificar a comissão técnica com ao menos um auxiliar que efetivamente possa dar um ganho tático ao time; outra, minha preferida, seria trocar o treinador e trazer alguém igualmente experiente, porém com estilo compatível com o do elenco, algo do qual não sei se já se cogita. Mas para isso seria preciso que a Diretoria levasse a sério o critério da compatibilidade entre o perfil do treinador e as características do elenco, o que parece que infelizmente não acontece. Qualquer que seja o caminho a ser adotado, porém, é bom que se lembre: o sistema defensivo precisa ser reforçado em quatro posições (laterais, zaga e segundo volante).

***

Como escrevi anteriormente, o início de disparada do Palmeiras preocupa, inclusive por remeter a 2018, mas a situação ainda está muito longe de se tonar irreversível. Não é apenas a matemática que o diz, mas a própria situação da tabela em 2018, após o término da 12ª Rodada e a paralisação do campeonato para a Copa do Mundo da Rússia:



É bom lembrar que a paralisação para a Copa América em 2019 ocorrerá ao final da 9ª Rodada, mais um fator a demonstrar que nada de definitivo estará consolidado até então. O futuro do Flamengo na competição dependerá, contudo, das decisões que a teimosa Diretoria roxa tomar.

***

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 18 de maio de 2019

Atlético/MG x Flamengo


Campeonato Brasileiro/2019 - Série A - 5ª Rodada

Sábado, 18 de Maio de 2019, as 19:00h (USA ET 18:00h), no Estádio Raimundo Sampaio ou "Independência", em Belo Horizonte/MG.

Atlético/MG: Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Patric; José Welison e Elias; Luan, Cazares e Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana.

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Everton Ribeiro, De Arrascaeta e Bruno Henrique; Gabigol. Técnico: Abel Braga.


Arbitragem: Paulo Roberto Alves Junior (PR), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Ivan Carlos Bohn (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR), bem como pelo Quarto Árbitro Wanderson Alves de Sousa (MG). Analista de Campo: Renato Cardoso da Conceição (MG). Árbitro de Vídeo (VAR): Adriano Milczvski (PR). Assistentes VAR 1 e 2: André Luiz de Freitas Castro (GO) e Fabrício Porfírio de Moura (SP). Supervisor de Protocolo: Antonio Pereira da Silva (GO).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view), Premiere Play (aplicativo) e PFCI (Internacional).


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Vencer, vencer, vencer











Irmãos rubro-negros,





Três jogos, duas vitórias e um empate; classificação assegurada na Taça Libertadores da América, vitória no Campeonato Brasileiro e vitória fora de casa pela Copa do Brasil.

Bela sequência.

A atuação do Flamengo na quarta-feira, longe de ser brilhante, foi eficiente. Muito eficiente. 

E fomos coroados com a merecida vitória. 

Vitória muito importante, com menção honrosa para a torcida do Mengão, que lotou seu espaço no estádio e transmitiu muita energia para o time dentro de campo.

E sem tempo para descanso, pois amanhã teremos jogo pelo Campeonato Brasileiro.

É o momento ideal para obter mais uma vitória, sinalizando a conquista de bons resultados com constância, e consolidar a boa fase do Flamengo.

Flamengo é assim: sempre uma loucura, sempre elevando nossa emoção.

Como diz nosso hino: eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo.

Bela declaração de amor a este clube tão especial e sofrido, cujas vitórias sempre são obtidas com muito suor e raça.

Quanto à amanhã, como sempre, fica registrado nosso lema:

Avante Flamengo!




...




Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.