terça-feira, 27 de junho de 2017

Fora Zé Ricardo? Fora Zé Ricardo!!!!!

SRN, buteco.

 Não adianta, não dá pra fugir do assunto.

É inevitável que, apesar da boa colocação na tabela, haja insatisfação de boa  parte da torcida em relação ao futebol apresentado.

E o alvo, naturalmente, é o treinador.  Geralmente, o técnico é o sacrificado quando um time não decola.

E por vezes, são levados em consideração alguns atenuantes em favor do demitido.

Faltou tempo, o grupo de jogadores é fraco, a estrutura é falha, problemas financeiros, turbulência interna.

Pois bem, Zé Ricardo já tem mais de uma ano de trabalho.

O elenco do Flamengo, mesmo com alguma posição menos bem servida, é considerado um dos melhores do país.

Inaugurado recentemente, o CT, sonho de anos, é de primeiro mundo, equipamentos modernos, instalações novas.

Não se ouve falar de atrasos nos vencimentos dos atletas, obrigação negligenciada durante boa parte da nossa história.

Politicamente, é possível dizer que quase não existe oposição à diretoria, o ambiente é de calmaria, ao menos em comparação a um passado recente.

Com tudo isso em mãos, levando tudo isso em conta, o trabalho é ruim.

Sim, na nossa visão de torcida, sempre achamos que o time pode render mais, e o culpado é sempre o técnico.

Nesse caso, é quase certeza que seja verdade.

Com suas convicções estranhas, sua anti meritocricia, sua visão  tatica limitada, e sua preferencia a lealdade do que qualidade técnica, pssou da hora de deixar o clube.

Fora Zé Ricardo, pois.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

G4, Discurso e Prática

Salve, Buteco! O Mais Querido do Brasil está de volta ao G4 do Campeonato Brasileiro! Só que não falta torcedor reclamando do desempenho do time. Apesar da vitória fora de casa na Fonte Nova contra o Bahia, é evidente que falta de qualidade ao futebol apresentado. O time chegou a tomar sufoco de um adversário mesmo tendo um jogador a mais em campo e produziu muito poucas oportunidades de gol. Observando a escalação com a qual o time entrou em campo ontem, não precisava ser vidente para prever as dificuldades que o time teria na criação de jogadas de gol. O 4-4-2 com Willian Arão e Márcio Araújo como meias internos foi colocado em campo sob o pressuposto de que Diego e Guerrero, mais adiantados, e Everton Ribeiro, que jogou como meia externo pela direita, resolveriam no setor ofensivo. Pela esquerda, Matheus Sávio, dono de um bom passe, está longe de ser um velocista, e então o time que goleou a Chapecoense jogando com dois pontas velozes pelas extremas foi previsivelmente burocrático em um jogo de fraca qualidade técnica. Como consequência até lógica, ontem Guerrero mais uma vez jogou isolado e tentou se virar com as conclusões de média e longa distâncias, e novamente não teve sucesso. Mais um efeito deletério desse modelo tático, especialmente nos jogos fora de casa.

***

Zé Ricardo vem se tornando pródigo em dar explicações muito criativas nas entrevistas pós-jogo para as suas opções de escalação e substituição. Uma delas é que cada adversário enseja uma preparação distinta, e nesse ponto é impossível discordar do nosso treinador, principalmente porque hoje em dia há muitos recursos tecnológicos disponíveis viabilizando o acesso a apresentações dos adversários. O problema começa quando o discurso do treinador se torna abstrato e a realidade dos fatos não lhe dá sustentação na prática. Ontem, por exemplo, o treinador disse que escalou Matheus Sávio porque queria um jogador "de pé trocado" pela esquerda, o que tanto poderia ter ocorrido com Everton Ribeiro, com Berrío sendo mantido no time, em razão de sua boa apresentação na quinta-feira, como também com o próprio Berrío jogando pela esquerda. Qualquer das opções teria dado mais força ofensiva e velocidade ao time. O difícil é entender a aversão do treinador à ideia de dar sequência a quem joga bem e ter tanta condescendência com alguns poucos que sempre jogam mal.

O belo discurso de Zé Ricardo também não explica por que o antigo problema de Rafael Vaz "cuidar" da saída de bola voltou a ocorrer, como sempre com vários erros de passe. Até parece que todos os times têm um primeiro volante velocista, com problema crônico de passes e desempenho ruim nos desarmes, como se estivesse no regulamento do campeonato. Sua saga tentando provar que está certo prossegue inabalável, ao mesmo tempo em que fica cada vez mais evidente a proteção descabida ao seu "homem-de-confiança".

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Acho importante ressalvar que o desempenho de todos os jogadores, inclusive da dupla de volantes que eu também gostaria de ver barrada, melhoraria se a bola fosse melhor trabalhada no meio campo, ou, dito por outras palavras, se houvesse mais qualidade tática na criação de jogadas. Apesar de ser certo que a entrada de outros jogadores arejaria o time, não chegaria ao ponto de solucionar esse problema tático. O Flamengo prossegue sem jogar de forma compacta no setor ofensivo e os jogadores continuam a não se movimentar para dar opções de passe e viabilizar as triangulações, problema recorrente e constantemente apontado nesse espaço.

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Como se vê, a torcida tem razões de sobra para desconfiar do time. A impressão deixada pela atuação na Fonte Nova foi que, apesar do time ter ficado mais agudo com Berrío e Vinícius Jr., o gol salvador (com trocadilho) do colombiano aconteceu em lance isolado, após um erro de finalização de Everton Ribeiro (que mostrou categoria), e que seria muito mais difícil vencer se não houvesse ocorrido a expulsão do zagueiro do Bahia aos trinta minutos do primeiro tempo. É bem verdade que o campeonato, como bem o descreveu Carlos Eduardo Mansur (@carlosemansur) em sua conta no Twitter, caracteriza-se pela proliferação de equipes que abdicam da posse de bola. O Flamengo de Zé Ricardo, sob esse enfoque, não difere do Corinthians de Fábio Carille, e sim pelos 9 (nove) pontos que os separam. O futebol, apesar de igualmente feio, é bem menos eficiente, só que o elenco do Flamengo é indiscutivelmente superior e tudo o que consegue apresentar é um desempenho semelhante ao do modesto Botafogo de Jair Ventura, o qual se classificou para as oitavas-de-final da Libertadores em um grupo igualmente forte, que inclusive contava com dois tradicionais ex-campeões da competição.

A julgar pelas manifestações via imprensa, a Diretoria está satisfeita com Zé Ricardo e seu trabalho, e sua tendência é valorizar uma campanha visivelmente abaixo do potencial do elenco por conta da possibilidade de estar novamente entre os quatro primeiros do campeonato, valendo-se de bordões como "os títulos virão na hora certa" ou "o importante é disputar a Libertadores todos os anos."

Para a Maior Torcida do Mundo, só resta ter muita paciência, principalmente com a maratona que está por vir, já que tende a reduzir o desempenho do time, tanto pela falta de tempo para treinamentos, como também pelo desgaste físico.

A palavra, como sempre, está com vocês, e aguardo a escalação para quarta-feira contra o Santos, na Ilha do Urubu, pela Copa do Brasil.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 25 de junho de 2017

Bahia x Flamengo



Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 10ª Rodada


Bahia: Anderson; Regis Souza, Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Juninho, Matheus Sales e Régis; Allione, Edgar Junio e Zé Rafael. Técnico: Jorginho.

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Rhodolfo, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo e Willian Arão; Everton Ribeiro, Diege Matheus Sávio; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Data, Local e Horário: Domingo, 24 de Junho de 2017, as 18:30h (USA/ET 17:30h), no Estádio Octávio Mangabeira ou "Fonte Nova", em Salvador/BA.

Arbitragem - Igor Junio Benvenuto, auxiliado por Márcio Eustáquio S. Santiago e Celso Luiz da Silva, todos de Federação Mineira de Futebol. Quarto Árbitro: Marcus Vinícius Gomes (MG). Assistentes Adicionais 1 e 2: Emerson de Almeida Ferreira (MG) e Renato Cardoso da Conceição (MG).

 

sábado, 24 de junho de 2017

Torcer Contra?!

Oito de julho de 1992.

Flamengo enfrentava o Santos no Maracanã pela última rodada da fase final do Campeonato Brasileiro enquanto o Vasco recebia o São Paulo em São Januário. As quatro equipes chegavam a esse momento com chances de classificação. Nós precisávamos vencer e torcer para o São Paulo não vencer o Vasco. Já nosso rival tinha que derrotar os paulistas e torcer por um empate no Maracanã. A cronologia daquela noite mostrou o São Paulo classificado durante dez minutos, até o gol do Bebeto na Colina. Por doze minutos, o Vasco teve o gostinho de estar na decisão mas Nélio fez 1 a 0 no Maracanã e, a partir daí, nada do que aconteceu nas duas partidas foi capaz de tirar o Flamengo da final. Num determinado momento, quando os dois placares apontavam 2 a 0 para os mandantes, uma parcela significativa da torcida vascaína começou a gritar "entrega! entrega! entrega!". Uma virada paulista desclassificaria seu maior oponente. Apesar de um breve momento de tensão, nunca nada no Flamengo é tranquilo, chegamos à final contra o Botafogo e o resto é história.


Pedir para entregar um jogo para prejudicar o rival, ainda que eu, particularmente, tenha dificuldades para aceitar, é de razoável compreensão. O que eu não consigo entender mesmo é quem torce para perder para que caia um treinador, que se forcem mudanças no elenco ou qualquer outro motivo. Estava chegando na Ilha na última quinta para assistir a goleada sobre a Chape quando ouvi um cidadão dizendo que estava quase torcendo pro Flamengo perder para que o Zé Ricardo fosse demitido. Me segurei pra não mandá-lo praquele lugar... Na boa, olhem o tamanho da contradição, o rapaz vai ao estádio para torcer contra?! Não cabe na minha cabeça!

E ele não era o único. Durante o dia da partida, o Tozza fez uma enquete no seu Twitter perguntando justamente isso, o que você faria se tivesse certeza de que uma derrota derrubaria o técnico. Com quase cinco mil participantes, praticamente 20% torceria para perder. Sério, essas pessoas torcem pelo Flamengo ou por uma entidade que só funciona da maneira que elas idealizam? Só serve se for como elas querem?

Quer vaiar, quer reclamar, quer xingar? Pode tudo. Cada um reage de uma maneira particular ao que recebe da sua equipe favorita. Agora, quer torcer contra? Vai vestir uma camisa com faixa diagonal, então...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Queremos Mais!






Irmãos rubro-negros,



grande vitória.

Na humildade, grande vitória!

Diego e Guerrero fazendo a diferença.

Mas quem fez mais diferença foi a Ilha do Urubu.

Tremendo estádio, na nossa modéstia, que temos por teto o céu.

O Futebol do Flamengo tem de melhorar muito, muito mesmo, para honrar a Sagrada Camisa Vermelha e Preta.

Valeu pela vitória.

Mas nós queremos muito mais!

Com fé e amor.





...


Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Flamengo x Chapecoense



Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 9ª Rodada

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Réver, Juan e Trauco; Márcio Araújo e Willian Arão; Everton, Diege BerríoGuerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Chapecoense: Jandrei; Apodi, Luiz Otávio, Victor Ramos e Reinaldo; Andrei Girotto e Luiz Antônio; Rossi, Seijas e Arthur; Wellington Paulista. Técnico: Wagner Mancini.

Data, Local e Horário: Domingo, 14 de Junho de 2017, as 21:00h (USA/ET 20:00h), no Estádio Luso Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Leandro Bizzio Marinho, auxiliado por Danilo Ricardo Simões Manis (FIFA) e Miguel Caetano Ribeiro da Costa, todos da Federação Paulista de Futebol. Quarto Árbitro: Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP). Assistentes Adicionais 1 e 2: José Cláudio Rocha Filho (SP) e Adriano de Assis Miranda (SP). Analista de Campo: Hilton Rodrigues Moutinho.

 

O futebol do Flamengo

Esta, infelizmente, é mais uma postagem com dose de desânimo e tristeza, quando se pensa no futebol do Flamengo e como é tratado dentro do clube nesta gestão. O que não deixa de ser curioso, visto que não lembro de passado recente com o clube de elenco tão reforçado que dá várias opções a comissão técnica. O trabalho de contratações do futebol me parece muito bem realizado em que pese uma avaliação ruim da necessidade de goleiro para substituir o fraco Muralha e uma avaliação demasiadamente otimista em relação aos nossos zagueiros. Setores que sim, mereciam reforços. Ao menos de zagueiro chegou o Rhodolfo.

Mas porque o desânimo e tristeza? Porque o futebol do Flamengo é conduzido sem empenho sério por metas ou títulos. Apenas o "esforço" já basta para passagem de pano, elogios públicos na imprensa e declarações de continuidade que exasperam o torcedor ainda não derrotista e que espera ter no Flamengo um clube vencedor.

Mas como ter um "clube vencedor" se temos um técnico muito aquém do nível mínimo desejável para exercício desta função no clube? Um técnico escolhido sem qualquer experiência e que provou ao longo de 2016 sua incapacidade crônica de "mudar o jogo" e de aproveitar melhor os recursos do elenco uma vez que seu esquema tático e estilo de jogo, uma variação do aplicado pelo Muricy, mas com jogadores melhores e mais entrosados, ficou datado?


É inviável. Hoje os times se estudam demais. Jogadores são exaustivamente analisados por profissionais de apoio ao futebol, que analisam deslocamentos, passes, setores onde jogam mais, onde jogam mais, deficiências e qualidades. Isto é repassado para comissões técnicas que têm o dever de explorar suas deficiências e minimizar suas qualidades quando os enfrentam. E se temos um treinador que "congela" o elenco titular, o esquema tático, e possui uma deficiência tática crônica em leitura de jogo, teremos o Flamengo, por mais "estelar" que o Depto de Futebol faça do elenco, um time medíocre, de segunda página da tabela.


Mas o que fazer? O Departamento de Futebol ainda deu carta branca ao treinador para escolher seu auxiliar. Um profissional experiente? Não, claro. A arrogância é brutal no Zé Ricardo. Escolheu outro tão ou mais inexperiente que ele. Porque ouvir conselhos de alguém já que sabe tudo em tão pouco tempo? Mas não sabe. E isto ninguém diz para ele. O presidente do clube que se arvorou VP de Futebol, paternalista e nada cobrador, gosta do sujeito, gosta dos jogadores perebas e prejudiciais que coloca no time, também gosta do Diretor Executivo de Futebol cuja experiência em clubes de futebol deveria fazê-lo impedir que o Flamengo disputasse Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, etc, com elenco tão forte e experiente, com o técnico sub20 sem visão de jogo e limitado.

Mas não. Rodrigo Caetano lava as mãos. Não é cobrado. Ninguém se lembra dele. Culpam logo "a diretoria". Que, claro, tem sua grande parcela de culpa. Mas o clube contratou Rodrigo Caetano pela sua expertise dentro de um modelo de profissionalismo. Não seriam torcedores, agora dirigentes, que saberiam lidar com este mundo. Mas Rodrigo Caetano, apesar do bom trabalho em contratações, falhou miseravelmente na montagem de um TIME competitivo porque deveria saber que um TIME começa com o técnico à altura do mesmo. Mas lava as mãos. Foge de entrevistas e da responsabilidade. "Não tenho autonomia", costuma às vezes falar por aí, para se eximir e jogar a culpa nos outros. Ora, se não tem autonomia como aceita permanecer no cargo? Sai fora, afinal ele é o Diretor de Futebol. Está no cartão de visitas.

Enfim, hoje o Flamengo joga. E mesmo com os recentes reforços a torcida está preocupada. Sabe que o técnico é paneleiro e insiste com seus jogadores do coração mesmo que não estejam jogando nada. É culpa do Zé Ricardo? Hoje não é mais não. Ele é assim. E se continua atuando no Flamengo é pelo aval da Diretoria de Futebol, do CEO do clube, do EBM e de todo Conselho Gestor. O "core business" do Flamengo não pode ser tratado com este desleixo. Todos são responsáveis.