domingo, 18 de novembro de 2018

Sport Recife x Flamengo


Campeonato Brasileiro/2018 - Série A - 35ª Rodada

Sport Recife: Mailson; Cláudio Winck, Ernando, Adryelson e Sander (Ronaldo Alves); Marcão Silva e Jair; Gabriel, Michel Bastos e Mateus Gonçalves; Hernane. Técnico: Milton Mendes.

FLAMENGO: César; Léo Duarte, RhodolfoRéver e Renê; Cuéllar e WilliaArão; GeuvânioLucas Paquetá e VitinhoHenrique Dourado. Técnico: Dorival Júnior.

Data, Local e Horário: Domingo, 18 de Novembro de 2018, as 17:00h (USA ET 14:00h), no Estádio Aldermar da Costa Carvalho ou "Ilha do Retiro", em Recife/PE.

Arbitragem: Raphael Claus (FIFA), auxiliado pelos assistentes Danilo Simon Manis (FIFA) e Rogério Pablos Zanardo, além do Quarto Árbitro Fabrício Porfírio de Moura e dos Assistentes Adicionais 1 e 2 Thiago Duarte Peixoto e Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, todos da Federação Paulista de Futebol.

Pendurados: Diego Alves, Cuéllar, Everton Ribeiro, Geuvânio, Piris da Motta e Vitinho.

Transmissão: Rede Globo (todo o Brasil, à exceção de Pernambuco) e GloboPlay (aplicativo), Canal Premiere (TV por assinatura) e Premiere Play (aplicativo).


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Flamengo, o clube mais amado do mundo








Irmãos rubro-negros,




o Clube de Regatas do Flamengo é o mais amado clube do mundo. 

Parabéns, Flamengo!













Te amo, Mengão!


...



Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Flamengo x Santos


Campeonato Brasileiro/2018 - Série A - 34ª Rodada

FLAMENGO: César; Rodinei, Léo Duarte, Réver e Pará; Cuéllar e Rômulo; Everton Ribeiro, Diego e VitinhoUribe. Técnico: Dorival Júnior.

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Kaique Rocha, Gustavo Henrique e Dodô; Alison; Rodrygo (Copete), Arthur Gomes (Renato), Diego Pituca e Bruno Henrique (Copete); Gabriel. Técnico: Cuca.

Data, Local e Horário: Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018, as 17:00h (USA ET 14:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Paulo Roberto Alves Júnior, auxiliado pelos assistentes Luciano Roggenbaum e Luiz Henrique de Souza Santos Renesto, além do Quarto Árbitro João Fábio Machado Bischiliari e dos Assistentes Adicionais 1 e 2 Lucas Paulo Torezin e Fábio Filipus, todos da Federação Paranaense de Futebol.

Pendurados: Diego Alves, Cuéllar, Diego, Everton Ribeiro, Geuvânio, Pará, Piris da Motta, Rodinei e Vitinho.






#FLA123

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Alfarrábios do Melo



“Desastrosa, não. Chegamos na semifinal da Copa do Brasil, passamos de fase na Libertadores, que não vinha acontecendo e estamos brigando pelo Brasileiro. Sou flamenguista e lembro que antes a briga era embaixo.” (Duarte, Léo – 08 de novembro de 2018)

Saudações flamengas a todos.

Não sei qual o nível de catecismo que se pratica dentro da torre de cristal encerrada pelas quatro paredes do ermo Ninho do Urubu. Também nunca fui muito de prestar atenção a entrevistas de jogadores que, garroteadas pelas regras impostas pela postura politicamente correta de um código tácito de ética ou pelo mero “media-training” dos mais abastados, exalam declarações plásticas e anódinas de pouco efeito prático. No entanto, a repetição “ad nauseam” de platitudes como as desferidas pelo zagueiro Léo Duarte na antevéspera do vexame protagonizado no Engenhão (em que um time omisso, apático e frouxo tangenciou a perspectiva de sofrer uma goleada histórica), usualmente eivadas de auto-indulgência, conformismo, resignação e inaceitável familiaridade com a prática de se deleitar no fétido lodaçal em que se emporcalham os derrotados, não deixa de chamar indignada atenção para a mais absoluta desconexão entre o estranho CR Flamengo de hoje e os anseios e expectativas de sua gente.

Os alienados petardos expelidos pelo talentoso zagueiro evocam antigos subterfúgios entoados de forma quase dogmática pela entourage que, há seis anos, recebeu a incumbência de resgatar a dignidade de uma instituição solapada por anos e anos de administrações infelizes. Nas palavras do ilustre Duarte, ecoam-se, de forma subliminar e algo sutil, ou nem tanto, surrados bordões, como: “quem reclama quer a Patrícia de volta”, “mudamos de patamar”, “quando a bola entrar ninguém vai segurar”, entre outras direcionadas manifestações de uma conveniente fé.

Conveniente, visto que alude a espectros de uma percepção geral que se pretende transmudar qualquer elemento do passado mais recente do CR Flamengo em algo deplorável, ultrajante, indigno de qualquer cotejo com as práticas “modernas”, “sofisticadas” e, principalmente, “profissionais” dos eleitos a “salvar o Flamengo” de seus deletérios dirigentes pretéritos.

Pouparei a nós todos de pontuar que o Flamengo realmente subiu de patamar administrativo, que o trabalho de resgate foi fantástico, e blá, blá, blá. Qual o saudoso Odorico, sairei desses entretantos e migrarei logo para os finalmentes.

E nesses finalmentes os convido a imaginar o que o dileto Léo Duarte, ou qualquer membro deste Flamengo de hoje, diria ao ser confrontado com alguns cestos de resultados que a seguir serão apresentados.

Vamos ao primeiro:

“Quartas-de-final da Libertadores. Quarto lugar no Brasileiro. Quartas-de-final da Copa do Brasil. Campeão Estadual invicto”

Se o atingimento das Oitavas da Libertadores é tão celebrado no discurso atual, chegar às Quartas teria um efeito quase que de bálsamo, é de se concluir. E fico a pensar, diante de um trabalho que festeja um sexto lugar de Brasileiro, o que aconteceria diante de uma quarta colocação. Ocorreu-me imaginar a execução de uma animada volta olímpica.

Próximo pacote:

“Quartas-de-final da Libertadores. Final de Torneio Continental. Fase semifinal do Brasileiro. Semifinal da Copa do Brasil”

Pois. Mais um pacote bastante atrativo, na régua de avaliação de resultados da atual Diretoria. Quartas da Libertadores (com o adicional de ter sido eliminado pelo campeão). Finalista de um torneio sul-americano. E classificações “de protagonista” em competições nacionais, algo que, como se depreende das palavras do Sr. Duarte, é bastante valorizado pelo trabalho atual. Pode-se, portanto, inferir que os “donos do destino” do Flamengo apreciariam com certo gáudio encerrar uma temporada com tal coleta de êxitos. Haja bônus.

Encerro com uma derradeira coleção, para não tornar a brincadeira cansativa. Aí vai.

“Final de Torneio Continental. Final de Copa do Brasil. Semifinal de Brasileiro. Outras duas vezes semifinalista de Copa do Brasil. Campeão Estadual invicto. Final de Torneio Rio-São Paulo.”

Não é difícil imaginar o nível de entusiasmo com que esse conjunto de realizações seria tratado pelos paredros flamengos de hoje, haja vista o descomunal esforço de transformar em positiva a frustrante temporada de 2017.

Muito bem. Se vislumbrarmos que cada pacote de resultados aqui citado foi amealhado, cada um, ao longo de períodos de um a três anos, podemos, não sem certa razão, assumir que se trataram de momentos em que o clube desfrutou de certo protagonismo. Afinal, e sempre harmonizando-nos com a linha de pensamento azul-rosada, torna-se necessário manter a coerência.

Os mais sagazes certamente já terão percebido que os conjuntos de resultados aqui estampados se reportam, respectivamente, aos anos de 2010-2011, 1993 e ao período 1995-1997. Ou, em linguagem mais direta, aos “êxitos” enfeixados quando o clube estava sob o comando de Patrícia Amorim, Luís Augusto Velloso e Kléber Leite. Nomes que, fora de períodos eleitorais, costumam emular incontida repulsa dos arautos do “novo”.

O que não deixa de suscitar certa confusão. Pois, a despeito de terem (com inteira justiça, diga-se) entrado para a história como administrações lastimáveis, apresentaram resultados esportivos equivalentes ou melhores do que os deste "Flamengo de notáveis" de respostas prontas e unidimensionais.

O Flamengo já viveu outros momentos difíceis em sua história. Eras de escassez. Épocas de dor, sofrimento, derrota. Não é, especificamente, a falta de resultados expressivos a principal fonte de indignação, irritação. O que entorpece a um rubro furor de cólera, o que nos faz rebentar em caudais impropérios de fúria, é a cínica tranquilidade com que este Flamengo de hoje se atira à prática de se irmanar em inarredável comunhão com os preceitos da derrota. De dardejar alegremente subterfúgios e respostas prontas, de enlaçar números e os dispor da maneira mais adequada às teorias do momento, de repetir sempre as mesmas e mesmas práticas com o fito de, algum dia, pretensamente demonstrar o êxito de suas certezas.

Mais do que perder, o que incomoda nesse Flamengo de hoje é saber perder.

* Em tempo: assumindo que as recentes declarações do volante Cuellar, exprimindo inconformismo e indignação, são sinceras e espontâneas, há que se reconhecer talvez um sopro de vida nesse elenco letárgico. Que disso emerja, a partir de 2019, algo mais compatível com aquilo que todos nós ansiamos ver representado dentro de campo. Onze jogadores honrando o mais caro dos lemas flamengos: "Tua Glória é Lutar". Frase que hoje soa tão etérea e distante quanto os longínquos anos de ouro que muitos ainda insistem em evocar.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

O custo Banana de Melo


SRN, Buteco.

Certa vez um avião caiu numa ilha isolada no meio do mar.

Com muito esforço, o piloto conseguiu sair dos destroços .

Então, ao adentrar a mata, se vê cercado por uma tribo de índios hostis, que começa a lhe perseguir.

Corre daqui, corre de lá, e finalmente ele se vê cercado de um lado por um despenhadeiro gigante e por outro dos selvagens.

Exausto, ele exclama “Meu Deus, agora estou f.....”.

Nesse momento, abre-se um clarão no céu e se escuta uma voz potente “ Meu filho, pegue aquela pedra grande ali e jogue na cabeça daquele índio maior”

O piloto imediatamente cumpre a ordem divina, e o índio cai morto.

Ato continuo, os outros índios ficam muito mais furiosos e agressivos com a morte do chefe.

O clarão vai se apagando,e , antes de se extinguir, a voz dos céus diz “ AGORA sim você está f.....”

Nós já passamos por Luiz Augusto Veloso, Kleber Leite, Gilberto Cardoso Filho, Edmundo Santos Silva, Patricia Amorim.
..
Achávamos que estávamos preparados para tudo e que nada de pior poderia acontecer.

Até conhecermos Banana de Melo.

Banana de Melo usou o clube para fins pessoais, fazendo campanha politica nas embaixadas e usando o nome do Flamengo em prol da comprovação de uma inexistente competência.

Banana de Melo transformou o Flamengo em uma espécia de plano de aposentadoria de jogadores.

Em um passado não muito remoto, houve casos de jogadores jogando de evidente má vontade, se arrastando em campo.A justificativa eram atrasos de salarios e condições adversas de trabalho.

O Flamengo de Banana de Melo PAGA regiamente e em dia para um bando de perdedores desfilar a sua falta de vergonha na cara em campo, duas vezes por semana.

Banana de Melo  transformou o Flamengo numa  massa amorfa, incapaz de sentir qualquer emoção.

Aceitam a derrota como se fosse uma parte do cotidiano, como almoçar ou tomar banho.

Esse é o custo Banana de Melo.

Esse é o seu legado a história do clube.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O Que Resta em 2018


Salve, Buteco! Desde 2015, primeiro ano das duas gestões Bandeira no qual o Flamengo em algum momento despertou em sua torcida a esperança de ser campeão brasileiro, a reta final do campeonato caracterizou-se pelo desempenho fraco e decepcionante do time, que invariavelmente foi se esfarelando à medida em que a pressão aumentou. 2018, pelo jeito, não fugirá do padrão. A diferença, desta vez, está no tamanho da decepção, afinal de contas, o time liderou o campeonato por várias rodadas e tem o melhor elenco dos quase seis anos de gestão, porém foi se apequenando a cada jogo decisivo, consolidando um perfil perdedor cuja característica predominante é a fraqueza em momentos decisivos, especialmente diante de qualquer rival que adote uma postura firme e decidida.

O discurso passador de pano é adaptado a cada contexto: em 2015 o problema esteve nos verdes egoístas e malvadões, raivosa oposição que maquiavelicamente aproveitou-se do ano eleitoral para inviabilizar a administração do futebol. Coitado do pobre presidente, que se sacrificou pelo clube e era vítima de críticas tão injustas. Em 2016 o problema esteve na falta de tempo para treinamento e nas constantes viagens. Ademais, há quanto tempo o Flamengo não terminava um Brasileiro na 3ª posição? O promissor e talentoso Zé Ricardo, formado na base e verdadeiro "Ó do Borogodó", teria tempo para preparar o time para disputar tudo e ganhar em 2017, o tão aguardado Ano Mágico, o qual, por sua vez, não se confirmou como tal por causa do maldito calendário e também por pura obra do acaso em eventos como a contusão de Diego e a derrota nos acréscimos em Buenos Aires (Libertadores), onde, nas palavras de Zé Ricardo, as substituições foram corretas e nada de diferente poderia ter sido feito.

Desconfio que em 2018 a culpa será distribuída entre o Rueda, o Carpegiani, o Caetano, o Barbieri e o Diego Alves, e talvez sobre até para São Judas Tadeu. A única certeza que podemos ter é que a culpa jamais será de quem foi fisiologista e/ou tomou todas as decisões erradas possíveis em nível de planejamento e execução.

***

Resta ao Flamengo tentar se classificar para a fase de grupos da Libertadores/2019, o que há algumas rodadas atrás era considerado favas contadas. Mas lembrem-se que nada é tão ruim que não possa piorar, especialmente diante da nítida queda de rendimento nas últimas rodadas. Terminar o campeonato abaixo da 4ª posição seria uma tragédia esportiva porque a primeira das três fases (ou "Pré-Libertadores") que antecedem a fase de grupos já começa na última semana de janeiro (dia 22). Quando menos, o Flamengo entraria na segunda fase, que começa no início de fevereiro (5), o que obrigaria a atual Diretoria a planejar 2019 e montar o elenco, praticamente selando o destino do primeiro ano da (provavelmente) nova direção que assumirá em janeiro.

Os rivais na disputa pela vaga no G4 são Internacional, Grêmio e São Paulo. Os colorados demonstram irregularidade semelhante à rubro-negra, porém têm uma tabela inegavelmente mais favorável, especialmente jogando em casa, onde têm o melhor desempenho do campeonato. O tricolor gaúcho vem subindo de produção após passar a disputar apenas o Brasileiro e o tricolor paulista parece ser o pior do quarteto, o que de forma alguma pode animar a Nação Rubro-Negra, haja vista a fraqueza de espírito da nossa Diretoria e do elenco. Eis o que a tabela nos reserva:

34ª Rodada: Flamengo x Santos (Maracanã), São Paulo x Grêmio (Morumbi) e Internacional x América/MG (Beira-Rio).
35ª Rodada: Botafogo x Internacional (Engenhão), São Paulo x Cruzeiro (Morumbi), Sport Recife x Flamengo (Ilha do Retiro) e Grêmio x Chapecoense (Arena do Grêmio).
36ª Rodada: Internacional x Atlético/MG (Beira-Rio), Flamengo x Grêmio (Maracanã) e Vasco da Gama x São Paulo (São Januário).
37ª Rodada: Cruzeiro x Flamengo (Mineirão), Vitória x Grêmio (Barradão), Internacional x Fluminense (Beira-Rio) e São Paulo x Sport Recife (Morumbi).
38ª Rodada:  Paraná x Internacional (Vila Capanema), Chapecoense x São Paulo (Arena Condá), Flamengo x Atlético/PR (Maracanã) e Grêmio x Corinthians (Arena do Grêmio).

Apenas o Grêmio, na minha opinião o mais forte dos concorrentes, jogará mais vezes como visitante do que como mandante, e duas vezes em confrontos diretos, no Maracanã e no Morumbi, partidas que obviamente terão peso decisivo. Por outro lado, Cruzeiro e Sport Recife serão o fiel da balança para Flamengo e São Paulo. Na teoria, a situação do Flamengo é pior, pois jogará em casa apenas contra adversários difíceis e motivados, dentre eles o mais forte dos concorrentes, e fora de casa contra Sport e Cruzeiro. Para quem é supersticioso, o próximo jogo, contra o Santos, está marcado para o dia do aniversário do clube.

O futebol já é normalmente um esporte de difícil prognóstico, característica que aumenta com variáveis como disputa de título, vaga no G4 e fuga do rebaixamento. De qualquer modo, o Flamengo parece ter a tabela mais complicada, fator de preocupação diante da ausência de vitória do time nas últimas três rodadas, caracterizadas por confrontos mais tensos. Qual será a postura do time nesses cinco últimos jogos?

***

A palavra, como sempre, está com vocês. Mandem seus palpites e prognósticos.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 11 de novembro de 2018

O triunvirato do fracasso

@alextriplex

Escrever após derrotas não é o melhor dos remédios para quem já vivenciou derrotas muito piores, mas que doeram menos. Sim, sempre perdemos jogos, faz parte de um esporte em que quem faz mais gols é o melhor, sempre. Mas a forma como perdemos é que se diferencia do que - tragicamente - nos acostumamos a acompanhar. E aí entra parte dessa torcida, que se preocupa com os seguintes itens (se você se inclui, pode xingar, I don´t care):

1 - Idolatrar e pedir camisa dos portadores dos números 5 e 21, por exemplo;

2 - Ter uma capa de celular amarela, roxa ou rosa para combinar com a cor da chuteira do "homão da porra" (ontem, por exemplo, NOSSO CAMISA 10 entrou com uma chuteira ROSA. Nem a minha filha tem um calçado rosa). Mas o importante é combinar, pois vai que na hora do pênalti, quando a FlaSelfie toda esquece do lance para filmar, aparece a capa do celular em primeiro plano, e a chuteira colorida em segundo. Seria um belo registro, pois não? Depois, é só pegar o celular e fazer algo com ele e a própria bunda.

3 - Cantar músicas argentinas e copiadas dos gambás. PORRA, nós temos o Mantra mais apavorante de todos, e nego ainda INSISTE em puxar musiquinhas que só quem escreveu sabe? Parabéns aos envolvidos, mas não deveria existir evolução nesse quesito. Torcedor que se preza canta as músicas da década de 70/80, e esquece das composições cosplays de Biafras, Guilherme Arantes e MC Guimes (sem desmerecer tão louváveis personagens).

Parte do triunvirato criticada, vamos a quem realmente é o dono da desgraça:

1 - Os jogadores: Não faz muito tempo. Eu participei de um festival de cervejas aqui em Curitiba, e fui à sede social do Paraná Clube para ver onde faríamos a feira, mais precisamente na quadra de futsal. Vinham lá uns 10 moleques, máximo 14 anos, jogadores da base. NENHUM tinha chuteira preta. Todos de brinco e gel no cabelo. Todos com pose de superstar. Vos parece familiar essa descrição? Volto a frisar: nosso camisa 10 usava uma chuteira rosa ontem. Que fosse amarela, azul, seja lá o que for. Mas se eu entro em campo com minha chuteira preta com um furo na ponta, na primeira dividida eu vou rasgando.

2 - A postura: Me incomoda o festival de erros, claro. Mas vejam o César - que não é o meu titular - no intervalo do jogo, quase que dizendo "errei, dei mole". Postura de homem, sem medo de agradar ou desagradar. Aí vem a primadona, ao final do jogo, com aquelas palavras escritas por algum aspone e decoradas ao pé da letra. Cansei desse papel de bom mocinho dos Revers e Diegos da vida. Quero jogador cuspindo fogo, dizendo "nós vai virar essa porra" pra Karen Duarte, e VIRANDO ESSA PORRA. Chega desse comportamento de igreja, chega dessa postura boiola que dá margem pro Dudu vir no Maracanã e se limpar na cortina. O Flamengo não precisa desse tipo de gente. Nós somos um clube do povo, da rua, e não da sétima-congregação-do-bom-mocismo-atenuante.

3 - Meritocracia: Uma única pergunta. Simples, respondam se quiserem. Fosse você o Diego Alves, vendo o camisa 5, o camisa 21, o camisa 10 com chuteira rosa, DONOS DO TIME. E você, que pegou pênalti até do Papa sendo barrado por um treinador que adora treta, você pensaria "no clube"?
Eu não. Isso é sangue no olho, e podem dizer que o Diego Alves tem desvio de caráter ou de comportamento. Mas é EXATAMENTE ISSO que precisamos dentro de campo. E quem não aguenta, quem não sabe brincar, que vá soltar pipa pela janela do quarto.

E, por fim, a diretoria.

1 - (Tópico único): Somos um clube são hoje? Sim. Mas são e sem. Sem títulos, sem sangue no olho, sem a verve que sempre tivemos. Somos um elenco que executa o bundamolismo todo jogo. Que não dignifica o Manto Sagrado, que nos faz ter vergonha, em muitos momentos, para não adjetivar outras questões. E a responsa é de quem vem de cima. Nos falta um Márcio braga chutando o vestiário, um Carlos Alberto Silva metendo a porrada em jogador antes do coletivo, nos falta a vontade de vencer de outrora. E a culpa é de todos. Principalmente de quem passa a mão na cabeça dessa gente. Portanto, conselho de amigo: deixem o futebol pra quem gosta de pelada. Já deu pro gasto essa falta de sangue nas veias do elenco. E já deu pro gasto o festival de entrevistas "pau na mesa #sqn".

Para encerrar, proponho um exercício que os levará à irritação suprema: somem os 4 pontos deixados com a vasca, mais os 3 deixados ontem. SOMEM os 7 aos pontos que temos na tabela.

Concluo: um time que perde 7 pontos para times dessa categoria, sem contar o América-MG e Ceará, NÃO MERECE ser campeão.

Simples assim.  Durmam com isso. É o que nos resta até o final de 2019.

Eu to muito puto. E quero limpa de A a Z nesse Flamengo que não é o meu.

É o seu?