sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A Grande Decisão da Copa do Brasil






Irmãos rubro-negros,



o Flamengo decide a Copa do Brasil semana que vem.

Jogo dificílimo, na casa do adversário.

Apesar das dificuldades, tenho total confiança no Flamengo.

Nosso time é forte, nossa camisa é o Manto Sagrado e nossa torcida, no Mineirão e espalhada pelo mundo, jogará junto com o time.

Nosso técnico é Reinaldo Rueda, experiente e que tem noção da grandeza do Flamengo e da importância de todos se superarem em busca desse objetivo histórico.

Sem mais delongas, amigos, porque, acredito e repito, o momento é de falar pouco.

Fé e amor, amigos.

Avante Flamengo!





...



Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Flamengo 4 x 0 Chapecoense - Uma atuação de gala

Sim, eu e você sabemos que a Chapecoense não é exatamente um adversário de peso. Em que pese alguns jogadores serem até razoáveis. Mas o Flamengo fez uma grande atuação. De raça, de vontade, de busca do resultado do início ao fim. Sem aquele comportamento doentio de jogar um tempo na vontade e outro esperando o jogo acabar. Flamengo foi impetuoso, atuando decentemente em decisão. O esporro do Rueda baseado na percepção, comum a todos, que dirigia um time sem brios deu resultado. O time respondeu. E a alma do Flamengo, que nos acostumamos a ver no passado e raramente no presente, finalmente entrou em campo depois de um longo inverno em que eliminações vexatórias e decisões disputadas em clima blasé eram a tônica.

Um primeiro tempo com uma arbitragem confusa. Ao mesmo tempo em que foi corajosa ao validar o gol do Cuellar, em um lance que bandeirinha chegou a acenar impedimento de Guerrero no lance, passou depois a ignorar penalti, segundos cartões do adversário e mesmo uma bola na mão do goleiro fora da área, que deveria ser expulso. Mas o Flamengo jogou bem. Com uma atuação soberba de Cuellar, sendo o dono do meio de campo, o time foi bem na parte decisiva e na saída de bola, contando também com mais uma boa performance do Arão. Juan, soberbo, elegante, na zaga, sobrou no jogo, junto com Guerrero, em um trabalho tático simplesmente espetacular. 

Os gols deram a impressão de vir facilmente, mas o time da Chape dificultava a armação das jogadas com seguidas faltas. Arão marcou o segundo gol em bom passe de Guerrero e o primeiro tempo terminou em 2 x 0. Fiquei temoroso de entrar em campo Marcio Araujo, conforme ameaçou a transmissão da Fox, em substituição ao Arão que tinha levado uma pancada.

Mas veio o segundo tempo, sem o ser amaldiçoado em campo, presente em todas eliminações vexatórias. Já deu uma sensação de alívio. E o Flamengo voltou com a mesma postura. Competitivo, forte. Deu gosto de ver. E, em um lance de escanteio, Guerrero deu uma cabeçada certeira, o goleiro fez defesa milagrosa, mas Juan se antecipou e merecidamente fez o gol, coroando a ótima atuação. 

Rueda colocou Gabriel, depois Paquetá, e o time manteve a pegada. Mostrando foco como equipe. Ao final Paquetá em excelente passe do Everton Ribeiro fez mais um gol. Flamengo 4 x 0. Merecido. 

Parece estar nas pontas dos cascos para a grande decisão contra o Cruzeiro semana que vem. Que esteja. Só assim sairemos vitoriosos de lá.






quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Flamengo x Chapecoense


Copa Sul-Americana 2017 - Oitavas-de-Final - 1º Jogo (Volta)

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Réver, Juan e Trauco; Cuéllar e Willian Arão; Berrío, Diego e Everton Ribeiro; Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.

Chapecoense: Jandrei; Apodi, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Diego Renan; Moisés Ribeiro, Lucas Marques e Lucas Mineiro; 
Alan Ruschel, Wellington Paulista e Arthur. Técnico: Emerson Cris (interino).

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017, as 19:15h (USA/ET 18:15h), no Estádio Luso-Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Michael Espinoza, auxiliado por Stephen Atoche e Michael Orue, trio do Peru.

 

Alfarrábios do Melo

Homenagem ao rubro-negro Marcelo Rezende, que nos deixou semana passada.

* * *

“Este é um jogo que ninguém – lá da arquibancada, pela tevê ou rádio – viu, ouviu ou assistiu.

Começa a partida. O Flamengo parte para a primeira falta, prometida por Tita: um pontapé no joelho de Jorge Valença. Éder corre. Nunes também.

- Calma – diz Nunes – que aqui é Maracanã e te meto porrada.

São três minutos e o Atlético desce para o ataque. Júnior acerta a perna de Chicão, que retruca:

- Não avança não, filho da p..., que eu vou te pegar.

Nunes passa perto de Osmar para lembrar-lhe “daquela palhaçada do Mineirão” e prometer vingança. Agora são 7 minutos. Osmar avança e João Leite grita desesperado: “Volta, pelo amor de Deus!” A bola é lançada para Nunes e João Leite abandona o gol berrando para assustar o atacante. Esforço inútil: Nunes toca para as redes e sai gritando um palavrão. Agora é o Galo que ataca e, num chute de Reinaldo, empata o jogo. É a vez de Carpegiani se desesperar:

- Onde está a cobertura dessa merda?

Júnior balança a cabeça. Raul incentiva e protesta:

- Aqui não tem homem? Isso não é gol que se tome. Vamos entrar firme, dar porrada. Cadê os homens?

Corre a partida. Chicão manda por na roda, Chicão pega Zico, que reage:

- Olha aqui, se me pegar de novo eu te quebro. Vai pra p...

Chicão coloca o dedo na cara de Zico:

- Sossega, guri.

O Fla está acuado. Quarenta minutos. Nunes pega Luisinho – o zagueiro será substituído no segundo tempo por causa dessa entrada na perna. Falta de Valença em Tita. Chicão chama Valença para a área, enquanto Osmar pede a atenção de Cerezo na marcação de Zico. Mas o Galinho aparece na área e, de virada, faz 2 x 1.

Começa o segundo tempo e Osmar acena para o banco, sai. Aos 16 minutos, Raul pega uma bola nos pés de Palhinha, que toca de leve com a bola na cabeça do goleiro:

- O juiz tá prejudicando a gente. Segura teu pessoal senão o jogo mela.

Raul:

- Isso é guerra. Adoro você mas não entro nessa catimba.

Outro gol de Reinaldo – machucado, capenga, ele empata o jogo. Instala-se uma crise na defesa do Flamengo. Um xinga o outro, Zico grita:

- Agora vamos ganhar. Quero um time de macho. Nessa porra mando eu.

O time avança. Zico grita com Júlio César para marcar, ordena que Adílio seja mais rápido. Reinaldo cai em campo – sente o músculo, faz cera, xinga a mãe do juiz.

José de Assis Aragão revida:

Quebro a cara desse moleque. Tá expulso!

Do túnel, Reinaldo adverte:

- Cuidado, vai ser gol! Faz a falta em Nunes. Mata ele, Silvestre!

Nunes invade, Silvestre hesita. João Leite grita:

- Quebra ele, pega firme!

Gol de Nunes, o gol do título. Em seguida, Chicão é expulso. Palhinha, também:

- Tá satisfeito, seu juiz de merda? Você queria o Flamengo, não é mesmo?

Nunes ri:

- Calma, garotada, que agora é que a festa vai começar.

Zico emenda:


- Vai tomar seu banhinho lá dentro e deixa o campeão dar seu baile.”

* * *



Por Marcelo Rezende, publicada na Revista Placar nº 527, e republicada na Edição Especial nº 1204, da mesma revista.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Velhos Hábitos

SRN,Buteco.

Certa vez um sujeito, cansado da rotina diária, resolveu chutar o balde. Abandonou mulher e filhos,deixou de lado o emprego maçante e sumiu sem dar notícias.

Alguns anos depois alguém que o conhecia o encontrou num canto do país.

Estava casado e tinha filhos,e trabalhava numa função semelhante à que exercia antes de desaparecer.

Velhos hábitos são difíceis de abandonar .

Estamos já a algum tempo vivendo uma época de fartura no Flamengo. Contas em dias e dinheiro para investir.

 Bons jogadores novamente procuram,projetam,desejam jogar no clube. Dentro de campo, porém,o time não reflete o nível se excelência atingido em outras áreas.

Tenho uma teoria simplista a respeito desse assunto: cada setor do clube se comporta e evolui de acordo com quem o comanda.

Todos os setores do clube ,ou a grande maioria ,é gerida por gente da iniciativa privada. Foram formados e educados profissionalmente em ambiente de cobrança, de competição, de resultados. De dar resultado pra ontem e da maior magnitude possível.

O ponto fora da curva é o carro chefe.O futebol do clube tem em seu comando um dirigente oriundo da administração pública.  Onde pontificam a estabilidade, onde as relações pessoais as vezes influenciam na tomada de decisões, onde impera a lei da procrastinação.

 Diferente dos outros setores, onde se vê evolução, o futebol como departamento é gerido na base só companheirismo, só protecionismo.

O mau rendimento é relativizado, a falta de esforço é ignorada,a incompetência é protegida.  Isso em prol de uma suposta união entre seus membros, que são blindados de críticas e cada ação que os desagrade é combatida e repelida com uma disposição que não se vê em campo.

O novo treinador chegou, viu o que acontece,e já disse com todas as letras que falta disposição ao grupo.
A partir daí, já começa a ser minado nos bastidores, como vimos nos dois últimos jogos.

E assim se repetem velhos hábitos.

 E vamos colecionando eliminações em torneios importantes e títulos estaduais ...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Uma Semana e Meia

Salve, Buteco! O Mais Querido venceu o Sport por 2x0 ontem na Ilha do Urubu, mas a atuação esteve longe de agradar a torcida. Paolo Guerrero, em entrevista pós-jogo concedida ainda no gramado, disse com todas as letras que o time está com a cabeça na final do dia 27, contra o Cruzeiro no Mineirão. A atuação foi fraca, apática e o time se limitou a administrar o resultado. Meu palpite, considerando meus mais de quarenta anos como torcedor, é que também há por parte de vários jogadores o receio de se contundir antes do dia 27. Aconteceu com Renê e Everton, enquanto Willian Arão saiu acusando um incômodo na musculatura pubiana, segundo a reportagem do Premiere Sportv. Rueda certamente sentiu que o clima ficou desfavorável após a derrota para o Botafogo e se viu na necessidade de manter a espinha dorsal do time, com Willian Arão, Diego e Guerrero, ainda que se poupando e administrando o placar. Felizmente ninguém se contundiu, porém confesso que temi pelo pior, especialmente pelos dois primeiros.

Estamos no final do terceiro trimestre do ano e os jogadores sentem o peso das competições simultâneas. O elenco, forte no papel e concebido para suportar o desgaste, tem se revelado desnivelado na prática, o que obriga à utilização dos melhores jogadores em proporção um pouco maior do que a desejável e, uma vez ou outra, daqueles que a torcida gostaria há tempos de ver longe do clube.

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A história do jogo teve pontos de coincidência em ambas as etapas, quando o Flamengo imprimiu um ritmo um pouco mais forte nos quinze primeiros minutos, chegando assim, no primeiro tempo, a abrir o placar e depois administrar o resultado, descendo para o intervalo sem ser incomodado pelo Sport. Porém, após a mesma pressão no início do segundo tempo, o Sport adiantou sua marcação e incomodou com dois a três lances de perigo, sempre pelo setor esquerdo da nossa defesa, num deles obrigando o Muralha a praticar difícil defesa. Burocrático e acomodado, o Flamengo criava situações de gol quando empregava um mínimo de esforço dentro de campo, o que infelizmente ocorreu de forma apenas esporádica. O jogo começava a tomar contornos perigosos quando o time encaixou um contra-ataque e Berrío cruzou para Everton Ribeiro dar números finais à partida.

Os três pontos são muito bem vindos.

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Como sempre, não faltou coragem pra Diego, que chamou o jogo pra si, porém teve uma atuação individual muito fraca, errando praticamente todos os lances. Pior de tudo foram as faltas violentas que sofreu sob o complacente olhar do árbitro paulista. Já Everton Ribeiro, apesar de ter mostrado em alguns lances que não está na plenitude de sua forma física, esforçou-se bastante e exibiu grande qualidade com passes e jogadas importantes, sendo merecidamente coroado com o segundo gol. Ao contrário desses dois importantíssimos jogadores do elenco, outros, com muito tempo no clube, como Márcio Araújo e Gabriel, poderiam ter mostrado ao menos mais vibração, até porque não vêm jogando com tanta frequência. O volante, no segundo tempo, parecia fazer uma caminhada matinal na vizinhança de sua residência, tamanha a acomodação.

Preocupa a falta de disposição de jogadores que, em tese, deveriam ter motivação para disputar posição no time titular.

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Por outro lado, considero compreensível o receio de contusões às vésperas de dois jogos decisivos e por isso o time tentar administrar as partidas, desde que não chegue ao ponto de tomar pressão de adversário com um jogador a menos, como ocorreu ontem após a expulsão de Patrick, do Sport Recife. Se não chegou a ter contornos dramáticos, o jogo começava a ficar mais complicado do que o necessário. Eu não esperava futebol bonito e minha expectativa para a partida era bastante baixa, mas não precisava chegar a esse ponto.

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A tendência é de um outubro de recuperação e afirmação do Flamengo no G4, eis que, classificando-se, o Flamengo só deverá voltar a jogar pela Sula no final do mês. Vejam o calendário da competição, divulgado ano passado:


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Antes disso, temos à frente uma semana e meia com dois confrontos decisivos: Chapecoense na Ilha pelas oitavas da Sula (jogo de volta) e Cruzeiro no Mineirão na finalíssima da Copa do Brasil. Entre esses dois jogos, pegaremos sábado o Avaí na Ilha pelo Campeonato Brasileiro. Comentava ontem durante a partida com os estimados amigos do Buteco que, para prevenir contusões, mandaria um time C ou D para o jogo de sábado. O que fariam no lugar de Rueda?

Aliás, o colombiano parece ter um time titular em mente, porém há dúvidas em algumas posições. Passo a bola para vocês dizerem quem escalariam na zaga, entre Rhodolfo, Réver e Juan (dúvida apenas na Sula), na lateral esquerda e no lugar do Everton, aproveitando para perguntar se acham possível a recuperação até dia 27.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 17 de setembro de 2017

Flamengo x Sport Recife


Campeonato Brasileiro/2017 - Série A - 24ª Rodada

FLAMENGO: Muralha; Pará, Rhodolfo, Réver e Trauco; Willian Arão e Márcio Araújo; Everton Ribeiro, Diego e Gabriel; Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.

Sport Recife: Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Durval e Sander; Patrick e Rithely; Lenis, Wesley e Mena; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data, Local e Horário: Domingo, 17 de Setembro de 2017, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Luso Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Vinicius Gonçalves Dias de Araújo, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA) e Herman Brumel Vani, todos da Federação Paulista de Futebol. Quarto Árbitro: Vitor Carmona Metestaine (SP). Assistentes Adicionais: Thiago Duarte Peixoto (SP) e Renato Salim Fende Chaves (SP).