quarta-feira, 3 de março de 2021

O Futuro do Clube de Regatas do Flamengo

 






Irmãos rubro-negros,

 

Hoje iremos sair um pouco do assunto bola e campo.

O tema é controverso e inspira discursos exaltados. E é de suma importância para o futuro do Clube de Regatas do Flamengo.

Eu fui grande entusiasta do modelo de gestão do futebol profissional do Flamengo baseado na idéia de associação esportiva sem fins lucrativos. 

Todavia, estava pensando sobre o futuro do Mengo e me perguntando como uma organização com orçamento de R$ 1 bilhão pode ser gerida como clube de bairro? Algo está fora do lugar nessa equação.

Decidi, então, brevemente  pesquisar um pouquinho a estrutura do futebol do Bayern de Munique, para mim, juntamente com o Real Madrid, o maior clube da Europa.

O Bayern de Munique tem 290.000 sócios-torcedores. A estrutura do clube social é se associação esportiva, salvo o futebol profissional. No que tange ao futebol profissional, o Bayern de Munique é administrado como corporação.

Cá está a estrutura corporativa do Bayern de Munique: https://fcbayern.com/us/club/company

E faz todo o sentido. Não há lógica alguma em sujeitar uma organização que movimenta milhões ou bilhões ao capricho de gente sem nenhuma formação em economia, finanças ou business.

O Clube de Regatas do Flamengo, penso, deveria seguir caminho similar. Não digo idêntico, porque há diferenças culturais e nem tudo que funciona em determinado local é certeza de sucesso em outro. Mas a idéia, essa sim é possível de adaptação para outras realidades.

O Flamengo hoje tem sorte de ter em sua diretoria gente com formação e experiência em grandes corporações. Rodolfo Landim, Bap, Bruno Spindel, Rodrigo Tostes. Todos ali têm experiência com finanças, marketing e o mundo dos negócios em geral.

Mas o clube não pode ficar à mercê da sorte de contar com esse tipo de gente qualificada tocando o barco rubro-negro.

Por isso a necessidade de separar o futebol das demais atividades associativas. O futebol do Flamengo precisa ser tratado profissionalmente, por profissionais qualificados na área de business. Não dá para ter gente sem formação negocial dando pitaco.

Voltando ao Bayern de Munique, a estrutura do departamento de futebol do clube alemão é extremamente enxuta. Afora os cargos corporativos de alta hierarquia, o clube bávaro possui apenas um executivo ou supervisor. Todos os demais cargos são estritamente relacionados às funções de campo e bola, como preparadores físicos, fisiologia, scout, medicina, e, claro, a comissão técnica.

Cá está a estrutura do futebol profissional do Bayern de Munique: https://fcbayern.com/us/club/company

Por favor, notem, repito, que há apenas um executivo do quadro permanente do clube dentro do departamento de futebol profissional. Todos os demais são membros da comissão técnica ou profissionais da área de suporte. 

E por que é tão enxuta a estrutura? Porque a comissão técnica hoje é encarregada das mais importantes e estratégicas decisões de campo e bola. Se alguém acha que o Flamengo vai contratar o Jorge Jesus, o Rui Vitória, o Jorge Sampaoli, Marcelo Gallardo e eles vão sentar e ouvir a opinião ou trocar figurinha com supervisor ou gerente de futebol, provavelmente muito se engana.

Uma comissão técnica altamente qualificada custa tanto ou mais que os melhores jogadores do elenco. E com razão. É a comissão técnica que detém a expertise para planejar e executar as estratégias que tornarão o time vencedor dentro de campo.

Eu leio muita gente reclamando que o dirigente tal “não entende nada de futebol”, que “fulano e sicrano não sabem nada.” Sinceramente, alguém realmente acha que algum de nós entende de futebol a nível profissional? Se acha, me perdoe a pergunta, está fazendo o quê no twitter ou noutra rede social podendo colocar toda essa expertise em prática e ganhar milhões em retribuição ao conhecimento ofertado como mão-de-obra qualificada?

Daí que, não tenho nenhuma pretensão de que qualquer dirigente amador do Flamengo tenha qualquer conhecimento realmente técnico sobre futebol profissional. O que eles precisam entender é de business, finanças, marketing, comunicação, de como administrar corretamente um orçamento de mais de R$ 1 bilhão anual e de como valorizar e potencializar a marca do Clube de Regatas do Flamengo.

Voltaremos a este assunto mais à frente.


...


Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


terça-feira, 2 de março de 2021

Flamengo x Nova Iguaçu

 

Campeonato Estadual/2021 - Taça Guanabara - 1ª Rodada

Data, Local e Horário: Terça-Feira, 2 de Março de 2021, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Gabriel Batista; Matheuzinho, Gabriel Noga, Natan e Ramon; Daniel Cabral, JoãGomes e Yuri Oliveira (Max); Thiaguinho, Rodrigo Muniz e Lázaro. Técnico: Maurício Souz(Interino).


Nova Iguaçu: Luis Henrique; Digão, Raphael Neuhaus, Mezenga e Rafinha; Abuda, Vandinho e Gustavo; Anderson Kunzel, Yan e João Pedro. Técnico: Carlos Vitor.

Arbitragem: Rejane Caetano da Silva, auxiliada pelas Assistentes 1 e 2 Lilian da Silva Fernandes Bruno e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá. Quarta Árbitra: Beatriz Oliveira Dantas. Técnica: Simone Xavier de Paula e Silva.

Transmissão: Rede Record (aberta - AM, AP, BA, DF, ES, GO, PA, PI, PR, RJ, SC e SE) e FlaTV+ (Internet - https://app.flatvmais.com.br/ - sistema pay-per-view).



segunda-feira, 1 de março de 2021

O Treinador

 

Salve, Buteco! Conquistado o octacampeonato brasileiro, o final da temporada traz o momento propício para analisar o trabalho do nosso treinador e conversar sobre as prováveis consequências da sua continuidade no clube. Quando o Flamengo anunciou a contratação de Rogério Ceni, aos 10 de novembro de 2020, escrevi este post enumerando vantagens e desvantagens em sua contratação. Como vocês podem constatar, acertei algumas previsões e errei outras. Acho que os meus maiores acertos foram o ajuste do sistema defensivo, a organização tática do time e a dúvida quanto ao confronto contra os argentinos, ao passo que os maiores erros foram a fé no conhecimento de Ceni sobre o São Paulo e Fernando Diniz, que não serviu para absolutamente nada, e a previsão dos goleiros voarem baixo.

Desde o começo ficou claro para nós, torcedores do Flamengo, que falar sobre Ceni remeteria inevitavelmente aos seus tempos de São Paulo e ao episódio da "Taça das Bolinhas", como a foto daquele mesmo post tratou de demonstrar. Posso afirmar que, até deixar os gramados como atleta, Rogério Ceni foi uma das figuras mais antipáticas ao Flamengo que pude testemunhar em meus mais de 45 anos acompanhando futebol. Contudo, preciso confessar a vocês que, curiosamente, essa imagem se desfez para mim antes mesmo do Mais Querido contratá-lo. O desprendimento ou desapego que Ceni demonstrou, em relação ao seu histórico como atleta de ponta, quando aceitou seguir a carreira de treinador no Fortaleza, após a demissão do São Paulo, chamou-me imediatamente a atenção e reverteu em mim a imagem de arrogante que dele tinha.

Explico: o ex-atleta, especialmente aquele que tem experiência em clubes e competições de ponta, quando é bem sucedido na carreira de treinador consegue agregar uma gama de conhecimentos que vão muito além da teoria, apreensível por qualquer um que dedique tempo para estudar seriamente o esporte. O efeito aumenta ainda mais quando se trata de um atleta de ponta, destaque individual na profissão (geralmente com grandes títulos conquistados). Como o ex-atleta de ponta coloca em risco o prestígio que angariou em seus tempos de gramado, são poucos os que aceitam "começar por baixo", daí não surpreender serem bem mais comuns exemplos de ex-atletas de menor expressão que se tornam treinadores de sucesso após passarem por um período de crescimento profissional em clubes menores, como nos casos de Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo. 

O desapego de Ceni, assim como o de Hernán Crespo, infelizmente, é bem menos recorrente. Logo, analisando os acontecimentos por esse ângulo, vejo um Ceni mais maduro, transigente e responsável do que nos tempos de atleta, com uma visão crítica sobre as limitações da formação dos treinadores brasileiros e a necessidade de buscar conhecimento no futebol estrangeiro. Aliás, vejo margem para seu crescimento como treinador, justamente por seu evidente interesse pelo aprimoramento. Além disso, também enxergo nele uma enorme vontade de acertar no comando do Flamengo. Na verdade, a mim parece que o Ceni deu absolutamente tudo de si para a conquista desse título e seria muito injusto não destacar esse ponto.

Entretanto, ao mesmo tempo tenho consciência de que isso é muito pouco para o Flamengo. Aliás, convenhamos, essa é apenas a minha visão particular sobre um específico aspecto da profissão de treinador de futebol profissional. Avaliar o desempenho e as necessidades de um gigante como o Mais Querido envolve considerações bem mais amplas e profundas, que vão além da boa vontade e da coragem do nosso treinador.

***

Há um obstáculo comum na análise da performance de qualquer treinador na atípica temporada de 2020, qual seja, a inevitável dificuldade para contextualizar todos os transtornos que a pandemia de COVID-19 causou para o futebol, desde o calendário e o (inédito) tempo de inatividade até a contaminação de uma grande parte dos atletas. Discutimos exaustivamente o tema neste espaço. Contudo, no caso do Flamengo, havia uma dificuldade adicional, mencionada neste post após a vitória sobre o Coritiba, no Couto Pereira, partida seguinte ao desastre de Goiânia (0x3 para o Atlético/GO). Refiro-me à natural dificuldade de se manter no topo, que o ditado popular diz ser maior do que a enfrentada para até ele se chegar. O paradigma que utilizei na ocasião foi justamente o Liverpool de Jürgen Klopp, já que entre o Mais Querido e os Reds havia as comuns particularidades da conquista simultânea dos títulos nacional e continental, bem como o jejum de conquistas dos títulos continental, no nosso caso, e nacional, no caso dos ingleses. Aliás, o Liverpool encerrou idêntico jejum ao do Mais Querido em 2009, e todo mundo se lembra da catarse que sucedeu aquele título, assim como a tensão que o precedeu. Só vivi algo semelhante na primeira conquista do Brasileiro, em 1980, e, mais recentemente, em 2019, com o segundo título da Libertadores.

Analisando a conquista do octacampeonato sob o mesmo paradigma, a derrocada do Liverpool na Premier League conduz à inevitável conclusão de que o feito do Flamengo é digno de nota, independentemente da qualidade do futebol apresentado haver sido um tanto frustrante. Observem que o Liverpool tem um dos dois melhores treinadores do mundo, que desenvolve um trabalho de longo prazo vitorioso no clube, e tem o melhor elenco da Premier League, a qual é, sem condescendência, o maior centro do futebol mundial. Nem mesmo com essa soberba gama de profissionais qualificados o melhor time do mundo conseguiu manter o nível de atuações, tendo sofrido com goleadas e placares elásticos, assim como alguns resultados para lá de inusitados - 2x7 Aston Villa, 0x2 Atalanta, 0x1 Brighton Rove-Albion, 1x4 Manchester City, 1x3 Leicester e 0x2 Everton. Os quatro últimos resultados inclusive foram sucessivos (!).

Portanto, Amigos, não é fácil, comum e nem muito menos tendência histórica ser campeão por temporadas seguidas sem queda de rendimento, premissa que vale para grandes elencos e grandes treinadores.

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Ainda dentro das ressalvas contextuais, por questão de justiça devo reconhecer que elas valem tanto para Rogério Ceni, como para Domènec Torrent, bem como que cada um enfrentou adversidades muito complexas e específicas de seus respectivos períodos à frente do Flamengo. Arrisco afirmar, porém, que se Domènec enfrentou, com sucesso, o desafio único e histórico dos confrontos contra Barcelona de Guayaquil, Palmeiras e Independiente del Valle com inúmeras baixas por conta do COVID-19, Ceni herdou, às vésperas dos pesadíssimos confrontos contra São Paulo e Racing pelas Copas do Brasil e Libertadores da América, um trabalho que, se chegou a ser promissor, acabou destroçado pela intransigência e pelo ego do catalão. Ceni, até pela óbvia oportunidade que representava para a sua carreira, não hesitou em pular dentro de um caldeirão fervendo para tentar salvar a temporada do Flamengo.

Se não conseguiu ir adiante nas copas, nas quais cometeu erros facilmente detectáveis, Ceni conseguiu nos conduzir ao octacampeonato com uma postura bem mais transigente e responsável do que a do seu predecessor. Basta observar que as goleadas se foram, tendo por única exceção a terceira partida, contra o São Paulo, no Morumbi (0x3).

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Feitas todas essas ressalvas, tenho para mim que as limitações de Rogério Ceni saltam aos olhos, especialmente quando confrontadas com as necessidades do Flamengo, no patamar que alcançou, especialmente a partir de 2019. Começaram a ficar visíveis no confronto contra o Racing no Maracanã. É que, muito embora a atuação tenha passado longe de ser desastrosa (basta ver as chances de gol desperdiçadas) em um naturalmente tenso confronto de oitavas de final em Libertadores, a opção por Vitinho centralizado e De Arrascaeta pela esquerda justificaram os primeiros questionamentos a respeito da capacidade de discernimento do nosso treinador. Pareceu-me claríssima a inversão de valores nessa decisão.

A partir de então, a dúvida cresceu em mim, a ponto de se transformar em certeza, nas partidas contra Athletico/PR (1x2), Bragantino (1x1) e São Paulo (1x2), todas pelo Campeonato Brasileiro. Na primeira, as substituições simplesmente desintegraram o time; na segunda, por terem sido feitas durante o acréscimo ao tempo regulamentar à segunda etapa, ou seja, quando quem precisa do resultado quer tudo menos interrupções que tiram o ritmo do jogo, chegaram ao limite do exótico, e, na terceira, considerando que um gol do Internacional lhe daria o título, evidenciaram preocupante falta de ousadia em modificar taticamente o time, que conseguiu por apenas poucos minutos se impor ao adversário durante os noventa minutos. O octacampeonato não escapou de nossas mãos por um triz.

O que mais me preocupa não é falta de conhecimento, limitação importante e evidenciada pela decadência nas articulações ofensivas, porém em tese vencível com a qualificação dos assistentes na comissão técnica e a disposição de Ceni para evoluir. O pior defeito do Ceni aparentemente tem fundo emocional. A divertida alusão, feita pela torcida, a um vendedor de carros usados (pelo suor nas camisas de mangas longas arregaçadas) parece encontrar causa em picos de tensão que simplesmente anulam a capacidade de leitura do jogo e de discernimento para tomar as melhores decisões. Não consigo encontrar outra explicação para tantas e seguidas decisões absurdas.

Friso que, na minha ótica, muito embora extremamente complexo, também não se trata de um problema invencível, porém é difícil acreditar que possa ser resolvido e superado com uma Diretoria que, inobstante ser vencedora e, por isso mesmo, histórica, não demonstra ter a menor preocupação com o tema da psicologia no futebol profissional (esporte de altíssimo rendimento).

Diante disso, é difícil não enxergar algumas dificuldades no curso da temporada. Vejam bem, teoricamente, a experiência de ex-atleta de ponta credencia Rogério Ceni para conduzir o Flamengo a mais um título brasileiro no formato de pontos corridos. Todavia, quatro temporadas seguidas (desde 2017) de disputa simultânea do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Copa Libertadores da América desautorizam qualquer dirigente ou torcedor rubro-negro a, hoje em dia, menosprezar o calendário, tanto mais em uma temporada na qual são previstas convocações que desfalcarão os times em nada menos do que "metade" da Série A.

A julgar pelo comportamento do nosso treinador em momentos de maior tensão, é impossível não temer o desfecho da participação do Flamengo nas copas, principalmente ao se levar em conta esse cenário. E como provavelmente teremos mais uma temporada sem público nos estádios, é justo indagar se a manutenção de Rogério Ceni não pode representar a chamada "economia burra", já que nas copas estão as maiores premiações.

Na teoria, o nosso atual treinador se encontra em patamar bem acima de treinadores como Andrade e Jayme de Almeida (refiro-me às carreiras de cada um como treinador), mantidos após os emblemáticos títulos de 2009 e 2013. Ainda assim, os questionamentos quanto a sua capacidade de conduzir o Flamengo não temporada de 2021 são mais do que cabíveis. Como, pelo jeito, a Diretoria se conduzirá da mesma forma que em 2010 e 2014, resta-nos torcer muito. Ninguém poderá dizer que não foi avisado.

***

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

OCTA!!!!!

SRN, Buteco

Por hoje, pelo final de semana, acho que temos o direito de comemorar.

Vamos saborear e agradecer o presente, e depois nos preocupamos com o futuro.

Hoje somos OCTA. 

NINGUÉM acima de nós.

Como sempre deve ser.

 

Parabéns Flamengo. ACIMA DE TUDO RUBRO NEGRO!!!!!



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

São Paulo x Flamengo

       

Campeonato Brasileiro/2020 - Série A - 38ª Rodada

Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2021, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Cícero Pompeu de Toledo ou "Morumbi", em São Paulo/SP.

São Paulo: Tiago Volpi; Arboleda, Bruno Alves e Diego Costa; Ígor Vinícius, Luan, Tchê-Tchê, Daniel Alves e Wellington; Luciano e Pablo. Técnico: Marcos Vizolli.

FLAMENGO: HugSouza; IslaRodrigo Caio, Gustavo Henrique e FilipLuís; Diego, Gérson, Everton Ribeiro e De Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol. Técnico: Rogério Ceni.


Arbitragem: Rodolpho Toski Marques (FIFA/PR), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Ivan Carlos Bohn (AB/PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (AB/PR). Quarto Árbitro: Vinícius Furlan (AB/SP). Árbitro de Vídeo (VAR):  Wagner Reway (AB/PB). Assistentes VAR 1 e 2: Ricardo Marques Ribeiro (MTR/MG) e Oberto da Silva Santos (AB/PB). Observador de VAR: Renato Cardoso da Conceição (CBF/MG).

Transmissão: Rede Globo (aberta) e PremierePremiere Play e PFCI (sistema pay-per-view, aplicativo e internacional).




A batata quente ou enfim a decisão.


Ironicamente ou não, coube a mim, o mais cético dos colunistas do Buteco, a fazer a coluna do dia da grande decisão contra o São Paulo. Embora se o Inter perder ou empatar com o Corinthians já agradeceria. 

O Flamengo do Ceni não me inspirou (e ainda não me inspira) a menor confiança. É um time fácil de atacar e previsível em suas movimentações. Mas os outros times deste campeonato brasileiro, de nível muito baixo, também. Para minha surpresa chegou ao final com condições reais de título e diria mesmo que é favorito.  

A rigor, nosso concorrente, o Inter, é um adversário também muito aquém e sem estatura de ser campeão brasileiro. Não mostrou nada novo, nenhum destaque tático, nem time de encher os olhos. Contou com a ajuda da arbitragem em momentos cruciais, e isto o fez ainda ter chances.  Neste campeonato batata quente, que ninguém quer segurar a liderança. Mas como tudo na vida um dia acaba. E hoje é o dia. Hoje alguém ficará com a batata-quente. Flamengo tem todas as condições e um elenco muito superior. Mas o São Paulo já nos venceu várias vezes este ano, nos transformando em sua "bitch". Chega de apanhar, Flamengo. Está na vez de retribuir em cima deste time que sem o Diniz de técnico apanha até do Botafogo.

Mas o futebol brasileiro não é só a bola. Tem a arbitragem e a pressão interna e externa em cima da mesma. Arbitragem capaz de marcar um pênalti ridículo como o que marcaram pro São Paulo contra o Botafogo e ficar por isto mesmo, principalmente na imprensa, que tem o Flamengo como seu vilão favorito. Com os olhos do país inteiro voltados para os jogos do Flamengo e do Inter será possível arrumarem um "Baldassi" tupiniquim fazendo o resultado no campo ou no VAR? A cara de pau é tamanha? Infelizmente é. E isto é preocupante. 

Quanto ao São Paulo precisa de resultado contra o Flamengo para se manter no G4. Fluminense do técnico Marcão surpreendentemente conseguiu bons resultados e ameaça seu lugar. O que demonstra o nível baixo do campeonato sem torcida.  Logo São Paulo precisará sair pro jogo. São Paulo também enfrenta o time de seu ídolo Rogério Ceni, o que deixa a relação tensa. Acho meio estúpida a torcida indignada com seu ídolo, afinal vida que segue. Ele decidiu ser treinador e assim se colocou no mercado. Sua carreira enquanto jogador ficará na história do clube. Zico poderia ter feito igual mas decidiu não ser técnico no Brasil. Acabou ao meu ver prejudicando sua carreira de técnico. 

Corinthians não tem nada a ganhar ou perder, fora jogar uma etapa a menos na Copa do Brasil, mas pode ser que os jogadores queiram aparecer no último jogo. E o Inter, afinal, é uma espécie de saco de pancadas deles. Tomara que os corinthianos lutem. 

E chegado o momento, contra tudo e contra todos, é torcer porque o que conta ao final é a conquista. Que hoje o Flamengo faça história. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Com Amor e Fé

 







Irmãos rubro-negros,


Antes de tudo, quero agradecer ao Gustavo, que gentilmente cobriu a coluna da quarta-feira da semana que findou.

Muito obrigado, Gustavo.

Meus amigos, Flamengo entrará em campo amanhã para a rodada que decidirá o Campeonato Brasileiro.

Jogo dificílimo. O adversário em campo não vai facilitar e o adversário na tabela, que tem feito um papel bastante lamentável de chororô, vai botar pressão na arbitragem.

São noventa minutos para o time Flamengo escrever mais um belo capítulo de sua história.

Difícil segurar a emoção.

Que nosso amado santo padroeiro, São Judas Tadeu, entre em campo com o nosso querido Flamengo.

Que o amor e a fé da nossa torcida impulsionem nosso time.

Que a tradição rubro-negra de humildade raça e superação nos ajude em mais este desafio.

Avante Flamengo!


...


Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.