Olá, Buteco!
Flamengo 3, Atlético MG 2
Em primeiro lugar, comemoremos!
Num jogo difícil, vencemos um adversário competitivo, fazendo o gol de desempate no finalzinho, e devolvemos a preocupação para o vice-líder Palmeiras, que estava dormindo na liderança, mas foi acordado pelo nosso 3 a 2, gol de pênalti do Carrascal.
Copo bem cheio
O time despertou do apagão dos jogos contra o Estudiantes e mostrou que pode ter, nesta reta final tensa, o poder de reação de que vai precisar, porque há jogos muito difíceis pelo caminho e nosso adversário na luta pelo título do Brasileirão costuma errar pouco.
Copo meio vazio
Pra não deixar de reclamar um pouco, registro que, pra variar, o Leonardo Jardim foi muito criticado por ter piorado o time nas substituições e acrescento meu enorme desconforto com a dificuldade do Alex Sandro em acompanhar o ponta adversário no primeiro gol do galo mineiro.
Nossa lateral esquerda e o freio aplicado pelo Bap
O Rapha, do Falando de Tática, postou um vídeo nesta semana em que dá a resposta dele para a pergunta:
“O elenco do Flamengo é superestimado?”
Rapha considera que o elenco é muito bom nos aspectos técnico e tático, tem algumas dificuldades no aspecto físico, por força da idade de alguns jogadores, e não vai muito bem no aspecto mental, campo que parece ter influído seriamente no desempenho do time, quando da eliminação pelo Estudiantes nas semifinais da Libertadores.
Depois de assistir o vídeo, postei o seguinte comentário:
“Oi, Rapha! Esse vídeo me levou a lembrar de um velho ditado: Não há corrente mais forte do que seu elo mais fraco. A meu ver, o Flamengo vem convivendo com elos fracos no elenco e isso acaba influindo no potencial do time e nos resultados. Considero o diretor técnico Boto como o principal culpado pelo adiamento de soluções na gestão Bap e, apesar de eu ver o Paquetá como um bom reforço para o elenco, acho que foi um erro sangrar o clube em 50 milhões de euros e assim limitar muito a capacidade de eliminação dos elos fracos. Isso também acabou obrigando o Flamengo a fazer renovações com veteranos para não se descapitalizar. Enfim, erros que considero estratégicos e que o diretor Boto não deveria ter cometido.”
O Rapha me deu a seguinte resposta:
“A compra do Paquetá e as renovações foram pedidos do BAP.”
Rapha não disse, mas tudo indica que o Bap se definiu pelas renovações com veteranos pela necessidade de botar freio nas novas contratações, seja pelo investimento exagerado feito no Paquetá (pedido por ele, segundo o Rapha), seja pela perspectiva, depois concretizada, da proibição das bets.
O problema é que alguns dos veteranos podem performar abaixo do necessário e prejudicar resultados do time nesta reta final de temporada em que, afora a encrenca jurídica na Libertadores, só nos sobrou o Brasileirão.
Gosto muito do Alex Sandro, é um jogador qualificado e parece ser um profissional muito correto, mas sua condição física já o expõe a situações de mau desempenho e de risco para nossos resultados, como aconteceu no jogo contra o Atlético MG.
No Troca de Passes de segunda-feira, Carlos Eduardo Mansur fez uma ponderação que me parece pertinente e que repassa o problema para o treinador Jardim.
Mansur comentou que, para aumentar o rendimento ofensivo do time, o Calvo vem tentando explorar ataques ao espaço pelos nossos pontas, com infiltrações pela faixa central do campo, e que, para fazer isso, precisa que os corredores externos sejam ocupados pelos laterais, o que exige que o Alex Sandro avance muito, dificultando sua recomposição rápida quando o Flamengo perde a bola.
Para o Mansur, Alex Sandro precisa ser liberado do jogo de profundidade ofensiva e, para reduzir seu campo de atuação, limitar-se a um jogo de apoio, semelhante ao que o Filipe Luís fazia.
E aí, Jardim? Vai ouvir o conselho do Mansur ou vai continuar apostando na manutenção de uma estratégia que enfraquece nossa proteção defensiva no setor esquerdo do time?
Fora, Leonardo Jardim?
Já foi noticiado ontem, no Buteco, em postagem do Amigo Rocco: Leonardo Jardim tá fazendo as malas pra “vazar”.
Na segunda-feira, depois do Troca de Passes, dei uma espiada no Linha de Passe da ESPN, programa em que foi comentado que o Jardim não deve ficar no Flamengo em 2027, não por decisão do clube, mas por opção pessoal.
Segundo os jornalistas, Jardim tem residência em Mônaco e, de tempos em tempos, precisa morar lá por pelo menos sessenta dias, o que o obriga a não cumprir integralmente os seus contratos, no que diz respeito a prazos.
Sei que isso pode ser motivo de festa para muitos participantes do Buteco, mas, se realmente acontecer, teremos mais um recomeço de trabalho no início de 2027, algo que me preocupa muito.
Jardim tem defeitos que parecem incorrigíveis, mas também tem virtudes que, mesmo com adversidades importantes ao longo da temporada, levaram o time à liderança do Brasileirão, numa briga acirrada com o Palmeiras.
Se Jardim não ficar, quem poderá ser o treinador do Flamengo em 2027?
Nosso Sub-20
Faz tempo que não falo do nosso time Sub-20.
Vamos, então, às notícias recentes da garotada.
O Flamengo permanece vivo em duas competições Sub-20 de 2026: Campeonato Carioca e Copa do Brasil.
No Campeonato Carioca, ficou em terceiro lugar na Taça Guanabara, torneio classificatório para os mata-matas decisivos do campeonato, ficando atrás do Fluminense (campeão da Taça GB) e do Vasco.
Na fase classificatória, nossos garotos venceram nove partidas e perderam duas, exatamente para o Fluminense (3 a 1) e para o Vasco (4 a 0), mantendo-se assim nossa velha freguesia perante os garotos Sub-20 do time da colina.
Classificado para as quartas do Carioca, o Flamengo derrotou o Sampaio Corrêa no jogo de ida, por 3 a 0, e vai decidir em casa, no próximo sábado, a vaga para as semifinais, em que, mais uma vez, pode ter que enfrentar o Vasco.
Na Copa do Brasil, dando um “pause” na freguesia, o Flamengo eliminou o Vasco nos pênaltis, depois de um 2 a 2, e já jogou as oitavas de final, derrotando o Criciúma na ida (4 a 1) e na volta (2 a 0).
Pelas quartas, jogou a partida de ida ontem à noite, contra o Operário-PR, no Estádio Germano Krüger.
Como este texto foi concluído na tarde de terça, pretendo informar o resultado nos comentários da quarta-feira.
Na precária condição de observador de “melhores momentos” dos jogos da base, acho que começou a acontecer uma evolução na categoria.
O time treinado pelo Marcelo Salazar tem sofrido nos clássicos, mas, na visão superficial que pude ter, o modelo de jogo se assemelha mais ao do time principal do que no tempo do treinador anterior: tenho visto um jogo de boa imposição, com bastante presença no campo de ataque e muito mais repertório ofensivo.
Vamos ver o que vai acontecer no afunilamento das duas primeiras competições em que ele comandou o time desde o início.
Atualização de notícias sobre o estádio próprio do Mengão
Em recente entrevista dada ao canal Zona do Flamengo News, Bap estimou que o prazo estimado para a inauguração do nosso estádio pode se estender até 2036, por força dos muitos obstáculos para que a construção se realize.
Além dos dois enormes obstáculos financeiros que se superpõem (custo dos projetos e da construção e altas taxas de juros no Brasil), existem entraves físicos e operacionais no terreno (transcrevo visão do IA do Google a respeito):
Impasse do gás: Há uma estação ativa da concessionária Naturgy no local, que abastece cerca de 400 mil cariocas. A transferência dessa tubulação de gás é complexa, de responsabilidade da Prefeitura e "demora anos".
Descontaminação: Especialistas indicam que, mesmo após a retirada completa das estruturas de gás, o solo precisará passar por um processo de descontaminação que deve durar pelo menos dois anos.
Bap conta com os dezoito anos restantes no contrato vigente de concessão do Maracanã e defende a estratégia de “focar no estádio atual, mantendo o time competitivo para gerar receitas recorrentes e poupar progressivamente o dinheiro necessário para a nova arena, sem pressa”.
Portanto, a Nação vai ter que esperar muito pelo estádio próprio e o Mengão vai ter que trabalhar politicamente, junto aos governos do Estado do Rio, para manter a concessão do Maraca.
Saudações Rubro-Negras!!!
Carlos César Ribeiro Batista
















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