
Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 32ª Rodada


Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 32ª Rodada

Salve, Buteco! O torcedor do Flamengo vem vivendo um misto de tristeza e constrangimento desde a noite de quinta-feira. Tristeza pela eliminação nos pênaltis após passar 180 minutos sem conseguir dar um chute a gol do Estudiantes de La Plata; constrangimento pelo verdadeiro furdunço criado pelo clube argentino, que, ao trapacear e obter uma inexplicável liminar no TAS/CAS para escalar o zagueiro Marcos Rojo no jogo de volta, abriu espaço para a sua própria eliminação da competição, o que levaria o Mais Querido, a la Fluminense, mas "no modo culposo", a disputar a final contra o Palmeiras.
A Conmebol somente decidirá o caso no dia 12 de novembro. Até lá, o Flamengo precisa focar na sua realidade concreta, que é o Campeonato Brasileiro, a única competição que sobrou na temporada, mas que, pelo seu tamanho, pode salvar o ano e a temporada, em caso de título. Ocorre que, com a produção ofensiva que o time vem apresentando, o torcedor tem todos os motivos para colocar as barbas de molho.
O jogo de hoje será um divisor de águas. Eu sei que, durante uma temporada, essa expressão é usada, e às vezes abusada, em uma série de oportunidades. Contudo, eu não consigo imaginar um contexto mais adequado para utilizá-la do que o jogo seguinte a uma eliminação de semifinal de Libertadores e com o time precisando dos três pontos para manter a liderança do campeonato.
Qualquer resultado que não seja a vitória instalará uma profunda crise no clube. Não é que ela já não exista, entendam bem. É que ela se tornará realmente profunda.
Um dos fatores que levaram à pífia atuação da última quinta-feira foram escolhas equivocadas de Leonardo Jardim, desde a escalação inicial até as substituições. Muito embora não seja possível equiparar o sistema defensivo do Bahia ao do Estudiantes, parece evidente que a substituição dos dois melhores jogadores do setor ofensivo no pós-Copa, Carrascal e Samuel Lino, contribuiu um bocado para o resultado.
Com um a mais em campo, Carrascal e Samuel Lino deveriam ter permanecido e jogado COM Arrascaeta. O Flamengo precisava marcar pelo menos um gol e o Calvo tinha que ter optado entre Jorginho e Paquetá. A opção mais lógica teria sido o italiano, pensando na possibilidade da disputa de pênaltis. No frigir dos ovos, ambos desperdiçaram suas respectivas cobranças.
Nesta matéria, o GeFla fala em modificações na escalação inicial. Algo de fato precisa ser feito, mas é preciso deixar claro que o problema não passa apenas pelo treinador. Os jogadores também não renderam absolutamente nada. Então, para além do problema coletivo, muitos deles estão mal tecnicamente. A finalização de Pedro num chute cruzado que não foi nem um cruzamento e nem uma finalização, ainda no primeiro tempo, a única chance de gol concreta que o Flamengo produziu nos 180 minutos, não me deixa mentir.
Minhas férias no Rio de Janeiro se encerrarão hoje à noite, no Maracanã. Espero que, dessa vez, eu volte com os três pontos.
O Ficha Técnica subirá as 19:00h.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
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| A Sinuca Rubro-Negra |
Salve, Buteco! Sem se atentar a esse tipo de detalhe, o Flamengo jogava quinta-feira contra as estatísticas. Para começar, apenas três clubes brasileiros conseguiram, ao longo da História, conquistar duas Libertadores seguidas: o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê Santana e o Palmeiras de Abel Ferreira, mais recentemente. É um fenômeno raro, portanto.
Também é estatisticamente raro clubes de uma mesma cidade conquistarem a Libertadores por 4 anos seguidos. Imaginem 5. Só havia acontecido, antes, com o Independiente de Avellaneda, entre 1972 e 1975.
Os confrontos entre Flamengo e Estudiantes de La Plata também são marcados pelo equilíbrio e uma lógica: após eliminar os Pincharratas nas Supercopas de 1988, 1991 e 1992, em 1994 o Mais Querido levou o troco, tendo, da mesma forma que quinta-feira, sido eliminado da edição de 1995, com um 0x0 no Maracanã no primeiro jogo.
Então, após eliminar os argentinos em 2025 e superá-los na fase de grupos em 2026, era de se esperar um confronto bem mais difícil nas semifinais. Logo, o clube teria que ter antevisto todo esse cenário e se preparado para o desafio de fazer História e conquistar a Princesa por duas temporadas seguintes.
Ocorre que foi feito o contrário, infelizmente.
O desfecho da participação do Flamengo na Libertadores nada mais é do que a consequência da maneira como 2026 começou e se desenvolveu. Renovação contratual do treinador em cenário de turbulência, treinador tendo sonhos molhados com o futebo europeu, derrotas em finais de torneios de menor expressão, demissão do treinador às vésperas da decisão do Campeonato Carioca, janela de reforços raquítica, contusões e má-fase de jogadores decisivos e erros absurdos do atual treinador no jogo de quinta-feira, aos quais se associaram atuações patéticas dos jogadores e cobranças de pênalti ridículas por medalhões do time.
Catando os cacos, resta agora o Campeonato Brasileiro, no qual o Flamengo inicia a 32ª Rodada como líder.
Não é hora de fazer inferno.
O Flamengo já conseguiu a proeza de conquistar o Campeonato Brasileiro com Rogério Ceni no comando do time, meta perfeitamente alcançável com Leonardo "O Calvo" Jardim, por piores que tenham sido os seus erros na quinta-feira, assim como os dos jogadores.
Cobrança sim, inferno não.
Segunda-feira o Clube de Regatas do Flamengo terá uma decisão contra o Clube Atlético Mineiro.
O foco precisa ser esse. O Flamengo não pode perder para si mesmo por antecipação.
Tenham um sábado abençoado.
A palavra está com vocês.
Bom FDS e SRN a tod@s.
Copa Libertadores da América/2026 - Semifinal (2º Jogo)
Salve, Buteco! Na noite de hoje, no Maracanã, o Clube de Regatas do Flamengo terá a oportunidade de dar mais um importante passo na concretização do sonho de se tornar a maior potência brasileira e continental, planejado desde a reestruturação de 2013. Isso porque, se conseguir fazer prevalecer o mando de campo e vencer o Estudiantes de La Plata, alcançará a sua quarta final de Libertadores em sete anos desde o Ano Mágico de 2019.
Isso significa dizer, por outras palavras, que, em sete anos e sete finais de Libertadores, o Mais Querido terá disputado quatro e ficado de fora de apenas três. Uma marca formidável que, sem a menor sombra de dúvida, pode ser considerada como vitoriosa, independentemente do desfecho de sua participação na competição.
Contudo, dando um passo adiante e imaginando que chegue ao título, o Flamengo se distanciará de seus rivais e alcançará o Peñarol em número de Libertadores conquistadas, com 5. Acima dos uruguaios, apenas dois clubes: Boca Juniors e Independiente, com 6 e 7 títulos, respectivamente.
O próximo obstáculo para a concretização do sonho é o Estudiantes de La Plata, que, vejam só, assim como o Flamengo, tem 4 títulos de Libertadores, patamar restrito o qual, além dos dois, é ocupado apenas pelo River Plate. Logo, o jogo de hoje vale o passaporte para esse sonho de subir de degrau na hierarquia da competição, dividindo a prateleira dos cinco títulos com o Peñarol.
Antes de 2019, quem falasse nessas marcas seria taxado de louco sonhador. Em 2026, a realidade é palpável, como se convidasse o Flamengo a desposá-la.
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São incontáveis os exemplos de clubes que reverteram desvantagens em mata-matas de competições eliminatórias continentais, o que mostra que a vantagem do mando de campo, embora importante, é apenas relativa, lembrando ainda que, a rigor, Flamengo e Estudiantes estão empatados em 0x0.
Por isso mesmo, espero um jogo muito amarrado logo mais. O confronto da fase de grupos é um bom indicativo disso, assim como o segundo tempo do jogo das quartas de final do ano passado. Contudo, a tensão certamente será um ingrediente contextual a mais, considerando tudo o que está em jogo.
Do lado do Flamengo, Jardim tem seu quebra-cabeças particular para resolver, escolhendo o onze titular entre opções como Paquetá, Plata, Pedro e Bruno Henrique.
Qual formação vocês levariam a campo?
Do lado do Estudiantes, o TAS concedeu uma liminar liberando a inscrição de Rojo para as semifinais, agregando à equipe Pincharrata um importante e experiente reforço no sistema defensivo.
Confio na qualidade e na experiência do elenco e do nosso treinador, tanto que me farei presente no Maracanã. Espero sair com a vitória.
Que São Judas Tadeu nos abençoe.
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O Ficha Técnica subirá as 19:00h, como de costume, e a palavra, como sempre, está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
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| Fontes: Chatgpt e Google Gemini |
Em nossa última conversa, falávamos que 4 pontos frente a Santos, Fluminense e Bahia, aliados à classificação para a final da Libertadores, seria um bom acordo e provavelmente nos manteria na liderança do Brasileirão. Acho que superestimei a capacidade de mobilização do Corinthians para o derby, esperava ao menos um empate nesse jogo... Depois, com a surpreendente vitória deles frente ao Athletico Paranaense, sobrou para nós a missão de bater o bom time do Bahia, em Salvador, para não perdermos a liderança. Felizmente, o time se comportou muito bem, controlou o jogo e saiu com um resultado fantástico, um 3x0 que fez juz ao amplo domínio da partida.
Há ajustes a serem feitos? Sim, o time tem errado mais do que o normal na saída de bola, concedendo chances de gols aos adversários e isso é sempre preocupante. Aliás, nós perdemos uma final de Libertadores na qual estávamos melhores exatamente em uma jogada dessas. Há também o elevado número de grandes chances não convertidas e má fase do nosso artilheiro. Em todo caso, eu tento ver pelo ângulo do "copo meio cheio": se o Flamengo, mesmo com esses problemas, ainda está conseguindo se manter competitivo em jogos grandes (Santos, Estudiantes, Bahia, próprio Fla x Flu, mesmo eles com um time mais mesclado), podemos concluir que, se conseguirmos ajustar esses detalhes, temos tudo para terminar a temporada com os tão sonhados títulos da Libertadores e do Brasileirão, mais uma vez.
Agora falta pouco! Quinta-feira temos o jogo da volta da semifinal da Libertadores, contra o Estudiantes. Uma vitória nos coloca na decisão, o que não significa que será fácil: tanto nas oitavas quanto nas quartas-de-final o cenário foi o mesmo para o time argentino - empate em casa contra Universidade Católica e Corinthians e classificações jogando fora, com vitórias no Chile (um sonoro 3x0) e em São Paulo (1x0). Precisamos ficar espertos, é uma semifinal de Libertadores e, portanto, esperemos um jogo duro, como foi o jogo da primeira fase, 1x0 gol de Pedro. E que o resultado seja o mesmo!
Salve, Buteco! A torcida do Flamengo, em geral, aguardava o jogo de ontem com certa apreensão. Hiperexigente, não se encontrava plenamente satisfeita com a sequência pós Del Valle em Quito. Vitória apertada sobre os reservas do Corinthians, empate com o Santos na Vila Belmiro após estar com 2x0 à frente do placar, empate de 0x0 com o Estudiantes em La Plata. Nenhum vexame, nenhum resultado absurdamente ruim, mas o torcedor rubro-negro acabou se acostumando com um padrão de atuação que se encontra em outro patamar, como diria o filósofo Bruno Henrique.
O jogo de ontem, felizmente, trouxe a atuação em alto padrão que estava faltando nas últimas semanas. Desde o início, o Flamengo aplicou de maneira magistral o "perde e pressiona" e cedeu poucos contra-ataques ao Bahia.
Inclusive, o jogo fluiu excepcionalmente bem no setor esquerdo, com a sintonia fina entre Samuel Lino e Carrascal.
E mais ainda, o percentual de posse de bola, muito mais alto do que a do mandante, traduziu-se em uma grande quantidade de finalizações.
O problema, "só para variar", foi a cavalar quantidade de gols perdidos, com "destaque" para Pedro e Carrascal, neste quesito. O goleiro Ronaldo teve uma ótima atuação, mas em parte porque os nossos atacantes facilitaram, muitas vezes não exibindo a destreza necessária para "tirar" a bola do alcance do goleiro.
Os dois times, então, desceram para o vestiário com um 0x0 que simplesmente não refletia o que havia sido a partida até então, o que trouxe a preocupação com o que poderia acontecer na segunda etapa, especialmente se o time não conseguisse manter o ritmo e a marcação alta.
Felizmente, o ritmo não se alterou. O time continuou a criar chances até que, num ótimo lançamento de Pedro para Carrascal, o colombiano sofreu pênalti indiscutível, prontamente assinalado por Wilton Pereira Sampaio e convertido por Jorginho. A dupla dos gols perdidos nos 45 minutos iniciais havia se redimido. Carrascal, inclusive, foi merecidamente eleito pela Nação o melhor em campo.
O gramado da Fonte Nova, que já estava ocupado na parte técnica e tática, tornou-se, a partir de então, um verdadeiro salão de festas rubro-negro. Os generosos espaços cedidos pela equipe soteropolitana foram prontamente aproveitados com belos gols de Gonzalo Plata, aproveitando milimétrico cruzamento de Samuel Lino, e Paquetá, que talvez tenha marcado o seu gol mais bonito com o Manto Sagrado.
O 3x0 foi importante não apenas por recuperar a liderança momentaneamente perdida, já que o Palmeiras jogou primeiro nesta rodada, mas também pelo lado psicológico, em razão do time ter voltado a jogar muito bem e se imposto categoricamente com um adversário que, até o início da rodada, encontrava-se no G5 do Brasileirão.
Jogar melhor e ter boas atuações é diferente de atuar de maneira exuberante, de aplicar um esculacho tático que deixa o adversário sem rumo, na frente da sua torcida.
O Mais Querido foi a Salvador dançar no salão de festas da Fonte Nova e saborear um acarajé à moda esculacho, conquistando o direito de virar a chave para o Estudiantes com o conforto da liderança garantida e da confiança em alta.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.