sábado, 24 de fevereiro de 2018

Fluminense x Flamengo


Campeonato Estadual 2018 - Taça Rio - 2ª Rodada

Fluminense: Júlio César; Renato Chaves, Gum e Ibañez; Gilberto, Richard, Jadson, Sornoza e Marlon; Marcos Júnior e Pedro. Técnico: Abel Braga.

FLAMENGO: Diego Alves; Kleber, Léo Duarte, Thuler e Trauco; Cuéllar; Marlos Moreno, Ronaldo, Rômulo e Vinicius Jr.; FelipVizeu. Técnico: Paulo César Carpegiani

Data, Local e Horário: Sábado, 24 de fevereiro de 2018, as 17:00h (USA ET 15:00h), no Estádio Arena Pantanal, em Cuiabá/MT.

Arbitragem: Maurício Machado Coelho Júnior, auxiliado por Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massara dos Santos.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Está chegando a hora










Irmãos rubro-negros,



se aproxima a nossa tão esperada estreia na Taça Libertadores da América.

Vencer é fundamental. 

O time, sob a regência do Carpegiani, tem se mostrado mais desenvolto ofensivamente.

Defensivamente, porém, ainda não fomos testados. 

Jogo grande. É o que cabe dizer neste momento. 

Pra cima deles, Mengo!

Avante Flamengo!




...




Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Flamengo 4 x 0 Madureira - Mais um jogo treino

E o Flamengo fez o seu papel e venceu mais um jogo-treino neste campeonato carioca que um dia já foi relevante. Hoje é para afiar os cascos, rodar o time em busca de uma formação para competições relevantes e fazer atletas de times pequenos terem seus 90 minutos de fama.

O Flamengo joga mais bonito que com Rueda e Zé Ricardo, com esquema "único volante" que permite um time mais fluido em campo, um ataque com troca de passes de mais qualidade e mesmo velocidade. Mas um esquema assim tem que ser muito bem treinado para termos a chamada "recomposição" muito bem feita. E mais uma vez, pelo que reparei, a recomposição no segundo tempo não tem a qualidade do primeiro. Talvez pelo cansaço de Diego e Everton Ribeiro. Ontem mesmo contra o Madureira, algumas vezes a entrada da área tinha um buraco porque a segunda linha não se formou. E precisa se formar. Imagine contra times melhores que já tenham identificado esta falha?

O jogo contra o River Plate, no próprio Engenhão já se avizinha. É quarta-feira. E sem torcida, merecidamente. O papelão que a torcida do Flamengo fez contra o Independiente, em um histerismo digno de botafoguense, agredindo argentinos pelas ruas, fazendo tumulto, invadindo estádio, foi algo muito vexatório. Parecia um bando de adolescentes sem pai ou mãe. Patéticos.  Precisam de polícia para se comportar como gente? Que merda de sociedade é esta? Marmanjos achando bonito a agressão e depredação? E agora a mesma torcida reclama que a diretoria do Flamengo não quer que se reúna em torno do Engenhão no jogo contra o River Plate. Claro. Não sabem se comportar, capaz de fazerem outra merda. E chamam a diretoria de elitista. Bem, ao menos alguém zela pelo Flamengo não ser mais punido.

Sábado teremos jogo contra o Fluminense. Um time mais qualificado. Mas é lá longe. Na Arena Pantanal. Embora vá e volte de avião há um desgaste. Mas acho que valeria a pena ir de time titular para últimos ajustes para quarta-feira. É um teste mais verdadeiro. Madureira é brincadeira. Difícil comentar, porque não é muito parâmetro para nada. Mas a se destacar a boa atuação de Diego, cujas finalizações foram barradas pelo destaque do Madureira, o bom goleiro Jonatas, menos a falta. No canto, no alto, indefensável talvez. Jonas de único volante, jogando muito bem, fazendo seu trabalho com segurança e qualidade.  E, falando em laterais, ultimamente transformado no novo alvo dos haters, sempre em busca de alguém para odiar, achei que tanto Rodinei como Trauco foram bem. Trauco então, lançamentos precisos que Renê é incapaz de dar. Achei que, nitidamente, Carpegiani prendeu mais Rodinei no segundo tempo, talvez como uma preparação tática. Rodinei mais solto no primeiro tempo foi bem agudo, fez bons cruzamentos. Gostei. Paquetá e Vinicius Jr são nossos meninos de ouro, sempre um show à parte. E a volta do Diego Alves, dando mais segurança no nosso gol. Precisamos de bom goleiro. Sempre. Lição que espero que tenha sido entendida agora e pra sempre.




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Flamengo x Madureira


Campeonato Estadual 2018 - Taça Rio - 1ª Rodada

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Rhodolfo e Renê; Jonas; Éverton Ribeiro, Diego, Lucas Paquetá e Everton; HenriquDourado. Técnico: Paulo César Carpegiani.

Madureira: Douglas; Filipe Formiga, João Carlos, Edmário e Renan; Willian, Thiago Medeiros, Luciano Naninho e Douglas Lima; Igor Catatau e Souza. Técnico: Djair.

Data, Local e Horário: Domingo, 21 de fevereiro de 2018, as 19:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Olímpico João Havelange ou "Engenhão", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique, auxiliado por Michael Correa e Raquel de Mattos Bento.


Alfarrábios do Melo


FLAMENGO – TAÇA GUANABARA EM TWEETS


1970
Torneio inchado, três fases, fora do Carioca. Fla começa mal mas arranca no DCF. No fim, 1-1 com o Flu e taça para os soldados de Yustrich.


1972
Taça GB de volta ao Carioca. Mengo renovado, com craques e Zagalo, atropela todos. O clímax: 5-2 no Flu. Haja cambalhota.


1973
Fla de Caju, Doval, Dadá e Zagalo segue irresistível e invicto. Zanata falha, Arílson não perdoa, 1-0 no Vasco e o bi pra Gávea.


1978
Mengo de Coutinho começa a dar liga, empilha goleadas. No final, “amistoso” contra o Flu, que tinha que fazer seis. 0-2 põe água no chope.


1979
Zico voa, 27 gols. SuperMengão sobra na turma. Bi antecipado contra Lusa na Ilha, 2-0. Gols? Zico... Depois, goleada no Vasco de tiragosto.


1980
GB sai do Estadual, seis times. Fla no embalo do Brasileiro leva invicto. Vasco quer Zico. “Vendam SJ”. No fim, 0-0 e tri com camisa nova.


1981
GB volta ao Estadual. Sob nova direção, instável Fla de Dino ainda é o melhor. América bate Flu, Fla é tetra sem jogar, 0-0 Botafogo, festa.


1982
Mengo campeão de tudo vai pro penta. Vasco ainda leva pro jogo-extra, mas Adílio castiga aos 45. Microfone de Wright, o ladrilheiro da vez.


1984
Adílio não cabeceia”, dizem. Flu apoia impopular Maluf e racha. Sem nada com isso, Fla de Zagalo atropela. 1-0, gol de Adílio. De cabeça.


1988
Luz apaga, Vasco foge. Depois, o Tetra Brasileiro navega soberano. Contra o América, infernal Renato emula Garrincha, 2-1 e taça antecipada.


1989
Fla de Telê e Zico, futebol de sonho, goleadas e mais goleadas. Botafogo seca, mas 3-1 no Vasco sela taça invicta, última do Galinho no Rio.


1995
Romário desembarca em apoteose. Só com um braço, ganha o “duelo” com Túlio e marca três. M.Teodoro ajuda. 3-2, única taça do centenário.


1996
Fla não dá chance pra nova “barriga”, monta seleção. Lateral chega na semana da final e brilha. 2-0 no Vasco, imparáveis Romário/Sávio. Bi.


1999
Nação em fúria exige engolir Vasco vice de tudo. Romário “pitbull” esmerilha, ajudado por boa base. Final, 2-1 e festa que arrepia a cidade.


2001
Edílson Capetinha empilha gols. Final, Fla-Flu sobrenatural de coisas estranhas. Reinaldo de falta? Pênaltis, Cássio: “Hoje não, hoje sim”.


2004
Time barato e aguerrido torna freguês milionário Flu, comandado por dribles de Felipe e gols do improvável Roger Guerreiro. Levantou poeira.

2007
Time de totó”, Madureira provocou. Fla de Renato Abreu, que sofre em clássicos, responde e massacra. 4-1, fora o baile. E Madureira chorou.


2008
Zagueiro faz pênalti claro. Juiz marca. E Botafogo protesta chorando. Chora presidente, time inteiro, torcedor. E ninguém cala o chororô.


2011
Ronaldinho puxa Bonde Sem Freio e Fla de Luxa atropela invicto. Inesperado Boavista não resiste. Falta, marca registrada de R10 e do Mengo.


2014
Melhor time é o Fla de Jayme. Segundo, o Fla B. Terceiro, o Fla C. O resto, sempre longe. Torcida não se empolga com facilidade. Quer mais.


2018
Fla se reencontra na garotada. Quis? Tempo dirá. Resta a saudade antecipada de VJ, nome da taça com chororô e gols. Boavista, última vítima.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Feliz Ano Novo





SRN, Buteco.

Assim como o ano no Brasil só começa de fato depois do Carnaval, vai começar pra valer o ano esportivo do Flamengo em 8 dias.

E logo com a principal competição, a Libertadores.

Levando em conta que o estadual deveria contar como pré temporada , já temos como observar algumas coisas.

- Temos problemas graves nas laterais. Pará e Rene são peças nulas no ataque. O ponto positivo é que, pelo menos na direita, Carpegiani parece estar perdendo a paciência .O ponto negativo é que o reserva imediato é Rodinei...

- A defesa, que só tomou um gol até o momento, ainda segue como incógnita.Devido a fragilidade geral dos adversários, não há como saber o nível de competitividade frente a  adversários mais qualificados.

- O esquema de jogo é um interessante 4-1-4-1, onde aos poucos os jogadores estão se acostumando com as suas funções. Vejo perspectivas de crescimento.

-Ainda na linha desse esquema, entra em questão o substituto de Cuellar, suspenso nos dois primeiros jogos da LA.Ao que tudo indica, o eleito para a função é Jonas.Que eu acho que não tem nem a metade da capacidade dinâmica do colombiano, que gira bem a bola e faz a saída de jogo com eficiência.Veremos no que vai dar, talvez já amanhã contra o Madureira, jogo que o bom senso indica que deveria ser o apronto para a estréia na LA.

- Paquetá e Vinicius Jr são extremamente talentosos, mas aindão são irritantemente imaturos.O primeiro segura demais a bola, o segundo quer que toda jogada em que participa seja um lance inesquecível.Se começarem a jogar mais coletivamente, o crecimento do timeé natural.

Por fim, uma pequena (por enquanto) preocupação.

No ultimo jogo, Carpegiani resolveu tirar Paqueta.Nada demais, apesar de estar fazendo uma partida razoável, prendia demais a bola, e não foi nada de absurdo ele ser sacado do jogo.Talvez até como uma “advertência” para o individualismo, mas não é esse o ponto que quero destacar.

Foi a arrumação que o treinador deu ao time a partir dessa mudança: colocou Everton Burro, o assassino das jogadas de ataque, para atuar no meio campo, que me assustou.

Carpegiani tinha ( ou tem, vai saber...) o costume de inventar algumas escalações, digamos, exóticas.

E a hora é de definição e simplicidade, afinal o ano vai começar.



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Retrancas e Rodeios


Salve, Buteco! Ainda não havia nascido em 1958, mas a maior referência em nível de retranca, desde que comecei a acompanhar futebol, foi a da seleção do País de Gales nas quartas-de-final da Copa do Mundo da França, ao enfrentar o Brasil. Um selecionado que tinha nada menos do que Nilton Santos, o "inventor" da função ofensiva dos laterais, Didi, Mané Garrincha e Pelé só conseguiu marcar o único tento da vitória aos 21 (vinte e um ) minutos da etapa final após jogada individual (e genial) do maior de todos os tempos, que marcou na ocasião seu primeiro gol em mundiais. A principal característica da retranca é que pode ser eficiente mesmo executada por jogadores medíocres e limitados tecnicamente. No futebol, a retranca é a salvação dos humildes e indefesos, sejam de Cardiff, Saquarema ou de Nova Iguaçu. Sobram rodeios e faltam gols. Contra ela, a retranca, persistência e paciência são a chave do ferrolho; pressa e afobação o ouro dos tolos.

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É bem difícil comparar, mas o time do glorioso Boavista, de Bacaxá, distrito de Saquarema/RJ, provavelmente é inferior ao escrete galês quadrifinalista em 1958. Em contrapartida, no Flamengo também não há nenhum Nilton Santos ou Didi, que dirá Garrincha ou Pelé. Tampouco joga fácil como a Seleção Canarinho de 1958. Todavia, guardadas as devidas proporções, a "marcação dobrada" do alviverde da Região dos Lagos, que só foi ao ataque nos minutos iniciais, incomodou e foi eficiente no primeiro tempo. Do outro lado, o Mais Querido e seus "três tenores" deixaram a desejar. Faltou intensidade e sobretudo paciência na troca de bolas. O time se afobou, não por estar ansioso em uma decisão, mas pela falta de tenacidade para rodar a bola até aparecer a oportunidade de furar o ferrolho. Carpegiani, à beira do campo, enfatizou esse aspecto durante os noventa minutos, como informou a reportagem de campo da Rede Globo. Embora isolado, o lance no qual Diego esticou uma bola alta em profundidade para Henrique Dourado, devidamente vigiado pela "Geladeira de Bacaxá", espelhou bem como faltou inspiração ao time na etapa inaugural. O Flamengo pareceu estar com preguiça de ser mais imaginativo.

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Lucas Paquetá e Everton Ribeiro deram o ar de suas graças na etapa final. O primeiro lance de gol foi construído por insinuante tabela entre os dois. De maneira geral, os jogadores pareceram estar mais ligados. A entrada de Rodinei no lugar de Pará ajudou por tornar o time mais ofensivo diante de um adversário que sempre foi tímido em suas incursões pela nossa defesa. Quando o Boavista ensaiava crescer no jogo, Carpegiani lançou Vinicius Jr. no lugar de Lucas Paquetá. A torcida capixaba não gostou da saída do xodó da Nação e sua canhota nervosa, porém já pedia aos gritos a entrada de nossa milionária estrela.

Veio em boa hora o dinheiro da venda dos direitos federativos de Vinicius Jr., mas a cada jogo meu coração de torcedor lamenta mais a sua inevitável partida. Por mais que a entrada de qualquer acante tornasse o time mais arejado e ofensivo, as coisas são diferentes quando o menino entra em campo e desfila com seu exuberante talento. Seu futebol cheio de magia, alegria e criatividade transforma a monotonia em vibração e dá cores ao que está pálido. 

Não demorou e o Flamengo abriu o placar em um belo lançamento pelo alto de Diego para Réver, quando o zagueiro Kadu impediu que o passe de cabeça feito por nosso campeão alcançasse Henrique Dourado ou Vinicius Jr., porém ao mesmo tempo abriu o placar com um oportuno "gol contra". Furada a retranca bacaxaense, o jogo ganhou em fluidez e foi a vez de Everton Ribeiro dar um passe obsceno para Vinicius Jr. tocar de leve e tirar do goleiro, dando números finais à partida, em que pese a goleada haver se desenhado e parecer apenas questão de tempo.

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A postura desse mesmo elenco nos jogos da Libertadores/2017 (à exceção do jogo no Nuevo Gasómetro) me dá certeza de que o jogo contra o River Plate será disputado em rotação bem mais rápida. Se funcionará serão outros quinhentos, inclusive porque até aqui o sistema defensivo não foi devidamente testado, embora sejam dignos de registro os esforços dos nossos meias nesse sentido. O mais importante é que as orientações de Carpegiani à beira do campo mostram que nosso treinador sabe exatamente aonde o time precisa evoluir. O novo esquema tático e os jogadores escolhidos para executá-lo pedem maior refinamento e cuidado na articulação ofensiva, especialmente nas trocas de passe. Carpa detectou o problema e pediu "mais calma", o que para mim significa jogar sem afobação, mas com inteligência. Futebol é um esporte que deve ser jogado com intensidade e entrega, o que é bem diferente do esforço inútil e impensado. Os esticões e chuveirinhos diminuíram e acho que o trabalho até aqui é muito positivo, mas ainda há muito o que melhorar com a posse de bola.

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Carpa acertou na estratégia de lançar Vinicius Jr. contra uma defesa mais cansada, porém não falta muito para o garoto conquistar sua vaga de titular. Será mesmo que é Lucas Paquetá que precisa sair?

Outra dúvida é se estamos vivendo o verão das retrancas no futebol carioca ou está faltando "punch" ao nosso ataque. O que me dizem?

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A estreia na Libertadores contra o River Plate se aproxima e o time teve poucos confrontos de maior envergadura, o que é indesejável, mas comum em início de temporada. Qual será a melhor estratégia: poupar contra Madureira ou Fluminense?

A palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.