quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Xô, G-4 do mal !


Finalmente e com muito atraso, a Rede Globo de Televisão pediu aos clubes a redução dos Campeonatos Estaduais, que consomem boa parte do calendário anual e gera atualmente um alto custo x benefício injustificável para o patamar de responsabilidades, de toda ordem, a que todos estão submetidos, com término no quinto mês do ano, maio, e jogos completamente desinteressantes em sua esmagadora maioria. Pode-se discutir, também, o horário das partidas, já que para a maioria dos mortais não faz sentido chegar em casa às 01:30 horas da manhã por ter ido assistir a um simples jogo de futebol;

Este sonho varzeano acabou, com o perdão dos clubes pequenos ou de "menores investimentos" como insistem os chatos politicamente corretos, pois foi esmagado por competições de maiores visibilidade e relevância em âmbitos nacional e internacional. A rivalidade agora mira os grandes clubes que disputam o Brasileirão e outros da América do Sul;

Pra mim, os meses de fevereiro e março estariam de bom tamanho para absorver a competição estadual, num complemento da pré-temporada realizada em janeiro e já misturando-se com a primeira fase da Libertadores. A partir de abril, apenas nos fins de semana, teríamos o sonolento Campeonato Nacional em pontos corridos, ficando as quartas e quintas-feiras destinadas à Princesa, Copa do Brasil e Sul-Americana até o fim do ano;

Isso enquanto as cabeças "coroadas" da CBF não ajustarem o calendário tupiniquim ao europeu para facilitar a vida de todos em relação à perturbadora janela de transferências, a qual tem imposto aos clubes começarem com um elenco as competições e saírem dela com outro completamente diferente;

Passando a bola para o fato do dia, que será encerrado com uma vitória do Mengão no Maracanã (que os anjos digam amém!) sobre o Internacional, num jogo que ganhou mais animação depois que o nosso "elefante em loja de louças", o zaqueiro Marcelo, fez um penalti completamente desnecessário em seu xará do Atlético Paranaense, levando-nos à derrota numa tarde que havia começado muito bem;

O rival de logo mais briga para manter-se no G-4 do bem e o Flamengo luta para afastar-se cada vez mais do G-4 do mal, uma maldita rotina a nos perseguir nos últimos anos.

SRN!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Braza Sob Cinza

Hoje o tema seria livre, pode até ser, caso queiram, mas deixo a carta do Conselho diretor para discutirmos a política que interessa ao Blog, a do Flamengo, lógico. Como sempre, fiquem à vontade para comentar.





segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Por Uma Semana Produtiva

Bom, dia, amig@s do Buteco! O Flamengo sofreu ontem, em Curitiba, mais uma derrota da série "plenamente evitáveis". Não que ao adversário tenha faltado mérito e não que seja factível exigir de qualquer equipe, muito menos dessa, a perfeição, mas há erros e erros, se é que vocês me entendem... Vanderlei Luxemburgo tem pregado uma postura consciente por parte do elenco, de reconhecimento das próprias limitações, de modo a que a equipe em campo se porte de forma solidária, engajada e atenta. E acho que tem sido bem sucedido nesse propósito. Mas ontem três coisas, basicamente, não deram certo: o setor defensivo direito, falhas individuais, perfeitamente evitáveis, e a leitura do nosso treinador sobre o jogo, que resultou em duas substituições totalmente sem sentido no segundo tempo.

O time teve de dez a quinze minutos de domínio no início da partida. Os volantes Cáceres e Luiz Antonio apareceram na frente para tabelar, o time tocou bem a bola, criou chances e abriu o placar com naturalidade. Depois veio o recuo e a pressão do Atlético/PR. O setor defensivo estava tão frágil e desprotegido que, no lance do primeiro gol, Anderson Pico, que alternava as funções de terceiro zagueiro pela esquerda e lateral esquerdo, estava como zagueiro pela direita, onde deveria estar Marcelo. Em meio a esse tumulto Delatorre encontrou espaço para concluir e Cléo, dentro da pequena área, para marcar na sobra. A avenida na lateral direita continuou e em mais um espaço deixado por Léo Moura Marcelo cometeu um pênalti infantil e absurdo em seu xará atleticano, levando ao segundo gol do Furacão. Talvez a torcida do Flamengo reflita um pouco antes de aplaudir Marcelo em situações como sua expulsão, também infantil, contra o América/RN, na última quara-feira pela Copa do Brasil. Os problemas defensivos no setor direito têm natureza crônica nessa equipe, porém não justificam, mas ao contrário exigem maior responsabilidade e atenção da zaga.

Veio o segundo tempo e com ele três substituições de Luxemburgo: Nixon no lugar de Eduardo da Silva, que tinha pouca mobilidade em campo, o que pareceu lógico e sensato; João Paulo no lugar de Anderson Pico, o que pareceu absolutamente desnecessário e extravagante, eis que o rechonchudo novato não comprometia na lateral esquerda, e Muralha no lugar de Cáceres, o que pode ser comparado, basicamente, com trocar um ferrolho por um cordão de seda. Seguiram-se então situações curiosas: Delatorre, que vinha criando uma situação de gol após a outra pelo setor direito da nossa defesa, foi substituído logo após ser desarmado por Muralha. E seu substituto, Douglas Coutinho, passou a atacar pela esquerda e criar os mesmos problemas que existiam no setor direito. Sinto-me então na obrigação de indagar se não teria sido melhor reforçar o setor direito...

Enfim, uma tarde infeliz por parte de Luxemburgo e de alguns de nossos jogadores. Mas houve quem se destacasse: Canteros foi novamente excelente; Everton, principalmente, e Gabriel fizeram muito boa partida e Paulo Victor impediu um placar mais elástico.

***

É normal que a equipe esteja com a cabeça nas semifinais da Copa do Brasil, inclusive antes da derrota de ontem. Porém, também é importante lembrar que, ressalvada uma ainda distante possibilidade de termos um "G4 flutuante", ou seja, com Cruzeiro vencendo o Brasileiro e a Copa do Brasil e/ou o São Paulo vencendo a Sul-Americana, o Flamengo ainda tem ao menos um importante papel nesse Campeonato Brasileiro, que é garantir o quanto antes a permanência na Série A em 2015. A Copa do Brasil, como é natural de seu perfil, tem apresentado verdadeiras batalhas as quais, para o Flamengo, já resultaram em duas baixas importantes e que serão muito sentidas: Paulinho e Alecsandro. É preferível, então, que o time atinja a "Zona de Conforto" o quanto antes. Nessa semana terá duas boas oportunidades para ficar muito próximo dessa situação: Internacional no Maracanã e Botafogo em Manaus.

O Internacional, apesar da boa colocação na tabela, oscila principalmente fora de casa; já o Botafogo vive péssimo momento, o que inclusive recomenda todo o cuidado por conta da tradição e do aspecto emocional que marca o clássico, mas são dois jogos nos quais o Flamengo pode perfeitamente somar seis pontos e, com isso, iniciar as semifinais da Copa do Brasil absolutamente tranquilo. Basta relembrar o retrospecto: Abel Braga é freguês de caderno do Luxa e o Botafogo, principalmente em Brasileiros, é nosso freguês preferencial, e em Manaus a torcida será mais uma vez maciçamente a favor do Mais Querido.

Como se tudo isso não bastasse, acho importante o time somar seis pontos para entrar nas semifinais da Copa do Brasil confiante, embalado e em ritmo de decisão. Ficam então os pedidos para que os pensamentos do grupo não se dispersem durante essa semana, até porque o time tem muito a melhorar, inclusive por conta dos desfalques, e um especial para o Nixon desencantar contra times grandes nessas semifinais. Que tal começar os trabalhos já na próxima quarta-feira?

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É hora de utilizar o elenco com inteligência. Quarta-feira, penso, é dia de entrar com força máxima e conquistar três pontos. Já no sábado vejo como primordial a providência de poupar os laterais Leonardo Moura e João Paulo para o confronto contra o Atlético/MG. Eduardo da Silva é outro que precisa ser utilizado na medida certa. O que @ amig@ do Buteco pensa a respeito? Como melhorar o ataque? Como de praxe, mandem suas escalações para o jogo contra o Internacional, quarta-feira, as 19:30h, no Maracanã, uma projeção para sábado e, é claro, suas opiniões a respeito da partida de ontem.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 19 de outubro de 2014

Atlético/PR x Flamengo


Campeonato Brasileiro 2014 - Série A - 29ª Rodada

Atlético/PR: Weverton; Sueliton, Cleberson, Gustavo e Natanael; Deivid, Paulinho Dias (Hernani), Marcos Guilherme (Bady), Marcelo, Cléo e Dellatorre (Douglas Coutinho). Técnico: Claudinei Oliveira.

FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Marcelo, Samir e Anderson Pico (João Paulo); Cáceres, Muralha, Canteros e Éverton; Eduardo da Silva (Gabriel) e Nixon (Gabriel). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data, Local e Horário: Domingo, 19 de outubro de 2014, as 16:00h (USA ET 14:00h), no Estádio Joaquim Américo Guimarães ou "Arena da Baixada", em Curitiba/PR.

Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima, auxiliado por Marcelo Bertanha Barison e José Antônio Chaves Franco Filho, todos do Rio Grande do Sul.



   

 

sábado, 18 de outubro de 2014

Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos,

Domingo passado enfim pude desligar a televisão de alma lavada.

Nem tanto pela graciosa surra que o Flamengo impôs ao neo-badalado Cruzeiro e seu futebol bonitinho alçado ao panteão de “máquina de jogar bola”, “esquema moderno e irresistivel”, “engrenagem perfeitamente ajustada”, entre outras bobagens com que a imprensa costuma lamber os que ocupam as primeiras posições da tabela, alçando a jogadores de primeira linha coisas como Nilton, Egídio e quetais.

Não, os 3-0, em que pese a mundana satisfação de desfrutar o justiceiro Mengão aplicando a Lei do Talião (fico imaginando o ximenes deles bradando no vestiário “era pra ser oito! Oito!”) e devolvendo, dente por dente, revés recente, como lhe soía praticar em anos pretéritos (hei de lembrar a clássica história dos 6-2 de 1980, vingança sobre o Palmeiras anunciada de véspera, ou os 4-1 de 2003 sobre o boquirroto Fluminense, ressarcindo goleada imposta semanas antes).

Também não foi a vívida satisfação ao constatar as verdadeiras cambalhotas retóricas cometidas pelos torcedores de microfone, a soldo ou não, que tentaram, desafiando as leis da fisica e da aritmética, transformar um verdadeiro passeio, um chocolate, um atropelamento, em um resultado fortuito, decorrente de “falhas pontuais”. Naturalmente, com direito às hilárias insinuações de “favorecimento de arbitragem”, ancorados num lance esquisito em que o atacante deles e o nosso zagueiro andaram se enroscando dentro da área aos QUARENTA E SEIS minutos do segundo tempo.

Tampouco o que me deixou satisfeito foi a distância de sete pontos aberta para a “zona da confusão”, uma vez que a pretensa luta contra o rebaixamento se baseia em uma premissa inexistente. O Flamengo não está sequer remotamente ameaçado de descenso, desde que atue de forma compatível com as limitações de seu elenco. E pela enésima vez, como já demonstrara contra os mais bem colocados do campeonato, quando atua com foco e determinação é capaz de enfrentar de igual para igual qualquer time do país, o que não diz muito, dada a atual indigência técnica e tática do futebol nacional, similar talvez somente à vivida no início dos anos 1990.

Não, senhoras e senhores, o que me colocou um sorriso na cara e tornou-me ensolarada a noite daquele domingo foi algo mais prosaico.

E robusto.

Foi o Anderson Pico.

Não, não enlouqueci, não surtei, nem preciso de remedinhos. Também não se trata de trombetear que encontramos a solução para a lateral. Não é o caso, muito menos, de defender contratação, renovação, rescisão, com base em 90 minutos de uma atuação aliás discreta. Nessas linhas não se falará de um novo Júnior, um novo Leonardo, ou (vá lá) um novo Juan Marrentinho. Nada disso, nem perto disso. Vamos com calma.

Tornando ao texto, o gorducho Anderson Pico me entregou no domingo algo em falta há anos.

Com efeito, desde o hexa o torcedor flamengo tem sido obrigado a conviver com as equipes de futebol indolente e vagabundo da Era da Nadadora (salvo alguma coisinha em 2011), e com o futebol triste, sisudo, agauchado e europeizado da Era dos Carecas. Jogos do Flamengo, via de regra, costumam se revestir em verdadeiras jornadas de superação, sangue e dor, com as excruciantes vitórias chegando aos gemidos, torcedores exauridos e exangues após 90 minutos de sofrimento, em que ganhar de qualquer vitorinha da vida é uma jornada épica, heróica, digna de constar em ilíadas.

Dirão os apressados, e o que tem o Pico a ver com isso?

Percebam, amigas e amigos flamengos, a fortuidade da coisa. Eis que, numa bela tarde ensolarada de Maracanã lotado, emulando (com certa boa vontade, admito) a mágica época em que se revestia de programa obrigatório para o carioca que esticava da praia ao estádio pra ver o Mengão amassar suas vítimas, dia sempre regado a cerveja gelada, eis que nesse cenário místico, mitológico, entra em campo ostentando o mais sagrado dos mantos, o sacro pano negro e rubro, eis que ali, entre os nossos onze heróis, os nossos onze vingadores, os onze homens em cujos ombros repousa a missão de prover a felicidade de milhões, entre esses eleitos alinha um simpático gordinho, porte físico de torcedor de sofá, engalanado em seu modelito GG. Reconheço que a testa franziu, o nariz torceu, o muxoxo correu, “que porra é essa?”, “que prato cheio para a imprensa...”, alguém recordou “isso que perdeu dez quilos”, entre outras ponderações pouco edificantes. Fato é que estava lá, altaneiro e todo pimpão, entre nossos onze apolos, o brioso Anderson Pico. Sim, temi pelo pior.

E aí é que se deu a coisa.

Porque, trilado o apito, certa horda de bonecos azuis começou a se assanhar para o lado do nosso valente heroi, que, além de espanar um a um, demonstrou inteligência tática, não deixando seu setor desguarnecido em nenhum momento, sabendo ocupar seu espaço, e talento. Sim, talento. Para surpresa e gáudio dos presentes, o gordinho começou a tratar macio a bola, distribuindo passes precisos, fazendo uma saída de bola qualificada, enfim, conferindo certo viço a um setor historicamente maltratado e solapado por uma crônica indigência técnica.

Legal, o rapaz sabe jogar bola. Mas agora é que vem a questão.

Segundo tempo, lá pelo meio perto do final, acho que coisa de 35 minutos, algo assim, jogo já 3-0, o adversário todo animadinho querendo dar pressão após algumas alterações ousadas. Espirra uma bola lá pra lateral-esquerda, o nosso protagonista vai dominar, mas será acossado por dois mineiros. Um deles resolve ir à vera, cai pra dentro, bufa, espuma, arregala os olhos, cerra os dentes e mergulha, “vou tomar a bola desse gordo”, e se atira qual um huno. Com extrema tranquilidade, nosso personagem ajeita o corpo e, num gesto mecânico, como se estivesse lendo um jornal, faz um meneio, um reboleteio, um meio gingado. E, sem tocar na bola, descadeira o cruzeirense que, grogue, quase vai ao piso.

Risos.

Como se não houvesse limite para a falta de amor-próprio, o azzurro volta à carga, ensandecido, estabanado, resfolegante. O bravo Pico faz um carinho e dá um leve tapa na bola, como aquela brincadeira de menino, jogando de um pé pra outro. E então o cruzeirense se estaboca no chão, pernas pra cima, numa queda circense, e se desmancha aos cacos. Parece que teve pedaço do cara que foi parar no Setor Sul.

Sim, senhoras e senhores, então toda a tensão se desvaneceu, toda a concentração se foi, todo o meu corpo, até então retesado e contrito na seriedade do prélio simplesmente se desvaneceu canalizando sua energia para uma tonitruante, ruidosa e caudalosa gargalhada. E os minutos finais do encontro se me transmutaram em um espetáculo picaresco, em que onze ratos azuis eram espicaçados em sua dignidade pelos maldosos representantes da Nação. O propalado encontro contra a “imbatível” máquina azul se tornou uma jocosa comédia em que até arremesso lateral suscitava sorrisos.

A boca que o Anderson Pico deu no cruzeirense, deitando-lhe ao chão, teve qualquer coisa de libertadora, de redentora. Porque ali, em cadeia nacional, para todo o Brasil assistir, o Flamengo riu da cara do adversário, das dívidas, dos seus problemas, dos tempos difíceis, do ticket médio, das linhas de quatro, do diabo. O mais improvável dos atores trouxe de volta nossa essência jocosa, irreverente, brincalhona, brasileira.

Domingo passado o Flamengo saiu vencedor de campo, o que é até algo comum.

Mas no domingo o Flamengo me deu diversão. Depois de anos e anos.


Obrigado, Anderson.




Animou!

Bom dia amigos butequeiros e leitores silenciosos, 

dando uma de mineiro, comendo pelas beiradas, o Mengão chegou na semi final da Copa do Brasil.

A situação parece estar bem controlada no Campeonato Brasileiro, de forma que a Copa, hoje, me parece o caminho mais viável para sairmos do marasmo que o meio de tabela proporciona. Vale Taça, vale vaga na Libertadores, vale a manutenção da freguesia, vale a criação de novos scores e de momentos e personagens inesquecíveis. Viveremos a emoção de confrontos históricos testemunhados por nossos ancentrais ou por nós mesmos em nossos tempos de infância. Preparem as coronárias!

Inesquecível!

A se lamentar, apenas, as contusões do Alecssandro e do Marcio Araújo em um momento tão decisivo e importante. A lesão do Marujo deve tirá-lo apenas de 1 ou dois jogos, enquanto o nosso centroavante só deve voltar a jogar ano que vem, embora, por força contratual, ficasse mesmo fora dos jogos da semi final.

Porém, como todo problema costuma vir acompanhado de uma solução, estou acreditando que o trio Eduardo, Nixon e Gabriel vai conseguir preencher as duas vagas do ataque, que ganhará, inclusive, maior movimentação. O interessante é que são 3 jogadores totalmente diferentes, que podem se ajudar ou ser usados contra adversários ou momentos diferentes de um mesmo jogo. Caberá ao Luxa, que vem acertando muito este ano no Flamengo, escolher a melhor formação.

O apelidado Lázaro (by Gustavo) ou Leo DM parece dar sinais de vida e recuperação, já tendo figurado, pasmem, no banco de reservas, salvo engano, dos últimos dois jogos. Pode ser peça importante para volta e meia darmos um descanso do ou para o famoso Experiência (by Villa). Já o rechonchudo Pico, apesar de não poder disputar a Copa do Brasil, pode ser usado em alguns jogos do Brasileiro, caso consiga jogar de forma competitiva.

No entanto, a Cáceres-dependência é preocupação geral, pois sequer há um substituto definido, caso nosso raçudo volante não possa jogar. Amaral, ao que tudo indica, não conta mais com a confiança do treinador, Muralha não é volante de choque ou grande marcador e o Processinho, para mim, sequer deveria ser cogitado como opção. Luxa tem acabado por sacrificar o Marcio Araújo, mas ainda acredito que dentro do nosso bom quarteto de zagueiros (Samir, Wallace, Marcelo e Chicão) poderia vir a solução de um eventual substituto para primeira volância.

Falamos aqui sobre a maior dificuldade que o Flamengo demonstra ao jogar contra times mais fechados e que jogam no contra-ataque. Nesse ponto, acho que a sorte nos sorriu, pois o Atlético-MG é um time que dá bem mais espaço para jogar, embora não custe lembrar que já ganhamos de ambos (patéticos e gambás) esse ano. Sou mais o Mengão Queridão!

A propósito, cenário semelhante deve ocorrer no jogo contra o Atlético-PR, que, jogando em casa, deve tomar a iniciativa do jogo. Não espero jogo fácil, mas tem sido realmente animador constatar que acabamos com a escrita que o Flamengo só ia ao sul para perder. Também me dá gosto de ver nosso time de operários se desdobrando em campo na marcação. Vê-los jogar com entrega, raça e comprometimento me dá orgulho. Que não percam o foco e a intensidade, mesmo com o cansaço pela sequência de jogos.

Cimento pra cima deles e rumo a mais uma vitória!

Bom fds a todos,

SRN!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Matar, morrer, sobreviver

Na última quarta-feira, quando o Mais Querido saía de campo após se classificar para as semi-finais da Copa do Brasil, um repórter, ao entrevistar o lateral Leo Moura, fez uma constatação e uma pergunta, pertinentes e interessantes: “Assim como no ano passado, o Flamengo faz uma campanha fraca no campeonato brasileiro, mas vai longe na Copa do Brasil. Por que o desempenho do time é melhor no mata-mata do que nos pontos corridos?”

Olhando para o histórico do Flamengo desde que o campeonato nacional passou a ser disputado em pontos corridos, fica bastante claro que essa realmente não é a nossa praia. Mesmo nos campeonatos em que tivemos bons resultados, a sequência 2007, 08 e 09, o forte da nossa equipe não foi a regularidade, chave para vencer esse tipo de competição. O próprio torcedor rubro-negro costuma ficar esperando pelas famosas arrancadas que levam milhares ao Maracanã. Mas é no mata-mata que a mística rubro-negra se mostra em toda sua força, imortalizada no famoso “deixou chegar f.....”.

Refletindo sobre o futebol brasileiro de pontos corridos, é fácil observar que quase sempre o campeão é um time que se mostra forte desde as primeiras rodadas. Ainda que a maioria dos times passem por momentos de oscilação, costuma vencer aquele que se prepara melhor para enfrentar esse momento. O planejamento necessário geralmente passa pela montagem de um bom elenco ou pela capacidade de neutralizar rapidamente as crises que surgem quando as vitórias escasseam. E estas são duas características muito pouco comuns no Mais Querido dos últimos anos.

O mata-mata ao contrário, dá a equipes mais inconstantes a oportunidade de jogar, ou até mesmo salvar, o ano em uma ou duas partidas. A história reescrita na grande exibição da temporada, num lance genial, de pura sorte, numa expulsão, ou no imponderável em campo. É a hora em que o planejamento enfrenta a disposição igualados pela imprevisibilidade do jogo e também, claro, pelos fatores extra-campo. Provocações, tabus, estatísticas e a pressão da torcida podem fazer muita diferença nessa hora. E talvez venha exatamente daí, uma certa preferência da galera rubro-negra pelos jogos decisivos.

Dentre os diversos motivos que o torcedor Flamengo tem para se orgulhar, a impressionante força da Magnética está sempre entre os primeiros. Todo rubro-negro frequentador de estádio tem pelo menos uma lembrança de um jogo tido como perdido que foi ganho no grito da torcida. Reconhecimento que nos é dado até pelos adversários, que podem até não temer nos enfrentar em pontos corridos, mas sabem que no mata-mata é outro papo, como o campeão brasileiro relembrou no ano passado.

Mas mesmo a Nação não mantém o fôlego ao longo das chatíssimas 38 rodadas do nosso campeonato brasileiro. Para aqueles que defendem os pontos corridos, é uma questão de tempo, de se acostumar ou até mesmo de educar os torcedores para entenderem que “cada jogo é uma decisão”. Pode ser que seja, realmente. Mas acho difícil convencer qualquer torcedor que um jogo numa quinta-feira à noite contra o Avaí pela 16ª rodada de um campeonato que dura o ano inteiro vai ter o mesmo peso de uma semi-final contra um rival histórico. A conclusão me parece bem simples. Daqui a 20 anos, independentemente dos resultados, dentre as duas mencionadas, de qual partida você vai lembrar?


abraços a todos e SRN!

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