sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Na Raça!









Irmãos rubro-negros,




quando o Flamengo encarna o Manto Sagrado e se doa em campo, somos invencíveis.

Foi o que ocorreu na quarta-feira.

E o adversário, freguês antigo (por favor, perguntem ao Melo, o Mestre Melo do Mengão), sucumbiu à legendária raça rubro-negra.

Emoção igual à uma vitória do Flamengo há poucas.

Agradeço a Deus e a meu pai e meu irmão por ser rubro-negro.

Seja na vitória ou na derrota; na crítica dura ou na alegria transbordante, o Clube de Regatas do Flamengo é essencial em nossas vidas.

O time tem oscilado, infelizmente.

Mas, tendo esperança de glórias, talvez ele esteja sendo forjado na luta. Vamos ver. O futuro dirá. A fé e o amor, porém, são eternos.

Quarta-feira foi só um aperitivo. Queremos mais, muito mais.

Bora Mengo!


...




Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Flamengo 1 x 0 Grêmio. Vitória Copeira

A partida começou sem bons augúrios. Tite observando o jogo, Fred Luz entrou em campo com Bandeira antes do jogo começar, juiz controverso aparentemente escolhido a dedo pela CBF paulista para apitar o jogo, Rever e Rodinei em campo. Modo de jogo "ultra hard better give up". 

Mas o Flamengo veio com a consistência tática daquele jogo contra o Grêmio. Não o daquele fatídico 3 x 0 para eles, com direito a olé. Mas aquele que Lincoln fez 1 a 1 no último segundo.

Começou o jogo. Os atrasados em ligar a TV perderam o único gol. O que quase foi meu caso. Liguei a TV, esperei o console da Net finalmente despertar após um longo ciclo de atualização, e voilá. Partida em andamento, cruzamento de Vitinho pela esquerda, Henrique Dourado, que tem uma importância tática que poucos percebem, arrasta a marcação com ele, bola bate no rosto do Paquetá, zagueiros que marcavam Dourado saem correndo de trás desesperados, mas mesmo assim o buraco na zaga está aberto para Everton Ribeiro finalizar de direita fazendo um a zero. Obrigado Flamengo por me esperar.

Mas Grêmio é Grêmio. Hoje um time de ótimo toque de bola, alguns jogadores realmente muito bons e muito bem treinado pelo Renato Gaúcho. Foi com tudo para cima. Cebolinha tentava, tentava, mas tinha um cinturão defensivo contra ele formado por Rodinei e Leo Duarte, com muitas vezes ajuda de alguns de nossos meias. Luan se movimentava bastante e era vigiado por todos. Cuellar corria para todo lado porque Grêmio passa a bola de lá para cá quase sem errar. Leo Moura com passes precisos pela direita. O Flamengo então permaneceu no estilo "Deffense! Deffense!" durante boa parte do primeiro tempo, embora chances de gol mesmo foram poucas. Rever e Leo Duarte fizeram um partidaço. Rodinei, hoje muito criticado, também. Renê que destoou, errando muitos passes. Parecia desligado na partida. Já sinto saudades do Trauco.

Enfim, era Flamengo nas cordas, mas Grêmio não encaixou nenhum soco. Se defendeu muito bem. 

Veio o segundo tempo. O mesmo padrão. Flamengo nas cordas e Grêmio tentando encaixar seus socos. Nada entrava. Bloqueio defensivo de primeira. Até que Grêmio cansou. Aí o Flamengo pode respirar e encaixar até alguns ataques, onde Paquetá quase fez um gol, após uma boa jogada do Marlos Moreno, que substituiu Vitinho e emulou por alguns momentos o Vinicius Jr pela esquerda. Aliás, observaram que Marlos é uma mistura de Vinicius Jr e Gabriel Jamal. Capaz de alguns dribles agudos ótimos seguidos de jogadas toscas.

Flamengo controlando o jogo. Com direito a Arão e Rômulo entrarem. Mas Grêmio parecia não ter mais forças. Tanto que juiz terminou o jogo um minuto antes dos acréscimos e capaz dos jogadores do Grêmio terem agradecido...

Agora é esperar o Corinthians do Tite na semifinal. E no dia anterior ao primeiro jogo haverá uma partida da seleção brasileira. Se escalar jogadores do Flamengo eles não jogarão. Então, só imaginem.

Mas o Flamengo ganhou. Se classificou e isto que importa. E agora focar no Brasileiro que esta competição quero ganhar também.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Flamengo x Grêmio


Copa do Brasil - Quartas-de-Final - 2º Jogo (Volta)

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte Renê; Cuéllar; Everton Ribeiro, Diego, Lucas Paquetá e Vitinho; Henrique Dourado. Técnico: Maurício Barbieri.

Grêmio: Marcelo Grohe; Leonardo Moura, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Jaílson e Maicon; Ramiro, Luan e Everton; André. Técnico: Renato Portaluppi.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018, as 21:45h (USA ET 20:45h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/SP), auxiliado pelos assistentes Kleber Lúcio Gil (FIFA/SC) e Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA/SC), além de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (Quarto Árbitro/SC) e Raphael Claus (FIFA/SP/Árbitro de Vídeo).



Alfarrábios do Melo


Saudações flamengas a todos,

As pálidas (sendo condescendente) exibições do Flamengo contra os reservas de Grêmio e Cruzeiro tornaram a acender a percepção de que o rubro-negro costuma encontrar problemas quando o adversário não alinha a sua força máxima em campo. Assim, trago alguns exemplos de momentos emblemáticos em que o rubro-negro esteve às voltas com equipes reservas, mistas ou alternativas. 
Momentos nem sempre positivos, como se verá a seguir.

* * *

1 – FLAMENGO 1-0 BANGU, 1987
Estadual RJ, Triangular Final
Nove dias após derrotar o Fluminense (1-0, Decisão do Terceiro Turno), intervalo de tempo suficiente para esfalfar o elenco com uma extenuante viagem a Angola (“precisamos faturar”), o Flamengo estreia no Triangular Final do Estadual, enfrentando o Bangu numa noite de quarta-feira. Já eliminados da competição (goleados pelo Vasco por 4-0 na primeira partida), os de Moça Bonita se desmobilizam. E, entre lesões, suspensões e contratos vencidos, mandam ao Maracanã uma equipe esfacelada com seis reservas. Ao invés de Mauro Galvão, Arturzinho e Nando, vão a campo nomes como Jacimar, Tobi e Macula. O Flamengo, que vai à Justiça Comum para conseguir escalar alguns titulares convocados para a Seleção que irá disputar o Pan-Americano, tenta pressionar, mas o time, nervoso, sente o cansaço da excursão e não consegue se impor ao adversário. Somente aos 39 do segundo tempo, quando os 41 mil pagantes já esboçavam aumentar as vaias, uma cabeçada de Bebeto resvala no atacante Paulinho Criciúma (ironicamente, um dos poucos titulares banguenses em campo) e engana o grandalhão goleiro Palmieri. É a magra vitória, que mantém o Flamengo na briga por um título que acabará não vindo.


2 - FLAMENGO 1-0 SÃO PAULO, 1992
Campeonato Brasileiro, Segunda Fase
Numa partida que é marcada, desmarcada e remarcada algumas vezes, terminando por se realizar numa tarde de um domingo em que vários Chefes de Estado se encontram no Rio de Janeiro em função da realização da Conferência ECO92, o Flamengo recebe um São Paulo que assume a opção de priorizar a Final da Taça Libertadores, a ser realizada três dias depois, contra o Newell's Old Boys-ARG. Assim, os paulistas mandam a campo uma formação com apenas dois titulares (Zetti e Ronaldão). O Flamengo cai na armadilha e sente a pressão do jogo. Apático, não consegue superar o forte bloqueio exercido pelo meio-campo adversário e, pior, ainda chega a ser pressionado em alguns momentos, tendo dificuldades para deter as investidas do jovem atacante Macedo. Ainda assim, sai de campo com a vitória, conseguida por meio de um gol marcado ainda aos 16 minutos, quando Rogério (que, ainda se recuperando de uma lesão no joelho, só está em campo por causa de contusões de Júnior Baiano e Mauro) acerta uma bomba que engana Zetti (o goleiro mandara abrir a barreira) e faz explodir o público de quase 50 mil torcedores. Telê, ao fim do jogo: “recuperaremos esses pontos”. Não recuperam e a vitória se mostra decisiva para a classificação do Flamengo à Final.


3 - SÃO PAULO 3-0 FLAMENGO, 1994
Campeonato Brasileiro, Segunda Fase
Sofrendo com a instabilidade de uma equipe com muitos jovens, muitos deles sem demonstrar condições físicas e mesmo técnicas de atuar entre os profissionais, o Flamengo vai oscilando no Brasileiro. Numa partida adiada, vai ao Morumbi enfrentar o São Paulo, que prefere mandar a campo uma equipe reserva, ou quase (apenas Zetti e Júnior Baiano são os titulares em campo). Entrosada, a formação adversária (conhecida como “Expressinho”) não encontra nenhuma dificuldade para superar os inseguros comandados de Carlinhos e, com 35 minutos de jogo, já vence por 3-0. A perspectiva de uma goleada histórica se acentua quando Marquinhos e Rodrigo Mendes são expulsos por jogo violento. Mas o placar é mantido, muito por conta da incompetência dos atacantes do time da casa, que perde vários gols. O papelão assinala o segundo jogo sem vitória do rubro-negro, numa sequência que ainda durará mais seis partidas. E custará o cargo de Carlinhos.


4 - FLAMENGO 2-2 GRÊMIO, 1995
Campeonato Brasileiro, Primeira Fase
Vivendo um raro bom momento em um ano em que nada parece dar certo, o Flamengo embarca para Florianópolis (onde, seguindo sua caravana pelo País, será o mandante do jogo) em busca da terceira vitória seguida sob o comando do dublê de treinador e radialista Washington Rodrigues, o “Apolinho”. E tudo parece convergir favoravelmente. Mal no Brasileiro, o Grêmio (já classificado para a Libertadores por ser o detentor do título) resolve priorizar a Supercopa Libertadores. Manda a campo um time infestado de reservas. Apenas Danrlei, Roger, Dinho e Jardel são os titulares escalados. Empolgado, o Flamengo já vence por 2-0 aos 25 minutos, ambos os gols marcados por Romário. No entanto, mesmo com DOIS jogadores a mais (o Grêmio perde Danrlei e Alexandre, expulsos), o rubro-negro não consegue segurar a vantagem e cede o empate, com dois gols de Jardel (um deles, sentado). O vexame acende grave crise no vestiário, com alguns jogadores entrando em guerra declarada. “Não adianta o ataque fazer se a defesa desfaz”. E a equipe volta a seguir sua via crucis, maltratando o torcedor.


5 - FLAMENGO 3-1 SÃO PAULO, 1996
Copa Ouro Conmebol, Final
Ainda sem atuar desde o opaco desempenho nas Olimpíadas por conta de uma lesão no tornozelo, o atacante Sávio é o trunfo do Flamengo para a Final da Copa Ouro, disputada no Estádio Vivaldo Lima, em Manaus-AM, após a vitória sobre o Rosario Central-ARG por 2-1. O adversário é o São Paulo de C.A.Parreira, que prefere usar a competição para dar ritmo de jogo ao elenco. Assim, Zetti, Serginho, Axel, Djair, Muller e Denilson estão fora da partida. Mesmo assim, nomes como Valdir, Aristizabal, Belletti e Edmilson inspiram respeito. Mas Sávio, com fome de bola, não toma conhecimento do adversário e flutua no gramado amazonense em uma exibição de gala, comparável às suas melhores atuações pelo Flamengo. Marca três gols e comanda o Flamengo, que por pouco não aplica uma goleada antológica no tricolor paulista. No fim, os (baratos) 3-1 e o título festejado até com alguma discrição, tendo em vista a época de carência (o próximo troféu só virá em três anos).


6 - BOTAFOGO 1-0 FLAMENGO, 1997
Campeonato Estadual RJ, Taça Guanabara
O regulamento da Taça Guanabara prevê uma decisão entre os dois primeiros colocados do turno, após disputa em pontos corridos entre os 12 participantes. O Botafogo, que vence as dez primeiras partidas, garante a primeira vaga. O Flamengo, que acaba de atropelar o Vasco (3-1, em grande exibição de Romário), precisa de apenas um empate contra os próprios alvinegros para assegurar a passagem para a final. O Botafogo, temendo lesões e suspensões, manda a campo um time inteiramente reserva. Até mesmo o treinador Joel Santana é substituído por seu auxiliar, Valinhos. Desinteressado e relaxado, o Flamengo toca a bola sem qualquer objetividade em um Maracanã gelado, com apenas 17 mil pagantes. O panorama “amistoso” da partida é alterado quando o meia Renato (ex-América, Flamengo e Fluminense) acerta uma bomba de fora da área sem defesa para o goleiro Fábio Noronha. O gol desequilibra o rubro-negro, que não consegue pressionar de forma organizada. Para piorar, Mancuso acerta uma cotovelada num adversário e é expulso, fulminando com o mínimo de competitividade da equipe. No final, a derrota elimina o rubro-negro, que afunda em séria crise, cujo desfecho será a demissão, dias mais tarde, do treinador Júnior.


7 - CRUZEIRO 2-1 FLAMENGO, 1997
Amistoso - Torneio Centenário de Belo Horizonte
O Flamengo tenta se reforçar para a sequência do Campeonato Brasileiro, em que faz péssima campanha. Numa decisão que surpreende a todos, anuncia a contratação de Renato Gaúcho, ídolo do Fluminense em litígio com o tricolor. A disputa do Torneio Centenário de Belo Horizonte parece uma ocasião propícia para dar tempo e tranquilidade ao treinador Sebastião Rocha, o “Tião”, cujo cargo já está ameaçado. A equipe estreia com um 2-2 contra o Olimpia-PAR, depois agrada ao golear (5-2) o Benfica-POR. A decisão da vaga para a Final se dá contra o Cruzeiro, que manda um time reserva para a disputa do torneio, uma vez que está na Final da Taça Libertadores (que vencerá). Assim, em vez de Dida, Gotardo, Ricardinho, Marcelo e Cleisson, jogam Rodrigo Posso, Feijão, Odair e dois jovens talentosos: Fábio Júnior e Geovani. Incentivado pelo público, o jovem time mineiro pressiona e abre 2-0. A seguir o estreante Renato Gaúcho desconta, mas o Flamengo não consegue reverter a derrota, que abre uma profunda crise na Gávea (a sede chega a ser invadida por vândalos, que causam um princípio de incêndio no Auditório Rogério Steinberg), a qual resultará na demissão de Tião, ironicamente substituído por Paulo Autuori, justamente o treinador do Cruzeiro.


8 - FLAMENGO 1-1 VASCO, 1998
Campeonato Brasileiro, Primeira Fase
O Vasco acaba de conquistar a Libertadores e, quatro dias depois, a tabela marca um confronto justamente contra o Flamengo, cuja rivalidade os cruzmaltinos fazem questão de elevar à máxima fervura, mencionando o rubro-negro em todos os seus festejos e celebrações. Para completar, avisam que darão folga aos titulares na partida de domingo. O Flamengo, que faz campanha deprimente no Brasileiro, enche-se de brios. Mas falta qualidade. Inicia a partida buscando o gol, alcançado através de Beto, em bela jogada individual. Mas logo depois a defesa falha e o meia Ramón empata. Assustado com a perspectiva de protagonizar (mais) um vexame, o time de Toninho Barroso se fecha e atua em contragolpes. Numa dessas estocadas, perde chance clara com Romário. No fim, o 1-1 é celebrado pelos vascaínos, que saem cantando do Estádio. Dali a poucos meses, viverão o maior momento de sua história. Vice do Mundo.


9 - FLUMINENSE 0-1 FLAMENGO, 2008
Campeonato Brasileiro
Envolvido com a disputa das Semifinais da Libertadores, o Fluminense está “brincando no Brasileiro”, segundo seu treinador, Renato Gaúcho. E escala um time inteiramente reserva para enfrentar o Flamengo. O rubro-negro, por outro lado, ainda vivendo o trauma da eliminação da competição continental, inicia bem o campeonato e briga pela liderança. E, diante de 19 mil torcedores, busca se impor desde o início da partida, criando e desperdiçando algumas oportunidades, a maioria defendida pelo goleiro Fernando Henrique, o nome do jogo. Na segunda etapa, a forte marcação tricolor vai enervando o rubro-negro e as coisas se complicam quando Diego Tardelli é expulso após suposta agressão ao tricolor Maurício. Mas o Flamengo segue insistindo e é premiado aos 42 minutos, quando o volante Diguinho perde uma bola na intermediária e Juan, aproveitando o lance, é derrubado por Fernando Henrique dentro da área. Pênalti, que é convertido por Leonardo Moura. No fim, 1-0, que devolve o Flamengo à liderança. Como curiosidades, o Flamengo atuando com uma camisa sem marca de fornecedor de material esportivo (está em litígio com a Nike) e o gramado castigado por uma inusitada garoa.


10 – FLAMENGO 4-0 INTERNACIONAL, 2009
Campeonato Brasileiro
O Flamengo vive seu pior momento no ano. Uma profunda crise de relacionamento entre as principais lideranças do elenco e o treinador Cuca começa a afetar o rendimento da equipe, que surpreendentemente largou bem no Campeonato Brasileiro. Mas a eliminação da Copa do Brasil, com um gol sofrido nos últimos minutos contra o Internacional no Beira-Rio reabriu antigas feridas. Desmotivado e apático, o rubro-negro sofre duas goleadas seguidas fora do Rio (Sport e Coritiba) e precisa se recuperar no Maracanã justamente contra seu algoz da Copa do Brasil. O Internacional, que está nas Finais da competição, descansa seus titulares (alguns lesionados, outros servindo à Seleção Brasileira) e traz uma equipe com nomes como Lauro, Leandrão e Alecsandro. A Diretoria do Flamengo promove uma reunião entre Cuca e o elenco, que aparentemente sela a paz no vestiário. Diante de um público pequeno mas irritado, que ostenta faixas como “O Flamengo é Maior que Tudo e Todos” e que grita o nome de “Pet, Pet, Pet”, em alusão ao antigo ídolo, o rubro-negro, atuando de forma bem mais intensa e agressiva, constroi sem dificuldades a goleada, em uma atuação de gala de Adriano, que marca três gols (Emerson Sheik completa o placar). Os 4-0 amenizam a crise, que recrudescerá algumas rodadas mais tarde. Mas, ironicamente, o resultado fará diferença na classificação final (o Flamengo conquista o Hexa com dois pontos de diferença sobre o Internacional). Como curiosidade, o zagueiro Álvaro, que atua (mal) na partida pelo Colorado, será contratado semanas mais tarde pelo rubro-negro, onde conquistará a posição de titular absoluto.



terça-feira, 14 de agosto de 2018

Fora de Casa

Olá Buteco, bom dia!

A vitória sobre o mistão do Cruzeiro serviu para estancar a sangria. E só. No imaginário coletivo do torcedor rubronegro, a imagem mais nítida ainda é a da derrota no domingo passado, contra o mistão do Grêmio, jogo que nos tirou da liderança do campeonato, que ostentávamos há 10 rodadas. A derrota pela Libertadores pode ser vista como o primeiro reflexo desse jogo contra o Gremio.

Naturalmente, esse revés trouxe de volta uma discussão bem antiga, sobre a dificuldade que o Flamengo tem quando joga fora de casa contra os principais clubes do país. Em um levantamento visto no Twitter e compartilhado aqui no Buteco, víamos que o Flamengo era o último dos ditos "12 grandes" em número de vitórias fora de casa contra times de SP, MG e RS, com desempenho pior que nossos vizinhos cariocas.

Está discussão, aliada às vitórias fora de casa que vêm obtendo São Paulo (5) e Inter (4) e um apontamento sobre a necessidade de vitórias fora de casa para chegarmos ao título, me direcionou a fazer outro levantamento histórico, agora acerca do número de vitórias (total e fora de casa) e derrotas (total e em casa), dos campeões brasileiros em pontos corridos com 20 clubes. Eis o resultado:


Percebemos que a campanha média para o título é dada por 76 pontos: 22 vitórias, 10 empates e 6 derrotas.

O interessante dessa análise é notar que, realmente, a média de vitórias dos campeões nacionais, jogando fora de casa, é altíssima: 9. Se lembrarmos que são 19 jogos no total, é necessário um desempenho de quase uma vitória a cada dois jogos fora! Me surpreendeu: imaginei que daria um bom número de vitórias fora, mas não tanto. 

Pela frente, vamos encarar fora de casa pelo campeonato brasileiro a seguinte sequência: Atlético PR, América, Inter, Vasco, Bahia, Corinthians, Paraná, São Paulo, Botafogo, Sport e Cruzeiro. Para chegar ao número mágico, precisamos de mais 6 vitórias nesses jogos. Complicado, campeonato brasileiro é muito difícil realmente.

Por outro lado, temos 8 vitórias nos 10 jogos como mandante, um aproveitamento excelente que contrabalanceia esse baixo número de vitórias fora. Se mantivermos esse mesmo desempenho no 2o turno, é possível chegar no caneco com "apenas" mais 4 vitórias fora.

Domingo que vem, a batalha que encerra o turno: Atlético Paranaense na Baixada. Mesmo sabendo que, historicamente, nosso desempenho é muito ruim jogando lá, o empate continua sendo um mau resultado, porque os outros têm jogos fáceis em casa. Precisamos da vitória!

***

Antes da viagem ao Paraná, temos o jogo da volta da Copa do Brasil, Grêmio no Maracanã.

É um dilema muito difícil de responder: embora toda a premissa do post de hoje convirja para a necessidade de vitória no domingo, acho um desperdício colocarmos um time reserva amanhã e jogarmos para o alto a boa performance obtida no jogo de ida.

Que o Barbieri e os jogadores estejam inspirados. Classificação amanhã e vitória domingo seriam o remédio perfeito!

Vamos, Flamengo!!!






segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Separando as Coisas

Salve, Buteco! O placar de 1x0 magro em um jogo truncado contra os reservas do Cruzeiro está longe de atender às altas expectativas da Nação Rubro-Negra, mas ao menos serviu para remediar a enorme frustração pelas tristes atuações contra os reservas do Grêmio e os titulares do Cruzeiro.  Ontem, os reservas do time mineiro pareceram apostar na pressão mediante marcação alta no início da partida, provavelmente tentando marcar um gol logo no início, tal como ocorreu no confronto pela Libertadores. Passados esses primeiros minutos, o Flamengo foi aos poucos ocupando o campo defensivo mineiro e construindo algumas jogadas, porém pecando nas finalizações, com Vitinho e Everton Ribeiro. Não demorou muito, porém, e o time abriu o placar com uma troca de bola que se iniciou no lado esquerdo do ataque, na altura da grande área cruzeirense, com Vitinho, que tocou para Everton Ribeiro, que por sua vez se encontrava no setor direito, também na altura da linha extrema da grande área. Lucas Paquetá "puxou" a marcação ao se infiltrar em diagonal, da esquerda para a direita, abrindo espaço para a assistência de Everton Ribeiro para Henrique Dourado, que com um toque tirou do goleiro Rafael e mandou a bola para as redes, chorando após bater nas duas traves.

O Flamengo quase ampliou em uma jogada individual de Vitinho, que bateu forte e cruzado de média distância, mas a bola passou perto da trave direita de Rafael. Antes disso, Lucas Paquetá se precipitou e finalizou de fora da área quando poderia ter procurado Dourado perto da marca do pênalti. Defensivamente, o time não teve maiores problemas no primeiro tempo, senão em uma bola aérea cabeceada por Henrique entre Réver e Paquetá, tirada em cima da linha por Miguel Trauco, muito bem colocado.

No segundo tempo, o Cruzeiro cresceu na partida após as entradas de Thiago Neves e De Arrascaeta, quase empatando com uma finalização do jovem atacante uruguaio, que obrigou Diego Alves a operar um milagre "nível Gordon Banks". Barbieri demorou a mexer, mas quando o fez neutralizou a equipe mineira e devolveu a iniciativa de jogo para o Flamengo com as entradas de Willian Arão, Pará e Marlos Moreno. De uma maneira geral, o Flamengo passou a impressão de iniciar jogadas de ataque que poderiam resultar no segundo gol, mas sempre se precipitava com um toque a mais na bola antes do passe ou da finalização. Destaco, não pela qualidade da atuação, mas pelo foco e pela dedicação, o estreante Piris da Motta, os (merecidamente) criticados laterais Rodinei e Trauco e Henrique Dourado, que mostrou muita raça e vontade de acertar. Tecnicamente, Diego Alves e Léo Duarte fizeram mais uma ótima partida.

***

Sobre as laterais, na direita Rodinei, como mostrou ontem, pode ser importante para dar volume de jogo na base da força física. Costuma ser criticado na marcação, mas acredito que, ao contrário de Pará, seu desempenho no confronto 1x1, em lances de velocidade, é regular. Não é pelo seu lado que os ataques adversários costumam se criar. O defeito que frequentemente apresenta nos jogos é de posicionamento na marcação dentro da área, nas bolas aéreas e lançamentos adversários. Ontem permitiu que De Arrascaeta, muito mais baixo, cabeceasse nas suas costas no lance da defesa espetacular de Diego Banks (ou Gordon Alves, como preferirem).

Todo lateral deve saber marcar. Trauco precisa ser cobrado nesse sentido. Ontem teve atuação segura, muito embora o Cruzeiro tenha atacado muito pouco por seu setor.

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O jogo de ontem teve suas especificidades. A arbitragem de Dewson Fernandes de Freitas da Silva foi uma das mais desonestas que já vi o Flamengo enfrentar.

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Comparando os times de antes e depois da Copa, nota-se que duas peças saíram (Vinícius Jr. e Matheus Thuler) e duas entraram (Réver e Vitinho).

Como venho sustentando em diversos posts esse ano, Vinicius Jr. é quase insubstituível, levando em conta o talento, a visão de jogo e a constante movimentação que atraía a marcação e gerava grandes espaços nas defesas adversárias, facilitando o trabalho dos demais jogadores. Sem Vinícius, o time volta a jogar no estilo "arame-liso". Vitinho aos poucos dá a impressão de que pode devolver ao time ao menos parte da agressividade que ficou no período pré-Copa do Mundo, mas ainda parece sem ritmo de jogo.

Já Matheus Thuler ainda está no elenco. Os números evidenciam que sua barração pelo capitão Réver não ocorreu baseada em critérios técnicos. O time perdeu não apenas em velocidade, como também em desarmes e no combate individual com atacantes adversários, o que forçou até mesmo uma mudança de posicionamento na linha defensiva, agora mais recuada. O número de gols sofridos pós-Copa prova a fragilização da defesa. Maurício Barbieri erra ao insistir na barração de Thuler, seguindo uma tradição negativa do clube, que permite a titularidade incontestável de veteranos em decadência.

Feitas essas ressalvas, é hora de separar as coisas.

Pipocadas históricas como na final da Copa do Brasil de 2004, nas Libertadores de 2002, 2007 (Uruguai), 2008 e 2011, além da reta final do Brasileiro de 2008, mostram que o problema de pouca competitividade em contextos decisivos, surgido neste século, não começou na atual gestão. Contudo, é preciso reconhecer que se intensificou durante os dois mandatos de Eduardo Bandeira de Melo, período em que o clube demonstrou fragilidade constrangedora nas competições eliminatórias, com sucessivas eliminações na Libertadores, na Sul-Americana, na Copa do Brasil e até mesmo na insossa Primeira Liga.

Os números não mentem. Levantamentos feitos por torcedores ao longo da semana mostraram que, comparando os desempenhos dos grandes clubes do futebol brasileiro em confrontos diretos desde 2013, o Flamengo é o que menos vence jogando como visitante, critério que, sem a menor sombra de dúvida, faz a diferença para disputar os maiores títulos. Isso quer dizer que, nesse quesito, o Mais Querido, durante as duas gestões EBM, vem apresentando desempenho inferior aos dos combalidos rivais cariocas e interestaduais que chegaram a ser rebaixados nas duas últimas décadas, o que é indefensável. A melhoria da estrutura e do elenco, especialmente a partir de 2016, exigiria resultados bem melhores.

Aliás, afirmo sem hesitação que, no plano atual, os elencos de Grêmio e Cruzeiro não são superiores ao do Flamengo, que hoje nada lhes deve em nível de estrutura (muito pelo contrário). Seus times reservas normalmente capengam e perdem muitos pontos quando atuam pelo Brasileiro. Portanto, nada explica os reservas do Grêmio e os titulares do Cruzeiro se imporem com tanta autoridade, senão uma brutal diferença na forma de encarar e se preparar para esse tipo de confronto. Estamos falando de um meio campo com Cuéllar, Everton Ribeiro e Lucas Paquetá ser completamente envolvido por outro composto por Jailson, Thaciano e Douglas e seus quilos a mais; de Cuéllar, Everton Ribeiro e Diego serem completamente envolvidos por Thiago Neves (até então em má-fase e jejum de gols) e De Arrascaeta.

Amigas e amigos do Buteco, o que aconteceu quarta-feira passada, no Maracanã, e no sábado anterior, em Porto Alegre, foi vergonhoso e constrangedor. Ainda que se alegue que a falta de priorização de uma competição levou a um maior desgaste do time titular do Flamengo em relação aos de Grêmio e Cruzeiro, estamos falando em atuações fraquíssimas e flagrante inferioridade rubro-negra frente aos adversários em cento e oitenta minutos de bola rolando. Quatro gols sofridos e nenhum marcado. Dois atropelos. Desgaste em razão da maratona pode até existir, mas até pela sequência pós-Copa ainda estar no início, não pode servir de muleta para tudo.

A estrutura do Departamento de Futebol subiu de patamar, mas a mentalidade permanece nos anos de fuga do rebaixamento. O Flamengo precisa reagir imediatamente.

***

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 12 de agosto de 2018

FIFTH!!!!!!

Ben Stiller incorporou o analista de risco Rueben Feffer em "Quero ficar com Polly", personagem que passava os dias avaliando índices de risco para um cliente alucinado, que amava nadar com tubarões, pular de prédios e outras insanidades.

Rueben era um cagão raiz, tinha medo de uma porrada de coisas, e, é claro, tinha intolerância a alguns alimentos, até que....ele conheceu Polly. Polly, aka Rachel Green, aka Jennifer Aniston. Uma das mulheres mais lindas (apesar do xulé) do mundo, que traz sua beleza para qualquer papel.

E Rueben se vê num restaurante tailândes. E come. E consegue a façanha de transformar a privada da casa de Polly num encanamento sem passagem de uma agulha das mais finas. Mas, com um objetivo em mente, Rueben consegue superar seus medos, assume o risco, fica com Polly e...FIFTH!!!!

Quem sou eu para criticar as escolhas do Flamengo? Eu não tenho amigos lá dentro que me mostrem os resultados dos testes de cansaço, das avaliações de índices de força muscular, do simples conhecimento de dizer "o time cansou" ou o "time não cansou".

O fato é que o Flamengo perdeu um pouco do seu ímpeto, da pegada. E eu não jogo essa parada nas costas da saída do Vinicius Jr. O moleque é craque, vai arrepiar nas Europa, mas era uma peça num esquema redondo, equilibrado, que nos levou ao topo da tabela (e, pasmem, até agora estamos ali colados com os bambis paraguaios).

O Flamengo fez a sua escolha. Optou por arriscar tudo nessas 2 semanas de loucuras com embates com 2 times muito fortes, que, assim como nós, também postulam os grandes títulos da temporada. E é claro que isso pesa quando se tem 4 jogos seguidos em ritmo alucinante. Em momento algum, eu, Alexandre, acreditei que teríamos um desempenho lunático pica master das galáxias encarando os 2, ainda mais com treinadores que conhecem bem ambas as competições.

Se eu puder fazer uma aposta, acredito que passaremos na CdB, continuaremos colados no topo da tabela, e, na Libertadores, acho muito difícil. Mas eu sou Flamengo, e não me reservo o direito de achar que fudeu tudo. Faz parte da nossa índole acreditar no impossível. E faz parte do nosso DEVER acreditar numa reviravolta. Afinal, o time deles não tem Varane, Pogba, Mbappe e Griezman. Tem Dedé e Mano. Ponto.

E sobre os que falam em poupar, eu abro as páginas finais do excelente "1981 - O primeiro ano do resto de nossas vidas", de Maurício Neves (quem não comprou é ruim da cabeça ou doente do pé), para verificar que, entre o começo de novembro e 13 de dezembro, jogamos uma porrada de vezes, tendo Botafogo, Fluminense (àquela época, eles eram razoavelmente grandes), Cobreloa com uma batalha campal no Chile, Vasco 3 vezes em um Maracanã com mais lama do que grama), e uma viagenzinha pro Japão, onde todos sabem o fim.

Qual o ponto? Se naquele tempo, com uma preparação física não tão científica como hoje, aguentamos, temos que, no mínimo, administrar com mais propriedade o calendário. Assim penso eu.

Hoje, fizemos o dever de casa. 3 pontos e ponto. E vamos ligar a chave da CdB. Temos grandes chances na quarta, e eu aposto na passagem pra próxima fase. É o que meu sangue RN me diz.

SRN.
DCF.
CCM.

E nada mais digo.