quinta-feira, 31 de julho de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: e daí que Robinho esteja velho? E daí que só o Milton Neves acredite que ele será o novo Pelé? E daí que as noites cariocas sejam capazes de transformar um abstêmio convicto num consumidor de Cinzano, desses de “dez conto” nas boas casas do ramo?

E daí?

Estou escrevendo aqui uma coluna sobre futebol, e não um tratado sobre lógica. De modo que o Robinho, mesmo um tanto idoso de corpo para o esporte bretão, ou outro tanto jovem demais de mente para a night, brincaria de jogar bola nas peladas de luxo disputadas em estádios padrão FIFA que o Brasileirão nos proporciona semanalmente. E outra: até o Adriano Imperador, se ainda conseguisse andar, disputaria a artilharia de 2014!

Daí, deu pra perceber que não ficarei chateado caso o Robinho surja com o sacrossanto manto ainda nesta semana. De graça, ainda melhor. “De sóbrio”, então, melhor ainda.

Agora o Cruzeiro. Cejemos cinseros e analfabéticos: acho que 18 pontos de dianteira está mais do que justo, não? Tá boa essa vantagem, Cruzeiro? Porque só agora o Mengão começou a disputar o campeonato à vera. Donde espero que em dezembro os arcoirenses admitam o nosso hepta com hombridade, sem choro, desculpas ou tapetões.

E agora, pra finalizar, o Luxa. Já começou a tirar cartas da manga. Como não? Meus leais detratores: quando o Luxa tira cartas da manga, duas coisas podem acontecer, sendo uma delas título. A outra, infelizmente, chama-se dívida.

Longe de mim fazer um trocadilho infame, coisa que não é do meu feitio, mas é fato que uma semana atrás o Flamengo estava no buraco, até o canastra do Luxa ser convocado. Agora, é uma mera questão de paciência.

Duplex Toc Zen

1 - O que a vitória do Mengão sobre o Botafogo prova?: Prova que em apenas dois dias o Luxa conseguiu transformar um bando desorganizado num time de peladas.

2 - Olho no calendário, seu Adriano Galliani!: Se o seu leilão pelo Robinho demorar muito, daqui a pouco já estará na hora de ele se apresentar ao Orlando City.

3 - “O Sheik socorre alguns atletas financeiramente.” – Vagner Mancini: Antes de dizer que acho bonito, prefiro esperar pra saber qual a taxa de juros que o Emercenário tá praticando.

4 - Apesar de se machucar muito, o Cáceres só tem um defeito: Ter nascido com defeito.

5 - Diálogo entre gerações: Alguém tem que avisar os jovens boleiros do futebol brasileiro que ser um jogador moderno não significa cortar o cabelo e a barba na última moda.

6 - “Segundo BID da CBF, Emerson e Edilson não poderiam jogar o clássico contra o Flamengo”: Ué! E jogaram?! 

7 - Palmeirenses depredaram a Arena Corrupção após o jogo contra o Corinthians?: Lamento muito, mas espero que o Governo não envie a conta da restauração do estádio pra minha casa.

8 - E já que falei em Milton Neves, a seguir o Momento Merchan: “Café Pelé. O pereba dos cafés.” #TroçoRuimBagaraio

9 - E ao Alexandre Kalil, que ultimamente vem achando que o Patétrico-MG é grande: Quando alguém diz “Flamengo”, todos sabem que não é o do Piauí nem o de Guarulhos, mas quando alguém fala “Atlético”, logo se pergunta: “Qual deles?”

1-1-6 - Se liga, Kalil: O Flamengo não é grande porque tem Mundial, Libertadores e Brasileirões. O Flamengo é grande porque nunca foi rebaixado.

11 - Calúnia também é cultura: A mascote do Botafogo é um cachorro porque cachorros enxergam o mundo em preto e branco. 

12 - Veterano puxando fila em treino físico no Ninho do Urubu?: Só se o Luxa instituir a fila para idosos.

13 - Se o Adriano terminou no A.A. (Alcoólicos Anônimos), o Ronaldinho Gaúcho vai acabar onde?: No O.O. (Onanistas Onônimos)? 

14 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Tô nem aí se o Vanderlei Luxemburgo é um treinador ultrapassado. Pelo menos é treinador.

Aproveite pra ler a Calúnia enquanto ainda é de graça, porque amanhã poderei estar pagando pelo seu tempo. 

É impressionante como o nosso departamento médico ficou vazio quando o Ney Franco foi embora...

O Luxa é treinador mesmo. Arrumou a bagaça em 2 dias.

Cáceres é um monstro! Um leão! Jogador de Seleção brasileira!

Tremei, arcoirenses: começou o Brasileirão pro Mengão.

Se o Cáceres não se encangalhou de vez hoje, não se escangalha nunca mais. Só cavalo no time do Botafogo.

O mérito do Luxa nem foi a escalação do time, mas sim a barração dos jogadores certos.

Por que o Maduro se veste como um palhaço?

Além de focado e profissional, o Cáceres é um excelente jogador. Só tem um defeito: quando não tá machucado, tá suspenso.

E nada mais faço, contanto que o Mengão continue fazendo 3 pontinhos por jogo.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Adrenalina, o combustível do Flamengo


Peço licença aos amigos para reproduzir um trecho da coluna da semana passada: "Desde a primeira derrota no atual Brasileirão que parte da torcida, ressabiada na condição de gato escaldado, se refere a um possível rebaixamento. Alguns mais açodados chegam a determinar: "Agora vai cair!" como se estivessem diante de um exato problema de matemática de fácil resolução prevista nos livros do inesquecível professor Ari Quintela. Replico eu: Vai nada. A temperatura subiu e como nas antigas panelas de pressão desde os tempos das nossas avozinhas, a carga subiu proporcionalmente e daí vem a salvação;

Infelizmente funciona assim, no estresse e no limite, cujo ponto se ultrapassado é capaz de derrubar o presidente do clube. Não precisava ser desse modo para que as providências necessárias à realização de uma boa campanha fossem adotadas. Com a eleição dos azuis, cheguei a pensar que essa era uma fase que tinha ficado para trás, mas ainda não ficou e parece que vai demorar a chegar até lá...";

Nenhum embasamento científico para chegar à conclusão acima, apenas anos de rodagem com esse clube que utiliza o estresse como fonte de energia primária para o seu bom funcionamento. Assim, com o botão da grande reatividade acionado pela indignação geral dos rubro-negros, em apenas sete dias, Ney Franco foi demitido, Wanderley Luxemburgo readmitido, o goleiro Felipe barrado, seu reserva Paulo Victor promovido, André Santos afastado, João Paulo assumiu a lateral-esquerda para fazer o ótimo cruzamento para o gol da vitória no domingo, quando o Botafogo foi abatido e o Flamengo abandonou a lanterna do Campeonato Brasileiro para, quem sabe, decolar definitivamente rumo à metade de cima da tabela do Brasileirão;

Por que não entrar sempre, no certame, pilhado positivamente é a pergunta que fica. A cada ano, já é sabido antecipadamente, pela diretoria, que vai dar erro empurrar com a barriga os problemas que levam o time à Zona do Rebaixamento. Por sua vez, os jogadores são PHD no inferno em que se transforma a Gávea se fizerem corpo mole nas partidas ou se "entrarem em campo desmotivados", como os próprios costumam dizer. É pressão por todos os lados, como se fosse a atmosfera a envolvê-los, permitir que o Flamengo seja um passageiro vizinho do rebaixamento à Série B;

Por isso não cai, a reação da torcida é um míssil, dos ex-presidentes ao torcedor mais humilde, sendo dispensável agir com a desnecessária e covarde violência. A manifestação sadia na véspera do sucesso na partida contra o Botafogo foi um recado de que estamos juntos, desde que haja indícios de resposta em termos de luta sem entrega no rumo das vitórias;

Os envolvidos sabem que a austeridade financeira, no momento, é preciso. Que saibam também que é indispensável manter-se do meio da tabela pra cima. Nenhuma novidade para qualquer torcedor de arquibancada, da TV ou do radinho de pilha.

SRN!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Opção pela Independência

Quem acompanha as colunas que escrevo sabe que quase quixotescamente sonho com um estádio próprio. Os mesmos também sabem que odeio esta tentativa de escravização do clube pelo Consórcio Maracanã e a aparente submissão a qual o Mais Querido se sujeita. É um absurdo essa concessão em que apenas os promotores do espetáculo são prejudicados (clubes). Além disso tudo, ainda não passa pela minha garganta o estranho fechamento do Engenhão, para obras. O que se ouve pelo Rio de Janeiro é que o Engenhão reabrirá sob uma condição: um contrato de longo prazo do Flamengo com o consórcio (o trem pagador...). Veremos.

Não são poucos os problemas relacionados ao Maracanã e o principal deles é o contrato firmado entre Flamengo e Consórcio Maracanã, ousado, pensado para lucros altos em grandes públicos, elevando com o isso a necessidade de um ingresso médio mais alto; além dos custos com o sindicato dos ex-atletas profissionais, dos escoteiros, dos cronistas esportivos, lei da meia-entrada, gratuidades e das penhoras. Para demostrar as arbitrariedades deste contrato e o absurdo que é a realidade do Flamengo, foi criada uma calculadora de ingressos com as diferenças entre este contrato no Maracanã (futuramente o do Fluminense) e do Cruzeiro na Minas Arena. Um drama.

Pouco tempo atrás, voltou “um zum-zum-zum” sobre a construção de um estádio para 20.000 pessoas na Gávea. A primeira notícia relacionada ao assunto se deu sobre a construção de um “estádio butique”, que seria péssimo por uma série de fatores, principalmente pelos preços altíssimos, tanto na construção, quanto nos ingressos para os torcedores. Logicamente, existem maneiras de se viabilizar, financiar a esse tipo de construção com as famosas “cadeiras cativas” (concedidas por período específico preestabelecido, 10 anos); concessão de camarotes, também por período preestabelecido; venda do direito de nome; e concessão de bares, restaurantes e lojas (como em shoppings).

 Tudo isso seria possível, porém dificilmente escaparia de um empréstimo asfixiante de médio prazo, para a construção de um aparelho novo. O problema de se construir um estádio multiuso para 20.000 pessoas é que não seria possível uma expansão, ampliação para 50.000 pessoas, por exemplo, que traria a “independência” financeira e logística do Flamengo, que poderia por fim, jogar os clássicos no Maracanã, preservando seu patrimônio. A preparação para essa possível expansão elevaria ainda mais os custos de construção. Encaro como ideal a construção de um estádio próprio para 40 ou 50 mil torcedores, para ganho financeiro do clube e ocupação no estádio (casa cheia, ingresso baixo).

Segundo a imprensa e boatos a esmo, a viabilização da “casa na Gávea” viria através da Odebrecht, majoritária no consórcio Maracanã S/A (dona de 90%). E aí amigos, a porca torce o rabo... Nada contra a construtora, tudo à favor do Flamengo. Não vejo vantagens na relação entre o clube e a Odebrecht, por pensar que o clube sairia “prejudicado e iludido” com o “presentinho” que pode ser um cavalo de troia. Juro já ter pensado sobre a possibilidade da concessionária do Novo Maracanã, depois de ter assinado o contrato e iniciado uma possível construção do estádio da Gávea, desistir do consórcio e do Maracanã antes dos jogos olímpicos de 2016, já que tem a obrigação de investir algo em torno de R$ 600.000.000,00 para concluir o projeto urbanístico do estádio para os jogos.

Se ocorrer o que descrevo, a construtora “escravizaria” ao Flamengo, o prejudicando em um “arrendamento futuro” do Maracanã (hipotético após a saída da Odebrecht). Não é teoria da conspiração, é uma POS-SI-BI-LI-DA-DE concreta, que se confirmada, traria ao Flamengo a obrigatoriedade de jogar somente na Gávea, mesmo com o Maracanã livre, para que a Odebrecht preserve seu investimento (logicamente, depende do contrato a ser firmado).

Alguém aí se lembra o do Engenhão? Não há como tirá-lo do contexto. Ele foi fechado debaixo de uma possibilidade de queda de estrutura após ventos fortes. Já choveu, já ventou com velocidade superior a 100Km/h e nada aconteceu. Ainda bem. Um estádio de SETE anos não poderia passar por reformas ESTRUTURAIS. Depois da realização dos jogos olímpicos de 2016, ele voltará para as mãos do Botafogo. Ou não. O Botafogo está bem no Maracanã e sua torcida não comparecia ao Engenhão, e tem também, uma dívida do tamanho do mundo, que inclusive o fez ameaçar de abandonar ao Campeonato Brasileiro atualPorque não tentar uma “oferta hostil” ao Botafogo e a Prefeitura para ficar com o Engenhão?

Porque o Engenhão, que não será demolido, não poderia se transformar na nova casa do Flamengo? Penso muito seriamente no assunto. Só o Flamengo será capaz de transformar o estádio olímpico em um lugar viável. Reformulando a posição das cadeiras, assim como a construção efetiva das careiras definitivas “detrás dos gols” e colocando arquibancadas móveis por cima da pista de atletismo, teríamos um estádio confortável, que acomodaria bem as torcidas organizadas, acolhedor e com uma acústica capaz de pressionar a qualquer adversário. Um estádio “quente”.

A solução seria espetacular e ainda não faria do local um gigante Rubro-Negro, nunca um elefante branco pós-2016. Todos teriam a ganhar. Um Engenhão REMODELADO e do Flamengo, administrável no longo prazo, com configurações para grandes e pequenos públicos, traria o torcedor para mais perto do campo, pressionando aos adversários, como o visto nos novos estádios da copa do mundo. A estrutura já é excelente e ele é um estádio conhecido da torcida, novo (2007) e pode ser melhorado dentro e no entorno. Hoje, cada “lado canta uma coisa diferente” e “nada se ouve direito”.

Com o fechamento do anel superior, construindo-se as arquibancadas no entorno do campo, e mantendo-se as arquibancadas construídas para os jogos olímpicos, seria mais fácil um tratamento acústico, concentrando o som dentro do estádio. Estas arquibancadas móveis em cima da pista de atletismo, que proponho aqui, para aproximar o torcedor do campo de jogo, elevaria a capacidade do Engenhão, para até 80 mil pessoas, dependo do que deseja o Flamengo. Com as arquibancadas dos jogos olímpicos a capacidade subirá naturalmente para 60 mil pessoas, já na sua reabertura, nesta próxima obra pra 2016.

Uma obra de rebaixamento do nível do campo seria executada para preservar a pista de atletismo e construir um nível de arquibancadas móveis, sem atrapalhar a visão dos torcedores, mantendo a qualidade da pista de atletismo. É uma obra simples e relativamente barata. Dito por um especialista consultado por mim, que inclusive “leu a planta” do Engenhão e me afirmando categoricamente: eu investiria no rebaixamento do campo, novo anel de arquibancadas moveis e lojas e camarotes”. O Flamengo teria boas opções para jogos grandes e jogos menores, sem que se perca a “qualidade na pressão” pela nova acústica e pela proximidade da torcida no gramado, com lugares para se torcer de pé e etc. Abaixo vídeo que demonstra a obra no projeto original e foto do Engenhão atual:

Rebaixamento do campo (pista), aproximação da torcida por arquibancadas móveis em cima da pista, "fechamento" do anel superior com arquibancadas atras dos gols, já construídas para os Jogos olímpicos de 2016, e melhorias acústicas transformariam o estádio num caldeirão a baixo custo. Já para Janeiro de 2017, quando acaba o contrato "Consórcio Maracanã/Flamengo". 
Alguém se lembra de como ficou a Gávea “projetada para a Holanda”? Recente, né? Ainda está lá! O estádio Olímpico com uma nova identidade, seria nossa casa. É exatamente o que aconteceu com os estádios da copa, modificados pela Fifa. Uma “identidade visual Flamenga”! Cadeiras vermelhas e pretas em todo o estádio e padronização visual “modo Copa do Mundo”, com as cores do Flamengo. Criação de uma identidade visual para o estádio, como foi executada em pequena escala na Gávea, para a Holanda, como é feita em jogos Olímpicos e na Champions League. Porque não sonhar com isso?



O mesmo especialista me assegurou que o valor total para o Flamengo colocar o Engenhão “do seu jeito” seria de aproximadamente 100 milhões de Reais e com mais 50 milhões de Reais todo o complexo e já em 2017 teríamos nossa casa para 25 ou 30 anos. Muito melhor do que ficar preso a qualquer construtora por causa da Gávea e bem possível de ser pago, inclusive com o direito de nome desse novo estádio já no lançamento do projeto (se possível anunciado com “novo o arrendamento”). O direito de nome de um estádio do Flamengo para 10 anos e no Rio de Janeiro não ficaria por menos de 150 milhões de Reais

O financiamento poderia vir de diversas fontes e o próprio estádio traria novas receitas ao Flamengo. Com a possível comercialização dos camarotes, o novo direito de nome, estariam pagas as reformas. O lucro, o “restante” ficaria com o clube, inclusive a comercialização de cadeiras cativas por concessão temporária (10 anos) e dos ingressos de temporada, criando demanda média para shows e partidas, planejamento. Dentro desta nova propriedade, o Flamengo poderia ceder placas, veiculação por TVs (propaganda), cessão de bares, possíveis lojas, entre outras dezenas de propriedades comercializáveis. Existe ainda uma grande possibilidade de negócios com ele, inclusive grandes ocupação do estádio com pacotes de temporada e ingressos mais baixos. Poderia capitalizar com o PLANEJAMENTO PARA O TIME.

Se o Flamengo “adota” o Engenhão como sua casa, vence a resistência da torcida. Atlético-MG “abandonou” o Mineirão e adotou o Estádio Independência como sua casa e a torcida foi atrás. É a opção mais interessante que apareceu, em todos os sentidos, ultraviável. Basta vontade política. Muito melhor que um estádio boutique na Gávea construído pela Odebrecht, dona do Consórcio do Maracanã, por exemplo. Seria também absurdamente mais barato e caberia mais gente no Engenhão que no Maracanã, não é verdade?

Cultura também é criada e a cidade cresceu e continuará crescendo. E o Botafogo está com o pires na mão... No terreno ainda há espaço para a construção de um campo de aquecimento, dois prédios/estacionamentos, facilitando a comodidade para quem não usa o transporte público (recomendado), para a construção de lojas, megaloja do clube, Museu, um complexo de restaurantes e cinemas, já que a região é predominantemente habitacional, mas cercada de um comércio pujante e algumas fábricas. É um ativo da cidade que não pode ser jogado no lixo. Em minha visão não poderia descartado de modo algum.

 O que não pode é o Flamengo ficar com ¼, no máximo 1/3 da bilheteria bruta e achar normal. Um financiamento com o BNDES e obra depois de 2016. Estádio pronto já em 2017, quando termina o contrato com o consórcio, reitero. Poderia abrir apenas o anel inferior para jogos pequenos, compartimentos do estádio, setores menores para visitantes e uma série de outras vantagens para se minimizar os custos que seriam apenas do clube. Os lucros também. O Flamengo com SUA CASA e a prefeitura com menos um elefante branco para cuidar. Ou alguém acha que o Botafogo conseguirá sustentar sozinho ao "paquiderme alvo"? Pela independência do Flamengo, escolho o Engenhão.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Enfim vitória com a força da Magnética!


Bom dia Butequeiros e leitores silenciosos, Gustavão viajando na hora do jogo, vitória certa.

Vencemos! Ufa! Aleluia!

Dos 30 minutos do 2o tempo até o apito final, acho que passaram umas duas ou três horas. Ganhamos na raça, na vontade, na camisa, na ruindade do foguinho e sobretudo com a arquibancada empurrando o time. Fundamental a presença maciça da Magnética e a redução no preço dos ingressos. Muito orgulho da Nação!



O time do Flamengo fez um bom 1o tempo (em relação ao adversário), podendo inclusive ter ampliado o placar já na 1a etapa. Nosso cliente de longa data nos fornecia espaços generosos e quase não oferecia perigo. No entanto, a emoção, leia-se, tensão, estava garantida até o final. O 1o tempo terminou com o Flamengo detentor apenas da vantagem mínima, 1 a 0.

Na 2a etapa, o Faísca ficou bem mais próximo do empate do que o Flamengo de ampliar o placar. Apesar do meu receio inicial quanto à falta de mais pegada no meio de campo, em razão dos nossos laterais que pouco marcam, Luxemburgo parece ter acertado na escalação inicial, até porque o Cáceres marcou por ele e mais dois e o Flamengo jogou de forma bem mais compacta. Porém, o time passou a jogar pior depois das substituições. Negueba e Gabriel, dois jogadores ainda muito jovens e não consolidados, erraram praticamente tudo que tentaram.

Quanto às estreias, gostei muito do zagueiro Marcelo, até o jogador cometer um erro tenebroso, em que pese o fato do Paulo Vitor não ter feito a melhor opção no lance. A furada por muito pouco não nos custou a vitória. Acredito que ele demonstrou potencial para ao menos se tornar 1o reserva, servir como opção no esquema de 3 zagueiros - que deve ser abandonado -, ou mesmo disputar a titularidade, embora um único jogo seja pouco para avaliar a real qualidade do defensor.

Já a estreia do Canteros não foi das melhores. Até agora poucos entenderam qual o posicionamento do argentino em campo. O volante ficou muito perdido no jogo e esteve mais presente no setor de ataque (?). A impressão é que vai precisar de um período de adaptação. O ideal seria o jogador ter vindo para ganhar entrosamento com o time durante a parada da Copa, mas as últimas contratações demoraram demais a acontecer.

Cáceres voltou muito bem, foi o melhor do jogo. O paraguaio jogou com muita intensidade. Entrega, luta, raça, não faltaram. Nosso volante se multiplicou em campo, mas em razão de uma jogada infantil, irresponsável e bisonha do Léo Moura, praticamente no minuto final, teve que ser expulso do jogo e desfalcará o time na próxima rodada. Fará muita falta. Léo Moura também está fora e a meu ver a melhor opção pra lateral direita seria improvisar o Marcio Araújo. Não gosto do "Processinho" golinha pro alto na lateral (Luiz Antônio), que, aliás, fez um jogo pífio e sabe-se lá por qual motivo ficou 90 minutos desfilando em campo.

Felipe foi finalmente barrado e Paulo Victor, apesar de não ter sido nenhuma Brastemp, passou mais segurança que o antecessor. No início do jogo rebateu de forma preocupante uma bola chutada, que quase caiu nos pés do Sheik, mas no lance do Zeballos fez uma defesa que provavelmente o Felipe não conseguiria realizar. Além disso, o Paulo Victor rifa bem menos a bola com chutões que o chamado MDP.

Na lateral esquerda, João Paulo fez um de seus melhores jogos com a camisa do CRF. Conseguiu não deixar uma avenida no setor e ainda foi responsável pela assistência (um cruzamento perfeito), que resultou no gol do Alecssandro. André Santos definitivamente não deixou saudades. A verdade é que todo jogador menos técnico tem suas deficiências minoradas quando o time joga de forma mais compacta e organizada. Sabemos, entretanto, que não é jogador pra ser titular no Flamengo.

Do meio pra frente, destaque negativo pro Paulinho, que no ano de 2014 definitivamente ainda não conseguiu reencontrar o bom futebol que o fez se destacar no fim do ano passado. As opções que o elenco oferece para jogar na ponta são muitas, mas nenhum dos jogadores até agora se mostrou confiável ou regular.

Por falar nisso, a irregularidade é marca registrada do Mugni. O mesmo jogador é capaz de realizar jogadas fantásticas, que demonstram grande habilidade, para logo em seguida proceder de forma irritante, errando passes simples ou perdendo a bola inocentemente. Lembra bastante a oscilação de jogadores recém promovidos ao profissional. A se observar positivamente o passe que deixou Paulinho na cara do gol. Torço para que o Luxemburgo consiga lapidar o jogador, embora seja um técnico com fama de não gostar muito de trabalhar com estrangeiros. 

O mais importante nesse jogo era voltar a vencer e o time demonstrar uma postura combativa. O objetivo inicial foi alcançado. Raça e atitude também ganham jogos. Mas só isso é pouco, principalmente quando se trata de um campeonato longo e por pontos corridos. Ainda estamos longe de apresentar um bom futebol, o time ainda carece de vários ajustes e os recém contratados precisam dar certo. Um passo de cada vez, sem subestimar nenhum adversário (a Chapecoense venceu o SP no Morumbi) e vamos deixar a zona que não nos pertence.

Vitória do Flamengo é o Prozac dos brasileiros. Impressionante como muda o astral!

Robinho vem aí?

Boa semana a todos,

SRN!

domingo, 27 de julho de 2014

Flamengo x Botafogo


Campeonato Brasileiro 2014 - Série A - 11ª Rodada

FLAMENGO: Paulo Victor; LeonardMoura, Wallace, Marcelo e João Paulo; Cáceres, Luiz Antonio, Lucas Mugni e Éverton; Paulinho e Alecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Botafogo: Jefferson; Edilson, Bolívar, Dória e Júlio César; Airton, Gabriel, Bolatti e Carlos Alberto; Zeballos e Emerson Sheik (Yure Mamute). Técnico - Vagner Mancini. 

Data, Local e Horário: Domingo, 27 de julho de 2014, as 18:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Wilson Ferreira Sampaio (FIFA/GO), auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA/GO) e Bruno Raphael Pires (GO).



Alfarrábios do Melo

A noite abraça a Gávea.

A sensação é de impotência,  de desamparo, de absoluta incapacidade de reação. Decorridas 16 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Flamengo ocupa a lanterna da competição, com apenas duas esquálidas vitórias, precisando descontar quatro pontos para sair da zona de rebaixamento, onde está instalado há vários jogos. Na mais recente partida, a derrota em Volta Redonda para  o Juventude (0-1) sela a demissão do treinador Abel, definitivamente desgastado desde a catástrofe da final da Copa do Brasil.

Mas Abel, com todas as limitações, terá feito muito e é o menos culpado.

A demissão é confirmada em um lacônico comunicado da diretoria. Repórteres se acumulam em bom número para cobrir a crise e extrair declarações do interino Andrade, que irá comandar o time na difícil partida seguinte, contra o Guarani, em Campinas. Abraço aqui, aperto de mão ali, votos de boa sorte acolá, pipoca a bomba. Subitamente, Abel, Andrade e os jogadores se tornam meros coadjuvantes, figuras secundárias e descartáveis. A notícia não está mais neles. O alvo de agora são os corredores acarpetados da Gávea.

Consuma-se o golpe.

* * *


A política de austeridade forçada adotada pela nova diretoria começa a cobrar seu preço. No início do ano havia sido criado o Fla-Futebol, departamento (teoricamente) autônomo entregue ao comando do ídolo Júnior. No entanto, as severas dificuldades financeiras impostas por problemas como o bloqueio das receitas de patrocínio da Petrobras, além de penhoras diversas e, principalmente, a falta de uma real independência dos demais poderes do clube, estrangulam seu raio de ação. Nesse contexto, o Flamengo somente se torna atrativo para veteranos em fim de carreira e apostas desconhecidas. O clube é esnobado por jogadores do quilate do volante Zé Luís, nulidade revelada pelo Marília-SP que prefere atuar no futebol mineiro.

Ainda assim, Abel consegue aglutinar esse caldo de mediocridade e formar algo minimamente competitivo, ainda que em âmbito regional, com a ajuda de algumas ilhas de talento que ainda remanescem no elenco (Júlio César, Felipe, Rafael e jovens como Jean e Ibson), e com surpreendente naturalidade desbanca o favorito Fluminense e conquista um dos Estaduais mais tranqüilos de sua história (no embalo da “poeira”). No entanto, a chegada às finais da Copa do Brasil (abençoada por uma tabela extremamente favorável) cria uma ilusão de título e grandeza, logo desfeita pela acachapante derrota para o modesto e apenas certinho Santo André em pleno Maracanã.

É o bastante. O impacto é devastador, o clube perde algumas peças importantes e entra no Brasileiro com um elenco coberto por severas e graves lacunas, como o comando de ataque, onde o irregular e afoito Jean recebe a incumbência de se tornar o responsável pelos gols da equipe. Não dá certo, as derrotas se sucedem, a bola não entra, o time entra em parafuso e a pressão da torcida e da imprensa começa a se tornar insustentável. Isso tudo num contexto de salários invariavelmente atrasados. O resultado é a lanterna do Brasileiro.

Os insucessos em campo começam a provocar turbulências na política interna. Enciumados com o sucesso inicial da política “pé no chão” de Júnior, os diretores ditos “amadores” encontram finalmente terreno fértil para ação. Picuinhas, declarações enviesadas, estranhos entraves para a liberação de verbas para contratações, várias armas são postas a campo na tentativa de sepultar de vez o trabalho do departamento, cuja autonomia é tida como potencialmente perigosa na guerra de poderes do clube. Talvez farto, talvez indiferente, o presidente anuncia uma medida absolutamente heterodoxa para buscar acalmar o incêndio. Uma ação impactante, de força, de peso. Vai passear na Disney.

* * *

O boato é finalmente confirmado. Não há mais rumores ou especulações. Os repórteres estão diante de um fato. E o fato está lá, dando entrevistas, explicando todo o ocorrido. Cabelos pintados, aparelhos e uma fisionomia que esboça um sorriso tímido, o atacante Dimba ocupa o centro de uma roda de jornalistas, dirigentes, curiosos e outros abutres, todos sequiosos para repercutir a nova contratação do Flamengo. Dimba será o camisa 9 a partir de agora.

É o golpe.

Dimba surge no futebol ao marcar o gol que dá ao Botafogo o título estadual de 1997 e, por conseguinte, mais um vice-campeonato ao Vasco. Depois, constroi uma carreira permeada de altos e baixos, sempre em equipes médias, até explodir de vez no Brasileiro de 2003, onde se torna, pelo Goiás, artilheiro e recordista de gols da competição, marcando 31 gols. O desempenho de Dimba aguça o interesse do Flamengo, mas uma proposta melhor do São Caetano faz com que o goleador praticamente sele sua ida ao Azulão paulista. É quando o presidente em exercício, fortemente alinhado à ala “amadora”, intervém e, com mão forte, aumenta a oferta e acena com uma proposta irrecusável para o jogador, com mimos como pagamento adiantado e independente da folha do clube, bônus adicional por desempenho e outras amenidades. Contrato de jogador de primeira linha.

As declarações emanadas da diretoria “amadora” do Flamengo são contundentes. “Foi uma oportunidade que surgiu. O dinheiro? Alguns ilustres rubro-negros estão ajudando. Flamengo é assim, quando precisa de recursos apelamos até ao Tio Patinhas. Aliás, o presidente deve estar fazendo isso agora”, “O Júnior? É marujo. Almirante não tem que prestar contas ou pedir opinião a marujo”.

Júnior, claramente emparedado, cogita pedir demissão, mas recua, “não sou covarde e não vou fazer o que eles querem”. Fecha-se com os jogadores, que entendem a posição do “Capacete” e passam a cobrar publicamente e de forma mais pesada os atrasos salariais, que persistem enquanto o Flamengo traz um jogador a peso de ouro. “Não aceitamos tratamento diferenciado”, bradam os líderes do elenco. “Dimba é craque e será tratado de forma diferente sim, gostem ou não. Terá os mesmos privilégios que Edmundo e Romário desfrutam em seus clubes.”, afirma categoricamente um dos diretores “amadores” participantes do golpe (ou contratação).

Diante de intervenção tão oportuna, o ambiente entre os jogadores consegue se tornar ainda pior. A despeito de certo sucesso inicial (marca o gol da vitória na estréia contra o São Paulo e emplaca alguns  tentos importantes nos jogos seguintes), o tímido e acanhado Dimba sucumbe à péssima receptividade de que desfruta no elenco, a ponto de, mais à frente, não suportar a indiferença e chamar os jornais para denunciar um “boicote” dos jogadores, o que redunda na demissão do treinador Ricardo Gomes e na implosão definitiva da já pálida relação que mantém com o restante dos atletas. Seu rendimento em campo cairá a ponto de perder a vaga de titular para o esforçado Whelliton, mas Dimba acabará se redimindo ao marcar, de falta, o gol que abrirá o caminho para a suada salvação do Flamengo, no empate contra o São Paulo no Morumbi, já na penúltima rodada (o time escapará de vez nos estranhos 6-2 enfiados no Cruzeiro, no jogo final).

Dimba não resistirá ao caótico início da temporada seguinte e terminará, ironicamente, sendo negociado justamente com o São Caetano, clube que tentara contratá-lo um ano antes.

Essa é a história resumida dos bastidores que envolveram a passagem de Dimba no Flamengo. A história de Editácio Vieira, como poderia ser a história de Fernando, ou Fábio, ou Rodrigo, ou Edvaldo.



Ou Robson.


sábado, 26 de julho de 2014

Luxa

 Sou um grande admirador de alguns trabalhos de Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras e no Corinthians, particularmente. Por sinal, o time que ele montou no Palmeiras com Rivaldo e Djalminha me deixa grandes recordações, pela vocação ofensiva, tipicamente brasileira, futebol plástico e número altíssimo de gols marcados.

O que não gosto em Vanderlei Luxemburgo... Bem, o meu amigo Guilherme De Baère se encarregou de resumir ontem. Valeu, Gui!

Amanhã começa a "Quarta Era Luxemburgo" no Flamengo. Eis o ponto alto, dentro de campo, da última passagem, na minha modesta opinião:


Aqui, o fundo do poço (também dentro de campo):


Mande aí, amig@ do Buteco, suas expectativas para a "Quarta Era Luxemburgo" no Flamengo.

SRN a tod@s.

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