terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Esquenta: PSG x Flamengo, pela final da Copa Intercontinental FIFA 2025



"Contra qualquer adversário que pressione o goleiro na saída, e mantenha quatro atrás, quem sai em 4+2 terá sempre superioridade numérica para sair por baixo (7v6).
Pela dificuldade de se ter um só homem livre para sair pelo chão, frente a equipes bem coordenadas, e que balançam muito rapidamente, tem sido cada vez mais comum que um dos dois atacantes baixe nas costas dos volantes encaixados.
Se o zagueiro acompanha, a bola pode tanto entrar no espaço para a corrida do ponta quanto para a sua dupla.
Dentro do sistema do PSG, que bloqueia o corredor central com sobra por dentro (6v5), os beques jogam mais protegidos, mas seus laterais saem para “caçar”.
É nas suas costas onde está o caminho para romper a marcação do Paris.
Desta vez, o ponta esquerda será o “jogador isca”. Tanto para induzir espaço para o facão do atacante quanto para “desmarcar” a ultrapassagem Alex."

 

"Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro; Jorginho, De la Cruz; Plata, Arrascaeta, Samuel Lino; Bruno Henrique.
Contra o PSG, a premissa da qual se tem que partir é, primeiro, física. Por isso, a princípio, defendi a escalação do Luiz na direita. Fui demovido da ideia pelo argumento, forte, do , segundo quem o time precisa de ao menos um meia para jogar de costas. Contra o Bayern, foi o Gérson. Contra o Paris, poderia ser o Saúl, mas, pelo histórico, acho que vai acabar sendo o Plata." 

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Pra quem quiser entender como se vence o jogo territorial para ganhar campo e competir contra uma das melhores pressões altas do mundo, que é a do PSG, assistam ao Gerson contra o Bayern na Copa do Mundo de Clubes. Aula de apoio desafogando a equipe através das sustentações.

Isso é basicamente o que esperamos que Carrascal faça contra Nuno Mendes. Sem ele, a possibilidade de não respirarmos é enorme.

@lg_castello97 

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"Subir o bloco de marcação contra o PSG pode ser fatal.

Acontece que a equipe francesa tem cometido alguns erros na saída de bola recentemente, de forma que avançar as linhas com encaixes individuais pode resultar eventualmente até em gol.

Futebol é um jogo de riscos."

"Conforme prometido eu vou mostrar pra vocês as fragilidades defensivas do PSG. Uma delas é a bola nas costas da defesa, já que a equipe atua com as linhas muito avançadas. No Youtube eu te conto quais são as outras. Link no tuíte abaixo..."

 https://x.com/falando_tatica/status/2000262601926996323 

@falando_tatica

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Salve, Buteco!

A pergunta é: você acredita? 

E mais: o que faria no lugar de SuperFili, o Mister de Coque?

Mande aí a sua escalação.

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A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O Paris Saint-Germain

Salve, Buteco! O Mais Querido do Brasil enfrentará, na próxima quarta-feira, 17 de dezembro, pela final da Copa Intercontinental FIFA/2025 ou Mundial Interclubes, o notório, porém peculiar Paris Saint-Germain Football Club. Notório porque, desde a década de 90, contou com inúmeras estrelas em seu plantel, tais como George Weah, Ronaldinho Gaúcho, Zlatán Ibrahimovic, Ángel Di María, Neymar Jr, Lionel Messi e Kylian Mbappé. Peculiar porque, dentre os gigantes do futebol mundial, pode ser considerado um infante, já que foi fundado apenas no ano de 1970.

O PSG ou "Les Parisiens" ou, ainda, "Les Rouge-et-Bleu" nasceu de uma fusão entre dois clubes parisienses: o antiquíssimo, porém nada competitivo Stade Saint-Germain, fundado em 1902, e o também noviço Paris FC, fundado em 1969. Todavia, a fusão durou apenas 3 anos e já em 1973 o Paris FC voltou a seguir o seu rumo próprio, porém jamais conseguindo se igualar em tamanho e brilho com o PSG.

A fusão, de fato, trouxe benefícios para a criatura e não para o seu dissidente criador. O feito mais marcante obtido até então pelo Stade Saint-Germain havia sido as quartas de final da Copa da França na temporada 1968/1969, enquanto que o Paris FC, apesar de haver finalmente ascendido à elite na última temporada, até hoje só conquistou títulos na segunda, terceira e quarta divisões do futebol francês.

Já a criatura teve uma trajetória bem diferente, muito embora as glórias só tenham começado a ser alcançadas na década de 80. Foi a partir dela que o PSG começou a conquistar os títulos mais importantes, primeiramente a Copa da França e, num segundo momento, o Campeonato Francês, hoje chamado de Ligue 1. Até então, o clube mais forte e vencedor era o Saint-Éttiene, até hoje o segundo no ranking de títulos do "Francesão".

O futebol francês de fato tem essa característica peculiar, de revezamento de "dinastias" entre os seus maiores campeões desde a adoção do profissionalismo, em julho de 1930. Naquela primeira década, os maiores vencedores foram o SC Sète e o FC Sochaux. Na década seguinte houve equilíbrio, com múltiplos campeões, mas já na década de 50 começaram as dinastias, primeiramente com o rubro-negro Olympique de Nice ou simplesmente Nice.

Na sequência, o já referido Saint-Éttiene predominou nas décadas 60 e 70, tornando-se, como visto, o maior campeão francês, só tendo sido superado recentemente pelo próprio PSG. Seguiram-se então as dinastias do (hoje falido) FC Bordeaux, em meados da década de 80; do Olympique de Marselha, entre o final da década de 80 e início da década de 90, e do Olympique de Lyon, na primeira década do Século XXI.

Alguns clubes muito importantes no circuito francês conseguiram conquistar seus títulos de "maneira espalhada" entre várias décadas. São eles o próprio Olympique de Marselha, que teve a sua própria dinastia, e o AS Monaco, o FC Nantes e o Olympique de Lille, que jamais venceram em longas sequências.

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A História do PSG mostra que o clube foi crescendo à medida em que conseguiu se estruturar financeiramente fora de campo. Nascido no formato associativo, tendo os torcedores como proprietários, só foi começar a captar estrelas internacionais com a chegada do Canal+ ou Canal Plus, em 1991, mediante a aquisição do clube. 

A partir de então o PSG começou a conquistar vários títulos da Copa da França e também a desenvolver seu perfil internacional, com as contratações de estrelas como Raí e George Weah, tendo inclusive conquistado a Recopa da UEFA na temporada 1995/1996. Os títulos do Campeonato Francês, todavia, ainda eram escassos.

Tanto que, mesmo com a sua aquisição pela Colony Capital, em 2006, não houve conquista de resultados significativos dentro das quatro linhas para além de dois títulos da Copa da França. A chegada da Qatar Sports Investiments (QSI) no ano de 2011, entretanto, mudaria tudo para o clube, marcando o início da "Dinastia PSG", que dura até hoje e simplesmente não tem previsão de término num horizonte de curto ou médio prazo.

De fato, a partir da temporada 2012/2013, o PSG só não conquistou o Campeonato Francês na temporada 2016/2017, quando foi superado pelo AS Monaco do treinador Leonardo Jardim e de Radamel Falcao Garcia, Kylian Mbappé, Bernardo Silva, João Moutinho e Fabinho, e na temporada 2020/2021, conquistada pelo Olympique de Lille.

Na Copa da França, o predomínio também é inegável, muito embora não na mesma proporção do Campeonato Francês: desde a chegada da QSI, o PSG conquistou 8 títulos em 14 disputas, não tendo chegado à final em apenas 5 ocasiões e só sido vice-campeão em uma única oportunidade, nos pênaltis, para o Stade Rennais ou Rennes, no ano de 2019.

Nada de diferente ocorreu na hoje extinta Copa da Liga da França, disputada até 2020. Entre o ano de 2012 e o seu último ano de disputa, o PSG conquistou o título nada menos do que 6 vezes, não tendo chegado à final somente nas outras 2 ocasiões.

Faltava, todavia, o sonhado título da Champions League, o qual, curiosamente, só veio na temporada 2024/2025, quando a gestão do futebol tomou uma direção distinta daquela que ditava os rumos do clube desde a década de 90. 

Apostando no coletivo em torno da gestão do ótimo treinador espanhol Luis Enrique e abandonando as estrelas intergaláticas a partir da saída de Kylian Mbappé para o Real Madrid, o PSG atingiu a maior glória almejada pelo clube e seus torcedores a bordo de uma verdadeira "locomotiva tática" que esmaga impiedosamente os seus adversários, como prova especialmente a finalíssima contra a Internazionale de Milão, na qual aplicou um acachapante 5x0.

O PSG finalmente conquistava a UEFA Champions League.

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Uma breve nota sobre a torcida dos parisienses. Considerada a maior do país, reconhece como maior rival o Olympique de Marselha, com quem disputa, de maneira ferrenha, o chamado "Le Classique" ou "O Clássico" do país. Simplesmente não há registros relevantes de rivalidade tão acirrada com outros clubes que já exerceram o protagonismo no futebol francês. 

Contudo, talvez à semelhança do que ocorre, hoje, com Flamengo e Vasco da Gama, esportivamente as disputas não seguem o equilíbrio histórico que existiu outrora e o clube mais estruturado tem prevalecido nos embates. Desde novembro/2011, após, portanto, a chegada da QSI ao PSG, a equipe parisiense venceu 26 vezes o confronto, contra apenas 4 de seu arquirrival marselhês.

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Como vinha dizendo, foi a partir da década de 90 que o PSG começou a desenvolver o seu perfil internacional e, desde então, já participou de 11 finais internacionais, até aqui todas elas disputadas apenas contra rivais europeus. O Flamengo será o primeiro adversário "não europeu" do PSG em uma final de competição oficial.

A lista de finais oficiais internacionais da História dos Parisienses mostra, porém, que apenas recentemente o clube conseguiu finalmente frequentar com habitualidade o patamar mais alto das maiores competições da Europa e do Mundo:

1968 - Recopa da UEFA - PSG 1x0 Rapid Viena- Bruxelas (Bélgica)

1997  - Supercopa da UEFA - PSG 1x6 Juventus - Paris (França)

2º Jogo - Juventus 3x1 PSG - Palermo/Itália.

1997 - Recopa da UEFA - Barcelona 1x0 PSG - Roterdã (Holanda)

2001 - Copa Intertoto da UEFA - PSG 0x0 Brescia - Paris (França)

2º Jogo - Brescia 1x1 PSG - Brescia (Itália)

2020 - UEFA Champions League - PSG 0x1 Bayern de Munique - Lisboa (Portugal)

2025 -  UEFA Champions League - PSG 5x0 Internazionale - Munique (Alemanha)

2025 - Copa do Mundo de Clubes FIFA - Chelsea 3x0 PSG - East Rutherford (EUA)

2025 - Supercopa da UEFA - PSG 2x2 (4x3 pênaltis) Tottenham Hotspurs - Udine (Itália)

2025 - Copa Intercontinental da FIFA - PSG x Flamengo (loading...) - Al-Rayyan (Qatar) 

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E como eu ia dizendo alguns capítulos atrás, o atual PSG, comandado por Luis Enrique, é uma verdadeira "locomotiva tática", cujo volume de jogo avassalador e triturador de adversários, na minha opinião, pode ser bem traduzido nos seguintes jogos disputados em 2025:

22/1/2025 - UEFA Champions League - PSG 4x2 Manchester City - Parc des Princes

19/2/2025 - UEFA Champions League - PSG 7x0 Brest - Parc des Princes

31/5/2025 - UEFA Champions League - PSG 5x0 Internazionale - Allianz Arena (Munique)

15/6/2025 - FIFA Club World Cup - PSG 4x0 Atlético de Madrid - Rose Bowl (Pasadena/USA)

9/7/2025 - FIFA Club World Cup - PSG 4x0 Real Madrid - MetLife Stadium (East Rutherford/USA)

Vocês sabem que eu sou "calendarista" e analiso tudo, absolutamente tudo relacionado ao futebol sempre levando em conta o que acontece no calendário. Tudo na vida é contexto e no futebol não pode ser diferente.


Então é o seguinte: os parisienses tiveram um jogo bastante disputado em Bilbao, Espanha, pela Champions League, na quarta-feira 10/12, porém escalaram uma formação alternativa para vencer o Metz por 3x2, fora de casa, pelo Campeonato Francês, no sábado de 13/12.

Enquanto isso, no Qatar, o Flamengo jogava, na quarta-feira de 10/12, contra o Cruz Azul pelo Derby das Américas (2x1), e enfrentou o Pyramids do Egito pela Copa Challenger, anteontem, no sábado de 13/12, sempre com uma formação titular ou bem próxima disso.

A questão que então se põe para quem, como eu, presta muita atenção em calendário, é a seguinte: qual será o jogo do PSG após o confronto contra o Flamengo?

Resposta: Vendée Fontenay Foot x PSG, pela Copa da França, no sábado 20/12.

"Mas Gustavo, quem é Vendée Fontenay Foot na fila do pão?"

Resposta: um time da quinta divisão do futebol francês.

Não precisa ser um gênio da astrofísica ou imortal da Academia Brasileira de Letras, ou mesmo um mestre da tática, para adivinhar que, por conta dos deslocamentos em curto espaço de tempo para o Qatar e de volta para Paris, o PSG escalará um time bastante alternativo no confronto pela Copa da França, já que poucos dias antes jogará em Al-Rayyan contra o Flamengo.

Entretanto, os contextos do último adversário e do adversário seguinte do PSG após o jogo contra o Flamengo também me levam a concluir que a equipe francesa pode e, por isso mesmo, efetivamente jogará com uma formação titular e no modo locomotiva tática na final da Copa Intercontinental.

Traduzindo para um português ainda mais claro: o PSG, com os titulares, "vai acelerar pra caralho o jogo" na próxima quarta-feira, já que escalou time alternativo contra o Metz e poderá escalar até o sub-20 contra o "gigante" Vendée Fontenay Foot.

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O Pyramids do Egito foi, na minha opinião, disparado, o time mais fraco que o Flamengo enfrentou no contexto de competições FIFA desde 2019.

Não tenho a menor dúvida de que o time jogou no modo economia de energia para se desgastar o menos possível antes do confronto contra a Locomotiva Tática Francesa na próxima quarta-feira. Inclusive a imprensa europeia elogiou o fato do time ter se imposto sem precisar se desgastar.

Todavia, o xis da questão é: o que SuperFili e grande elenco poderão fazer para enfrentar o esquadrão francês no modo locomotiva tática?

Para responder essa pergunta, a palavra está com vocês.

Tenham uma semana abençoada.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Flamengo x Pyramids

  


Copa Intercontinental FIFA/2025 - Semifinal ou Copa Challenger (Jogo Único)

Sábado, 13 de Dezembro de 2025, as 14:00h (USA ET 12:00h), no Ahmar Bin Ali Stadium, em Al Rayyan, Qatar.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; PulgarJorginhArrascaetaCarrascal, BrunHenriquSamueLinoTécnico: Filipe Luís Kasmirski.

Pyramids: El Shenawy; Chibi, Marrie, Samy e Mohamed Hamdi; Lashin,Touré e Atef Otta; Ziko, Zavala e Mayele. Técnico: Krunoslav Jurcic.

Arbitragem: Abdulrahman Al-Jassim (Qatar), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Taleb Al-Marri (Qatar) e Saoud Ahmed Al-Maqaleh (Qatar). Quarto Árbitro: Juan Calderón (Costa Rica)Quinto Árbitro: Juan Carlos Mora (Costa Rica). Árbitro de Vídeo (VAR): Khamis Al-Marri (Qatar).  Assistente VAR (AVAR): Sivakorn Pu-Udom (Tailândia).

Transmissão: 
Rede Globo (rede aberta), ESPN (TV por assinatura e streaming)Cazé (YouTube)GE (streaming) FIFA+ (streaming).






sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Esquenta: Flamengo x Pyramids, pela Semifinal ou Copa Challenger da Copa Intercontinental FIFA/2025

 

Salve, Buteco! Amanhã o Mais Querido do Brasil (e do Mundo) seguirá seu caminho na Copa Intercontintental FIFA/2025 enfrentando o Pyramids FC, do Egito, pela semifinal ou Copa Challenger da competição. Cumprindo a minha promessa, dei uma fuçada e encontrei apenas uma análise tática sobre o adversário, feita pelo excelente Raphael Rabello, do Falando de Tática, neste link no YouTube.

O que mais me chamou a atenção na análise é que os armadores do Pyramids são os laterais, num sistema que o próprio analista comparou com o Flamengo da segunda metade da primeira década desse século, com Leonardo Moura e Juan. Então, o time usa muitas bolas invertidas e infiltrações desses laterais - Mohamed Chibi (destaque do time) e Mohamed Hamdy.

A Copa Challenger, a despeito do nome, e com o perdão do trocadilho, parece ser menos desafiadora do que o Derby das Américas, dado o nível em tese superior dos mexicanos em relação aos asiáticos e africanos. Ainda assim, é uma competição oficial e intercontinental dentro da Copa Intercontinental e, por isso mesmo, deve ser levada a sério, até porque vale uma vaga na final, contra o Paris Saint-Germain da França, o famoso PSG.

Futebol é onze contra onze e uma caixinha de surpresas, e qualquer time que disputa a Intercontinental está acostumado a levantar taças e a disputar decisões, mas se deixarmos a demagogia de lado concluiremos rapidamente que é jogo para o Flamengo vencer, tanto que SuperFili já adiantou que a parte física não será desculpa, exaltando o planejamento da comissão técnica e do Departamento de Futebol para a minutagem dos jogadores na reta final da temporada. 

Então, em condições normais, não há que se cogitar de um Flamengo focado e mobilizado sendo sobrepujado pela valente e voluntariosa equipe egípcia, ao contrário do que normalmente ocorre nos confrontos dos grandes brasileiros contra os grandes mexicanos, onde o cenário é de muito equilíbrio.

Não é que o jogo será moleza, mas a expectativa natural é de vitória do Flamengo, ainda que suando um bocadinho pela correria do time da terra de Cleópatra, cuja Premier League, no momento, é liderada pelo... Ceramica Cleopatra FC (podem conferir, não estou zoando).

Nos vemos então amanhã, no Ficha Técnica, que subirá já ao raiar do sol.

Sorria, Buteco! Hoje é sexta-feira e o seu time é campeão da porra toda em 2025!

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Pyramids FC

 

Salve, Buteco! E aí? Já tinham ouvido falar do Pyramids FC, do Egito? Se não tiverem, tudo bem, está longe de ser algum absurdo. Afinal de contas, o clube foi fundado em 2008 sob o nome de Al Assiouty Sport na cidade de Assiut, no Norte do Egito. Somente dez anos depois é que foi transferido para a cidade de New Cairo, uma das cidades satélites de Cairo, capital egípicia, após ser adquirido por um novo proprietário.

Resultado disso é que se trata de um clube com inexpressivo número de torcedores, ao contrário dos gigantes e tradicionais Al-Ahly e Zamalek, que historicamente dividem o protagonismo do futebol daquele país africano. Contudo, esportivamente, aos poucos o Pyramids vem ganhando espaço e competindo com os maiores.

Assim é que foi vice-campeão da Premier League do Egito nas temporadas 2018/2019, 2021/2022 e 2024/2025, além de conquistar a Copa do Egito na temporada 2023/2024 e a Champions League da África na temporada 2024/2025, após vencer o Mamelodi Sundowns (aquele, do grupo do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes) por 3x2 no agregado dos dois jogos da final (1x1 e 2x1).

Para chegar à semifinal ou Copa Challenger da Copa Intercontinental da FIFA, o Pyramids derrotou primeiramente o Auckland City da Nova Zelândia pelos play-offs da Copa África-Ásia-Pacífico, por 3x0, e depois, na final, o Al-Ahli da Arábia Saudita, por 3x1. 

O uniforme do time parece o do Racing de Avellaneda e, sobre o sistema de jogo, muito cuidado com o que vocês leem. Recebam com desconfiança quem disser que conhece, a não ser que seja um analista tático profissional e produtor de conteúdo.

Meu palpite, até pelo fato de terem poupado os titulares contra o National Bank pela Copa do Egito, é que apostarão numa correria desenfreada. Sabem o Al-Ahly? Então, imagino que seja algo parecido, sem a torcida fanática, mas em contrapartida sem a mesma pressão por resultados. Os egípcios certamente correrão por Alá, pelas virgens prometidas no Paraíso e por qualquer outro motivo que os leve a disputar a primeira final de Mundial Interclubes da História do futebol daquele país.

Como eu ia dizendo a vocês durante os comentários após a vitória sobre o Cruz Azul, nem pensem em ter vergonha de comemorar títulos. A Copa Intercontinental é tradicionalíssima e o novo formato logo, logo cairá no gosto do torcedor, à medida em que outras edições do torneio forem disputadas.

Não se recusa taças. Taças são conquistadas e erguidas, para desespero dos detratores, dos cretinos, dos hipócritas e daqueles que nada sabem, aos quais resta apenas a função de ficar puto, sentar e chorar.

Vou fuçar as redes hoje e ver se encontro algum conteúdo sobre o Pyramids. De qualquer modo, subirei amanhã o Esquenta e, no sábado, o Ficha Técnica.

Sorria, Buteco! Somos o primeiro clube brasileiro campeão interamericano da História!

A palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.