quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Estudiantes x Flamengo

    

Copa Libertadores da América/2026 - Semifinal - 1º Jogo (Ida)

Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2026, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Uno Doctor Jorge Luis Hirschi, em La Plata, Argentina.

Estudiantes: Muslera; Mancuso, Nuñez, Funes Mori e Benedetti; Rodríguez, Piovi e Alexis Castro; Tiago Palacios, Carrillo e Tobio Burgos. Técnico: Alexander "El Cacique" Medina.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl e Paquetá; Carrascal, Bruno Henrique e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Juan Gabriel Benítez (APF/Paraguai), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2  Eduardo Cardozo (APF/Paraguay) e Milciades Saldívar (APF/Paraguai). Quarto Árbitro: Blas Romero (APF/Paraguai). Árbitro de Vídeo (VAR): Ulises Maeres (APF/Paraguai). Auxiliar de Vídeo (AVAR): Eduardo Britos (APF/Paraguai. Assessor de Árbitros: José Buitrago (FCF/Colômbia). Quality Manager: Carlos Patorino (AUF/Uruguai).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura) e Disney+ (streaming). 

Esquenta: Estudiantes de La Plata x Flamengo, pelas Semifinais da Libertadores/2026 (Jogo de Ida)

  

Salve, Buteco! Depois de 21 anos sem se enfrentarem, Flamengo e Estudiantes de La Plata voltaram a se cruzar em 2025 e, de lá para cá, já disputaram 4 jogos, aos quais se somarão os dois dessa semifinal de Libertadores, totalizando seis. Uma verdadeira overdose desse confronto que já começa a forjar uma tradição na competição, ao menos em sua fase mais recente. O futebol argentino em geral a gente respeita, mas o Estudiantes é um time impõe respeito pela tradição.

Como se sabe, na Argentina há uma disputa pelo posto de "sexto grande", já que não há discussão quanto ao status de River Plate, Boca Juniors, Independiente, Racing e San Lorenzo. Além do Estudiantes, Vélez Sársfield, Rosario Central, Newells Old Boys e Huracán reclamam esse reconhecimento.

Ocorre que, se na Argentina existe essa polêmica, convenhamos que ela não pode existir no âmbito internacional, no qual os Pincharratas já conquistaram 1 Mundial/Intercontinental, 4 Libertadores e 1 Interamericana. A polêmica sobre o Estudiantes ser grande na Argentina é um paradoxo do futebol, ao qual devemos ficar atentos e jamais esquecer que, do outro lado, enfrentaremos uma camisa muito pesada.

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Para falar sobre o Estudiantes atual precisamos ir um pouco além dos resultados da Fase de Grupos, onde os Pincharratas obtiveram o segundo lugar com modestos 9 pontos, ou da modestíssima campanha no Campeonato Argentino, no qual, no Grupo B, ocupa a 9ª posição com apenas 14 pontos, dez a menos do que o Rosario Central, 1º colocado, e 5 acima do Talleres, 15º colocado.

A principal explicação para as duas medíocres campanhas está no treinador Alexander "Cacique" Medina. Neste ponto, precisamos nos recordar de que o treinador anterior era o bom Eduardo "Barba" Domínguez, que atualmente faz ótimo trabalho no Brasil dirigindo o Clube Atlético Mineiro, semifinalista da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, além de 7º colocado no Campeonato Brasileiro, a quatro pontos do G4 e a 17 da Zona do Rebaixamento, já livre desse perigo (47 pontos).

Não se trata de "não ligar para o Nacional e só para a Libertadores". A diferença entre os dois treinadores é bastante evidente, porém não ao ponto de tornar o Estudiantes uma "galinha morta" neste iminente confronto pelas semifinais da Libertadores/2026. Muito pelo contrário, e, aliás, seguindo a tradição do tradicional Pincharrata de La Plata, o desempenho a partir das oitavas de final, ou seja, do chamado mata-mata, passou a ser extremamente competitivo.

A goleada sobre a Universidad Católica em Santiago (jogo de volta - 3x0) e a vitória sobre o Corinthians no Itaquerão (também jogo de volta - 1x0) mostram claramente que o Flamengo precisa pensar nos 180 minutos, ou seja, um empate ou até mesmo uma vitória simples em La Plata não assegurarão absolutamente nada além de um resultado plenamente reversível no Maracanã, dado o histórico recente do adversário na competição. Aliás, o jogo da Fase de Grupos no Maracanã foi "bem amarrado", concordam?

Então, já dá para dizer que, pelo desempenho do Estudiantes como visitante nos mata-matas da Libertadores/2026, o Flamengo não pode nem pensar em perder o jogo de hoje à noite.

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O Estudiantes vive uma "crise de contundência" em seu setor ofensivo. Não à toa os resultados contra seus compatriotas vinham refletindo esse problema, no âmbito portenho, até pelo menos antes dos dois últimos jogos: 1x2 Lanús (f), 1x3 Rosario Central (c), 0x1 Platense (f - Copa Argentina), 3x0 Gimnasia Mendoza (c) e 2x2 Central Córdoba (f).

O problema em questão já vem se manifestando há um bom tempo. Em agosto, após a contudente goleada no clássico de La Plata (4x0 sobre o Gimnasia y Esgrima La Plata), o treinador declarou ao Olé que "El Equipo dio la cara". Um pouco mais adiante, porém, após o empate de 0x0 com o Newells Old Boys, lamentou, afirmando que "hoy nos faltó contundencia, eficacia. Hoy creamos más situaciones que cuando metimos tres o quatro goles".

Não surpreende que o destaque da imprensa local seja a "obsesión" do Estudiantes pela Libertadores ("diecisisete años de espera") e a montagem da equipe para receber o Flamengo "con una efervescencia que crece". Os Pincharratas, quando menos, precisarão fazer mais do que resgatar o futebol dos confrontos contra a Católica e o Corinthians.

 O Mais Querido está em outro patamar.

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Na mesma matéria, a imprensa local crava uma formação pincharrata com Muslera; Mancuso, Nuñez, Rojo e Benedetti (Tomás Palacios suspenso); Rodríguez, Piovi e Alexis Castro; Tiago Palacios, Carillo e Burgos. Alexis Castro chegou a não treinar com o grupo no início da semana, mas não deverá ser problema.

Segundo a mesma imprensa local, Cacique Medina está em dúvida entre dois Joaquíns para o ataque: Tobio Burgos ou Correa, com tendência para o primeiro.

Quanto à análise tática, deixo vocês com este link para a avaliação do analista Caio Alves, no Twitter.

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Resumindo, Flamengo, o negócio é, como sempre, vencer, vencer vencer, mas, no caso de hoje, não perder é primordial na estratégia dos 180 minutos.

O Ficha Técnica subirá, como de costume, as 19:00h, a bola rolará no José Luis Hirsch, em La Plata, as 21:30h, com transmissão da ESPN/Disney+, e a palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Coluna do Carlos César: Reta Final Muito Desafiadora

 

Olá, Buteco


Nosso Mengão já está em plena reta final da temporada de 2026 e, além do cardápio de jogos ser bastante desafiador, precisa lidar com obstáculos que aumentam a dificuldade para a conquista das taças.

Depois de conseguir abrir três pontos sobre o Palmeiras no Brasileirão, o Flamengo teve que enfrentar, logo de cara, o Santos na Vila Belmiro e o Fluminense no Maraca, enquanto o suíno enfrentou Bahia e Corinthians.

Prejudicado pela má arbitragem, o Flamengo deixou dois pontos na Vila e, em seguida, num jogo em que a maior parte das queixas contra a arbitragem foi do Fluminense (eles sempre ganham da gente nesse quesito), nosso Mengão conquistou uma vitória magra que nos garantiu a manutenção da liderança, agora com apenas um ponto de vantagem sobre o Palmeiras.

A dureza vai continuar, daqui até o fim do ano, e já nos reserva, para a próxima quinta, um jogo em La Plata, contra o sempre aguerrido Estudiantes.

Além do muito desafiador cardápio de jogos, identifico, como dificuldades adicionais já conhecidas:

** O desequilíbrio nas arbitragens (in dubio contra reo);

** A ausência do craque Arrascaeta;

** A má fase do Pedro;

** As vulnerabilidades do elenco (Falta de sorte, erros na formação do elenco ou as duas coisas?)


In dubio contra reo

Segundo o ChatGPT, a expressão latina “in dubio pro reo” se explica como “um princípio fundamental do Direito Penal e Processual Penal. Significa que, se o juiz ou o júri não tiver provas claras e seguras da culpa do acusado, ele deve ser absolvido.”

A dúvida sempre deve beneficiar o réu.

Quando se trata de futebol brasileiro, porém, se o réu for o Flamengo, há uma tendência de inversão do princípio e de entrar em cena o critério “in dubio contra reo”.

O Flamengo foi muito prejudicado no jogo com o Santos.

Dois pênaltis e uma expulsão condenados pela ampla maioria da mídia esportiva, inclusive a paulista.

Apesar de despertarem muita dúvida, as decisões foram contra o Flamengo, mas onde está a novidade?

Só mantendo um nível de eficiência muito mais alto do que seus rivais, o Rubro-Negro consegue compensar os erros de arbitragem que têm influído nos resultados das disputas nacionais nos últimos anos.

É cruel e injusto com os jogadores rubro-negros termos que pensar assim, mas concordo com o que disse o Gustavo no Esquenta do Fla-Flu:

“O atleta de futebol do Flamengo precisa ter em mente que, para disputar títulos e concretizar o "vencer, vencer, vencer", é preciso jogar pensando no "erro zero". Uma utopia, mas ao mesmo tempo um paradigma que reclama vigilância constante e jogar duas decisões por semana. Foco total e ininterrupto.”

Cabe, em paralelo e em caráter permanente, uma luta institucional contra essa situação, mas ficarmos apenas na queixa contra arbitragens prejudiciais ao Flamengo e favoráveis aos clubes que disputam títulos conosco é muito pouco, pelo menos por enquanto.

Talvez esse contexto melhore algum dia, mas, enquanto isso não acontece, o atleta do Flamengo e a Comissão Técnica precisam estar ligados em nível máximo, para minimizarem as oportunidades de prejuízos pelo apito e as perdas de pontos que podem ser irrecuperáveis.

É interessante observar que, no jogo de domingo, contra o Fluminense, a grita do tricolor foi grande, exatamente porque o árbitro Klein aplicou o princípio correto, “in dubio pro reo”, nos lances que considerou duvidosos.

Mesmo agindo assim, o juiz da partida cometeu erro gravíssimo contra o Flamengo, ao permitir que o Fluminense concluísse um perigoso contra-ataque no fim do jogo, na sequência do choque entre o goleiro Fábio e o nosso zagueiro Danilo.


Com o Danilo nocauteado, Fábio ligou um rápido contra-ataque que quase terminou em gol, porque o time tricolor não adotou o fair play que se impunha no lance e porque o árbitro não respeitou o protocolo FIFA de socorro imediato ao jogador que havia sofrido forte pancada na cabeça.

Destaco dois aspectos relevantes, no lance:

** A cabacice histórica do nosso time, que deve ter reclamado com o juiz, mas não parou a jogada no meio de campo e permitiu que a bola chegasse à nossa área, onde aconteceu a finalização, a partir do exato lugar onde deveria estar o Danilo;

** A decisão consciente do juiz Klein, pois a TV o mostrou olhando para trás quando ele e o ataque tricolor atravessavam o meio de campo.

Felizmente o Rossi conseguiu evitar o gol tricolor que nos tiraria dois pontos e daria a liderança do Brasileirão ao Palmeiras.

Defendo que, uma vez que a realidade é de erros graves frequentes contra o Flamengo, o time precisa se preparar para lidar com ela da melhor forma possível, apesar de reconhecer que é duro termos que conviver com uma realidade adversa no campo da arbitragem.

É a contragosto, então, que reafirmo a proposta de estoicismo, de que falei recentemente: Responder com excelência à adversidade das arbitragens, fazendo o nosso melhor e, para desgosto dos antis, vencendo sempre que não sejamos impedidos por excesso de práticas injustas.


A ausência do craque Arrascaeta

A amostragem inicial, contra Santos e Fluminense, indica que o Flamengo está se virando razoavelmente na busca de compensação da ausência do Arrasca, mas faltam muitos jogos e isso ainda pode pesar e ser mais um item de exigência de superação dos jogadores.

Jardim, que descobriu o Lino como ótima solução para substituições eventuais do Arrasca, agora vai ter que se virar muito na rotação de jogadores e no aproveitamento dos dois novos contratados, Freitas e Valencia, porque eles vão ter que jogar.


A má fase do Pedro


Acho que vocês já conhecem bem como evoluíram as minhas opiniões a respeito do nosso Nove Bolado, passando pela defesa inicial do jogador, fase que durou muito, e gradativamente chegando ao estágio atual de implicância e de pedido para que esquente o banco de reservas.

Reconhecendo-me como torcedor passional, hoje vou buscar referências em fontes mais racionais para registrar visões diferentes da minha a respeito do Pedro e, no caso, coincidentes na aprovação ao nosso atacante, apesar da ausência de gols.

A primeira referência é o treinador Leonardo Jardim, que disse na entrevista após a vitória sobre o Fluminense:

“Quando o Pedro é mais eficaz, a torcida xinga o treinador porque o tirou e, quando é menos eficaz, a torcida xinga o jogador. O meu papel como treinador é blindar o jogador, saber que ele tem outros papéis sem ser a finalização, sem ser o gol, principalmente na fase de construção.”

A segunda referência é o ponderado jornalista Rodrigo Mattos, cuja live pós-jogo de domingo eu assisti.

Nos comentários da live, muitos seguidores do canal defenderam a barração do Pedro, mas o Rodrigo fez uma ponderação coincidente com a do Leonardo Jardim: ele concorda que o nosso nove está numa fase ruim quanto à marcação de gols, mas discorda da hipótese de banco, afirmando que ele vem jogando bem na construção das jogadas.

Ouvidas essas ponderações, mantenho-me no “modo implicância” com o pacote Pedro (virtudes e defeitos), mas opto pelo crédito de confiança que Jardim e Rodrigo lhe dão porque, na qualidade de torcedor interesseiro e volúvel, estou pronto a mudar de opinião e dizer que nunca critiquei, se o nosso Nove Bolado voltar a balançar as redes nessa sequência barra pesada que o Mengão vai ter que enfrentar.

Afinal, é forçoso reconhecer que, se o Pedro voltar a fazer gols, pode ajudar muito na conquista dos nossos objetivos deste fim de temporada e é nisso que eu estou focado.

Vai, Pedro!!!



As vulnerabilidades do elenco – Falta de sorte, erros na formação do elenco ou as duas coisas?

Informou o GE, após o jogo de domingo:

“Após um choque com Fábio aos 45 minutos do segundo tempo na vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Fluminense, neste domingo, no Maracanã, o zagueiro Danilo foi encaminhado a um hospital. Ele realizou uma tomografia computadorizada da face e do crânio, com o objetivo de descartar possíveis lesões, mas teve constadas duas fraturas na mandíbula e vai passar por cirurgia.”

“O procedimento será realizado nesta segunda-feira no final da manhã. Danilo, portanto, vai desfalcar o Fla nos próximos jogos. A previsão inicial é de mais de um mês de recuperação, conforme apurou o ge. Por isso, ele perde pelo menos os dois duelos da semifinal da Libertadores, além dos confrontos com Bahia, Atlético-MG, Vasco e Grêmio, a princípio.”

Não bastassem as dificuldades normais impostas pelo afunilamento das competições e pelo calendário difícil, perdemos o Danilo e imagino que seu substituto será o João Victor, promessa da base com pouquíssima experiência no time principal.

A notícia é ruim, pela enorme diferença entre a valiosa experiência do Danilo numa reta final de temporada e a inexperiência do seu provável jovem substituto.

Há falta de sorte, claro.

Afinal, embora eu possa achar que o Fábio tinha como evitar um choque tão violento (eu acho que tinha), acidentes acontecem no futebol e, como neste caso, podem causar lesões sérias.

Só que há também, a meu ver, erro de gestão na estruturação do elenco do Flamengo: entendo que a necessidade de, numa reta final dificílima, precisarmos substituir um dos principais líderes do time por um garoto inexperiente depõe contra Leonardo Jardim, José Boto e até contra o nosso loquaz presidente Bap.

No post “Elenco Curto, Calendário, Coringas”, de 24/04/26, escrevi:

Se eu estiver certo nas minhas considerações, estamos atrasados em prevenção para três posições, lateral direita, zagueiro e volante, e os garotos escolhidos precisarão de alguma minutagem, em coerência com o que defende o Jardim. Disse ele numa entrevista:

“Por isso, de três em três jogos, de quatro em quatro, tem que ter uma rotação, para que os jogadores que ficam mais tempo fora consigam se apresentar na melhor forma.”

Depois, no post Resenha a Varejo de 16/07/26, comentei:

Jardim tem pedido um meia atacante e um ponta, mas as minhas prioridades seriam um bom lateral esquerdo, mais confiável na função defensiva do que o Beijinho, um centroavante e reposições para as saídas.

Então, é isso.

Em abril, eu pedi um zagueiro, ele não foi contratado e, mais recentemente, o Flamengo recusou proposta pelo João Victor, deixando claro que o clube aposta nele.

Beleza, só que, descumprindo o seu discurso, Jardim nunca colocou o JV para jogar, de três em três jogos, de quatro em quatro, para que ele pudesse ser opção confiável numa emergência como a que agora se apresenta.

Opção mais segura do que a escalação do João Victor poderia ser o deslocamento do veterano Alex Sandro para a zaga, mas isso só seria possível se tivéssemos contratado um lateral esquerdo mais confiável do que o Sub-20 Johnny, algo que José Boto não fez.

Alex Sandro também poderia der deslocado para a zaga se o Jardim fixasse o Varela como opção para a lateral esquerda, mas isso exigiria que o Daniel Sales, lateral direito da base, tivesse recebido minutagem no time principal, algo que também não aconteceu.

Temos, então, uma importante vulnerabilidade nesta reta final e, diferentemente de outras posições onde o treinador tem opções de rotação mais confiáveis, na zaga e na lateral esquerda temos menos do que a conta do chá.

Vulnerabilidades de elenco fazem parte do rol de variáveis que influem na conquista das grandes taças.

Tomara que, com inspiração e muita dedicação do treinador e dos jogadores, nosso Mengão consiga superar suas vulnerabilidades atuais e traga pra casa as grandes taças que está disputando nesta reta final de 2026.


Saudações Rubro-Negras!!!

Carlos César Ribeiro Batista

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Mais Uma Rodada na Ponta da Tabela

Foto: Adriano Fontes/CRF

Salve, Buteco! O Fla-Flu de ontem me trouxe sensações conflitantes. Gostei do volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, e de como o time criou e não foi incomodado pelo adversário. Não gostei do recuo após o gol e da demora para substituir ("só para variar"). Odiei a transmissão e de como a Rede Globo, tanto na transmissão pela TV aberta, quanto pelo Premiere, perseguiu o Flamengo com seus narradores cretinos e tendenciosos e com as patifarias nas análises do comentarista de arbitragem Paulo César Oliveira, o qual, como bem diz o jornalista Mauro Cézar Pereira, é "o que restou da Central do Apito".

Sonho com o dia em que esse contrato se encerrará e não será renovado...

Falando de campo e bola, o time voltou a desperdiçar um volume expressivo de chances criadas, principalmente pela maneira "fofa" com que finalizou a gol em alguns lances, primeiro com Paquetá, depois com Pedro e, ainda no primeiro tempo, novamente com Paquetá, dessa vez de cabeça. 

É um problema antigo e difícil de ser solucionado, até pelo momento que vive o Pedro, o nosso camisa 9. Cheio de frescuras e insatisfações, caras e bocas, mas não jogando absolutamente nada. No primeiro tempo sua atuação foi daquelas para esquecer. Porém, justiça seja feita, melhorou um pouco no segundo tempo, fazendo o pivô e participando um pouco mais do jogo. Mas gol, que é bom, ele ficou novamente devendo.

Carrascal, na minha opinião, foi, disparado, o melhor do time. O colombiano, não canso de repetir, voltou muito bem da Copa do Mundo e, ao lado de Samuel Lino (que não brilhou), vem sendo o destaque do time no setor ofensivo.

Paquetá vem sendo criticado por alguns torcedores, que questionam o investimento, mas a verdade é que o aproveitamento do time quando ele está em campo é altíssimo. Os números do Transfermarkt não mentem. E ontem achou uma belíssima assistência para o gol salvador de Carrascal.

Salvador porque o Flamengo estava prestes a perder a liderança. O time vinha perdendo volume e o Fluminense crescia na partida. Curiosamente, foi neste momento que achamos o gol. Seguiu-se uma natural pressão tricolor, mas quando o Calvo finalmente resolveu mexer no time as coisas melhoraram, especialmente após as duas últimas substituições (Plata e De la Cruz).

Garantimos mais uma rodada na ponta da tabela. O contexto das duas últimas rodadas era desfavorável para o Flamengo. O Palmeiras enfrentou o quinto colocado da tabela em casa e pegou o arquirrival caindo pelas tabelas, enquanto o Flamengo pegou um Santos em ascensão, tendo sido prejudicado pela arbitragem, e um arquirrival que está na quarta posição da competição.

As coisas talvez se equilibrem no próximo final de semana. Na teoria, por conta do histórico dos dois jogos, o Bahia na Fonte Nova é um adversário mais difícil para o Flamengo do que o Athletico/PR para o Palmeiras. Repito que estou levando em conta o histórico desses dois confrontos.

Acontece que as semifinais da Libertadores acabarão nivelando tudo e não me surpreenderei se ambos deixarem pontos, inclusive com derrotas, em seus respectivos jogos. O Calvo terá que se superar na "ciência" (ou talvez arte) da rodagem do elenco. 

É que, tal como ocorreu de quinta-feira para este último domingo, o Mais Querido terá um intervalo menor entre o jogo da Libertadores e o do Brasileirão, mas em compensação contará com um dia a mais para se preparar para o jogo de volta da Liberta.

Antes de virar a chave para a Libertadores, cravo que, se conquistar os três pontos no próximo domingo, o Mengão colocará as mãos na taça. Quem viver, verá.

Nos veremos novamente no Esquenta para o jogo contra o Estudiantes de La Plata (em La Plata), na próxima quinta-feira.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 11 de outubro de 2026

Flamengo x Fluminense

 

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 30ª Rodada

Domingo, 11 de Outubro de 2026, as 17:30h (USA/ET 16:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl e Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Millán e Arana; Martinelli, Nonato e Lucho Acosta; Canobbio, Soteldo e Castillo. Técnico: Marcão.

Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), auxiliado por Bruno Raphael Pires (FIFA/GO) e Victor Hugo Iamazu dos Santos (FIFA/PR). Quarto Árbitro: Felipe da Silva Gonçalves Paludo (CD/RJ). Assessor: Djalma José Beltrami Teixeira (Assessor/Master/RJ). Árbitro de Vídeo (VAR): Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA/RS). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: André da Silva Bittencourt (AVAR-Master/RS) e Heber Roberto Lopes (Master/SC). Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia (Assessor/Master/BR). Quality Manager: Mikael Silva de Araújo (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Rede Globo (TV aberta) e Premiere (sistema pay-per-view).



sábado, 10 de outubro de 2026

Esquenta: Flamengo x Fluminense, pela 30ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! As análises a respeito dos dois pontos perdidos na Vila Belmiro após o Flamengo estar com 2x0 no placar variam, a grosso modo, entre críticas ao Rossi e reclamações contra a arbitragem de Anderson Daronco e Rodolpho Toski Marques (VAR). Tenho uma opinião bem particular sobre esse assunto, que pretendo dividir com vocês no post de hoje.

Todos nós temos as nossas "bolhas", no âmbito das quais dividimos opiniões sobre vários assuntos com outras pessoas, o que pode comprometer a análise pela falta de novas perspectivas. Às vezes é bom esvaziar a mente e escutar opiniões "de fora da bolha" para que as análises sejam mais lúcidas. O chamado "olhar fora da caixa".

No nosso caso, a bolha é enorme, gigantesca, pois envolve a maior torcida do mundo. Mesmo assim, é uma bolha, assim entendida como o ambiente em que torcedores do Flamengo conversam entre si sobre, especialmente, os acontecimentos envolvendo o futebol do clube.

Bem, dentro desse universo em vermelho e preto, nós, os torcedores do Flamengo, temos uma convicção: é a gente contra o resto do futebol brasileiro. Sozinhos. O torcedor do Flamengo, portanto, está mais do que acostumado com arbitragens e interpretações da mídia esportiva sempre mais rígidas contra o nosso time. É como se o lema "aos inimigos, a lei" fosse aplicado diariamente contra o clube.

Trata-se de um retrato da realidade ou uma visão distorcida pelo "efeito bolha"?

Eu só sei de uma coisa: o atleta de futebol do Flamengo precisa ter em mente que, para disputar títulos e concretizar o "vencer, vencer, vencer", é preciso jogar pensando no "erro zero". Uma utopia, mas ao mesmo tempo um paradigma que reclama vigilância constante e jogar duas decisões por semana. Foco total e ininterrupto.

Não há espaço para o que o Rossi fez; não dá para o Luiz Araújo entregar gol para o adversário toda vez que marca o atacante adversário na nossa área, como já havia ocorrido, antes da Data FIFA, no jogo contra o Bragantino. Como diria o Papai Joel, não dá para ficar de palhaçadinha.

Os inimigos estão sempre à espreita, apenas esperando o erro, tal como fizeram Toski e Daronco na Vila Belmiro.

***

O Flamengo terá menos tempo de recuperação até o Fla-Flu de amanhã, por ter jogado na quinta-feira. As tabelas dos dois times são praticamente idênticas, pois ambos estão fora da Copa do Brasil. Logo, há uma pequena vantagem no quesito "minutagem" para lado fúcsia do clássico.

O GeFla meteu a seguinte previsão de escalação:

Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saul (Plata) e Paquetá; Carrascal, Samuel Lino e Pedro.

Já o GeTricolor prevê a seguinte formação do escrete de Laranjeiras:

Fábio; Guga, Thiago Silva, Millán e Arana (Renê); Martinelli, Hércules e Ganso (Lucho); Canobbio, Serna (Savarino) e Hulk.

Esta outra matéria do Ge Mais Querido dá conta que o elenco pregou autocrítica e responsabilidade após o que aconteceu na Vila Belmiro.

É. Não será com molecagem dentro de campo que o Flamengo levantará as grandes taças no final do ano, isto é certo.

Por outro lado, o clube poderia ter uma representação externa mais efetiva e resolutiva. Notas públicas à imprensa ajudam a desabafar e até a marcar posição, mas no jogo de bastidores está bem claro que o Flamengo vem tomando verdadeiras goleadas dos adversários, especialmente dos paulistas.

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.

Tenham um sábado abençoado.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Santos x Flamengo

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 29ª Rodada

Quinta-Feira, 8 de Outubro de 2026, as 19:30h (USA ET 18:30h), no Estádio Urbano Caldeira ou "Vila Belmiro"
, em Santos/SP.

Santos: Diógenes; Rodinei, Lucas Veríssimo, Willian Arão e Escobar; Gustavo Henrique e Christian Oliva; Gabriel Bontempo, P. Coutinho, Gabigol e Barreal.Técnico: Cuca.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Lucas Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Anderson Daronco (FIFA/RS), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Michael Stanislau (AB/RS) e Leone Carvalho Rocha (AB/GO). Quarto Árbitro: Emerson Souza Silva (AB/BA). Assessor: Kleber Lúcio Gil (Assessor/Master/BR). Árbitro de Vídeo (VAR): Rodolpho Toski Marques (VAR-FIFA/PR). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Luciano Roggembaum (AB/PR) e Rafael Martins Diniz (AB/DF). Observador de VAR: Italo Mederios de Azevedo (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Nayara Pereira dos Santos (Assessora/CBF/BR).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).