sábado, 28 de janeiro de 2012

Macaé x Flamengo




Campeonato Estadual - Taça Guanabara - 1ª Rodada.

Macaé - Luís Henrique, Édson, Ramon, Douglas Assis e Gérson; Bruno Barra, André Gomes, Gedeil e Wallace; Pipico e Charles Chad. Técnico: Toninho Andrade.

FLAMENGO - Paulo Victor, João Felipe, Marllon, Frauches e Magal; Maldonado, Luiz Antonio, Camacho e Bottinelli; Negueba e Jael. Treinador: Antônio Lopes Júnior.

Data, Local e Horário: Sábado, 28 de janeiro de 2012, as 17:00h (USA ET 14:00h), no Estádio Cláudio Moacyr, o "Moacyrzão", em Macaé/RJ.

Arbitragem: Antonio Frederico de Carvalho Schneider, auxiliado por Eduardo de Souza Couto e Francisco Pereira de Souza.


Nomes possíveis, para soluções definitivas


Fé em Deus e pé na tábua! Hoje nada de futebol. É comum ficarmos sempre falando dos problemas de gestão do Flamengo, mas resolvi sair do comum e tentar propor alguns nomes ligados ou não ao Flamengo que poderiam melhor administrar o clube como um todo. Vou reiterar que os nomes viriam na administração de modelos independentes, que já falei e venho sempre falando em minhas colunas. Quem não souber do que digo, é possível procurar as colunas anteriores, as de sábado. Pois bem, vou tentar simplificar com nomes e funções onde penso ser provável sucesso numa gestão profissionalizada do clube.

Começo por João Henrique Areias, o nome que mais me agrada para o Marketing e o Patrimônio do Flamengo, aliás ele é o nome que eu votaria se já fosse sócio. Na ultima eleição tinha propostas modernas e traria o clube para o Século XXI, mas uma reviravolta tirou integrantes de sua chapa para o apoio de Plínio Serpa Pinto. Areias é sério e competente, conhece muito sobre gestão, com larga experiência dentro e fora do clube, onde já foi o responsável pelo Marketing, e mais recentemente pelo basquete, formatando o modelo de gestão atual e vencedor entre outras contribuições. Seria o meu presidente facilmente.

João Fernando Rossi é o diretor de esportes coletivos do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, que sabemos é um case de sucesso, com suas 44 modalidades esportivas (isso mesmo, quarenta e quatro, veja). Mesmo sendo diretor de esportes coletivos no Pinheiros, faria uma gestão compartilhada com outro dirigente nos olímpicos do Flamengo. Cuidaria dos esportes aquáticos, ginástica olímpica, remo/canoagem e judô. Contribuiria enormemente não só na gestão, mas na obtenção de recursos para o clube por meio de patrocínios e por leis de incentivo e isenções fiscais, como ocorre competentemente no ECP. Vale muito a pena ir ao site do Pinheiros ver o nivel de organização e gestão.

Bernardo Rezende, ele mesmo, o multicampeão Bernardinho, que seria responsável por duas modalidades volei, basquete e as escolinhas de todas as demais modalidades do clube. O trabalho não é novo para ele, pois está bastante acostumado, adaptado, o Flamengo nem tanto. Ganharíamos na reestruturação das escolinhas com um nome quase perfeito para este novo modelo de gestão, na captação de receitas em esportes tradicionais e seria um belo desafio para ele. O Flamengo só teria a crescer, projetando trabalhos de longo prazo. Mesmo não sendo torcedor do clube, já foi nosso atleta, e se não me engano, formado na Gávea, e vice-campeão olímpico em 1984. Um bom filho.

Renan Dal Zotto, para quem achou esquisito é isso mesmo! O craque do vólei, da geração de prata, como o anterior, é um competente dirigente esportivo. Atualmente ele é ao mesmo tempo Gerente-esportivo do Florianópolis/Sky (volei) e diretor de marketing e consultor do futebol do Figueirense. Cuidaria em tempo integral do Futebol (também com o Futsal, futebol de sete, futebol de areia e categorias de base, que se integradas, as modalidades gerariam muitos futuros craques). É o gerente profissional que nos falta. Não há nome tão ou mais competente no mercado, em certa disponibilidade e ainda é barato para o mundo do futebol, dificilmente haverá alguém que seja o entremeio do esporte profissional e o "futebol do Flamengo".

Para a parte mais problemática e capital deste projeto, o clube social, um dirigente da gestão atual, Alexandre Wrobel. Como chego até este nome? Advogado e empresário do ramo imobiliário, é o responsável pela construção e a finalização do CT, o Ninho do Urubu, pelas negociações do edifício Morro da Viúva e outros projetos relacionados à pasta. É o atual vice de patrimônio do Flamengo, e seria o cara do FlaGávea. Conhece bem o clube, sabe como funcionam os processos e para mim é o único que executa bem o seu trabalho e  com competência (a diretoria de basquete também) no “ministério” de Patricia Amorim. 

O Flamengo é administrável. Falta é competência e comando, e não seria preciso modificar o estatuto para fazer o que propus. Um exemplo disso é a resolução sobre o Morro da Viúva que dará aproximadamente R$ 3,2 MI/ano ao clube. Esta semana se aventou a possibilidade de um contrato de franqueamento de lojas do clube, que poderá dar aproximadamente R$ 4,5 MI/ano ao clube, que se somados aos valores acima seriam R$ 7,7 MI/ano. Com transparência nos projetos, nas execuções e com a credibilidade dos gestores a marca Flamengo, e logo o clube, se capitaliza e cresce. Pegando uma expressão antiga, dá sim para se fazer com que os bolos cresçam, cada um deles!

Somos Flamengo, Vamos Flamengo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que pode ser e não é

Henrin


Flamengo "Simpson"
Flamengo é como o cérebro. No qual (diz a lenda) só usa 10% de suas potencialidades. Um clube  situado em  local nobre na Zona Sul do Rio de Janeiro com milhões de torcedores  anáticos e espalhados por todo Brasil até mesmo no exterior, é muito menor do que poderia ser. Desorganizado, dividido em pequenos guetos de poder que se aproveitam da idéia Flamengo. Uma idéia que atinge milhões de consumidores e, claro, eleitores.

Uma sede depauperada, com pouquíssimos atrativos para sócios, que chegando lá não podem almoçar e têm que optar entre lanchonetes com pouca variedade e serviço lento. Não há sala de repouso, sequer ginásio coberto para prática esportiva pelo associado. O Flamengo, como clube social, é muito precário. Isto, evidente, representa uma equação forte na luta constante de poder na Gávea. Poucos sócios, poucas reclamações, menos entrantes na concorrência.

A administração poli-esportiva é um desastre. Esportes em feudos de escolinhas, que não se bancam. Natação suga recursos de forma desvairada e não há sequer um único plano para requerer verba governamental na formação dos atletas. O basquete, esporte bem televisado, com boa venda de produtos ligados ao tema, tambem é incrivelmente deficitário. A busca por patrocinadores feita pelo Flamengo é desastrosa e ineficiente.

Junte a isto o método administrativo. Presidente eleito e não cobrado. Escolhe (ou é forçado a escolher) para serem vices-presidentes (cargos não-remunerados mas de prestígio) amigos, aliados e financiadores de campanha. Não precisam ser eficientes nem tão pouco são questionados. O que vemos é, invariavelmente, uma administração caótica em que vices-presidentes lutam entre si em busca da popularidade que pode lhes gerar rendimentos políticos internos e externos no futuro. E esta luta se faz em um vice-presidente se metendo na área do outro, atrapalhando outros rivais no objetivo, e estufando o peito como pavão ao aparecer nas fotos e filmagens.

E com isto o clube perde o foco. Não há projeto. Não há plano. Apenas o aproveitamento extremo dos recursos do Flamengo pelo Grupo Político no poder. Contratos milionários são feitos e desfeitos com multas rescisórias absurdas. Dirigentes executivos escolhidos pelo compadrio, empréstimos obtidos com taxas abusivas, adiantamento obsceno de recursos encondidos em balanços malocados. Comando do futebol entregue a uma Comissão Técnica, que, sem controle, enfia no Flamengo jogadores obscuros de agentes picaretas e ainda é acusada de cobrar dos jogadores percentual de suas remunerações para terem a chance de serem escalados.

Tudo isto apequena. A dívida absurda a ser paga todo mês e que aumenta sempre através de contratações criminosas como a deste Vagner Love pela equipe da Patricia Amorim, suga os recursos do clube e impede não só o aperfeiçoamento da estrutura, como na implantação da maneira ótima do gerenciamento de cada área do Flamengo. O time então é formado pelo que pode não pelo que deve. 

Não se contrata com planejamento e quando contrata paga sempre o preço a maior. Na compra do Vagner Love, por exemplo, o vice-presidente financeiro, Michel Levy, anunciou para os russos que só voltaria ao Brasil com o jogador levado no braço, fazendo com que eles esfregassem as mãos sabendo que o esbanjador do dinheiro alheio pagaria então qualquer preço.

E porque isto é assim? Porque, em pleno 2012, temos uma figura absurda como Michel Levy, envolvido em problemas de licitação junto ao Governo Estadual, sendo não só um vice financeiro, como negociador de jogador ? Porque temos um Jurídico que, passado um ano, ainda não tinha resolvido o problema do contrato em forma de memorando com a Traffic que simplesmente terceirizava nossa arrecadação de patrocínio a terceiros, sem prazo, sem nada?

Ou Seja, Flamengo era para ser uma potência. Mas é apenas como idéia. Hoje vive em uma mixórdia administrativa que esmaga as chances de um futuro a curto e médio prazo brilhante. Agora, por exemplo, mais este  jogador chega com o amor comprado por milhões e milhões. Dinheiro que o Flamengo não tem como pagar e irá gerar não só aborrecimentos mas explosão da dívida no futuro. Mas isto não importa. Para o Presidente-que-é-político no Flamengo o que vale é a fama.

Porra gente...Eu quero é fama!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dos males, o menor.


Na foto, José Aldo, campeão peso pena do UFC e Rubro-negro.

Rodrigo Romeiro

Saudações, car@s butequeir@s rubro-negr@s. Semana agitada, de bola rolando e de muitas notícias de bastidores. Por enquanto, continuamos com mais notícias ruins do que boas. Nada fora do roteiro que vem sendo escrito por essa diretoria.

Infelizmente não pude ver o jogo de ontem. Apenas ouvi. Por isso, estou incapacitado de analisar a parte tática e técnica. Estou de férias no interior de Pernambuco, Caruaru, cidade repleta de flamenguista, em que não dou uma só volta no quarteirão sem ver um manto sagrado. Achei que veria o jogo em canal aberto, com facilidade, mas não consegui ver o jogo em canal algum, nem na Fox, que teve a pachorra de transmitir o jogo do Inter. Vai entender!

O resultado não foi dos piores e, como disse o Gerson, ao final do jogo de ontem, o Flamengo tem que meter no mínimo quatro aqui embaixo. O curioso, e ao mesmo tempo irritante, ficou por conta das quase substituições do Renato Abreu durante a partida.

Lá pelas tantas, o repórter da rádio globo anuncia: “Luxemburgo vai mexer, deve sair Renato Abreu”. Mas não, sai Airton e Deivid. Logo vem um comentário jocoso: “agora o torcedor do Flamengo só tem mais uma esperança do Renato ser substituído”. Em seguida outro comentário, esse com um aparte: “Renato Abreu cansou. Não fulano, Renato Abreu já começou a partida cansado”. Por fim, o repórter anuncia: “Luxemburgo vai fazer sua última alteração, sai Renato Abreu”. Penso: ufa, pelo menos não é mais insubstituível. Mal termino meu pensamento e o repórter estraga prazeres diz: “Luxemburgo mudou, sai Willians”.

Acredito que já virou gozação. O Luxemburgo faz isso de propósito, só para tirar uma com a nossa cara. Não é possível que essa seja uma posição séria. Se realmente a demissão do Luxemburgo já era dada como certa, depois do jogo de ontem não devem ter restado dúvidas. Esse é um dos aspectos positivos do jogo de ontem; tivemos um resultado reversível e que ao mesmo tempo deixa claro o péssimo trabalho feito pelo treinador. Como inúmeras vezes foi profetizado aqui no Buteco, Luxemburgo vai morrer abraçado com o Renato Abreu.

Mas não só de notícias ruins desenrola-se a semana do Flamengo. Amanhã deveremos ter a apresentação do Love. Sem dúvidas uma grande contratação, na nossa posição mais carente. Claro que essa diretoria não poderia ter feito um bom negocio e tinha que pagar mais caro do que devia. Se não tivessem perdido Tiago Neves e Alex Silva (esqueçam o caráter e pensem só na bola), com a chegada do Marcos Gonzales e do Love, teríamos um time para disputar até o título da libertadores. Mas agora, continuaremos com carências, precisamos de um zagueiro e um meia.

Car@s Butequeir@s, dos males o menor. Perdemos por um gol, fizemos gol fora e o adversário é fraquíssimo. Nossas chances classificação são altas. Além disso, muitas fontes dizem que o Luxemburgo já caiu, o que não nos levará a um céu de brigadeiro, mas ao menos nos tirará dessa tempestade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Real Potosí x Flamengo


Taça Libertadores da América - 2012. Fase Preliminar - 1º Jogo.

FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Welinton, David Braz e Júnior César; Aírton, Luiz Antonio, Willians, Renato Abreu e Ronaldinho Gaúcho; Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Real Potosí: Lapczyk; Centurion, Jiménez, Juarez, Torrico; Ortiz, Ovando, Pachi e Rivero; Angola e Torrez. Técnico: Victor Zwenger.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012, no Estádio Victor Agostín Ugate, em Potosí, Bolívia, as 21:50h (USA ET 18:50h).

Arbitragem: Líber Prudente, auxiliado por Carlos Pastorino e Carlos Changala, todos do Uruguai.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ela voltou!

Enfim, rolou a bola de uma vez por todas neste ano de 2012, devolvendo ao ostracismo o alvará do CT do Flamengo e a ferrugem da caçamba do velho carrinho de mão usado na obra, após usufruírem os seus 15 minutos de fama na entediosa entressafra do futebol brasileiro, quando a novidade tirou nota zero e a fofoca, o disse-me-disse e afins fizeram subir os combalidos índices de audiência da mídia esportiva com a inestimável colaboração de seu maior e melhor fornecedor, o próprio Flamengo, de onde vaza tudo para o lado de fora de seus muros. Aliás, escapa tanto que parece não tê-los e lembra a quem a tudo assiste alguns trechos da canção infantil de autoria de Vinícius de Moraes, o grande Vina:

"Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
...............
Ninguém podia dormir na rede
Porque a casa não tinha parede
..................................................."

Já que a redonda voltou de suas férias, os promissores garotos da base do Flamengo encheram de esperança a torcida ao brindá-la, mais uma vez, com um futebol digno do antigo slogan "craque o Flamengo faz em casa". Creio que, com critério e bom senso, o clube poderá ter a seu dispor ao longo dos próximos dois anos um grande time formado pelos meninos Muralha, Thomás, Luiz Antonio, Adryan, Camacho, entre outros, com cada um subindo para os profissionais a seu tempo, no seu ritmo de crescimento, sem açodamento, sem euforia desmedida e com seriedade. No Flamengo é difícil juntar tudo isso, eu sei, mas vamos tentar, não custa muito.

Nessa transição que não é feita da noite para o dia, surgirão os espertalhões de sempre, velhos conhecidos, na tentativa de tirar algum proveito numa precoce transferência para outro clube. Caberá, então, ao Flamengo se mirar no exemplo do Santos e segurar suas promessas por alguns anos, lucrando tecnicamente com o talento delas para, mais à frente, realizar ótimas transações para o clube, tendo em vista que o mercado exterior é um caminho praticamente inevitável, constando do cardápio de cada grande jogador que surge no mercado pelo menos uma passagem fora de casa para a sua independência financeira e crescimento profissional. Nada mais justo, porém, que seja feito depois de uns 5 anos de atuações no 1º time do clube.

E a bola rolará de novo logo mais em Potosí, eita coisa boa, no primeiro jogo da fase da pré-Libertadores, há 4095m de altitude, praticamente 12 mil pés, onde os aviões que não dispõem de sistema de pressurização, para chegarem, obrigam os seus ocupantes ao uso de máscara de oxigênio, por questões de segurança física. Mas é lá em cima do morro que o Flamengo tem a missão de encarar de frente o Potosí, com o velho time do ano passado, o mesmo esquema, a mesma valsa, o mesmo trio de volantes de bicões pra cima, chutão pra frente e passes precisos, de 2m, para os lados, quando não erram, pois, como todos já viram, muitas vezes erram, conseguem a tal proeza.

Em tais condições de temperatura e pressão, a famosa CNTP, não espero uma grande atuação técnicamente falando, conheço minha turma, mas como torcedor exijo vontade, determinação e raça. O "faltou vontade" vomitado pelo truculento Alex Silva após o último amistoso, em Londrina, é inadmissível, intolerável, partindo de um profissional pago a peso de ouro justamente para ter...vontade de jogar com seriedade, vontade de cumprir bem as suas funções profissionais e orgulho de fazê-lo, o mínimo que um funcionário de um clube ou empresa tem que exigir de si próprio, embora nem sempre consiga realizar a sua tarefa perfeitamente, o que é compreensível. O que não pode faltar é motivação para a realização do trabalho para o qual é preparado e remunerado ou, então, que vá fazer outra coisa que lhe seja mais interessante, que o deixe feliz em sua execução.

Enquanto escrevo, ouço a torcida excitada pela iminente contratação do Vágner Love. Espero que quando estas palavras estiverem publicadas, a sua vinda sejam favas contadas depois daquela proposta de 60...bem deixa pra lá, acho que foi apenas uma comédia sonhada naquela casa sem paredes, sem teto e sem...CHEFE.

Gol neles, Mengão!

SRN!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

No Topo do Mundo Futebolístico e Na Berlinda

Buongiorno, Buteco! Começamos a semana na ansiedade do confronto de estreia do Mais Querido na Pré-Libertadores, logo no "Topo do Mundo Futebolístico", pois, afinal de contas, não se sabe de outro lugar no planeta em que se dispute futebol profissional a uma altitude maior do que na rústica (e, na minha opinião, bela) cidade boliviana de Potosí, de passado rico e mineração, porém de presente modesto em termos econômicos. O adversário, o Real Potosí, segundo informações que circularam recentemente na Internet, tem folha salarial que não chega a R$ 100.000,00 (cem mil reais), ou seja, algo que se compara a um time mediano ou pequeno do interior do Estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais ou São Paulo nos dias de hoje. Mas nos 4.000 metros de Potosí o ar rarefeito e, os Deuses rubro-negros queiram que não, eventual chuva e vento, além do frio, tornam as condições ambientais um tanto extremas e podem efetivamente nivelar tecnicamente a partida. Resta torcer para que a preparação em Sucre e agora em Potosí venha de fato produzir os efeitos desejados.

Medo de hostilidade da torcida boliviana por conta da campanha contra jogos na altitude? Não. Trata-se de um povo pacato, ordeiro e educado, feliz, pelo que se lê nos jornais, pela presença de Ronaldinho Gaúcho em sua cidade. Se receio pode haver para essa partida, ele tem por nascedouro tudo o que ocorreu esse ano na "pré-temporada" do Mais Querido. Parece que fez-se de tudo para estragar e arruinar a campanha na Libertadores/2012: a) da (boa) lista de reforços apresentada por Luxemburgo, os que realmente faziam a diferença até o momento não foram contratados; b) jogadores com luvas, prêmios ou direitos de imagem atrasados e o Vice-Presidente de Finanças xingando-os via imprensa de "marketeiros", provocando grande insatisfação; c) treinador, Vice-de-Finanças e Ronaldinho travando uma queda-de-braço por poder e controle nos bastidores, que (dizem) gerou um "ou eu ou ele" por parte do atleta recentemente; d) Diretoria aparentemente dando apoio ao atleta a fritando o treinador, deixando vazar à imprensa que ele será demitido, às vésperas do jogo que definirá a entrada do Flamengo na competição mais importante da temporada, numa manobra de deixar o Marcos Braz com inveja tanto pelo destrambelhamento, como pelo caráter espalhafatoso; e) o treinador, também vazando para a imprensa, claro, antes disso resolvera investigar, no melhor estilo "Scotland Yard", uma noite de amor de Ronaldinho com uma mulher no hotel, pedindo a rescisão contratual com o meia; f) a diretoria ainda não se acertou e nem pagou Ronaldinho, e disse que os atrasados são de responsabilidade da empresa parceira que nunca foi e pode nunca ser; g) time titular se arrastando em campo nas partidas amistosas preparatórias, com o mesmo esquema de jogo falido e escalação que quase puseram a perder todo o trabalho do ano no segundo turno do brasileiro do ano passado, enquanto o time reserva, com outros esquema tático e atletas, está voando e impressionando a todos; g) Ninho do Urubu interditado! h) Perda do segundo principal jogador do time para o adversário mais odiado pela torcida por conta de incompetência da diretoria e i) adversários e seus dirigentes debochando o quanto podem da presidente e do clube.

Ufa! Será que eu me esqueci de algo? Bem, pouco importa a essa altura, não é? Os amigos repararam como nos últimos dias o noticiário foi aquecido com notícias de possíveis novas contratações? Pois é. Parece que hoje, inclusive, tem até reunião na Rússia, vejam só!

O certo é que tudo o que podia ser feito para o Flamengo ser eliminado na Pré-Libertadores foi feito.

Agora resta a São Judas Tadeu interceder, não por essa gente que está à frente das decisões do clube, mas pela imensa Nação espalhada pelo mundo e que não merece ser tão mal-tratada.

Quarta-feira estaremos mais uma vez, todos os corações rubro-negros do mundo, juntos e torcendo pelo Mais Querido.

Bom dia e SRN a todos!

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