quarta-feira, 23 de maio de 2018

River Plate x Flamengo


Copa Libertadores da América/2018 - Grupo 4 - 6ª Rodada

River Plate: Franco Armani; Montiel, Pinola, Maidana e Saracchi; Ponzo e Ignácio Fernández;  Exequiel Palacios, Ignacio Scocco e Enzo Perez; Lucas Pratto. Técnico: Marcelo Gallardo.

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Rhodolfo e Renê; Cuéllar e Jean Lucas; Everton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vinicius Jr.; Henrique Dourado. Técnico: Maurício Barbieri (Interino).

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 23 de maio de 2018, as 21:45h (USA ET 20:45h), no Estádio Antonio Vespucio Liberti ou "Monumental de Nuñez", em Buenos Aires, Argentina.

Arbibragem: Andrés Cunha, auxiliado por Mauricio Espinosa e Nicolás Taran, todos da Associación Uruguaia de Fútbol.



terça-feira, 22 de maio de 2018

Desafios



Olá Buteco, bom dia!

Flamengo e a nossa montanha-russa de cada campeonato!  Líder do campeonato brasileiro por 3 rodadas consecutivas e classificados com uma rodada de antecedência na Libertadores, faltava uma boa vitória contra o arquirrival para consolidar a boa fase.

Infelizmente, não jogamos o esperado para isso e ficamos num empate frustrante, que nos tirou a liderança do campeonato e, ainda por cima, nos deixou sem dois jogadores-chave de defesa para a próxima partida, contra outro adversário difícil, fora de casa.

Não há tempo para se lamentar. O campeonato brasileiro é cruel: três revezes e você pode sair da liderança absoluta para um insosso 8º lugar. Nós já deixamos pontos preciosos contra Chapecoense e Vasco, teremos que ir para cima do Atlético. Será um desafio, especialmente para os garotos que entrarão na zaga.

Uma vitória domingo nos devolve a liderança. Vai pra cima deles, Mengo!

***

Antes desta partida, outro desafio de grande porte: River Plate lá. Vale a liderança do grupo e o mando de campo na segunda partida das oitavas-de-final da Libertadores, além de evitar um confronto contra os times mais fortes da 1ª fase. 


Do time considerado titular, não estão relacionados apenas Juan, Rever e Diego. Devemos ir, portanto, com Alves, Rodinei, Leo Duarte, Rhodolfo e Renê; Cuellar, Paquetá e Everton Ribeiro; Marlos, Dourado e Vinícius. É esse o time com que vocês iriam também? 

Vencer, vencer, vencer!

Saudações Rubronegras

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Timing

Salve, Buteco! Vocês já pararam pra refletir sobre o tempo que levou até a Diretoria do Flamengo (ou ao menos a maior parte dela) se convencer da necessidade de passar para frente os perebas ou que o trabalho do Zé Ricardo já havia se desintegrado completamente? Quando esse tema vem à minha mente sempre me pergunto qual é o critério que prevalece para a insistência com o que obviamente não está dando resultado. Será que é o simples fato da torcida perceber antes da Diretoria (e da maior parte da imprensa)? Imagino que, para um dirigente de futebol (ou jornalista esportivo) emocionalmente inseguro o pior dos mundos é constatar que sua avaliação é inferior à feita pela torcida. Puxa vida, logo o torcedor, aquele ser "apaixonado" que, portanto, não analisa os fatos racionalmente? Como ele pode ter percebido, e não eu, que aquele jogador não passa de um pereba? Como pode ele ter percebido as falhas de planejamento antes de mim? Pior é quando antes de mim descobre aquele jogador que seria perfeito para time. O que faço agora?

É uma constante, especialmente no segundo mandato da atual gestão, a torcida alertar muito antes para problemas que efetivamente acabam ocorrendo depois. Não faltam exemplos nas temporadas anteriores, como Márcio Araújo, Rafael Vaz, Muralha, Zé Ricardo e a dificuldade que teria para planejar 2017, além das negociatas e dos obscuros critérios de Rodrigo Caetano. O mesmo se diga em relação à temporada atual, como provam o envelhecimento do elenco, especialmente da zaga, fato que havia sido apontado por Reinaldo Rueda; a incompatibilidade de Henrique Dourado com o estilo de jogo que se tenta (sem sucesso, a não ser por apresentações esporádicas) implementar, a falta de atualização de Paulo César Carpegiani ou a instabilidade nas laterais.

É nesse ponto que os debates costumam se direcionar para o modorrento e boçal terreno das relativizações e das lembranças dos avanços na administração e nas finanças. Poupem-me, por favor.  Nada disso se confunde com gestão de futebol. Além disso, culpar a torcida é covardia e canalhice. Até as pedras sabiam da dificuldade que o clube teria disputando três competições do tamanho da Copa do Brasil, da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro. Depois de Rueda, a insistência no trabalho de Rodrigo Caetano e em suas escolhas é fruto de nada mais do que da incapacidade pessoal dos membros da Diretoria de exercer um pingo de autocrítica. Carpegiani entrou e saiu por conta disso e agora agora chegou a vez da obviedade ululante do momento: Maurício Barbieri pode até ser um bom auxiliar, mas é absolutamente evidente que ainda não reúne as melhores condições para estar no comando técnico da equipe profissional do Flamengo, seja em nível de planejamento, seja de execução durante as competições. No final das contas, cabe ao treinador fazer as escolhas certas em um cenário de longas sequências de jogos decisivos.

Mas imaginem se isso é problema. Claro que não. Afinal, só existem treinadores interinos no futebol brasileiro. E vamos levando!

***

Desconfio de que estão tentando imitar o Grêmio/2017, apostando tudo na Libertadores/2018 e na Copa do Brasil, e deixando o Brasileiro para administrar a vaga para a Libertadores/2019. Há uma falha evidente nesse plano: os mesmos problemas (todos apontados pela torcida, todos) que dificultam o Flamengo disputar as três competições simultaneamente também podem impedir o sucesso na priorização de qualquer dessas competições, cuja conquista depende de times e elencos equilibrados. Afinal de contas, para ser campeão é preciso treinador, zaga, laterais, centroavante...

Há um timing para se tomar as decisões que levam aos títulos. O timing da Diretoria do Flamengo é  o do eterno adiamento dessas decisões. É campeã da Copa das Ilusões.

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O discurso de Barbieri é de ir a Buenos Aires em busca da liderança. Gosto da ideia. Se houver um mínimo de competência e responsabilidade no Departamento de Futebol, já discutiram se é melhor mandar o primeiro ou o segundo jogo das oitavas-de-final. Eu escolheria o jogo de volta. Além disso, há tempos o Flamengo não se impõe fora de casa em jogos realmente grandes, seja nas competições nacionais, seja nas internacionais. Quarta-feira, portanto, é jogo decisivo, grande, que pode fazer a diferença no segundo semestre. É muito difícil imaginar que a longo prazo o trabalho de Barbieri alcance as aspirações da torcida do Flamengo, mas se porventura existir a mínima chance do nosso jovem treinador interino se firmar, passa por vencer esse tipo de jogo com frequência.

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Não foi Barbieri que planejou 2018. É sem dúvida o menos culpado.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.


Somos todos menos alguns

domingo, 20 de maio de 2018

Nunca chove, mas sempre transborda

A pressão sobre a pressão sobre a pressão.
Eis o Flamengo. É assim o Flamengo.

Senão, vejamos: depois de uma "suada e heróica" classificação diante do perigossíssimo e traiçoeiro time da Ponte Preta (aquele que gosta de gols de goleiro aos 49 e outras coisas bizarras), partimos para Chapecó com o intuito de vencer e manter uma saudável vantagem na tabela.

E é óbvio que deu ruim. Ah, não reclama. "Os caras terminaram o jogo contra a Ponte esgotados, foi muita pressão, medo de cair da CdB, é normal esse relaxamento após uma partida nervosa".

Aí veio o jogo de vida ou morte contra o Emelec. Mesmo teatro, quase a mesma peça, o mesmo fim.
Heróico, genial, etc. Sim, nós vibramos. Claro, ninguém aqui é maluco.

E então, "oba, hoje é dia dos filhotes de bigodudas, hoje é dia de sacode". Esqueceram de avisar pra eles, é claro. E vocês viram o que foi a maior pelada no ano. Comentar o jogo é algo que me dá até medo, pois não é possível dar nota zero para um jogo que foi menos 4.

Os jogadores, a diretoria, as pessoas que estão no Flamengo precisam entender algo (talvez até já o saibam, mas fingem não entender): Não existe a pressão de um Brasileirão, de uma Libertadores. O Flamengo É a pressão. O Flamengo é que É a missão. O que vem de vitória é consequência de nossa grandeza, e, por tabela, do nosso desempenho nos campos.

Atitude. Menos firula. Menos marra. O Flamengo conseguiu ser abraçado por nós, torcedores.

No Flamengo, nunca chove forte. Mas tá sempre transbordando, como diz a "tradução" do clássico Under Pressure.

Por favor, retribuam. Nós também gostamos de carinho.

P.S.: Não me assusta terminar a rodada em terceiro. Mas me irrita um bocado perder 5 pontos em 6.

SRN

sábado, 19 de maio de 2018

Flamengo x Vasco da Gama


Campeonato Brasileiro/2018 - Série A - 6ª Rodada

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Révee Renê; Cuéllar; Everton Ribeiro, Diego, Lucas Paquetá e Vinicius Jr.; Henrique Dourado. Técnico: Maurício Barbieri (Interino).

Vasco da Gama: Martín Silva; Rafael Galhardo, Breno, Werley e Henrique; Desábato e Bruno Silva; Yago Pikachu, Thiago Galhardo e Wagner; Andrés Ríos. Técnico: Zé Ricardo.

Data, Local e Horário: Sábado, 19 de maio de 2018, as 19:00h (USA ET 18:00h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbibragem: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA), auxiliado por Guilherme Dias Camilo (FIFA) e Sidmar dos Santos Meurer; Quarto Árbitro: Marcus Vinicius Gomes; Assistentes Adicionais 1 e 2: Jerferson Antônio da Costa e Wanderson Alves de Sousa, todos da Federação Mineira da Futebol.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

Todo amor ao Mengo













Irmãos rubro-negros,




o Flamengo na quarta-feira exorcizou alguns de seus fantasmas.

Com uma vitória obtida na raça, obtivemos a classificação para a próxima fase da Taça Libertadores da América.

Jogo muito tenso, excessivamente franco e aberto, com o time bastante desorganizado taticamente, sobretudo o meio de campo, mas a classificação veio do mais genuíno modo de ser flamengo: com muita emoção e sofrimento. Muita emoção.

Destaques para Diego Alves, Rodinei, Renê, Cuéllar e, claro, o nome do jogo, Éverton Ribeiro.










Meus amigos, não foi por acaso que eu encerrei meu post da semana passada com a imagem do Éverton Ribeiro.

Fiz para homenagear o esforço que ele tem feito para melhorar seu rendimento com a camisa do Flamengo.

Ele é um jogador de estilo cerebral, de pouca explosão e pouca participação.

No Flamengo, todavia, ele tem alterado sua forma de jogo. Ele tem participado ativamente do jogo quando o time não tem a bola (ontem, no final do segundo tempo, estava disputando bola na linha de fundo da nossa defesa), marcando, dando carrinho e se esforçando para cumprir as determinações táticas que lhe são recomendadas.

Com a bola, ele está menos fixo pelo lado direito, transitando com mais liberdade pelo campo, o que lhe tem permitido explorar melhor seu potencial técnico.

E ontem ele foi o nome do jogo, sendo premiado com dois golaços que garantiram a nossa classificação.

Que o Éverton Ribeiro nos ajude a conquistar grandes vitórias e títulos

Desejo felicidades a ele e à família pelo nascimento do filho, Augusto.

Que Deus os abençoe.







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E vocês sabem, amigos, quem também jogou muito ontem?

Ela, a Nação Rubro-Negra, que merece menção honrosa.

A torcida do Flamengo é um fenômeno único no mundo. Nenhuma torcida se iguala à Magnética.

Galera cantou e empurrou o time o jogo inteiro, incessantemente.

Mesmo com toda a minha experiência de vida como rubro-negro, eu sinceramente ainda fico muito emocionado com a torcida do Mengão. Povo valente o nosso. Luta, sofre, vibra e vive com o Flamengo. Ou melhor, pelo e para o Flamengo.

O meu muito obrigado à essa torcida espetacular.







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E amanhã teremos clássico no Maracanã, valendo a liderança isolada do Campeonato Brasileiro.

É verdade que o tempo de recuperação para nós será reduzido, pois jogamos na quarta-feira e a partida será no sábado.

É verdade, também, que, dada a tensão do jogo pela Libertadores e a desorganização tática do time, os jogadores correram  e se esforçaram muito.

Ainda assim, o cansaço não pode servir de desculpa.

É chegado o momento do Flamengo dar o salto em sua mentalidade. Time grande não pode se satisfazer com classificação e nem pode arrefecer o ânimo "porque conseguiu o objetivo traçado para o semestre".

Isso está errado.

O Flamengo precisa pegar gosto pela vitória. Só assim alcançaremos as glórias históricas.

Portanto, se o time correu muito na quarta-feira, que corra o dobro amanhã. 

É jogo para consolidarmos a liderança isolada do Campeonato Brasileiro.

Avante Flamengo!







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Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Flamengo 2 x 0 Emelec - A pilha da classificação

E o Flamengo, com estagiário e tudo no comando, a regra que o clube adota para participar desta competição nos últimos tempos, finalmente consegue a sua classificação para as oitavas de finais da Libertadores. Algo que era, não estranhamente pelo motivo exposto acima, nosso Santo Graal nos últimos anos. 

E classificou jogando com raça, suor, amor e paixão. Principalmente da torcida presente no estádio, que puxou pelo time antes, durante e depois da partida, numa manifestação clara de como torcida é importante, e o fato de não tê-la nos dois jogos em casa, sem sua presença, atrapalhou nossa performance e só conseguimos dois empates.

Emelec se apresentou com fome de bola, marcando o Flamengo em todo canto, na sua melhor exibição da Libertadores até aqui, segundo seu técnico demissionário. Flamengo mal conseguia ficar 1 segundo para pensar o que fazer com a bola, vinha longo um enxame em cima. E o time, extremamente pilhado pela obrigação de ganhar e se livrar de mais um vexame histórico no elenco, cometeu inúmeros erros de passe e principalmente de posicionamento tático do meio para frente.

Mas era noite da defesa. Cuellar, Renê, Rever e mesmo Rodinei fizeram uma partida impecável, pq o meio do Flamengo simplesmente não se recompunha direito. No primeiro tempo Diego resolveu voltar ao seu tempo de volante de saída de bola, confundindo posicionamento com Paquetá. E como não solta a bola rápido, era presa fácil do Emelec. Paquetá, meio aéreo perdia todas as bolas, e passava muito mal. Vinicius Jr, isolado no canto, pouco participou. Dourado, era aquele bate-volta de sempre da bola, e o que se salvava era o Everton Ribeiro, único com mais lucidez e calma no setor, que não por acaso, foi o grande destaque do jogo com dois belos gols.

Começamos o primeiro tempo com um lance espetacular do Vinicius Jr, matando a bola com a cabeça e o deixando livre diante do goleiro, pena que a bola se adiantou um pouco, goleiro do Emelec cobriu bem o lance, e a bola acabou saindo encobrindo a trave.

Apesar do volume ofensivo do Emelec, criaram poucas chances reais no primeiro tempo. Flamengo estava bem posicionado em sua linha defensiva.  Juan indo a frente, meteu duas bolas na trave. Flamengo merecia ter saido com vitória no primeiro tempo, embora taticamente desorganizado, mas muito pilhado, fruto também do nervosismo aparente.

Empate preocupante. Bola não estava  entrando. E sabemos como isto acaba. Mas desta vez não foi assim. Veio o segundo tempo. Logo no início, finalmente sai uma tabelinha Renê com o solitário Vinicius Jr, que, como sempre, conduz bem a bola, rola um trelelê bate-rebate na área, e a bola sobra quicando, linda, perfeita, para conclusão precisa do Everton Ribeiro. Flamengo 1 x 0. Parece um sonho. Barbieri também corrigiu o posicionamento de Diego em relação ao Paquetá. Fazendo Diego jogar mais avançado, o que melhorou taticamente o time.

Técnico do Emelec faz suas sibstituições. Emelec se lança todo ao ataque. Flamengo perde uma série de bolas "imperdíveis" no meio de campo, até pela marcação sob intensa pressão do adversário. E aí brilha Diego Alves, defesas precisas, esfriando o jogo. Um grande líder que o Flamengo tem, que, claro, segue perdendo suas oportunidades de contra-ataque.

Barbieri expulso, foi substituído pelo auxiliar Mauricinho, que, ao meu ver, demorou a substituir Dourado pelo Marlos, porque o Flamengo se dispôs a jogar no contra-ataque e Marlos é melhor para isto. Ainda sim, Emelec pressionava mais, muitos toques pelo meio. Enfim, percebeu-se que Jonas fecharia aquela porta. Também tardiamente. E assim foi feito. Flamengo com controle do jogo. Torcida empurrando. Falta no quase penalti no Paquetá (que já tinha sofrido um não marcado pelo juiz, claro). Everton Ribeiro cobrou a la Zico, e Flamengo 2 x 0 Emelec. Na emoção.