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Olá,
Buteco!
Mais
um passo à frente
Na
quarta-feira, nosso Mengão derrotou o Grêmio por 3 a 1 e de novo
passou as preocupações para o Palmeiras, que enfrentou o Remo na
noite de ontem (estou escrevendo antes do jogo e usando todas as
minhas energias secadoras, pra ver se o Remo consegue aprontar uma
surpresa boa pra nós e ruim para o nosso rival na luta pelo
Brasileirão 2026).
Contrariando
seus hábitos, o Flamengo resolveu o jogo no primeiro tempo, o que
permitiu que o time descansasse no segundo.
Tem
que manter isso aí, Mengão! (mas sem exagerar no descanso)
Arrasca
– Notícia Boa e Notícia Preocupante
É
notícia boa vermos o Arrasca voltando a atuar bem e fazendo jogadas
decisivas, como no belíssimo passe que deu para o Samuel Lino, no
nosso primeiro gol.
Notícia
preocupante é que, estando recuperado da lesão sofrida em jogo de
Data FIFA, pode ser convocado para amistosos irrelevantes e, como de
hábito, retornar lesionado, porque é assim que funciona a nossa
relação com a seleção uruguaia; pegam o Arrasca inteiro e o
devolvem quebrado.
Pedro
– Tem que querer muito, Irmão!
Pedro
também voltou a jogar bem.
Desde
jovem (faz tempo, eu sei!!!), sempre me interessei muito pela ligação
entre comportamentos e resultados e, vendo a bela atuação que o
Pedro teve ontem, minha atenção foi despertada para o que parece
ser uma mudança temporária no comportamento dele (digo temporária
porque há antecedentes preocupantes de oscilações motivacionais do
nosso Nove Bolado).
No
esporte competitivo dos nossos dias, não basta querer, é preciso
querer muito.
O
Pedro que andou se apresentando no Flamengo em tempos recentes
parecia um atleta enfastiado e mais preocupado com rituais de
celebração de seus feitos do que com a obra, sempre coletiva, de
que precisa participar para vencer jogos de futebol.
Pode
parecer coincidência, não sei se é, mas encaixava-se nessa
situação a célebre frase do consagrado treinador Muricy Ramalho:
“A bola pune.”
Voltando
a fazer gols no jogo contra o Vasco e repetindo a dupla dose ontem,
Pedro mudou seu ritual de comemoração e, com muita justiça, passou
a celebrar antes com os colegas, sempre coautores de seus gols, para
depois fazer seus gestos individuais.
É
bobagem pensar assim?
Eu
acho que não.
O
Pedro dos dois jogos mais recentes não foi o enfastiado de antes e
aí, num reverso da frase do Muricy, a bola premiou seu esforço e
seu inegável talento.
Tomara
que o nosso Nove Bolado mantenha essa vibe vencedora nas quatro
rodadas faltantes do Brasileirão.
Se
mantiver, será um grande reforço na nossa luta pelo título.
A
volta do Landim
Vou
me abster de fazer julgamentos, porque acho cedo para isto, mas faço
aqui o registro de um script que teve alguns capítulos escritos a
partir da reunião do Conselho do Flamengo, no fim do ano passado,
aquela em que o presidente Bap prestou contas do seu primeiro ano de
mandato e apresentou perspectivas extremamente promissoras para o
clube.
Na
sequência, o Flamengo teve um desgastante duelo com o treinador
Filipe Luís, relacionado à renovação do seu contrato, e começou
mal o ano no futebol: perdeu a Supercopa e a Recopa, sofreu para
ganhar o título estadual e conquistou apenas quatro dos primeiros
nove pontos disputados no Brasileirão.
Vieram,
então, a demissão do Filipe e a contratação do Leonardo Jardim,
que representou mais um recomeço no trabalho com o elenco principal,
problema crônico da gestão do nosso futebol que, inevitavelmente,
produziu oscilações no desempenho do elenco.
No
campo das contratações de reforços, Bap e Boto fizeram um
investimento pesadíssimo no cria Paquetá, capítulo importantíssimo
no script, não só pelo valor gasto mas também pela sua combinação
com capítulos que ainda estavam por vir.
Em
maio deste ano, o Flamengo foi eliminado da Copa do Brasil pelo
Vitória, resultado que representou uma primeira frustração dos
planejamentos esportivo e financeiro do clube para a temporada.
Em
25 de setembro p.p., com enorme impacto sobre os patrocínios do
futebol brasileiro, o governo federal publicou a MP 1.394/2026,
proibindo as apostas de quota fixa, as bets, em todo o território
nacional.
Na
sequência, em 22 de outubro, o Flamengo foi eliminado pelo
Estudiantes, na fase semifinal da Copa Libertadores, perdendo a
chance de disputar mais uma grande final e colhendo mais um prejuízo
financeiro.
Será
que esse negócio de inferno astral existe mesmo?
O
noticiário dá conta de que, na mais recente reunião do Conselho,
realizada há poucos dias, o conselheiro Rodolfo Landim fez duras
críticas à gestão de Luiz Eduardo Baptista, movimento que deixou
claro que já começou o combate eleitoral de 2027, destinado à
substituição ou manutenção do atual presidente do Flamengo.
Convido-os
a refletir e a julgar.
Mais
um tropeço do Sub-20
Ao
perder por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro, nosso time Sub-20 foi
eliminado pelo Operário do Paraná, na fase quartas de final da Copa
do Brasil de 2026.
O
jogo de ida, realizado em Ponta Grossa, terminou empatado em 0 a 0 e
eu pude observar que os dois times tiveram boas chances de marcar,
exigindo grandes atuações dos goleiros.
Pesquisei
um pouco sobre o Operário Ferroviário do Paraná e encontrei uma
reportagem do GE de novembro de 2023 em que se falava do projeto em
desenvolvimento pelo clube e da contratação do profissional Gustavo
Silva para o cargo de coordenador geral das categorias de base.
Na
reportagem, a jornalista Raylane Martins informava:
“Com
uma gestão profissional para o setor, o clube quer reforçar o elo
entre a base e a equipe principal na próxima temporada, dando
continuidade ao trabalho que já colocou alguns atletas formados na
base do clube na equipe profissional - é o caso de Amorim, Borech e
Arthur Neves.”
E
Gustavo Silva acrescentava:
“Temos
comissões extremamente competentes nas categorias de base, lideradas
pelo Cristiano e pelo Sandro. Já vejo processos estabelecidos, as
categorias funcionando e o nome do Operário-PR muito forte a nível
estadual e nacional. Minha atuação será no sentido de criar novos
processos para automatizar trabalhos e profissionalizar cada vez mais
os departamentos. Venho para ser uma peça a mais, para realmente
somar e implantar ideias.”
Por
um lado, dá para entender que não perdemos para um time
aventureiro, mas sim para uma equipe que vem sendo submetida a um
projeto de desenvolvimento que começa a colher frutos.
Por
outro, há o incômodo por nosso time Sub-20 estar ficando pelo
caminho nas principais competições de 2026: não conseguiu se
classificar para o mata-mata do Brasileirão da categoria, acaba de
sair da Copa do Brasil e perdeu dois dos três clássicos que
disputou na Taça Guanabara (Fluminense 3 a 1 e Vasco 4 a 0).
Resta,
nesta temporada, o mata-mata do Campeonato Estadual Sub-20, no qual o
Flamengo disputará, no próximo sábado, o jogo de ida da etapa
semifinal, enfrentando o Vasco, nosso carrasco habitual nessa
categoria.
Desde
2025, a gestão Bap anunciou um drástico recomeço do trabalho com
as categorias de base, dispensou muitos atletas e substituiu diversos
profissionais, sustentando que o propósito do trabalho não é a
conquista de taças, mas a formação de jogadores que possam
integrar o elenco principal.
Apesar
do desconforto de ver o Flamengo sendo eliminado das disputas, às
vezes prematuramente, vejo com bons olhos a priorização de formação
de jogadores, sendo válido lembrar que nosso Sub-20 ganhou grandes
títulos internacionais sem produzir safras de jogadores com grande
valor de mercado ou com capacidade de integrarem nosso elenco
principal.
Na
já citada reunião do fim de 2025, Bap afirmou que nossa base iria
patinar em 2026 (isso está acontecendo), mas que começaria a voar a
partir de 2027.
É
difícil imaginar que esse voo possa acontecer sem que nossos garotos
sejam mais expostos à transição para o elenco principal, algo que
não aconteceu com Filipe Luís e que segue na mesma toada com
Leonardo Jardim, treinador que, embora conhecido por conseguir
revelar bons jogadores, pouco exercitou suas capacidades nesse tema
na atual temporada.
Vem
aí 2027 e não sabemos se Jardim continuará no clube, mas parece
certo que o Flamengo enfrentará limitações financeiras para a
estruturação do seu elenco principal, o que poderá gerar
oportunidades de transição para alguns garotos.
Outra
possibilidade a se considerar é que, pressionado pelas mudanças no
ambiente financeiro do futebol brasileiro, o Flamengo pode voltar ao
modelo de usar suas melhores promessas para reforço de caixa,
hipótese em que são ventiladas as possíveis vendas dos garotos que
têm mercado (goleiro Léo Nannetti, zagueiro João Victor e volante
Evertton Araújo), além de alguns jogadores do elenco principal não
muito bem avaliados.
Vamos
ter que aguardar para conhecermos as respostas que a gestão Bap dará
para os desafios surgidos por conta do script relatado neste post.
Por
enquanto, o grande foco do Mengão é a briga pelo título do
Brasileirão 2026 e, na base, a tentativa de chegarmos à final do
Carioca Sub-20.
O
Brasileirão é fundamental, Mengão!!!
Saudações
Rubro-Negras!!!
Carlos César Ribeiro Batista