segunda-feira, 1 de setembro de 2014

As Perspectivas no Brasileiro

Salve, Buteco! Luxemburgo persiste com o discurso da cautela e afirma que em três rodadas essa confortável distância que hoje separa o Flamengo da ZR pode ser tirada. Nada mais certo. Porém, o desempenho do Flamengo nas últimas cinco rodadas é superior até mesmo do que a máquina demolidora do Cruzeiro, merecida e inquestionavelmente líder do campeonato. Uma marca e tanto para o time que, após a Copa do Mundo, era o lanterna e pior ataque da competição, além de detentor da defesa mais vazada. Agora, somam-se três gols sofridos em seis jogos, contra oito marcados. Cinco vitórias e uma derrota, que pode ser atribuída a uma falha do goleiro Paulo Victor (Chapecoense, fora). Mas quais são as perspectivas para o Brasileiro? Afinal de contas, é time para G4? 

Sigo pensando que, dando-se prioridade ao Brasileiro (e a tendência é de eliminação da Copa do Brasil), o Flamengo seguramente ficará entre os dez primeiros; mas como o momento é de sintonia fina entre o time, a torcida e o Maracanã (fator absolutamente decisivo), aposto que o time briga por uma vaga no G4. Há um turno inteiro pela frente e, disputando uma só competição, a união desses três elementos sempre operou milagres e reviravoltas sensacionais, quando todos davam o Flamengo como perdido. Por que seria diferente esse ano? Se o time é limitado, o nível do campeonato também é. É claro que título, com esse estupendo desempenho do Cruzeiro, é impossível. Mas o G4 não. São sete pontos de distância, um turno inteiro, provavelmente uma só competição e a viabilidade de ter um desempenho competitivo em relação aos rivais.

Claro que há o inesperado e temos que torcer para que jogadores como Cáceres, Canteros, Eduardo da Silva e Éverton não se contundam. Eu ainda contrataria um lateral esquerdo, pois João Paulo não pode ser a única opção para a posição.

***

O jogo de ontem mostrou a manutenção de um padrão nesses seis jogos. Defesa segura, time compacto, cedendo poucas oportunidades de gol ao adversário, e uma evidente limitação na parte ofensiva, com erros de passe na articulação das jogadas, especialmente no ataque. Começando pela defesa, embora ache que Paulo Victor falhou no gol do Vitória, fez uma defesa absolutamente sensacional em uma conclusão de Caio (o único jogador perigoso do Vitória) e ainda defendeu um pênalti, redimindo-se. Essa conclusão de Caio se originou de um dos poucos lances nos quais houve cochilo no sistema defensivo, prova de que o time é limitado e depende de atenção e transpiração durante 100% do tempo. Marcelo alternou bons e maus momentos, tanto no ataque, quanto na defesa. Fez o gol, cedeu um pênalti por bobeira, falhou na cobertura de Leo Moura em um lance, mas ganhou a maioria dos outros. Já Wallace teve atuação mais equilibrada.

O Vitória cedeu muitos espaços para o contra-ataque, inclusive no primeiro tempo. Com um pouco mais de qualidade do meio pra frente, o Flamengo poderia ter criado mais e aberto vantagem elástica. Essa, porém, parece ser a limitação desse time, que, do meio pra frente, vive dos passes de Canteros, que a rigor é volante mas tem desempenhado o papel de articulador por absoluta ausência de outra opção, e da correria de Éverton, o único que conseguiu levar perigo ao gol do Vitória com a bola rolando. Só nos resta esperar que jogadores como Lucas Mugni e Eduardo da Silva, que têm um pouco mais de qualidade técnica, consigam, o primeiro, amadurecer e assim jogar por mais tempo, e, o segundo, adquirir condições físicas para disputar uma partida inteira. Além disso, algumas jogadas podem ser ensaiadas e uma delas é a jogada com Márcio Araújo dentro da área, onde sempre se posiciona bem para a conclusão.

Sobre Márcio Araújo, falamos de vários jogadores, mas, apesar da limitação técnica do "Marujo", gostaria de ressaltar a importância desse jogador nas últimas partidas. Ciente de suas limitações, procura simplificar ao máximo, raramente perde a bola, posiciona-se bem inclusive no ataque e marca forte. Em um Flamengo ideal, não poderia ser titular, mas para o ano que vem acho que merece uma vaga no elenco. Como disse o amigo Villa, tem sido bem efetivo especialmente nos jogos fora de casa.

Por outro lado, alguns jogadores do elenco podem render bem mais, dando outras opções para Luxemburgo: Alecsandro volta de conclusão e, se conseguir voltar à forma do primeiro semestre, representará um ganho no poder de fogo do time. Elton, que vem do Mundo Árabe, parece que também precisará de atenção na parte física e de ritmo de jogo. Gabriel, que também volta de contusão, já atuou melhor esse ano, inclusive em clássicos no Estadual, e pode ser mais útil, e Leo, "o Lázaro", precisa voltar a jogar futebol e dar opção para a lateral direita. Mas o jogador que mais preocupa é Paulinho, que em tese seria titular, pelo ótimo desempenho do ano passado, mas que esse ano se comporta como dono do time, abusa de firulas, frequentemente isola a bola com conclusões bizarras e não consegue mais superar os marcadores. Tudo indica que sua atenção esteja voltada para assuntos extracampo e não para a profissão. Missão e enorme desafio para Luxemburgo.

***

O próximo jogo do Brasileiro será contra o Grêmio, sábado, no Maracanã. Confesso a vocês que há dois adversários que me incomodam por serem os mais "carne-de-pescoço" para o Flamengo, dificultando ao máximo a vitória em uma partida que seja. São adversários que o Flamengo costuma superar por um gol de diferença em casa e ao mesmo tempo sofrer com placares elásticos fora. Refiro-me ao Grêmio e ao São Paulo. Dois "pés-no-saco", com o perdão da expressão. Pois o jogo do próximo sábado traz o reencontro de velhos rivais, que são Luxemburgo e Scolari, os times brigam diretamente na mesma faixa da tabela, após a recuperação do Flamengo no campeonato, e, como se não bastassem as dificuldades naturais de uma partida com todo esse contexto e histórico, como por exemplo os desfalques importantes de Wallace e Éverton, a Diretoria resolve estrear um terceiro uniforme tendo como tema a flora brasileira, logo nessa partida, logo contra esse adversário.

Discordem a vontade. Não preciso nem dizer que aqui no Buteco a opinião é livre, respeitados os termos de uso do blog. Mas esse é o último jogo que eu escolheria para estrear camisa "fashion", a qual, aliás, achei feia e cafona (ressalto que não sou contra a ideia de terceiro uniforme, inclusive com cores estranhas à bandeira do clube).

***

Acho que a hora é de foco no Brasileiro. Não é que a Copa do Brasil não seja importante, muito pelo contrário. Odeio perder, ainda mais de goleada, e acho que os jogadores que foram a campo na última quarta-feira deveriam ter suado sangue defendendo a camisa do clube. Só que agora já foi. Acho importante entrar em 2015 com uma boa colocação no campeonato brasileiro, o mais próximo do G4 possível, senão dentro dele. É importante para trazer paz e permitir a montagem de um elenco forte e equilibrado em 2015, ano eleitoral no clube, com chances de disputar títulos.

Eu escalaria um time de jovens na quarta-feira, enxertado com alguns reservas como Chicão, Amaral, Luiz Antonio e e Elton, por exemplo. Com todo o respeito de quem pensa o contrário.

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Fechando a coluna de hoje, as tradicionais perguntas, claro que sem prejuízo de qualquer opinião que queiram emitir a respeito do texto: a) qual o time que escalariam na quarta-feira; b) os substitutos para Wallace e Éverton no jogo contra o Grêmio (já pensando nas substituições para o segundo tempo); c) até onde esse time chega disputando apenas o Brasileiro. 

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 31 de agosto de 2014

Vitória 1 x 2 Flamengo


Campeonato Brasileiro 2014 - Série A - 19ª Rodada

Vitória: Fernando Miguel; Nino (Ayrton), Roger Carcalho, Kadu (Ednei) e Juan; Adriano, Neto Coruja (José Welison), Escudero e Marcinho; Caio e Daniel. Técnico - Ney Franco.

FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Marcelo e João Paulo; Cáceres, MárciAraújoCanteroe Éverton; PaulinhAlecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data, Local e Horário: Domingo, 31 de agosto de 2014, as 18:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Manoel Barradas ou "Barradão", em Salvador/BA.

Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por Marcelo Bertanha Barison e Alexandre A. P. Kleiniche, todos do Rio Grande do Sul.


Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos. Hoje continuo a série que trata dos anti-heróis flamengos, jogadores marcados por passagens polêmicas, a despeito de seu talento. Boa leitura.

OS ANTI-HERÓIS, PARTE II – JAIR DA ROSA PINTO

1949.

A bola chega limpa.

Suave e doce, achega-se aos pés do craque, que avança. Frio, impávido, não parece perceber a febril e alucinada festa de meia São Januário, que urra de uma euforia tão incontrolável quanto inusitada, a outra metade em um aparvalhado silêncio. O amontoado que o Flamengo põe em campo vai protagonizando um verdadeiro baile sobre o Expresso da Vitória vascaíno, de Ademir, Friaça, Chico, Danilo e outros tantos. 2-0 em dez minutos de sonho, adversário envergado, nas cordas, à mercê do golpe de misericórdia.

E Jair avança inteiramente livre, solitário, em silêncio. Com ele, a bola.

Jair, o Jajá de Barra Mansa, um dos “Três Patetas” do Madureira que foram fazer história no Vasco, e que, no auge do sucesso, resolvera trocar, de forma polêmica, o cruzmaltino pelo rival maior, por não aceitar ganhar menos que Ademir. Canelas de passarinho que escondem um chute impiedoso e peçonhento, precursor da “folha seca” de Didi (e para muitos, ainda mais traiçoeiro, por conta da força). Jair, que chega em 1947 ao Flamengo e rapidamente demonstra seu inegável talento, entregando gols e vitórias a uma massa carente de títulos, padecendo com o desmonte da geração do primeiro tri, sofrendo com a inaceitável condição de coadjuvante, acumulando temporadas seguidas longe da disputa pela taça da cidade. Jair, que se torna, ao lado do gênio Zizinho, uma das referências de um time limitado e barato, onde transpiram Gringo, Esquerdinha, Durval e os veteranos Bria, Jaime e Biguá. Jair que vive seu momento de máxima glória ao demolir, com seu tiro mortal, a sólida defesa dos ingleses do Arsenal, na vitória (3-1) que parou o Rio de Janeiro.

Jair avança com tranquilidade. Jair nunca perde a calma. À sua frente, a gigantesca figura de Barbosa, o melhor goleiro do país, que se balança inutilmente. Jair ignora o arqueiro e prepara o golpe. Barbosa se enverga, vítima pronta para a estocada. Vai sair o gol.

Se o futebol de Jair é reconhecidamente de primeira linha, também é notório que Jair não é um jogador propriamente participativo. Com efeito, o center-half (ou ponta-de-lança, ou meia-atacante, ou camisa 10, como se queira) é o tal “arco e flecha”, que ajuda a municiar os homens de frente com seus passes cortantes, ou ele mesmo complementa a jogada, aproveitando-se de seu chute potente. No entanto, por ser fisicamente frágil, evita o choque direto, ocupando normalmente a faixa lateral do campo, onde prefere desenvolver seu jogo. Não gosta de combater a saída de bola dos zagueiros, é daqueles que anseiam pela bola limpa aos pés. Encontre Jair, consiga enxergá-lo, e ele lhe devolverá alegria e festa. Do contrário, será um espectador privilegiado, dentro das quatro linhas. Por conta disso, Jair jamais conseguiu conquistar as almas da Nação Flamenga, que sempre lhe agraciou com um viés desconfiado, palmas e muxoxos oscilando ao sabor do desempenho do time.

Barbosa se encolhe e dá o salto protocolar, desesperado, exatamente como Jair previra. É a hora do tiro final, da estocada que irá sangrar de morte o temido adversário, do lance que irá selar o terceiro gol de vantagem, talvez até abrindo uma inacreditável goleada.

O tiro sai certeiro, cirúrgico, mortal, reto. A bola zune ao lado de Barbosa, ganha o canto. Quica, esbarra numa imperfeição, muda levemente seu percurso, alcança a trave, beija levemente o poste.

E vai pra fora.

Um estádio imerso no mais perfeito silêncio transpira gelado, hirto de tensão. Absolutamente ninguém consegue se refazer de imediato do trágico milagre que se abate sobre o gramado vascaíno. Jair, sem esboçar a mais leve reação, contempla por alguns instantes a trave, vira-se em direção ao seu campo e retorna caminhando lentamente, inerte.

Há momentos em que se crava o destino de uma partida de futebol. Um átimo, um instante a partir do qual tudo parece estar escrito, estar previsto em um desígnio. O gol perdido por Jair infla o Vasco, que reacende seu ótimo time e parte para a esperada vitória. Um, dois, cinco gols, saem com absoluta naturalidade diante de um rubro-negro que simplesmente parece ter se abandonado em campo. A reação contemplativa da equipe, e a forma como se deixa derrotar, terá consequências graves, o Flamengo não está ambientado com a aceitação do revés. Cabeças logo virão a prêmio.

“QUEIMEM A CAMISA DESSE COVARDE!”

O mantra repetido aos gritos nas rádios pelo fundamentalista flamengo Ari Barroso é o estopim. O culpado já está indicado, escolhido, eleito e homologado. É Jair, que enfim recebe as manifestações definitivas de hostilidade de uma torcida já farta de seu temperamento evasivo. “Perdeu o gol porque tremeu”, “abaixou a cabeça e foi engolido”, “teve medo de Barbosa”, “frouxo”, são gritos que começam a pipocar, a espocar aqui e ali, tendo como alvo a quebradiça figura de Jajá.

Ari Barroso, que também é conselheiro e corneteiro ativo das coisas flamengas, está particularmente irritado com uma conversa que tivera na manhã da partida com o próprio Jair, na concentração rubro-negra, “e aí Jair, vamos vencer hoje?”, “é, talvez, se Deus quiser, mas vai ser difícil”, naquele peculiar tom arredio e longínquo que transmite de vez a Ari uma convicção de que “esse rapaz não tem flama, não tem denodo para envergar o manto flamengo”. Ademais, Jair, na véspera, aproveitara sua folga para jantar com um amigo antigo, membro da diretoria do Vasco da Gama, fato corriqueiro que Ari também explora em sua arenga ao microfone, “nunca deixou de lado suas raízes vascaínas!” (em que pese seu início no Madureira). Ari personifica a voz de uma nação ferida, machucada, inconformada, e que quer mudanças. Imediatas.

“QUEIMEM, QUEIMEM-LHE A CAMISA!”

Um grupo aborda Jair no vestiário. Quer explicações, aos gritos e dedo na cara. Tenso, não se intimida. Inicia-se um rebu, uma confusão, um rabo de arraia ali, um sopapo acolá. Mas ninguém se machuca seriamente. Somente um Manto. Uma camisa do Flamengo é ferida de morte, ao ser imolada por algum mais enfurecido. O pano, muitos dizem ser do próprio Jair, outros alegam ser de um torcedor comum, isso não importa. O Manto está lá, ardendo em chamas de sangue, rutilando sob as incandescentes a vorazes lambidas de dor, que o tornarão nada mais que cinzas. E daquela poeira escurecida e esquecida ao chão emergirá um símbolo sagrado, ainda mais forte, mais temido. E, tempos mais tarde, ao relembrar o episódio, a Nação flamenga, do alto de sua hegemonia, sussurrará num leve esgar, discreto sorriso à face. Percalço, eventual revés. Na lembrança, nada de detalhes, apenas o nome com que se tornou conhecido o polêmico episódio.

O jogo da camisa queimada.

* * *

O Flamengo ainda demorará algum tempo para retomar o caminho do protagonismo ao qual foi destinado. Com a contratação do treinador paraguaio Fleitas Solich e a reestruturação de sua política de garimpo de jovens talentos, o rubro-negro conseguirá montar uma equipe forte e poderosa, cuja base conquistará um tricampeonato estadual, um Torneio Rio-São Paulo e duas competições sul-americanas, entre outros títulos.

O jogo da camisa queimada foi o último de Jair da Rosa Pinto pelo Flamengo. Responsabilizado diretamente pela derrota, Jair acabou negociado com o Palmeiras, iniciando uma vitoriosa passagem pelo futebol paulista, onde conquistou vários títulos pelo alviverde e depois pelo Santos. Mas, apesar de ter sido um dos grandes jogadores de sua época (anos 1940 e 1950) e sempre titular incontestável, jamais foi ídolo nessas equipes.

Jair ainda disputou a Copa do Mundo de 1950 pela Seleção Brasileira, como titular.






sábado, 30 de agosto de 2014

Alma Rubro-Negra




Irmãos flamengos,

sofremos duro e inesperado revés esta semana.

Após uma sequência fantástica de cinco vitórias em seis jogos, com atuações convincentes do time comandado por Vanderlei Luxemburgo, o resultado de quarta-feira, diante do Coritiba, pelo primeiro jogo das oitavas-de-final da Copa do Brasil, representou duro golpe para todos nós.

Inegável, a propósito, a contribuição do Luxemburgo para o desfecho desfavorável da partida.

Insistindo no discurso de priorizar o Campeonato Brasileiro, o técnico acabou por incutir no time a sensação de prescindibilidade da Copa do Brasil, competição em que defendemos honradamente o nosso título conquistado ano passado.

Não questiono a opção por poupar certos atletas, porquanto se trata de questão afeita ao departamento de futebol do Flamengo, e provavelmente em consulta às áreas médica, de fisiologia e de fisioterapia, foi recomendada a medida.

Contudo, na minha modesta opinião, mais do que o eventual prejuízo técnico pela falta dos jogadores poupados, o que incomodou verdadeiramente foi a maneira descompromissada com a qual a equipe se portou em campo.

Isso não se pode admitir.

O Flamengo tem de entrar em qualquer jogo para vencer. Trata-se de um dever moral que deve ser  observado por todo aquele que veste o Manto Sagrado.

O Vanderlei Luxemburgo poderia ter levado a campo um time só de reservas, do goleiro ao ponta-esquerda. Mas não poderia, jamais, permitir que o time se apresentasse tão descompromissadamente, tal como vimos. A pífia atuação lembrou os piores momentos do time com o Ney Franco.

Tremenda bola fora, pois uma eliminação prematura custará ao clube perdas consideráveis de receita e de exposição.

Ao Flamengo cabem agora duas alternativas: jogar com força máxima a partida de volta, na próxima quarta-feira; ou abandonar definitivamente a competição, escalando um time inteiramente reserva e concentrando integralmente suas forças no Campeonato Brasileiro.

A classificação é difícil? Muito. Mas o Flamengo sempre é capaz dos mais altos feitos esportivos, sobretudo jogando no Maracanã diante da Nação Rubro-Negra. Vou torcer e muito pelo Mais Amado dos clubes e confio que iremos reverter a situação, obtendo uma classificação heróica.

...

Independentemente da escolha adotada, e da classificação desejada, cumpre reconhecer que o fiasco de quarta-feira escancarou duas coisas.

Em primeiro lugar, ficou claro que o time do Flamengo, para se apresentar satisfatoriamente aos olhos da torcida, precisa jogar sempre no limite. Qualquer relaxamento pode ser fatal. Entramos na quarta-feira procurando “cozinhar” o jogo e o resultado foi péssimo.

Em segundo lugar, mostrou como nosso elenco é deficiente, carecendo de jogadores de qualidade para substituir os titulares, especialmente nas laterais.

Por outro lado, se houve algo de aproveitável na partida, foi o arrefecimento da euforia da torcida. Antes do jogo era comum ouvir comentários como “quero goleada”, “só aprovarei se o time der espetáculo”, “dois gols do Mugni e dois do Eduardo da Silva”.

Aprendemos, assim, que o time do Flamengo não nos permite, pelo menos até o momento, delírios futebolísticos e que também a torcida precisa manter o entusiasmo em sintonia com o "saco de cimento". 

O mantra tem de ser o mesmo: humildade, muita raça e comprometimento.
...

De minha parte, continuo achando que o objetivo do Flamengo ainda consiste na permanência na Primeira Divisão. Esse é o discurso adequado e é o que tem dado certo.

Pode até ser, como bem observado pelo Melo ontem aqui no Buteco, que tudo isso não passe de pura retórica por parte do Luxemburgo, a fim de despistar os mais afoitos.

Talvez nosso técnico esteja pensando em alçar vôos mais altos no Campeonato Brasileiro e se utilize da expressão “saco de cimento” como forma de manter o grupo focado.

A despeito disso, o fato é que apenas cinco pontos nos separam da zona do descenso e nós mesmos pudemos comprovar quão dinâmico é o campeonato, pois em apenas seis rodadas saímos da última colocação para a décima primeira.

Então, o objetivo, a meu ver, ainda é consolidar a nossa recuperação no Campeonato Brasileiro.

Teremos desafio assaz espinhoso no domingo, ocasião em que enfrentaremos o Vitória, agora comandado pelo Ney Franco.

A chance de vitória do Mengão reside na manutenção da mesma postura com que o time tem se comportado nos últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro.

Apenas assim conquistaremos a vitória. Nada para o Flamengo é fácil, nem na época de Zico e cia. nossas conquistas foram sem luta, e não seria diferente agora.

Se o Flamengo quer vencer, precisa jogar com alma, alma rubro-negra. 



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Antes de encerrar, desejo toda sorte ao Alexandre Wrobel em sua nova função de Vice-presidente de futebol do Clube de Regatas do Flamengo.

                                   ...

Por fim, faço questão de parabenizar a "Fla Churrasco", torcida do Flamengo em Curitiba, Paraná, que tem feito um trabalho simplesmente sensacional de arrecadação de fundos para o programa "Fla em dia". Para quem tiver curiosidade, há uma matéria sobre o assunto no site do Mengão (link abaixo). Simplesmente fantástico. Essa galera merece uma placa.

http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/19362/torcedores-se-reunem-para-ajudar-fla-em-dia
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Abraços, Saudações Rubro-Negras e bom fim de semana a todos.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: estou curtindo muito esta bonança do Mengão no Brasileirão, porque, finalmente, nas poucas horas em que me conservo acordado, tenho podido tocar o “pojeto” da minha autobiografia psicografada, intitulada “Rúbio Negrão — O homem, o mito, o hétero”.

Isso sem citar que, graças ao meu passado letárgico (e lisérgico), ainda sobra bastante tempo para eu me dedicar à 1ª temporada da série “The Leftovers”, de um dos criadores de “Lost”, Damon Lindelof. O que, de certa forma, explica o fato de uma série ser o inverso da outra. Sim, porque não sei se o público já percebeu, mas se em “Lost” a história enfocava pessoas que deixaram esta realidade, sem saber o que fazer numa outra, em “The Leftovers” a narrativa põe em foco a gente que permaneceu por aqui mesmo, e que também não tem a menor ideia do que fazer sem os entes queridos que desapareceram no ar.

É claro que já sei que, a exemplo de “Lost”, todo o mistério de “The Leftovers” só será desvendado, e mesmo assim de forma insatisfatória, no último episódio da 6ª temporada, mas fazer o quê? Se no campo sou torcedor, e não treinador, sou na telinha telespectador, e não diretor. E torcedor e telespectador têm mais é que se phoder mesmo.

E a porradaria entre os presidenciáveis? Assistiu, ó leal detrator? Eu acompanhei pelo Twitter, porque não conseguiria ficar olhando pra tanta gente bonita na mesma hora e no mesmo palco. Agora, uma coisa eu admito: se esses e essas picaretas conseguissem fazer o povão feliz durante os seus mandatos do mesmo jeito que levam alegria aos lares brasileiros durante os debates, eu nem me importaria quando eles e elas saíssem inexplicavelmente milionários de Brasília após 4 anos de desavergonhada corrupção.

Mas do que eu estava falando mesmo? Ah, da bonança do Flamengo. Que acabou perdendo pro Coritiba, num jogo a que assisti com tanto interesse e entusiasmo que cheguei a parar de cortar as unhas dos pés umas três vezes pra dar uma espiada na TV, sendo numa delas pra ver quem eram os tais “carequinhas do Coritiba” tão efusivamente elogiados pelo Luis Roberto.

Mesmo assim, nem liguei pra derrota, porque se houvesse rebaixamento na Copa do Brasil, o Mengão não teria perdido. 


Duplex Toc Zen

1 - Finalmente, 2014 começa a ficar emocionante pra torcida brasileira, com o início à vera da Copa do Brasil e da corrida presidencial: Duas competições alucinantes, decididas no mata-mata.

2 - Aliás, a melhor estratégia em relação aos gols sofridos fora de casa pela Copa do Brasil é: 1 é pouco, 2 é bom, 3 é demais.

3 - Não assisti ao primeiro debate entre os presidenciáveis: Porque não tem a menor graça ficar esperando uma semana pra ver o próximo episódio. Prefiro aguardar o season end em outubro pra ver tudo de uma tacada só.

4 - O sistema eleitoral brasileiro tinha que adotar o modelo de apuração do Big Brother: Após cada debate, um candidato seria eliminado pelo público, indo pra casa sem faturar R$ 1,5 milhão. Ou mais.

5 - Calúnia também é cultura 1: Você sabia que na Coreia a idade é contada a partir da gestação, ou seja, todo mundo já nasce com 1 ano?

6 - Calúnia também é cultura 2: E que na África, jogador de futebol já nasce com 6 anos a menos?

7 - “O povo sabe votar. - José Eduardo Cardoso, ministro da Justiça: Sei. E a gente tá nesta bosta por acaso, né?

8 - “Eduardo da Silva ainda sente a joelhada de Lucas Claro”: O que esperar de um jogador cujo o nome é um merchan de empresa de telefonia de segunda linha? 


9 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Falando sério agora: o Luxa focado apenas em ser treinador é melhor que Sampaoli, Mourinho e Pep.

Se o Orlando City contratar o Jô do Atlético (o mineiro), vão logo traduzir "Jô" pro inglês: "Joke".

OLHA A BOIOLINHA PINTANDO NA TELA DA GLOBO!
Gol do Fred contra o Sport!

DARF, digo, DCF!

Deixamos de ficar ansiosos com a ameaça do Z4, mas passamos a ficar mais ansiosos ainda com a chance do G4.
Vida de torcedor é flórida.

Viu, Ney Franco? É só não botar o Mugni escondido lá na ponta esquerda.

A boa notícia: como o Edu da Silva parece ser um profissional comprometido com a carreira, acho que ainda jogará em 2015 em alto nível.

Lu - Pedra de Guaratiba - RJ: "Que nojo da ESPN. Só fala de SP."
Ballem: "É claro, eSPn."
Visite o @ButecodoMengo

Esse Cáceres é um paraguaio legítimo, raçudo feito o Reyes.

Hoje, quem dita o ritmo do time é Canteros.
No começo do ano era pooteros.

Se continuar jogando com tanta segurança, logo, logo o Marcelo sairá nos classificados do Dunga.

"Fifa obriga que Fla libere Hernane mesmo antes de receber pagamento."
É a organização corrupta chamada FIFA incentivando o calote.

Não é que a Marina Silva seja feia. Ela tem apenas um padrão diferente de beleza.
O padrão marciano.

Seria maneiro se depois das tréplicas ainda tivessem quadrúpedes.

Acho que estas eleições vão pros pênaltis.

Pro debate ficar legal tem que meter um "Fear of the Dark" como fundo.

Por enquanto, Eduardo Jorge e Luciana Genro no Z4.

"Fazer com que a gente não PERDA essa conquista."
Debate bom pakarai!

O Pastor Everaldo disse que o setor das telecomunicações tá amarrado.
Ufa! Demorô! Tô mais calmo agora.

Os debates políticos no Brasil acabam ficando restritos ao público mais esclarecido porque nos falta uma Cicciolina pra popularizar a bagaça

Acho que vou votar em branco, mas não digo em qual.

O debate de hoje foi uma espécie de Marcha da Maconha, só que com todo mundo parado no mesmo lugar.

Vem cá: não dá pra deixar um interino governando o Brasil até que apareçam candidatos a presidente top de linha? #DebatePresidencial

Eu até votaria no Partido Verde se ele se chamasse Partido Vermelho e Preto.

Entrar com Luis Antônio, Chicão e Amaral é o mesmo que com André Santos, Elano e Cazedú. 

Quem topa entrar com uma ação coletiva contra o Luis Antônio?

"E aí, STJD? Vai punir o Lucas Claro ou vão fazer vista grossa porque é o Flamengo?" - Wagner Fla@ButecodoMengo 

E nada mais faço.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Coritiba x Flamengo


Copa do Brasil 2014 - Oitavas-de-Final

Coritiba: Vanderlei; Norberto, Leandro Almeida, Luccas Claro e Carlinhos; Helder, Gil, Robinho, Dudu e Martinuccio; Zé Love. Técnico - Marquinhos Santos.

FLAMENGO: Paulo Victor; Chicão, Marcelo e Samir; Luiz Antonio, Cáceres, Márcio Araújo, Mugni e Éverton; Eduardo da Silva e Gabriel. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 27 de agosto de 2014, as 22:00h (USA ET 21:00h), no Estádio Major Antônio Couto Pereira ou "Couto Pereira", em Curitiba/PR.

Arbitragem: Marcelo Aparecido de Souza, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Danilo Ricardo Manis, todos de São Paulo.



Programa Sócio-Sofredor do Flamengo


Durante vários anos aguardei ansiosamente o lançamento do Programa de Sócio-Torcedor do Flamengo, tendo como finalidade contribuir de forma direta no engradecimento do clube de acordo com o que realmente sou, um simples torcedor que se satisfaz com tal condição, principalmente depois de um dia no início do século quando o ex-presidente Kleber Leite afirmou que a iniciativa seria lançada daqui a "duas semanas", omitindo o fato de que seria um período de duração bíblica. Aliás, como quase tudo que ocorre no Flamengo, da estreia de um jogador contratado à volta do departamento médico de um atleta lesionado;

Uma vez e finalmente lançado o Programa, tratei de aderir ao mesmo imediatamente, em março de 2013. Desde então, recebi dois cartões com numerações diferentes. Ora um servia para comprar ingressos, ora não servia mais e tinha que usar o outro. Um belo dia um deles foi cancelado e passei a ter que justificar na entrada do Maracanã que realmente havia comprado o ingresso, utilizando o cartão remanescente, para determinado jogo e a catraca não estava reconhecendo o carregamento efetuado pela internet;

Com um aborrecimento aqui, outro ali, fui empurrando os problemas com a barriga na esperança de que o aperfeiçoamento do empreendimento sanasse as situações criadas, até mesmo porque são simples as soluções para corrigi-las. Os campeonatos pararam em função da disputa da Copa do Mundo e as "encrencas" também. Porém, logo no reinício das atividades domésticas lá estavam elas a me esperar;

Para recomeçar os trabalhos, fui impedido de adquirir pelo site do Nação Rubro-Negra os ingressos durante a semana que precedeu a partida contra o Botafogo, realizada em 27 julho pp, sob a alegação de que eu "havia cancelado o cartão". Só para saber: se não o fiz quando tentavam me induzir a fazê-lo, por que o faria durante o Mundial, período em que sequer lembrei desse incompetente departamento de marketing que temos? E assim por diante, até hoje estou sem o respectivo cartão e não pude comprar para os jogos realizados contra o Sport e o Atlético MG;

Recorri ao SAC, ao Marketing e à Ouvidoria do clube mais de uma vez a cada um e, no dia 11 de agosto pp, portanto há DUAS SEMANAS, recebi a ridícula mensagem abaixo, na qual me informavam que seria oferecida PRIORIDADE na solução do caso. Lembro aos amigos que moro na mesma região da cidade em que está localizado o clube e algo em torno de 10km nos separam, distância percorrida a pé em apenas uma hora para satisfazer a "prioridade" concedida;

Ainda de forma risível, me indicam a possibilidade de utilizar o CPF para a compra dos bilhetes desejados, mas me recuso a participar dessa burrice elefantíase, que me leva a realizar uma transação pela internet e depois enfrentar uma fila sob sol e/ou chuva para retirar os ingressos no Maracanã. Deus me dotou de uma pequena inteligência para concluir que é melhor proceder de maneira direta, ou seja, adquirir o ingresso no estádio, sem perda de tempo online, dentro de casa.

SRN!

"Olá XXXXXXXXXX

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E-mail: yyyyyyyyyy Assunto: Outros
Data do contato: 26/07/2014 19:25
Mensagem
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Resposta
Olá , Rubro-Negro!

Pedimos desculpas pelo transtorno.

Informamos que já foi solicitado o pedido de envio do seu cartão ingresso.Iremos solicitar PRIORIDADE na entrega para melhor resolução do seu caso.É importante que verifique se o endereço cadastrado está correto. Lembramos também que mesmo sem o cartão ingresso você poderá usufruir dos benefícios usando seu CPF, inclusive para compra de ingresso.

Obrigada pela compreensão

Protocolo#54851

Saudações Rubro-Negras!
Saudações Rubro-Negras.
www.flamengo.com.br/nacao

Nota: Este e-mail é gerado automaticamente. Por favor não responda esta mensagem".



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