Henrin
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| Flamengo "Simpson" |
Flamengo é como o cérebro. No qual (diz a lenda) só usa 10% de suas potencialidades. Um clube situado em local nobre na Zona Sul do Rio de Janeiro com milhões de torcedores anáticos e espalhados por todo Brasil até mesmo no exterior, é muito menor do que poderia ser. Desorganizado, dividido em pequenos guetos de poder que se aproveitam da idéia Flamengo. Uma idéia que atinge milhões de consumidores e, claro, eleitores.
Uma sede depauperada, com pouquíssimos atrativos para sócios, que chegando lá não podem almoçar e têm que optar entre lanchonetes com pouca variedade e serviço lento. Não há sala de repouso, sequer ginásio coberto para prática esportiva pelo associado. O Flamengo, como clube social, é muito precário. Isto, evidente, representa uma equação forte na luta constante de poder na Gávea. Poucos sócios, poucas reclamações, menos entrantes na concorrência.
A administração poli-esportiva é um desastre. Esportes em feudos de escolinhas, que não se bancam. Natação suga recursos de forma desvairada e não há sequer um único plano para requerer verba governamental na formação dos atletas. O basquete, esporte bem televisado, com boa venda de produtos ligados ao tema, tambem é incrivelmente deficitário. A busca por patrocinadores feita pelo Flamengo é desastrosa e ineficiente.
Junte a isto o método administrativo. Presidente eleito e não cobrado. Escolhe (ou é forçado a escolher) para serem vices-presidentes (cargos não-remunerados mas de prestígio) amigos, aliados e financiadores de campanha. Não precisam ser eficientes nem tão pouco são questionados. O que vemos é, invariavelmente, uma administração caótica em que vices-presidentes lutam entre si em busca da popularidade que pode lhes gerar rendimentos políticos internos e externos no futuro. E esta luta se faz em um vice-presidente se metendo na área do outro, atrapalhando outros rivais no objetivo, e estufando o peito como pavão ao aparecer nas fotos e filmagens.
E com isto o clube perde o foco. Não há projeto. Não há plano. Apenas o aproveitamento extremo dos recursos do Flamengo pelo Grupo Político no poder. Contratos milionários são feitos e desfeitos com multas rescisórias absurdas. Dirigentes executivos escolhidos pelo compadrio, empréstimos obtidos com taxas abusivas, adiantamento obsceno de recursos encondidos em balanços malocados. Comando do futebol entregue a uma Comissão Técnica, que, sem controle, enfia no Flamengo jogadores obscuros de agentes picaretas e ainda é acusada de cobrar dos jogadores percentual de suas remunerações para terem a chance de serem escalados.
Tudo isto apequena. A dívida absurda a ser paga todo mês e que aumenta sempre através de contratações criminosas como a deste Vagner Love pela equipe da Patricia Amorim, suga os recursos do clube e impede não só o aperfeiçoamento da estrutura, como na implantação da maneira ótima do gerenciamento de cada área do Flamengo. O time então é formado pelo que pode não pelo que deve.
Não se contrata com planejamento e quando contrata paga sempre o preço a maior. Na compra do Vagner Love, por exemplo, o vice-presidente financeiro, Michel Levy, anunciou para os russos que só voltaria ao Brasil com o jogador levado no braço, fazendo com que eles esfregassem as mãos sabendo que o esbanjador do dinheiro alheio pagaria então qualquer preço.
E porque isto é assim? Porque, em pleno 2012, temos uma figura absurda como Michel Levy, envolvido em problemas de licitação junto ao Governo Estadual, sendo não só um vice financeiro, como negociador de jogador ? Porque temos um Jurídico que, passado um ano, ainda não tinha resolvido o problema do contrato em forma de memorando com a Traffic que simplesmente terceirizava nossa arrecadação de patrocínio a terceiros, sem prazo, sem nada?
Ou Seja, Flamengo era para ser uma potência. Mas é apenas como idéia. Hoje vive em uma mixórdia administrativa que esmaga as chances de um futuro a curto e médio prazo brilhante. Agora, por exemplo, mais este jogador chega com o amor comprado por milhões e milhões. Dinheiro que o Flamengo não tem como pagar e irá gerar não só aborrecimentos mas explosão da dívida no futuro. Mas isto não importa. Para o Presidente-que-é-político no Flamengo o que vale é a fama.
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| Porra gente...Eu quero é fama! |