quinta-feira, 20 de julho de 2017

Flamengo 2 x 2 Palmeiras - O Tonel das Danaides

Mais uma vez o Flamengo fracassou. Mais uma vez Zé Ricardo fracassou. Como um "tonel das danaides", Zé Ricardo repete o mesmo trabalho repetidamente sem apresentar qualquer resultado positivo. Os mesmos perebas de estimação, as mesmas dificuldades extremas em substituições tardias e previsíveis, a mesma falta de um esquema tático digno em se tratando de ataque e agora mesmo de defesa pois o técnico sofrível achou por bem que Marcio Araujo é o dono do time e pode jogar em todas as faixas de campo distribuindo seu futebol medíocre e melancólico, como a carreira dele deve se tornar, uma vez que é teimoso e empacado como uma mula.

O jogo começou com o Flamengo a mil. Pressionando, sufocando, até enganando de início os incautos que assistiam o jogo. Em um lance magistral do Guerrero, com passe de pivô de alta qualidade, deixou Pará em condições de finalizar, o que fez brilhantemente, forte e com direção, Flamengo 1 x 0. Merecidamente. 

Flamengo exercia pressão, mas como o arame liso de sempre, não sabia concluir a gol. Começou a insistir na velha tática de mandar caixotes pro pivô segurar e assim as linhas se aproximarem. Palmeiras sabe disso. Até o Ibis sabe disso. E nesta aproveitam quando Guerrero retém a bola para fazer aquela faltinha que nenhum juiz dá quando é ele que sofre, ainda mais contra o Palmeiras. Pegam a bola e aproveitam que o Flamengo saía em correria para o ataque para pegar as linhas distantes. Marcio Araujo, que tá no time porque é "marcador veloz" (risos de dar cólicas), sumido. Em velocidade, passam a bola no meio da ultima linha defensiva com o "veloz" (mais risos) e pereba Rafael Vaz, outro da panela do Zé. O goleiro Thiago resolve sair do gol atabalhoadamente, sem necessidade alguma, pois Pará estava na marcação, deixando todo o canto vazio. Empate do Palmeiras. 

Logo em seguida o segundo gol. Cópia do primeiro gol. Falta no Guerrero, jogada rápida, porém sem falha do Thiago, que saiu do gol com jogador livre do Palmeiras. sem que ninguém o marcasse.

Palmeiras na frente. Dois ataques. Dois gols. Chutou-entrou. Nossa defesa não funciona com Vaz. E Trauco ali não ajuda também. Precisa de zaga melhor para poder jogar. Juan, que tem o posicionamento em campo que Vaz só adquirirá daqui a umas cinco reencarnações, na reserva.

Mas o jogo era bem disputado. Guerrero, o nome do jogo do Flamengo para mim, vê que tem que resolver ele mesmo. Disputa a bola na área, ganha no corpo, e finaliza para empatar. 2 a 2. Ufa! Placar de Flamengo x Botafogo de algum tempo atrás.

Segundo tempo. O medo da mão podre de Zé Ricardo em substituir já me afetava mentalmente. Palmeiras ataca melhor e Thiago aparece com belas defesas lembrando a todos que é um bom goleiro ainda a se aprimorar para evitar falhas infantis como o do primeiro gol. Se dificilmente será com Victor Hugo, o polêmico e dito fraco preparador de goleiros, pode ser com Diego Alves, nosso novo goleiro titular.

Lembrando que Flamengo precisava ganhar. Corinthians empatou de novo. Grêmio e Santos do Levir Culpi, o tal que também não servia pro Flamengo como técnico, também. 

Everton Ribeiro não fazia boa partida. Deveria ter sido substituído antes. E seria se tivéssemos um técnico à altura do Flamengo. Mas não temos. Temos um fraquíssimo estagiário desqualificado. Que não tem capacidade sequer para perceber a abominação que é Rafael Vaz cobrando falta. E pior se achando no direito de tirar a cobrança do Guerrero. A impressão que Zé Ricardo tem medo do Rafael Vaz, se ele jogar café no chão e mandar o Zé lamber, ele o fará.

E o irritante estagiário só acordou para substituição depois dos 20 minutos do segundo tempo(!). Tirando o Everton Ribeiro para por Geuvânio. Que entrou bem pela direita. Logo sofreu um penalti. Muito mal cobrado pelo Diego. Que telefonou, mandou email, whatsapp pro goleiro para informar o canto que iria bater. 

Colocou Berrio, puxando Geuvânio pro centro. O que tumultuou um pouco o Flamengo. E tardiamente tirou o peladeiro Marcio Araujo, aquela figura que sempre atrapalha com passes ridículos e posicionamentos confusos, para colocar Mancuello. Mas fim de partida. Mais um empate melancólico. E vemos o título ficar longe, cada vez mais distante.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Flamengo x Palmeiras



Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 15ª Rodada

FLAMENGO: Thiago; Pará, RéverRafael Vae Trauco; Márcio Araújo e Cuéllar; Everton Ribeiro, Diege Everton; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Palmeiras: Fernando Prass; Mayke, Yerry Mina, Luan e Michel Bastos; Thiago Santos, Bruno Henrique e Tchê-Tchê; Roger Guedes, Willian e Dudu. Técnico: Cuca. 

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 19 de Julho de 2017, as 21:45h (USA/ET 20:45h), no Estádio Luso Brasileiro ou "Ilha do Urubu", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem - Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Alessandro A. Rocha de Matos (FIFA) e Eli Carlos Franco de Olieira, todos da Federação Baiana de Futebol. Quarto Árbitro: Jucimar dos Santos Dias (BA). Assistentes Adicionais: Marielson Alves Silva (BA) e Diego Pombo Lopez (BA). 

 

Alfarrábios do Melo

O problema não é jogador.

Com efeito, o Flamengo montou um elenco estrelado para a disputa da temporada. A começar pelo gol, em que ostenta um goleiro titular de Seleção, Campeão Mundial, profissional de primeiríssima linha, um dos melhores do planeta. Nas laterais, atuam dois jovens Campeões Mundiais de Juniores (sub-20) no México, pela Seleção Brasileira da categoria. No miolo de zaga, mais dois Campeões Mundiais, figuras carimbadas em qualquer convocação para a Seleção Brasileira de Profissionais.

Mais Campeões Mundiais compõem o meio-campo, formado por três herois de 1981. No mortífero ataque alinha mais um garoto Campeão Mundial de Juniores, além de outro Campeão de 1981. Completando a equipe, um jovem Campeão Brasileiro de 1983.

Além do estrelado time titular, o Flamengo dispõe de um robusto banco de reservas, formado por jogadores de Seleção Brasileira, jovens Campeões Mundiais de Juniores e alguns valores revelados pela prolífica base do clube, tida como referência nacional em matéria de qualidade de formação de atletas.

Aos nomes: Fillol, Jorginho, Leandro, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Tita; Elder, Nunes e Bebeto. Como opções, Cantarele, Hugo (goleiros), Heitor (lateral), Figueiredo, Zé Carlos II, Guto (zagueiros), Bigu (volante), Gilmar Popoca (meia), Edmar (centroavante), João Paulo (ponta-esquerda).

No comando desse plantel, um treinador consagrado, cotado para dirigir a Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa que terão início no ano seguinte. Ninguém menos que Mário Jorge Lobo Zagalo.

É, provavelmente, o melhor plantel em atividade no futebol brasileiro. Nada menos do que 14 (quatorze) jogadores com passagens em Seleções Brasileira de Profissionais ou da Base.
Enfim, definitivamente, o problema não é jogador.

Mas o que há de errado, enfim?

Porque esse elenco estrelado, pleno de jogadores cascudos e consagrados, acaba de terminar a temporada sem conquistar absolutamente nada. Um time que entrou o ano com a ambição de ganhar competições nacionais e continentais, vê-se, subitamente, com as mãos praticamente vazias, salvo uma prosaica Taça Guanabara. Para piorar, vê o rival Fluminense, com um time onde vicejam apenas três jogadores de primeira linha (Romerito, Ricardo Gomes e Branco), que escoltam jogadores razoáveis (alguns, com muito boa vontade) a bons, empilhar um Brasileiro e partir para o segundo Estadual. O Flamengo, pela primeira vez em seis anos, não conquista nenhum título de expressão ao longo do trajeto.

O que terá faltado?

A diferença nas formas de jogo chega a ser acintosa. O Flamengo, embora já não pratique o futebol encantador do início da década, ainda reúne várias das qualidades que o fizeram uma das equipes mais vitoriosas da história do futebol brasileiro. Conciliando a capacidade de alternar o ritmo da retenção de bola, ora cadenciando pacientemente o jogo com impressionante exuberância técnica, ora imprimindo ataques de velocidade alucinante (ajudado pela entrada de Bebeto), mas agregando o espírito competitivo dos novos tempos pós-Sarriá. Com Cláudio Garcia (treinador que ajudou a montar o time do Fluminense) e depois Zagalo, o Flamengo deixa de lado o jogo romântico e eminentemente ofensivo, e passa a cuidar de sua retaguarda. É um time agressivo, mas que sabe fechar espaços, embora sofra com problemas de recomposição defensiva.

Enquanto isso, o rival pratica um futebol muito bem executado, mas inquietantemente previsível. Linhas postadas em seu campo, marcação sufocante na intermediária e cortante velocidade em contragolpes de objetividade extrema. O sistema defensivo é sólido, apenas um dos laterais tem liberdade para atacar, a dupla de volantes alterna entre a bicuda e a porrada, há um meia cerebral que articula as ações ofensivas, um ponta-esquerda arisco e veloz e uma dupla de atacantes com notável capacidade de finalização. É a quintessência do “futebol reativo”, que ganha qualidade com a chegada de mais um meia (Romerito), mas jamais abandona sua índole de “futebol de resultado”.

Ao final da temporada, mais um daqueles balanços de desempenho é produzido, avaliando-se com quais jogadores a comissão técnica pretende contar para o ano seguinte. Ainda atônita com o desempenho incompatível com o nível do plantel, a Diretoria tenta juntar os cacos. Mas há pistas. Algumas evidências que podem ajudar a explicar o que pode ter acontecido.

Como a desastrada gestão da campanha no Brasileiro. Na Terceira Fase, o Flamengo conquista sua classificação com antecedência, ao derrotar Santos, América e Náutico, e depois soma mais dois pontos decorrentes de empates contra o América e a equipe da Vila. Resta o confronto com os pernambucanos, em Recife. Irritada com a violência dos jogadores santistas na recente sequência de jogos contra os praianos (três partidas em uma semana, válidas por Brasileiro e Libertadores), a comissão técnica manda um misto de reservas e juniores para o Arruda. Perde a partida (1-2), resultado que elimina o Santos do Brasileiro. No entanto, ao terminar a Terceira Fase com 8 pontos, o rubro-negro despreza a vantagem do mando de campo nas Quartas-de-Final. Decidirá com o Corinthians (que também soma 8 pontos, mas consegue melhor saldo de gols) no Morumbi. E isso se mostrará fatal.

Ainda no Brasileiro, o Flamengo faz grande partida no Maracanã e derrota os paulistas (2-0), num jogo em que desperdiça preciosas oportunidades de gol. Antes do jogo decisivo em São Paulo, o rubro-negro vai enfrentar o América de Cali, no Maracanã, pela penúltima rodada da Primeira Fase da Libertadores. O rubro-negro divide com os colombianos a liderança do grupo (7 pontos cada). Mas ainda tem dois jogos a cumprir, sendo o último deles o jogo contra o desinteressado e já eliminado Atlético Junior, também no Maracanã, enquanto o América despede-se na partida contra o Flamengo. O time escala a força máxima, e não encontra dificuldades para abrir 4-2, garantindo assim a vaga de forma antecipada. No entanto, perde Tita e Bebeto, lesionados, para o jogo do final de semana contra os corintianos (Bebeto ainda atua, mas, visivelmente sem condições de jogo, logo é substituído com poucos minutos). Com o ataque seriamente comprometido, o time se vê completamente envolvido, é goleado (1-4) e perde a vaga no Brasileiro.

Segue-se uma breve pausa, de cerca de um mês, período suficiente para o clube se desfazer de Júnior, vendido para o futebol italiano. Para repor a saída do Capacete, o Flamengo contrata do América o lateral-esquerdo Jorginho, titular da Seleção Brasileira de Juniores e já efetivado na equipe rubra. No entanto, Zagalo prefere trazer Jorginho (que é destro e atua dos dois lados) para a lateral-direita, subindo o talentoso Adalberto para o lado esquerdo.

No entanto, há um problema. Jorginho não pode mais ser inscrito para as Semifinais da Libertadores. No jogo de estreia, contra o Grêmio no Olímpico, Zagalo improvisa o volante Bigu, que ocasionalmente “quebra um galho” atuando na função (normalmente com mau desempenho). A ideia se revela um desastre. O Grêmio desloca Renato Gaúcho, que vive grande momento, para a esquerda. E Renato passeia sobre o jovem. Bigu falha em pelo menos três dos cinco gols sofridos pelo rubro-negro na humilhante goleada (1-5), a terceira em um intervalo de três meses (além de Grêmio e Corinthians, o rubro-negro amargara um revés no Beira-Rio pelo Brasileiro, 0-4 Inter). Há ainda uma questão administrativa, o Flamengo não leva camisas de mangas compridas para Porto Alegre, embora a temperatura local pouse a patamares próximos de 0 °C.

Em que pese as declarações raivosas da Diretoria (“é inadmissível sofrer tantas goleadas. Vamos tomar uma atitude”), não há mudanças significativas no time, salvo o envio de Bigu, que cai em desgraça, para o ostracismo. Com Leandro de volta à lateral-direita e Figueiredo efetivado na zaga, o Flamengo reage, derrota o Grêmio no Maracanã (3-1, em jogo em que inexplicavelmente o time recua após abrir 3-0) e vence o frágil ULA (Universidad Los Andes) por 3-0 em Mérida, na Venezuela. Assim, o time precisa vencer os venezuelanos por OITO gols de diferença para atingir em vantagem um jogo-desempate contra o Grêmio. A despeito dos riscos, Zagalo assume a pressão e avisa que “saberá como escalar a montanha” e conseguir a diferença necessária. Dá tudo errado. O fraquíssimo ULA abre o marcador e se tranca na defesa. O Flamengo roda o jogo, chuta de longe, precipita jogadas, levanta 36 bolas na área dos venezuelanos e, nervoso, por muito pouco não protagoniza um dos maiores vexames de sua história. A suada virada (2-1) somente se dá nos minutos finais de um jogo em que o Flamengo enfrentou o maior dos seus adversários. A si mesmo.

Com a pálida vitória, o rubro-negro perde a vantagem e acaba eliminado das Semifinais, ao não conseguir superar a retranca do Grêmio, que segura o 0-0 num Pacaembu com mais de 50 mil.

Resta o Estadual. E, após uma campanha sólida (onde perde apenas três pontos), o Flamengo conquista a Taça Guanabara, ao atropelar o Fluminense na última rodada. O magro 1-0 (gol de Adílio, de cabeça) não reflete nem de longe a plena superioridade rubro-negra, que realiza uma de suas melhores atuações do ano. No entanto, a euforia pelo título traz em seu bojo uma perigosa acomodação. Já na estreia da Taça Rio, a equipe é derrotada pelo Volta Redonda (0-1) no Raulino de Oliveira. Pontos que fazem falta.

Mesmo apresentando uma campanha irregular, o Flamengo surge como forte candidato ao título do Segundo Turno, o que daria ao rubro-negro a conquista antecipada do Estadual. O Botafogo, comandado pelo atacante Baltazar, surpreende e vence alguns clássicos. O Bangu e o Vasco, após más campanhas no Turno inicial, recuperam-se. Com isso, a Taça Rio apresenta um notável e inacreditável equilíbrio, com cinco equipes disputando “cabeça a cabeça” o título do turno.

O Flamengo vence Botafogo (3-2) e América (1-0). Mas, contra o Vasco, vai vencendo por 1-0 até sofrer o empate nos minutos finais. Pior se dá contra os banguenses. O rubro-negro abre o marcador e desperdiça uma chance atrás da outra. Não mata o jogo. E é castigado nos descontos, no último lance, quando o árbitro, apito à boca, apenas aguardava seu desfecho para encerrar a partida. Com o 1-1, o rubro-negro se distancia da briga. Mas não muito.

Na penúltima rodada, Botafogo 14, Flamengo 13, Vasco 13, Bangu 13 e Fluminense 12 estão inacreditavelmente embolados na disputa do título do returno. O Flamengo enfrenta o lanterna Campo Grande no Maracanã. Com uma vitória simples, passará a 15 pontos no turno e 34 na soma acumulada de pontos. Uma vez que o Fluminense somente pode alcançar no máximo 33 pontos na soma geral, o contexto parece bastante claro. Se o Flamengo derrotar o lanterna no Maracanã, virtualmente elimina o Fluminense do Estadual (as chances do tricolor vencer a Taça Rio são muito remotas). O meia Delei joga a toalha: “acabou. Não vão perder ponto num jogo desse tipo.”

O Flamengo, mesmo atuando mal, abre o placar com Gilmar Popoca, num tiro de longe. Pouco depois, o árbitro assinala um pênalti em Tita. Tudo parece tranquilo e encaminhado com o iminente segundo gol. Mas Tita estoura a cobrança na trave. Irritada, a torcida começa a vaiar o jogador que, nervoso, passa a errar tudo. Numa dessas falhas, o Camisa 10 perde uma bola na intermediária, e no contragolpe o Campo Grande consegue um pênalti. Cantarele defende, mas o árbitro manda repetir a cobrança. E se dá o empate. Na segunda etapa, o Flamengo, desnorteado com a inusitada dificuldade, não consegue reverter o placar. E sai de campo com um desastroso 1-1. No dia seguinte, os jornais não perdoam: “camarão que dorme na beira do mar a onda leva”. O Fluminense ressuscita e, mesmo sem conseguir vencer a Taça Rio (que é conquistada pelo Vasco), chega às Finais justamente pelo índice técnico (ultrapassa o Flamengo, já beirando a crise, ao vencer o rival por 2-1 na última rodada do returno).

Com o fim do Estadual, termina o ano. Uma temporada a se esquecer, em que pese a necessidade de aprender com determinados erros se imponha como pauta. Os jogadores entrarão de férias, o clube entrará de férias, e um novo período terá início. Contratações pontuais, jogadores que emergem como revelações serão o critério para a aquisição de reforços. A base do elenco será mantida, avaliando-se que o plantel já possui qualidade suficiente. Até que, ao final do semestre, uma bomba explodirá na Gávea, sinalizando o retorno do Messias. A solução que o pensamento sebastianista flamengo logo abraçará como a panaceia para as agruras recentes.

No entanto, chegará o Salvador mas os títulos seguirão longe da Gávea.

Ao menos por enquanto.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Altos e Baixos

Olá Buteco, bom dia!

A gangorra do brasileirão segue seu movimento padrão: domingo retrasado estávamos comemorando uma ótima recuperação no campeonato, com a segunda posição obtida após uma vitória pirotécnica sobre um grande rival local, fora de casa e as perspectivas para a semana eram as melhores possíveis: pelo menos 4 pontos para consolidar a vice-liderança e nos manter na caça ao Corinthians. 

Pois bem.... Uma semana depois e queda total: um pontinho só, 4ª colocação, ameaça de sair do G6 em caso de derrota na próxima partida e novos pedidos pela cabeça do treinador. Nada mais Flamengo do que essa ida de um extremo a outro em tão pouco tempo.

A verdade é que o time vem oscilando desde o ano passado e, nos jogos-chave tem sucumbindo: foi assim contra o Palmeiras lá, os jogos da reabertura do Maracanã (Coritiba e Corinthians) e, principalmente, o fatídico jogo contra o San Lorenzo na Libertadores deste ano. O que se vê no brasileirão é apenas um reflexo desta infeliz característica.

Para ilustrar esta oscilação no brasileiro, elaboramos o gráfico abaixo, que traz as metas para Título, Libertadores e Pré-Libertadores e o aproveitamento do Flamengo, nas 14 rodadas disputadas até aqui:


Algumas partidas são emblemáticas e merecem destaque para novas discussões. Escolhi quatro jogos, todos fora de casa:

R3: Atlético PR 1x1 Flamengo – Chance de liderar
Saímos na frente, tivemos mais posse, um bom número de finalizações, mas cedemos o empate e perdemos dois pontos preciosos. Sendo início de campeonato, uma boa parcela da torcida saiu satisfeita, devido ao mau retrospecto na Arena da Baixada e confiando em uma recuperação dos pontos nas partidas subsequentes. Entendo que oportunidades como esta não se pode deixar passar. Era a primeira chance de chegar na ponta da tabela e desperdiçamos.

R6: Avaí 1x1 Flamengo – 4 jogos sem vitórias
Pior momento nosso no campeonato. Atlético-PR, Botafogo, Sport e Avaí: sequência de dificuldade média, mas que rendeu apenas 3 empates, além da quebra da invencibilidade contra o time do Luxemburgo, que não ganhara de ninguém até então. 
Ganha força, especialmente (exclusivamente???) nas redes sociais, os pedidos para a demissão do Zé Ricardo. Mais à frente, o treinador informaria que passara pela cabeça dele um desligamento durante esta fase conturbada.

R12: Vasco 0x1 Flamengo – 4 vitórias consecutivas
Embora as coisas apontassem para uma maior queda na competição e a inevitável demissão do treinador, elas voltaram: vitórias!!! Enfileiramos uma sequência de 6 vitórias consecutivas (sendo 4 pelo brasileirão), praticamente garantindo as classificações na Copa do Brasil e na Sulamericana. De quebra, a vitória em São Januário mostrou que o time tem brios e quer algo mais no campeonato. 
O vídeo com as falas do Zé Ricardo e do Diego, na preleção, ilustrou bem a atitude do grupo na partida.

R14: Cruzeiro 1x1 Flamengo – Posse sem finalizações
A derrota para o Grêmio, no meio de semana, foi sentida. No entanto, para um time que busca o título da competição, os manuais recomendam esquecer e voltar a vencer em seguida. Estávamos com uma boa pontuação no bloco (6 pontos em 3 partidas) e uma vitória no último domingo poderia sim minimizar, quiçá anular, o revés de quinta. Controlamos a posse de bola e saímos na frente de novo. Daí a grande dificuldade em aceitar outro empate. 

Naturalmente, Cruzeiro no Mineirão é sempre jogo duro e um empate, dependendo das circunstâncias, não pode ser desprezado. A grande questão aqui nem é essa, mas sim o cenário que está além de trazer um ponto de Minas: vínhamos de um péssimo resultado em casa e por isso precisávamos muito da vitória para não ficarmos remoendo o jogo anterior. Além disso, sintomas do time do ano passado apareceram novamente no último domingo: posse improdutiva, com um baixo número de finalizações, falta de alguém para jogar lá na frente com o Guerrero e a dificuldade em segurar a vitória.

Mais uma vez o time sucumbiu em um jogo grande, decisivo. No ano, só em três momentos mostramos este algo a mais ao qual o torcedor espera de qualquer Flamengo que entre em campo: no 3x3 da final da Taça Guanabara, no 2x1 do título estadual e na última partida contra o Vasco. É pouco.

O campeonato não espera. Temos dois jogos em casa nesta semana e esperamos que a gangorra nos leve para cima novamente. Seis pontos nos colocam no campeonato novamente, além de deixar um concorrente para trás.

Vai pra cima deles, Mengo!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Reprise

Salve, Buteco! Ontem, no Mineirão, tivemos mais um empate do Mais Querido, líder no quesito neste campeonato brasileiro. Como em uma reprise insistente, o time teve impressionantes 63% de posse de bola (chegou a ter 68%), porém somente uma finalização perigosa na única jogada de gol construída por troca de passes, que terminou com Everton finalizando e a bola cruzando a meta de Fábio. O goleiro cruzeirense, por sinal, tomou um gol, mas não foi exigido e deixou o gramado sem praticar uma só defesa durante os 90 minutos. O toque de bola inefetivo e cruzamentos a esmo para a grande área foram, ao lado de alguns contra-taques do Cruzeiro, a tônica dos primeiros 45 minutos. Os espaços surgiram na segunda etapa, quando os mandantes tentaram tomar a iniciativa da partida logo no início, criando oportunidades reais de gol e fazendo Thiago, que já havia feito ótima defesa com os pés no primeiro tempo, salvar o até então 0x0. Pouco depois Rodinei encontrou Everton bem posicionado no segundo pau e cruzou de forma perfeita para o Flamengo abrir o placar. Contudo, em clamorosa falha da dupla de zaga, Sassá recebeu livre passando pelo meio dos dois, ultrapassando por trás o desatento Réver, sob o olhar omisso de Rafael Vaz, e empatou a partida.

No restante do segundo tempo o Flamengo só chegou em uma conclusão de média distância de Diego. Zé Ricardo substituiu Everton Ribeiro por Geuvânio, Cuéllar por Mancuello e Diego por Berrío e o time tomou novamente conta do meio campo, praticamente não dando chances para o Cruzeiro contra-atacar. Geuvânio jogou centralizado e Berrío foi para a ponta direita. Novamente com muito mais volume de jogo, o Flamengo continuou inefetivo, sem conseguir levar perigo real à meta e Fábio. Se a atuação coletiva foi burocrática, as atuações individuais também não ajudaram. Acredito que apenas Thiago e Everton, que vem sendo o melhor do time e está em grande fase, salvaram-se dentro da mediocridade ofensiva. Na defesa, manteve-se o bom padrão. 

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A reprise também se faz presente no desempenho do time no campeonato, revivendo 2016. Por enquanto não acredito que a vaga no G4 esteja ameaçada, mas em compensação não antevejo a mínima condição do Flamengo disputar o título. Como já frisei na segunda-feira passada, não se trata do Corinthians cair de rendimento ou não, mas do futebol que o Flamengo vem apresentando, bem como seu desempenho nos chamados "jogos grandes", contra os adversários que almejam o time ou o G4. O desempenho desde 2016 nesse quesito é bastante fraco. São poucos os jogos vencidos e muitos os empatados e perdidos. No atual campeonato, a distância para o Corinthians não diminuiu e o Mais Querido agora ocupa a quarta posição, podendo ser ultrapassado pelo Sport de Vanderlei Luxemburgo, a depender do resultado no confronto contra o Botafogo no Engenhão, nesta segunda-feira à noite.

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Quarta-feira o Mais Querido receberá o Palmeiras na Ilha do Urubu e, claro, terá mais uma oportunidade para vencer um adversário que disputa o G4, depois de tantas outras perdidas - Atlético/MG, Sport, Grêmio e Cruzeiro. Na sequência enfrentará o Coritiba, o Santos (volta da Copa do Brasil) e o esperado confronto contra o Corinthians no Itaquerão. As chances, como sempre, estarão postas, mas a tendência do time, pelo desempenho até o momento, não é disparar, mas manter-se no bolo. Nada mais se pode esperar de Zé Ricardo, que vem mantendo o mesmo padrão desde que assumiu, sem melhorar ou piorar o jogo coletivo e o desempenho do time. 

Nessa toada, o Mais Querido caminha a passos largos para mais uma campanha segura, com enormes chances de se classificar novamente de forma direta para a Libertadores, porém longe de sequer disputar o título, muito embora o maior aspirante e líder, no momento, se comparado em nível de peças, tenha um elenco do nível do Flamengo/2015, não chegando perto do nosso elenco atual. Por isso mesmo, é justo questionar se, com o elenco, estrutura e condições financeiras que possui, o time não deveria estar fazendo mais. Embora a minha resposta a essa indagação seja afirmativa, acredito que a Diretoria conta sem maiores angústias com a possibilidade real do ano terminar como 2016. Pode-se dizer o mesmo do próprio treinador Zé Ricardo, que ontem na coletiva aludiu placidamente à "pressão de ser campeão", como se o problema não lhe dissesse respeito. É fácil perceber que com a maneira pela qual ele treina o Flamengo dificilmente alcançaremos os títulos mais importantes. São apenas seis triunfos em onze jogos. Quando o Flamengo de Zé Ricardo entra em campo, o desfecho mais provável não é a vitória.

De minha parte, triste com um Flamengo cuja falta de ímpeto desmerece o peso da camisa e a história do clube, esforçarei-me para não escrever reprises a cada segunda-feira.

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A palavra, como sempre, está com vocês para que comentem a respeito do jogo e o difícil embate de quarta-feira contra o Palmeiras na Ilha.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 16 de julho de 2017

Cruzeiro x Flamengo



Campeonato Brasileiro 2017 - Série A - 14ª Rodada

Cruzeiro - Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Lucas Silva, Ariel, Thiago Neves, Élber e Alisson; Rafael Sóbis. Técnico: Mano Menezes.

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, RéverRafael Vae Renê; Márcio Araújo e Cuéllar; Everton Ribeiro, Diege Everton; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Data, Local e Horário: Domingo, 16 de Julho de 2017, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Governador Magalhães Pinto ou "Mineirão", em Belo Horizonte/MG.

Arbitragem - Rodolpho Toski Marques (FIFA), auxiliado por Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos, todos da Federação Paranaense de Futebol. Quarto Árbitro: Rafael Trombeta (PR). Assistentes Adicionais: Paulo Roberto Alves Junior (PR) e Fábio Filipus (PR). 

 

sábado, 15 de julho de 2017

Queremos Taças

Bom dia Buteco,

Sendo confirmada a chegada do Diego Alves para o gol, o Flamengo tem a obrigação de levantar pelo menos mais uma taça até o final do ano. Se o Brasileirão está difícil, o clube deverá investir todos os esforços para a Copa do Brasil e Sul-Americana.

Mesmo que alguns dos reforços não possam jogar a Copa do Brasil, o Flamengo tem time suficiente para chegar até a final e brigar pelo tetracampeonato da competição. Não admito passar mais um ano brigando por G4, G6, G10 ou sei lá quantas vagas são disponibilizadas para os brasileiros na Libertadores.

De preferência o clube precisa disputar a Libertadores ano que vem já na fase de grupos. Correr o risco de ser eliminado antes dessa fase seria um vexame ainda maior do que os últimos anos.

Se algo não estiver dando certo, Rodrigo Caetano, Zé Ricardo, Mozer e os demais integrantes da comissão técnica devem ser cobrados. O investimento realizado pela diretoria precisa dar retorno dentro de campo através dos títulos.

Qualquer resultado que não seja um título será considerado um fracasso. Ninguém mais está interessado em comemorar recorde de pontos ou percentual de vitórias. Precisamos ser campeões, de preferência por mais de uma competição ainda este ano.

Continuarei fazendo o que sei fazer de melhor, que é torcer. Juntos somos imbatíveis!

SRN e um bom final de semana a todos!