segunda-feira, 18 de março de 2019

Eu, o Peñarol e a Libertadores

De pé: Diogo, Gutiérrez, Bossio, Olivera,
Morales e Gato Fernandez.
Agachados: Silva, Saralegui, Fernando Morena,
Jair e Venâncio Ramos.
Quarta-feira, 14 de setembro de 1977. Estava em curso o Segundo Turno do Campeonato Carioca e o Flamengo havia jogado no domingo, dia 11, contra o América, no Maracanã (3x1, gols de Zico, Adílio e Merica). O jogo transmitido pela Rede Globo para Brasília era um enfadonho América x Fluminense (0x3), com pouco mais de treze mil testemunhas no estádio. As imagens resgatadas da minha memória são comparáveis a uma transmissão de 4K/Ultra HD. Também pudera. O parâmetro é um Boca Juniors x Cruzeiro, final da Libertadores, disputado no Estádio Centenário, em Montevidéu, e transmitido por sei lá qual emissora. Chuto Record ou Bandeirantes, mas poderia ser até a TVE/Cultura. O certo é que a imagem era horrorosa, em preto e branco, contaminada por frequentes interrupções, isso quando a tela não era invadida por chuviscos e as mais exóticas faixas de interferência, emitindo variados ruídos, no melhor estilo “Poltergeist”. “Pai, a imagem tá horrível; por que você quer assistir a isso?!” E veio a resposta de quem sabia bem o peso daquele confronto, por haver assistido presencialmente, no Maracanã, ao Santos de Pelé triunfar sobre o Milan e o Benfica: “Filho, essa é a final da Libertadores da América, torneio mais importante do continente. Tem um clube brasileiro disputando contra um grande argentino.” E ficamos assistindo à final, apesar dos pesares. À medida que meus olhos foram se adaptando a tantas dificuldades, logo percebi que a batalha se diferenciava do sonolento espetáculo que se desenvolvia no Maracanã.

Daquele jogo eu tenho mais lembranças das cobranças de pênaltis, do Nelinho e do goleiro portenho Gatti, com seus cabelos longos e a faixa na cabeça, que em 1978 também enfrentou o Atlético/MG pela Libertadores (duas vitórias "Bosteras"). A final de 1977 foi muito marcante, ao menos para mim. Pesquisando aqui e acolá, descobri que aquele torneio só havia sido conquistado por dois clubes brasileiros, um deles o Santos de Pelé. Não é que o Campeonato Carioca tenha morrido para mim, mas desde aquele momento, na minha cabeça, começou a se estabelecer uma nítida diferença de importância entre os cenários local (estadual), nacional e internacional. Chamou-me bastante a atenção o fato de somente o Santos de Pelé até então ter sido campeão mundial interclubes. Ficava me perguntando: há algo maior do que ser campeão da América e do Mundo?

Dois anos depois, o Flamengo foi tricampeão estadual, incluindo uma edição especial, pois a normalmente programada havia acabado cedo demais… Porém, naquele mesmo ano (1979), no Campeonato Brasileiro espremido entre os meses de novembro e dezembro, o promissor Flamengo foi eliminado, em pleno Maracanã, após uma ótima campanha, por um Palmeiras repleto de jogadores medianos, mas comandado por um certo Telê Santana à beira do gramado. Intrigou-me como uma máquina de jogar futebol daquelas havia perdido para um clube que sabia que era grande, mas quase nunca jogava contra o meu. Para quem não se recorda, o Flamengo/1979 terminou a temporada com 82 (oitenta e dois) jogos, conquistando 62 (sessenta e duas) vitórias, contra 13 (treze) empates e 7 derrotas, e marcando 205 (duzentos e cinco) gols (!), 81 (oitenta e um) deles por Zico (!) e sofrendo 60 (sessenta). Natural que o único torneio perdido, ainda mais daquela forma, tenha despertado a minha cobiça.

Ainda em 1979, fiquei estupefato quando um time do qual jamais havia ouvido falar, chamado Olímpia, do Paraguai, havia sido campeão mundial, em Tóquio, em cima do Malmoe (Suécia), após derrotar o poderoso Boca Juniors na final da Libertadores. Como seria grandioso o Flamengo ganhar esses títulos, eu imaginava. Ainda no cenário nacional, não demorou e 1980 trouxe a saborosa vingança contra o mesmo Palmeiras, com os 6x2 no Maracanã, aplicados durante a campanha do inédito título brasileiro, que, por sua vez, foi conquistado após uma épica final contra o Atlético/MG, para mim até hoje o maior jogo de futebol de todos os tempos. E com o primeiro título brasileiro veio a oportunidade de disputar a primeira Libertadores, perseguida por outros grandes clubes brasileiros, como o Internacional, vice-campeão para o Nacional de Montevidéu ainda em 1980.

Quando veio o título da Libertadores em 1981, sucedido pelo épico 3x0 sobre o Liverpool em Tóquio pela Copa Intercontinental, não teve jogo do ladrilheiro que me balançasse da mesma forma, por maior que fosse a emoção dos confrontos contra os rivais cariocas. Na minha cabeça, com apenas 11 (onze) anos de idade, já havia entendido bem a diferença entre o Estadual e o Brasileiro e a Libertadores.

***

Talvez pelo orgulho que represente para os torcedores do Vasco da Gama, noto que a maioria das menções ao segundo semestre de 1982, envolvendo o Flamengo, aludem à derrota na final do Estadual (0x1, 5/12). Não é que para mim tenha sido irrelevante, até porque nenhum jogo do Flamengo o é, mas o ano já havia sido por demais sofrido em razão da derrota da Seleção Brasileira no Sarriá (2x3 Itália, 05/7) e da maior decepção que tive com o Flamengo em minha infância/juventude: a eliminação da Libertadores/1982, após a derrota para o Peñarol no Maracanã (0x1, 16/11), em frente a mais de 90 mil pagantes. O que mais doeu foi, logo em seguida, ter que assistir ao Peñarol superar o Cobreloa (aquele mesmo de 1981), na final da Liberadores, e o Aston Villa (Who?), em Tóquio, pela Intercontinental, sagrando-se campeão mundial e impedindo o Flamengo de repetir o feito do Santos de Pelé, alcançado pelo São Paulo de Telê Santana no início da década de 90 (bi mundial).

Aston Villa! As-ton, Vil-la! Fiquei inconformado e inconsolável. Quantos clubes tiveram a "teta" de decidir um mundial contra o Aston Villa? E o Flamengo esteve muito perto do bi-mundial, pois o caminho para Tóquio era inclusive mais curto do que no ano anterior. É que, naquela época, o campeão da edição anterior da Libertadores pulava a fase de grupos e já entrava nas semifinais, disputadas em sistema de ida e volta em dois grupos com 3 (três) clubes. O mesmo era feito na Copa do Mundo. Assisti a duas (1978 e 1982) nesse formato. O curto caminho do Flamengo, porém, tinha o Peñarol que, naquele ano, conquistaria seu último título mundial. Afinal de contas, quem era Aston Villa defronte ao todo-poderoso e multi-campeão sul-americano? Um abismo existia entre as duas camisas. O desfecho não poderia ter sido outro.


***

Após estreia com derrota por 0x1 para os uruguaios em um Centenário lotado e fervendo como um caldeirão, duas vitórias categóricas sobre o River Plate (3x0 no Monumental e 4x2 no Maracanã) me fizeram acreditar que tudo terminaria bem. Afinal de contas, (quase) tudo terminava bem com aquele Flamengo de Zico. Infelizmente, eu e toda a torcida rubro-negra estávamos mal-acostumados.

Passei a minha adolescência odiando profundamente o Peñarol e o brasileiro Jair, habilidoso camisa 10 e autor do gol de falta que sacramentou a eliminação do Flamengo. Não estou brincando. Direcionei meu ódio juvenil contra ambos com todas as forças. A senha para me ensandecer completamente, em questão de segundos, era apenas mencionar a semifinal de 1982, o Peñarol e o Jair. Nem mesmo a vitória no Mundialito em 1983, na Itália (2x0, transmitido pela Globo), aplacaram a minha ira. Seja porque não era a Libertadores, seja porque não foi com a presença do Zico ou mesmo porque o adversário utilizou horrorosa camisa toda amarela, e não a tradicionalíssima com faixas verticais pretas e amarelas, tudo foi pretexto para descarregar a minha bílis venenosa contra os uruguaios.

Na minha cabeça, a energia do Peñarol era negativa para o Flamengo. O único título internacional do Botafogo (clube que meu pai me ensinou a detestar) foi conquistado em cima de quem? Do Peñarol. O Grêmio, terrível adversário do Flamengo de Zico, conquistou sua primeira Libertadores em cima de quem? Do Peñarol. No último título sul-americano conquistado pelo Flamengo (Sul-Americana/1999), os jogadores foram covardemente agredidos, no que talvez tenha sido, ao lado da final contra o Cobreloa em Santiago (1981), o cenário mais hostil que o clube já encarou além das fronteiras brasileiras, logo após eliminarem, no Centenário, o… Peñarol.

Mas essa era uma avaliação de um torcedor mais jovem e emotivo, naturalmente muito menos racional do que o de hoje, que nutre até certa admiração pelo algoz de outrora... Ou será que não? Confesso estar curioso sobre o que sentirei quando, após 37 (trinta e sete) anos, os dois clubes voltarem a se enfrentar pela Libertadores da América.

***

Naquele início dos anos 80, o futebol uruguaio ainda vivia anos de grande prestígio, inclusive por conta dos títulos conquistados por seus maiores clubes: Nacional e Peñarol. De 1980 até 1989, cada um conquistou duas edições da Libertadores, feito nada desprezível, representando o dobro das conquistas brasileiras naquela década. Ao todo, o Peñarol conquistou nada menos do que 5 (cinco) Libertadores e 3 (três) Copas Intercontinentais, feito notável de um verdadeiro gigante sul-americano.

Todavia, tragicamente (para eles), o cenário mudou e hoje o Peñarol não mete medo em mais ninguém. A última conquista da Libertadores remonta a 1987, ano no qual foi derrotado (1x2), em Tóquio, debaixo de pesada nevasca, pelo fortíssimo Futebol Clube do Porto de Mlynarczyc, Geraldão, Rui Barros e Madjer. De lá para cá, apenas uma boa campanha, no vice-campeonato para o Santos de Neymar (2011), e incontáveis reveses, como, só para citar alguns, os vexames do vice-campeonato da Copa Conmebol para o Botafogo (1993), da eliminação na Sul-Americana para o Goiás (2010) e, pasmem, ter chegado, em 2018, a sua sexta eliminação seguida na fase de grupos da Liberadores nos últimos sete anos (!), ficando atrás ou não vencendo adversários do nível de Arsenal de Sarandi, Huracán, Deportivo Anzoátegui, Emelec, Jorge Wilsterman e Atlético Tucumán.

Apesar disso, o clube tenta reconquistar seu prestígio internacional. Um importante passo foi a construção do Estádio Campeón del Siglo, com capacidade para 40 mil pessoas e inaugurado em 28 de março de 2016, com uma goleada de 4x1 sobre o River Plate (o “original”, não o genérico uruguaio). Porém, até o momento o estádio não foi suficiente para levar o Peñarol sequer às oitavas de final da Libertadores, inobstante a conquista de mais um título uruguaio, seu 50º, em 2018.

Que a volta por cima não se dê justamente em 2019...

***

Flamengo e Peñarol parecem destinados a se cruzarem em cenários importantes e dramáticos. Desde os fatídicos confrontos pela Libertadores em 1982, os dois únicos jogos oficiais ocorreram justamente em 1999, pela Copa Sul-Americana. No Maracanã, o Mais Querido aplicou 3x0 com autoridade (Leandro Machado, Maurinho e Lê), mas em Montevidéu (Estádio Centenário) o pau quebrou após eliminação dos uruguaios, que venceram apenas por 3x2 (gols de Athirson e Reinaldo). A então Confederação Sul-Americana de Futebol suspendeu 10 (dez) atletas do Peñarol e ainda multou o clube no valor de U$ 10 mil.

Posteriormente, os clubes se enfrentaram em um amistoso, também no Estádio Centenário, onde, por sinal, o Flamengo perdeu todos os confrontos oficiais disputados contra o Peñarol até hoje. Vitórias rubro-negras contra o mesmo adversário, em Montevidéu, foram três, duas no Centenário e uma no Campus Municipal, palco da última delas, em 1981 mas apenas em amistosos. No Maracanã, ocorreram dois confrontos, dois deles vencidos pelo Mais Querido e um pelos uruguaios, logo aquele...

***

Essas são apenas as minhas memórias de tempos que já se foram, nos quais os uruguaios disputavam em igualdade de condições os confrontos contra quaisquer gigantes dos cenários Sul-Americano e Mundial. Fica para outro dia o papo sobre o atual time "Carbonero" e o seu desempenho na temporada 2019. Antes, porém, deixo para vocês uma pergunta: o Peñarol encolheu ou apenas passa por uma longa crise?

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 16 de março de 2019

Flamengo x Volta Redonda


Campeonato Estadual/2019 - Taça Rio - 4ª Rodada

Sábado, 16 de Março de 2019, as 19:00h (USA ET 17:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Gabriel Batista; Rodinei, HugMoura, Thuler e Trauco; Piris da Motta e Ronaldo; Lucas Silva, De Arrascaeta e Vitor Gabriel; Fernando Uribe Técnico: Abel Braga.


Volta Redonda: Douglas Borges; Luiz Gustavo, Roger (Allan), Heitor e Luiz Paulo; Bruno Barra, Bileu, Marcelo, Douglas Lima, Vandinho e João Carlos. Técnico: Toninho Andrade.

Arbitragem: Pathrice Wallace Correa Maia, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Rachel de Mattos Bento e Fabiana Nóbrega Pitta, bem como pelo Quarto Árbitro Rafael Sepeda de Souza e pelos Assistentes Adicionais 1 e 2 Maurício Machado Coelho Junior e Wandemberg de Araújo Farias Alves. Técnico: José Carlos Santiago de Andrade.

Transmissão: Premiere FC/Premiere Play (sistema pay-per-view) e PFCI (Premiere FC Internacional).

sexta-feira, 15 de março de 2019

Vitória expressiva!







(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)







Irmãos rubro-negros,



confesso que estava ansioso por escrever uma coluna de exaltação ao time do Flamengo e ela veio da melhor maneira possível: uma grande vitória no Maracanã lotado.

No primeiro jogo do Flamengo em casa pela Taça Libertadores da América, o time obteve uma grande vitória diante da LDU, que é a atual campeã equatoriana. Grande vitória!

Vitória na qual o time foi sempre superior ao adversário.

O Flamengo amassou o adversário. Amassou.

E não me convence esse papo, muito conveniente depois de uma vitória como a de quarta-feira, de que "a LDU é baba".

E Libertadores por um acaso tem "baba"? Este é o tipo de mentalidade que tem prejudicado o time em competições internacionais. Achar que só porque o adversário não tem um orçamento alto ou não tem tanta tradição na competição, ele é presa fácil.  Na Libertadores não existe "baba". Basta analisar os resultados destas duas primeiras rodadas da competição. Vários times grandes tropeçando em equipes de menor tradição.

O Flamengo vence um time forte e competitivo como a LDU e o êxito é relativizado com alusões à suposta má qualidade do adversário, que inclusive venceu muito bem seu primeiro jogo na competição diante de um rival que não tem vindo bem, mas é bastante tradicional, que é o Peñarol.

O que se esperava do Flamengo? A vitória. E ela veio com uma excelente atuação.

Eu não estou dizendo que não existam problemas a serem corrigidos e não faço a menor ideia do que o futuro nos reserva.

Se a equipe na próxima partida não render bem, critiquemos com veemência, mas dentro do que me propus como rubro-negro, e me serve muito bem, que é aproveitar cada jogo por vez, só tenho a celebrar a atuação de quarta-feira. 




...







(Foto: Celso Pupo/Fim de Jogo)






Menção honrosa, como sempre, à maior e melhor torcida do mundo, a Nação Rubro-Negra.

A torcida do Flamengo é um fenômeno. Não há igual no mundo.

Temos os quatro melhores públicos de 2019 e ontem batemos o recorde do ano.

Mesmo sem ganhar, tivemos a maior média do Campeonato Brasileiro do ano passado, com mais de 50.000 rubro-negros por jogo. Um feito e tanto.

Eu ouso dizer que a torcida do Flamengo, juntamente com a camisa, é o nosso melhor jogador.




...




Duas rodadas e duas vitórias, algo que não ocorria desde 2010.

Um bom início, correto?




...











A atuação do Flamengo foi muito boa. Até jogadores por nós criticados jogaram bem, como Pará e Arão. 

Muita movimentação na frente, com variações nas posições. Time controlou o jogo, teve a posse de bola, mas não uma posse de bola improdutiva, "arame liso", que era o que vinha ocorrendo nos últimos anos.

O Flamengo procurou o jogo o tempo inteiro, se apresentou, jogou com muita objetividade e criou várias oportunidades.

Sem a bola, marcação firme, forte, todos correndo bastante e disputando as jogadas com muita vontade.

Diego Alves. Goleiro de time grande, experiente. Defendeu o primeiro pênalti, defendeu um chute involuntário contra a nossa meta do Arão e tem sido um fator de muita segurança para o time. Teve atuação soberba na altitude boliviana, diante do San Jose, e ontem, embora pouco exigido, quando o foi, saiu-se muito bem. Como dito acima, transmite muita segurança para a equipe.

Pará jogou bem. Muita raça. Evitou fazer faltas estúpidas, marcou firme e chegou várias vezes ao ataque, criando boas chances de gol. Provavelmente a melhor atuação dele pelo Flamengo.

Arão começou mal, errando passes laterais e desligado. Mas cresceu muito com o decorrer do jogo e foi merecidamente premiado com o passe para o terceiro gol, do Uribe. 

Renê já vem se firmando faz tempo e é merecidamente o nosso titular da lateral-esquerda. Ontem jogou muito bem e fez o lançamento que redundou no terceiro gol.

A zaga foi muito bem. Léo Duarte e Rodrigo Caio estão formando nossa melhor dupla de zaga em muito tempo. Seriedade, empenho e boa saída de bola. Nas bolas altas e no combate direto, também estão bem.

Cuéllar, sem comentários. A ovação ensurdecedora que ele recebeu da torcida do Flamengo ao ser substituído fala por si. Não é fácil conquistar a torcida do Flamengo e o gringo é muito respeitado e querido pela Nação Rubro-Negra.

Diego esteve abaixo. É verdade que ele deu o ótimo passe para o primeiro gol e também correu bastante durante todo o jogo. Mas cometeu dois erros (o pênalti e o balãozinho displicente) que poderiam nos ter custado caro. O capitão e um dos mais experientes jogadores da equipe já deveria saber que não se brinca em jogo decisivo. Ele veste a camisa do Flamengo. Deve dar o exemplo. Mas jogou com raça e isso ao menos para mim conta bastante. Creio, talvez, que a tendência seja o Arrascaeta com o tempo assumir a posição, mas o gringo terá de mostrar uma intensidade que não é característica dele. Veremos o que o futuro nos reserva.

Gabigol fez o gol. Perdeu dois no primeiro tempo que um jogador da sua categoria tem a obrigação de marcar. Mas fez o dele. Corre muito, dá opções aos companheiros, tem velocidade e qualidade técnica. Precisa diminuir as firulas e melhorar a finalização. Mas é uma tremenda contratação do Flamengo. Eu achava que ele não tinha o perfil rubro-negro. Me equivoquei. Está fazendo gol à vontade pelo Mengão. Ele é o nosso melhor centro-avante em muito tempo.

Bruno Henrique chegou desacreditado, muios achando desnecessária sua contratação e imediatamente assumiu a titularidade. Velocidade, técnica e raça. Caiu como uma luva no time. Seu estilo de jogo casa muito bem com a cadência do Everton Ribeiro e a movimentação do Gabigol, para quem inclusive deu o passe no segundo gol. excelente contratação.

Everton Ribeiro. O melhor em campo. Abel, modificando o padrão dos técnicos que o antecederam, deixou o Everton Ribeiro solto no setor ofensivo, ora na direita, ora na esquerda, ora no centro. Fez o primeiro gol e teve participação decisiva no segundo. O melhor em campo, na minha opinião. Um atleta que teve de modificar suas características para se adaptar ao Flamengo, ao que o Flamengo e a torcida do Flamengo esperam de quem veste o Manto Sagrado. Corre, briga, marca e joga, joga muito futebol. Tem sido o craque do time desde o ano passado. Grande atuação na quarta-feira.

Abel Braga. Contando com a desconfiança de parte da torcida, no primeiro jogo para valer no Maracanã, o time por ele treinado teve uma atuação excelente. O Flamengo controlou o jogo e encurralou o adversário. Muita vontade, marcação eficiente e muitas oportunidades criadas. Posse de bola bastante objetiva, vertical e produtiva. O Flamengo do Abel buscou o jogo e o gol o tempo inteiro e deu poucos espaços ao adversário. Uma atuação excelente, com o Abel imprimindo bastante movimentação e troca de posições na frente e uma marcação dura sem a bola.

Alguns números do Flamengo na partida de quarta-feira: posse de bola, 70%; passes, 634; precisão dos passes, 87%; finalizações, 14; chutes a gol, 6, escanteios, 4.   

Há problemas a serem corrigidos? Sem dúvida. Quando não há problemas a serem corrigidos? E não descarto, em absoluto, que minha análise positiva esteja turbinada pela emoção da vitória.

Todavia, me permitirei a enorme satisfação de saborear a grande vitória de quarta-feira no melhor espírito rubro-negro: emoção, alegria e esperança de glórias.




...





Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


quinta-feira, 14 de março de 2019

Flamengo 3 x 1 LDU - Vitória em dia triste

Em um dia de mais uma tragédia ocorrida neste ano de 2019 regido por Marte, deus da Guerra, segundo os romanos. Desta vez envolvendo a morte de funcionários de escola, jovens alunos e os ex-alunos assassinos, que se viraram contra a comunidade escolar neste ciclo de ódio que explode em alguns que sofreram bullying ou se julgaram mal-tratados, e escolhem o caminho da atrocidade porque se identificam com outros psicóticos como os de Columbine e buscam a mesma fama e vingança.

Neste dia doído, em que nós nos perguntamos para onde a sociedade está indo, Flamengo, outro que carrega a marca da tragédia em 2019, foi jogar no Maracanã contra o LDU. Que, como vimos, é um leão na altitude e um gato de pelúcia ao nível do mar.

Mas Flamengo nada tem a ver com isto. Fez seu papel de vencer e colocar mais 3 pontos no bolso, neste objetivo de se classificar na fase de grupos e tornarem nós, torcedores, acostumados com isto, tal raridade que isto ocorria em outros anos. O time escalado sem Arrascaeta e com os protegidos do Abel em campo, Arão e Diego, foi bem na maior parte do jogo. Depois de algumas chances desperdiçadas, Everton Ribeiro, na minha opinião o melhor da partida tal a lucidez com que distribuía as jogadas, fez seu gol, após um passe de cinema do Diego dentro da área. Placar justo. 

Flamengo então tratou de querer aumentar a vantagem, mas perdeu a afinidade com o gol, o que, infelizmente, ocorre bastante neste time. Chances desperdiçadas uma após a outra, as quais, como invariavelmente ocorre, cobram seu preço ao fim do jogo quando o adversário vai lá, tem uma chance e faz. Sempre faltava o capricho na finalização. Muito afobamento e mesmo azar. E para coroar tudo isto, Diego faz um pênalti infantil. Mas Diego Alves fez seu papel e defendeu. Empate no primeiro tempo seria um placar injusto, mas o futebol não quer saber de justiça ou injustiça e sim bola na rede.

Entra o segundo tempo. Diego já não era tão dinâmico. Renê se sobressai mais. Fez ótima partida, inclusive.  Bruno Henrique escorou a bola pro gol do Gabigol e foi só. Não fez boa partida. Depois Uribe entrou e logo fez seu gol, após boa jogada do Arão na frente, quase que justificando o que pensa o Abel. Mas Arão não marca e isto ficou evidente quando Cuellar foi substituído pelo Arrascaeta.  Ficamos então com dois volantes. O Diego cansado e o Arão disperso. Hum...Toda causa tem sua consequência. Ainda mais em Libertadores. LDU enfim despertou para o jogo e passou a ter volume. Arão, atrapalhado, quase fez um belíssimo gol. Contra. Salvo por bela defesa de Diego Alves. Trauco entrou no lugar do Renê e nem pôde atacar. Em uma jogada pelo seu lado, o juiz argentino marcou penalti em um lance que o jogador da LDU dobrou o joelho e desabou no contato com Trauco. Penalti ainda que duvidoso. Aposto que se a mesma jogada ocorresse pelo Flamengo nada seria marcado. Enfim, ganhamos, 3 x 1. Festa ao final deste dia triste.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Flamengo x LDU


Copa Libertadores da América/2019 - Grupo 4 - 2ª Rodada

Terça-feira, 13 de Março de 2019, as 21:30h (USA ET 19:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Bruno Henrique, Diego e Everton Ribeiro; Gabigol. Técnico: Abel Braga.


LDU: Gabbarini; José Quintero, Carlos Rodrígues, Nicolás Freire e Christian Cruz; Intriago, Orejuella, Vega, Jhojan Julio e Ayoví; Rodrigo Aguirre. Técnico: Pablo Repetto.

Arbitragem: German Delfino, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Diego Bonfa e Ezequiel Brailovsky, bem como pelo Quarto Silvio Trucco, tudos da Associación del Fútbol Argentino e pelo Assistente de Árbitro Patricio Polic, da Associación Paraguaya de Fútbol.

Transmissão: Rede Globo e Sportv; Globoplay (SP, RJ, PR, GO, TO, MS, BA, SE, AL, CE, PA, DF e MG – menos região de Juiz de Fora) e Sportvplay.

Alfarrábios do Melo


Saudações flamengas a todos,
Breves reflexões em pastilhas sobre o involuntário recesso de Carnaval em pastilhas, inspiradas no célebre “Triplex Top Ten”, do colega Alex Souteiro.

  • Jogos do Flamengo costumam levar à euforia, à alegria desmedida, à tristeza, ao desânimo, ao sarcasmo, à vontade de celebrar, à frustração. Mas poucos, muito poucos jogos me fizeram rebentar tanta irritação quando o empate dos reservas contra o Vasco, sábado passado. Um ataque apoplético de fúria, com ganas de arrebentar a tudo e a todos, a ira dardejando dos olhos injetados de sangue, a boca febril espumando correntezas salivares de ódio. Durou dias. E ainda não passou de todo. O Flamengo JOGOU NO LIXO o que teria sido uma vitória consagradora, marcante, daquelas de se comentar por anos.

  • O que mais incomoda é que, pasmem, o time comportou-se relativamente bem, dentro da controversa proposta “reativa” de Abel, fechando-se razoavelmente bem no meio e, a rigor, somente sofrendo perigo por conta da inexperiência da dupla de zaga (ainda não se falará de arbitragem aqui). Contragolpes armados em velocidade e tal. Mas a crônica incapacidade de matar jogos seguiu dando o tom. E a bola puniu, aos gargalhos.

  • Jogos de times reservas são interessantes para avaliar atuações individuais, a despeito das formações coletivas algo modificadas. Nesse contexto, a meu ver aproveitaram suas oportunidades e foram bem: César (dessa vez seguro, mesmo nas saídas de gol, seu ponto fraco), Thuler (soube sofrer na marcação do encrenqueiro ataque vascaíno), Trauco (apesar de certos problemas na segunda etapa, foi perigoso no apoio), Piris (limitado mas aguerrido, jogador de jogo grande), Arrascaeta (além do gol, mostrou objetividade), Éverton Ribeiro (a qualidade de sempre) e Vitinho (começou mal, mas depois se soltou e foi um tormento no ataque).

  • Por outro lado, acredito que não foram bem Hugo Moura (errou vários botes, por cima e por baixo), Vitor Gabriel (apanhou bastante, é verdade, mas mostrou-se muito tímido ainda), Lucas Silva (embolou-se com a bola em vários momentos. Mas a seu favor conta a personalidade. Não tem medo) e Bruno Henrique (errou vários lances por displicência e sentiu a pressão de matar a bola do jogo, transferindo a responsabilidade para Rodinei). Avaliação neutra, com viés de baixa, para Klebinho (correu muito e fechou o lado direito, mas mostrou certa incompatibilidade com a bola).

  • Deixei tópicos em separado para falar de dois jogadores. O primeiro, Ronaldo. O volante queridinho das redes sociais apresentou notória aversão ao contato físico e às bolas divididas. Errou alguns passes na intermediária (um deles com poucos segundos de jogo), que felizmente não resultaram em nada mais grave. Muitas vezes pareceu desconectado da partida, trotando para recompor e demorando para tomar decisões. Mas, quando entrou no jogo, foi sempre perigoso, com finalizações e passes verticais e de bom nível, como o que originou a jogada do gol. Prendeu bem a bola, soube rodar. A avaliação, para mim, foi neutra. Acho um bom jogador. Mas ainda correndo sério risco de se tornar algo como Muralha (o volante de 2011-13) ou Júnior Boneca.

  • O outro é a personagem negativa da partida. Rodinei. Jogador que costuma apresentar graves problemas cognitivos e de leitura de jogo, o que o fez, por exemplo, passar os noventa minutos atirando a esmo bolas a escanteio, proporcionando a única jogada de real perigo dos vascaínos, é voluntarioso e possui bom rendimento físico. No entanto, já demonstrou, ao longo de três temporadas que não reúne condição técnica de integrar um elenco com as aspirações do nível das que o Flamengo apregoa possuir. O lance de sábado me fez desistir, em caráter irrevogável e irreversível, do jogador. Típico lateral que vai voar num Grêmio ou Cruzeiro da vida. Aqui, não vai se criar. Que a chegada de Rafinha ou do Matheuzinho encerre de vez sua opaca passagem pela Gávea.

  • É aquilo. À inacreditável chance perdida por Rodinei, pode-se acrescentar os pênaltis do Diego (Palmeiras e Cruzeiro em 2017), o gol perdido pelo Éverton diante do goleiro do Independiente (2017), o gol perdido pelo Diego (ele de novo) contra o Corinthians em 2017, a bola, e o título, que o Paquetá mandou pro espaço ano passado contra o Palmeiras, o gol perdido pelo Uribe contra o São Paulo (sem goleiro), o Vitinho atirando na lua a vitória contra o mesmo São Paulo (dessa vez, no Morumbi)… O Flamengo tem se especializado em se recusar a vencer. A glória se lhe esfrega à cara. Mas o time simplesmente refuga. Por que?

  • Rever, Diego, Arão, Pará. No final do ano passado, eu identificava que nenhum processo de reformulação seria bem-sucedido se algum desses nomes fosse mantido no elenco. Depois, até mudei de ideia com relação ao Diego, que poderia se tornar um bom nome “de elenco”. Pois. Dos quatro, apenas o primeiro saiu. Os demais são titulares absolutos e aparentemente intocáveis. Talvez isso ajude a responder à pergunta anterior.

  • Desnecessário se estender mais detalhadamente sobre a atuação da arbitragem no sábado. Que, após o gol de Arrascaeta, dedicou-se, com ímpeto raras vezes visto num campo de futebol, a cavar o “honroso” empate para os de São Januário, cuja derrota para nossos reservas poderia fazer do seu já turbulento ambiente político um real inferno. E nisso, tome faltinhas inventadas na beira da área, pescoções e voadoras nos nossos ignoradas olimpicamente, e o previsível desfecho final de pastelão (ficou claro o movimento sincronizado dos vascaínos começando a cair na área assim que o relógio marcou 40 minutos). A questão é: “time que não mata jogos”, “elenco mal formado (agora sem volantes e tendo que recorrer a zagueiro improvisado)”, “dirigente saindo de férias”, “dirigente que só mostra a cara na vitória”, “escalação de jogador 'da panela'”, “time sendo perseguido e roubado nos campeonatos”… Está-se falando de 2017, 18? Ou de agora? Ainda é cedo para avaliar o desempenho da administração nova, e não vou fazê-lo por ora. Mas que se travestir de pedra soa bem menos oneroso do que se expor a vidraça, ah isso é.

  • Vi LDU x Peñarol. Jogo de nível (técnico e tático) bem mais baixo que os de River Plate, Emelec e Santa Fé ano passado. Mas bem mais baixo mesmo. Os dois times são “ganháveis”. Mas extremamente perigosos, ainda assim. Até porque, em Libertadores, qualquer time contra o Flamengo é perigoso. Mas, enfim. A LDU é um time leve, veloz, que troca passes com objetividade e usa muito o lado do campo, especialmente com Ayovi, que tocou o terror contra os uruguaios. O ataque cria (e perde) muitos gols. O meio é espaçado e de marcação gentil (o fraco Orejuela, ex-Fluminense, é titular). A defesa não me pareceu sólida. É aquele tipo de equipe que parece “jogar e deixar jogar”. Ou, no caso, fortíssima em casa e vulnerável fora. Mas essa é a lógica. Que nem sempre dá as caras. O Peñarol, por seu turno, faz (ou tenta fazer) jogo reativo, de contragolpe. O goleiro é bom, a defesa se vira. No meio, há uns dois jogadores de bom nível. Mas o resto do time é tecnicamente pavoroso. Briga com a bola. Mas a raça, a entrega e a atitude estão ali. Tiveram duas chances claras de empatar o jogo em Quito, mas a ruindade dos atacantes o impediu. Os dois jogos contra eles, especialmente o de Montevideo, serão encardidos e catimbados. Tipo de contexto que, como sabemos, ultimamente tem trazido problemas para o nosso time de rapazes “do bem”.

  • Vejo muitos nas redes sociais falando em “classificação antecipada” nesses três jogos do Maracanã e tal. Até acho que é algo possível, sim. Mas não custa lembrar que na edição passada da Libertadores o Flamengo, das quatro partidas que fez no Rio, ganhou apenas uma. Sempre é bom respeitar o contexto.

  • Finalizando. Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio, Renê, Piris, Cuellar, Arrascaeta, Éverton Ribeiro, Gabigol, Bruno Henrique. Essa é a escalação que considero, hoje, que deveria ser a base da equipe. Que, se pretende ser reativa, precisa dispor de jogadores verticais e velozes. E, principalmente, saber se compactar atrás. Até porque hoje não temos nem uma coisa (agressividade no contragolpe), nem outra (compactação na defesa).

Boa semana a todos,

terça-feira, 12 de março de 2019

Libertadores: Cenários para Classificação



Olá Buteco, bom dia!

Após a primeira rodada da fase de grupos, dois pontos se destacam a respeito dos nossos adversários:

  1. San José é uma baba;
  2. LDU parece ter um time melhor que o Penãrol.
O problema de ter uma baba dessas no grupo é que a pontuação necessária para a classificação tende a aumentar. No cenário mais extremo, nem as 3 vitórias em casa garantem a classificação, caso o San José não tire ponto de ninguém. 

Vejamos algumas análises sobre as próximas rodadas:

2ª Rodada: Flamengo x LDU ;  Peñarol x San José

3º Rodada: Flamengo x Peñarol ; San José x LDU

4ª Rodada: Flamengo x San José ; Peñarol x LDU

Os três jogos em casa são fundamentais para a classificação. Três vitórias podem ser suficientes mas, como já alertamos, não é impossível que o San José perca esses três próximos jogos, uma vez que fora de casa não deve incomodar ninguém e, em casa, recebe a LDU, que também manda seus jogos na altitude e, portanto, não terá as mesmas preocupações que tivemos com a ambientação.

1º Cenário: Vencemos as 3 partidas, LDU vence o San José fora de casa e Peñarol vence as duas em casa.

Este é o cenário mais extremo, chegaríamos à 5ª rodada com 12, seguido de LDU e Peñarol com 6 e San José com 0, sendo que enfrentaríamos os dois concorrentes fora de casa. Precisaríamos de um empate em dois jogos, ou que o San José tire pontos do Peñarol na rodada 5, quando os recebe no alto do morro.

2º Cenário: Empate com LDU, duas vitórias depois.

Empatando com a LDU, chegaramos na 5ª rodada com 10 pontos, seguidos pela LDU com 7, Peñarol com 6 e San José com 0. Neste caso, precisaríamos empatar um dos dois jogos fora de casa, semelhantemente ao cenário anterior. 

Cabe discutir a possibilidade da LDU não perder do Peñarol na Rodada 4. Teríamos então 10, contra 8 da LDU e 4 do Peñarol, que dependeria de duas vitórias (uma exatamente contra a gente) para brigar no saldo.

3º Cenário: Vence a LDU, empata com Peñarol, vence o San José.

Chegamos à 5ª rodada com 10, contra 7 do Peñarol e 6 da LDU. A classificação viria com um empate contra a LDU lá. Em caso de derrota, combinada a uma vitória do Peñarol na Rodada 5, podemos chegar à rodada derradeira em 3º lugar no grupo, dependendo de uma vitória fora de casa para fazer 13 pontos e garantir a classificação.

4° Cenário: empata com LDU e Penarol, vence o San José.

Nesse caso, teríamos 8 pontos, contra 7 de LDU e Penarol, nos obrigando a uma vitória fora de casa, ou dois empates.

Naturalmente, existem os cenários mais favoráveis à nossa classificação, sendo os mais cômodos aqueles em que o San José tira ponto dos rivais e mesmo no qual a LDU bate o Penarol no Uruguai, o que encaminharia a classificação deles e a nossa.

Em todo caso, não adianta nada fazer vários prognósticos, se o time não render em campo. Se apresentar bem e, principalmente, vencer. Esse é o segredo para a classificação.

Saudações RubroNegras!