terça-feira, 2 de junho de 2026

Checkpoint Brasileirão – Parada Copa do Mundo

Fonte: Gemini 3

Olá Buteco, bem-vindos!

Chegamos à parada da Copa do Mundo com 34 pontos em 17 jogos, 7 pontos a menos que o líder, que tem um jogo a mais.

Na coluna de hoje, vamos recapitular o que planejamos antes do campeonato, na coluna do dia 27 de Janeiro. Resumindo, dividimos o campeonato em blocos de 5 jogos, nos quais o Flamengo precisava fazer 11 pontos (em cada) para se manter na liderança. Nessa dinâmica, chegaríamos com 40 pontos na parada da Copa. Os níveis de dificuldade dos 3 primeiros blocos eram Fácil, Médio e Difícil e a conclusão citada era:

  • Nos 10 primeiros jogos, tentar fazer 25 pontos e abrir vantagem
  • No Bloco 3, suar para fazer pelo menos 8, chegando a 33;
  • Nos 3 jogos restantes antes da Copa, mais 7 (não perder para o Palmeiras é fundamental) e temos os 40 pontos.

Vejamos o que efetivamente aconteceu:

  • Bloco 1 – São Paulo (f), Inter (c), Vitoria (f), Mirassol (c) e Cruzeiro (c). FÁCIL. 

Começamos muito mal, no bloco teoricamente mais fácil e a ideia de abrir vantagem no início do campeonato não durou duas rodadas: derrota para o São Paulo e empate com o Inter em casa. 5 pontos a menos, crise e demissão (pouco tempo depois) do treinador Filipe Luís. No total, fizemos 7 pontos e temos um jogo a disputar, Mirassol no Maracanã.

  • Bloco 2 – Botafogo (f), Remo (c), Corinthians (f), Red Bull Bragantino (f) e Santos (c). MÉDIO.

Já com Leonardo Jardim, conseguimos 10 pontos no bloco, vencendo os jogos no Rio de Janeiro, inclusive o clássico contra o Botafogo, no Engenhão. Fora de casa, empate com Corinthians e uma apresentação tenebrosa contra o Bragantino. 

  • Bloco 3 –  Fluminense (n), Bahia (c), Atlético-MG (f), Vasco (c) e Grêmio (f). DIFÍCIL.

Melhor fase do time no campeonato: 13 pontos conquistados em 15 possíveis e ainda lamentamos o empate com o Vasco, jogo em que vencíamos por 2x0. No bloco considerado mais difícil até então, apresentações empolgantes que nos levariam à disputa direta pela liderança.

Nesse momento do campeonato, estávamos com 30 pontos em 15 jogos, 4 a menos que o líder, e um jogo a menos, faltando 3 jogos para o recesso da Copa.  O planejamento aqui era de 7 pontos. Veio o empate na Arena da Baixada e o jogo-chave desse primeiro semestre, o confronto direto pela liderança. Vencendo, teríamos a liderança virtual do campeonato.

Infelizmente, a falta de foco do Carrascal, aliada a uma arbitragem que pesou a mão na expulsão do colombiano, minou a boa atuação da equipe até então e o resultado negativo nos colocou, mais uma vez, sete pontos atrás na tabela.

A derrota nesse jogo-chave, aliada à eliminação na Copa do Brasil, trouxeram a primeira brisa de desconfiança ao trabalho do português Leonardo Jardim. A meu ver exagerada, mas tampouco inesperada. A ciranda dos treinadores do Flamengo parece uma instituição independente e há muita gente que acredita que é assim mesmo que tem que acontecer: perdeu, vazou, traz o próximo! Acho que o Flamengo só vai conseguir resolver isso trazendo um treinador incontestável, como a cbf fez com Ancelotti. O que parece é que o clube ainda não tem bala na agulha para um tiro desse calibre.

Em todo caso, a vitória contra o Coritiba e o recesso da Copa do Mundo vai dar um pouco de tranquilidade ao nosso novo treinador. Os olhares agora estão voltados para a diretoria e as possíveis contratações que nos ajudarão a buscar os títulos no segundo semestre. 

O time-base atual é Rossi, Varela, Leo Pereira, Leo Ortiz e Alexsandro; Jorginho, Paquetá e Arrascaeta; Plata, Pedro e Samuel Lino. Com todos disponíveis e nas melhores condições, é um onze muito forte, favorito em qualquer confronto. O que precisamos é, justamente, que consigam encontrar suas melhores versões e que o elenco de apoio esteja à altura, porque vamos precisar dos reservas. Nesse sentido, o único jogador a realmente destacar-se, mantendo-se entre este onze titular sem baixar a qualidade, foi o cria Evertton Araújo. É pouco. Flamengo tem muitos nomes importantes no banco, produzindo aquém do que deveriam. 

A tabela do Brasileirão marca 3 rodadas seguidas após a copa. Chapecoense (f), São Paulo (c) e Inter (f). É para voltar voando e atropelando nesses três jogos, ganhando moral para na busca pelo Decacampeonato Brasileiro e para a decisão da vaga às quartas-de-final da Libertadores, contra o bom time do Cruzeiro.

Vamos, Flamengo!!!

Saudações RubroNegras!!!