Salve, Buteco! Cá estamos novamente, nas profundezas de mais uma Data FIFA, a última da temporada/2025. Data FIFA, hoje, virou sinônimo de abstinência para quem ama o futebol de clubes, na minha opinião, a verdadeira essência do futebol. O futebol de seleções, ao revés, absolutamente inchado, inflado e com muito mais espaço no calendário do que deveria, transformou parte do esporte bretão em um show de artificialismo e agressões à espontaneidade.
Só que hoje o nosso mergulho não pode ser profundo. Precisa ser raso, já que sábado já tem jogo. Os calendários FIFA e CBF são tão complicados que não há espaço para cumprir a regra de não haver jogo no mesmo período que o das seleções, nem mesmo quando falamos da Patroa, a competição mais nobre do Brasil. Então, sábado jogaremos uma partida atrasada da hoje longínqua 12ª Rodada, pois o campeonato já está passou da 33ª.
O elenco rubro-negro teve folga segunda e terça-feira, neste último caso, à exceção de quem precisava fazer trabalhos específicos no Ninho. Eis a programação da semana:
Treino, então, só a partir de hoje pela manhã. As atividades começarão daqui a pouco, as 9:30h. Logo, sempre sob a perspectiva do mergulho raso, vamos falar um pouco sobre bafafá que tomou conta das redes sociais após o início do julgamento de Bruno Henrique pelo STJD.
A horda de palmeirenses enlouquecidos, ao mesmo tempo em que proporciona divertimento, permite algumas reflexões, a primeira delas sobre o verdadeiro precedente aberto pela presidente suína, que simplesmente foi a público defender a punição do jogador adversário.
Bem, isso é, no mínimo, incomum, ao mesmo tempo que prova o quanto a simples ideia do Flamengo conquistar títulos (plural) importantes tira os antis do prumo. Fronteiras da ética são cruzadas e o bom senso é mandado sem cerimônia para a casa do cacete (para não usar uma expressão mais xula).
E quem é anti? Bem, hoje em dia, todo mundo que não é Flamengo, à exceção de uns poucos que se permitem torcer para outros clubes e, ao mesmo tempo, avaliar os fatos envolvendo os rubro-negros com isenção e um mínimo de distância. A essas pessoas, o meu respeito.
Não é o caso, evidentemente, da maioria dos profissionais dos canais esportivos mais importantes do Brasil. Importantes, esclareço, não em conteúdo, mas em visibilidade. E só. Vejam o caso do Sportv, o qual passei a só acessar nos momentos de transmissão de jogos. Ontem ocorreu um episódio curioso: André Rizek (sim, ele!) emitiu uma opinião favorável ao Flamengo no caso Bruno Henrique. No mínimo inusitado.
É claro que teria que vir o contraponto. Só que não foi debatendo o caso. Precisou ser um ataque à instituição Clube de Regatas do Flamengo. E eis que a absolutamente execrável (para mim) figura de Sérgio Xavier Filho começa a bradar que o Flamengo só pensa em seus próprios interesses nas propostas de Fair Play Financeiro.
Análise do conteúdo dessas propostas? Que nada! Torcedores ressentidos com microfone e carteira de jornalista agem dessa maneira. O problema é o protagonismo do Flamengo. Debater COMO apenas o Mais Querido cresceu tanto jamais entra na pauta. O importante é tratar como vítima um clube que tem a CARA DE PAU de propor 92% de deságio para pagar credores.
Por essas (das quais fiquei sabendo pelo Twitter) e outras, não assisto a mais nenhum conteúdo do canal que não seja transmissão de jogos. Prefiro matérias escritas e resenhas com amigos, no Buteco ou em grupos de aplicativos (WhatsApp, Signal, etc.).
Sexta-feira nos veremos no Esquenta.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.

