terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Flamengo x Independiente Del Valle

 

Recopa Sul-Americana/2023 - 2º Jogo (Volta)

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2023, as 21:30h (USA ET 19:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGOSantosVarela, FabríciBrunoDaviLuiAyrtoLucas; Vidal, Thiago Maia, EvertoRibeirDArrascaeta; PedrGabigolTécnicoVítor Pereira.


Independiente Del Valle: Ramírez; Carabajal, Schunke e Garcia Basso; Fernández, Perellano, Alcivar, Faravelli, Sornoza e Beder Caicedo; Lautaro Díaz. Técnico: Martín Anselmi.

Arbitragem: Andrés Matonte, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Nicolás Taran e Matías Soppi, trio da Associación Uruguaya de Fútbol - AUF/Uruguai. Quarto Árbitro: José Burgos (AUF/Uruguai). Quinto Árbitro: Andrés Nievas (AUF/Uruguai). Árbitro de Vídeo (VAR): Andrés Cunha (AUF/Uruguai).  Assistentes VAR 1, 2 e 3: Gustavo Tejera, Richard Trinidad e Leodan González, todos da AUF/Uruguai. Assessor Internacional: Ángel Sánchez (AFA/Argentina). Quality Manager: Juan Cardellino (AUF/Uruguai).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura) e Star+ (Internet streaming).




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Limbo

Christ in Limbo; Fra Angelico; 1441
 
Limbo
substantivo masculino
  1. 1.
    bordo, extremidade.
    • CATOLICISMO
      morada das almas que, não tendo cometido pecado mortal, estão afastadas da presença de Deus, por não haverem sido remidas do pecado original pelo batismo (como, p.ex., as almas ditas justas que viveram antes do advento do cristianismo).
  2. 2.
    FIGURADO
    estado de indecisão, incerteza, indefinição.
    "um projeto ainda no l."
  3. 3.
    ausência de memória; olvido, esquecimento.
    "é um crime deixar uma obra de tanta importância no l."

Salve, Buteco! O Flamengo de Vítor Pereira está no limbo. Nosso treinador português não cometeu o pecado original das férias estendidas, mas seu trabalho nasceu desse fruto e ainda não obteve a remissão, mediante o batismo perante a Nação.

O histórico e inesquecível time de Dorival não mais existe, deixando muitos tristes, porém aquele contexto desapareceu sem reversão - o próprio treinador não está mais no clube e dois jogadores "físicos" partiram, sem reposição.

O Flamengo de Vítor Pereira não é pecado nem virtude, não é razão nem emoção; não é Dorival e nem Vítor Pereira, muito menos a sua maneira; é a escalação antiga com novos conceitos, sem que tenham correta aplicação. É um Flamengo sem identidade e memória, a perfeita descrição do limbo, tão perto do inferno, quanto da elevação.

Os 3 próximos jogos são um tanto perigosos para o nosso atual treinador português, que não pode se perder em hesitação. Amanhã, contra o Independiente Del Valle, no Maracanã, é a mais palpável e concreta chance de batismo e redenção. Seria o segundo título internacional do Flamengo no Maracanã, em toda a História, curiosamente contra o mesmo adversário, contra o qual há três anos alcançamos a glória, mas que na altitude dá muito trabalho, trazendo sempre aflição.

Vasco da Gama e Fluminense oferecerão, da mesma forma, a chance da crisma e a confirmação do batismo pela Nação. O Mais Querido é o maior vencedor da competição, porém não faltam exemplos de queda quando estava prestes a levantar a taça e se sagrar campeão.


Que o Cristo Redentor, com São Judas Tadeu, desça ao Limbo e traga a iluminação, para que o Mais Querido conquiste mais uma taça com a bênção da Nação.


Mister VP tem a menor parcela de culpa, mas ainda assim deve ter coragem para alcançar a expiação. Torço muito pelo nosso treinador e nele deposito minha fé rubro-negra, com todo o meu coração.


Boa semana e SRN a tod@s.



sábado, 25 de fevereiro de 2023

Botafogo x Flamengo

 

Campeonato Estadual/2023 - Taça Guanabara - 9ª Rodada

Sábado, 25 de Fevereiro de 2022, as 18:00h (USA ET 16:00h), no 
Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília/DF.

Botafogo: Lucas Perri; Daniel Borges, Carli, Segovia e Daniel Borges; Tchê Tchê, Patrick de Paula e Gabriel Pires; Lucas Piazon, Victor Sá e Tiquinho Soares. Técnico: Luís Castro.

FLAMENGO: MatheuCunhaMatheuzinho, RodrigCaio, Pablo e Cleiton; Pulgar, ÍgoJesuMatheuGonçalvesMarinho, Mateusão e CebolinhaTécnico: Rui Quinta.


Arbitragem: Tarcízio Pereira Caetano, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Thiago Rosa de Oliveira Espósito e Carlos Henrique Alves de Lima Filho. Quarto Árbitro: Maurício Machado Coelho Junior. Árbitro de Vídeo (VAR): Rodrigo Nunes de Sá.  Assistentes VAR 1 e 2: João Batista de Arruda e Carlos Henrique Cardoso de Souza. Observador de VAR: José Carlos Santiago de Andrade. Quality Manager: Cláudio José de Oliveira Soares. Técnico: Jackson Lourenço Massara dos Santos.

Transmissão: Bandeirantes/Band (TV Aberta) e Bandsports (TV por assinatura).




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Alfarrábios do Melo

DE COUTINHO A JESUS

Esta é a lista de treinadores que conseguiram emplacar ao menos um ano de trabalho ao longo de quase 50 anos de história do Flamengo.

Doze nomes. Boa semana a todos.

Claudio Coutinho (1978 – 1980), 28 meses

Após retornar da Copa do Mundo, reassume o comando do Flamengo, dando continuidade ao processo de montagem iniciado dois anos antes. Intensificando a fórmula de mesclar a talentosa base com jogadores veteranos, faz o time evoluir rapidamente, conquistando um Tricampeonato Estadual e um Brasileiro. Desgastado com a perda do Tetra Estadual, sai antes do auge de uma equipe que conquista o mundo.

2.    Paulo Cesar Carpegiani (1981 - 1983), 20 meses

Com as experiências mal-sucedidas de Modesto Bria e Dino Sani, assume, em caráter interino, poucas semanas após pendurar as chuteiras como jogador. Resgata o legado de Coutinho e consegue fazer a equipe se reencontrar com o bom futebol que parecia perdido. O resultado é espetacular, e em pouco tempo o Flamengo se torna o detentor de todos os títulos possíveis em uma temporada. Mas sua relação com o elenco se deteriora com o tempo e, após as perdas do Estadual e da Libertadores em 1982, torna-se fortemente contestado. Sem conseguir motivar o time, pede demissão no início do Brasileiro 1983, irritado com críticas e vaias.

3.    Sebastião Lazaroni (1985 – 1987), 18 meses

Assume como interino após a demissão de Joubert, e, de maneira um tanto forçada (excesso de lesões), dá início a um forte processo de reformulação no plantel, com intenso uso de jogadores da base e uma filosofia de jogo mais coletivo e intenso. Seu auge se dá com a conquista do Estadual 1986, mas a perda do Brasileiro e os atritos com alguns veteranos minam seu trabalho, que termina após uma sequência ruim no começo da Taça Guanabara 1987.

4.    Carlinhos (1991 - 1993), 18 meses

Chega para acalmar o ambiente, após a controversa passagem de Vanderlei Luxemburgo. Com alguns acertos pontuais, atinge o ponto de equilíbrio de um time que mescla com perfeição a presença de jogadores experientes e a exuberante base campeã da Copa SP de 1990, tudo sob a liderança do experiente Júnior. É campeão Estadual e Brasileiro, mas a saída de jogadores importantes e a troca de comando da Diretoria após as eleições presidenciais lhe fazem perder prestígio. Acaba saindo após o mau início na Libertadores.

5.    Vanderlei Luxemburgo (2010 – 2012), 15 meses

Assume como “bombeiro”, para salvar o time da real ameaça do rebaixamento, num dos anos mais tumultuados da história do clube. A duras penas, consegue evitar o desastre. No ano seguinte, com um elenco consideravelmente superior (comandado pelo astro Ronaldinho Gaúcho), emplaca o Estadual invicto e chega a disputar o título brasileiro na primeira metade da competição. Mas problemas estruturais corroem o trabalho, e no início de 2012 entra em rota de colisão com vários jogadores. Sem respaldo, acaba perdendo o emprego, em desfecho semelhante ao que ocorrera em 1995, com Romário.

6.     Zagalo (1984 – 1985), 14 meses

A traumática eliminação do Brasileiro custa a cabeça de Claudio Garcia. Experiente, Zagalo assume um elenco fortíssimo, com a proposta de simplificar o esquema de jogo, tornando-o ainda mais competitivo, e fazer um ou outro ajuste. Mas, apesar de manter o time como protagonista, fracassa na Libertadores e no Estadual. No ano seguinte, começa a renovar o time, mas a vexaminosa eliminação do Brasileiro, mesmo com Zico de volta, significa o fim. A passagem sem títulos se revela fatal para os planos de retorno à Seleção Brasileira.

7.     Ney Franco (2006 – 2007), 14 meses

Chama a atenção à frente do modesto Ipatinga, eliminado pelo próprio Flamengo das Semifinais da Copa do Brasil (após passar por Botafogo e Santos) de forma dramática. Chega para o lugar de Waldemar Lemos, demitido por “problemas internos” e se sai muito bem na fogueira da Final da Copa do Brasil, ganhando o título contra o Vasco. É marcado pela indicação de vários jogadores com quem trabalhara no Ipatinga (a jocosamente denominada “República do Pão de Queijo”). Termina de forma digna o Brasileiro, mas a eliminação precoce da Libertadores 2007 acentua a já crescente onda de críticas. Conquista, sem brilho, o Estadual, mas o desastroso início do Brasileiro é fatal. Seu principal legado é a introdução do esquema de “alas”, que seria aprimorado pelo sucessor, Joel Santana, e sua “Tropa de Elite”.

8.     Zé Ricardo (2016 – 2017), 14 meses

Recomendado pelo título da Copa SP, é içado ao comando do time principal após os problemas de saúde de Muricy Ramalho. Implementa um esquema simples, de fácil execução, e em poucos jogos organiza o time, o que o antecessor não conseguira em quase um semestre. De forma surpreendente, chega a disputar o Brasileiro, o que ergue seu prestígio às alturas. No ano seguinte, tenta (sem sucesso) arejar a forma de jogar do time, mas, apesar da conquista invicta do Estadual, é ferido de morte com a eliminação na Primeira Fase da Libertadores. Não consegue lidar com a lesão do principal jogador do time, Diego, e com a péssima fase de alguns jogadores, que hesita em barrar, o que gera muita reclamação da torcida, que contesta seus critérios de escalação. Cai na última rodada do primeiro turno do Brasileiro, após oscilar por toda a competição.

9.    Claudio Coutinho (1976 – 1977), 12 meses

Profissional conceituado, com experiência em outros clubes como preparador físico e supervisor, chega ao Flamengo com a missão de iniciar um trabalho a longo prazo, com ênfase no aproveitamento dos jogadores da base. Logo consegue trazer protagonismo ao time, que, após dois anos, volta a disputar o título do Estadual. No final de 1977, licencia-se para assumir a Seleção Brasileira para o preparo e a disputa da Copa do Mundo, dando lugar a Jayme Valente.

      Zagallo (2000 – 2001), 12 meses

Experiente, é tido como o nome ideal para lidar com um elenco cheio de medalhões, e buscar o tri estadual no ano seguinte. O cartão de visitas é exuberante, um 4-0 no Vasco logo na estreia. No ano seguinte, apesar dos graves problemas enfrentados (elenco desunido, salários atrasados, falta de estrutura), consegue mobilizar os jogadores para a conquista, de forma espetacular, do almejado Tricampeonato. Na esteira, emplaca a Copa dos Campeões, que dá vaga para a Libertadores. Contudo, a realidade se mostra cruel no Brasileiro e o Velho Lobo não consegue tirar uma equipe desmotivada da Zona do Rebaixamento. Ironicamente, o time voa na Copa Mercosul. Mas Zagallo acaba demitido nas rodadas finais do Brasileiro, quando o rebaixamento parece iminente.

      Jorge Jesus (2019 – 2020), 12 meses

O português se interessa em trabalhar no Brasil, e passa a assistir a alguns jogos, dizendo-se receptivo a propostas. As conversas com outros clubes não evoluem, e Jorge Jesus acaba no Flamengo, em lugar do contestado Abel Braga. Após início instável, Jesus consegue equilibrar um time repleto de jogadores de primeira linha e transforma o Flamengo em uma verdadeira máquina de jogar futebol. O resultado é a mais devastadora sequência de títulos desde a Era Zico. Pouco depois de renovar o contrato (num processo atribulado), aceita proposta do Benfica-POR e deixa o clube, amealhando a inacreditável marca de ter juntado mais troféus que derrotas.

      Joel Santana (1996), 11 meses

Não chega a passar 12 meses no cargo, mas integra a lista por ter comandado o Flamengo por uma temporada completa. Chega em 1996 credenciado pela ótima temporada à frente de um limitado Fluminense e pela conhecida boa relação com Romário. Joel consegue manter sob controle o difícil e estrelado plantel rubro-negro e, em resposta à decepção do Centenário, crava a conquista do Estadual, de forma invicta. Em todo o primeiro semestre, registra apenas uma derrota, o que faz do time candidato ao Brasileiro. No entanto, o já usual entra e sai de jogadores da época força a remontagem do time, que, mesmo de qualidade inferior, ainda é forte e ocupa as primeiras posições. Mas, após uma mal explicada “sondagem de um clube japonês”, Joel perde prestígio com o elenco, que cai vertiginosamente de rendimento e termina o ano de forma melancólica.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

O preço que se paga


 

Para tudo na vida há um preço. Seja as suas ações ou as ações que você deixa de fazer. Flamengo um clube dito com "o melhor elenco do país quiçá do continente" está em frangalhos por causa destas ações e inações do seu ultra amador Departamento de Futebol, o tal que concede férias de 60 dias aos "meninos" porque não quer magoá-los. 

"Ah! Mas ele ganhou muita coisa! Seu ingrato!". Sim. Mas graças ao Financeiro que vem sendo conduzido de forma admirável no Flamengo desde 2013, diga-se. Talvez o único setor hoje no Flamengo realmente profissional e diferenciado. O que impede que mais loucuras sejam feitas por quaisquer outros setores do clube. 

O Flamengo hoje paga o preso a cegueira tática e técnica da galera amadora que escolhe comissão técnica. Não tem a vaga ideia do perfil do elenco que eles mesmos montaram, então escolhem técnico como se girassem a roda do bingo e lá saísse um nome. Para um elenco que tem hoje um perfil de jogo que tende a afunilar as jogadas de ataque, especialistas em movimentação e troca de posições,  escolheram justamente um técnico posicional de jogo aberto. Para um elenco sem velocidade de arranque, escolheram um  que faz marcação baixa a média pressão. O que explica a quantidade de gols dos adversários que estamos tomando ultimamente. 

Como já dito várias vezes, temos um inacreditável preparador de goleiros egresso do sub20 treinando Santos e afins. O que pode explicar sua total decadência técnica neste ano. Flamengo tem que ter os melhores profissionais, mas para quem controla o futebol profissional isto é o de menos. Tem que acomodar indicações, parceiros, sub20, sobras, etc. Como um clube bilionário se dá o luxo de seu futebol ser administrado pior que uma padaria de bairro?

Mas, claro. Ganhou títulos. Montou um elenco forte. Sim, por um milagre do destino em 2019 um grande elenco foi montado, graças as condições financeiras excepcionais deixadas para isto e a sorte de Jorge Jesus estar disponível. Mas é aquilo. É necessário que esta gestão deixasse um legado de profissionalização no futebol para que este regularmente funcionasse direito apesar dos políticos da vez no clube. Não será assim. Receio o que será o Flamengo pós-Landim com seus múltiplos acordos políticos com toda a turma que deixou o Flamengo terra arrasada com Patrícia Amorim. Eles todos estão lá sob o guarda-chuva do Landim, que, político profissional, conseguiu criar um clima sem oposição na Gávea. Mas ele irá sair em breve. Não tem mais reeleição para ele. Então tudo pode ocorrer. O mais provável é que volte a ser o que era antes. Esculhambação em todos os níveis, particularmente no futebol. Contratações escalafobéticas. Depois o dinheiro começa a faltar. Brigas internas e vexames. Trazendo "o Flamengo de volta". Deles. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Reversibilidade


Reversibilidade
substantivo feminino
  1. qualidade, atributo do que é ou pode ser revertido.
    • FÍSICA
      propriedade de determinados processos de poderem ser revertidos ao estado anterior, após terem sido submetidos a uma série de mudanças quando se revertem as variáveis que definem o estado.
    • DIREITO
      qualidade do que é passível de reversão.

Salve, Buteco! O resultado de ontem é reversível. Aliás, plenamente reversível. Contudo, é um exercício interessante analisar se o processo de decadência do quarteto e do time que venceu as Copas no ano passado pode ou ou não ser revertido.

No primeiro tempo, vi evolução no time jogando com bloco baixo, isso porque, basicamente, o Independiente Del Valle não finalizou contra a nossa meta. Não é, portanto, evolução em qualidade de jogo, mas simplesmente em se defender abaixando as linhas contra um adversário com bem mais posse de bola, ainda que se possa ponderar que, com os três da frente praticamente não voltando para marcar, essa formação não tenha futuro promissor.

Ainda nos 45 minutos iniciais, o Flamengo criou duas chances de gol (David Luiz e Gabigol), nas quais, se houvesse finalizado um pouco melhor, poderia ter aberto o placar. Faltou criação e escape (contra-ataque), mas houve organização em como o time se postou dentro de campo. Foi um primeiro tempo "bem meia boca", mas aceitável, dado o histórico da temporada até aqui e o contexto da altitude.

Era previsível que os anfitriões se lançassem ao ataque exercendo forte pressão na etapa final, o que efetivamente aconteceu desde o primeiro minuto de jogo. É aqui que as críticas mais fundamentadas podem ser feitas ao nosso treinador, omisso em relação ao trio da frente.

Pode-se falar o que quiser de Everton Ribeiro quanto a idade ou oscilação na qualidade das atuações, mas não da entrega às funções defensivas. Logo, de imediato, não é o problema mais urgente do chamado quarteto, nem mesmo em uma noite absolutamente apagada, como a de ontem.

O time, que já não ia bem e era bastante pressionado, perdeu muito com a saída de Pedro, muito pela opção do treinador. Foi salutar a intenção de dar mais combatividade ao time, porém péssima a ideia de ceder ainda mais campo ao Del Valle. 

O Flamengo tinha pouca posse de bola, mas ainda conseguia conter os avanços do Del Valle com jogadores que potencialmente ofereciam algum perigo no contra-ataque. Era o caso de Pedro, mas não era o de Arrascaeta, com seus passos curtos, como se jogasse de espartilho. O jogo pedia mais de uma alteração e não deixar o time com um a menos, devido à peça 100% nula, que foi o uruguaio.

Dentro desse contexto, o treinador também demorou a colocar Everton Cebolinha na partida. Aliás, o Cebola criou duas boas jogadas, finalizando bem a gol. O jogo pedia a sua entrada bem antes, mas muito antes mesmo...

Vítor Pereira é o menor culpado pelo que está acontecendo. Nunca vi, no Flamengo, um planejamento tão esculhambado, um verdadeiro recorde de irresponsabilidade do vice-presidente de futebol e do presidente que o deixa, assim como os jogadores, fazerem o que bem quiserem no Flamengo, transformando o setor na verdadeira "Casa da Mãe Joana".

O português, entretanto, precisa tomar muito cuidado com a reversibilidade, não a do placar da próxima terça-feira, mas do desgaste e da perda de credibilidade. Treinadores caem no Flamengo quando a situação se torna irreversível. Não em nível de recuperação em campeonatos, mas de confiança em que possam lidar com a situação.

Ser omisso não lhe ajudará em absolutamente nada. O momento pede coragem. E se for o caso, que caia atirando e não com omissão e covardia.

Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Independiente Del Valle x Flamengo

 

Recopa Sul-Americana/2023 - 1º Jogo (Ida)

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2023, as 21:30h (USA ET 19:30h), no Estádio Banco Guayaquil, em Amaguaña, distrito de Quito, Equador.


Independiente Del Valle: Ramírez; Carabajal, Schunke e Garcia Basso; Fernández, Perellano, Faravelli, Sornoza 
e Beder Caicedo; Lautaro Díaz e Kevin Rodríguez. Técnico: Martín Anselmi.

FLAMENGOSantosVarela, FabríciBrunoDaviLuiAyrtoLucas; Vidal, Thiago Maia, EvertoRibeirDArrascaeta; PedrGabigolTécnicoVítor Pereira.


Arbitragem: Piero Maza, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 José Retamal e Cláudio Urrutia, trio da Federación de Fútbol Chilena - FCF. Quarto Árbitro: Cristian Garay (FCF/Chile). Quinto Árbitro: Miguel Rocha (FCF/Chile). Árbitro de Vídeo (VAR): Juan Lara (FCF/Chile).  Assistentes VAR 1, 2 e 3: Rodrigo Carvajal (FCF/Chile), Eduardo Cisternas (FCF/Chile) e Juan Soto (FVF/Venezuela). Assessor Internacional: Fred Orellanos (FPF/Peru). Quality Manager: Patrício Polic (FCF/Chile).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura) e Star+ (Internet streaming).