sábado, 31 de dezembro de 2016
Feliz Ano Novo
Feliz Ano Novo para todos os grandes amigos do Buteco!
Que 2017 seja um ano de conquistas e glórias!
Já podemos dizer que iniciamos 2017 com o pé direito após o gol de placa revelado ontem pelo Marketing! Excelente patrocínio que conseguimos e tem tudo para ser uma parceira muito vitoriosa!
Parabéns Flamengo, parabéns Carabao!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Que 2017 seja um ano de Glórias!
Irmãos rubro-negros,
o ano de 2016 chega ao fim. Um ano de contrastes: eliminações vexatórias em competições mata-mata, mas uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, a melhor desde 2009.
É pouco? Sim, muito pouco para a grandeza do Flamengo e os anseios da torcida.
A sensação, porém, é de que começaremos 2017 muito melhor que 2016.
Gol, zaga e meio de campo estão mais qualificados. Não se trata somente de opinião; basta comparar os nomes.
Não há dúvida, porém, de que faltam ainda ao menos três a quatro bons jogadores para tornar nosso elenco realmente competitivo.
A interrogação, além da formação do plantel, fica por conta da capacidade do Zé Ricardo e de sua comissão técnica em conduzir o Flamengo ao patamar que a sua estrutura, a paixão de sua torcida, a mística de sua camisa e os recursos disponíveis requerem.
Por falar em estrutura, eu diria que 2016 foi, talvez, o ano mais importante da história do Flamengo em décadas.
Finalmente, o Flamengo contará com as melhores condições possíveis para desenvolver todo o potencial do seu futebol profissional.
Não é pouca coisa, amigos.
Não é pouca coisa, amigos.
Tudo começa pela estrutura. Se almejamos o Flamengo crescendo com constância e solidez, a construção de uma estrutura moderna e eficiente é o ponto de partida, a premissa fundamental.
Além do término do CT dos profissionais, da parceria com a Exos, do investimento em fisiologia, preparação física, medicina e fisioterapia, a diretoria, embora com doze meses de atraso, costurou um providencial acordo com a Portuguesa, para que o Flamengo utilize o Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, como seu estádio, uma verdadeira panela de pressão rubro-negra.
Pode-se mencionar também a parceria com a maior consultora em divisão de base da Europa, o que certamente trará muitos frutos em futuro próximo ao clube.
A Gávea tem recebido melhorias, como a piscina Myrtha e a tão aguardada aprovação para a construção do nosso ginásio, cujas obras devem começar no primeiro semestre do ano que vem.
Dentro da esfera política, após se envolver, sobretudo em 2015, numa série de brigas e desgastes alheios aos interesses mais prementes do Clube de Regatas do Flamengo, a diretoria parece ter encontrado o necessário equilíbrio entre as suas aspirações de moralizar o futebol brasileiro e a indispensável atenção a ser dada ao nosso próprio quintal.
Exemplo cabal disso é a postura firme de não assinar o contrato de renovação da transmissão televisiva do Campeonato Carioca. O orçamento elaborado para 2017 sequer contempla essa verba, o que demonstra a firmeza da decisão tomada.
Outro exemplo é o próprio acerto com a Portuguesa, sinalizando para todos que o Flamengo não pretende mais ser a vaca leiteira. Os parasitas que vivem da exploração imoral do Maracanã terão de buscar outras tetas.
Outra medida louvável: o fim da excrescência chamada "zona mista", um eufemismo para escamotear a preocupação excessiva com o aspecto financeiro em detrimento do esportivo, e que representava, a par disso, um enorme desrespeito ao torcedor rubro-negro, que não goza, nem de longe, do mesmo tratamento quando o Flamengo joga como visitante.
Então, na minha modesta opinião, há muita coisa boa sendo feita no Flamengo.
Então, na minha modesta opinião, há muita coisa boa sendo feita no Flamengo.
A questão, porém, é a seguinte: chegou a hora de colher os frutos dentro de campo. A própria diretoria criou condições para que o Flamengo pratique o futebol com excelência.
Em nível nacional, e até mesmo continental, o Flamengo posiciona-se como o gigante que despertou, passando a atrair todas as atenções e trazendo, para si, as melhores expectativas de sua fanática torcida, a maior e melhor do mundo.
O torcedor do Flamengo não aceitará mediocridade, comodismo, indiferença, falta de brio.
Como ainda restam quinze dias, vou aguardar o reinício dos trabalhos para opinar sobre o planejamento para 2017, notadamente a tão necessária qualificação do elenco.
Uma coisa, contudo, é certa: seja o planejamento certo ou errado, bom ou ruim, o que servirá de critério principal para avaliação do trabalho da diretoria em 2017 serão os títulos.
Como ainda restam quinze dias, vou aguardar o reinício dos trabalhos para opinar sobre o planejamento para 2017, notadamente a tão necessária qualificação do elenco.
Uma coisa, contudo, é certa: seja o planejamento certo ou errado, bom ou ruim, o que servirá de critério principal para avaliação do trabalho da diretoria em 2017 serão os títulos.
O momento é de fazer e acontecer. Disputar e conquistar títulos.
Alcançar novas vitórias, escrever novas páginas de glórias, contribuir para a continuidade vencedora da história do Clube de Regatas do Flamengo.
Este é o maior desafio que se apresenta ao clube a partir do ano que vem: vencer no campo.
Eu disse maior desafio, mas não o único, porque o Flamengo sempre tem liças a disputar, seja no campo, na voz das arquibancadas, nos bastidores e escritórios da política.
Eu disse maior desafio, mas não o único, porque o Flamengo sempre tem liças a disputar, seja no campo, na voz das arquibancadas, nos bastidores e escritórios da política.
E é muito bom que seja assim.
O gigantismo do Mais Querido, se por um lado atrai o respeito e o temor dos adversários (alguém duvida disso? Todos os clubes procuram ombrear com o Flamengo; nossos adversários, bem como parcela arco-irista da imprensa, sempre deixam evidente, com o seu incontrolável recalque, a grandeza do Flamengo), por outro nos impõe obstáculos e brigas em situações nas quais para outros as portas são abertas.
Ser Flamengo é isso, é ser forte na adversidade.
Amigos, finalizando este humilde post, o meu derradeiro em 2016, quero desejar a todos vocês, leitores, comentaristas, colunistas e à querida administração do Buteco do Flamengo, os melhores votos para 2017.
E que o nosso tão querido e amado Flamengo conquiste ano que vem muitas e inesquecíveis glórias.
Nosso sofrido coração merece. E o clube também.
...
Abraços e Saudações Rubro-Negras.
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
2016/17
O ano 2016 vai se encerrando. Fatídico sobre n aspectos, políticos, sociais, artísticos, etc. Ainda segue aumentando sua coleção de desastres e más notícias, como um gigante de ferro, sem emoção, arrastando uma corrente ligada a uma grande bola de aço, enorme e pesada, em que sai espinhos agudos e mortais de titânio deixando um rastro de destruição pelo caminho. Se ele irá parar em 2016 não sabemos, mas as cruzes vão se acumulando a beira da estrada. Choques políticos, atentatos terroristas, recessão profunda e cruel, estados insolventes. Nem a brava Princesa Leia resistiu a este 'raio da morte'.
Mas ficamos nós, ainda vivos, sobrevivendo a este cenário nebuloso, mal sabemos como. E rezando para não chegar a nossa vez de ser esmagado por este gigante desalmado, que não se comove por apelos desesperados e lamentos.
E o Flamengo em 2016? Bem, acho que a melhor sensação para qualquer fim de ano, é a percepção que você está saindo dele melhor que entrou. Este ano impediu que a maioria da população brasileiras, instituições públicas e privadas, tivessem esta sensação. Prejuízos, falências, lojas fechadas, dívidas crescentes, a maioria vê o final do ano com a preocupação do próximo, tentando ficar fora do caminho do "gigante". Mas o Flamengo não. O Flamengo terminará 2016 melhor que começou. Sim. Financeiramente, administrativamente, patrimonialmente, o Flamengo se tornou um clube de enorme valor, pois está no caminho certo para se tornar cada vez maior. E se tornando forte, compra brigas contra Federações tacanhas, criadas para servir a um modelo arcaico de conveniência política e econômica de pessoas sem menor preparo ou vocação para esta função, mas que se valem de pesos e contrapesos de barganha e pressão econômica e esportivas através de regulamentos enviesados que não resistiriam a ações na Justiça Comum, mas, conforme um golpe regimental cafajeste e, talvez, ilegal, os clubes são impedidos de buscar a lei do país para resolver pendências jurídicas em relação a Federações, conforme ordenação da FIFA. Federação maculada.
E porque digo que o Flamengo chega ao fim melhor do que entrou? Temos o CT profissional pronto. Construído. É a realização de um sonho. Ao menos meu. O que pode alçar ao clube a um patamar real de ser objeto de desejo de jogadores interessados em evoluir na carreira, não apenas pensando no lado financeiro, e sim, em treinar e se reforçar em estrutura que lhe permite avanço técnico e fisiológico, mantendo-o fisicamente e tecnicamente em alto nível a maior parte do tempo. E não é só isto, a comunicação do clube melhorou substancialmente com a chegada do Ricardo Taves e cia, vinda do Corinthians, tivemos a chegada de um novo VP de Marketing, Daniel Orlean, que já entrou em sintonia com a equipe dirigente do Flamengo e vem elencando projetos e patrocínios. Tivemos na Gávea a implementação da piscina Mirtha, de uma nova sala de jogos e revitalização de outros espaços, criando um espaço social melhorado para os associados. Aprovação do projeto da Areninha, pagamento da dívida do Romário, acerto com Ronaldinho, da dívida do Plaza, enfim, vários esqueletos foram devidamente enterrados no cemitério. Flamengo deu um passo para gerir seu próprio estádio, alugado da Portuguesa da Ilha e segue firme no embate pelo Maracanã. A equipe dirigente parece cada vez mais coesa, sem demonstrar que haja divisão ou grupo chefiado por alguém mais carismático que pode querer sair a qualquer momento, arrastando parte do corpo dirigente consigo. O Flamengo se demonstra forte externamente e internamente. Profissionais gabaritados e de primeira linha sustentam esta estrutura.
E o futebol, tão condenado, termina também melhor que entrou. O nível do elenco melhorou bastante, o trabalho fisiológico e médico deu um enorme salto qualitativo. Conseguimos classificação para a Libertadores, mesmo com uma comissão técnica discutível e fazendo jogos "em casa" em vários estádios em diferentes locais. As equipes sub cansaram de ganhar títulos e parecem revelar bons jogadores para o futuro. Flamengo, apesar de precisar de reforços pontuais, conseguiu uma base de elenco boa para iniciar 2017. Até forte em termos nacionais, e caso fosse bem treinada, poderia até obter sucesso na Libertadores. Temos um meio forte no elenco, embora mal escalado, atacante titular de Seleção, um bom goleiro, boa zaga e bons laterais. O caso é que a situação como está agora permite pensar que poderia sim, até ganhar o título na Libertados, não apenas "se classificar na parte de grupos". Desde que, evidentemente, a comissão técnica finalmente saísse de seu casulo mono-esquemático de encaixe de jogador plugin e o Departamento de Futebol, e Dirigentes envolvidos, se convencessem que só participar não é o bastante, ambição esportiva é mais importante. O que continua, infelizmente, uma grave lacuna nesta gestão atual.
Meu desejo para todos e ao próprio Flamengo, é que terminem 2017 melhores que entraram. Que cheguem ao fim do ano que vem, olhando para trás, com orgulho de suas conquistas e realizações. Desejos estes extensivos a toda família e pessoas queridas de vocês.
Abraços a todos. Feliz ano novo.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Analisando os brasileiros na Libertadores 2017
Bom dia amigos do Buteco,
nesse final de ano sem futebol, ficamos nos entretendo com especulações de jogadores que o Flamengo pode ou não contratar, quem vai sair, etc.
Até aqui de reforço definido e sacramentado, apenas o lateral esquerdo peruano Miguel Trauco, porém com ainda 2 semanas para o final das férias, temos tempo.
E como estão indo os outros brasileiros classificados para a Libertadores 2017 até aqui?
O Palmeiras é o que tem aparecido mais no noticiário, o que faz sentido pois são os atuais campeões brasileiros, são o clube do momento.
Trouxeram o meia venezuelano Alejandro Guerra, estão supostamente em negociações avançadas com o volante Felipe Melo além de terem contratados jovens como Raphael Veiga do Coritiba, Hyoran da Chapecoense e um dos destaques do último brasileiro jogando pelo Santa Cruz, o atacante Keno.
Porém me parece pouco enfatizado que apesar de todo esse investimento, eles perderam duas peças chave no sucesso obtido em 2016, o treinador Cuca, substituído pelo promissor Eduardo Batista, e o melhor jogador da equipe, o atacante Gabriel Jesus.
Vejo o Palmeiras forte mas no mesmo nível de 2016, até aqui.A chave pra eles será como o novo treinador se portará.
Um time que discretamente parece fazer excelente janela de contratações é o Santos.
Não perderam ninguém relevante do time do 2 semestre e adicionaram dois jogadores importantes para o ponto fraco da equipe, o bom zagueiro Cléber, antigo alvo do Flamengo, e o volante Leandro Donizete, ex Atlético MG (ainda não oficial).
Se o meia Lucas Lima voltar a forma de 2015, com um sistema defensivo melhorado e bons jogadores na frente, o Santos passa a impressão que pode fazer um ótimo ano de 2017 e ser um dos candidatos a vencer a Libertadores.
Outro brasileiro classificado para a edição 2017 do principal torneio sul americano é o Atlético MG, jogando sua quarta Libertadores consecutiva.
A equipe colecionou atacantes de nome em 2016 mas mostrou um time desequilibrado e problemas graves na defesa.
Até aqui parece ter caminhado na direção certa ao trocar o inconstante e previsível treinador Marcelo Oliveira pelo mais estabelecido dos treinadores da nova geração, o bom Roger Machado.
Além disso, contratou o zagueiro Felipe Santana, bom jogador mas que vem de muitas lesões, sem falar de outros menos votados como o lateral esquerdo Danilo Barcelos, ex América MG.
O Atlético ainda perdeu dois volantes, Junior Urso e Leandro Donizete, o que indica que a posição deve ser uma prioridade da equipe nessa próxima janela.
Vejo a troca de treinador como a grande sacada do Atlético para 2017, talvez com 2 reforços pontuais, um volante e um meia armador, possam fazer uma boa temporada, mas ainda tem trabalho por fazer.
O campeão da Copa do Brasil, o Grêmio, não fez nenhuma movimentação relevante no mercado até aqui, fora a renovação de contrato do treinador Renato Gaúcho e a chegada do volante Michel, do campeão da Série b de 2016, Atlético-GO.É pouco e imagino que até o começo da Libertadores o Grêmio ainda fará diversas movimentações no mercado.
O campeão da Copa do Brasil, o Grêmio, não fez nenhuma movimentação relevante no mercado até aqui, fora a renovação de contrato do treinador Renato Gaúcho e a chegada do volante Michel, do campeão da Série b de 2016, Atlético-GO.É pouco e imagino que até o começo da Libertadores o Grêmio ainda fará diversas movimentações no mercado.
O Botafogo fez a grande contratação do futebol carioca até aqui, trazendo o meia atacante Montillo, que estava no futebol chinês, e manteve o bom e promissor treinador Jair Ventura, além do meia Camilo, destaques da equipe na surpreendente campanha do brasileiro de 2016.
Porém perderam o ótimo goleiro Sidão, que foi jogar no São Paulo, e ficarão por mais alguns meses sem o goleiro Jefferson, que passou por nova cirurgia. Para suprir a lacuna na posição, o Botafogo contratou o goleiro Gatito Fernandez que fez bom brasileiro no gol do Figueirense.
O Botafogo ainda perdeu o bom lateral esquerdo Diego Barbosa, que foi jogar no Cruzeiro, e o atacante Neilton, contratado pelo SP.
Até aqui, apesar da contratação de impacto do Montillo, acho a janela do Botafogo ruim e vejo como improvável uma campanha longa na Libertadores.
O Atlético Paranaense é outro brasileiro classificado para a Libertadores 2017 e teve pouca movimentação no mercado até aqui. Vendeu o volante Hernani ao Zenir da Rússia e trouxe os veteranos Jonathan, lateral direito de passagem discreta pelo Fluminense, e o centroavante Grafite.
Parece pouco e o CAP é outro time que precisa de mais reforços para sonhar com uma boa temporada de 2017.
O último brasileiro classificado é a Chapecoense.Por motivos óbvios, será a equipe mais modificada e nem faz muito sentido fazer qualquer análise no momento pois terão que literalmente reconstruir o departamento de futebol do zero.
Até aqui, e sendo certo que temos muitos negócios ainda em andamento em todas as equipes, portanto esse panorama vai mudar até a Libertadores começar, vejo Palmeiras e Santos ligeiramente a frente do Flamengo que por sua vez também está um pouco a frente de Atlético MG e Grêmio, sendo esses os brasileiros que imagino terão chance de disputar o título sul americano em 2017.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
2013 x 2016
Salve, Buteco! Ainda no aguardo da definição do elenco de 2017 (dispensas, negociações e contratações/reforços), andei refletindo a respeito das duas melhores temporadas até o momento entre as duas gestões de Eduardo Bandeira de Mello, tomando-se por referência os resultados no futebol - 2013 e 2016. Em ambos os casos, houve a conquista de uma vaga na fase de grupos da Libertadores, com a diferença de que em 2013 isso decorreu por via da conquista de um título nacional - Copa do Brasil. Já em 2016, como é notório, a conquista da vaga se deu com a repetição da campanha de 2007 no Campeonato Brasileiro, com a conquista do terceiro lugar logo atrás do vice-campeão Santos, dessa vez atingindo o recorde de pontos ganhos em toda a história das campanhas do Mais Querido na era dos pontos corridos.
Foram duas temporadas bem diferentes e acho que as duas equipes têm características opostas. Enquanto o time de 2013 se caracterizava por conseguir jogar na base do "abafa" e pressionar muito os adversários com o mando de campo, o time de 2016 tem menos poder ofensivo, porém maior capacidade de trabalhar a bola e talvez seja, na história do clube, um dos times com mais sucesso na condição de visitante.
Resolvi então propor uma comparação individual entre os jogadores dos times titulares de 2013 e 2016, porém não levando em conta toda a carreira de cada atleta, mas tão somente a qualidade do futebol apresentado com a camisa do Flamengo nos respectivos anos - 2013 e 2016. É só uma brincadeira, mas o objetivo é levar a uma reflexão a respeito do tipo de reforço que o elenco atual precisa para agregar um pouco das características do time de 2013, sem, claro, perder o que tem de positivo do time de 2016.
Por exemplo, para deixar bem claro, ao compararmos os centroavantes, a proposta não é comparar as evidentemente díspares carreiras do Hernane Brocador e do Guerrero, mas sim quem jogou mais bola com o Manto Sagrado nessas específicas duas temporadas: Brocador em 2013 ou Guerrero em 2016? Por sinal, talvez essa seja uma das comparações mais difíceis, dadas as diferenças entre os contextos - características dos atletas, das respectivas funções táticas nas equipes e das próprias competições.
Mãos a obra então. Quem jogou mais bola com o Manto Sagrado?
1) Felipe (2013) x Muralha (2016)
2) Léo Moura (2013) x Pará (2016)
3) Chicão (2013) x Réver (2016)
4) Wallace (2013) x Rafael Vaz (2016)
5) André Santos (2013) x Jorge (2016)
6) Amaral (2013) x Márcio Araújo (2016)
8) Elias (2013) x Willian Arão (2016)
10) Carlos Eduardo (2013) x Diego (2016)
7) Luiz Antonio (2013) x Gabriel (2016)
11) Paulinho (2013) x Everton (2016)
9) Hernane Brocador (2013) x Guerrero (2016)
E os treinadores? Jayme de Almeida (2013) ou Zé Ricardo (2016)?
E os treinadores? Jayme de Almeida (2013) ou Zé Ricardo (2016)?
A bola está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
sábado, 24 de dezembro de 2016
Cartinha para o Papai Noel
Querido Papai Noel,
Oi, meu nome é Bruno, tenho 42 anos e sou Flamengo.
Sei que está um pouco em cima da hora, já é dia 24, mas nunca é tarde para o bom velhinho, né? Nesse ano que está acabando, eu fui muito obediente, aceitei sem reclamar muito as eliminações, algumas vexatórias, do time no Carioqueta, na Primeira Liga, na Copa do Brasil e na Sul-americana. Não cornetei quase quando ficamos praticamente sem zagueiros e tivemos que apelar para o retorno do César Martins, segundo melhor goleiro do elenco e que estava treinando separado. Chiei pouco pelo fato de que não tivemos uma casa fixa para jogar em 2016, viajamos mais que comissário de bordo e quase não atuamos no Rio de Janeiro. Pelo menos o senhor deu uma solução para os próximos anos, mesmo que paliativa, com o estádio da Portuguesa na Ilha.
Eu só tenho um pedido para o senhor, eu quero títulos. Conquistamos a Copa do Brasil em 2013, o Estadual de 2014 e só. Muito pouco para uma equipe com a grandeza do Flamengo. Sim, eu sei que temos hoje um elenco muito mais qualificado que aquele que começou o ano, que brigamos pelo Brasileiro quase até o final. Precisamos de mais umas três ou quatro peças e, pelo que eu tenho lido, o senhor parece que está providenciando. O conterrâneo do Guerrero já chegou para fazer sombra ao Jorge, o Rômulo também deve vir para, quem sabe, assumir a posição mais controversa do time nos últimos anos. Faltam ainda um ou dois jogadores de lado de campo, de preferência com "cheiro de gol". Mas não me venha com brilharecos de meia temporada em times pequenos, tá? Quero cara que não sinta o peso do manto rubro-negro que é mais pesado que esse seu casacão vermelho.
Deixarei o potinho de leite para o Rudolph do lado da porta junto com seus biscoitos.
Tenha uma ótima noite de entrega dos presentes...
Saudações rubro-negras!!!
Oi, meu nome é Bruno, tenho 42 anos e sou Flamengo.
Sei que está um pouco em cima da hora, já é dia 24, mas nunca é tarde para o bom velhinho, né? Nesse ano que está acabando, eu fui muito obediente, aceitei sem reclamar muito as eliminações, algumas vexatórias, do time no Carioqueta, na Primeira Liga, na Copa do Brasil e na Sul-americana. Não cornetei quase quando ficamos praticamente sem zagueiros e tivemos que apelar para o retorno do César Martins, segundo melhor goleiro do elenco e que estava treinando separado. Chiei pouco pelo fato de que não tivemos uma casa fixa para jogar em 2016, viajamos mais que comissário de bordo e quase não atuamos no Rio de Janeiro. Pelo menos o senhor deu uma solução para os próximos anos, mesmo que paliativa, com o estádio da Portuguesa na Ilha.
Eu só tenho um pedido para o senhor, eu quero títulos. Conquistamos a Copa do Brasil em 2013, o Estadual de 2014 e só. Muito pouco para uma equipe com a grandeza do Flamengo. Sim, eu sei que temos hoje um elenco muito mais qualificado que aquele que começou o ano, que brigamos pelo Brasileiro quase até o final. Precisamos de mais umas três ou quatro peças e, pelo que eu tenho lido, o senhor parece que está providenciando. O conterrâneo do Guerrero já chegou para fazer sombra ao Jorge, o Rômulo também deve vir para, quem sabe, assumir a posição mais controversa do time nos últimos anos. Faltam ainda um ou dois jogadores de lado de campo, de preferência com "cheiro de gol". Mas não me venha com brilharecos de meia temporada em times pequenos, tá? Quero cara que não sinta o peso do manto rubro-negro que é mais pesado que esse seu casacão vermelho.
Deixarei o potinho de leite para o Rudolph do lado da porta junto com seus biscoitos.
Tenha uma ótima noite de entrega dos presentes...
Saudações rubro-negras!!!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Feliz Natal!
Irmãos rubro-negros,
peço perdão por ter antecipado os votos, mas desejo-lhes do fundo do coração, e às suas famílias, um Feliz Natal.
Agradeço a vocês a oportunidade de compartilhar o amor pelo Flamengo
São momentos inesquecíveis, que, embora diluídos no dia a dia e na rotina, ficarão marcados eternamente em nossa vida.
Muito amor, paz e saúde a todos.
...
Abraços e Saudações Rubro-Negras.
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Libertadores 2017 - O ano novo começou
E o ano de 2017 começou agora, no sorteio da chave de grupos e partidas eliminatórias da chamada pré-Libertadores. Flamengo, mal ranqueado na Commebol devido ao pífio desempenho em competições sul-americanas, muito aquém do tamanho e potencial do clube, acabou no chamado "pote 3", para ser sorteado e caber em algum grupo com outro cabeça-de-chave. O que não deixa de ser vexatório para nós rubro-negros.
E o sorteio, ou "azareio" no caso, fez o Flamengo cair no grupo de San Lorenzo e Universidad Católica. Times com mais pontos no ranking, San Lorenzo, cabeça de chave, com 3066 e Universidad Catolica com 1825. Flamengo com módicos 1501 fazia parte do grupo "terceira força" a ser sorteado.
Merecemos? Merecemos. Não esqueço da mais recente, em 2014. O então técnico Jayme, preferiu escalar Brocador, que na época "fazia chover" dentro da área para disputar uma partida contra Cabofriense no Carioquinha. Partida decisiva, ok. Mas o Flamengo tinha goleado a primeira. Enfim, o time do Cabofriense distribuiu porrada neste jogo e, claro, tirou o artilheiro não só desta partida como de qualquer possibilidade de disputar a Libertadores. Jayme foi campeão do carioquinha e o Flamengo eliminado precocemente da Libertadores recebendo humilhações táticas no Maracanã de clubes menores.
Lembro do Joel Santana, homenageado antes de uma partida fatídica contra o America do Mexico, por ter ganho mais uma vez este campeonato dos infernos, o carioquinha. Resultado? Time em festa em campo. Menos o América do Mexico que nos venceu em casa por 3 a 0.
Flamengo não leva Libertadores a sério. Por algum motivo seus dirigentes, atuais e do passado, literalmente esnobam qualquer tipo de torneio internacional. Nem precisamos ir longe no tempo. Este ano mesmo, na Sul-Americana contra o Palestino. Escalamos time misto em partida eliminatória e fomos derrotados, mais uma vez, de forma taticamente humilhante.
Agora o Flamengo parece que irá levar este maldito carioquinha com time misto. A boía de salvação de título de técnicos medíocres. Um torneio mais fácil visto o nível ralé dos chamados times pequenos do estado do Rio e o fato de ter realmente três outros times disputando, numa espécie de "melhor de 4". É mais fácil. Sai na foto como campeão. Mas nem isto consegue mais. Tá difícil.
Flamengo não é favorito para se classificar neste grupo. O que não deixa de ser bom. Não terá a menor possibilidade de começar com oba-oba. É faca nos dentes senão dança. San Lorenzo e Universidad Católica levam a competição mais a sério. Encaram com determinação e vontade. Flamengo não, nunca. Blasé perdedor. E também é possível que o Atletico PR derrote o Milionários da Colombia e seja o outro integrante deste grupo. Ele jogando em casa com seu campo sintético e torcida quase dentro do gramado faz diferença. Arbitragem caga de medo. Muitos pontos ganhará assim. Enfim, é um grupo difícil, Flamengo não sabe disputar Libertadores ou qualquer torneio que tenha algum clube que não fale português. Não se agiganta para isto, não impõem determinação. Nada. É um coadjuvante com torcida. E agora com sua comissão técnica sem experiência e taticamente inexpressiva, que ainda conta com o "auxílio técnico" do Jayme de Almeida, faz esta classificação ficar mais longe ainda. Diria muito improvável. A não ser que até abril, quando começam as partidas de grupo, mudem alguma coisa ou estas minhas convicções. Espero que sim. Torço fortemente por isto, mas dentro de casa o Flamengo terá que se transformar. Espero que desta vez os dirigentes amadores e profissionais que lá estão finalmente forcem a barra para o Flamengo não ser mais um competidor simpático, e sim o time a ser temido. Chega de simpatia. Quero dor e sofrimento nos adversários.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Alfarrábios do Melo
Saudações
flamengas a todos. Terminado o ano, e antes que o elenco esteja
definitivamente fechado, deixo aqui as avaliações, de cunho
individual, dos jogadores que encerraram a temporada fazendo parte do
elenco profissional do Flamengo (exceto Thiago e João Lopes, que não
atuaram). Enfim, aos nomes:
MURALHA –
Aguardou pacientemente sua chance, que surgiu com a troca de
treinadores. Após início oscilante, ganhou confiança, firmou-se e
conquistou de vez a vaga com atuações seguras e mesmo brilhantes, a
ponto de ser lembrado para a Seleção Brasileira. Está em nítida
evolução. EM ALTA.
PAULO
VICTOR – Titular com Muricy, não se recuperou da má temporada de
2015, voltando a apresentar-se irregular, inclusive com atuações
abaixo da crítica. Um dos alvos da torcida, perdeu a vaga para
Muralha e desmotivou-se. Falhou clamorosamente no jogo de ida contra
o Figueirense, pela Sul-Americana, o que fez crescer as vozes pela
sua negociação, mesmo tendo se recuperado em ocasiões posteriores.
Dificilmente permanecerá. EM BAIXA.
PARÁ –
Um dos membros do infame “Bonde da Stella” de 2015, parecia
encostado e relegado no primeiro semestre, em que pouco atuou. Também
soube esperar sua chance, que surgiu com Zé Ricardo, e abraçou a
oportunidade com dedicação, mostrando até mesmo brilho em alguns
jogos. Esforçado e voluntarioso, chegou a ganhar aplausos,
revertendo a antipatia de boa parte da torcida. Mas precisará seguir
transpirando e sofrendo. EM ALTA.
RODINEI –
Irrequieto e intenso, desenvolveu um bom primeiro semestre nas mãos
de Muricy Ramalho. No entanto, após se lesionar, já com Zé Ricardo, na partida contra o Corinthians em Itaquera, perdeu a
vaga e, aparentemente, desmotivou-se. Nas vezes que entrou na equipe,
não foi sombra do que é capaz de mostrar. Precisará competir mais
pela vaga. NEUTRO.
REVER –
Típica “contratação de oportunidade” (veio por empréstimo),
chegou sob desconfiança, pelo seu histórico de lesões e atritos no
Internacional. No entanto, superou as mais otimistas expectativas,
tomando conta da posição com autoridade e liderança. Logo na
estreia, mostrou o cartão de visitas, com um gol e uma atuação
irrepreensível. Encaixou-se tão bem no time e no clube que, em
poucos meses, já é uma das referências do elenco. É importante
que a diretoria trabalhe arduamente para mantê-lo. EM ALTA.
RAFAEL
VAZ – Uma das mais criticadas contratações do Flamengo para a
temporada, chegou, egresso do Vasco, já no meio de uma emergência,
com o clube sem dispor de zagueiros para colocar em campo.
Praticamente sem treinar, realizou sua estreia. Após um início
instável, logo se firmou, barrando o veterano Juan, e desnorteou a
torcida com atuações exuberantes, chegando, não raro, a superar o
companheiro Rever em alguns jogos. No entanto, na reta final do
Brasileiro cometeu falhas individuais graves, acendendo certa
apreensão acerca de sua capacidade de lidar com momentos de alta
pressão. Já não é unanimidade, embora siga com prestígio.
NEUTRO.
DONATTI –
O Flamengo iniciou a temporada de 2016 anunciando a necessidade de
contratar um zagueiro. No entanto, divergências entre a diretoria e
a comissão técnica retardaram algumas negociações. Uma delas, a
do robusto “xerifão” Donatti que, quando enfim foi apresentado,
viu sua vaga já ocupada por Rever. Em sua estreia, entrou frio num
jogo complicado, contra o Coritiba (substituindo Juan, lesionado), e
até agradou. No entanto, uma falha clamorosa na fatídica derrota
para o Figueirense pela Sul-Americana destroçou sua já contestada
imagem (é tido como um jogador lento). Nem mesmo a razoável atuação
contra o América-MG reverteu o quadro. Anda sendo assediado por
clubes estrangeiros e é possível que seja negociado caso o clube
consiga manter Rever. Poderá ser útil na Libertadores, entretanto.
EM BAIXA.
JUAN –
Outra contratação contestada no início do ano, surpreendeu no
Estadual (competição de baixo nível técnico), a ponto de encantar
e ser considerado um dos melhores jogadores do time sob o comando de
Muricy. Todavia, algumas falhas em clássicos (cometeu erros nos
empates contra Vasco e Botafogo) e uma séria contusão na segunda
partida do Brasileiro demonstraram que Juan, apesar da ótima postura
e capacidade técnica, não reunia condições de disputar, como
titular, uma competição tão longa e desgastante. Entrou
posteriormente em alguns jogos, sem manter o nível do primeiro
semestre, e perdeu a vaga para Rafael Vaz. Sua renovação está
longe de ser recebida como unanimidade, embora haja planos para
aproveitá-lo fora do campo. EM BAIXA.
LÉO
DUARTE – Foi lançado em uma terrível fogueira, após a prematura
dispensa de César Martins e a “renúncia” de Wallace. Nas
primeiras partidas agradou, mostrando qualidades. Depois começou a
oscilar, e após falhas nas partidas contra Figueirense e Palmeiras,
voltou à reserva. Jovem, precisa ser mais utilizado em 2017 para
seguir evoluindo. NEUTRO.
JORGE –
Não foi bem no primeiro semestre, com Muricy, apresentando sérios
problemas defensivos (muitas vezes decorrentes de má proteção) e
uma postura apagada, passiva. Melhorou sensivelmente com Zé Ricardo,
que intensificou seu aproveitamento nas ações ofensivas da equipe.
Como resultado, passou a ser um dos destaques do rubro-negro,
inclusive com gols e assistências. Talvez seja o jogador do elenco
mais valorizado pelo mercado. Sua saída parece cada vez mais
próxima. EM ALTA.
CHIQUINHO
– Contratação para “compor elenco”, talvez tenha sido a maior
decepção do ano. Não pela expectativa, que já era baixa (foi uma
aquisição muito contestada), mas pela visível demonstração de
inadequação ao nível do restante do elenco. Salvo uma ou outra
atuação razoável em alguma partida periférica no primeiro
semestre, colecionou exibições medíocres, especialmente no aspecto
defensivo. Não será mantido, e sua posição inclusive já foi
reposta com a contratação do peruano Miguel Trauco. EM BAIXA.
MÁRCIO
ARAÚJO – Com a negociação de Wallace e a barração de Paulo
Victor, tornou-se o mais controverso e polêmico jogador do elenco.
Volante “formiguinha”, “robin-hood” (toma e entrega), “anos
90”, entre outras denominações pejorativas, apresenta severas
limitações técnicas e mesmo táticas, irritando parte da torcida,
que o elegeu a “bode” da vez. Reserva com Muricy, ascendeu à
condição de titular com Zé Ricardo, que nele enxergou condições
de desempenhar um papel defensivo que a dupla Arão-Cuellar não
vinha desenvolvendo adequadamente. Com os rumores de contratação de
reforços para o setor e uma rejeição crescente de (cada vez maior)
parte da torcida (sua controversa renovação foi bombardeada nas
redes sociais), inicia 2017 muito pressionado. Teoricamente, deverá
perder a vaga na equipe. Teoricamente... EM BAIXA.
RONALDO –
As ótimas atuações na Copa SP fizeram crescer a curiosidade e a
expectativa sobre este habilidoso volante. No entanto, somente foi
utilizado em poucos minutos, nas partidas contra Bangu e Figueirense,
mas mesmo assim agradou, especialmente nesta última, dadas as
circunstâncias. Espera-se que ganhe rodagem na próxima temporada.
NEUTRO.
CUELLAR –
As excelentes recomendações (jogador de seleção, indicado pelo
Celta-ESP, disputado com o Cruzeiro) trouxeram certo entusiasmo, após
a frustração pelo insucesso na tentativa de trazer Marcelo Diaz.
Logo ganhou a posição com Muricy, e chegou a encantar em suas
primeiras atuações (já na estreia, em um Fla-Flu, foi um dos
melhores em campo, apesar de expulso). No entanto, com a troca de
treinador e o desequilíbrio defensivo da equipe, acabou sacado.
Ainda foi utilizado com frequência em alguns jogos, mas aos poucos
foi perdendo espaço e motivação. Possui mercado e tem sido
assediado. Com a provável chegada de reforços, poderá ter ainda
mais dificuldades para se firmar. EM BAIXA.
WILLIAN ARÃO – Chegou ao Flamengo, egresso do Botafogo (que até hoje não
digere sua saída), sob certa desconfiança, logo dissipada com
ótimas atuações. “Motorzinho” de ótima chegada à frente e
capacidade de desarme, logo tornou-se peça-chave na equipe montada
por Muricy. No segundo semestre, seguiu mantendo a importância, mas
passou a apresentar certa irregularidade e tendência a sumir em
partidas mais difíceis (talvez em função de uma maior demanda
defensiva). Com a contratação de Diego, seu jogo perdeu fluidez,
situação com a qual Zé Ricardo terá que lidar. Versátil, pode
ser usado mais recuado, inclusive, num momento extremo, improvisado
na zaga. Anda sendo especulado em possíveis convocações, o que
pode aumentar a atração do mercado. EM ALTA.
MANCUELLO
– Contratação mais rumorosa do primeiro semestre (foi disputado
com o Atlético-MG), mostrou futebol e qualidade no início do ano,
com Muricy. Vinha se soltando, com um futebol objetivo e agradável,
mas uma lesão relativamente séria o tirou de ação. Ao retornar,
demorou para recuperar o nível técnico, o que só conseguiu já com
Zé Ricardo. Jogador de passe vertical, agudo, tem problemas para se
inserir taticamente, o que dificulta sua efetivação como titular.
Na reserva, tem se mostrado útil, embora tenha perdido muito espaço.
Também anda sendo sondado, mas o Flamengo aparentemente conta com
ele. EM BAIXA.
DIEGO –
Veio para ser a estrela, a referência, o líder técnico, o “nome”
do time. E não decepcionou. Consciente de seu papel e da pressão
com a qual teria que lidar, desde a estreia “tomou a frente” da
equipe, sendo (juntamente com Rever) o “plus” que tornou possível
ao Flamengo disputar, com reais condições de êxito, o título
brasileiro de 2016. Em estado de graça, admite viver um momento
especial na carreira, tendo tudo para se tornar ídolo. No entanto,
taticamente precisa de alguém para auxiliá-lo nas organização da
equipe, até porque parece render melhor manobrando um pouco mais
recuado, vindo de trás, tipo o antigo “camisa 8”. EM ALTA.
ALAN
PATRICK – Qualidade técnica, sempre demonstrou. É o tipo de
jogador capaz de reverter uma situação adversa, até em função de
seu vasto repertório. No entanto, suas limitações, físicas e
mesmo de postura, sempre limitaram sua evolução. No Flamengo não
foi diferente, embora tenha sido um jogador importantíssimo (pênalti
perdido à parte) no time de Zé Ricardo, antes da vinda de Diego.
Espécie de “12º jogador”, perdeu motivação após a
confirmação de sua saída (voltará a seu clube, o Shakhtar-UCR).
Provavelmente, deverá haver reposição. NEUTRO.
LUCAS
PAQUETÁ – Outro talentoso jovem da base tratado com cuidado para a
transição aos profissionais. Destaque na Copa SP, foi utilizado em
alguns jogos do Estadual, mostrando um jogo vistoso mas pouco
efetivo. No segundo semestre andou se destacando nas Seleções de
Base. Tem sido elogiado. Provavelmente deverá receber oportunidades
em 2017. NEUTRO.
GABRIEL –
Um dos mais criticados jogadores do time titular, tem apresentado
considerável evolução defensiva. No entanto, apesar de alguns gols
e assistências, não consegue ser consistente no trabalho ofensivo,
o que compromete o poder de fogo da equipe. Há rumores de que
poderia ser negociado, embora isso pareça pouco provável. No
entanto, dificilmente permanecerá como titular em 2017, já que sua
posição é considerada uma das carências da equipe. NEUTRO.
MARCELO
CIRINO – Seu desempenho em 2016 ajudou a dirimir qualquer dúvida
sobre a sua capacidade de render em um clube como o Flamengo.
Rendimento razoável no Estadual (chegou a marcar gols em clássicos,
derrubando um tabu) e absolutamente opaco no Brasileiro, apresentando
um futebol omisso e resignado, repetindo, portanto, 2015. Parece fora
dos planos do clube, que vem tentando negociá-lo e, assim, minimizar
o provável prejuízo colossal decorrente de sua contratação. Mas
não está fácil. EM BAIXA.
THIAGO
SANTOS – Tem sido utilizado esporadicamente desde a temporada
passada, apresentando pouco mais que voluntarismo, disposição e
alguma capacidade de finalização. A boa atuação nos minutos em
que esteve em campo contra o América-MG acendeu certa expectativa.
Deverá ganhar mais chances. Provável jogador de elenco no futuro.
NEUTRO.
ÉVERTON
– Viveu em 2016 uma alucinante gangorra, alternando de peça-chave
a negociável em questão de semanas. Mas soube superar a ascensão
de Ederson, a perspectiva de uso de Mancuello atuando aberto e mesmo
a contratação de Fernandinho para garantir uma vaga na equipe
titular. No elenco atual, é o “ponta” mais completo, capaz de
realizar com igual intensidade as funções defensivas e ofensivas
(em que pese sua dificuldade na leitura de certas situações de
jogo). Talvez tenha sido, ao lado de Diego, o jogador que terminou o
ano com as melhores atuações. Tem recuperado prestígio, mas
precisará seguir em alto nível com o provável aumento de
concorrência. EM ALTA.
FERNANDINHO
– Outra contratação (por empréstimo) massacrada, em função do
custo potencialmente alto e das limitações técnicas mostradas em
outros clubes. No entanto, apesar da irregularidade, conseguiu
encontrar seu espaço no elenco, mostrando-se um reserva útil e
mesmo capaz de marcar gols importantes e decisivos, o que fez o
Flamengo mostrar interesse por sua permanência (novamente por
empréstimo). Com a provável recusa do Grêmio em negociar nesses
moldes, não deverá permanecer. Talvez não seja reposto, abrindo
vaga para jogadores da base. NEUTRO.
EDERSON –
Iniciou o ano sob a expectativa de que, com a estrutura posta à
disposição, enfim conseguisse ser aproveitado. Após um primeiro
semestre opaco, em que demonstrou problemas de intensidade e
recomposição defensiva, começou a crescer no Brasileiro, entrando
aos poucos na equipe e mostrando parte do futebol que o projetou na
Europa. Quando parecia ter ganho a posição e vinha no melhor
momento, sofreu uma entrada criminosa que o alijou da temporada.
Atravessando um demorado processo de recuperação, espera retomar a
carreira em 2017. No entanto, caro e pouco produtivo, já tem
suscitado manifestações favoráveis a um acordo de rescisão. EM
BAIXA.
ADRYAN –
Jogador que ostentou a condição inusitada de retornar de
empréstimo, terminou por ocupar a função que seria destinada a
Ederson no elenco (meia aberto pela esquerda). Começou a ser lançado
e não mostrou muito, mas, estranhamente, logo após sua melhor
atuação (contra o Santos) e posterior extensão do vínculo, não
recebeu mais oportunidades. Por suas declarações e de seu agente,
não parece vislumbrar seu futuro no Flamengo. Provavelmente será
emprestado. EM BAIXA.
EMERSON
SHEIK – Começou o ano como titular e um dos homens de confiança
de Muricy, condição que foi perdendo no decorrer da temporada com
atuações pífias e problemas na execução de determinações
táticas. Com a entrada de Zé Ricardo, perdeu espaço de vez,
chegando a amargar semanas de ostracismo. Retornou na reta final, sem
acrescentar nada de relevante à equipe, o que fez com que muitos
contestassem a insistência do treinador em lhe dar oportunidades.
Sua temporada será mais lembrada por rumores de problemas extracampo
do que pelo futebol apresentado. Não terá seu contrato renovado, e
não deixará saudades. EM BAIXA.

GUERRERO – Melhor e mais qualificado atacante do Flamengo, mostrou em 2016 um futebol mais parecido com o que se espera de um jogador de seu nível. Passou a marcar gols com mais regularidade, reduzindo a incidência dos “longos jejuns” que eram explorados à farta pela imprensa, melhorou, em linhas gerais, sua postura em campo, assumindo mesmo certa liderança, e se mostrou taticamente um jogador útil (possui um jogo físico muito forte). Também foi um dos poucos a crescer na reta final. No entanto, precisa ser mais efetivo nas finalizações. Com jogadores mais agudos, tenderá a crescer ainda mais. Termina o ano em paz com a torcida. NEUTRO.
LEANDRO
DAMIÃO – Contratado para a disputa da Libertadores, tem
demonstrado notável vontade de acertar. No entanto, a falta de gols
tem incomodado e influído negativamente em seu jogo. Até aqui, não
tem justificado o investimento feito pelo clube, e muitos criticam
sua vinda, por conta da perda de espaço do promissor Felipe Vizeu.
Tem sido especulado em outros clubes. Talvez, com uma pré-temporada
adequada, consiga render mais. Vai precisar. EM BAIXA.
FELIPE
VIZEU – Foi o jovem lançado em 2016 que melhor soube aproveitar as
oportunidades recebidas. Jogador com notável capacidade de marcar
gols (a ponto de chamar a atenção), brilhou na Copa SP e logo
mostrou serviço, seja com Muricy, seja com Zé Ricardo. Dificilmente
passa mais de três partidas sem deixar sua marca, independente do
nível do adversário. Precisa, entretanto, ser mais participativo,
reter mais a bola. Apesar da concorrência, deverá seguir ganhando
chances. Já começa a ser assediado, especialmente por sua presença
nas Seleções da Base. EM ALTA.
ZÉ
RICARDO – O espetacular trabalho na Copa SP chamou a atenção da
diretoria que, com os problemas de saúde de Muricy e o irreversível
desgaste de Jayme, acenou-lhe com uma oportunidade, talvez prematura,
de dirigir a equipe como interino. No entanto, o jovem treinador
conseguiu, em pouco tempo, organizar uma proposta de jogo eficiente e
funcional, capaz, inclusive, de fazer a equipe atuar com consistência
(ao contrário do trabalho de Jayme em 2013, que funcionou enquanto
os jogadores atuaram em seu limite). É provável que a demora na sua
efetivação (o pensamento da diretoria sinalizava para a contratação
de Abel Braga) tenha influído na construção de uma forma de jogo
pragmática e cautelosa, da qual Zé Ricardo, mais à frente, não
conseguiu se livrar. Se, nos jogos iniciais, o objetivo era
sobreviver no cargo, os resultados positivos e a melhora no elenco
decorrente da vinda dos reforços transpuseram a equipe de patamar, e
Zé Ricardo se viu, subitamente, disputando o título brasileiro,
condição que demanda outro tipo de preparo e com a qual o
inexperiente treinador demonstrou dificuldades em lidar. Para 2017,
tendo participação ativa na regulagem do elenco, na discussão
sobre reforços e dispensas e com a possibilidade de trabalhar
propostas alternativas de jogo, talvez se avance no sentido de se
obter respostas acerca da real capacidade, no estágio atual, de Zé
Ricardo em conduzir o Flamengo em sua retomada no caminho do
protagonismo. A expectativa, por enquanto, é aparentemente positiva.
Mas apenas o tempo dirá.
“Os
Alfarrábios do Melo entram em recesso para as festas do final de
ano, com retorno previsto para 11 de janeiro. Um Feliz Natal e um
2017 bastante robusto para todos nós.”
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
2016 → 2017
Certamente o ano de 2016 foi um ano desequilibrado para o futebol do Flamengo, onde fomos mal em quatro copas e acima do esperado no Campeonato Brasileiro. Isso, olhando de Janeiro e projetando para o fim, agora em Dezembro, parece e foi acima do imaginado, mesmo com todos os percalços passados e esperados por contas de particularidades, como a falta de um estádio no Rio. Em suma, Brasileiro bom, ano ruim. Vejo um 2017 que se apresenta em condições muito superiores por muitos motivos, dentre os quais a inauguração do CT profissional e um aumento considerável no orçamento para o futebol, principalmente para a folha de pagamentos.
Afirmo aqui com convicção, que não se dá por conta das inúmeras especulações, que penso que o próximo ano será melhor, tão pouco por causa da disputa da Libertadores. Acho que o ambiente será mais leve, no clube e no departamento de Futebol de forma geral. Ambiente leve não significa falta de pressão, sede pelos resultados, títulos. O sarrafo subiu, a exigência é outra e o coro vai comer!
O estádio da Portuguesa será nossa casa nos próximos 6 anos (3+3), foi uma boa jogada nesse xadrez bizarro que jogamos com os entes públicos por conta da Licitação do Maracanã (também da possibilidade de uma construção de estádio próprio, uma guerra). Montaremos essa casa a partir de Janeiro, falta pouco. Fora da ilha, tem bastante água pra rolar debaixo da ponte, inclusive a decisão sobre quem será o novo “dono” do Maracanã. Comparando com alguns aspectos de 2016 fica visível almejar um 2017 melhor:
- Neste ano tivemos 47 seções de treinamento a menos do que o “normal”. Foram canceladas por conta de traslados ou descanso dos atletas. Treinaremos mais e melhor. Jogaremos no Rio;
- O time esteve por 115 dias fora da cidade do Rio de Janeiro, o dobro da quilometragem percorrida por Atlético-MG e Fluminense, um terço a mais do que o Palmeiras no ano;
- Aplicação do CEP (Centro de Excelência em Performance), que resultou em apenas SEIS lesões musculares em todo o ano. Recorde positivo que evoluirá em estrutura física melhor em 2017 em diante;
- Não trocamos treinador, Muricy saiu por motivo de doença (tenho muitas dúvidas neste aspecto, troca e efetivação de treinador, mas é de certa forma um índice de estabilidade que não tivemos nos últimos anos);
- Zé Ricardo inicia a temporada, sua primeira enquanto treinador da equipe principal do Flamengo. Não é surpresa pra ninguém que gosto dele como treinador, da personalidade e clareza, só acompanhar as coletivas após os jogos. É um cara super estudioso e as pessoas com quem tenho conversado de dentro e fora do clube, ligadas ao mundo do futebol são só elogios. Vejamos como evolui e como seu time se comportará;
- Obtivemos o recorde de pontos na História dos pontos corridos. Infelizmente, não foi suficiente e o título não veio. O recorde positivo de gols sofridos em pontos corridos, com 36 em 38 rodadas;
- Obtivemos a vaga direta para a fase de Grupos da Libertadores via Brasileiro. A última vez foi em 2010;
- Gostemos ou não de determinadas peças, temos uma base para começar o próximo ano. Contrataremos bem pouco e valorizaremos a base. Ficaram “na estufa” por um ano e jogarão em 2017. Se algo diferente disso acontecer, minha decepção será grande;
- O Ninho do urubu foi finalmente inaugurado, com 32 anos de atraso e a pré-temporada será em casa. Que orgulho! Mesmo que só nos “iguale” a outros concorrentes do país. Teremos condições de garantir o que há de mais moderno no país. O esforço foi grande e para os atletas, espero que eles também sintam-se orgulhosos e correspondam a esse esforço de diretoria e torcida que encamparam diversas campanhas para que o CT ficasse pronto;
Além de todos estes aspectos, não assinamos os direitos de transmissão do Carioqueta com a Globo. Ainda. Pode ser uma grana importante para entrada no caixa em 2017, com luvas. Desde que algumas das condições impostas pelo Flamengo sejam aceitas pela FERJ. Acho que pelos movimentos do clube e de “zero sinalizações” de Globo e FFERJ, não assinaremos. Mais uma peça a ser mexida neste xadrez. Apoio completamente a ação de “não dar a mínima” para o estadual. Nada disso impede de se costurar um acordo de um ano ou dois ou de se bancar a postura até o fim. A ver.
Existe a promessa de aproveitamento maior das categorias de base, mas não como na Libertadores de 2012, quando entramos pelo cano com Luiz Antônio e Muralha na volância. A base deve fornecer jogadores que sustentem o time principal, não que sejam alçados sem condições de “honrar o manto”. Não é mais o caso. Não passaremos mais vergonhas na base. A forma de transição para o profissional mudou e espero que dê certo. Confio que dê certo. Acredito de verdade que esta seja a melhor fórmula para não queimarmos atletas. Eles devem pedir passagem nos treinos e entrar com tranquilidade.
As categorias de base ficarão com as estruturas hoje utilizadas pelo futebol profissional. Promessa de ganho considerável na lapidação de nossos jovens jogadores. A previsão para o início das obras para o CT definitivo da Base é Abril/17. Sou um otimista incorrigível, vejo um futuro alvissareiro. Pelo esforço dos mais de 500 profissionais que trabalham no departamento de futebol do Flamengo (incluindo atletas), pelos 40 milhões de apaixonados que torcem por eles. O Flamengo virou o jogo, mudou a página. Seremos protagonistas. Mais do que normalmente somos.
P.S.: Esta é a última coluna de 2016, entro de férias, porém
volto como leitor e comentarista do blog. Escrever somente em 2017.
Desejo boas festas a todos os queridos Butequeiros! Ótimas
festas e que 2017 seja repleto de realizações e títulos na vida de
cada um de nós. Fraterno Abraço!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Libertadores 2017
Bom dia, Pessoal. Enquanto a Diretoria não anuncia oficialmente os reforços, ainda que alguns órgãos de imprensa de grande credibilidade tenham divulgado o acerto com importantes atletas eu vou aguardar um pouco para analisar o elenco que o Flamengo terá no início da temporada 2017, a qual promete ser um pouco diferente das demais pelo "esticamento" da Libertadores até o segundo semestre, coincidindo com a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. A primeira conclusão óbvia que se tira a partir da simples análise abstrata do calendário é que um time como o Flamengo, terceiro colocado no Campeonato Brasileiro/2016, precisará de um elenco ainda mais forte do que o que contou na temporada que acaba de se encerrar, já que existe a possibilidade, nada remota, de avançar na Copa do Brasil (para a qual o Flamengo está classificado a partir das oitavas-de-final), disputar a fase eliminatória da Libertadores (oitavas-de-final em diante) e ainda o Campeonato Brasileiro de pontos corridos, tudo simultaneamente.
Esse contexto exigirá do treinador e de sua comissão técnica a fixação de critérios apurados não apenas para a definição do time titular, como também para a famosa "rodagem do elenco", encontrando alternativas táticas e sabendo utilizar as peças, de modo a evitar contusões e mantendo a competitividade nos três campeonatos.
A primeira pergunta que faço a vocês, diante do elenco atual, considerando que o único anúncio oficial de reforço foi o do lateral-esquerdo peruano Miguel Trauco e que, desse modo, nenhum dos outros nomes ventilados pode ter sua vinda considerada certa, é quais posições priorizariam para reforçar a equipe?
***
Analisando a lista dos times já classificados para a Libertadores da América/2017, é possível constatar a presença, seja desde a fase pré-classificatória, seja já na fase de grupos, de ex-campeões com muitos títulos como o Olímpia do Paraguai (3), Peñarol (5) e Nacional (3) do Uruguai, bem como do Estudiantes de La Plata (4) e do River Plate (3) da Argentina, mas tudo indica que a maior força na atualidade vem da Colômbia e é o Atletico Nacional de Medellín (2), atual campeão. Com a definição dos últimos representantes colombianos já temos a lista completa dos participantes.
Vocês preferem que o Flamengo seja sorteado para um grupo com adversários mais fracos ou entre desde logo em ritmo de competição em um grupo mais forte, composto por adversários tradicionais e/ou de qualidade/mais fortes? Vejam aqui os potes e possíveis combinações.
Aproveitando o embalo, digam quais são suas reais e sinceras expectativas para a Libertadores/2017.
Bom dia e SRN a tod@s.
sábado, 17 de dezembro de 2016
Enquete do Mattana
Olá!
Vou propor uma enquete para o texto de hoje e na próxima coluna trago os resultados, divirtam-se:
1- Para você, o que significaria uma temporada de sucesso em 2017?
a) Pelo menos um título, independente do campeonato;
b) Pelo menos um título entre Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores;
c) Pelo menos um título entre Brasileirão e Libertadores;
d) Vaga na Libertadores na fase de grupos;
e) Chegar pelo menos na semifinal da Libertadores e vaga na Libertadores na fase de grupos;
2- Onde você gostaria de jogar a fase de grupos da Libertadores?
a) Maracanã;
b) Estádio da Ilha;
c) Tanto faz, desde que seja no Rio de Janeiro;
3- Se pudesse escolher somente um nome, quem você traria?
a) Marinho;
b) Vitinho;
c) Conca;
d) Felipe Melo;
e) Caceres;
4- Qual seria sua opção para treinador em 2017?
a) Manter o Zé Ricardo;
b) Contratar algum técnico sulamericano (dentro da realidade do clube);
c) Manter o Zé Ricardo, mas trazendo um auxiliar experiente;
d) Procurar algum técnico brasileiro experiente que esteja disponível;
5- Quais jovens da base você acredita que mereça mais chances em 2017?
a) Vizeu;
b) Paquetá;
c) Ronaldo;
d) Thiago Santos;
e) Pelo menos 3 nomes anteriores;
6- Se você pudesse mandar o Marcio Araujo para algum lugar, para onde mandaria?
a) Chapecoense;
b) Vasco;
c) Fluminense;
d) Casa do Zé Ricardo;
e) China;
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Sonhos realizados e sonhos por realizar: a importância da tradição
Irmãos rubro-negros,
este fim de ano tem sido pródigo em boas notícias fora de campo.
A inauguração do módulo profissional do nosso tão sonhado Centro de Treinamento; a aprovação definitiva para a construção de nosso ginásio na Gávea; e o acordo com a Portuguesa, para mandar jogos em seu estádio na Ilha do Governador.
A minha gratidão a todos que proporcionaram a construção do nosso tão sonho Centro de Treinamento é difícil de mensurar.
O Flamengo já tem uma base para 2017; resta melhorá-la, inclusive com os jovens que atuam no clube.
Os recursos para contratações, contudo, ao contrário do que se poderia supor, não serão vultosos, pois foram feitos gastos elevados em 2016.
Mas não compreendo muito a lógica que envolve os investimentos feitos em 2016, notadamente quanto aos jogadores estrangeiros.
Quanto foi despendido com Mancuello, Cuéllar e Donatti? R$ 20 milhões? R$ 25 milhões?
Tudo bem que os valores foram parcelados, mas o total deve ser alto, considerando que o clube, em razão das dívidas acumuladas, da crise brasileira e dos investimentos em infraestrutura, não tem muita disponibilidade financeira.
Investiu-se alto em três jogadores estrangeiros, porém todos são reservas.
Eu acho que eles poderiam ser muito melhor aproveitados; para tanto, o Zé Ricardo precisa flexibilizar um pouco os seus conceitos e a rigidez do esquema de jogo com dois pontas, cuja função primordial, a par do ataque, é recompor o setor defensivo e marcar jogador adversário pelo lado do campo.
Com uma equipe melhor compactada, esses jogadores de lado não careceriam de tanto vigor físico e abriria-se possibilidade de um time mais qualificado do ponto de vista técnico.
Alguém acha que o Conca, caso ele porventura seja contratado, fará o vai e volta o tempo inteiro? Não vai. E como não tem físico para realizar a função tática, ele vai bancar para o Gabriel?
Não tem lógica, assim como não tem lógica Mancuello e Cuéllar serem reservas do Márcio Araújo.
Dizem que no futebol contemporâneo não há mais espaço para aquele jogador que só tem utilidade sem a bola. E as melhores equipes do mundo parecem confirmar a tese.
No Flamengo, porém, vê-se o aspecto físico sobrepor-se constantemente ao técnico.
E não falo de raça. Não, não se trata disso, pois o Diego é extremamente técnico e joga com alma e com coração.
Uma coisa não exclui a outra, mas se complementam.
Portanto, não adianta o Flamengo contratar bons jogadores se eles não se adequarem ao pensamento do Zé Ricardo. Ou então, cabe ao Zé Ricardo oxigenar suas convicções e procurar extrair o melhor de cada atleta, visando ao crescimento do Flamengo.
Porque um fato é agora incontestável: com o módulo dos profissionais do Ninho do Urubu pronto, com todo o investimento feito em medicina e fisiologia esportiva e com a parceria de sucesso firmada com a Exos, o Flamengo passa a ombrear, em estrutura, aos maiores clubes do Brasil e do continente.
Vou além, e o tempo encarregar-se-á de prová-lo ou não, mas creio que o Flamengo muito em breve se tornará a maior referência da América Latina.
Isso, cedo ou tarde, tem de se refletir dentro de campo.
E algo que tem sido dito e reiterado desde o ano passado, eu inclusive admito que sou extremamente repetitivo, remete à mentalidade que necessita invadir e tomar o clube de alto a baixo: o desejo de glórias, a vontade desmedida de conquista, o orgulho de fazer história, de escrever o nome no panteão dos heróis flamengos, de ser amado pela maior e melhor torcida do mundo.
Antes, resumia-se tudo isso numa palavra, apenas: a velha e legendária raça rubro-negra, a incomparável e inigualável força de vontade que sempre inspirou todo aquele que veste a camisa do Clube de Regatas do Flamengo.
Hoje, com o advento de um profissionalismo em que o bolso sempre fala mais alto, procuram-se novos adjetivos e substantivos para definir aquilo que traduz o coração de uma torcida, lembrando que a torcida do Flamengo é única.
A estrutura, ou a falta dela, não pode mais servir de muleta.
O momento pede um certo retorno às raízes mais puras do Flamengo, um reencontro, eu diria, na medida do possível. Porque sem essa busca, e baseando-se apenas em estatísticas, números e relatórios (sem descurar, obviamente, de sua importância e da necessidade de aprimorar os processos), acho muito difícil o Flamengo alcançar o que todos almejamos: as glórias.
O Flamengo não é um clube comum; o Flamengo não é como os outros; o que vale para uns e outros, não serve para o Flamengo.
Curioso que o único jogo em que vencemos no Maracanã este ano foi exatamente aquele que, embora não tão cheio como os demais, a torcida mais cantou e empurrou o time.
"Isso é fantasia de torcedor", podem redarguir. Que seja. Melhor assim. Futebol sem fantasia nada mais é do um negócio, do qual podemos ou não estar indiferentes, a depender do nosso humor.
Nada mais distante do ideal rubro-negro do que essa racionalização excessiva de algo que remete às nossas mais sinceras e intensas emoções.
Então, irmãos flamengos, que o nosso amado clube ingresse em uma nova fase, moderno, bonito, estruturado, sério, responsável, austero com a utilização dos seus recursos, mas ao mesmo tempo, que ele mantenha a sua mais genuína tradição, que ele mantenha viva a sua alma, e que ele se mantenha, acima de tudo, Flamengo.
...
Abraços e Saudações Rubro-Negras.
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.






















