sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Treino e Ritmo


Antes de mais nada, gostaria de falar da grata surpresa que tive ao ver o gramado do Eduardo Guinle, que eu havia criticado na quarta pela manhã num comentário na coluna do Mouta. Muito, mas muito acima do esperado e, apesar da grama aparentemente alta, num nível excelente para os padrões do nosso triste estadual. Quem dera tivéssemos gramados bons como o de Friburgo em Bangu, Macaé, Resende, Volta Redonda, Cabo Frio...

Sobre o time, gostaria de abordar o setor que foi mais mexido na mudança de temporada, o meio de campo, para falar de uma questão que considero muito importante que é o planejamento de toda a temporada. Nesse momento, o Flamengo conta com uma daquelas situações de calmaria em que a torcida está ao lado das decisões da diretoria, inclusive quanto a usar os reservas no estadual para garantir uma melhor pré-temporada e, consequentemente, um bom rendimento físico do time ao longo do ano. O grande problema é que o primeiro jogo da Libertadores é daqui a duas semanas...

O time que venceu a Copa do Brasil, apresentava uma configuração de meio bastante interessante em que se notavam claramente duas linhas de marcação com algumas variações. Nos jogos contra o Goiás e o Atlético-PR fora de casa, por exemplo, Amaral se posicionou entre as duas linhas quando o time se defendia variando para o 4-1-4-1. A variação que considero mais interessante, porém, ocorria quando o time se defendia no Maracanã, já preparado para sair em velocidade no contra-ataque. Desde a surra no Botafogo, Paulinho fechava o lado esquerdo, Luiz Antonio o lado direito, Elias e Amaral no meio com o Brocador recuando e deixando o sonolento Carlos Eduardo mais a frente, com a missão de prender e girar a bola caso essa não chegasse imediatamente ao Paulinho.

A troca de Elias por Elano e de Luiz Antonio por Muralha até o momento desarticulou essa linha defensiva. Na partida da última quarta foi possível ver o novo camisa 7 do Flamengo várias vezes fora de posição, mesmo no início da partida, avançando para marcar a saída de bola e deixando um buraco no posicionamento. O fato de Elano se posicionar pela esquerda também é um fator de preocupação pela falta de poder de marcação do André Santos, deixando naquela ala um espaço perigoso.

É claro que não dá para exigir que, com apenas dois jogos na temporada, o time já volte a apresentar a eficiência que conseguiu nas partidas de mata-mata da copa do Brasil. Aquele time apresentava além da boa consistência tática, uma intensidade de jogo que não deve aparecer nos certames do estadual, especialmente nos jogos sob intenso calor. Ocorre que em 12 dias teremos o jogo que deve ser o mais difícil da fase de classificação da Libertadores e o time está mostrando que precisa treinar.

Segundo foi dito desde a classificação para a Libertadores, o estadual seria deixado de lado e usado apenas como preparação para a competição mais importante. No entanto, o time jogou sábado, viajou na terça, jogou na quarta e jogará novamente sábado, não dispondo de tempo para treinar e acertar o posicionamento dos novos jogadores por exemplo. Sei que há o dilema entre a necessidade de treinos e a de adquirir rapidamente o ritmo de jogo, mas fica a pergunta no ar: Se os preparadores físicos, técnicos e jogadores falam tanto da importância da pré-temporada para o bom rendimento do time ao longo do ano, por que não estão aproveitando a oportunidade agora de usar o time B (ou C) que vinha dando conta do recado e planejar não apenas o jogo com o Leon, mas toda a temporada com mais cuidado?

abraços a todos e SRN!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: como ainda estou de férias, e tudo vira arte nos pés e nos bolsos do artista, darei prosseguimento à exposição “Futebol-Arte”.

Espero que minha preguiça não esteja muito gritante.











E nada mais faço. Mesmo.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Friburguense x Flamengo


Campeonato Estadual - Taça Guanabara - 2014 - 3ª Rodada

Friburguense - Afonso; Sérgio Gomes, Cadão, Bruno Leal e Flavinho; Zé Victor (Bidu), Lucas, Marcelo e Jorge Luiz; Ziquinha e Rômulo. Técnico - Gerson Adreotti.

FLAMENGO - Felipe; LeonardMoura, Wallace, Samir André Santos; Amaral e Muralha; Elano, Carlos Eduardo Paulinho; Hernane. Técnico: Jayme dAlmeida. 

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 29 de janeiro de 2014, as 17:00h (USA ET 14:00h), no Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo/RJ.

Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha, auxiliado por Eduardo de Souza Couto e Gabriel Conti Viana.



Paciência


Finalmente, a bola rolou valendo três pontos neste início de ano para os titulares do Flamengo. Embora o embate fosse à noite, os jogadores rubro-negros e duque-caxienses enfrentaram-se sob um calor de fazer inveja a vendedor de água no Deserto do Saara;

E o que esperar dos Campeões da Copa do Brasil, depois de merecidas férias gozadas mundo afora e alguns poucos dias de uma pré-temporada, objeto tão valorizado durante o ano para justificar fracassos e desprezado em seu devido tempo? De minha parte pouca coisa de bom e muita tolerância com o time, claramente desajustado, cansado e sem de ritmo de jogo;

Daí não concordar com as vaias dirigidas pela torcida a alguns atletas cujas pernas não obedeciam aos comandos mais elementares elaborados pelo cérebro, logo após os primeiros esforços desenvolvidos no caldeirão, agora mais quente depois de aumentada a área da sua cobertura, modificação determinada pela dona do mundo do futebol, a FIFA;

Muitos torcedores não sabem e não levam em conta que os clubes pequenos têm a supremacia física em cima do grandes em todo início de Estadual, em função de começarem a treinar para o mesmo em torno de setembro/outubro do ano anterior, já que atropelam, com a preparação para tal, o mês de dezembro, Natal, réveillon e o período destinado à pré-temporada dos que participaram da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro;

Além de melhores condicionados fisicamente e com ritmo de jogo, há o fator motivacional que entra em alta nessa fase, considerando que muitos dos chamados pequenos não passam de vitrines para jogadores em diversas situações como início de carreira, "cascudos" desprezados por outros clubes de ponta e aqueles "antigões" que ainda buscam um lugar ao sol no ocaso de suas atividades dentro do campo onde rola a bola;

Já no dia de hoje o nosso time principal vai a Friburgo enfrentar o time daquela cidade em seu alçapão. Tudo indica que veremos uma atuação melhor do que a de domingo contra o Duque de Caxias, com Elano, o melhor em campo no último jogo, dando as cartas no meio de campo. A propósito, os dois times já se enfrentaram 33 vezes, com 30 vitórias para o Flamengo e 3 empates.

Para esse jogo eu aposto no 31. E passa a régua!

SRN!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Base: Formar Competindo


O que forma um atleta? A resposta é simples: treinamento e competição. Hoje os clubes grandes do futebol do país se baseiam nos campeonatos estaduais para essa formação. É muito bom para a garimpagem de talentos, mas é pouco no que se propõe às competições. A grande questão da formação é a dúvida entre “formar” e “competir”. As duas coisas podem andar juntas, desde que a CBF ajude aos clubes, com cursos, congressos, simpósios onde se possa discutir os rumos do futebol brasileiro desde a base.

Padronizar é quase impossível, até porque, cada região tem sua característica e cada clube tem sua cultura. O futebol baiano é mais impulsivo, o gaúcho é mais físico, o paulista é mais tático, o carioca é mais técnico, em via de regra, mas nada fechado, pensado, pré-estabelecido. É algo cultural mesmo, que tem a ver com a formação do povo, características climáticas e outros aspectos. Quem se beneficia disso tudo é o futebol brasileiro, com características e regionalidades, escolas de futebol dentro do próprio país. 

O ideal é formar competindo, porque vencer faz parte da formação. É muito mais simples mexer no calendário da base, do que no futebol profissional. E "financiar" também: Para quê servem os 14 patrocinadores da CBF? Uma medida para catalizar, aprimorar a formação dos atletas, principalmente os que jogam (ou jogarão) em grandes equipes, sem asfixiar as pequenas equipes é dar rodagem aos atletas. 

O modelo é conhecido no tênis e aplicável ao futebol, mesmo que já exista na base, de forma separada, os grandes torneios abertos, como a taça São Paulo de futebol júnior ou a Taça BHSe observarmos existem outros torneios com tradição, não apenas a copinha, porém estão “isolados” no calendário, poderiam estar integrados, está é a novidade proposta aqui. Os torneios em questão são a Taça Rio Sub-17, a Taça BH de futebol júnior e o campeonato brasileiro sub-20, que é jogado no Rio Grande do Sul.

Um dos grandes erros na formação é a falta de padronização também na idade dos atletas que estão disputando as competições. Tem clube que na mesma temporada disputa a torneios sub-18, sub-19 e sub-20. Isso eu ouvi do treinador do Atlético-MG, semifinalista da Copa São Paulo, em entrevista ao canal Sportv. A primeira modificação seria a transformar e padronizar os torneios em sub-18 e sub-21, dando mais tempo para a maturação dos atletas, uma melhor formação, pois alguns jogadores amadurecem mais tarde. Caso a seleção precise modificar a idade para poder jogar a um torneio sub-19, seria apenas a seleção, não o clube e isso não atrapalharia a formação em si.

A segunda medida seria a criação de um grande campeonato nacional e a integração dos grandes torneios. Separaria a Copa SP e o Campeonato Brasileiro (no RS) que tem maior visibilidade (e que seria renomeado de “Taça dos Pampas”) para a categoria sub-21 e as tradicionais taças Rio e BH para sub-18.  Com isso haveria maior maturidade na formação de elencos dentro da base, sem precisar subir e “queimar” jovens talentos.

 No tênis, os grandes torneios abertos, premiam melhor aos atletas, em nosso caso eles fariam o mesmo, mas para o clube, com taças. Uma competição deste nível, até mesmo com os 104 clubes que participaram da copinha deste ano, ajuda demais na formação e no caráter vencedor de uma equipe, um atleta, traz competitividade, visibilidade, inclusive propiciando aos grandes clubes a observação dos jogadores que atuam nas menores equipes menores. O modelo para a disputa seria similar ao vigente.

Para integrar, a CBF ou uma liga (de base que poderia ser formada) com o suporte da CBF, tomaria conta destas competições. Em sequencia formaria um campeonato Brasileiro Sub-21 e um Sub-18 (turno e returno) com os clubes da primeira divisão do campeonato brasileiro profissional, mas não como preliminar dos jogos. Nos mesmos moldes dos pontos corridos, mas com final diferente. Detalharei melhor abaixo.

Preferencialmente os jogos da categoria sub-21 se realizariam no meio da semana pela tarde, com possibilidade inclusive, de transmissão por TV a cabo, de dois ou três jogos por semana e os da sub-18, nos finais de semana para favorecer aos estudos dos atletas (com as viagens). As equipes participantes da Série A do Campeonato Brasileiro profissional seriam obrigadas a participar das duas competições. A CBF ou a liga definiria o seguinte:

Sub-21
A Copa SP, se tornaria o “1º slam”, sub-21 em janeiro, como é hoje, na mesma data e formato; de Fevereiro a Maio seria disputado o primeiro turno com 20 equipes em 19 rodadas; em Junho o “antigo Brasileiro Sub-20” se tornaria a Taça dos Pampas, e com o mesmo formato da Copinha, como um torneio aberto com equipes de todo o país, seria o segundo “slam”; de Julho a Novembro seria disputado o returno. A ajuda da CBF se daria por meio de seus patrocinadores, que teriam a possibilidade de comprar o direito de nome dos campeonatos, inclusive contribuindo na redução dos custos de viagem e estadia.

Em Novembro, os campeões dos “Slams” e os campeões dos turnos fariam um torneio rápido, um quadrangular, numa cidade que se candidataria, para ver quem se sagraria o “supercampeão brasileiro Sub-21", com transmissão de TV se possível aberta e a cabo. O supercampeonato seria disputado no formato “todos-contra-todos” com os dois melhores fazendo o jogo final e se tornando o grande campeão da temporada. Estes torneios sub-21, ajudariam no processo de desenvolvimento dos atletas, aqui, no futebol brasileiro, sem esquecer do espaços para que os clubes fizessem excursões pelo Brasil e pelo mundo, gerando renda e levando as marcas onde normalmente onde eles não poderiam ir.

Com um calendário mais longo e espaçado favoreceria os treinos de fundamento e os técnicos, que junto com os táticos, formariam atletas melhores no médio prazo. Excelente seria se fossem costuradas parcerias com empresas aéreas e com redes de grandes hotéis para nomear os turnos e um aberto e o outro patrocinador para o returno e o outro “slam”, reduziriam se os custos.



Sub-18
Para os torneios Sub-18, os moldes seriam iguais, apenas os “slams” teriam outras datas. A Taça Rio (nos mesmos moldes da Copinha, só que para o Sub-18, como um “open”) iniciaria a temporada Sub-18 em Fevereiro; o turno seria de Março a Junho; em Julho se disputaria o “2º open”, a Taça BH; de Agosto a Novembro o returno; com o Supercampeonato Sub-18 em Dezembro, numa cidade diferente do supercampeonato Sub-21. As federações estaduais cuidariam das competições sub-16 e menor. E dos outros que não participam da primeira divisão do campeonato nacional profissional.



O calendário das categorias de base seria diferente do calendário do profissional, porque o que importa é a formação dos atletas e dos homens, privilegiando os anos letivos. Portanto seria no atual calendário anual, o que também não impediria uma eventual subida de um talento para a equipe profissional. Não há formação apenas com o treinamento, Com competição também se forma atletas e clubes vencedores. Seria bom pra todo mundo.

FLAMENGHIEUBIQUE!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Volta das Férias...

Buongiorno, Buteco! As primeiras rodadas de um campeonato estadual já podem ser enfadonhas, mas quando o time titular estreia na terceira rodada, apresenta vários jogadores sem ritmo de jogo e ainda por cima sai perdendo de 0x2 do Duque de Caxias, podemos dizer exatamente o quê? Muita calma nessa hora. Ok, estamos sem Elias, talvez definitivamente, e o time realmente precisa se adaptar aos novos nomes, sendo que alguns deles sequer estrearam. Porém, achei que o jogo de sábado teve uma cara de América do México. Explico-me: o Flamengo estava melhor, encaixou algumas boas trocas de bola e até criou oportunidades. Nada de excepcional, longe de ser magnífico, mas até Carlos Eduardo começou bem, até que, repentinamente, o time toma um gol olímpico e, no início do segundo tempo, um segundo gol, dessa vez com desvio no braço de atacante adversário para ampliação do placar. O resultado era real, porém enganoso: o goleiro deles fez grandes defesas e eles salvaram gols improváveis.

O certo é que o placar e o rumo do jogo eram perfeitos para o time do Duque de Caxias, melhor preparado fisicamente e com mais ritmo de jogo, o qual, por isso mesmo, marcou muito firme, dividiu todas (ganhando, por sinal) e ainda tentou encaixar alguns contra-ataques. Já o Flamengo sem ritmo teve muitas dificuldades, até que o nosso treinador Jaymrinnus Mitchell salvou a pátria com duas substituições muito bem sucedidas: Alecsandro e Gabriel entraram e empataram o jogo. Mais do que isso não deu, mas não vou reclamar. Preciso ser coerente: é ano de Libertadores e não que eu esteja desprezando o Estadual, mas, para esse time ir bem na competição internacional, precisa de ritmo de jogo e nada melhor do que esse tipo de partida para tanto. Será a sequência que trará de volta alguns jogadores como Paulinho e Hernane à forma do ano que passado, além de entrosar os novos com o elenco.

De qualquer modo, sendo a maior probabilidade a de ficar sem Elias, prefiro não tirar qualquer conclusão agora. Vou aguardar mais alguns jogos. Concluo então que nada sei por enquanto, se é que vocês me entendem...

E por favor, nada de apavoramento por conta do primeiro jogo do time titular na temporada, ok? Não gastarei mais o meu latim com um jogo tão inusitado. Poupem-me!

Da série perguntar não ofende...

O presidente do Sporting está com raivinha porque não tem outra opção além de vender o Elias para o Flamengo ou tem alguma carta na manga?

Aproxima-se o dia 31. Será que é esse o motivo de tanta agressividade?

Escalação para quarta-feira.

Vocês entrariam com o Carlos Eduardo ou tentariam o Mattheus ou o Rodolfo?

Cartas para a redação.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos.

Dentro do ciclo de “homenagens” aos nossos rivais regionais do Estadual, hoje é o dia de falar do Vasco.
Batizado em homenagem ao grande navegador Vasco da Gama, vice-rei das Índias Portuguesas, trata-se de um clube que erigiu sua rica história à sombra de seu rival maior, mais popular e mais expressivo, o Flamengo, o que deixou marcas profundas na forma de torcer do vascaíno.

Com efeito, um cruzmaltino típico acorda e confere as notícias. Do Flamengo. Depois, vê o que está acontecendo com sua equipe. Torce, sofre, acompanha e padece com a trajetória rubro-negra, mais do que com a sua própria. Geme de satisfação quando recebe nacos de atenção e é considerado o maior rival flamengo. Ultimamente, com a crise que lhe tem impedido de conquistar seus tradicionais vice-campeonatos, tem sofrido uma espécie de botafoguização, tornando-se algo fatalista e derrotista.

Enfim, estão separados a seguir cinco momentos bonitos de sua história recente. Bom divertimento.

5– ATLÉTICO.PR 7-2 VASCO, CAMPEONATO BRASILEIRO 2005
Um placar de treino para um jogo-treino, que acaba sendo ameno para o indigente Vasco de Wagner Diniz, Morais e Alex Dias. O Atlético mostra amplo domínio da partida em todos os 90 minutos, com direito a duas bolas na trave e uma incontável sucessão de gols perdidos. Com 20 minutos, os paranaenses já vencem por 3-0. Um vexame histórico e inesquecível, a maior goleada sofrida pelo Vasco desde 1917. O desmoralizante gol de letra de Lima é talvez o símbolo de uma noite em que, segundo o treinador Renato Gaúcho, “até grávida faria gol na gente.”

4 – VASCO 1-2 GAMA, COPA DO BRASIL 2007
O tal gol mil de Romário já vem se tornando uma inesperada, interminável e insuportável novela. “Já é hora desse gol sair, o time está sentindo”, diz o treinador Renato Gaúcho. Define-se que dessa partida contra o Gama não passa. Vaga teoricamente tranquila, pois o Vasco tem o empate (o primeiro jogo havia terminado em 2-2), adversário limitado, marca-se o jogo para o Maracanã. 35 mil torcedores pagam ingresso para testemunhar a enésima tentativa de se chegar ao feito histórico. E começam os trabalhos presenciando um frango antológico de seu goleiro Cássio, logo no início da partida. Assustado e nervoso, o Vasco se deixa dominar e vê o time brasiliense desperdiçar várias chances de gol, mas chega ao empate com um gol de Renato, de cabeça. A estrela maior, Romário, tem atuação discreta. Um bom passe para Morais perder uma oportunidade, um toque por cobertura que o goleiro defende e a já tradicional mão na parte posterior da coxa, que silencia o estádio. Mesmo manquitolando, Romário permanece em campo até o final, mas o estádio já percebe que não será mesmo o dia. No final, nem gol mil e nem mesmo a vaga, pois, já aos 45 minutos da etapa final, Marcelo Uberaba, numa cobrança primorosa de falta (que lembra Pet), coloca números finais ao jogo e despacha o cruzmaltino.

3 – NACIONAL-COL 1-0 VASCO, TAÇA LIBERTADORES 1990
Conquistar a Libertadores é uma obsessão para a “Selevasco” de Eurico. Mas o time (onde jogam Bebeto, Tita e Bismarck, entre outros) em nenhum momento se encontra na competição. Passa da Primeira Fase a duríssimas penas e elimina nos pênaltis o Colo-Colo nas Oitavas de Final. Pelo futebol mostrado, entra como azarão para enfrentar o forte Nacional de Medellín de Higuita e meia seleção colombiana. No Maracanã, não sai do 0-0 e na Colômbia o cruzmaltino até faz boa partida, mas não resiste aos colombianos, que vencem por 2-0 numa partida absolutamente tranquila (Acácio ainda defendeu um pênalti), onde os únicos incidentes foram duas expulsões, uma para cada lado. No entanto, de forma surpreendente e incompreensível, o Vasco recorre ao Tribunal da CSAF (antigo nome da Conmebol), visando à anulação da partida, tendo como base o relatório feito pelo árbitro Juan Cardellino, onde se insinua ter havido “coação ao árbitro”. O jogo é anulado e remarcado para o neutro Estadio Santa Laura, em Santiago, Chile. E, tal como na primeira partida, o Vasco apanha de novo, agora por 1-0. Desta vez, a superioridade do mordido Nacional é ainda mais flagrante e, salvo uma chance no início, o time brasileiro mal passa do meio, inteiramente colocado na roda, livre da goleada pelas defesas de um Acácio inspirado. Ao final da partida, os jogadores colombianos vão ao banco vascaíno e, com gestos, provocam ostensivamente os jogadores. Alguns oferecem bolas aos gritos de “toma la pelota”, uma forte bravata regional que vencedores costumam bradar a derrotados inconformados. A um humilhado, desmoralizado e desanimado Vasco, que é motivo de risadas em todo o continente, resta como motivação enfrentar o Flamengo pelo Brasileiro no domingo seguinte. “A vitória nos redimirá”, diz Zagalo. Mas o Flamengo vence por 1-0, gol do desconhecido Nélio (que revive a mística de Bujica), afundando o Vasco em crise e na décima partida sem vencer.

2 – BOTAFOGO 1-0 VASCO, CAMPEONATO ESTADUAL 1990
O Botafogo, por ter a melhor campanha no Estadual, aguarda o vencedor de Vasco e Fluminense para conhecer seu adversário na Final. O Vasco vence e a partida é marcada. Aí terminam os pontos concordantes. O que se segue é uma confusão da informações e opiniões. Para o Botafogo, uma vitória simples dá o título e o empate leva à prorrogação, posição que a maioria da imprensa também entende ser a correta. Mas o Vasco, amparado em uma chicana do regulamento e na eterna boa vontade do presidente da FERJ (Caixa d'Água), entende jogar pelo empate e, caso seja derrotado nos 90 minutos, ainda ser necessário jogar uma prorrogação para definir o campeão. A partida, de péssimo nível e acompanhada por apenas 45 mil torcedores, parece se arrastar para um entediante empate quando Carlos Alberto Dias, a dez minutos do final, marca o gol da vitória botafoguense. Enquanto os alvinegros comemoram, Eurico Miranda ordena que seu time permaneça em campo aguardando a prorrogação. O Botafogo dá volta olímpica e o Vasco segue esperando o reinício da partida. Quando se percebe que não irá ter mesmo jogo (o time do Botafogo já tomando banho no vestiário), Eurico manda seu time também dar uma volta olímpica, num dos momentos mais patéticos e constrangedores da história do Maracanã e, por que não, de todo o futebol brasileiro. Sem um troféu, arranja-se uma caravela de papelão (material apropriado) e, num estádio às escuras (os refletores já se apagam), o Vasco roda o gramado diante de uma meia-dúzia de abnegados que gritam “É campeão, é campeão”. A coisa vai para o Tribunal (o Fluminense tenta dividir o título entre os três finalistas) e somente meses depois o vice-campeonato vascaíno será efetivamente confirmado.

1 – VASCO 0-3 BARAÚNAS.RN, COPA DO BRASIL 2005
Quando aquele senhor simpático, bermuda e chinelos, desce as escadas dos ônibus que acaba de chegar a São Januário, os repórteres não dão muita atenção, imaginando se tratar de um médico, massagista ou mesmo dirigente. Quando se descobre ser Cícero Ramalho, o craque e ídolo do Baraúnas de Mossoró, não é possível conter algumas risadinhas abafadas. Hoje é o dia ideal para o Vasco sair da crise, imaginam. Com efeito, o empate em 2-2 no primeiro jogo, em que foi superior ao adversário, dá aos vascaínos a certeza de uma grande atuação no jogo de volta. Mesmo Romário, a princípio poupado para o Brasileiro, pede para atuar.
No entanto, ao trilar o apito, o Baraúnas (equipe da Série C do Brasileiro) assume o controle da partida, e Cícero Ramalho, mesmo com 40 anos e 11 kg acima do peso, deita e rola em cima da jovem e inexperiente zaga vascaína. Fechadinho atrás, o time potiguar aproveita os rombos deixados pela preguiçosa equipe carioca e começa a criar chances. Aos 26 minutos, o ponteiro Val faz um salseiro pela direita e cruza rasteiro. Cícero Ramalho entra na corrida e escora, abrindo o marcador. Ainda na primeira etapa, o Baraúnas desperdiça mais duas chances de ampliar, enquanto Alex Dias perde um gol inacreditável, sozinho diante do goleiro, na maior oportunidade do Vasco. O time potiguar roda a bola, sempre aos gritos de comando de Cícero Ramalho, senhor absoluto das ações. Nem mesmo quando o atacante sai de campo no intervalo (dores musculares) o Baraúnas diminui o ritmo. Aos 12 minutos da segunda etapa o meia Tony arrisca de longe e o goleiro Fabiano aceita. Antes que o Vasco esboce reação, o time de Mossoró continua atacando, e aos 22' o atacante Henrique chuta entre as pernas de Fabiano, dando o golpe de misericórdia, Baraúnas 3-0. O placar poderia ter sido mais elástico se os atacantes potiguares tivessem uma melhor pontaria, e se o Baraúnas não houvesse optado por, nos 15 minutos finais, aplicar um desmoralizante olé em um Vasco absolutamente entregue, aos gritos e aplausos irônicos de uma torcida revoltada. A derrota humilhante custa o emprego de Joel Santana, e é bem sintetizada por um incrédulo Romário: “não jogamos porra nenhuma”.

Enquanto isso, em Mossoró, carreatas comemoram o feito, celebrando "Cícero Romário", o novo heroi potiguar.

Boa semana a todos.


sábado, 25 de janeiro de 2014

Flamengo x Duque de Caxias


Campeonato Estadual - Taça Guanabara - 2014 - 3ª Rodada

FLAMENGO - Felipe; LeonardMoura, Samir, Wallace André Santos; Amaral e Muralha; Elano, Carlos Eduardo Paulinho; Hernane. Técnico: Jayme dAlmeida.

Duque de Caxias - Andrade; Alan Henrique, Luiz Felipe e Mayco; Dudu, Lenon, Juninho, Leandro Teixeira e Rodrigues; Alex Terra e Daniel Amorim. Técnico - Mário Júnior.

Data, Local e Horário: Sábado, 25 de janeiro de 2014, as 19:30h (USA ET 16:30h), no Estádio Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Carlos Eduardo Nunes, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique e Romário Falci do Carmo.


À procura da batida perfeita com auxílio do grande Sun


Bom dia butequeiros e leitores silenciosos,

ao que tudo indica, veremos hoje em campo o time titular do Flamengo, versão 2014. Acho que estamos todos curiosos para saber como o esse "novo Flamengo", com esse "novo meio de campo" composto por Muralha e Elano nos lugares de Elias e Luiz Antônio vai se comportar.

Ao contrário de 2013, no ano corrente podemos afirmar que temos elenco. Em algumas posições, como na zaga, há 6 jogadores disputando duas vagas. No meio de campo, além dos confirmados, temos ainda Éverton, Lucas Mugni, Matheus, Rodolfo, Gabriel, Cáceres e Feijão em busca de uma vaga no time titular ou mesmo na reserva. Cada qual com suas peculiaridades, características e perfil. Temos jogadores experientes e novatos. Dá pra fazer uma boa mescla.

Entendo que a responsabilidade do Jayme aumentou em muito, pois se antes bastava o famoso feijão com arroz, a Diretoria cuidou de buscar temperos, carnes variadas, molhos e especiarias para que ele faça pratos diferentes e mais requintados.

Além de saber quais peças usar, nosso treineiro precisa criar variações táticas. O time do ano passado pode e deve evoluir. Acredito que precisamos nos livrar de uma certa dose de Paulinho-dependência (faltou contratar um 2o atacante veloz). Outro fator importante é saber defender o placar sem nunca abrir mão do contra-ataque nessas circunstâncias, pois do contrário levamos sufoco até o final. O Éverton pode ser um jogador importante nesse sentido. 

A meu ver, também é preciso fechar o buraco que todo jogo se forma na linha de fundo da lateral esquerda, nosso ponto fraco. Em alguns jogos fora, dependendo da situação, podemos jogar com 3 zagueiros ou com o Samir na lateral ou, ainda, com Amaral e Cáceres ou Amaral e Feijão. Saber qual formação nos dá mais segurança é vital.  Ter a famosa carta na manga e saber colocar no banco aquele jogador capaz de mudar uma partida, ter em mente qual formação é mais eficiente para pressionar o adversário e virar um placar adverso são elementos fundamentais pra atingirmos o objetivo final.





Entendo que o Jayme queira manter o mesmo esquema do ano passado, já que foi este que nos levou ao campeonato. Entretanto, é preciso verficar se é o esquema ideal para o grupo que temos hoje. O Elias, por exemplo, é um jogador que fazia e colaborava muito com a transição rápida da defesa pro ataque. Já o Elano parece cadenciar mais o jogo. Teremos mais toque de bola e menos correria? Isso é bom ou ruim? Podemos ter os dois, sabendo trabalhar o elenco.

Além disso tudo, a Comissão Técnica precisa estudar bem nossos adversários. Saber quais são os pontos fracos, os fortes, as características dos jogadores "inimigos", para que os nossos saibam como e quem marcar, quem driblar, como agir. Nesse particular, cabe citar o ensinamento de que "um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados..." (A Arte da Guerra, Sun Tzu)

Precisamos de um planejamento sério, muito bem elaborado e minucioso. Saber o que fazer na situação X, Y e Z. Afinal, "A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota." (A Arte da Guerra, Sun Tzu)


Espero que o trabalho meio que de formiguinha feito pelo Rafael Vieira também possa nos ajudar. Para quem não viu  http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2014/01/curtinha-fla-filma-coletivo-para-analise-detalhada-de-desempenho.html 

Como nos ensina com maestria Sun Tzu, "Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas".

Enfim, como disse nosso ilustre Presidente, há quem tenha como livro de cabeceira "O Pequeno Príncipe". Já no nosso caso, o célebre e viril "A Arte da Guerra" é uma obra que nos cai bem.

Bom sábado a todos,

SRN!


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

E se fosse assim?


Gostaria de resgatar uma vez mais – prometo ser a última – o assunto sobre o formato de disputa dos estaduais, desenvolvendo um pouco o que foi discutido na semana passada. A idéia seria pensar um formato para o estadual do Rio de Janeiro que tentasse conciliar os interesses dos principais envolvidos na competição.

Antes de apresentar uma idéia para o estadual, é importante considerar que existem interesses muito distintos envolvidos não apenas na manutenção dessas competições, consideradas sem importância por muitos times grandes, mas fundamentais para a manutenção das estruturas de poder que mantém as federações quase como feudos.

Para os clubes grandes, o ideal seria termos um torneio curto, que funcionasse como complemento da pré-temporada. Seria importante ter jogos somente aos fins de semana e evitar gramados ruins, onde jogadores de custo altíssimo possam vir a se machucar. Um atrativo seria maximizar os confrontos entre os grandes, incentivando a rivalidade local e atraindo público, TV e patrocinadores.

Para os pequenos, interessa a possibilidade de ganhar algum dinheiro que mantenha o clube ao longo do resto do ano. Um jogo contra um grande que atraia o público, como por exemplo a estréia de Ronaldinho pelo Flamengo em 2011 contra o Nova Iguaçu, costuma ser suficiente para bancar os custos de um time pequeno por 4 a 6 meses. Outra possibilidade é conseguir que seus jogadores apareçam bem nos jogos televisionados e sejam negociados.

A Federação usa os estaduais inchados como forma de “ajudar” os clubes pequenos em troca de apoio político. Com isso, mantém inalterada a imensa estrutura burocrática que mantém comissões de arbitragens, tribunais desportivos e diversos mecanismos que, ano após ano, continuam sem evoluir.

Para a TV, interessa ter futebol para preencher sua grade de programação durante a maior parte do ano, às quartas e domingos, garantindo audiência em horários que seriam quase mortos. E para os patrocinadores, é uma simples questão de exposição de marca, em um produto que tem, ainda, boa audiência.

A proposta do campeonato parte de uma reorganização das cotas de TV repassadas aos times, aumentando significativamente os repasses aos clubes menores e diminuindo o dos grandes. Para compensar, aumentar-se-ia o valor das premiações para os que se classificassem para as finais dos turnos e a decisão do campeonato. A proposta seria dividir a cota da TV em três partes. 40% seriam divididos de maneira igual a todos os clubes participantes. 30% seriam destinados as premiações e 30% seriam divididos de maneira igual entre os grandes e os quatro classificados da fase eliminatória.

Esta primeira fase teria 6 grupos com 5 clubes, divididos em regiões geográficas, Norte, Sul, Serrana, Lagos, Baixada e Capital. Os clubes jogariam um turno único classificando-se o primeiro de cada chave e os dois melhores segundos colocados. Para minimizar os custos do torneio, teríamos sempre rodadas duplas, uma na sede de cada time, com eventos paralelos para atrair o público. A idéia é que esses eventos sejam festas locais, shows com grandes artistas, micaretas, etc, com venda casada dos ingressos e promoção das partidas. A divisão regional reduziria os custos com viagens e incentivaria as rivalidades locais, incentivando os moradores a torcer pelos times de suas cidades.

Os oito clubes classificados disputariam um mata-mata em jogos de ida e volta para definir os quatro que avançariam para a fase final.

A fase final seria disputada pelos quatro clubes ranqueados nas séries A e B nacionais somados aos quatro classificados na fase eliminatória. Os times seriam divididos em duas chaves sorteadas e jogariam um primeiro turno contra os adversários do mesmo grupo. Os campeões de cada grupo decidiriam em jogo único a Taça Guanabara. Para o segundo turno, a Taça Rio, seria feito o cruzamento dos grupos, com o campeão sendo decidido novamente entre os campeões dos grupos. Aqui, uma proposta para equilibrar mais o torneio seria de que os pequenos sempre fossem mandantes quando enfrentassem os grandes, aumentando as chances de terem uma boa renda e expor seus patrocinadores. A decisão do campeonato seria em dois jogos, entre os campeões dos turnos, sem vantagem por melhor campanha. Se algum time vencer os dois turnos, é campeão direto.

Por ser um torneio curto, o campeonato fica mais simples e emocionante, com cada jogo tendo sua importância aumentada. Os grandes clubes teriam uma semana de intervalo entre cada jogo, podendo se dedicar a preparação física e ir ganhando ritmo ao longo do campeonato, sem maratona de jogos.

Para os pequenos, o forte programa de redução de custos na fase preliminar compensaria a falta de exposição dos times na TV. Aqueles que chegarem a fase final, ganham a chance de receber os grandes em casa, expondo patrocínio e ficando com a renda destes confrontos.

Para a federação, a vantagem fica no aumento da sua importância no crescimento econômico dos clubes pequenos, estando mais presente e divulgando sua marca e de seus patrocinadores. Além disso, um programa de investimentos nas diferentes sedes das partidas de cada divisão geográfica, pode trazer mais investimentos para o futebol carioca e, consequentemente, aumento das cotas de patrocínio e televisão. Estes se associariam a um torneio curto e com mais jogos decisivos, atraindo mais público e audiência.

Sobre os primeiros jogos do ano

Sobre o jogo de quarta-feira, não vejo muito a comentar. Apesar das duas vitórias, o time que foi a campo me passou a impressão que faltam sobretudo técnica e entrosamento àqueles jogadores. Ainda assim, nota-se o bom trabalho do Jayme, especialmente no posicionamento defensivo que ficou mais organizado no início dos dois tempos. Penso que o melhor momento do time foi no início do segundo tempo contra o Audax, em que houve mais organização na defesa e uma boa transição no contra-ataque.

Confesso que estou bastante curioso para ver como vai se apresentar o time com os principais jogadores nesse fim de semana. Será que o time ainda manterá o padrão de jogo do último ano? Que novidades teremos no posicionamento e na distribuição do jogo com os novos reforços? E será que vai continuar a fantástica média de gols do Brocador? Amanhã à noite começaremos a descobrir!

abraços a todos e SRN!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: se pereba pode jogar em time grande, se país repleto de problemas pode sediar Copa do Mundo, se clube que cai pra segunda divisão pode disputar a primeira, por que desempregado não pode tirar férias?

Aí, os meus leais detratores me perguntarão qual é a diferença entre tirar férias e ficar simplesmente sem fazer nada, e eu, fiel detratado, responderei na bucha: férias são remuneradas. 

De modo que, juntamente com meu Cinzano Rosso, conceder-me-ei um breve período de respeitada vagabundagem, do tipo que se pode passar o dia inteiro dentro de um pijama listrado sem que ninguém desconfie que você não está fazendo nada. Posso, sim, porque sou meu próprio patrão, e ser seu próprio patrão tem lá suas vantagens, apesar de não ser sábio negar um pedido de aumento a si mesmo.

Será exatamente o que farei, mesmo que ainda esteja sem saber o quê. Talvez fique dormindo mesmo, ou simplesmente olhando pra parede a fim de maximizar meu tempo, uma vez que assim ele demora mais a passar.

Mas que não se preocupem os meus leais detratores e desleais louvadores, porque este espaço semanal não ficará abandonado. Apesar de minha ausência em si já ser uma alento os mais esclerosados, digo, esclarecidos, dela me aproveitarei para oferecer um pouco de cultura a toda as pobres almas dependentes do esporte bretão, e que nele meditam 24 horas por dia, fora os acréscimos.

Para tanto, organizei uma exposição de quadros chamada “Futebol-Arte”, que mescla o talento dos mestres do pincel com a cara de pau da encheção de linguiça que tão bem domino.

Cenão vejemos e erremos: se o Mengão pode meter seu time C no Cariocão, por que eu não posso cravar minha Calúnia B na internet?







Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"É mais fácil treinar um Milan decadente no meio da tabela do italiano do que fazer do Botafogo um time vencedor" - Gustavo Brasília, BUTECO

 Não! Não me Digão que ele jogará no domingo! Não me Digão!

"Sigo sem treinar." - Luiz Antônio
Pra que treinar se tão cedo não voltará a jogar?

"Pra que o Wallin vai se dar ao trabalho de mapear o mercado, se tem o CAP pra fazer isso?" - bittencourt23, BUTECO DO FLAMENGO

O Hernane nem deve acreditar que vai jogar com um 10 clássico encostando nele. Se o tal de Mugni fizer o serviço, o Broca disputa até a Copa

Pronuncia-se "Múguini", "Múni" ou "Lucas" mesmo?

Pergunta íntima não respondo. ‏@sergiomrvieira Se o UNIFred se machucar, digamos, na segunda rodada da Copa, quem entra no lugar dele?

A SUDERJ iiiiiiiiiiinforma: no Flamengo, entra Frickson Erazo no lugar de Mano Erato.

Faço votos de que a contratação do Erazo contradiga o seu nome, e seja um acertazo. #TrocadalhoDoCarilho

Se o Jayme conseguiu montar um time competitivo no ano passado, neste ano vai brincar!

@lavfilho Orra! O Walter voltou das férias sequinho! Sequinho pra encarar um rodízio de massas.

E aí? A vitória do Madureira sobre o Tapetense já foi homologada no STJD?

Se me tivessem dito que o Fla contrataria um 10 argentino cujo nome começa com L e o sobrenome com 5 letras começa com M e termina com I...

Este Cariocão tá me passando uma sensação desagradável de que o Flamengo tá disputando a Série B.

O jogo deu uma baita melhorada agora que comecei a ver um episódio de Seinfeld paralelamente.

A CBF reduziu a proposta para a Portuguesa de 4 para 3 milhões, porque o Fluminense já foi lá e sentou em um.
É melhor se apressar, Lusa!

"Ele [Seu Elizeu] está sabendo valorizar quem soube valorizar o filho dele. Gratidão é uma grande qualidade." - Bcbfla, BUTECO DO FLAMENGO

"Se o Flamengo se classificar antecipadamente no carioquinha, acho que deveríamos poupar o time B para as fases finais" - Wagner Fla, BUTECO

E nada mais faço, e menos ainda hei de fazer.



(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)