quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bahia x Flamengo


Campeonato Brasileiro - 2013 - Série A - 10ª Rodada

Bahia - Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Raul; Hélder, Fahel, Marquinhos Gabriel  e Anderson Talisca; Wallyson e Fernandão. Técnico - Cristóvão Borges.

FLAMENGO - Felipe, LeonardMoura, Wallace, González e JoãPaulo; LuiAntonio e Elias; PaulinhoCarlos EduardGabrie(Adryan); Marcelo Moreno. Técnico: ManMenezes.

Data, Local e Horário: Quarta-feira, 31 de julho de 2013, as 21:50h (USA ET 20:50h), no Estádio Estádio Octávio Mangabeira ou "Arena Fonte Nova", em Salvador/BA.

Arbitragem: Héber Roberto Lopes (SC), auxiliado por Carlos Berkenbrok (SC) e Rosnei Hoffmann Scherer (SC).



Rio - Bahia



A partida de domingo contra o Botafogo, na volta ao saudoso Maracanã, deve ser encarada didaticamente pelos dirigentes e torcedores do Mais-Querido em relação à metodologia de promoção dos garotos dos juniores para os profissionais, pois está mais do que evidente a existência de um "ruído" nessa transição que, algumas vezes, mantém efetivados jogadores que jamais convenceram nos profissionais e, lamentavelmente, tem ceifado outros que acabam por usufruir de algum destaque na concorrência;

Naquele jogo, está claro que desejo me referir aos jovens Luiz Antonio e Adryan que, junto com o melhor de todos durante os 90', Elias, mudaram os rumos do confronto ao submeterem o adversário a um verdadeiro massacre até o surgimento do gol de empate e o apito final a cargo do soprador de plantão. Bastou a Mano Menezes um pouco de coragem para retirar de campo duas apostas malfeitas, Carlos Eduardo e Diego Silva (este, em alguns lances, quase provocou um enfarte coletivo de rubro-negros no 1º tempo), para o meio de campo ganhar mobilidade, um toque de bola um pouco mais refinado e investidas verticais, que desmoronaram as linhas alvinegras e deram maior volume de jogo ao Flamengo, levando-o ao merecido gol feito pelo nosso volante, que esteve numa noite de gala com belo repertório, marcando bem, armando com categoria e concluindo com oportunismo por três vezes para valer uma;

Evidentemente que nem sempre será assim e aí é que entram os ensinamentos colhidos que nos remetem para uma visão mais ampla do processo de transformação ao qual os meninos estão submetidos, já que cada indivíduo tem o seu próprio ritmo de crescimento. Eu, torcedor, vou reclamar, ficar aborrecido e esbravejar a cada oscilação dos garotos para baixo e que leve o meu time a uma derrota, mas tenho como companheira a emoção, que me fez disputar um sistema de transportes com 3 milhões de peregrinos para ver a reestreia do meu clube no novo velho estádio. Reconheço que a diretoria e a comissão técnica também têm o direito de extravasar a sua alegria e são dominadas pelas emoções, humanos que são, porém, no dia seguinte ao jogo elas têm que baixar os batimentos cardíacos e agir racionalmente a fim de preservar as sementes longamente cultivadas e não desperdiçar futuros talentos face o imediatismo, que pertence ao emocional da torcida e não deve fazer parte da filosofia de trabalho dos profissionais do clube, tampouco de seus Vices-Presidentes;

E vamos em direção à noite de hoje, quando as vibrações virão da Fonte Nova, na Bahia, em mais uma contenda que se prenuncia como difícil e torço para que os reforços de "baixo peso" não sejam escalados como solução de uma vitória. Creio que, dificilmente, o Flamengo repetirá a atuação desenvolvida na parte final do jogo passado, tal a síndrome do jogo fora de casa e nem quero ouvir o lugar comum segundo o qual "o importante é somar pontos" se mais um empate (apenas melhor que a derrota) acontecer. Pra mim, o importante será ganhar esse jogo, pois o Flamengo tem amplas condições para vencer o time baiano e se posicionar no meio da tabela para, depois, ir adiante no próximo jogo em Brasília.

SRN!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Festa na Favela?

Para iniciar este post a prova cabal de que o Flamengo é global em todos os aspectos, nosso MITO, ops, Presidente, se comportando como um mulambo e se deliciando com a manutenção de um tabu de 13 anos:


Depois de tanto tempo longe, o Flamengo voltou ao Maracanã, eu voltei ao tão criticado por mim, Maraca. Muitas ideias prévias se confirmaram em minhas observações e reflexões, mesmo eu tendo saído de casa com a mente vazia, sem preconceito. Vou tentar descrever alguns aspectos que foram sentidos por mim durante o “Matchday”. A chegada foi tranquila, fui de metrô, no contrafluxo por causa da JMJ que tinha MUITA GENTE saindo de Copacabana. Poderia ter ido de carro ou ônibus, mas as ruas do entorno estavam bloqueadas, o que dificulta principalmente a saída do estádio, além da lei seca, mas tudo tranquilo, tranquilo mesmo. O esquema funcionou, até demais...

Fui com meu primo e logo na chegada uma constatação e uma surpresa ao mesmo tempo: Não havia ambulante algum. Não havia mesmo! Ninguém vendia nada do lado de fora do estádio e assim começou a saga da cerveja! Andamos um pouco, com muita gente indo na direção do estádio e outros fazendo o mesmo caminho em busca da cerveja “perdida”. Em um raio de 1km ninguém vende nada, tudo livre para o acesso das pessoas. Bom e ruim. O bom é o acesso em si mesmo e o ruim é que o clube não se utilizou do espaço, sendo parceiro do estádio para vender nada. Se o fez eu não vi. Pode ser falha minha, se tiver enganado mudo o texto sem problemas, mas se eu não vi, muitos também não. Como aproximar o clube da torcida?

Depois da cerveja na padaria LOTADA, para esquentar os tamborins, voltei ao estádio para entrar no “New Maracanan”. Faltava 1h para o inicio da partida e as filas estavam razoáveis. Depois de entrar e observar algumas novidades fui ao banheiro e estava tudo OK. Não vi problema algum, e fui quando cheguei, no intervalo e quando saí. Tinha papel, água, sabão, sem problemas. Ao entrar no “salão de festas” o primeiro choque: não teve choque! Não senti nada de especial, o coração não acelerou e a visão era de um estádio qualquer. Dentro está descaracterizado, outro lugar. Mais confortável, diferente.

Mesmo com todas essas ressalvas, digo que a torcida está doidinha para levar o time nas costas. Vaiou na saída para o intervalo, mas sabia que o time do Botafogo foi superior. Quando se viu as substituições do treinador o que ocorreu? Abraçou o time e não parou de cantar por todo o segundo tempo. O time aceitou e foi pra cima junto com a torcida. Essa é a pressão que faz a diferença nos jogos no Rio. Quando o time precisa e a torcida ajuda, ganha o Flamengo. Tudo deve ser melhorado, sobretudo o clube na relação com a torcida, com as “vendas legais” de licenciados e inscrições de STs nos estádios com stands do clube dentro e fora do estádio, ajudando a distribuição e venda de camisas e licenciados. Lojas do Flamengo! Do mesmo jeito que faltavam ambulantes “prestando um serviço”, faltava o Flamengo para preencher aquele espaço e se aproximar de seus clientes.

Sobre ingressos, a lotação e a torcida dentro de casa, o ingresso médio do jogo ficou por volta de R$ 79,00, bom preço para 38.000 pagantes, mas péssimo se pensarmos nas 9.000 gratuidades e as mais de 20.000 cadeiras vazias. Se o Flamengo setorizar o estádio, equalizar as vendas e baixar o preço médio garantindo maximização da capacidade e ganhando com os serviços se lota o estádio e baixa o preço médio do ingresso. Fica bom pra todo mundo. Estes ingressos poderiam ter porcentagens destinadas a populações de baixa renda, também. Uma outra medida para não afrontar aos olhos dos torcedores é desvincular os serviços de entradas VIP, cobrando apenas o ingresso e deixando o serviço à parte.

Essa medida ajudaria a não deixar o espetáculo muito “feio” para quem assiste na televisão (ontem a impressão era de estádio vazio) seria baixar o preço dos ingressos que ficam no meio do campo, de frente para as câmeras de TV, cobrando o serviço por fora, separado do ingresso. Assim a “Central VIP” não fica vazia, porque tem valor psicológico também. Dos R$ 350,00 cobrados pelo ingresso (R$ 150,00 são do serviço). Se você vende o ingresso por R$ 200,00, com direito a meia e facilidades para o Sócio Torcedor, e, explica que o extra do serviço R$ 150,00 a venda é certamente maior. Um ganho psicológico para torcida e uma vantagem da imprensa não perturbar muito. Não fica abusivo, grosseiro, além de ser mais “fácil” para “lotar” o local e ficar visualmente bonito para o mundo, quem “compra” parte do espetáculo de longe. Um ganho imaterial na imagem e na relação entre clube e torcida.

Vou tentar calcular uma projeção baixando um pouco os preços praticados no domingo:

Lateral superior (atrás dos gols): 29.082 entradas
Preço Inteira: R$ 50,00; meia-entrada - R$ 25,00; ST – R$ 20,00
Local lotado com ingresso médio de R$ 30,00: R$ 872.460,00

Lateral inferior (atrás dos gols): 11.666 entradas
Preço Inteira: R$ 80,00; meia-entrada - R$ 40,00; ST – R$ 32,00
Local lotado com ingresso médio de R$ 45,00: R$ 896.250,00

Central Superior: 11.950 entradas
Preço Inteira: R$ 120,00; meia-entrada - R$ 60,00; ST – R$ 48,00
Local lotado com ingresso médio de R$ 75,00: R$ 896.250,00

Central VIP (“às laterais do centro”): 7.665
Preço Inteira: R$ 150,00; meia-entrada - R$ 75,00; ST – R$ 60,00
Local lotado com ingresso médio de R$ 100,00: R$ 766.500,00

Central Premium (no “meio”, com Catering, alimentação, sem serviço incluso): 5.962
Preço Inteira: R$ 200,00; meia-entrada - R$ 100,00; ST – R$ 80,00
Local lotado com ingresso médio de R$ 125,00: R$ 745.250,00

Ingressos vendáveis: 66.325
Renda Total com Estádio Lotado (sem contar camarotes): R$ 4.176.710,00

Ingressos vendáveis: 66.325
Renda Total com Estádio Lotado (sem contar camarotes): R$ 4.176.710,00
Ingresso Médio: R$ 62,97
Cadeiras Cativas: 4.991
Camarotes: 2000
Aproximadamente 6.000 ingressos para autoridades, imprensa, consórcio, parceiros, patrocinadores camarotes corporativos especiais para que se alcance os 79.000 de público total possível no estádio em eventos Fifa ou não. Abaixo plano de assentos:


Possível perceber “a solução” do problema dos ingressos cumulativos, aumentando a importância do Sócio Torcedor, com 60% nas entradas, 10% a mais do que os estudantes comuns, assim não importaria ser estudante + ST, sim apenas, sócio torcedor. Três partidas ou mais no Rio de Janeiro ou em alguma cidade, como Brasília oneraria muito ao orçamento de qualquer família, então sugiro que o ST que tenha ido a três partidas do clube tenha um desconto de 80% no ingresso na partida seguinte, num período de dois meses. Este tipo de “fidelidade rasteira” ajudaria ao orçamento do torcedor e ao clube com o estádio cheio.

O mais importante para qualquer clube de futebol é a ocupação dos estádios, principalmente dentro de campo, quando o time se sente acolhido. O que nossa torcida fez no segundo tempo do jogo, se “o cara não sentir nada” pode pedir para sair. Não serve para o Flamengo, nem para jogar futebol! O time é frágil, mas o treinador é competente e a vontade da torcida em ajudar é real! E muito grande! Outros aspectos incomodaram bastante como o banco do outro lado da torcida, nosso lado é nosso lado! Mas isso é um aspecto menor. 

Espero sinceramente por um Maracanã mais “tradicional” com preços escalonados de ingressos, para diminuir as gratuidades (estádio com ingresso vendido com antecedência não deixa espaço para gratuidade), o banco de reservas do lado da torcida, como sempre foi, cinco metros a mais de largura no campo (dá para fazer existe espaço para isso, com 2,5m de cada lado do campo) e rede véu de noiva nos jogos do Flamengo. Tudo continuará no padrão Fifa, mas do nosso jeito. Quando tiver jogo oficial da seleção ou Fifa, é só trocar a rede e diminuir o campo. Qual a dificuldade disso?

O estádio em si, não é nem padrão Fifa, nem padrão Cabral. Nem luxuoso, nem uma porqueira. É comum. Não consigo entender como gastaram R$ 1,2 BI ali. Ou parte do dinheiro foi pro ralo, ou alguém ficou muito rico ou os dois... Saltou aos olhos, desde o metrô, até as cercanias, padaria e se confirmou dentro do estádio: a quantidade de “camisas Adidas” e sua proporção. A “olho nu” 50% dos rubro-negros do estádio estavam vestidos com o Manto novo, 25% estavam com camisas do Flamengo de outros anos e modelos retrô e aproximadamente 20% “à paisana”. O que sobra do restante? Uns 5% de “camisas piratas”. Isso mesmo, “só isso”! Quando e como já se viu, aproximadamente de 5% de torcedores do Flamengo com camisas piratas? 

Tiro duas conclusões: Primeiro, a torcida está muito afim de contribuir com o clube, dado o crescimento expressivo dos STs nos últimos dias; e em segundo lugar, elitizaram mesmo! A elitização infelizmente veio para ficar, mas existem meios de se reduzir, inclusive, como disse acima, reservando porcentagens de ingressos a baixo custo. Na saída deu um nó na garganta quando a torcida gritava “favela, favela, favela, festa na favela”! Eu dizia pro meu primo e ele ria “”favela, favela, favela, ninguém é da favela”! Não era mentira!

FLAMENGHIEUBIQUE!

P.S.: A diretoria não cumpriu mais uma promessa e Zico não foi dar o toque Real na primeira partida do Flamengo no retorno do Maracanã. Nem se explicaram, nadinha. Foi legal o Bandeira comemorando, zoando, mas cadê o Amarildo? Ops, cadê o Zico?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A Volta ao Maracanã

Buongiorno, Buteco! Que jogo! A volta do Flamengo ao Rio e ao Maracanã não poderia ter sido mais dramática e apoteótica. E o Flamengo não poderia ter perdido. Teria sido "criminoso", tomando emprestada a expressão utilizada por Mano Menezes. Apesar do Botafogo melhor tecnicamente e superior no jogo no primeiro tempo, e apesar da arbitragem querendo acabar com o tabu da invencibilidade rubro-negra em brasileiros contra o adversário vira-latas, o Flamengo mostrou que é maior, que manda no Maracanã e, como bem disse o meu amigo RNT, o empate acabou tendo gosto de Guaraviton para o Botafogo. Teve até o Seedorf demonstrando inegável identidade com seu clube, chorando sem motivo ao final do vergonhoso fracasso com ajuda da arbitragem. O empate, para o Flamengo, teve um sabor de virada, até porque marcou três gols, dois deles absolutamente lícitos, e ao final desfrutou um momento de êxtase e catarse dos jogadores com a torcida. Em meio a isso, um jogador parece despontar como candidato a ídolo dessa torcida tão carente de jogadores que se identifiquem com o Manto Sagrado e se entreguem dentro de campo: Elias.

***
Passada a emoção da partida, é preciso refletir a respeito do que ocorreu no primeiro tempo. O Botafogo, com sua linha de quatro, formada por Gilberto, Lodeiro, Seedorf e Vitinho, dominou amplamente o meio de campo. Mesmo quando o Flamengo ia ao ataque, o Botafogo desarmava nossos jogadores com três em um, além de sua zaga ganhar com firmeza todas as divididas. Independentemente do planejamento tático de Mano não ter dado certo, estou convicto de que os nossos jogadores pareceram intimidados. É preciso apurar o motivo. Foi o Seedorf? Temos jogadores demais com pouca experiência? O que ocorreu? Destaque negativo para Diego Silva e Paulinho, que tudo erraram, e para Gabriel, completamente nulo em campo. O Botafogo criou várias chances e perdeu a oportunidade de construir um placar elástico. O Flamengo foi medroso, inseguro e irreconhecível.

No segundo tempo, o time se transformou por completo. As entradas de Adryan e Luiz Antonio nos lugares de Diego Silva e Gabriel (que pediu substituição) deram resultado. Mano segurou um pouco Paulinho e liberou Elias para avançar. Adryan e Elias foram os principais finalizadores do Flamengo no segundo tempo. Elias, obviamente, precisou de cobertura para executar essa função. Acredito que por isso Paulinho não foi substituído. Adryan fez sua melhor partida pelo Flamengo, apesar de não ter marcado gol. Foi consistente e participativo durante toda a segunda etapa. A equipe criou inúmeras oportunidades, encurralou o Botafogo em seu campo como um time pequeno e marcou três gols, dois deles anulados, um ilegalmente. O melhor do time foi Elias, que no ataque marcou os três gols e na defesa passou a ser auxiliado por um seguro e técnico Luiz Antonio, o qual não pode, de maneira alguma, ser banco para Diego Silva, embora o prefira mais adiantado, caindo pela ponta direita.

O Flamengo do segundo tempo foi uma convergência de alterações no plano tático, técnico (substituições) e em nível de atitude dentro de campo. Foi valente. Foi raça, amor e paixão, e por isso a torcida o carregou para a vitória, construída de fato e legalmente, porém ilegalmente impedida por Péricles Bassols e seu assistente. 

***

Não é novidade para quem acompanha o Buteco que eu critico a forma como o elenco e o time foram montados em 2013. O conceito bom, bonito e barato é fruto das condições financeiras nas quais o clube foi "herdado" pela Diretoria atual, o que precisa ser compreendido pela torcida, que não deve esperar, esse ano, por reforços caríssimos ou por um desempenho maravilhoso da equipe. Nem por isso a montagem do elenco e principalmente do time titular deixou de ser defeituosa, sob o ponto de vista da efetividade. Individualmente foram contratados bons jogadores a baixo custo, tendo a Diretoria aproveitado boas oportunidades de mercado. O problema é que não se pensou no conjunto, no coletivo, especialmente como esse time marcaria gols. O fato de pouco criar e pouco finalizar não deve causar surpresa se analisarmos que os jogadores, individualmente, são bons e poderiam jogar bem em qualquer time, mas juntos são muito pouco efetivos no quesito mais importante do futebol: o gol, que está longe de ser um mero detalhe.

O segundo tempo de ontem mostrou que Adryan começa a amadurecer e, indiscutivelmente, é um dos jogadores do elenco que melhor finaliza. Sem reforços para o setor, Mano terá que pensar seriamente em efetivar Adryan como titular. Não dá mais para entrar em campo com um time que joga na tática do "arame-liso", apenas cercando sem agredir o adversário. Por outro lado, Elias, que, nesse time, também executa bem a função de finalização, inclusive dentro da área, precisa de uma cobertura eficiente, pois é segundo volante. É compreensível que Paulinho, que fez péssima partida ontem, não tenha sido substituído por isso. Porém, Mano deve ter em mente que Paulinho é um ótimo jogador para compor elenco, mas não pode ser erigido à categoria de insubstituível. Não há a menor razão para tanto. Alternativas precisam ser encontradas para a aplicação tática de Paulinho e para a cobertura aos avanços ao ataque de Elias ou mesmo para trocas de posição e alterações táticas durante as partidas. O certo é que Adryan e Elias, e depois André Santos, podem ajudar o Flamengo a começar a marcar mais gols.

Acredito em vitória contra o Bahia. Espero ver um time seguro, com pegada e sem medo durante os noventa minutos.

Bom dia e SRN a todos.



domingo, 28 de julho de 2013

Flamengo x Botafogo


Campeonato Brasileiro 2013 - Série A - 9ª Rodada.

FLAMENGO - Felipe, LeonardMoura, Wallace, González e JoãPaulo; Cáceres e Elias; PaulinhoGabriel (BruninhoCarlos Eduardo; Marcelo Moreno. Técnico: ManMenezes.

Botafogo - Jefferson; Gilberto, Dória, Bolívar e Júlio César; Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Seedorf e Vitinho (Elias); Rafael Marques. Técnico - Oswaldo Oliveira.

Data, Local e Horário: Sábado, 14 de julho de 2013, as 18:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ.

Arbitragem: Péricles Bassols Pegado Cortez, auxiliado por Rodrigo Pereira Joia e Luiz Cláudio Regazzone, todos do Rio de Janeiro.




Alfarrábios do Melo

Saudações flamengas a todos.

E o Flamengo está de volta ao Maracanã. Para pontuar esse fato, deixo aqui um texto de 2009, que escrevi quando o Flamengo alcançou sua milésima vitória no estádio (contra o Atlético-MG, 3-1, jogo que efetivou o Andrade no comando). Acho que é um apanhado interessante. Boa leitura. 

O Maracanã e as Mil Vitórias
 
Que o Maracanã é a casa do Flamengo todo mundo sabe. Que o gigantesco e mitológico estádio tem sido o palco perfeito para a celebração da simbiose de carne e sangue entre o time e sua apaixonada torcida, isso tem sido demonstrado através dos anos e é de conhecimento comum. O que poucos sabem é que esse casamento perfeito, que vem desde o longínquo ano de 1950, acaba de produzir o seu milésimo fruto. Sim, o Flamengo completou 1.000 vitórias no Maracanã.

Mil vitórias, mil batalhas em que o bastião rubro-negro foi fincado como uma estaca no território inimigo... (ok, às vezes nem tão inimigo assim), mil ocasiões em que a massa rubro-negra se fez ouvir mais alto, forte e feliz, mil vezes, falando assim parece algo intocável, inatingível.

Tudo começou com um prosaico amistoso contra o Bangu, que havia acabado de contratar Zizinho, o maior ídolo flamengo. Estávamos em 1950, havia apenas uma semana que o Brasil vivera o maior trauma da história de seu futebol. O triunfo por 3-1 marcou o início da “Era Maracanã” para o Flamengo, e desde então o time sairia vitorioso em pouco mais da metade das partidas disputadas no templo. No seu templo.

Mil vitórias. Quem já provou sabe que enfrentar o Flamengo no Maracanã costuma ser um inferno. Vários craques estelares podem ostentar essa marca em seu currículo. Gente como Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Puskas, Maradona, Eusébio, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Dino Zoff, Altafini, Romário, Ronaldo, Didi e Rivelino, entre outros gigantes, que viveram a experiência de enfrentar e ser derrotada pelo Flamengo no Maraca. Equipes como Juventus de Turim, Atletico de Madrid, Boca Juniors, Benfica, River Plate, New York Cosmos, Peñarol, times de 19 países diversos. Todos os clubes de expressão do Brasil, espalhados por 22 estados, todos eles subjugados pela magia de uma equipe que se agiganta quando está diante de seu povo, de sua gente, de sua torcida.

Mil triunfos. Há vitórias simples em jogos amistosos (ou quase), nessa lista entram jogos-treino, partidas de importância menor, mas há também triunfos decisivos, que valeram o grito de “é campeão”. Como esquecer a cabeçada de Rondinelli, a falta de Petkovic, o gol maroto de Nunes que deslocou João Leite, o toque certeiro de Bebeto se antecipando a Taffarel, o gol-relâmpago de Zico contra o Santos, a bomba de Obina que abriu o caminho da Copa do Brasil contra o Vasco, entre outros tantos gols que ajudaram a encher a Sala de Troféus da Gávea? Ser campeão é maravilhoso, com vitória no jogo final melhor ainda, e se essa vitória é conquistada em sua casa, aí beira a perfeição. Pois, nessas 1.000 vitórias, o Flamengo fez sua torcida gritar “é campeão” em Campeonatos Brasileiros, Copa do Brasil, Estaduais, Torneio Rio-SP, Taças Guanabara, entre outros títulos menos cotados.

Mil jornadas vitoriosas que consagraram diversos personagens, que com seus pés escreveram cada página dessa história. Gente como Fio Maravilha, que com seu “gol de anjo, um verdadeiro gol de placa” marcado contra o Benfica em 1972 ganhou até música. Ou como Silva, o Batuta, que semanalmente arrombava as redes do estádio com suas raquetadas, na inesquecível temporada de 1965. Ou Almir, que meteu a cara na lama pra sacramentar mais uma peleja vencida, contra o Bangu em 1966, ou como Índio, Doval, Nunes, Gaúcho, Edílson, Bebeto, Romário, Cláudio Adão, Evaristo, Paulinho, Henrique, Adriano, artilheiros que ajudaram a inchar bastante essa lista de vitórias. E o que dizer de Dida, que honrou por oito anos o manto flamengo, colecionando gols a ponto de se tornar o segundo maior artilheiro de sua história? 

Mas nenhum jogador, de nenhuma nacionalidade ou posição, em nenhuma época foi tão íntimo, esteve tão à vontade e viveu com tanta intensidade a força da aliança entre o Flamengo time e o Flamengo torcida quanto Zico. O Maracanã era o seu teatro, era o palco onde dedilhava suas melhores notas, onde escolhia os melhores acordes para entoar para o público nos seus concertos semanais de 90 minutos. No auge da “Era Zico”, o Flamengo chegou a acumular uma série de 82 jogos sem derrota para intrusos (equipes de fora do RJ) no estádio, em um período de 1 ano e 8 meses (março de 1980 a novembro de 1982). Do total de mil vitórias no Maior do Mundo, o Galinho de Quintino foi o comandante de pouco mais de 20%, uma marca assombrosa. Ao todo, anotou 320 gols, de cabeça, de perto, de longe, de placa, de pênalti e de falta, os seus preferidos, que também deram até música (“é falta na entrada da área, adivinha quem vai bater...”). Para os adversários, o Maracanã era um assustador desafio. Para Zico, era seu lar.

Mil batalhas. Cada vitória, desde a mais fácil até a mais sangrenta, assinala a marca da defesa bem-sucedida do solo sagrado flamengo, de sua demonstração de força e caráter guerreiro. Viradas históricas, reversões inacreditáveis, como os 4-3 sobre o Vasco em 1963, salvando-se da eliminação e abrindo caminho para a arrancada do título estadual. Outro 4-3 célebre foi conseguido nas semifinais contra o perigoso e atrevido Coritiba em 1980, que fez dois gols relâmpago e obrigou time e torcida a virarem juntos o placar. Já que é pra falar de 4-3, que tal a “virada da poeira” contra o galáctico Fluminense em 2004, que deu a moral que o time precisava para o título daquele ano? Há mais viradas heróicas, há os 3-2 dos campeões do mundo sobre o São Paulo na abertura da temporada de 1982, ou os incríveis 2-1 sobre o Sport em 2008, conquistados nos seis minutos finais, debaixo de muita chuva.

Mil “cala-bocas”. Não foram poucas as vezes em que os lutadores flamengos entraram em campo cercados de desconfiança e descrença, contra um oponente considerado muito superior, e em momentos de histórica superação construíram vitórias retumbantes, como os 3-1 sobre o Bangu, “queridinho da cidade”, invicto e favorito em 1963, os 2-0 da garotada comandada por Bebeto e Aldair sobre o Vasco de Roberto, Geovani e Romário na decisão do Estadual de 1986, 2-0 da meninada de Sávio e Magno em cima do poderoso Palmeiras de Rivaldo, Evair, Edmundo e Roberto Carlos em 1994, ou as sucessivas vitórias sobre o forte Vasco na trilogia 99-2001, entre vários e fartos exemplos de superação.

Mil bailes. Às vezes os guerreiros flamengos defenderam sua cidadela de forma tão intensa que as linhas adversárias acabaram se rompendo com inesperada facilidade. E aí sobrevieram os dilúvios de gols, para lavar a alma da massa rubro-negra. Jogos como os quase inverossímeis 12-2 sobre o São Cristóvão, impostos pelo “Rolo Compressor” em 1956, naquela que foi a maior goleada da história do Maracanã. Aliás, como era bom de gol aquele “Rolo”! 4-1 no Vasco (1954, janeiro), 4-1 no Vasco de novo (1954, maio), 4-1 no Botafogo (1954), 5-2 no Fluminense (novamente em 1954), 6-1 no Fluminense (1955), 4-0 no Atlético-MG (1955), entre outras vítimas. Outros momentos divertidos, em outras épocas, foram os 9-2 no Cerro Porteño (1960), os 9-0 em cima da Portuguesa-RJ (1978), e as biabas de 8 aplicadas no Olaria (1958), Bangu (1973), Sampaio Correa (1976), Fortaleza (1981), Madureira (1982) e Minerven, da Venezuela (1993). Mas, de todas as goleadas, uma vale como um título. Aliás, talvez nenhuma das mil vitórias tenha sido tão emblemática quanto os 6-0 sobre o Botafogo em 1981, um massacre que fez a massa flamenga explodir em festa, emoção, delírio, e principalmente alívio pelo fim de uma era de gozações e sofrimento.

Enfim, entre tantas vitórias épicas, goleadas impiedosas, triunfos de azarões, consagração de goleadores, mitos, craques e ídolos, foi forjada a identidade flamenga, a expressão de uma nação que se transfigura na face e na alma de cada torcedor, que se identifica e se vê representada pela multidão que ocupa cada pedaço de seu templo, seu espaço, sua casa, seu Maracanã e conclama seus representantes para a eterna batalha pela vitória, pela defesa de sua gente, de seu chão, de seu território. Do sagrado espaço do Maracanã.

Do Estádio das Mil Vitórias.


sábado, 27 de julho de 2013

Alma e Ambição


Zico adorava ganhar. Especialmente do Botafogo

Após quase 3 anos, no próximo domingo finalmente o Flamengo volta ao estádio Jornalista Mário Filho. Preferi chamá-lo assim, pois pra ser Maracanã falta ainda passar pelo teste de fogo que é abrigar nossa torcida e mostrar que, mesmo com "corpo trocado", o estádio de tantas glórias flamengas ainda possui alma. Assim como muitos, estou curiosa.

Nesse momento de certo ceticismo particular quanto aos rumos do futebol, acabei por buscar nas palavras do nosso eterno ídolo a lembrança de algo fundamental no esporte, que é a ambição pela vitória. 

Zico adorava ganhar do Botafogo, pois em sua época de torcedor, de acordo com suas palavras, eles "ganhavam tudo". Na verdade, quem possui a ambição e a competitividade nas veias, sabe que nada é melhor do que ganhar de um time que é ou está melhor do que o próprio, na base da entrega, da raça, da insistência, da crença e da superação. São as vitórias épicas, edificantes, que enobrecem e que nos fazem acreditar que tudo é possível.

Em nosso último jogo, acho que faltou uma certa dose de gana pela vitória, de confiança, de ambição. A esse time falta acreditar mais, que é possível, que são 11 contra 11 e que não tem nada decidido antes da bola rolar. Eu não quero ver um Flamengo triste, desanimado ou cabisbaixo com a derrota. Quero ver um time puto, mordido, contando as horas pra entrar em campo de novo e fazer as pazes com a vitória. É preciso ter fome, ter desejo visceral e ininterrupto de ganhar, de vencer. 

Mesmo o empate deve ser visto como a perda de 2 pontos, pois nesse campeonato é melhor ganhar duas e perder três partidas do que não perder nenhuma e empatar as 5. Não quero com isso dizer que o time deve se lançar de forma transloucada ao ataque, pode em alguns momentos ou jogos optar pelo contra-ataque, mas deve ao menos ser ou antes de tudo acreditar-se ser perigoso, mortal.

Nada melhor, portanto, que pegar o faísca, um time que, apesar da boa fase, é nosso cliente conhecido há longos anos. Para derrotá-los basta ser Flamengo, inspirar-se no espírito vencedor do nosso ídolo e ambicionar, acreditar e lutar pela vitória (além de marcar bem o Seedorf rs). 

Assim como o estádio, nosso time precisa de alma e em ambos os casos ela pode vir das arquibancadas. Que a conexão seja estabelecida.

Bom sábado a todos,

SRN!




sexta-feira, 26 de julho de 2013

De volta (?) ao Maracanã


Já se vão alguns meses desde o fechamento do Engenhão e da última vez em que o Flamengo jogou no Rio de Janeiro. A volta à cidade Maravilhosa se dará em grande estilo, na primeira partida feita pelo rubro-negro no estádio que foi construído no lugar de sua antiga casa, o Maracanã. Será, também, a primeira oportunidade da torcida carioca de assistir, in loco, o time de Mano Menezes e testar se no novo estádio existe ainda algum traço da alma do anterior ou se essa foi completamente aniquilada pelo tal “padrão FIFA”.

Os eventos testes realizados até aqui, mostraram um estádio belíssimo, de padrão internacional e com um gramado fantástico, mas rigorosamente idêntico a todos os outros usados na copa do mundo. A não ser pela cor das cadeiras, é difícil distinguir um campo do outro nas transmissões de TV, uma vez que até o formato das redes dos gols foi padronizado. Da mesma forma, a pasteurização do futebol exigida pela FIFA afetou também o público, obrigando todos a assistir jogos sentados, e minando drasticamente o componente emocional do futebol. Fica até difícil ter certeza sobre a acústica do novo estádio e sobre de que maneira ela pode ajudar a torcida a incentivar o time e pressionar o adversário.

Vale considerar que o público que foi ver os jogos do evento-teste da FIFA não é exatamente o mesmo público acostumado a frequentar as antigas arquibancadas do velho o gigante de concreto. Da mesma forma, com o retorno dos clubes aos estádios, as regras de lugar marcado, proibição de assistir jogos de pé e outras restrições a cultura do futebol brasileiro devem ser revogadas.

Por outro lado, os caríssimos preços de ingressos praticados pelos clubes, contribuem para afastar – pelo bolso - o torcedor comum das arquibancadas. Entendo isso como um grave prejuízo ao espetáculo. Mesmo sendo sócio-torcedor no plano mais barato, um trabalhador honesto (que não falsifica carteira de estudante) terá que desembolsar 240 reais para ver quatro jogos que o Flamengo faça no Novo Maracanã em um mês, indo ao jogo sozinho, sem levar a família, sem consumir nada e sem considerar o gasto com transporte.

Na busca pelo aumento do ticket-médio, clubes e administradores do estádio optam por sacrificar o espetáculo, preferindo poucos torcedores que paguem muito à incrível atmosfera do estádio lotado. O último evento teste realizado domingo passado, demonstrou o estrago que os preços altos podem fazer na frequência do público. Quem assistiu ao jogo pela TV, teve a impressão de que o jogo estava vazio, e isso causa um enorme prejuízo a imagem dos clubes em questão. 

No caso do Flamengo, após jogar com estádio lotado em Brasília – apenas uma vez como mandante - contra Santos, Coritiba e Vasco qual seria o prejuízo de imagem ao jogar com um Novo Maracanã aparentemente vazio? Especialmente num momento em que a intenção é internacionalizar a marca e mostrar o enorme potencial do clube, me parece, no mínimo, uma demonstração de falta de conexão com a torcida local.

Veremos no domingo, como o Novo Maracanã vai receber a torcida do Flamengo e como será a nova relação entre time, torcida e estádio. Se a alma do velho Maraca ainda estiver por lá, os ecos dos grandes feitos rubro-negros desde 1950 farão a Nação se sentir novamente em casa.


abraços a todos e SRN!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: não há bem ou mal no mundo. Tudo é relativo. Tudo depende do contexto em que está inserido. Por exemplo: pegar uma baita influenza, daquelas de perder até a sensibilidade nas pernas, bem no dia de uma final do Flamengo, já com os ingressos comprados e tudo, é uma praga. Agora, contrair a mesmíssima doença no dia da vernissage da sogrona é uma verdadeira bênção!

De modo que um simples fechamento de janela, no meu caso, emérito fiscal da natureza que sou, obrigaria o pé de chinelo aqui a vestir as cuecas pra descer até a portaria ver se o pé de feijão que plantei na escarradeira já deu o ar de sua graça. Por outro lado, o fechamento da janela de transferências internacionais foi uma ótima pro Flamengo, porque seu elenco também começou a se fechar, e o treinador poderá, finalmente, saber com quem contar, quais sapos engolir, que decisões tomar.

Como bem disse o Marcelo Trevenzoli no Buteco, “O time é esse e vamos até o fim do ano com ele!”. Paraguaio, brasileiro ou espanhol, o nosso cavalo é esse aí. E não há mal nenhum nisso, porque ao menos possuímos um cavalo. Pior estão os que se acham cavalgando num puro-sangue, sem perceber que este é baixinho demais, além de empacar direto.

Claro, como de costume, há cavalos paraguaios no Brasileirão, mas eu temo são os burros brasileiros, né, “jovem Sr. Felipe”?, como diria a @Pati_Gil_ lá no Twitter. Mas mesmo assim, apesar do goleiro que não se impõe na sua pequena área, onde por lei é intocável, acho que em 2013 o Mengão escapará com sobras de figurar entre as sobras. E ainda aproveito pra sugerir que este ano, excepcionalmente, a CBF rebaixe 8 em vez de 4 times, se, e somente se os 8 candidatos ao ascenso forem um pouco melhores que o Vasco.

Porque além de fraco, o Vasco entrou em parafuso. Time e torcedor. Cenão vejemos e erremos: enquanto o São Paulo, time e torcedor, tá se borrando de medo de cair este ano, o Vasco anda por aí feito um bobo alegre, fazendo bullying com o pobre coitado do Fluminense, time e torcedor, gritando aos quatro ventos que nunca caiu pra Série (e que rufem os tambores...) C!

Dá pra levar a sério? Dá, claro que dá, porque Vasco é Vasco até quando dá a sorte de ser campeão de alguma coisa. Até faço questão de postar a imagem da inteligentíssima zoação. (Peço que os leais detratores me perdoem por trazer este tipo de lixo pra cá.) 

E se preparem pra ser muito zoados, Ameriquinha, Paragominas e Genus. A hora de vocês vai chegar.


Duplex Toc Zen

1 - Todo grande time começa por um grande goleiro: Pena que isso não valha também para todo time grande...

2 - Não existe mais time bobo: No máximo, só o goleiro.

3 - Será que o André Santos finalmente resolverá a nossa lateral?: Ainda acho que pra resolver o lado esquerdo rubro-negro hoje só mesmo um bom cardiologista.

4 - “Engenhão tem reabertura antecipada para maio de 2014”: Como diria o comediante Paulo Silvino, “AH, AÍ TEEEEEEEEEMMMMM!”.

5 - Como o nível do Brão tá lá no chão, bem que a CBF podia repetir o que fez em 1987: Dar ao campeão da Série B também o título da Série A.

6 - “Parte do conselho sugere a Juvenal nome de Pintado para diretor de futebol do São Paulo”: De fato, um nome que tem tudo a ver com o Clube.


7 - E o Cuca tirou um Airbus A380 dos ombros: Título merecido por ter sido conquistado dirigindo um Clube pequeno. 

8 - Quequéisso, Olimpia?: Dessa vez, o cavalo paraguaio foi paraguaio mesmo.

9 - Enfim, a fórmula pra ganhar a Libertadores foi revelada, e é muito simples: Aos trancos e barrancos.

ABC - OK, tricolores. O Botafogo também não tem título da Série B: Mas pelo menos subiu pra A pelas próprias pernas.

11 - “Fred atinge vascaíno com cotovelada no rosto, e é expulso”: O que certas pessoas não fazem pra levar um vermelho... #MomentoAPraçaÉNossa

12 - “Vagner Love deixa CSKA por Shandong Luneng da China”Ou seja, trocou um xing ling genérico por um xing ling original.

13 - O Papa botar fé nos jovens é fácil: Quero ver é emular o Mano, e conseguir botar fé no Cadu!

14 - Sabem aquele tiozão careca, desdentado, barrigudo e impotente que mete uma peruca, uma dentadura, uma cinta, toma um Viagra, e fica tirando onda?: O nome dele é Sr. Vasco.


15 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Alex Silva no mercado só se for fazendo compras.

Moreno é um jogadoraço nível Europa.

Quem nasceu pra Marluci jamais chegará a Lucimar.

Jornalista principiante é "foca". Quando não evolui, vira "fofoca".

Você se acha bom de bola? Quer ter uma chance? Então apresente-se hoje mesmo em S. januário pois o Vasco já começou a catar o catadão 2013!

André Santos já teve passagens bem aceitáveis pelo Corinthians e pela Seleção. Vamos ver agora como se comportará num time grande.

Quem fala inglês melhor: Joel Santana, Adilson "Maguila" Rodrigues ou Gerard Butler?

A janela já vai fechar, e até agora nenhum vascaíno se jogou. #Saco

Muito irônico a mírdia escrotiva, adepta ferrenha de almoços grátis e outros jabás, vir criticar SUPOSTOS ingressos gratuitos pra as TOs...

Espero que o ladrão de bola Willians tenha se regenerado.

O Goleiro do Inter se chama Muriel? Ih, caramba: já tive uma namorada com esse nome...

Esse 4 do Inter, o Banrisul, até que joga direitinho.

Também próxima vez que o Juan disser que quer encerrar a carreira no Flamengo vou logo mandar TNC!

Se o Carlos Eduardo fosse uma laranja, já estaria no bagaço.

O Inter não mereceu ganhar, o Flamengo não mereceu perder, mas é aquilo: se eu quisesse lógica, passaria o domingo estudando física.

Será que o Adryan já escolheu profissão?

Se o Vasco não cair este ano, o Kajuru sairá na Avenida Paulista fantasiado de homem.

Ainda cabe o hepta, porque o nível do Brão tá lá no chão.

Inacreditável: vascaínos zoando tricolores porque nunca caíram pra Série C! VERDADE, EU VI!

Agora os tricolores vão zoar os torcedores do Ameriquinha:
♪ Chupa, Sangue-ê, ♫
♫ o Tricolor nunca foi pra Série D! ♪  

Minha frustração nem tanto é pela derrota pro Inter, mas pro saco de pancadas do Náutico. Os caras têm 4 pontinhos, sendo 3 dados por nós.

O leiloeiro Juan curte tanto uma grana que esperou o jogo inteiro pra fazer o gol só nos acréscimos.

E o Juan não passou no #testedefidelidade...

Sei lá. Pensei que a visita do Papa fosse me espiritualizar um pouco, mas desde quando ele chegou só tenho esbravejado e falado palavrões...

Papa: "Jesus bota fé nos jovens."
E o governo bota nos adultos.

Como o conflito é nas Laranjeiras, próximo ao FluminenC, a PM mandou logo o batalhão rosa-shocking.

Meus leais detratores, se o Fred voltar a jogar neste ano, não gasto mais um centavo sequer nessa marmelada chamada Brasileirão 2013.

As esperanças do São Paulo agora repousam sobre o Negueba, é isso?

O problema não são os peregrinos. O problema são as periguetes.

"O Galo tem uma torcida que é uma nação." – KKKKKKKKajuru

Isso de soltar fogos na frente do hotel onde está hospedado o time adversário, sei lá... Como diria o Blatter "Onde está o fair play?".

O mais perto que torcedor botafoguense jamais chegará de título da Libertadores será assistir hoje ao jogo do Atlético, e usar a imaginação.

O Olimpia não concentrará marcadores em Ronaldinho, porque ele costuma se sair bem no 5 contra 1.

Perdi todo o interesse por Libertadores. Agora qualquer um ganha.

Agora só time de Série B vence Libertadores? É isso?

E nada mais faço, porém humilde e ciente de que podia não ter feito muito mais.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pitacos Rubro-Negros!



1. A torcida do Flamengo, no início do ano, estava resignada com a atual temporada que seria de reerguimento administrativo do clube, que sofreu várias tsunamis em gestões anteriores e, se fosse uma empresa privada, já teria falido várias vezes se tal fosse possível. Sabia que não deveria nutrir esperanças quanto a um grande time de futebol. Hoje, muita gente anda inconformada porque houve uma reviravolta ao longo dos meses com as promessas de "reforços de peso", principalmente por parte do Vice-Presidente de futebol, Wallim Vasconcelos. Como os reforços prometidos não chegaram, a cada revés a onda de insatisfação cresce com mais intensidade;

2. Uma das consequências do elenco não ter sido reforçado convenientemente pode ser a improvisação do lateral-esquerdo recém-contratado, André Santos, no meio de campo, mantendo-se o coração dos torcedores acelerado com a permanência de João Paulo e Ramon, em revezamento, no lado esquerdo da defesa. Pode dar certo, pode dar errado. Em 1992, o deslocamento de Júnior para a zona de pensamento surtiu efeito, mas o maestro Leovegildo era de outra linhagem na intimidade com a bola, convenhamos;

3. O time do Flamengo sob o comando do Mano Menezes há cerca de um mês é outro, sem dúvidas, mais organizado taticamente, melhor distribuído em campo e mais atento ao jogo, com mais participação de todos em cada momento da partida. E o que mudou? No elenco nenhuma modificação significativa foi introduzida mas, com certeza, os métodos de treinamentos sofreram alterações que possibilitaram melhor aproveitamento do potencial de cada jogador, inclusive do meia Carlos Eduardo, que tem se apresentado "menos pior" do que vinha fazendo;

4. De tempos em tempos, o goleiro Felipe torna-se o alvo de críticas momentâneas em virtude de uma falha que entrega o "ouro aos bandidos", como o fez no último lance da partida contra o Internacional, levando o Flamengo a uma injusta derrota. Volta-se a ponderar se o time continua com Felipe ou se promove Paulo Victor, ou ainda, se vai ao mercado buscar um terceiro goleiro melhor que esses dois. Ora, se o clube já não contrata um razoável meia armador, que tanto necessita, melhor esquecer essa ideia alternativa de um bom goleiro de fora. Paulo Victor já mostrou desde a partida contra o Corínthians, no ano passado quando entrou no meio do jogo para substituir o titular que saíra contundido, e mais em algumas partidas a seguir, que tem condições de assumir a titularidade quando não mais contarmos com o "mão de raquete", como o chamam alguns flamenguistas das arquibancadas;

5. Uma boa surpresa foi a ótima posição da contestada defesa do Flamengo, na atual temporada, em uma pesquisa realizada pelo Lance! com os 20 times da Série A mais os 5 primeiros colocados da Série B, totalizando 25 clubes brasileiros. Com 27 gols sofridos em 30 jogos, a defesa rubro-negra atingiu a média de 0,83 gols/partida, situando-se em 4º lugar. Nada mal para quem vive malhada feito Judas em Sábado de Aleluia;

6. Apesar de todos os problemas no futebol, sigo confiante na nova gestão do clube, que o está saneando financeiramente para fazê-lo forte, de dentro para fora, de forma consistente quando, então, não iremos ganhar sempre e todas as competições que disputarmos, porém iremos vencer mais vezes. Não nos esqueçamos da situação de insolvência e bancarrota em que se encontrava o Flamengo há apenas sete meses, em dezembro de 2012.

SRN!