quarta-feira, 10 de junho de 2026

Coluna do Carlos César: Falando da Base do Mengão


 

Olá, Buteco!


No post da semana passada, incluí o trabalho de integração dos garotos ao elenco principal como um dos itens que demandam grande evolução na busca pela excelência do futebol adulto do Mengão.

Notícias recentes dão conta da possibilidade de começarmos a viver (ou reviver) um tempo de realização desse trabalho, porque Leonardo Jardim anunciou que, a partir da inter-temporada que se iniciará no próximo dia 19, vai recrutar alguns garotos para treiná-los, avaliá-los e, tanto quanto possível, integrá-los ao elenco principal.

Ao mesmo tempo, começa a trabalhar no Flamengo o novo treinador do Sub-20, Marcelo Salazar, com o propósito declarado de cumprir a missão de formar jovens para o elenco principal.

Estamos cansadíssimos de saber que discurso é uma coisa e que prática é outra, mas o discurso na entrevista de apresentação é sempre um primeiro passo e esse passo foi dado.

Por sinal, antevejo para breve um pequeno teste da coerência entre discurso e prática, do qual vou falar mais à frente, neste post.


A chegada do treinador Marcelo Salazar


No tempo em que eu era engenheiro e trabalhava em obras pelo Brasil afora, era comum recebermos novos engenheiros para se integrarem à equipe.

Rolava, quanto a essa situação, o entendimento de que o bom engenheiro era identificável “no arriar das malas”.

Gostei do “arriar das malas” do Marcelo, pela firmeza, sobriedade, serenidade e simplicidade na comunicação.

Sei que as aparências enganam, mas a primeira impressão foi positiva e me deixou esperançoso de que estejamos diante de um upgrade na preparação da nossa garotada.

Marcelo foi apresentado no dia 03/06/26 e, num aquecimento para a primeira entrevista, disse a um repórter da Flamengo TV:

A torcida espera sempre a vitória. No Sub-20 existe também o componente da formação. É importante que isso fique claro, mas a gente nunca vai entrar em campo com outro objetivo que não seja vencer.”

O site oficial do Flamengo disse, a respeito do novo treinador do nosso Sub-20:

Natural de Recife (PE) e fora do Brasil desde 2001, Salazar acumula experiência no futebol internacional tanto como atleta de alto rendimento (foi jogador de futsal da seleção portuguesa) quanto como profissional de gestão e comissão técnica.

Ele chegou ao Al-Nassr em 2021 como auxiliar técnico e permaneceu no clube até 2026, atuando em diferentes funções, incluindo passagens pela equipe principal e pelo cargo de diretor executivo. O treinador de 48 anos também participou do processo de transformação do clube e da liga saudita, esteve envolvido nas chegadas de Cristiano Ronaldo e Sadio Mané e também trabalhou como coordenador de scouting. Possui licenças Pro da CBF, da Conmebol e certificação Uefa Elite Scout.”



Na entrevista, que eu achei convencional, falou um pouco mais sobre a missão dele, enfatizando o trabalho de preparação dos jovens para o elenco principal:

A integração depende do Departamento Profissional, eles estão no topo da hierarquia. Eu venho de fazer esse trabalho no Al-Nassr. Venho para me adaptar ao que o Flamengo precisa e para tentar ajudar os jogadores a terem o melhor preparo possível para que, quando o time principal precisar deles, eles cheguem lá e fiquem.”



Falando de sua experiência em scout (Marcelo tem certificação da UEFA neste assunto), ele disse que vê o futebol “360 (campo e fora do campo)” e que a preparação dele nesse tema o ajuda a enxergar o que cada jogador pode render.

Gosto disso, porque acho que um treinador não pode ser bom se não consegue avaliar bem as virtudes, os potenciais e as deficiências de cada jogador.

Na base, então, isso é ainda mais importante.

Começando a falar da equipe que vai treinar, Marcelo agradeceu ao Daniel Franklin e ao staff permanente do Sub-20 pelo excelente trabalho de transição feito entre a saída do Bruno Pivetti e a chegada dele (o time conseguiu duas vitórias e um empate nos três jogos em que foi dirigido pelo Daniel).

Temos, portanto, um staff permanente do Sub-20 e é de se esperar que esse staff se qualifique sob o comando do Marcelo e do diretor da base, Alfredo de Almeida.

Por fim, respondendo a uma pergunta sobre a situação preocupante do time Sub-20 no BR26, Marcelo comentou que faria sua estreia no dia 09/06, em casa, no jogo contra o Athletico-PR (venceu!!!), e voltou a dizer que o time tem que vencer, mas que precisa preparar os jogadores para chegarem ao profissional e ficarem lá.

O discurso, portanto, está afinado com o do presidente Bap, que disse a mesma coisa naquela apresentação feita ao Conselho, em dezembro passado (queremos vencer, mas o foco principal é preparação para o futuro).



Situação do Sub-20 do Flamengo no Brasileirão 2026

Flamengo e Athletico-PR fizeram, em 09/06, o primeiro jogo da 15ª rodada do BR26 Sub-20 e, com a vitória por 1 a 0, gol do Daniel Sales, nosso Mengão chegou à sexta colocação na tabela, entrando provisoriamente na zona de classificação, a quatro rodadas do fim da fase de classificação para as quartas de final, que serão disputadas em mata-mata, com jogos de ida e volta.

Os compromissos restantes do Flamengo para o fechamento da fase de classificação serão:

16ª Rodada – 17/06 – Em casa – Cuiabá (19º)

17ª Rodada – 20/06 – Fora de casa – São Paulo (12°)

18ª Rodada – 25/06 – Fora de casa – Corinthians (11º)

19ª Rodada – 01/07 – Em casa – Avaí (15º)



A integração e o teste de coerência

O discurso do clube, a partir da posse do presidente Bap e do início das mudanças que vêm sendo implementadas, é de que a prioridade no trabalho da base não será a conquista de troféus, mas a preparação de jogadores para futura afirmação como bons jogadores adultos, seja para integrarem o elenco principal do Flamengo, seja para gerarem boas receitas em transferências para outros clubes.

Entendo a ideia e a aplaudo, mas fico pensando que é indesejável que, nesse trabalho de formação, o Sub-20 não consiga chegar à fase mata-mata dos campeonatos brasileiros.

A depender dos resultados do time nas rodadas faltantes do BR Sub-20 (há pelo menos quatro clubes ameaçando nossa permanência entre os oito melhores), o comando do futebol do clube poderá passar por um pequeno teste de coerência entre discurso e prática, pelo confronto entre a necessidade de contar com os melhores garotos na briga pela classificação para a fase mata-mata e a escolha, pelo treinador Jardim, daqueles que viajarão para Portugal com o elenco principal. Vejamos:

** O elenco principal volta de férias no dia 19/06.

** Depois do jogo contra o Cuiabá, em casa, nosso Sub-20 terá dois jogos fora de casa, contra o São Paulo, no dia 20, e contra o Corinthians, no dia 25.

Será que os garotos serão integrados à fase de treinamentos do elenco principal no Brasil, a partir do dia 19, ou serão mantidos no grupo do Sub-20 por priorização dos dois jogos fora de casa, contra São Paulo e Corinthians?

Na sequência, acontecerá a viagem para Portugal, marcada para 28/06, com volta ao Brasil prevista para 12/07.

Aí, vencida a situação inicial de coincidência entre treinamentos do elenco principal e jogos decisivos do Sub-20 (19 a 25 de junho), é razoável imaginarmos que os garotos estarão liberados para a viagem, porque só restará uma rodada, contra o Avaí, em casa, no dia primeiro de julho.

Como a primeira etapa do mata-mata do BR Sub-20 está prevista para 29/07 e 06/08, será perfeitamente viável que os garotos selecionados pelo treinador Leonardo Jardim permaneçam no elenco principal, na volta de Portugal e ao longo do segundo semestre, com eventuais cessões para as partidas de mata-mata do BR26 Sub-20.



Paciência histórica

Lá fui eu de novo para a IA do Google, onde encontrei uma definição para essa expressão “paciência histórica”, que eu ouvia de um líder com quem trabalhei e com quem aprendi muito sobre trabalho e vida.

Disse o Google:

A paciência histórica é a capacidade de compreender que mudanças estruturais, sociais e políticas levam tempo para se consolidar. Longe de ser passividade ou conformismo, é a virtude de saber cultivar bases sólidas e lidar com o imediatismo da nossa sociedade.”

Resultados no desenvolvimento de jovens jogadores não acontecem rapidamente.

Ainda que existam alguns atalhos que aceleram a obtenção de resultados isolados (Wesley, por exemplo, veio pelo atalho do jogador semi-pronto), a geração de resultados bons e consistentes costuma demorar.

Na atual gestão, o Flamengo começou a implantar mudanças estruturais no trabalho com a base e, se elas gerarem os bons resultados que o clube espera, a tendência é que eles comecem a aparecer nos próximos anos (na apresentação que fez em dezembro, Bap previu que os resultados virão a partir de 2027).

Diz ainda a IA do Google:

A paciência histórica envolve diferentes dimensões sobre como lidamos com o tempo:

Compreensão dos Processos: Entender que grandes transformações (seja uma revolução, mudança cultural ou conquista de direitos) se assemelham ao cultivo de uma floresta, exigindo tempo para crescer e amadurecer.

Força na Espera: Na filosofia, é vista como uma virtude ativa baseada na inteligência e na força interior, diferenciando-se da fraqueza ou da desistência.

Equilíbrio com a Urgência: Há um debate moderno sobre quando a paciência histórica deve dar lugar à urgência histórica, especialmente diante de desigualdades profundas e crises que exigem respostas imediatas.”

Força na espera é o que é cobrado da Nação Rubro-Negra, enquanto os processos são desenvolvidos e a floresta é cultivada.

E respostas imediatas continuarão a ser as contratações de jogadores prontos, algo que, se o Flamengo se mantiver financeiramente saudável (como esperamos e torcemos), vai continuar acontecendo, mesmo que a floresta da base passe a dar muitos bons frutos.

Temos que continuar aguardando, torcendo e cobrando, porque o Mengão é nosso.


Flamengo Academy e a Base

Achei curiosa a notícia: enquanto a gente faz críticas e se impacienta com o trabalho feito com a garotada, o Flamengo está lançando a Flamengo Academy e o site oficial do clube informa que o primeiro evento a ser promovido é um workshop sobre a metodologia empregada pelo clube nas categorias de base.

Diz a notícia do site, no subtítulo da matéria:

No Ninho do Urubu, uma imersão de cinco dias nos processos, cultura e modelo de desenvolvimento esportivo adotados pelo clube.”

No corpo da matéria, somos informados de que “ao longo da programação, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos, palestras, debates, dinâmicas e experiências dentro do ambiente do clube, além de momentos de networking com profissionais de diferentes áreas do futebol de base e de que o workshop será dividido em seis módulos:

** Identidade e Modelo de Formação

** Saúde e Alto Rendimento – Teoria e Prática

** Desenvolvimento Humano – Teoria e Prática

** Mercado, Scout, Processos e Jurídico

** Desenvolvimento Técnico-Tático

** Visão de Jogo: Temas do Futebol em Debate (Mesa Redonda)

Então, é isso.

Enquanto a gente critica, o Flamengo considera que já tem o que ensinar a respeito do trabalho com a garotada.

Só a título de brincadeira, porque acho muito positiva a iniciativa do clube, essa notícia me lembrou de um professor que eu tive na escola de engenharia.

Debochando dele mesmo, ele costumava dizer:

Quem sabe faz, quem não sabe ensina.”

Tomara que o Flamengo já tenha mesmo muito a ensinar nesse assunto e que, ao longo dos próximos anos, comece a atender nossa expectativa de grandes resultados na formação dos garotos.

As inscrições para o workshop terminam amanhã.

Juro que, se eu fosse um pouco mais novo e a saúde me permitisse, iria me inscrever, porque esse assunto é muito presente na minha paixão rubro-negra.

No mínimo, eu ganharia algumas ideias para escrever posts nessa época de recesso do futebol do Mengão.



O Diretor de Futebol

Alfredo Almeida, diretor das divisões de base do Flamengo (Foto: Lucas Bayer/Lance!)

Volto a lembrar desse cargo essencial.

O Diretor de Futebol sempre será peça-chave para que o futebol do clube evolua rumo à excelência, inclusive no trabalho com a base.

Se liga, Bap!!!


Saudações Rubro-Negras!!!!!

Carlos César Ribeiro Batista


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Prioridades

 

Salve, Buteco! Segunda-feira passada conversamos a respeito do elenco e, ao longo do texto, uma das ponderações que fiz envolveu a improbabilidade de o nosso Departamento de Futebol conseguir promover todas as negociações necessárias para um upgrade no elenco, ao menos na proporção que a Nação Rubro-Negra deseja. Então, entre entradas, saídas e reposições, e de acordo com o que o mercado demandar do clube, será imperioso estabelecer prioridades.

Exemplo: acho que a ponta direita poderia melhorar muito com a saída do Luiz Araújo e a contratação de um jogador que pudesse disputar a posição com Gonzalo Plata para, quem sabe, agregar um bom finalizador para o elenco. Ocorre que, na outra extremidade, o contrato de Cebolinha expirará em dezembro e é fundamental negociá-lo nesta janela por algum valor para que não "saia de graça". Será que o cetáceo de dentição escura terá agilidade para atacar pelas duas pontas?

Não se esqueçam que, paralelamente, a situação dos volantes é crítica, eis que, para além de ser necessário trocar dois problemas por pelo menos uma solução (DLC e Saúl por um volante que possa jogar), pode vir a ser necessário repor uma eventual saída de Erick Pulgar, ou será que pensam em oferecer mais um contrato para o já veterano chileno?

Também não podemos nos esquecer do segundo centrovante. Desde Gabigol não temos alguém que efetivamente dispute posição com Pedro, o 9 Bolado. Juninho foi subutilizado e não tinha nível para tanto e até aqui, em 2026, simplesmente temos o Wallace Yan ou o Bruno Henrique improvisado para executar essa função.

O Calvo ainda falou que deseja um meia para se reserva do Arrascaeta, nosso ídolo charrúa. Mas qual é o motivo desse pedido? Carrascal será negociado ou utilizado em outra função?

Finalmente, o elenco necessita, urgentemente, de melhorar o número de bons finalizadores. Lembram do post Artilharia (e Lesões, Calendário, etc.)? Pois é. Em cada uma dessas posições é bom escolher jogadores que tenham vocação para finalizar. É preciso atacar este problema crônico do time: as finalizações.

Por onde então vocês começariam? Pelo contrato do Cebolinha, que está acabando? Pelo volante? Pelo segundo centroavante? Alguém ainda acha que haverá a contratação de um lateral esquerdo? Qual seria o mínimo para uma janela aceitável por parte do Flamengo?

Mas cuidado com a ansiedade. Dizem que o diretor técnico se encontra gozando férias, em Portugal. Logo, para que arrancar os cabelos, certo?

Haja paciência...

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 6 de junho de 2026

Hat-Trick do FDS - Tempos de Copa

 

Salve, Buteco! Estamos ainda no primeiro final de semana da mais longa Data FIFA que talvez já tenhamos visto, com uma "Data FIFA propriamente dita" seguida da Copa do Mundo de 2026. Portanto, ainda estamos em águas rasas e por isso ainda não subirei um "Profundezas", se é que vocês me entendem. Resolvi então resuscitar o "Hat Trick", uma velha prática do Blog para jogarmos conversa fora, na falta de assuntos mais atuais e também para não gastarmos todos, já que ainda temos muito chão pela frente (ou seria água?) até a volta do calendário.

***

Vou começar pela final de 1980, que completou 46 anos no último 1º de junho. Acho que já falei pra vocês que foi o "jogo da minha vida". Cada título tem sua importância e às vezes penso, cá com os meus botões, se tem sentido em falar em um dia (ou título) mais importante do outro na nossa vida, já que não se chega a nenhum sem passar pelos anteriores.

Certamente, porém, existem os mais marcantes, e se o de 1978, o do "gol do Rondinelli", foi o abre-alas para a geração até hoje considerada mais importante do clube, o título de 1980, o do "gol do Nunes", foi o que marcou o início dos títulos nacionais do clube, fora do circuito carioca. Até então, o Flamengo só havia conquistado, por exemplo, para além de torneios amistosos ou organizado por federações, tais como a Taça dos Campeões Rio-São Paulo, o próprio Rio-São Paulo e o Torneio do Povo. 

Muito já se escreveu sobre esse jogo e eu não quero chover no molhado. Desejo apenas destacar um ponto sobre o qual ninguém fala e que, para mim, ilustra como esse jogo marcou o futebol nacional e ficou na História, sendo, para mim, até hoje, "o jogo da minha vida", o maior que eu vi entre dois clubes de futebol.

Eis a ficha técnica do jogo:

LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro.
DATA: 1º de junho de 1980.
PÚBLICO: 154.355 presentes.
ÁRBITRO: José de Assis Aragão
GOLS: Nunes (2) e Zico; Reinaldo (2).
CARTÕES AMARELOS: Chicão, Cerezo, Reinaldo, Tita e Júnior.
CARTÕES VERMELHOS: Reinado, Chicão e Palhinha.
FLAMENGO – Raul; Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César (Carlos Alberto). Técnico: Cláudio Coutinho.
ATLÉTICO/MG – João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luizinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder. Técnico: Procópio Cardoso.

Dos jogadores que entraram em campo, simplesmente 19 (dezenove) já tiveram passagens pela Seleção Brasileira, principal ou Olímpica. De todos eles, no total de 26, apenas Manguito e Carlos Alberto, do Flamengo, e Orlando, Jorge Valença, Pedrinho, Silvestre e Geraldo, do Atlético, não foram convocados nem mesmo uma vez para o Escrete Canarinho.

Uma constelação, como vocês podem notar.

Foram disputadas muitas finais de campeonato brasileiro, porém eu desafio alguém a encontrar uma mais emblemática do que a de 1980, o início do Flamengo nacional e, depois, internacional e mundial.

***

Falando em Atlético Mineiro, o Mauro Betting e o PVC abriram um canal no YouTube e um de seus vídeos traz um debate sobre a maior rivalidade interestadual do Brasil, se "ainda seria" entre Flamengo e Atlético ou se, agora, já teria passado a ser Flamengo e Palmeiras.

Flamengo e Atlético de fato protagonizaram duelos históricos, como a final de 1980 e a semifinal de 1987, e um até polêmico, como o jogo de desempate do Grupo 3 da Libertadores/1981, disputado no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Contudo, fala-se muito, do lado rubro-negro, em "rivalidade unilateral" para se referir ao rival das Alterosas.

Na minha opinião, há exageros de ambos os lados. Do atleticano, pela maneira como neuroticamente acusa o Flamengo de "roubar o meu futuro" e criar um clima de tensão que volta e meia descamba para a violência fora de campo, geralmente tendo a torcida do Flamengo como vítima.

É sempre bom lembrar as sábias palavras do insuspeito Roberto Drummond (atleticano) para a Revista Placar:


Do lado rubro-negro, virou hábito tratar o Galináceo como um rival qualquer, o que tampouco é o caso. Jogos como "o do Inferno" (Copa do Brasil/2022) e o de 2024 (1ª final do Cu de Zebra) mostram que, sem entrar na neurose atleticana, a rivalidade também existe do lado rubro-negro.

A diferença é que a Nação Rubro-Negra precisa dividir sua atenção com vários outros rivais, locais ou não, e por isso não dá tanto cabimento para a neurótica Massa Atleticana. Muito pelo contrário, ainda dá aquela desprezada básica, com bastante deboche, para irritar ainda mais a concorrência...

***


Com relação ao Aliverde de Parque Antártica, pode-se dizer que, se a outra rivalidade já produziu uma final como a de 1980, a qual não canso de me referir como "o jogo da minha vida", Flamengo e Palmeiras "simplesmente" já decidiram duas Copas Libertadores da América (2021 e 2025), uma Copa Mercosul (1999) e diversos torneios de menor expressão, desde a oficial Supercopa do Brasil (2021 e 2023) até a antiga Taça dos Campeões Rio-São Paulo (1942 e 1944), sem contar os registros de confrontos em um torneios de menor expressão, como o internacional Troféu Naranja (1997) e os nacionais Leonino Caiado (1975) e Maria Quitéria (1997).

Para além disso, Flamengo e Palmeiras disputam entre si o progatonismo do futebol nacional desde 2016, claro que, dependendo da temporada, tendo a companhia, sempre pontual, de alguns outros rivais, como o Corinthians (2017), o próprio Atlético Mineiro (2021) e o Botafogo (2024). Em todas as outras edições do Campeonato Brasileiro desde 2016, porém, o campeão foi o Flamengo (2019, 2020 e 2025) ou o Palmeiras (2016, 2018, 2022 e 2023).

Percebe-se que a rivalidade entre Flamengo e Palmeiras tornou-se algo cotidiano e perene, transcendendo fronteiras, ao passo que a rivalidade entre Flamengo e Atlético vive da memória de grandes jogos, históricos e marcantes, sem dúvida, porém pontuais, às vezes com uma ou outra reprise no presente.

É bem diferente da expectativa que se cria em torno de cada confronto entre Flamengo e Palmeiras. A mobilização entre as duas torcidas é total, o mesmo podendo se dizer sobre todos os setores da mídia esportiva (jornalismo e [vídeo]blogueiros). Há confrontos entre Flamengo e Atlético que são tratados de maneira comum, o que já não acontece entre Flamengo e Palmeiras há uns bons anos.

Portanto, a resposta, para mim, não gera maiores dificuldades. A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras superou, sem sombra de dúvida, a de Flamengo e Atlético Mineiro.

Qual é a sua opinião a respeito desse assunto?

***

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Coluna do Carlos César: A Busca da Excelência

Bugatti Veyron (1001 cv)
 

Olá, Buteco!


Para uma instituição como o Flamengo, que busca se perpetuar e manter viva a paixão de uma enorme Nação, a busca da excelência tem que ser parte permanente do que houver de mais essencial na sua cultura.

Era assim que eu havia esboçado o começo do post de hoje – e vou falar disso adiante – mas aí aconteceu o jogo entre Palmeiras e Chapecoense e, num primeiro momento, eu me perguntei se fazia sentido pensar em excelência num campeonato tão contaminado por práticas condenadas até por integrantes da mídia contrária ao Flamengo.

Concluí que sim, mas antes preciso passar pelo jogo do Palmeiras.


Demonstração de poder do Palmeiras e o jogo mental

Quando terminou o jogo do Palmeiras contra a Chape, o clima no Buteco misturava desolação e revolta, e desolação é um importante efeito mental que pode atingir participantes de uma competição, quando um deles demonstra ter um poder superior, capaz de decidir a disputa a seu favor.

É difícil dar respostas eficazes a poderes “superiores”, mas acredito que, em síntese, elas devem incluir excelência (alta competência e competitividade) e poder de superação (capacidade de vencer o desânimo e de não desistir).

Pego carona num texto postado pelo Thiago Freire na segunda-feira, primeiro de junho:

Nitidamente, o Palmeiras tem uma força gigantesca nos bastidores. Não existe um árbitro nesse país que não apite jogo dos caras com medo. O que aconteceu ontem foi um escárnio. Mas eu tento ver os dois lados de tudo. Percebam que, SEM A AJUDA da arbitragem, eles não teriam vencido o lanterna da competição. O time deles não é isso tudo. Eles ainda terão jogos duros, fora de casa. Acredito que mesmo com ajuda, vai ter jogo que não vai ser suficiente. Por isso afirmo, a melhor estratégia para o Flamengo é focar em qualificar o grupo, jogar muita bola e esquecer a tabela. Vencendo uma atrás da outra, pode ter certeza que uma hora vai bater desespero do lado de lá.”

O que o Thiago propõe é que, se o jogo mental do Palmeiras inclui um poder de bastidores capaz de desequilibrar o campeonato a seu favor, o jogo mental do Flamengo deve ser:

... focar em qualificar o grupo, jogar muita bola e esquecer a tabela. Vencendo uma atrás da outra, pode ter certeza que uma hora vai bater desespero do lado de lá.”

Quando os jogos do nosso rival tinham acréscimos intermináveis em 2019, o Flamengo de Jorge Jesus fez isso e foi tão forte que acabou transferindo o desânimo para o lado de lá.

É fácil?

Não, e acho que agora é mais difícil do que em 2019, mas defendo que seja parte da estratégia rubro-negra.

Não significa que o Flamengo deva abrir mão da luta de bastidores, porque nunca será razoável aceitarmos o convívio com práticas que desequilibram irregularmente o campeonato, mas fortalecer-se no que já está ao seu alcance pode virar o jogo a seu favor.

E é pensando assim que consigo voltar ao tema que desejo abordar hoje, a busca da excelência.


O post “Esquenta” do Gustavo, para Flamengo x Coritiba e Sorteio das Oitavas da LA

Apesar do Flamengo ter derrotado o Cuzco no meio da semana e carimbado sua classificação para as oitavas da Libertadores com a melhor campanha da fase de grupos, o post “Esquenta” do Gustavo da sexta-feira, 29 de maio, estava carregado de preocupações relacionadas a dois temas: o sorteio para as oitavas da Libertadores e o jogo contra o Coritiba, marcado para sábado, dia 30.


Flamengo x Coritiba

No tocante ao jogo contra o Coxa, preocupava-nos precisarmos enfrentar, com dez desfalques, o sexto colocado do Brasileirão e um dos visitantes mais enjoados da competição.

Houve quem discordasse de tanta preocupação com o Coritiba, mas íamos entrar em campo com apenas quatro titulares de linha (Léo Ortiz, Evertton, Pedro e Lino) e com um time-base que fizera um péssimo primeiro tempo contra o fraquíssimo Cuzco.

Palmas para Leonardo Jardim, que montou um time eficiente e competitivo e assim afastou qualquer risco de gracinhas do Coxa no nosso Maraca.


Sorteio das Oitavas

O outro tema preocupante era o sorteio dos confrontos das oitavas de final e do chaveamento dos mata-matas da Libertadores.

Como sempre acontece, torcíamos por um sorteio favorável para nós, embora estejamos cansados de saber que as bolinhas da CBF e da Conmebol não gostam da gente.

Gustavo pediu Tolima, “o mais fraco entre todos os segundos colocados” e especulou com Mirassol ou Platense, mas pegamos o Cruzeiro, adversário pesado.

Aí, num trailer deste post, tive uma conversa com o Wagner-Fla, em que ele escreveu, falando do sorteio para as oitavas:

Minha preocupação não é o Cruzeiro. É o Flamengo. Tem que melhorar muito, especialmente na defesa.”

Minha resposta foi:

Também penso assim.

Na situação atual, acho que o Flamengo depende mais dele, preparando-se para chegar forte ao confronto.

Aí vem o jogo, em que circunstâncias podem pesar a favor ou contra, mas a preparação tem que ser top e isso exige que o time evolua na função defensiva.”


Faço o meu melhor...

O post do Gustavo e essa breve conversa com o Wagner me fizeram lembrar de um ótimo texto de um pedagogo brasileiro das antigas, cujo nome me escapa da memória.

Lembrando-me de uma frase do texto, perguntei ao Google:

Quem dizia "faço o meu melhor e o resto não é problema meu"?

(Calma aí, que rapidinho eu vou voltar ao Flamengo!)

A resposta, em visão criada por IA, foi:

A frase exata do jeito que você escreveu não pertence a um único autor famoso, mas ela resume perfeitamente a base do Estoicismo, uma das correntes filosóficas mais influentes da antiguidade.

O estoicismo, defendido por pensadores como o imperador romano Marco Aurélio, o filósofo Sêneca e o ex-escravo Epicteto, baseia-se na chamada "Dicotomia do Controle". Essa ideia divide o mundo em duas partes:

O que depende de você: Seus pensamentos, suas intenções, sua dedicação e suas ações (fazer o seu melhor).

O que não depende de você: Os resultados, a opinião dos outros, o clima, a economia e o futuro (ou seja, o resto, aquilo "não é problema seu").”

O Esquenta de 29/05/26 e a conversa com o Wagner me levaram a esse pensamento porque a pergunta que me ocorreu foi:


O Flamengo tem feito o seu melhor?

Faço essa pergunta pensando no trabalho estrutural do clube, não nas circunstâncias de cada jogo, porque estas, a meu ver, estão no grupo das coisas sobre as quais o Flamengo pode tentar ter algum controle, mas nunca terá todo o controle.

A título de exemplo:

** O Flamengo pode trabalhar seus jogadores para terem mais cuidado com jogadas de risco, mas não está livre de que algum jogador cometa erro passível de expulsão.

** O Flamengo pode conseguir que seus jogadores sejam cuidadosos, mas não está livre de punições injustas, por erro ou má fé de quem apita o jogo ou influencia a arbitragem com o VAR.

Meu ponto, quando penso assim, é que nunca vamos afastar completamente os riscos de jogar com 10 desfalques contra um bom time ou de ter um sorteio ruim numa competição mata-mata (o Vitória, que nos eliminou na CB26, era um dos adversários mais difíceis do pote 2).

O que o Flamengo pode fazer, creio, é ter a melhor preparação possível, o que passa pelo que chamo de trabalho estrutural do clube.

É relevante considerar que, por ser perecível, a busca da excelência deve ser uma combinação de atitude e de prática permanente, seja porque os adversários evoluem e nos impõem novas exigências de qualificação, seja porque as nossas qualificações decaem com o tempo (por exemplo, por envelhecimento ou venda de jogadores importantes e por saída de um treinador vencedor, caso de Jorge Jesus).


O trabalho estrutural

Sem pretender fazer uma lista completa, relaciono aqui alguns itens em que o Flamengo sempre precisa fazer o seu melhor, para reduzir a escala das coisas que não pode controlar, e faço uma breve avaliação do estágio em que estamos, no caminho para a excelência.


Trabalho eficiente de bastidores

Em tempos normais, o Flamengo tem que ser sempre um player de peso na relação com as diversas instituições do ambiente do futebol.

Nesse sentido, o fortalecimento do clube junto à Libra foi um bom passo, mas, na atualidade, o trabalho de bastidores do Flamengo precisa ser transformador, porque há um clube com poder excessivo, capaz de determinar o resultado das competições de que o Mengão participa.

Isso tem que mudar e vai dar muito trabalho até acontecer.


Elenco completo e bom em todas as posições

Os anos vão passando e continuamos convivendo com deficiências de elenco quantitativas e qualitativas que, em determinados momentos, levam a resultados negativos.

No post de primeiro de junho, o Gustavo detalhou o tema, reafirmando a necessidade de melhoras significativas em algumas posições do elenco.

Acho que, em alguma medida, temos falhado em atitude e prática permanente da busca de excelência, neste tema que é sempre decisivo e que depende muito, a meu ver, da atuação do diretor de futebol.


Bom treinador e boa comissão técnica

Nosso melhor momento, neste tópico, foi o da passagem de Jorge Jesus pelo Flamengo, mas a saída dele, pouco depois de renovar o contrato, é exemplo claro do quanto pode ser perecível essa qualificação do clube.

Depois de muitas mudanças, temos hoje o Leonardo Jardim, cuja contratação não reprovo.

Embora ele tenha passado por algumas oscilações nesses primeiros meses, tenho boa expectativa a respeito do trabalho dele, mas não consigo afirmar que ele tem uma CT que nos encaminha para a excelência.

Em bola parada, por exemplo, regredimos em relação à época do Filipe e do Rodrigo Caio.

Não sei em que medida o Diretor de Futebol trabalha junto ao treinador para evolução de sua CT, mas este é mais um campo em que há sinais de que não estamos fazendo o nosso melhor possível.


Ambiente gerador de compromisso dos atletas

Após a saída do Filipe, surgiram rumores sobre comportamentos indevidos de atletas, algo que tem acontecido em muitos momentos.

A geração de compromisso dos jogadores tem que ser permanente e valer para todos, com atuação firme dos capitães, do treinador e do comando do futebol.

No que se refere aos capitães, percebo mais atitude no Danilo do que nos jogadores que costumam usar a faixa.

Jardim tem conseguido gerar reações positivas em vários jogadores (Plata, Pedro e Lino, por exemplo), sinalizando que, enquanto estiver no Flamengo, pode contribuir para que o ambiente de compromisso prevaleça.

José Boto, por sua vez, não parece contribuir suficientemente nesse tema, a julgar pelo ambiente que precedeu a queda do Filipe Luís.


Espírito matador

O time campeão costuma ter uma espécie de “fúria benigna”, que o leva a matar os jogos e a dar poucas chances de reação aos seus adversários. Não vejo a presença dessa fúria no nosso time, mas ela tem que ser despertada.


Infraestrutura top para suporte às atividades de preparação

Até onde sei, esta é uma área em que o Flamengo vai bem.


Excelência no trabalho com as divisões de base

Na base, o propósito deve ser, sempre, conseguirmos suprir demandas do elenco principal e, em consequência do trabalho, gerarmos receitas para o clube com vendas de jovens talentosos.

Estamos longe disso quanto ao suprimento de demandas do elenco, como tantas vezes conversamos no Buteco, e não há como apressar muito os resultados nesse campo, cabendo ao comando do clube trabalhar para retomar o rumo da excelência, do qual já estivemos mais perto.

Há notícias de mudanças positivas, a última delas a contratação do treinador Marcelo Salazar, de quem se espera a promoção de avanços, mas o Flamengo tem muito a caminhar para voltar a produzir grandes jogadores na sua base.


Integração dos talentos da base ao elenco principal

Não há como pensarmos nessa integração sem contarmos com atuação efetiva do treinador “adulto” e de sua comissão técnica na transição dos garotos.

Jardim afirmou que vai começar a cuidar disso, o que é uma novidade a ser comemorada, porque foge ao que tem sido o hábito dos treinadores do elenco principal.

Para o atual ciclo, temos essa sinalização positiva, mas trata-se de uma prática que tem que ser incorporada pelo clube, seja quem for o treinador do time principal.


O Diretor de Futebol

Por ser perecível e exigir busca permanente, a excelência do Flamengo no futebol nunca será um porto de chegada, sempre será um norte.

A quem cabe liderar, no clube, essa busca permanente?

Considero que, na quase totalidade dos tópicos acima analisados, esse papel é do Diretor de Futebol.

Ao mesmo tempo em que é inquestionável que o trabalho de bastidores é uma das missões relevantes do presidente do clube e de seu staff político, vejo o Diretor de Futebol como o profissional que deve influir no item “Infraestrutura” e ser o principal responsável por liderar ou impulsionar as ações nos itens mais orgânicos do futebol (elenco, treinador e sua CT, ambiente, base).

E aí enxergo uma razão relevante para, num momento de dificuldades, nos preocuparmos tanto com o jogo contra o Coritiba e com o sorteio das oitavas da Libertadores.

Essa apreensão resulta da consciência de que deveríamos estar mais preparados e, consequentemente, menos vulneráveis.

Creio que, sob o comando do atual diretor de futebol, temos feito menos do que deveríamos, e até do que poderíamos, nos campos que ele lidera.

Refiro-me menos a erros eventuais que ele possa cometer e mais ao que ele parece deixar de fazer na construção da atitude e da prática permanente em busca da excelência.

O futebol do Flamengo precisa de uma liderança forte nessa construção e, com todo o respeito que o diretor Boto deve merecer, não vejo nele perfil profissional adequado para satisfazer bem a essa demanda porque, como já disse em comentários aqui no Buteco, vejo-o mais como um especialista em algumas atividades do futebol, mas não como o gestor e líder de que precisamos.

Em todos os anos dos blues, o Flamengo só teve, a meu ver, um profissional que se aproximou de suprir bem essa demanda: Jorge Jesus.

Seja por seu perfil, seja porque o VP de Futebol Marcos Braz não desenvolvia um trabalho sistêmico que cuidasse bem de todos os temas de que falei acima, Jorge Jesus ocupou no clube um espaço muito maior do que o de simples treinador e, por suas qualificações, levou o Mengão ao histórico e fugaz “outro patamar”.

Noticiou-se, recentemente, que o diretor Boto não renovará seu contrato com o Flamengo e vejo nisso uma oportunidade de evolução, por podermos buscar, para seu lugar, um profissional com perfil mais compatível com as demandas do cargo.

Pode parecer uma viagem delirante, mas meu candidato para essa missão é Jorge Jesus, porque já exerceu parte dela em 2019/2020 e porque o Flamengo tem margem para aumento de sua folha de pagamentos, já que consome com ela, na atualidade, menos de 50% de suas receitas recorrentes.

Se Jesus não for viável, passa pela minha cabeça o nome de Leonardo Jardim, por sua grande experiência no futebol, mas não me anima tanto quanto o Mister.

Espero que o presidente Bap se inspire e escolha um profissional que, de forma mais permanente, impulsione o futebol do Mengão para níveis cada vez mais próximos da utópica excelência.


Saudações Rubro-Negras!!!!!

Carlos César Ribeiro Batista