quarta-feira, 27 de maio de 2026

Líder Geral

 

Salve, Buteco! A vitória de ontem teve um viés ilustrativo, no sentido de como temos jogadores no elenco que têm pouca serventia. O time deslanchou mesmo somente quando a "cavalaria" entrou - Paquetá, Samuel Lino e Pedro, especialmente. Plata era o único que, a rigor, vinha se salvando até então.

Luiz Araújo fazia uma partida fantasmagórica, de tão omissa; Bruno Henrique inexistente; De la Cruz mostrando que de fato não é mais o mesmo jogador e que não possui mais recursos físicos para se movimentar pelo setor ofensivo; Saúl parecendo um jogador de casados e solteiros. Com o tempo, convesaremos durante o recesso para a Copa do Mundo a respeito do elenco e das prioridades para reformulação.

A entrada dos titulares mudou o time e até otimizou o BH27, que nos salvou (como de costume) com os dois primeiros gols da goleada de 3x0. Paquetá fechou o placar cobrando pênalti.

A importância da vitória, na minha opinião, está na liderança geral da Fase de Grupos. Olhando para os demais primeiros colocados, somente Independiente Rivadavia e Rosario Central, em tese, podem alcançar o Mais Querido do Brasil (e do Mundo), somando 16 pontos se vencerem seus respectivos jogos da sexta e última rodada. Todavia, o Flamengo fechou sua campanha com 12 gols de saldo, enquanto o Rivadavia possui 7 e o Rosario Central  9. 

Ocorre que o Rivadavia sai para jogar contra o Bolívar e o Central contra o Del Valle. O jogo contra os bolivianos não será na altitude de La Paz, mas em Santa Cruz de La Sierra. O Rivadavia é favorito, mas considero improvável uma goleada com 5 ou mais gols de diferença. No caso do Central, o jogo promete ser muito equilibrado, sendo ainda mais improvável uma vitória por 3 ou mais gols de diferença em Quito.

Portanto, com a pálida atuação de ontem, que, porém, terminou numa aliviante goleada, o Mais Querido se colocou em uma posição praticamente inalcançável. É importante destacar, antes que os lépidos gafanhotos comecem com a voracidade dos mimimis, que a vantagem de decidir em casa deve ser encarada como tal, sem exageros.

Como escrevi outro dia num dos posts, a campanha de 2025 comprovou que é perfeitamente possível conquistar a Libertadores sem decidir em casa, porém os sufocos que passamos em La Plata e Avellaneda demonstraram que é prefível decidir no Maracanã. Preferível, o que não signfica primordial ou imperioso. Apenas preferível.

A preferência tem uma sólida justificativa: o Flamengo, desde 2018, só não venceu três jogos eliminatórios disputados no Maracanã. Em 2018, perdeu para o Cruzeiro (0x2); em 2020, empatou com o Racing (1x1) e, em 2024, perdeu para o Peñarol (0x1). Todos os outros jogos disputados em casa tiveram vitória rubro-negra nos mata-matas pela Princesinha.

Contudo, como eu disse, trata-se uma vantagem que não pode ser encarada além do que é: um fator contextual favorável e não essencial ou imperiosamente decisivo. É que, do outro lado dos mata-matas, a começar pelas oitavas de final, estará um segundo colocado dos seis grupos (até mesmo do nosso), de acordo com o sorteio que ocorrerá na próxima sexta-feira, 29 de maio, ao meio dia (12:00h).

Os Deuses do Futebol poderão, por exemplo, nos encaminhar para um confronto contra Platense, Santa Fé, Tolima ou Mirassol, mas também podem nos "presentear" com Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro, Boca Juniors, Del Valle ou Rosario Central.

Conversaremos mais sobre o tema no Esquenta de sexta-feira, que terá uma "dupla função": o jogo contra o Coritiba (sábado, 16:00h) e o sorteio das oitavas de final (sexta-feira, 12:00h).

Tenham uma quarta-feira iluminada.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.