Salve, Buteco! O Mais Querido tem, com a Recopa Sul-Americana, a chance de finalmente erguer a primeira taça de 2026, depois da mal-sucedida tentativa na Supercopa do Brasil, contra o Corinthians. O adversário será o Lanús, da Argentina, e o primeiro jogo acontecerá hoje à noite e terá transmissão, para o Brasil, pela ESPN (TV a cabo e Disney+).
Sabem aquele time histórico do Lanús, que venceu o Campeonato Argentino de 2016? Pois é, o último remanescente daquela forte equipe, o atacante Lautaro Acosta, de 37 anos, ídolo da torcida, deixou o clube e encerrou a carreira após conquistar o título da Sul-Americana/2025.
Quem assistiu à final contra o Atlético/MG deve se lembrar dele. Foi o autor da quinta cobrança antes das alternadas. O veterano tinha o "championship point" e isolou a bola, que deve estar viajando até hoje pela Via Láctea, considerando o tanto que subiu.
O resto do elenco é o mesmo que levantou o caneco contra o Galináceo, com a adição de três reforços, segundo esta matéria do GE:
- Tomás Guidara, lateral-direito que ficou livre no mercado após deixar o Huracán;
- Matías Sepúlveda, meia chileno que estava na Universidad de Chile;
- E Franco Petroli, goleiro que foi uma das revelações nos últimos anos no futebol argentino e foi contratado após o rebaixamento do Godoy Cruz.
A mesma matéria dá conta que o centroavante Rodrigo Castillo, titularíssimo dos Granates e algoz do Fluminense nas quartas de final com dois gols, está fora da partida por conta de um edema muscular na coxa esquerda.
Marcelino Moreno, camisa 10 e melhor jogador do time, vem sofrendo com um problema de metatarsalgia (dores no peito do pé) e é dúvida. Porém, a depender da recuperação até a hora do jogo, pode vir a ser escalado.
No mais, é basicamente o que escrevi ontem: um onze argentino típico, que não despreza a posse de bola e sabe propor o jogo. Achei o time que empatou com o Atlético nos 90 minutos e prorrogação por 0x0 bastante aplicado na fase defensiva do jogo, mas em compensação um tanto limitado no ataque.
As análises táticas que "pesquei" na Rede basicamente dizem o mesmo: o adversário joga num 4-2-3-1, com uma saída de 3+2, e constrói o jogo pelo corredor central, porém com um dos laterais avançando muito como ponta e flutuação dos meias centrais e atacantes por dentro.
Já pelo lado rubro-negro o GE aposta em um Flamengo "titular" contra os argentinos, formando com Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Paquetá e Arrascaeta; Carrascal (Luiz Araújo), Pedro e Cebolinha.
O time evoluiu do jogo contra o Vitória para a vitória contra o Botafogo. Conseguiu exercer o "pressing" por mais tempo, por cerca de meia hora durante a primeira etapa. O gol de Paquetá foi construído a partir dessa pressão.
Também foi bom ver que, quando o bloco "desceu" um pouco, nem assim o Botafogo foi capaz de pressionar, apesar de ter incomodado com as bolas invertidas em diagonal nas costas de Ayrton Lucas. Com a volta de Alex Sandro, espero que isso não venha a ser novamente um problema.
Tudo mudou, porém, na volta do intervalo, e assim tivemos um pouco do "terror" imposto pelo Vitória no Barradão, até as substituições. O Botafogo não conseguiu manter o ritmo e o Flamengo voltou a ter controle, chegando naturalmente ao segundo gol, marcado por Eric Pulgar.
É justamente essa fase de "terror e pânico" do jogo que precisa ser evitada hoje à noite. Mas será que o time já está pronto para, fora de casa, neutralizar o Lanús por 90 minutos?
Saberemos mais tarde.
O Ficha Técnica subirá, como de costume, as 19:00h.
Até lá, tenham uma excelente quinta-feira.
Bom dia e SRN a tod@s.
