Salve, Buteco! No final das contas, o Flamengo se classificou para as quartas de final do Campeonato Carioca. A campanha pífia retirou do time a possibilidade de ser o mandante da partida, conforme diz o regulamento que não estabelece outra vantagem além dessa para o melhor classificado.
O jogo será, então, no Engenhão. Local em que já ocorreram conflitos com vítimas fatais entre os membros de torcidas organizadas dos dois clubes. Local mais difícil para a Polícia Militar oferecer segurança do que no Maracanã. Portanto, quem for ao jogo, todo o cuidado é pouco.
Esta matéria do GE dá conta que a PM mobilizará 500 (quinhentos) policiais para o evento e contará com drontes de reconhecimento facial. Não foi à toa, portanto, que nos últimos 4 (quatro) anos não houve jogos com divisão meio a meio de torcidas entre os dois clubes no estádio.
A divisão meio a meio diminui um bocado, mas não totalmente, a vantagem do fator campo para o mandante. Se bem que, no gramado de borracha ou "tapetinho", como gosta de apelidá-lo o nosso adversário canino, a vantagem rubro-negra no confronto direto é inegável. São muito mais vitórias do que derrotas no sintético - 13 v, 9e e 4d num total de 26 jogos, incluídos os disputados na época do campo de grama natural.
O noticiário dá conta que o rival vive um dilema, haja vista a desgastante viagem e o mais desgastante ainda confronto contra o Nacional de Potosí, pela Pré-Libertadores, na próxima quarta-feira. Ainda assim, o jovem e talentoso treinador argentino Martín Anselmi afirma que escalará o que tiver de melhor à disposição para enfrentar o Flamengo.
Do nosso lado, chama a atenção o intervalo de cinco dias desde o jogo contra o Vitória e de 4 dias que separará o clássico de amanhã da primeira partida das finais da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, em Buenos Aires. Na teoria, há espaço para recuperação dos titulares se SuperFili também resolver usar força máxima.
O que você faria no lugar do nosso treinador?
Neste vídeo em seu canal no YouTube, o funcionário da FlaTV Victor Nicolao analisou comparativamente o mesmo período de 2025 com o de 2026 e levantou a tese de que o Flamengo parece estar correndo mais nesta temporada, o que não deixa de ser uma surpresa, dada a polêmica envolvendo a preparação física.
Li algumas críticas aos critérios utilizados nesta análise comparativa, pois muitos consideraram que os contextos e os tipos de adversários possuem diferenças marcantes. E, de fato, é questionável comparar jogos da Taça Guanabara/2025 com confrontos pela Supercopa do Brasil e Campeonato Brasileiro, ainda mais quando são clássicos interestaduais. Os calendários, e os respectivos níveis de exigência, são mesmo diferentes entre si.
De qualquer modo, os números apontando maiores distâncias percorridas em "quilômetros totais" e "metros por minutos", acelerações e desacelerações, etc. podem não ter relação com alterações táticas e sim com o calendário e a qualidade dos adversários. Não descarto, porém, que o desnivelamento físico entre atletas do elenco dificulte a organização tática e provoque o famoso "correr errado".
O certo é que se espera do time uma evolução jogo a jogo. A atuação da noite da última terça-feira não deixará saudades, porém o time ao menos resistiu e foi bem no aproveitamento das chances criadas.
Arriscam algum palpite na escalação de amanhã?
O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.
A palavra está com vocês.
Bom FDS e SRN a tod@s.

