Salve, Buteco! Seguinte: falei no Esquenta do último sábado, né? Muito oba-oba, não da comissão técnica, não dos jogadores, mas do "Universo Flamengo". Goleada pra cá, Grêmio fraco pra lá, treinador deles falando em "disparidade financeira", torcida enoluquecida, cantor famoso, ação de patrocinador novo, influenceres falando mais do que o "Homem da Cobra".
Mais de meio século acompanhando futebol e, modernidade à parte, posso dizer a vocês que há certas coisas que nunca mudam: o oba-oba torna mais difícil para o jogador se concentrar e motiva o adversário, que entra 100% ligado. Não é sapato alto, não é corpo mole, mas uma questão de foco. É dar arma para o adversário.
E Grêmio é Grêmio. É clássico. Subestimado, mas é clássico. E com uma baita História.
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Viajei a semana toda a trabalho. Foi exaustivo. Estou um caco. O meu voo partiu 19:10h de Congonhas e eu só consegui assistir ao 1º tempo. Do que vi, posso afirmar que Paulo César Zanovelli merece uma resposta mais contundente do que a que José Boto deu ontem. O carrinho criminoso de Kannemann em De la Cruz e o amarelo criminoso em Léo Ortiz foram lances típicos de quem entrou com uma missão na partida.
Nada disso justifica as substituições de Filipe Luís. Dos meus amigos, escutei que "substituiu como se estivesse ganhando de três". Evertton Araújo, Bruno Henrique de 9, nada de Wallace Yan e nada de Viña, mesmo estando escrito que daria problema com Ayrton Lucas cansado.
Nem precisei assistir para me irritar.
Uma campanha vitoriosa passa por leitura de cenários e contextos. Não há espaço para muitas idiossincrasias, frescuras e teimosias sem sentido.
No momento, minha paciência é simplesmente zero.
É isso aí, Amigos. Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
