9 de Abril de 2025. Flamengo x Central Córdoba, Maracanã, 2ª Rodada da Fase de grupos da Libertadores. O Flamengo havia vencido o Deportivo Táchira, fora de casa, na 1ª rodada e decide poupar Wesley, Pulgar, Gerson e Pedro, para o jogo do fim de semana, pelo brasileirão, Grêmio x Flamengo. O Flamengo perde para o Córdoba e o foco das discussões nos programas esportivos e nas mesas de bares estava em “pra que poupar na Libertadores?”. Felizmente, o Flamengo vence o Grêmio no sul, mantendo a liderança da competição e, lá na frente, garante também a classificação às oitavas de final da Libertadores.
21 de Setembro de 2025. Flamengo x Vasco, Maracanã, 24ª Rodada. O Flamengo, líder do campeonato brasileiro, poupa Varela, Leo Ortiz, Arrascaeta, Pedro e Samuel Lino para o jogo de quinta-feira, contra o Estudiantes, na Argentina, jogo este que pode nos levar às semifinais da competição continental. Após o empate com o rival carioca, o foco das discussões nos programas esportivos e nas mesas de bares estava em “pra que poupar no Brasileirão?”.
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| Fonte: Coluna do Fla |
Começo o papo de hoje com a comparação entre o jogo contra o Central Córdoba e o jogo de anteontem para ilustrar como a passionalidade do futebol mexe com as nossas percepções sobre as decisões do clube. Lá atrás, era “um absurdo” colocar um time misto na Libertadores, por conta do Brasileirão. Agora, é “outro absurdo” colocar um time misto no Brasileirão, por conta da Libertadores. Em comum, os resultados. Não venceu, as decisões estão erradas! Simples assim. Ou será que não?
É fato que o jogo de quinta-feira, por tudo o que vimos acontecer no jogo de ida, será uma verdadeira batalha. Não cabe discussão aqui. Nesse sentido, parece uma decisão lógica você chegar para esta decisão com o “tanque cheio”. Já colocaram nos comentários do post anterior que o Estudiantes poupou o time inteiro. Naturalmente, vão fazer de tudo para tentar avançar, como sempre será quando falamos de futebol.
Quero lembrar que esse é o primeiro ano da nova diretoria, que pegou uma herança bem relativa da diretoria anterior: embora o ano mágico de 2019 tenha sido o novo parâmetro para o futebol rubronegro, também é verdade que os anos pós-covid trouxe tantas frustações quanto alegrias. Agora, o objetivo da nova gestão rubronegra é consolidar um trabalho, como o nosso grande rival nos últimos anos conseguiu fazer. Aí, vem a pergunta do milhão: o Filipe Luís era o melhor treinador para comandar tal projeto?
Provavelmente, não. Estatisticamente, com o universo de treinadores consolidados no mercado internacional, ao qual o Flamengo agora tem a possibilidade de acessar, justamente pela boa gestão econômica, talvez seja até ingênuo achar que alguém poderia começar sua carreira nesse turbilhão que é o Flamengo. No entanto, há um contexto muito específico: o Flamengo tinha acabado de investir em treinadores estrangeiros experimentados – Paulo Souza, Sampaoli, Vitor Pereira – e nenhum deles conseguiu se estabilizar no clube. Ainda, há a tradição rubronegra de treinadores vencedores formados em casa e o fato do Filipe Luís ter sido campeão da Copa do Brasil 2024. Nesse cenário, a diretoria entendeu que era uma aposta justificada e trouxe o novo diretor de futebol, o também experimentado José Boto, para apoiá-lo.
Estamos chegando na reta final das duas competições e o time está a um empate da semifinal da Libertadores e, ao menos por enquanto, ainda lidera o Brasileirão. Na minha visão, o momento é de carregar o time aos títulos, como fizemos tantas outras vezes. Os desafios estão aí e ninguém vai dar nada de graça, muito pelo contrário. Eu escolhi abraçar!
Saudações RubroNegras!!!