sexta-feira, 5 de junho de 2020

De volta ao protagonismo


SRN, Buteco.

Tivemos muita sorte esportivamente no ano passado.

Todos os jogadores que chegaram ao clube tiveram sucesso, “vingaram,” como se diz popularmente.

O treinador, uma incógnita no momento da contratação, se transformou em algo inimaginável ao mais otimista dos torcedores. 
Transformou o time numa maquina de jogar futebol, elevou os conceitos e praticas de gestão de treinamento à nível europeu e venceu quase tudo o que se podia vencer, se transformando em uma legenda rubro negra em menos de 1 ano.

A parte de negociação de valores e contratação de atletas também foi revolucionada, onde vimos o Flamengo se tornar o protagonista máximo, aquele que escolhe o que e quem quer, diferente daqueles dias em que fomos a ultima opção ou o a escolha de pré aposentados para dar seus últimos chutes.

Nada disso, porem, seria possivel sem a revolução econômica na maneira de gerir o clube. Não me refiro ao saneamento financeiro pós gestão Demônio de saias, que foi fundamental para que se chegasse a esse ponto.

O que quero abordar é a assombrosa diferença entre o modo com que o Flamengo é gerido em comparação com a maioria esmagadora do futebol brasileiro.

O Flamengo, hoje, se compara , em termos de gestão, as maiores empresas do Brasil, talvez do mundo.

Opera com praticas empresariais ajustadas com o que há de visão do mercado, e o resultado é que se tornou referencia no seu segmento.

Nos tornamos a referencia, o case de sucesso.

Para ilustrar:

-A renovação de Jorge Jesus. Os valores do contrato foram fixados em Euros, moeda que sofre fluatação cambial e que pode aumentar bastante o valor do contrato.

Porém, o clube tem vários recebíveis nessa mesma moeda em vendas de jogadores ao exterior, o que equilibra  a situação.

Ah, mas também temos pagamentos em Euros a fazer? Sim, muitos.

Que foram protegidos através de hedge cambial, ao contrario dos recebimentos, que serão na cotação do Euro no dia, indiferente para o clube Europeu que paga, mas importantíssimo para o clube sul-americano que recebe.

Outro caso foi a recente visita institucional ao governo federal, onde a imprensa, rasa como sempre, se apressou em dizer que o clube buscava o retorno dos jogos imediatamente.

Tolice.

Essa reunião teve por objetivo dar andamento a uma agenda de pautas pela aprovação de mudanças para a modernização da Lei Pelé e no modelo de clube-empresa a ser implementado no Brasil.
O Flamengo quer acelerar o debate e age institucionalmente para isso.

 O clube provocou tal movimento com o respaldo do presidente Jair Bolsonaro, que aprovou que as pautas fosse levadas aos órgão competentes pelo clube.

Entre ela sa implementação da Lei Geral do Esporte (PLS 68/2017), que abriria precedente para o clube transmitir seus eventos em suas plataformas digitais.

A negociação tem como pano de fundo o acordo próximo com a Amazon para se tornar patrocinador master do Flamengo.

Meus caros, chegamos ao topo

O Flamengo joga xadrez, enquanto a maioria joga paciencia no computador.

Gigantes se atraem