segunda-feira, 18 de março de 2013

Coluna do Bcb


Bom dia amigos do Buteco,

(Hoje excepcionalmente não teremos a coluna do Gustavo Brasília que voltará normalmente na semana que vem).

Vamos lá: é notório que a diretoria está muito preocupada com a complicada situação financeira do clube que já tem dívidas ainda pendentes com ex-funcionários como Joel, Luxemburgo, Andrade e agora o Dorival, só pra ficar nos treinadores.
Acho razoável supor que o clube busque alguém que tenha condições de fazer um trabalho longo e nesse caso me parece que o nome inquestionável seria o do Mano Menezes que vem de dois trabalhos em clubes que duraram quase três anos no Grêmio e no Corinthians, sem falar em dois anos e meio na CBF.
Como a questão salarial impediu a escolha do Mano, o Flamengo ficou sem um nome tão forte e passa a ter que escolher entre o possível e, sendo esse o caso, a escolha do Jorginho, o ex-lateral da seleção e do próprio Flamengo, me parece excelente, ainda que seja um treinador inexperiente.
Pessoalmente eu acho que o Flamengo tem que fugir o máximo possível de treinadores com perfil boleiro/fanfarrão, esses raramente conseguem fazer um trabalho de médio ou longo prazo e não acho que isso seja o que o clube precisa no momento.
A escolha do Jorginho me parece coerente pelo perfil e pelo custo, o importante é a torcida dar uma chance para ele provar que está a altura de trabalhar no Flamengo. 
O Jorginho fez bom trabalho no América/RJ e Figueirense, teve quatro anos de experiência na Seleção Brasileira incluindo uma Copa do Mundo, foi grande jogador e ex-atleta do Flamengo.
Tem tanta chance de dar certo como teriam muitos outros mais famosos e mais caros, gostei da escolha.
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Outro assunto que surgiu na semana passada e que acho relevante para debate é o das mudanças no futebol brasileiro que o jornalista e agora Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Toninho Nascimento, está propondo.
Ele concedeu uma interessante entrevista ao programa “Juca entrevista” da semana passada e defende, dentre outras coisas, a troca da dívida fiscal dos clubes com a União por serviços sociais prestados por esses às comunidades carentes situadas nas proximidades dos clubes (e como contrapartida a obrigação dos dirigentes dos clubes de responderem com seu patrimônio pessoal por eventuais irresponsabilidades ou irregularidades cometidas no cargo, além de possível punição esportiva como perda de pontos e/ou rebaixamento das equipes), defende a europeização do calendário brasileiro, etc.
Não concordo com algumas das coisas que o Toninho defende, como a questão do calendário, mas acho absolutamente fundamental que se promova um grande debate entre governo, clubes e federações para que o futebol brasileiro evolua e corrija muito do que está errado.
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Por fim, depois de duas derrotas no futebol, demissão do treinador, mau momento no basquete, fim de algumas modalidades esportivas do clube, críticas aos preços de ingressos e comparecimento de público e também ao departamento de marketing em geral, acho que o período de encantamento de parte da torcida com a nova diretoria está acabando.
Acho isso natural e até certo ponto saudável, a nova diretoria prometeu medidas duras para colocar a casa em ordem e está cumprindo o prometido sem desviar desse propósito mesmo com o aparecimento das críticas.
O Flamengo precisa muito mais de uma diretoria que acertando ou errando esteja disposta a fazer o que deve ser feito do que um bando de populistas que fazem tudo para agradar a torcida custe o que custar.
Iremos agradecer no futuro essa postura deles. Ninguém disse que ajeitar o Flamengo ia ser fácil, mas acredito que estamos no caminho certo.
Boa semana a todos e saudações rubro negras.