quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Em Três Atos!


O Mengão está nas mãos dessas duas entidades: São Judas Tadeu e A Maior Torcida do Mundo


Em Três Atos


Saudações Caros Butequeiros Rubro-Negros. Hoje vou fatiar a coluna em três atos. Que tratarão, com perspectivas diferentes, de um mesmo assunto: o nosso Mengão. Bora lá, Caros Butequeiros.


A Tragédia. Não vi e Não gostei!


Caros, não vi o jogo de ontem, mas parafraseando Oswald de Andrade, só posso dizer que não vi e não gostei. Pelo que li foi um massacre e dentro da nossa própria casa. A Sula que era vista como fim de noite, acabou dando uma volta no Mengão e escolheu outros pares mais interessantes. Definitivamente não há muito o que falar sobre o jogo de ontem. É melhor, pelo menos por enquanto, esquecer; foi um daqueles vexames históricos.

Sobre os erros táticos e as atuações individuais, espero que comentem quais foram as nuances da tragédia e como ela se desenrolou. O que começou errado e como a coisa foi ficando ainda mais trágica com o decorrer da partida.

Não estava nem aí prá Sula, mas confesso que ela não precisava ter nos dispensado assim, com requintes de crueldade. Só não podemos deixar que isso abale a nossa confiança, pois a Série A está aí, linda e formosa, dando a maior sopa. Quem chegar junto primeiro, leva.


A Farsa. Com a palavra Os Números (ou não)!


Agora vou cutucar a mais profunda das nossas feridas e que tem suscitado debates infindáveis entre os membros da Nação. Não só tem suscitado o debate entre nós, como também tem cultivado o ódio de muitos pelo nosso treinador. O papo é sobre o esquema tático do time. Com atenção especial para os tais três volantes e os resultados que obtivemos com e sem eles, no brasileirão. Obviamente não será possível esgotar as possibilidades e muito menos retratar o que realmente aconteceu nas partidas, mas há algumas poucas conclusões que podem ser tiradas.

Em primeiro lugar esclareço que inclui Luiz Antônio, Muralha e Maldonado como volantes. Além, é claro, do trio de ferro Airton, Willians e Renato. Assim, vamos aos números:

- Com três volantes em campo começamos 20 partidas, ou seja, um terço do total. Foram 9 vitórias, 8 empates e 3 derrotas. Tivemos um aproveitamento de 58,33%;

- Sem um trio de volantes, começamos 10 partidas. Foram 4 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Um aproveitamento de 53,33%;

- Com Willians jogamos 25 partidas e foram 8 vitórias, 12 empates e 5 derrotas. Um aproveitamento de 48%;

- Com Renato Abreu jogamos 29 partidas e foram 13 vitórias, 12 empates e 4 derrotas. Aproveitamento de 58,62%;

- Com Airton fizemos 13 jogos, com 7 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. Aproveitamento de 66%.

A primeira possível conclusão é que começando os jogos com um ou outro esquema tático o rendimento da equipe, em relação à quantidade de pontos conquistados, pouco muda. Como principal argumento para defesa do esquema sem três volantes, pode-se dizer que muitas das vitórias foram conquistadas após o time iniciar com três volantes, mudar durante a partida e só assim conseguir a vitória.

Renato Abreu segue na média do time . O único jogo em que não atuou no Brasileiro foi a derrota por 4 a 1 contra o Atlético-GO. Disso, pode-se concluir que o Renato é o retrato desse time, para o bem e para o mal.

Uma das mais fortes constatações é que com Willians em campo o time tem um rendimento pior. Quando jogou, o time conquistou apenas 48% dos pontos. Por incrível que possa parecer, em todos os 5 jogos em que ele não atuou no Brasileiro, o time venceu. Analisar números friamente quando o assunto é futebol costuma não levar a lugar algum, mas esse me parece contundente. Não gosto do futebol do Renato, acho que ele é lento e com pouco poder de marcação, mas, talvez pela fase, se um volante tiver que sair do time hoje, esse volante é o Willians.

Por fim, a mais forte das conclusões que podem ser extraídas dos números. Airton é titular desse time. O Botinudo tem 66% de aproveitamento e vários jogos difíceis nas costas. Com ele em campo o time rende mais e fica mais competitivo. O Sem Noção tem que controlar seu ímpeto de carniceiro e permanecer em campo, pois, assim como em 2009, é essencial ao time.


A Comédia. Luxemburgo inicia o treino de hoje e pergunta: Quem quer jogar?


Caros Butequeiros, que time vamos colocar em campo contra o Santos no final de semana? O cenário já era ruim e com a contusão do Botinelli ontem, ficou ainda pior. É um jogo decisivo, contra um time que vai querer se vingar da virada histórica que tomou em casa, e o nosso time está sem coração, ou seja, sem meio de campo.

Tarefa ingrata tem o Luxemburgo para a próxima partida e vamos tentar ajudar o treinador dando nossos palpites por aqui. Meu time seria: Felipe; Léo Moura, Welinton, Alex Silva e Júnior César; Aírton, Willians, Muralha; Negueba, Diego Maurício e Deivid.

Não confio nem um pouco nesse time, mas é o que temos prá domingo. Porém, confio muito em São Judas Tadeu e na Magnética. Se ganharmos no domingo, acredito que o caneco passa a ter grandes chances de ir parar na Gávea. Domingo teremos mais uma das nossas já habituais decisões. Mais uma vez, é hora de vencer, Mengão.....mesmo sem convencer ninguém.