quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Que É, O Que Não Deve Ser, o Que Deveria Ser e O Que Será


Bola rebatida pela defesa, chega aos pés de Maldonado, que, com a classe que lhe é peculiar, estica-a rasteira para Ronaldinho Gaúcho, que, rápido, com a categoria dos gênios, abre para Thiago Neves na esquerda, o qual, em velocidade, faz um cruzamento perfeito, milimétrico, para Deivid, que, de primeira, completa com precisão cirurgica e... NA TRAVE!!!!!!!!!!


Bon Giorno, Buteco! Claro que eu poderia dar destaque a um dos três gols do Flamengo, especialmente ao primeiro e ao último - ao abrir o placar, o Ronaldinho Gaúcho marcou seu primeiro gol "com bola rolando" pelo Flamengo e o Negueba selou a classificação com mais um golzinho, mostrando que está aos poucos se firmando como ótima opção para o time.


Não, amigos. Prefiro valorizar esse espaço, já que todos vocês verão por várias vezes os gols pela TV, pela Internet, exaustivamente. Prefiro conversar com vocês sobre o que representou o lance que eu descrevi: um oásis num deserto; uma feixo de luz na escuridão; uma rosa brotando numa terra arrasada, pois naquele primeiro tempo, no qual o modestíssimo time do interior de Alagoas dominou a partida no toque de bola, ficou claro o que é e o que não deveria ser o time do Flamengo.


Eu já escrevi aqui, já repeti, já me esgoelei, e pelo jeito terei que enfadonhamente escrever novamente: para o Ronaldinho Gaúcho ser bem aproveitado, para a sua extraordinária e rápida, veloz capacidade de raciocínio ser utilizada, precisa jogar ao lado de atletas que façam o jogo fluir; que não errem passes; que permitam o jogo em velocidade, pegando o adversário desprevenido e sem condições de marcar com dois, três os nossos caros e visados jogadores contratados para decidir.


A chave do lance que não resultou em gol, mas representa o fio de esperança, o feixe de luz no escuro, foi a bola não passar pelos dois jogadores que vinham "armando o jogo" (claro que sem qualquer condição técnica para isso) até então: Willians e Renato Abreu, ou, o Flamengo que é, mas que não deveria nem deve ser. Pois então, quando a bola passou pelos pés apenas de quem sabe jogar, vimos o lance mais primoroso da partida, digno do futebol de qualidade dos tempos modernos, e que dá alguma esperança, já que no elenco há peças para montar um time que tenha jogadas desse tipo como regra e não exceção, como ontem. É o Flamengo que deveria ser.


O Que Será do Flamengo?


Não sei, sinceramente. Não entendo o Luxemburgo. Quando ele cita aquele belíssimo, excelente time do Corinthians por ele montado, com Vampeta e Rincón de volantes, aliás dois volantes que sabiam jogar, que não erravam passes, eu me encho de esperanças, para logo depois ficar inseguro quando ele diz ao Fernando para jogar como o Rincón (?!) e parece obcecado pela ideia de encontrar uma posição no time para o, hoje, insubstituível Renato Abreu.


Será que a Medicina explica?


O que sei é que elenco o Flamengo tem. Acho que o Muralha pode entrar nesse time para jogar ao lado do Maldonado. Talvez não para as finais da Taça GB, mas já para a Taça Rio. E acho que já é hora do Anderson ser testado na lateral esquerda também. Egídio, Alvim, Renato Abreu e o Angelim, que devia ser respeitado e escalado na quarta-zaga, não são soluções para a lateral esquerda.

Vejo então o futuro como a imagem acima: aberto a todas as possibilidades, desde o céu de brigadeiro à mais temida tempestade. Vamos torcer para que seja o primeiro.

Negueba


Estou convicto de que esse rapaz tem estrela, tem um papel a desempenhar no mundo do futebol. Mas não é só isso. No futebol moderno, no esquema tático moderno, bem descrito pelo nosso amigo Patrick, como o utilizado pela Alemanha na Copa/2010, ele tem espaço: vejo-o como aquele jogador que entra pelos lados, às vezes afunilando, em velocidade, tabelando com o centroavante e com o meia centralizado. E tem ainda demonstrado evolução no fundamento finalização. Não gosto quando é escalado pelo Luxemburgo como centroavante fixo porque acho que essa posição contraria sua característica natural de movimentação, que atormenta as defesas adversárias. Passei a levar fé no garoto.


Domingo


Primeiro teste de verdade. Agora a brincadeira acabou, Luxemburgo. Abra o olho.


Bom dia e SRN a todos.