quarta-feira, 6 de maio de 2026

A Mentira

 

Salve, Buteco! Andam repetindo que "Leonardo Jardim está destruindo o que herdou de bom de Filipe Luís", o que seria "a capacidade do time de se defender bem".

Mentira...

Contando apenas os jogos sob o comando de Filipe Luís em 2026, a campanha do Flamengo, contra adversários "de Série A", e não necessariamente "pela Série A", tinha 9 jogos (contando o Lanús), com 3 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, e 10 gols marcados contra 13 sofridos.

Curioso esse raciocínio que "salta" da final do Mundial Interclubes para a estreia de Leonardo Jardim, na final do Campeonato Carioca, no qual o Fluminense entrou na condição de favorito contra o vice-campeão do mundo.

Se o time do ex-treinador estivesse "se defendendo bem" ele não teria caído, certo?

Bem, agora quem dará um salto retórico serei eu, para reduzir o debate a desfalques, desfalques e desfalques, que fazem o elenco rodar com poucos jogadores, alguns deles veteranos e com histórico de lesões.

Exemplo 1: Jorginho. 3 partidas seguidas - Atlético, Estudiantes e Vasco da Gama.

Exemplo 2: Samuel Lino. 3 partidas seguidas - Atlético, Estudiantes e Vasco da Gama.

Saem os dois e começam a entrar peças de poucos minutos em campo na temporada, por diversos motivos, como Saúl e Wallace Yan. No primeiro caso, deu certo em dois jogos anteriores; já no domingo, deu zebra.

Faz parte. Acontece.

Sim, o time está sofrendo muitas finalizações e é preciso dar um jeito nisso. O encarregado de resolver esse problema é o treinador. Agora, se você realmente compra esse discurso de que ele "herdou um time com a capacidade de se defender bem", procure ajuda.

Se você acha, ainda, que o Léo Ortiz vem jogando mal por causa do novo treinador, procure ajuda rapidamente, pois está começando a navegar em uma realidade alternativa, desconectando-se da concreta.

Ah, e tem essa matéria aqui do GE, de autoria do "Gato Mestre". Vejam a conclusão:

A equipe do Gato Mestre do ge checou. Em 101 jogos entre 2024 e 2026, o time de Filipe Luís sofreu 914 finalizações (média de nove por partida). Já o Flamengo do recém-chegado Jardim tem 15 duelos até o momento e viu os adversários concluírem a gol 185 vezes (média de 12 por compromisso).

Como Jardim pegou só a final do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, o recorte também pode ser feito tirando os jogos comandados pelo Filipe Luís nos estaduais de 2025 e 2026, de forma a ter uma comparação só contra times do primeiro escalão. Sob esse prisma, o Flamengo do Filipe Luís sofreu 813 finalizações em 84 partidas (média de 9,6 por duelo).


Ou seja, sim, é fato que o Flamengo do Jardim tem sofrido mais finalizações dos adversários. Porém, trata-se de uma diferença pequena: de duas a três conclusões a mais na meta defendida por Rossi.


Como finalização, em si, não quer dizer muita coisa (pode ser chute de longe, ou para longe; chute fraco ou sem perigo), vamos comparar também os gols sofridos. O time de Filipe Luís levou 66 gols nos 101 jogos (média de 0,65 por partida).


Por sua vez, o Flamengo de Jardim foi vazado 11 vezes nos seus primeiros 15 jogos (média de 0,73). Ou seja, é fato afirmar que os números defensivos com Filipe Luís eram melhores, mas a diferença é bem pequena tanto em finalizações quanto em gols sofridos.


Tentando voltar a vencer depois de dois jogos, o Flamengo entra em campo novamente nesta quinta-feira para enfrentar o Independiente Medellín, às 21h30 (de Brasília) no Atanasio Girardot, na Colômbia, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores.

Tenha muito cuidado com o que você lê, e assiste, e escuta....

Amanhã nos veremos no Esquenta.

Tenham uma quarta-feira abençoada.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

O Bode Expiatório de Sempre

 

Salve, Buteco! 30 minutos, arredondando. Esse foi o trecho do jogo no qual podemos dizer que o Flamengo envolveu o Vasco da Gama na maior parte dos lances. Maior posse de bola, facilidade para as infiltrações no ataque, finalizações a gol e o golaço de placa do Pedro, o nosso "9 Bolado" ou Bibliahimovic.

Ocorre que há coisas absolutamente previsíveis no futebol e uma delas é o Flamengo (especialmente essa geração) tirar o pé depois de uma partida muito desgastante, tal como foi a de La Plata. Já nos 15 minutos finais da primeira etapa o time foi pressionado pelo Vasco da Gama.

Na volta do intervalo, num jogo do tipo lá e cá (expressão antiga e muito melhor do que trocação), o Flamengo estava melhor e, apesar do pênalti sofrido por Pedro e convertido por Jorginho ter sido daqueles "tolos", arrisco dizer que, naquela altura, o Flamengo ainda estava melhor em campo.

Seguiu-se então um período de certa tranquilidade no jogo, especialmente após a entrada de De la Cruz. O resultado parecia garantido. Vem então um cruzamento da esquerda e Léo Ortiz, que anda com a cabeça no mundo da lua em 2026, salta como um retardado, fora do tempo da bola, e deixa Robert Renan descontar para o Vasco da Gama e transformar em drama o restante do jogo.

E haja pressão. Anoto, neste ponto, que, além do uruguaio, Saúl também entrou na partida (muito mal, aliás), e o time com um meio "mais encorpado", o qual podemos chamar, sem exaagero, de "escalação da torcida", mal conseguiu ultrapassar o meio de campo e tomou um tremendo sufoco do adversário.

E a bola puniu. Wallace Yan, que entrou todo esquisitão na partida, no último lance do jogo permitiu o cruzamento da esquerda, Léo Ortiz não acompanhou a "linha burra" e Hugo Moura, impedido, implementou implacavelmente a "Lei do Ex".

(Mais um) oferecimento de Daniel Nobre Bins como árbitro de vídeo em jogos do Flamengo.

***

Leonardo Jardim está sendo escorraçado por conta da substituição de Pedro, exausto e sentindo câibras, por Wallace Yan, já que o jovem atacante, infelizmente, teve uma de suas atuações bizarras e, como já frisei, omitiu-se no lance do gol de empate do Vasco da Gama.

Muito provavelmente a maioria que está cobrando o treinador pela substitição reclama da pouca utilização da base. O Flamengo sofre com vários desfalques por conta de consusões e suspensões, tornando o elenco mais curto para a rodagem; o calendário é implacável e o time precisou jogar, do meio para a frente, com quatro jogadores que iniciaram a "Carnificina de La Plata".

Mas o culpado, sempre, invariavelmente, precisa ser o treinador, mesmo que seja esse, que até 2 jogos atrás vinha de 7 vitórias consecutivas.

Esse é o lado ruim da torcida do Flamengo. Ruim não; isuportável, eu diria.

***

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 3 de maio de 2026

Flamengo x Vasco da Gama

  

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 14ª Rodada

Domingo, 2 de Maio de 2026, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; EverttoJorginhoPlataPedroLuiAraújSamueLinoTécnicoLeonardJardim.

Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Barros e Thiago Mendes; Puma Rodríguez, Brenner e Rojas; David. Técnico: Fernando Diniz.

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Boschilia (FIFA/PR) e Leone Carvalho Rocha (AB/GO)Quarto Árbitro: Paulo Henrique Schlleich Vollkopf (AB/MS). Inspetor: Luiz Carlos Câmara Bezerra (Assessor/CBF/BR). Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva (Assessor/CBF/MA). Árbitro de Vídeo (VAR): Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA/RS). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Clériston Clay Barreto Rios (Assistente/Master/SE) e José Ricardo Vasconcellos Laranjeira (AB/AL). Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Larissa Ramos Monteiro (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Rede Globo (TV aberta)Premiere (sistema pay-per-viewGeTV (YouTube).


sábado, 2 de maio de 2026

Esquenta: Flamengo x Vasco da Gama, pela 14ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! Diferentemente do jogo de volta das quartas de final da Libertadores/2025, o confronto contra o Estudiantes de La Plata na última quarta-feira foi uma carnificina. Os anfitriões bateram como quiseram sob a conivência canalha e covarde do árbitro chileno Piero Maza. Resultado: Arrascaeta fraturou a clavícula, Emerson Royal precisará usar uma máscara para proteger o nariz e o Flamengo, agora, jogará as próximas partidas sem pelo menos um dos seus meias, já que Carrascal ainda cumpre suspensão imposta para as competições nacionais e Paquetá ainda está convalescendo da contusão.

A pergunta que trago para vocês, hoje, é: quem vocês escalariam, amanhã, na posição do uruguaio? Para mim, é a única dúvida relevante que o Calvo pode ter para escolher os onze que iniciarão a edição deste domingo do Clássico dos Milhões.

Nas laterais, o mais provável é que Varela e Aytron Lucas venham a jogar, haja vista a situação de Royal e as duas partidas seguidas de Alex Sandro. No miolo de zaga, Léo Pereira estará de volta, tudo indica que, ao lado de Léo Ortiz. No meio, Evertton Araújo, por sua resistência, deve jogar ao lado de Jorginho ou De la Cruz, conforme as condições do ítalo-brasileiro indicarem, ou quem sabe, ainda, Saúl, e, no ataque, Pedro deverá voltar a iniciar a partida.

A escolha para as pontas, contudo, na minha opinião, traz embutida a discussão sobre a substituição de Arrascaeta. Luiz Araújo já foi escalado nessa posição, mas eu, particularmente, considero que Samuel Lino se sairia melhor na função, especialmente após a subida de produção tendo mais liberdade para se movimentar pelo meio e o ataque.

Quarta-feira mesmo o nosso camisa 16 desenrolou o jogo com passes clarividentes, compatíveis com a função tática do uruguaio. Portanto, eu iria de Luiz Araújo, Pedro e Cebolinha no ataque, com Lino na posição do Arrascaeta.

Vocês fariam diferente? Mandem aí as suas escalações.

***

O Vasco da Gama, hoje na 10ª posição, literalmente no "meio da tabela", não é mais o adversário que lutava contra o rebaixamento nas temporadas passadas, mas tampouco é o candidato a títulos que existia até o comecinho deste Século.

Mesmo desfalcado, acredito que o Flamengo ainda seja o "favorito técnico" para o clássico. Confio especialmente no nosso "9 Bolado" ou "Blibliahimovic" como ponto de desequilíbrio.  Já no caso do adversário acredito que os jogadores mais perigosos sejam os colombianos Johan Rojas e Andrés Gómez. Mas com o Léo Pereira de volta eu me sinto bem mais confiante, não sei no caso de vocês.


***

O Ficha Técnica subirá na alvorada do domingo e a palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo em 01/05/26


Olá Buteco!


Meu propósito, nos textos que passei a escrever e que espero poder manter por algum tempo, é trazer a vocês temas para resenha, enquanto esperamos o Esquenta e o Ficha Técnica do jogo do fim de semana.

Pelo estilo da coluna, posso começar a esboçá-la na segunda-feira, mas tenho que esperar o jogo do meio da semana para fechá-la porque, como diziam os velhos cronistas, “o futebol é uma caixinha de surpresas”.

Pretendia trazer, como primeiro tema desta resenha a varejo, uma celebração ao bom início do Leonardo Jardim, mas a caixinha de surpresas me deixou atordoado e bastante triste com a notícia da fratura na clavícula do Arrasca.


Lesões no Futebol Moderno e a Ausência do Arrasca


Pep Guardiola já sentenciou que “o título se ganha nas oito últimas rodadas e se perde nas oito primeiras”, mas há fatos entre esses dois blocos de rodadas que ameaçam as chances de conquista de títulos de qualquer grande pretendente e lesões de craques fazem parte do rol desses fatos.

Embora haja muita bola pra rolar, não há como negar que a ausência do nosso Camisa 10 é um enorme prejuízo para o Flamengo, porque ele tinha começado a render bem para o time.

Daqui a pouco, nesta mesma “Resenha”, vou voltar a falar de elenco curto, mas aqui quero dirigir um olhar específico sobre o tema das lesões, porque as vejo como uma “regra” do futebol atual e, não por acaso, a lista de grandes jogadores em risco de não irem à Copa de 2026 está agitando o noticiário do mundo da bola.

Viajo aos velhos tempos e me lembro de alguns longos afastamentos de jogadores, mas minha memória embaçada me leva à sensação de que, embora a ciência da preparação de atletas não tivesse os recursos atuais, a frequência com que as lesões mais graves aconteciam era menor.

Como se trata de memória embaçada, talvez eu esteja enganado, mas há pelo menos dois fatores atuais que podem dar alguma credibilidade à minha tese: o calendário com jogos seguidos, sem folgas, e a grande intensidade empregada nas partidas.

Corpo e mente dos atletas atuais sofrem mais com esses fatores “modernos” do que sofriam os de jogadores antigos.

Informação altamente científica: Aprendi, há bastante tempo, numa bolacha de chopp de um buteco do Rio (elas tinham frases informativas), que os jogadores da década de 1970 corriam sete quilômetros por partida.

Hoje em dia, quem não corre dez quilômetros por partida é considerado um chupa-sangue.

Além dessa característica do futebol antigo sacrificar menos os elementos da estrutura física dos jogadores (ossos, músculos, articulações, tendões), havia mais tempo para recuperação, porque era menor o número de jogos por temporada.

Sobre tempo de recuperação, falei bastante no post “Zico e Tanure na Resenha do Galinho”, publicado em 11 de setembro de 2024.

Ali, pela exposição do Dr. Tanure, ficou claro que o calendário moderno impede a aplicação das melhores práticas científicas para o bom condicionamento físico e mental dos atletas.

Embora convencido de que o elenco do Flamengo deve ser maior, tenho que reconhecer que existem limites para a quantidade de reservas e que, em determinadas situações, esses limites podem levar a algum excesso de exposição de certos atletas.

Nesse sentido, chamou-me a atenção e me preocupou a escalação do Arrascaeta para o jogo contra o Estudiantes, mas Jardim tem seus critérios para a montagem do time e, no caso da posição de meia centralizado, não podia contar com o Paquetá, melhor opção para o rodízio com o nosso 10, porém afastado por lesão.

O Calvo optou pelo Arrasca, que acabou sofrendo lesão não causada por desgaste, mas por acidente de trabalho, numa disputa em que, ao mesmo tempo e sem qualquer prudência, o adversário tocou na bola e jogou seu corpo contra o do nosso craque.

Fato é que o Arrasca deve ficar afastado por quarenta e cinco dias e que Leonardo Jardim vai precisar encontrar soluções para que o time sofra o mínimo possível por essa ausência.


Elenco Curto - Mais um Capítulo


O post que escrevi na semana passada, “Elenco Curto, Calendário, Coringas” foi premiado com uma ótima resenha da turma do Buteco.

Copiei e arquivei todos os comentários, porque acredito que eles poderão alimentar mais um post, talvez nas próximas semanas, talvez no início do recesso para a Copa do Mundo.

Por ora, quero registrar duas percepções que tive ao refletir sobre o post e a resenha.

A primeira percepção é que, sem me dar conta ao preparar o texto, acabei provando, “por absurdo”, que a tese de trabalhar com elenco curto é errada.

Afinal, desenvolvi o texto aceitando como realidade que, se os treinadores preferem trabalhar com elenco curto, devemos aceitar essa premissa e tentar viabilizá-la com o uso de coringas.

Foi o que fiz, só que, no final do texto, acabei concluindo que, mesmo contando com vários coringas, o Flamengo deveria ter, para que seu elenco ficasse completo, no mínimo mais três segundos reservas, um lateral direito, um zagueiro e um volante.

Ou seja, devemos ter no elenco principal, à luz da análise feita no post, no mínimo 3 goleiros e 26 jogadores de linha.

A segunda percepção é que, concordando com a minha conclusão, muitos participantes da resenha optaram pelo preenchimento das vagas adicionais por bons jogadores da base.

Em outro momento, valendo-me dos comentários que arquivei, pretendo desenvolver mais o assunto, porque há material para um aprofundamento do debate, só que, então, adotarei como premissa correta o uso, pelo Flamengo, de 30 jogadores no seu elenco principal.

Nesse aprofundamento, poderei explorar outros motivos que tornam recomendável, a meu ver, o uso de um elenco maior do que o atualmente utilizado pelo clube, mas prendo-me, por enquanto, ao calendário e aos seus efeitos diretos (desgastes, lesões e suspensões) e concluo dizendo que Jardim e os futuros treinadores do Flamengo podem nunca concordar com o elenco “longo”, mas que, como isso aqui é resenha, a gente define o que acha certo e se sente no direito de cobrar eternamente, até eles aprenderem.

Sacou, Jardim? Sacou, Boto?


O pacote vilanização do Flamengo, O MÉTODO e a mídia “anti”



Resisto a aderir a teorias da conspiração, porque elas são frequentemente alimentadas por extremismos que meus muitos anos de estrada me ensinaram a rejeitar, qualquer que seja o polo defensor de cada teoria conspiratória.

Não posso, porém, ser ingênuo e deixar de reconhecer que um movimento bastante antigo voltou a ganhar força nos últimos tempos, a tentativa de vilanização do Flamengo, projeto que é acompanhado por ações sistemáticas da mídia “anti”, uma delas com um viés muito bem captado pelo William Godoy no vídeo “A mídia desrespeita o Flamengo com esse método”, o viés da criação de sentimentos negativos em parte da própria torcida rubro-negra, quanto ao real valor esportivo do clube.

Todos os youtubers rubro-negros que acompanho e muitos frequentadores do Buteco identificam, no projeto de vilanização do Flamengo, um MÉTODO, que é capitaneado pelo nosso atual rival paulista e que tem, no mínimo, duas faces que se complementam, a dos ataques cheios de ódio ao nosso clube do coração e a da vitimização sistemática do Palmeiras.

Para os capitães do projeto, punir o Palmeiras, dentro ou fora de campo, leva a um festival de reclamações que gera pressão sobre árbitros, no jogo em curso e em partidas futuras, ao mesmo tempo em que desvia o foco dos muitos favorecimentos ao clube verde reclamante.

Na outra face, há uma crescente e sistemática ação, em entrevistas e em redes sociais, para que o Flamengo seja visto como vilão, algo que, como tem alertado o Fabricio Chicca em seus vídeos, tem efeitos sobre a imagem do clube e, consequentemente, também sobre oportunidades de contratos comerciais.

Não há ingênuos nesse jogo e, por óbvio, o Flamengo precisa se posicionar muito bem contra essa estratégia, alimentada por algum ódio, mas também por muita esperteza.

Exemplo marcante do quanto o projeto de vilanização tem pouco ou nenhum compromisso com práticas justas é o episódio do ajuizamento, pelo Flamengo, da questão relacionada à participação do clube nas receitas obtidas pela Libra, mais especificamente na terceira parcela do bloco de receitas, aquela relacionada à audiência das transmissões do campeonato brasileiro pela Rede Globo.

Sob a alegação de que o Flamengo havia assinado acordo em que aceitava o critério defendido pela Libra para a distribuição da terceira parcela, a campanha pela vilanização do clube veio forte, com declarações furiosas de dirigentes de adversários e de jornalistas engajados na defesa de seus clubes.

Chamada a se manifestar, a Justiça reconheceu, em caráter liminar, haver fundamento no que defendia o Flamengo e isso acabou levando, nos últimos dias, ao anúncio de que Libra e Flamengo chegaram a um acordo, pelo qual o Rubro-Negro iria receber mais cento e cinquenta milhões de reais do que receberia se prevalecesse o critério que a Liga queria impor.

Não há como negar que a disposição dos clubes da Libra para firmar acordo é uma demonstração de que o Flamengo tem alguma razão no questionamento e do quanto foram injustas as acusações feitas ao clube.

Mais ainda, também se noticiou que, acompanhado pelo Bahia, o Flamengo passou a integrar o Comitê Gestor da Libra, algo que, convenhamos, sinaliza que os clubes participantes não veem o Mais Querido como tão malvadão quanto é acusado por seus detratores, mas como um player capaz de gerar ganhos coletivos (Bap já disse em entrevista que, participando do Comitê Gestor, tem ideias a respeito de possíveis ganhos adicionais para todos).

Tudo parecia caminhar bem, mas a presidente Leila já se reapresentou na arena de combate, rejeitando o acordo anunciado e, segundo se noticiou, admitindo que o Palmeiras saia da Libra.

Nada entendo de ligas de clubes, mas essa é uma hipótese que vejo com simpatia, porque parece que a presença de Flamengo e Palmeiras na mesma liga tende a ser inconciliável.

Por enquanto, só nos resta aguardar os próximos capítulos.

Continue ligado, Bap!

Saudações Rubro-Negras!!!!

Carlos César Ribeiro Batista

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Estudiantes x Flamengo

   

Copa Libertadores da América/2026 - Grupo A - 3ª Rodada

Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Uno Doctor Jorge Luis Hirschi, em La Plata, Argentina.

Estudiantes: Muslera; Meza, Pirez, Tomás Palacios e Benedetti; Piovi, Tiago Palacios, Amondarain, Neves e Farías; Carrillo. Técnico: Alexander "El Cacique" Medina.

FLAMENGORossiRoyalDanilo, Vitão AleSandro; EverttonJorginhArrascaetaLuiAraújoBrunHenrique Samuel LinoTécnico: LeonardJardim.


Arbitragem: Piero Maza (FFC/Chile), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2  José Retamal (FFC/Chile) e Miguel Rocha (FFC/Chile). Quarto Árbitro: Diego Flores (FFC/Chile). Árbitro de Vídeo (VAR): Juan Lara (FFC/Chile)Auxiliar de Vídeo (AVAR): Edson Cisternas (FFC/Chile). Assessor de Árbitros: Ricardo Casas (AFA/Argentina). Quality Manager: Oswaldo Segura (FEF/Equador).

Transmissão: Rede Globo (TV aberta), GeTV (YouTube e Internet) Paramount+ (Streaming). 

Esquenta: Estudiantes x Flamengo, pela 3ª Rodada do Grupo A da Libertadores/2026

 

Salve, Buteco! No post de ontem, o nosso amigo Leandro Machado destrinchou muito bem o difícil contexto dos jogos da semana que vem, quando o time viajará até Medellín para enfrentar o Independiente e apenas três dias depois estará em Porto Alegre para encarar o Grêmio, que jogará pela Sul-Americana contra o Deportivo Riestra, em Buenos Aires, na terça-feira, e, portanto, terá dois dias a mais de preparação, além de uma viagem bem mais curta.

A chave para a preparação visando o jogo contra o Grêmio passa pela conquista dos três pontos hoje à noite. É que, com 9 pontos em três jogos, o Flamengo poderá, tranquilamente, escalar uma formação bem alternativa para enfrentar o Independiente Medellín, priorizando o confronto contra os gaúchos, e depois sacramentar a classificação com duas vitórias no Maracanã, contra o próprio Estudiantes, adversário de hoje à noite, e o Cusco.

Mas quais são as chances de vitória hoje à noite? Bem, a gente tende a se lembrar do dificílimo confronto das quartas de final da Libertadores/2025, último entre as duas equipes, quando o Flamengo esteve à beira da eliminação, perdendo por 1x0 para o Estudiantes no Jorge Luis Hirsch, palco da peleja de hoje à noite, tendo se classficado somente nos pênaltis.

Deixem-me, porém, oferecer-lhes outro ângulo para o prognóstico e, para tanto, vamos pegar a Máquina do Tempo do Buteco do Flamengo para viajarmos até Buenos Aires na noite de 31 de agosto de 2022, pouco antes do Mais Querido entrar em campo para, numa atuação de gala, golear impiedosamente o Vélez Sarsfield dirigido por... Alexander "El Cacique" Medina. 

Sim, ele mesmo, o atual treinador do Estudiantes de la Plata, já que Eduardo "Barba" Domínguez, treinador dos Pinchas ano passado, sofreu idêntico atropelo há apenas dois dias, na Arena Gonzalo Plata ou Cu de Zebra. Vejam, prezados Amigos do Buteco, as coincidências que os estranhos caminhos da bola nos trouxeram.

Faz tanto sentido comparar o jogo de 2025 quanto as perspectivas de enfrentar um time dirigido por Cacique Medina com uma formação não posicional e "fluida" tal como aquele onze que entrou em campo na memorável noite de 31 de agosto de 2022: Santos; Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís; Thiago Maia, João Gomes, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Pedro e Gabigol.

Passados quase quatro anos, apenas Léo Pereira, Pedro e Arrascaeta permanecem no clube. O zagueiro não foi relacionado para se recuperar de um corte profundo no tornozelo. 

Os contextos, portanto, são diferentes, mas talvez nem tanto. O balé do Flamengo do Calvo nos permite sonhar não com mais uma goleada (evitemos o exagero e a soberba), mas, quem sabe, com uma vitória simples, que nos alivie a tabela e a maratona logo mais à frente. O Estudiantes, tal qual o Boca Juniors, tem tradição de crescer nos mata-matas.

Com essas reflexões, deixo a palavra com vocês, lembrando que o Ficha Técnica, como de costume, subirá as 19:00h.

Tenham uma quarta-feira rubro-negra, repleta de paz.

Bom dia e SRN a tod@s.