sexta-feira, 29 de maio de 2026

Esquenta: Flamengo x Coritiba, pela 18ª Rodada do Campeonato Brasileiro 2026, e Sorteio das Oitavas de Final da Libertadores da América/2026

 

Salve, Buteco! Resta então, antes da paralisação das competições durante a Copa do Mundo de Seleções, a 18ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026. O futebol é dinâmico e, semana passada, antes da 17ª Rodada, o atual líder Palmeiras, sobe enorme pressão (vide a distância entre os dois antes da 17ª Rodada, apontada ontem pelo Carlos César), requereu o adiamento de seu jogo contra a Chapecoense, dado o alto número de atletas convocados em seu elenco, que totalizam 8.

Veio a atípica goleada sofrida pelo Flamengo no confronto direto entre as duas equipes e um inesperado doping motivacional para o lado palestrino. A prova é a goleada de ontem à noite sobre o Junior Barranquilla, fugindo do padrão das atuações no Grupo F da Libertadores até então. O Alviverde de Parque Antártica respira um ar puro de montanha na poluída capital paulista.

Graças ao Flamengo...

O cenário, então, acabou vindo a se modificar um bocado: o Flamengo, que também pediu o adiamento de seu jogo contra o Coritiba, foi ainda mais depenado do que o rival, com 10 convocados, e chega com a moral abalada (apesar da vitória contra o Cusco) para jogar contra um adversário bem mais forte do que a Chapecoense. Os paranaenses ocupam a 6ª colocação do certame e o 4º lugar entre os visitantes, enquanto os catarinenses são os lanternas.

Será que a diretoria palmeirense, hoje, pediria o adiamento? Talvez sim, talvez não. O certo é que o Flamengo terá, amanhã, as 16:00h, no Maracanã, um tremendo abacaxi para descascar, e possivelmente o Palmeiras chegará com maiores chances de vencer nesta rodada, o que pode fazer com que a distância entre o 1º e o 2º colocado aumente ainda mais.

Na defesa, ninguém pode se machucar, sob pena de entrarem garotos do Sub-20. Logo, a primeira linha precisará ser formada por Rossi, Royal, Léo Ortiz, Vitão e Ayrton Lucas, sem maiores digressões.

Do meio para a frente, o Calvo terá pouquíssima margem de manobra. Três volantes disponíveis (Evertton, Pulgar e Saúl), nenhum meia e cinco atacantes - Luiz Araújo, Pedro, Samuel Lino, Cebolinha e Wallace Yan. O resto do banco será composto por garotos do nosso pálido Sub-20.

Há peças disponíveis com força suficiente para abrir vantagem no placar, mas não é difícil prever que o segundo tempo será um drama. Seja qual for a formação que o Calvo resolver mandar a campo, ele terá muito poucas opções para mexer no time.

A tendência, então, é o Coritiba sobrar fisicamente no final do jogo, a não ser que os Sub-20 entrem e, dada a campanha que vêm fazendo até aqui no ano, as perspectivas, nesta hipótese, não são muito animadoras.

Hora de pedir aquela ajuda ao Santo e esperar que os jogadores que forem a campo incorporem a mística do Manto Sagrado. Será importante, também, que a torcida compreenda o contexto e apoie, evitando as vaias em um momento tão adverso.

***

Hoje também é dia de sorteio dos confrontos das oitavas de final e do chaveamento dos mata-matas da Libertadores. O Mais Querido, como todos sabem, é o primeiro colocado na classificação geral e fatalmente decidirá em casa contra qualquer adversário a partir das oitavas, se avançar até a final.

Bem, se eu pudesse, acho que escolheria o Tolima, não por conta dos resultados de 2022, mas por achar que é o mais fraco entre todos os segundos colocados. Outras opções poderiam ser o Mirassol ou o Platense, que já ofereceriam, em tese, maior resistência, porém a viagem seria mais curta e, ainda assim, são potencialmente menos competitivos do que os demais.

Vindo algum dos outros segundos colocados, teremos emoções mais fortes, sem escapatória. O ideal é evitar Palmeiras, Fluminense e Cruzeiro, concordam? O Rosario Central e o Estudiantes também seriam pedreira.

E aí? Palpites? O sorteio começará ao meio dia e terá transmissão da ESPN, do Paramount+ e do canal da Conmebol no YouTube.

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol. 

Tenham uma sexta-feira abençoada.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Coluna do Carlos César: Como Será o Amanhã

 


Olá, Buteco!



Passada a estranha partida contra o Cuzco, em que, depois de um primeiro tempo tenebroso, o Flamengo fez 3 a 0 e reafirmou sua liderança e uma das melhores campanhas da fase de grupos da Libertadores 2026, nosso foco se volta mais uma vez para o Brasileirão, competição em que o Mengão está, pelo menos por enquanto, numa corda-bamba, por força do resultado ruim do jogo contra o líder Palmeiras.

Faço hoje algumas reflexões sobre nossa situação no campeonato, sobre o jogo de sábado passado e sobre contextos relacionados a isso tudo.

Comecemos pelo fim.


O sonho da volta de Jorge Jesus

Na fantasia da Nação Rubro-Negra, o único treinador “perfeito” para o Flamengo é um senhor que acabou de ganhar o campeonato saudita e vai passar uns dias de férias no Rio.

Escrevo “perfeito” entre aspas porque ninguém sabe que desempenho o Mister teria se voltasse a dirigir o time do Flamengo em algum momento.

É fato que, se chegasse inspirado nesse “algum momento”, o Véio poderia ser um upgrade em relação à grande maioria dos treinadores de futebol do planeta, só que, como não acredito em demissão do Jardim nesta temporada, é melhor tratarmos da nossa resenha.



A marcha da diferença entre Palmeiras e Flamengo no Brasileirão 26

No comparativo entre os dois principais rivais do futebol brasileiro da última década, o Palmeiras esteve à frente do Flamengo em todas as rodadas já realizadas do Brasileirão 2026, primeiro por força do mau começo do time sob o comando do Filipe Luís, mas depois, também por tropeços da equipe sob a orientação do Leonardo Jardim.


Diferença de pontos a favor do Palmeiras a cada rodada:

Rodada 1 – 1 ponto - Filipe

Rodada 2 – 3 pontos - Filipe

Rodada 3 – 3 pontos - Filipe

Rodada 4 – 6 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 5 – 3 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 6 – 3 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 7 – 3 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 8 – 5 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 9 – 8 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 10 – 8 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 11 – 6 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 12 – 6 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 13 – 6 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 14 – 6 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 15 – 4 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 16 – 4 pontos (Flamengo com um jogo a menos)

Rodada 17 – 7 pontos (Flamengo com um jogo a menos)



Reparem que, já sob o comando do Calvo, o Flamengo teve o seu pior momento na competição, na sequência das rodadas 8 e 9 (empate com o Corinthians e derrota para o Bragantino). Nelas, o Palmeiras ampliou sua vantagem para oito pontos.

Na rodada 11, o Flamengo recuperou dois pontos, vencendo o Fluminense, enquanto o Palmeiras empatou com o Corinthians.

E na rodada 15, houve mais uma recuperação de dois pontos, com vitória sobre o Grêmio, enquanto o Palmeiras empatou com o Remo.

Aí, veio o jogo de sábado passado, o Mengão escorregou três degraus e, ficando a sete pontos do líder, chegou perto da diferença máxima vivida nas rodadas 8 e 9.

Ainda teremos uma rodada antes da pausa para a Copa do Mundo e o Palmeiras tem vantagem teórica, porque jogará contra a Chapecoense, lanterna do campeonato, enquanto o Flamengo enfrentará, sem nove jogadores convocados, o Coritiba, sexto colocado e um dos visitantes mais enjoados da competição.

Por mais que não queiramos, corremos o risco de um aumento da diferença.

O Hiago ponderou, no domingo passado: “Senhores, o campeonato não acabou, boa pausa de copa para todos nós.”

Enquanto acompanhei o debate, ganhou três likes, um dislike e, mais tarde, uma contestação do Fábio81.

Embora reconheça que o desafio do Flamengo ficou maior, lá vou eu candidatar-me a dislikes, porque também estou nessa vibe.

Afinal, antes do jogo de sábado, vivíamos um clima de #ForaAbel.

Depois do jogo e nos dias que se seguiram, a biruta do aeroporto virou e apontou para #ForaJardim.

Como não existe bola de cristal confiável, o que a gente pode fazer é tentar analisar os contextos e, a partir disso, especular sobre possibilidades.

No final da rodada 9, o Flamengo ficou a oito pontos do Palmeiras (cinco, se imaginarmos vitória sobre o Mirassol no jogo atrasado) e só no final da rodada 15, seis rodadas depois, reduziu a diferença para quatro pontos (ou apenas um, se vencermos o Mirassol).

Gastou, portanto, seis rodadas para descontar quatro pontos.

Agora, se vencer o Coritiba e o Palmeiras vencer a Chape, terá vinte rodadas (um ciclo de seis e dois ciclos de sete rodadas) para tentar descontar sete pontos e fazer mais um para ganhar o título.

É pedreira, mas, como disse o Hiago, o campeonato não acabou.

Esse exercício é apenas numérico e eu sou cauteloso com projeções estritamente numéricas em campeonatos de futebol.

Prefiro, para essas projeções, as análises que o Leandro faz nos checkpoints, porque elas são quantitativas e qualitativas.

Arrisco dizer porém que, apesar da vantagem do Palmeiras ser respeitável, há muita coisa em aberto no campeonato, porque o suíno não tem jogado um grande futebol e foi premiado com essa vantagem num jogo completamente anormal, transformado a seu favor a partir do lance do Carrascal e da consequente escolha tática um tanto kamikaze do treinador Leonardo Jardim.

Faço aqui mais um exercício numérico, o de aproveitamento dos treinadores, excluindo a partida de sábado para não contaminar a análise com a inclusão de um jogo muito atípico.

Nos 16 jogos anteriores que fez no Brasileirão, todos com Abel, o Palmeiras conquistou 35 pontos e o ótimo aproveitamento de 72,9%.

Nos 12 jogos anteriores que fez no Brasileirão sob o comando do Calvo, o Flamengo conquistou 27 pontos e o também ótimo aproveitamento de 75%.

Portanto, a depender das muitas coisas que estão em aberto nas rodadas restantes, ainda acho viável o Flamengo descontar os pontos que o separam do Palmeiras e conquistar um ponto a mais na reta final, mesmo que ao final da décima oitava rodada, a de sábado e domingo próximos, a diferença venha a aumentar.

Falemos, então, do jogo de erros rubro-negros de sábado passado.


Flamengo 0, Palmeiras 3 – Erros e Reflexões Finais

No post de segunda-feira, o Gustavo distribuiu, com muita razão, bronca e cobrança pra todo mundo.

Permito-me, hoje, tentar qualificar e atribuir peso aos erros rubro-negros apontados.

Em termos qualitativos, creio que podemos considerar que existem erros estruturais e erros circunstanciais.


O erro da direção do Flamengo

Começo com o erro da direção do clube, apontado pelo Gustavo e claramente estrutural:

Está sendo currada pela presidente do Palmeiras nos bastidores, seja em sorteios (CBF e Conmebol), seja em arbitragens (CBF), neste último caso dentro das quatro linhas (decisões dos árbitros) e também fora delas, nas designações e no VAR. A designação de Davi de Oliveira Lacerda para apitar o jogo de sábado é prova da pasmaceira passiva que vigora hoje em nossa representação externa.” 



Não é fácil neutralizar o efeito do poder palmeirense e paulista nos bastidores (vamos ter que conviver com isso por muito tempo), mas há um grande trabalho a ser feito nesse campo, porque o Flamengo tem uma desvantagem competitiva estrutural que pode decidir competições (vale para BR, CB e LA).

Reparem que, no ano passado, o Palmeiras só passou a enfrentar um freio no favorecimento quando um clube paulista foi absurdamente prejudicado, o São Paulo, num jogo que foi o divisor de águas do Brasileirão 2025.

Ali a mídia paulista se inflamou, o juiz foi temporariamente suspenso e o pacote “reação rubro-negra e declínio palmeirense” permitiu que o Mengão conquistasse o título.


Carrascal

O erro da direção do clube tem peso grande e duradouro, mas o do Carrascal foi o mais decisivo no jogo de sábado passado.

Ele simplesmente mudou a história da partida, roubando forças do Flamengo e criando a necessidade de uma decisão do nosso treinador que, por ser errada, agravou a situação do time.

Quando um erro circunstancial começa a se repetir seguidamente, entra numa zona cinzenta e acaba virando estrutural.

As expulsões do Carrascal já se tornaram estruturais, pela repetição em jogos importantes.

Eu o via como uma boa opção para a ponta esquerda, mas agora entrei no time dos que desejam que se cumpra a vontade dele de deixar o clube, anunciada nesta semana.


Rossi

Mais um jogador em que a repetição de falhas o aproxima da zona dos erros estruturais.

Vejo aí, como pano de fundo, um erro estrutural histórico da direção do clube, já que há muitos anos o Flamengo não tem um goleiro top e não tem goleiros reservas em que nossos treinadores consigam confiar.

Se a direção do Flamengo não acha isso relevante, é bom começar a achar.

Não é de hoje que o Palmeiras, nosso principal rival no Brasil e na América do Sul, tem goleiros melhores do que os rubro-negros.

No jogo de sábado, Carlos Miguel fez três grandes defesas, que impediram que o Flamengo começasse o jogo em vantagem.

Rossi, ao contrário, não fez nenhuma grande defesa e ainda falhou em dois gols, sepultando nossas chances de empate.

Andrew, o goleiro em que Leonardo Jardim nunca conseguiu demonstrar confiança (deve ter seus motivos), jogou contra o Cuzco e, quando o jogo ainda estava 0 a 0, fez uma grande defesa que, na fase atual, não sei se o Rossi faria.

Para ser justo, Andrew também borboleteou no único cruzamento alto sobre a nossa área.

Portanto, não sabemos o que esperar do nosso atual goleiro reserva e tememos o que podemos esperar do titular.


A “perdência” de gols

A síndrome de perder gols é tão forte no Flamengo que resolvi inventar uma palavra para sintetizá-la.

No jogo de sábado, o “protagonista” foi o Paquetá, devidamente advertido pelo Gustavo, já que se trata de um reincidente em partidas importantes contra o Palmeiras, mas o problema vai bem mais longe.

No jogo contra o Cuzco, uma das causas me pareceu evidente: o preciosismo com que os jogadores do Flamengo tentam chegar ao gol.

É toquinho pra cá, toquinho pra lá e ninguém chuta.

Afora isso, falta pé na forma, também.

Quando aparece a chance de bater das proximidades da área, é grande a chance da bola ir pelos ares.

Não é Luiz Araújo, Lino, Jorginho, Paquetá, Royal?

Há também um pouco de falta de sorte, em bolas que batem na trave (EA) ou como naquela que o Nico chutou, passou pelo goleiro e resvalou na canela do zagueiro, entre as pernas dele, e foi pra linha de fundo.

Não sei como se pode resolver essa síndrome, mas imagino que treinos específicos e menos preciosismo devem ajudar.



Leonardo Jardim

Jardim fica na fronteira entre o estrutural e o circunstancial porque, embora a necessidade de uma grande decisão tática tenha sido circunstancial, consequência da expulsão do Carrascal, LJ parece não conseguir deixar de priorizar o ataque, mesmo quando o jogo recomenda uma estratégia mais cautelosa.

Este é, a meu ver, o ponto crítico que começa a reforçar, na Nação Rubro-Negra, uma dúvida sobre o trabalho do Jardim.

Faço aqui uma distinção.

Uma coisa é errar na escolha de uma estratégia de jogo, algo que acontece com qualquer treinador, inclusive com os bons.

Outra coisa é ficar preso a uma estratégia e não conseguir adotar outra, quando o jogo pede mudança de modelo.

Como ainda não me convenci de que Leonardo Jardim é incapaz de mudar seu modelo, dou a ele o benefício da dúvida e classifico o erro de sábado como circunstancial.

Certo é que, tendo sido vitimado pela expulsão que desmontou a escalação construtora e mais sólida do início do jogo, Jardim optou por mudanças que ofereceram os espaços entre linhas que o Palmeiras gosta de encontrar nos seus adversários.

Sem passar pano para o Rossi (“cada um com seu cada qual”), o segundo e o terceiro gol do Palmeiras nasceram de transições rápidas que encontraram nossa última linha no mano a mano e isso foi favorecido pela escolha estratégica do Calvo a partir da expulsão.

Crítica feita, faço uma ponderação; não acho que, habitualmente, LJ mexe mal no time (mexeu muito bem contra o Estudiantes, por exemplo).

Acho que ele fez uma escolha estratégica errada, ao tentar aumentar a presença no ataque, numa situação em que jogar com cautela era recomendável.

Por causa disso, muitos consideram que o Flamengo está embarcado numa canoa furada, mas acho cedo para cravar isso.

Abel Ferreira, agora liderando com folga o Brasileirão e com o cartaz de ter vencido o principal rival no Maracanã, chegou ao confronto de sábado sob forte pressão da torcida suína e não duvido que parte dela ainda o critique com veemência.

Aí, graças à arbitragem ruim, à atitude inconsequente do Carrascal e a algumas falhas rubro-negras decisivas, entrou no modo alívio e voltou pra São Paulo com três pontos preciosos.

Nossa vaca deu uns passinhos em direção ao brejo, mas ainda pode mudar de rumo, a depender das muitas coisas que irão acontecer entre primeiro de junho e vinte e dois de julho, data em que está previsto que o Flamengo voltará a jogar pelo Brasileirão.

Entre essas muitas coisas, até a volta do Véio, hipótese em relação à qual fico em cima do muro: não acredito, mas não a descarto totalmente. Nunca se sabe...


Saudações Rubro-Negras!!!!!

Carlos César Ribeiro Batista

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Líder Geral

 

Salve, Buteco! A vitória de ontem teve um viés ilustrativo, no sentido de como temos jogadores no elenco que têm pouca serventia. O time deslanchou mesmo somente quando a "cavalaria" entrou - Paquetá, Samuel Lino e Pedro, especialmente. Plata era o único que, a rigor, vinha se salvando até então.

Luiz Araújo fazia uma partida fantasmagórica, de tão omissa; Bruno Henrique inexistente; De la Cruz mostrando que de fato não é mais o mesmo jogador e que não possui mais recursos físicos para se movimentar pelo setor ofensivo; Saúl parecendo um jogador de casados e solteiros. Com o tempo, convesaremos durante o recesso para a Copa do Mundo a respeito do elenco e das prioridades para reformulação.

A entrada dos titulares mudou o time e até otimizou o BH27, que nos salvou (como de costume) com os dois primeiros gols da goleada de 3x0. Paquetá fechou o placar cobrando pênalti.

A importância da vitória, na minha opinião, está na liderança geral da Fase de Grupos. Olhando para os demais primeiros colocados, somente Independiente Rivadavia e Rosario Central, em tese, podem alcançar o Mais Querido do Brasil (e do Mundo), somando 16 pontos se vencerem seus respectivos jogos da sexta e última rodada. Todavia, o Flamengo fechou sua campanha com 12 gols de saldo, enquanto o Rivadavia possui 7 e o Rosario Central  9. 

Ocorre que o Rivadavia sai para jogar contra o Bolívar e o Central contra o Del Valle. O jogo contra os bolivianos não será na altitude de La Paz, mas em Santa Cruz de La Sierra. O Rivadavia é favorito, mas considero improvável uma goleada com 5 ou mais gols de diferença. No caso do Central, o jogo promete ser muito equilibrado, sendo ainda mais improvável uma vitória por 3 ou mais gols de diferença em Quito.

Portanto, com a pálida atuação de ontem, que, porém, terminou numa aliviante goleada, o Mais Querido se colocou em uma posição praticamente inalcançável. É importante destacar, antes que os lépidos gafanhotos comecem com a voracidade dos mimimis, que a vantagem de decidir em casa deve ser encarada como tal, sem exageros.

Como escrevi outro dia num dos posts, a campanha de 2025 comprovou que é perfeitamente possível conquistar a Libertadores sem decidir em casa, porém os sufocos que passamos em La Plata e Avellaneda demonstraram que é prefível decidir no Maracanã. Preferível, o que não signfica primordial ou imperioso. Apenas preferível.

A preferência tem uma sólida justificativa: o Flamengo, desde 2018, só não venceu três jogos eliminatórios disputados no Maracanã. Em 2018, perdeu para o Cruzeiro (0x2); em 2020, empatou com o Racing (1x1) e, em 2024, perdeu para o Peñarol (0x1). Todos os outros jogos disputados em casa tiveram vitória rubro-negra nos mata-matas pela Princesinha.

Contudo, como eu disse, trata-se uma vantagem que não pode ser encarada além do que é: um fator contextual favorável e não essencial ou imperiosamente decisivo. É que, do outro lado dos mata-matas, a começar pelas oitavas de final, estará um segundo colocado dos seis grupos (até mesmo do nosso), de acordo com o sorteio que ocorrerá na próxima sexta-feira, 29 de maio, ao meio dia (12:00h).

Os Deuses do Futebol poderão, por exemplo, nos encaminhar para um confronto contra Platense, Santa Fé, Tolima ou Mirassol, mas também podem nos "presentear" com Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro, Boca Juniors, Del Valle ou Rosario Central.

Conversaremos mais sobre o tema no Esquenta de sexta-feira, que terá uma "dupla função": o jogo contra o Coritiba (sábado, 16:00h) e o sorteio das oitavas de final (sexta-feira, 12:00h).

Tenham uma quarta-feira iluminada.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Flamengo x Cusco

   

Copa Libertadores da América/2026 - Grupo A - 6ª Rodada

Terça-Feira, 26 de Maio de 2026, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGOAndrew; Royal, DaniloVitãe Ayrton Lucas; EverttonSaúDe lCruzLuiz Araújo, Plate Bruno Henrique. Técnico: Leonardo Jardim.


Cusco: Vidal; Ruidías, Gamarra, Zevallos e Colitto; Fuentes; Diez, Carbajal, Soto e Silva; Manzaneda. Técnico: Alejandro Orfila.

Arbitragem: José Burgos (AUF/Uruguai), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2  Pablo Llarena (AUF/Uruguai) e Hector Bergalo (AUF/Uruguai). Quarto Árbitro: Mathias de Armas (AUF/Uruguai). Árbitro de Vídeo (VAR): Christian Ferreyra (AUF/Uruguai). Auxiliar de Vídeo (AVAR): Richard Trinidad (AUF/Uruguai). Assessor de Árbitros: Regildenia de Holanda Moura (CBF/Brasil). Quality Manager: Sandra Zambrano (FEF/Equador).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura e streaming - Disney+). 

Esquenta: Flamengo x Cusco, pela 6ª Rodada do Grupo A da Libertadores/2026

 

Salve, Buteco! A vida segue e o Mais Querido volta a campo hoje à noite, desta vez pela Copa Libertadores da América. Depois de tomar uma baita escovada da Patroa, dormiu no sofá e agora busca conforto no colo da Princesinha, que sinalizou com uma noite tranquila e a liderança entre os seus pretendentes para os bailes do segundo semestre.

Além da partida que o Mais Querido venceu por 2x0 em Cusco, no Garcilaso de la Vega, assisti a mais dois jogos do adversário de hoje à noite, por coincidência ambos como visitante, primeiro contra o Estudiantes (1x2) e depois contra o Independiente de Medellín (0x1).

Os Dourados deram trabalho em ambos os jogos. Jogaram soltos, não se limitando a se defender, e incomodaram os sistemas defensivos pincharrata e decano. "Gustavo, então você está querendo dizer que o Flamengo pode se enrolar com o adversário que tem 1 ponto em 5 jogos e que tomou de 8x0 do Alianza Lima no Peruanão? Fala sério!"

Acalmem-se, lépidos gafanhotos. É que são muitos os desfalques e forte a ressaca, e ainda tem a famosa "distração pré-Copa", que leva os convocados a bailarinamente absterem-se de arriscar suas sapatilhas em lances mais bruscos, ainda mais quando o adversário é um inexpressivo lanterna andino.

Então, é prudente alertar: o time dourado é um tanto destemido e deve tentar sua sorte no ataque. Cabe ao Flamengo, especialmente ao 9 Bolado, fortalecer suas estatísticas e cravar o 1º lugar geral, projetando a conquista da Princesinha no final de novembro sempre decidindo em casa nas fases anteriores.

Hoje então é dia de dar um tempo no mal-humor e abraçar o time para que seja batida a meta de duas vitórias antes da parada para a Copa do Mundo, se bem que, se eu conheço mesmo a torcida do Flamengo, tem um pessoal aí que pode tomar umas vaias, principalmente se a bola não começar a entrar rápido (Rossi, Carrascal...).

Quanto à suspensão do mal-humor no Buteco, bem, isto sim é uma grande utopia (pano rapidíssimo).

***

Vamos então à complexa missão de prever a escalação de hoje à noite. Imagino uma formação anti-balé com Rossi; Royal, Léo Ortiz, Vitão e Aytron Lucas; Evertton (Pulgar), De la Cruz e Paquetá; Luiz Araújo, Pedro e Samuel Lino.

Dá pra ganhar bem, concordam?

Tenham uma terça-feira plena e abençoada.

O Ficha Técnica subirá no horário tradicional (19:00h) e a bola rolará no Maracanã as 21:30h.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Apontando o Dedo

 

Salve, Buteco! Depois do trágico desfecho da partida de sábado à noite, chegou a hora de apontar o dedo e dividir responsabilidades. Vamos então aos fatos, por tópicos:

1) Diretoria

a) Está sendo currada pela presidente do Palmeiras nos bastidores, seja em sorteios (CBF e Conmebol), seja em arbitragens (CBF), neste último caso dentro das quatro linhas (decisões dos árbitros) e também fora delas, nas designações e no VAR. A designação de Davi de Oliveira Lacerda para apitar o jogo de sábado é prova da pasmaceira passiva que vigora hoje em nossa representação externa. 

b) É, também, uma diretoria tão negacionista quanto a anterior em nível de psicologia no esporte. Um jovem e atento rubro-negro, que vem a ser meu sobrinho-primo, ontem me mandou uma importante observação: "No Brasileiro temos 4 empates dos quais 2 foram com cartões vermelhos (Corinthians e Athlético) e 3 derrotas, todas com vermelho (São Paulo, Bragantino, e Palmeiras)."

Profetizei no sábado:

O confronto de logo mais é precedido da polêmica escolha do árbitro Davi Lacerda para o apito. Com histórico amplamente favorável ao Palmeiras e para lá de sinistro em jogos do Flamengo, o capixaba deixou a FlaTT um bocado ressabiada. Esses dois vídeos são uma boa amostra dos motivos para tanto receio (o Vitória vencia a partida por 2x0 com 1 a menos e, depois do penal, acabou cedendo o empate):

(...)

Jogadores como Evertton Araújo, Pulgar, Plata e Carrascal precisarão de cuidado redobrado, o primeiro por ser o principal "homem de contenção" (vide o amarelo bobo que tomou contra o Estudiantes), enquanto os demais por simplesmente serem o "Trio Aloprado" do nosso elenco, colecionando expulsões bizarras.

Conversando com um Amigo, escutei essa interessante avaliação de cenário que compartilho com vocês: como será um jogo de muita repercussão, inclusive no exterior, "esquemas de VAR" (se é que vocês me entendem) não terão um ambiente propício diante de tantos holofotes. Pois é justamente por esse plausível cenário que nossos jogadores terão que tomar muito cuidado com os cartões, vertente alternativa acessível para uma arbitragem tendenciosa.

O Flamengo de hoje é despreparado para lidar com arbitragem, seja no aspecto emocional, seja na parte dogmática mesmo (conhecimento de regras).

c) O elenco tem alguns jogadores em decadência, outros sem foco competitivo após as conquistas de 2025 e em fim de ciclo, e, ainda, mais algumas tantas lacunas. Essa janela definirá muita coisa, inclusive a paciência da torcida (eu incluso) com essa gestão.

2) Treinador

Venho elogiando e defendendo o trabalho de Leonardo Jardim, inclusive condenando comparações com o de seu antecessor, dada a discrepante diferença de tempo no comando do elenco profissional do Flamengo.

Algumas comparações, porém, são inevitáveis. Em desvantagem numérica nas semifinais contra Corinthians (CdBr/2024) e Racing (Libertadores/2025), Filipe Luís "trancou o time", tornando sua estrutura mais defensiva. Muito embora o jogo de sábado, ao contrário dos paradigmas, fosse no Maracanã, o adversário era o muito mais qualificado (do que Corinthians e Racing) Palmeiras, ainda por cima jogando com 12 (Davi Lacerda comandando as ações).

E não é só: como sempre digo a vocês, tudo na vida é contexto. O goleiro não está em boa fase. O treinador precisa ler precisamente o cenário de cada jogo. O de ontem não favorecia a estratégia pós-expulsão.

Jardim também errou feio (feio, feio) na substituição de Evertton Araújo por Bruno Henrique. A derrota, e principalmente a goleada, começaram com suas infelizes decisões.

Foi a primeira grande decepção com o treinador. Não foi o fim, como publicou Arrascaeta em uma rede social, mas também não foi uma derrota qualquer. Aliás, era perfeitamente evitável. A goleada, então, foi absolutamente inaceitável.

A gente não vai esquecer.

3) Paquetá

Cria, se liga aqui no papo reto: você vai ter que provar que não amarela quando enfrenta o Palmeiras.

Lembra de 2018? Pois nós lembramos...

4) Rossi

A bola do primeiro gol era defensável e os outros dois foram frangos, com destaque para o segundo, pois no terceiro há a atenuante de que o lance foi à queima-roupa.

As falhas do goleiro argentino se avolumam com o passar dos jogos. Até aqui, sua postura foi arrogante, como prova a entrevista na qual afirmou que todo mundo erra e ele também podia errar.

Se liga, Gringo, porque isso aqui é Flamengo. A chapa está começando a ferver pro seu lado e você está gastando os poucos créditos que lhe restam. Depois não diga que não foi avisado...

5) Carrascal

Burro, jegue andino, estúpido, moleque e irresponsável.

Faltou algum adjetivo?

***

Mais algumas ponderações:

6) A Expulsão

Para mim, com o lance em velocidade normal e não em câmera lenta, cartão amarelo; porém, a rigor, é o chamado "cartão laranja". Os antecedentes do árbitro eram conhecidos e, naquela altura, suas intenções na partida perceptíveis. Não preciso repetir o que já escrevi neste post em relação à Diretoria e ao moleque colombiano.

7) Geral (todo mundo)

Duas vitórias contra Cusco e Coritiba. Sem desculpas. Depois não digam que não foram avisados...

***

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 23 de maio de 2026

Flamengo x Palmeiras

     

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 17ª Rodada

Sábado, 23 de Maio de 2026, as 21:00h (USA ET 20:00h),
no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex SandroEverttonJorginho e Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel LinoTécnico: Leonardo Jardim.

Palmeiras: Carlos Miguel; Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Andreas Pereira e Emiliano Martínez; Allan, Flaco López e Jhon Árias Técnico: Abel Ferreira.

Arbitragem: Davi de Oliveira Lacerda (AB/ES), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Raphael Pires (FIFA/GO) e Bruno Boschilia (FIFA/PR). Quarto Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (AB/PR). Árbitro de Vídeo (VAR): Caio Max Augusto Vieira (VAR-FIFA/GO). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helton Nunes (AB/SC) e Charly Wendy Straub Deretti (FIFA/SC) Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Inspetor: Luiz Flávio de Oliveira (Assessor/CBF/BR). Assessor: Antonio Pereira da Silva (Assessor/CBF/GO). Quality Manager: Arnaldo Jasson Araújo Santos (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).