terça-feira, 14 de julho de 2026

Rivalidades - Parte 2

Olá Buteco, bem-vindos!

Na nossa última coluna, conversamos sobre as rivalidades com clubes mineiros e gaúchos, fazendo dois recortes históricos: até 2018 e a partir de 2019. Para aqueles que quiserem conferir, podem clicar aqui. Os dados são do site Flaestatística e, embora antigamente os jogos valessem 2 pontos, decidimos por contabilizar o aproveitamento no formato atual (3 - 1 - 0), de forma a padronizar a comparação.

Na coluna de hoje, continuaremos essa discussão, olhando agora para os nossos rivais locais. Começaremos com os duelos contra o Botafogo e uma descoberta interessante: o nosso aproveitamento desde 2019, contra o Botafogo, está mais alto do que contra o Vasco! Vocês sabiam dessa? A tabela indica um aproveitamento de 76% dos pontos conquistados frente a este adversário.


Até 2018 eram 20 vitórias a mais, agora já são 32. Desses confrontos, apenas uma final, um show de Bruno Henrique na Supercopa do Brasil 2025. 

O Botafogo, que faliu e precisou virar SAF, conseguiu se reestabelecer e conquistou dois títulos relevantes em 2024. No entanto, parece que a conta foi alta demais: envolvido novamente com problemas financeiros, o Botafogo não deve ser um candidato aos grandes títulos no curto prazo.


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Na sequência, o grande clássico carioca, Flamengo x Fluminense, o Fla x Flu. 

Movido por um excelente trabalho de base, o Fluminense voltou a ocupar um lugar de destaque no futebol carioca, chegando a decisão do estadual conosco em seis ocasiões: 2020, 2021, 2022, 2023, 2025 e 2026, com um placar de 4x2 para nós. Esses confrontos locais fizeram do Fluminense o adversário que o Flamengo mais enfrentou de 2019 para cá, 43 partidas. 


O aproveitamento recente contra o Fluminense não difere muito do contexto geral do confronto, o que é um grande mérito deles, haja vista que estamos falando da 2º maior geração do Flamengo da história. Nesse período, o Fluminense também conseguiu conquistar a Libertadores, num ano em que poderíamos ter o primeiro Fla x Flu pela competição. Este ano, só poderemos ter um Fla x Flu se eles chegarem à final. 

Fluminense também teve um grande destaque no primeiro Mundial de Clubes da Fifa, sendo o único clube não europeu a chegar às semifinais. Isso mostra a força de um trabalho de base competente e, por tudo isso, entendo que o Fluminense continuará sendo um adversário duro para nós nos próximos anos. 

Ainda assim, ano que vem teremos nova oportunidade de fazer do Fluminense mais um tri-vice do carioca, fechando a trinca com os nossos rivais locais.


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Finalizando o papo de hoje, o arquirrival Vasco da Gama. O clube, que também faliu e virou SAF, não conseguiu nem ter momentos de brilho como as SAFs do Botafogo e do Atlético Mineiro tiveram: envolto em problemas com a empresa que adquiriu a SAF, o Vasco da Gama partiu para uma briga judicial que manteve o time num status de apenas brigar para não cair novamente. Em 28 jogos contra nós, de 2019 para cá, foram apenas 2 vitórias deles.


O confronto, que historicamente era equilibrado, hoje aponta um saldo de 29 vitórias em nosso favor. Outra marca impressionante desse Flamengo pós-estruturação. Nesse período, apenas uma final, o Carioca de 2019, no qual vencemos os dois jogos por 2x0. Além desses, há o 4x4 do Brasileirão 2019 que acabou sendo o jogo que confirmou o título e o histórico 6x1 de 2024.


A esperança vascaína agora está na venda da SAF para um novo investidor. Em todo caso, não parece uma ameaça imediata às nossas pretensões de grandes conquistas. 

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O quadro geral do futebol carioca conta com um Fluminense competitivo (ainda que um degrau abaixo do nosso) e com as SAFs de Botafogo e Vasco se encaminhando para um segundo ciclo de  administrações. A curto prazo, é muito possível continuarmos ampliando nossos números contra os rivais locais.

Na próxima coluna, analisaremos os rivais paulistas.

Saudações RubroNegras!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Algávea e as Preocupações de Leonardo Jardim

 

Salve, Buteco! E não é que o último dos amistosos, valendo o Troféu do Algarve, transformou belo balneário luso em uma espécie de "Algávea"? A Nação Rubro-Negra demontrou uma força descomunal ao lotar o estádio, sobrepujando a torcida mais popular de Portugal, e ainda por cima dando ao jogo um "clima de Libertadores" a partir da entrada do argentino Prestianni, aquele da treta racista com o nosso Cria Vinicius Junior, e que acabou apanhando mais do que pandeiro em dia de carnaval.

Aliás, a irritação dos adeptos benfiquistas com a invasão rubro-negra e o resultado do jogo não tem preço. Para as outras coisas existe o Mastercard.

O saldo dos 3 jogos no Algávea é positivo. A primeira linha reservíssima sobreviveu aos três testes e dela ganhamos uma opção para a lateral esquerda, já que Johnny Góes passou com louvor no teste, especialmente o do terceiro jogo, contra o forte time do Benfica. Royal foi outro que consolidou a boa fase, a qual esperamos que passe a ser a regra.

No meio, Samuel Lino comprovou que pode ser uma opção para Arrascaeta, além de jogar junto com o craque uruguaio. Aliás, Lino me parece bem mais a vontade quando tem liberdade para se movimentar por todo o ataque, tal como faz o nosso ídolo charrua. Samuca tem visão de jogo, bom passe e se coloca muito bem para finalizar. Falta apenas aprimorar este último fundamento.

No ataque, Lorran e Joshua tiveram seus bons momentos, mas foi Wallace Yan quem melhor aproveitou as oportunidades, marcando em dois jogos consecutivos, inclusive o gol do título. Esperamos que o Cria finalmente coloque a cabeça no lugar e corresponda às expectativas criadas após a vitória contra o Chelsea no ano passado, passando a ser pelo menos uma importante peça na rodagem do elenco.

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Bastou um leve aperto da torcida nas redes sociais para o nosso diretor técnico soltar que existem negociações em andamento com três reforços, muito embora sem revelar nomes e nem posições. Melhor assim. Prefiro que as negociações corram em sigilo. A expectativa da vinda de um nome, a partir da sua divulgação, movimenta o negócio dos setoristas e não existe absolutamente nada de errado com isso, o honesto ganha-pão de muita gente.

Só que a gente quer os reforços chegando e com o melhor preço possível, o que nem sempre é possível quando a ciranda das especulações serve para inflacionar o preço dos nossos alvos, certo? 

Ainda assim, é difícil engolir a narrativa do segredo das negociações, não sei se vocês concordam. É que o curso dos eventos, desde a entrevista concedida por Leonardo Jardim ainda em Algávea, traz alguns contornos no mínimo intrigantes. 

A entrevista teve tom de cobrança, tanto que foi assim tratada pelo jornalista Venê Casagrande:

Leonardo Jardim deu entrevista a jornalistas presentes em Portugal, local da intertemporada do Flamengo. O comandante rubro-negro pediu, publicamente, contratação de meia e jogadores jovens.


Vídeo:

Na quinta-feira seguinte, 9 de julho, o presidente Bap concedeu uma exclusiva para o canal do próprio Venê Casagrande enaltecendo o trabalho do Boto. Na sequência, o Cetáceo soltou para a galera que existem negociações em andamento com três nomes, o que, porém, será conduzido com sigilo e sem pressa, para o Flamengo não pagar mais do que deve por cada um deles.


🔴⚫⚠️JOSÉ BOTO PREGA RESPONSABILIDADE FINANCEIRA E COBRA PACIÊNCIA POR REFORÇOS NO FLAMENGO!

O diretor executivo de futebol do Flamengo, José Boto, voltou a detalhar a postura estratégica do clube na busca por novas contratações para a temporada. O dirigente assegurou que o planejamento técnico segue em total sintonia com a comissão comandada pelo técnico Leonardo Jardim, mas enfatizou que o Rubro-Negro não cometerá excessos financeiros e adotará a paciência como trunfo nas mesas de negociação. Confira as declarações na íntegra:
🗣️ "O treinador sabe quem são os três jogadores que estamos negociando pq ele quem nos pede. Não vou revelar posições e nem os nomes" Ao estipular os limites das tratativas em andamento, o mandatário deixou claro que o clube manterá um teto orçamentário rígido para garantir a saúde financeira da instituição:
🗣️ "Não vamos pagar mais que aquilo que devemos e podemos por reforços" O diretor executivo concluiu justificando a postura cautelosa da diretoria no mercado internacional, sinalizando que o Flamengo prefere esticar os prazos a ceder a valores inflacionados:
🗣️ "Vamos demorar o tempo que for necessário para não pagar a mais por reforços e para termos as melhores condições de pagamento" 
 Por: @ColunadoFla
📸Gilvan de Souza I CRF

Como o clima não chegou a esquentar, não descarto que parte dessa movimentação seja até uma "jogada ensaiada" entre treinador e Diretoria para botar aquela pressão saudável em alguns dos jogadores. Ao cobrar um reforço para a posição de Arrascaeta, Jardim pode estar sinalizando para o craque (que abriu mão das férias para se reapresentar) que o Flamengo exige não menos do que o comprometimento exibido para servir a Seleção Uruguaia.

Já o pedido de um ponta faz sentido se a saída de Cebolinha for mesmo iminente. O melhor seria flexibilizar, até para o jogador não sair de graça no final do ano. Aliás, ainda que discretamente, correm nos corredores da Gávea (e não do Ninho) críticas à forma pela qual o Cetáceo "deixa correr" o prazo dos contratos a um ponto tão próximo do final que torne difícil uma negociação, tanto para venda do atleta, como para eventual renovação.

Alguns exemplos para quem ainda não entendeu: Pedro e Léo Pereira terão seus contratos expirados em dezembro/2027. Já não era para as negociações visando a renovação estarem muito bem encaminhadas? No mesmo prazo terminará o contrato de Luiz Araújo. O pontinha não vem brilhando, mas tem mercado. Será que vão deixar acontecer o mesmo que recentemente ocorreu com o Ryan Roberto?

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Bem, a resenha está muito boa mas vou deixando a palavra com vocês porque preciso correr atrás de ingressos para o jogo contra o Olimpia, aqui no Mané Garrincha, na próxima sexta-feira. 

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

Bom dia e SRN a tod@s.