quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Esquenta: Bangu x Flamengo, pela 1ª Rodada da Taça Guanabara/2026

Salve, Buteco! Enfrentar o Bangu não é nenhuma novidade para o Flamengo, já que a partida de hoje à noite, pela 1ª Rodada da Taça Guanabara/2026, marcará o jogo de número 262 no histórico de confrontos entre as duas equipes, que teve início no dia 30 de junho de 1912, quando o Mais Querido venceu por 7x4 no antigo campo da Rua Ferrer, no Rio de Janeiro. Desde então, o Flamengo venceu 158 vezes, o Bangu 62 e ocorreram 41 empates. 

O Bangu já foi a "sexta força" do Rio de Janeiro, atrás dos chamados 4 grandes e do America. Chegou a conquistar o título carioca por duas vezes (1933 e 1966), tendo na primeira delas o Fluminense como vice e na na última justamente o Flamengo.

Nos anos 80 o clube teve uma espécie de renascimento com a injeção de dinheiro por seu patrono Castor de Andrade, figura marcante em sua História, levando o clube a adotar o roedor semi-aquático como seu mascote. O auge talvez tenha sido a disputa da final do Campeonato Brasileiro/1985, quando foi derrotado pelo Coritiba na final.

Na mesma década, o Bangu teve ótimas participações no Campeonato Carioca, obtendo o vice-campeonato em 1985, mas sendo vítima do que talvez tenha sido o maior roubo da História do futebol: o pênalti não marcado por José Roberto Wright sobre Cláudio Adão nos minutos finais da final contra o Fluminense. Ainda pelo Cariocão, foi 3º colocado em 1983 e 1987 e 4º em 1984.

No segundo semestre de 1983, com o Flamengo desfigurado e desnorteado pela saída de Zico para a Udinese, aplicou um histórico 6x2 no Mais Querido, goleada que só veio a ser devolvida, no Maracanã, pelo Flamengo de Paulo Sousa, nos 6x0 de 2022 sobre o Bangu de Felipe "Maestro" ou "Chinelinho" e seu sonho de jogar "a la Diniz", com saidinha e tudo. Antes disso, em 2000, o Flamengo de Paulo César Carpegiani havia vencido por 6x1 em Moça Bonita.

Após um intervalo de 4 anos (2005 a 2008), quando o adversário esteve na Série B estadual, desde 2009 o Flamengo enfrenta o Bangu em todas as edições do Campeonato Carioca. A diferença desta edição do torneio, como eu ia dizendo no post de segunda-feira, é que o jogo de hoje à noite marcará a volta do confronto ao Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho ou Moça Bonita, palco de muitos e muitos outros ao longo das décadas, a partir de 1948 (o estádio foi inaugurado em 1947), mas que não recebe um Bangu x Flamengo desde 2002.

Separei alguns jogos com vitórias rubro-negras em Moça Bonita, nas campanhas dos títulos de 1978, 1991, 1999, 2000 e 2001. Espero que vocês apreciem:

1978: Bangu 1x4 Flamengo


1991: Bangu 0xFlamengo


1999: Bangu 0xFlamengo


2000: Bangu 1xFlamengo


2001: Bangu 2xFlamengo




Como ninguém morre nos devendo e eu acho que determinadas dívidas devem ser cobradas com juros compostos, Selic, TR e o escambau, até que outra goleada de 6 não cairia mal. Contudo, talvez seja muito exigir dos nossos Crias Sub-20 uma performance desse nível.

3 pontos hoje já ajudarão bastante no processo de autoafirmação desses garotos, que tiveram muitas oportunidades para derrotar a Portuguesa no último domingo, mas desperdiçaram as chances de gol criadas.

Em meio ao maremoto de especulações e tendo o elenco principal se apresentado apenas na última segunda-feira, a volta a Moça Bonita será um divertido passatempo para quem gosta de observar a trajetória do Mais Querido do Brasil (e do Mundo) ao longo de sua rica História.

O Ficha Técnica subirá as 19:00h, como de costume.

Tenham uma quarta-feira abençoada.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Tropeço na Estreia

 

Salve, Buteco! Bem, esse será um dos posts pós-jogo mais fáceis que já escrevi para este Blog, mesmo se tratando de um jogo que terminou na noite de domingo. É que a atuação do Flamengo foi tão claramente contrastante nas duas etapas que fica fácil descrever o cotejo a partir dessa dicotomia.

1º tempo bom, com o nosso cria Wallace Yan desperdiçando duas oportunidades inacreditáveis, de tão fáceis. Sim, fáceis. Bolas limpas, ele o goleiro, bastando escolher o canto e mandar para o fundo das redes. Contudo, o nosso centroavante reserva, o qual todos sabemos que possui muita qualidade, ainda não conseguiu sair da fase avoada. O nosso Cria precisa colocar a cabeça no lugar, pois está vivendo da excelente partida contra o Chelsea, na Copa do Mundo de Clubes.

Uma pena, pois o Flamengo demonstrou organização e foi bem mais incisivo do que a Portuguesa. O jogo rubro-negro fluiu. Teve alguma dificuldade na pressão pós-perda, pois a Lusa Carioca criou duas boas chances de gol, mas nada que pudesse ser comparado à boa pressão sobre a posse de bola adversária, nem às chances claras criadas e desperdiçadas. O 0x0 não traduziu o que foi o primeiro tempo.

Entretanto, o time voltou desligado do intervalo. O gol da Portuguesa refletiu a melhor atuação lusa naqueles primeiros 13 minutos do segundo tempo. A defesa deu bobeira e Rhuan Silveira não teve trabalho para finalizar para o fundo das redes de um Léo Nanetti desnecessariamente "agachado" no lance.

Seguiu-se uma pressão rubro-negra, na qual o jovem pontinha Alan Santos, que entrara no lugar do contundido Joshua, num lance difícil conseguiu girar com qualidade para finalizar, mas a bola passou rente ao ângulo superior esquerdo do goleiro Douglas Borges (direito do nosso ataque). 

Depois disso, infelizmente, jogou-se muito pouco futebol. O time não se encontrou e, para piorar, o árbitro Pierry Dias dos Santos, que vinha apitando bem, deixando o jogo correr, começou a se perder na catimba da Portuguesa, que passou a picotar o jogo com muitas faltas e simulações de contusão. Léo Muchaco cometeu falta desclassificante em Daniel Sales, mas não foi expulso. E pelo menos em um outro lance o cartão amarelo poderia ter sido aplicado, mas não foi.

Felizmente, no abafa, o empate chegou, bem no finalzinho da partida. O capitão Iago mostrou que tem estrela e vocação para o jogo aéreo ofensivo, bem como que o gol contra o Barcelona na final do Mundial Sub-20/2025 não foi um mero lance de sorte. Vejam o gol na narração de Luiz Guilherme para a FlamengoTV:

Na sequência, a torcida reclamou muito desse lance, querendo a marcação de pênalti. Na opinião de vocês, o conato teve o tal "impacto suficiente"? 

No final, ficou a sensação de que o time poderia ter saído com a vitória pelos 45 minutos iniciais, mas o empate no final trouxe alívio e salvou os Crias de uma derrota injusta, considerado o contexto dos 90 minutos.

***

Quarta-feira, depois de quase 24 anos, o Flamengo voltará ao Estádio Proletário Guilherme da Silveira ou "Moça Bonita" para enfrentar o Bangu. A última partida do time profissional no estádio ocorreu em 2017, na vitória por 4x0 sobre o Nova Iguaçu pela Taça Guanabara daquele ano (gols de Mancuello e Guerrero).

Contudo, a última partida contra o anfitrião, dono do estádio, o tradicional Bangu Atlético Clube, ocorreu na Taça Rio do Campeonato Carioca de 2002, quando o Mais Querido perdeu por 1x2. O gol rubro-negro, na ocasião, foi marcado por Leandro Machado. 

Em se tratando do nosso time Sub-20, e em Moça Bonita, prevejo outro jogo catimbado. Espero que a estreia tenha deixado os nossos Crias mais ligados para o match. Será uma excelente oportunidade para se afirmarem na competição.

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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Flamengo x Portuguesa

    

Campeonato Carioca/2026 - Taça Guababara - 5ª Rodada (Jogo antecipado)

Domingo, 11 de Janeiro de 2026, as 18:00h (USA/ET 16:00h), no Estádio General Sylvio Raulino de Oliveira ou "Estádio da Cidadania", em Volta Redonda/RJ.

FLAMENGO: LéNannetti; DanieSalesIago, JoãVictoJohnnyLuucas Vieira, PablLúciGuilhermeJoshuaWallacYaDouglaTellesTécnico: BrunPivetti.

Portuguesa: Douglas Borges; Sávio, Carlos Henriqu, Lucas Costa e Henrique Rocha; Guilherme Santos, João Paulo e Rhuan Silveira; Bruno Mota, Guilherme Silveira e Léo Muchaco. Técnico: Alex Nascif.

Arbitragem:  Pierry Dias dos Santos, auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Daniel de Oliveira Alves Pereira e Júlio César Souza Gaudêncio. Quarto Árbitro: João Ennio Sobral. Analista de Arbitragem: Jorge Fernando Rebello. Árbitro de Vídeo (VAR): Paulo Renato Moreira da Silva Coelho.  Assistentes VAR 1 e 2: Diogo Carvalho da Silva e Maurício Machado Coelho Júnior. Observador de VAR:  José Carlos Santiago de Andrade. Quality Manager: Marcelo Silva Nascimento. 

Transmissão: Rede Globo (rede aberta) Premiere (sistema pay-per-view).


sábado, 10 de janeiro de 2026

Esquenta: Flamengo x Portuguesa, pela 5ª Rodada da Taça Guanabara/2026

Salve, Buteco! Amanhã terá início a temporada/2026 do Clube de Regatas do Flamengo! Será apenas o Sub-20 reforçado pelo Wallace Yan e comandado pelo treinador Bruno Pivetti, é verdade, mas será, também, o primeiro jogo do Mais Querido do Brasil (e do Mundo) em 2026. O jogo é da 5ª Rodada da Taça Guanabara, porém foi antecipado em razão do adiamento da final da Supercopa do Brasil, entre Flamengo x Corinthians (2 de fevereiro).

A bola rolará para Flamengo x Portuguesa as 18:00h no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e terá a transmissão da Rede Globo.

Será que teremos a repetição da escalação do jogo contra o Mirassol?

Oh, meu Mengão, eu gosto tanto de você... Quero cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro, mesmo em uma 1ª Rodada de Taça Guanabara contra a Portuguesa da Ilha do Governador...

Será que o Wallace Yan amadurecerá? Será que o Guilherme se afirmará como opção?

Digam aí as suas expectativas para o jogo e a temporada/2026. Logo abaixo, nas imagens que sucedem o texto, eu já mando o meu primeiro recado...

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Projeto Esportivo e Reforços

 

Salve, Buteco! Na última segunda-feira, escrevi sobre o Flamengo ser o maior clube não europeu do mundo. Num dos sempre relevantes comentários que vocês fazem, o amigo e conterrâneo Oliveira DF lembrou que o Flamengo é mesmo o maior, porém não é o mais rico do mundo, apontando o Mundo Árabe como um importante concorrente no quesito dinheiro.

Pura verdade.

No post Formatos: Treinador, Diretor Técnico e o Vencer, Vencer, Vencer, publicado em 25 de fevereiro desse ano, utilizei uma metáfora, digamos, "biológica", comparando o Mais Querido a um "predador intermediário", enquanto os gigantes europeus e os mais endinheirados do Mundo Árabe seriam os "superpredadores" ou "apex predators" do mundo do futebol.

Defendi, na ocasião, que gosto do "modelo treinador e diretor técnico", na medida em que a existência de um projeto esportivo poderia não só diminuir a frequência com que o Flamengo troca seus treinadores, como também facilitar a sucessão, por exemplo, quando um dos "apex predators" do mundo do futebol abocanhassem o nosso treinador da ocasião.

Não que seja simples. Se o presidente errar na escolha do diretor técnico ou se o diretor técnico errar na escolha do nome, uma temporada pode ir para o ralo, mas talvez, quem sabe, algo assim possa não acontecer ou a recuperação, na temporada seguinte, possa ocorrer rapidamente se existir o tal projeto esportivo e, portanto, um trabalho perene a ser continuado pelo treinador seguinte.

O tema é bastante rico e tem vários ângulos, mas o que eu gostaria de destacar hoje não é o treinador ou mesmo o diretor técnico, mas como o modelo do projeto esportivo pode amenizar o fato de o Flamengo ser apenas um predador intermediário no ecossistema mundial futebolístico e ajudar a formar elencos competitivos.

É só pararmos para pensar em 2019 e até compararmos aquele time titular com o de 2025. 

Será que o Flamengo conseguiria, hoje, contratar um jogador do nível do Arrascaeta ou do Pedro, que chegou em 2020? Será que conseguiríamos encontrar laterais do nível de Rafinha e Filipe Luís, nosso atual treinador?

Com a ascensão do Mundo Árabe ao posto de superpredador, como apontado pelo amigo e conterrâneo Oliveira DF, jogadores dessa prateleira se tornaram mais escassos para o alcance do Flamengo bilionário, não só porque o futebol de hoje, por exemplo, não produz mais laterais com todo aquele talento, mas principalmente porque, no caso de atacantes, ou "meias-atacantes" (lembrem-se que os meias armadores ofensivos estão em extinção), os preços se tornaram exorbitantes.

O Flamengo ainda consegue alcançar jogadores com o talento do Carrascal, mas todos sabemos que as expectativas de que se torne um Arrascaeta devem ser contidas, até para que a passagem do atleta pelo clube não se torne frustrante.

E como achar um centroavante do nível do Pedro? Tanto no caso do uruguaio, como no do queixudo camisa 9 circunstâncias bem peculiares os afastaram do mercado europeu. Ocorre que essas peculiaridades passam longe do talento, ou seja, quem tem talento no patamar desses dois está na Europa ou nos mais altos escalões da Arábia Saudita.

A existência de um projeto esportivo e de um modelo de jogo, então, e em tese, pode facilitar a montar um time coletivamente muito competitivo com jogadores do nível do Carrascal, que não chega a ser o Arrascaeta, mas é um jogador de talento diferenciado até mesmo para escalões intermediários do futebol europeu (vide interesses recentes do Olympique de Marselha e do Napoli).

Vejo esse cenário e a existência de um projeto esportivo como um mecanismo formidável para o Mengão Predador e Malvadão se adaptar ao ecossistema do futebol mundial.

***

Falando em projeto esportivo, o Mais Querido, após o término da temporada/2025, entrou no mercado de transferências em busca de reforços para o elenco. As posições carentes foram detectadas: goleiro, zagueiro, meio campo e centroavante.

A primeira lacuna já foi preenchida e, após uma longa queda de braço com o Internacional de Porto Alegre, o clube conseguiu incluir a dívida pela negociação de Thiago Maia, após ameaçar cobrar o crédito no Poder Judiciário, e finalmente fechar negócio com o Colrado e trazer o zagueiro Vitão.

Bom zagueiro, por sinal. Mal comparando, vejo-o, por exemplo, um pouco acima do Fabrício Bruno, que não era o titular ideal, porém era um ótimo jogador para o elenco. Então, de início, essa é a minha expectativa para esse reforço.

A demora na contratação do goleiro me incomoda. O reserva Matheus Cunha, que saiu de graça para o Cruzeiro justamente porque o clube não confiava nele, acertou com o seu novo clube ainda em meados de 2025. Já era para o novo goleiro estar mapeado e, com todo o respeito que o dublê de diretor técnico e cetáceo merece, contratadíssimo, pronto para se apresentar no Ninho do Urubu.

Por outro lado, o meio campista, ao que tudo indica um "volante", pode a vir se tornar uma carência mais urgente a depender da necessidade de Saúl se submeter a uma cirurgia para tratar o problema no tendão. Nesta hipótese, a lacuna passaria a ser importante. Não havendo a cirurgia, acho que a Diretoria pode estudar com calma o mercado e usar o prazo da janela como estratégia para fechar um bom negócio.

Já o centroavante, na minha opinião, é a negociação mais complexa. Os setoristas do Flamengo e do Cruzeiro se digladiam com supostas notícias envolvendo uma negociação por Kaio Jorge. Ótimo jogador, por sinal, e aparentemente exatamente o tipo de 9 que agrada o nosso treinador, pela mobilidade. Contudo, caro pra caramba, concordam? Um amigo cruzeirense me confidenciou ter dúvida se o 2025 dele é "repetível" em outras temporadas. É, também, um jogador que tem histórico de se lesionar.

Deixo aqui, neste ponto, uma elucubração cerebrina de minha exclusiva autoria: o Cruzeiro está quieto quanto ao ponto, até porque  a prioridade celeste parece ser o Gérson, porém sabemos que o Tite também adora o Pedro, que é um "centroavante de referência" bem ao estilo do Pífano da Região das Hortênsias, o qual já pediu o Cebolinha e o Luiz Araújo, além do próprio Gérson. Típico de treinador brazuca que gosta de formar a sua "família" dentro do elenco. 

Portanto, fiquemos de olhos bem abertos, até porque o "dono" do clube celeste já mostrou que tem aquele ranço pela saída do Arrascaeta, no início de 2019... Um "bote" nesse nível não me surpreenderia e uma troca como essa, ao meu ver, não seria vantajosa. Eu quero um elenco forte no ataque, como nos tempos em que tínhamos o Gabigol "autêntico" (em forma, focado) e o Pedro com ele disputando posição. Logo, é preciso cuidado com o quanto se dará na mão do Cruzeiro, na hipótese do negócio sair mesmo. 

Sendo ou não o Kaio Jorge o alvo ou o centroavante que venha a ser contratado, considero essa posição a mais difícil de ser preenchida e por isso é aquela em relação a qual terei mais tolerância com eventual demora. A posição é naturalmente valorizada no mercado, pois se trata simplesmente do "homem-gol". Falamos, então, de jogadores potencialmente caros, às vezes muito caros.

O Flamengo precisa desse 9, mas o clube não pode errar novamente. Afinal de contas, um ano do folclórico, porém tecnicamente limitadíssimo Juninho Xereca já foi mais do que suficiente, né, senhor José Boto?

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A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Os desafios do calendário neste início de 2026

Fonte: Flamengo, Instagram.

Olá Buteco, bom dia!

Estamos apenas no segundo dia útil do ano mas, com a antecipação do início do Brasileirão já na última semana de Janeiro, é importante começarmos as discussões sobre o impacto do calendário no futebol do Flamengo que, a meu ver, é muito subestimado. Espera-se do Flamengo um futebol total: muito forte defensivamente e letal no seu ataque, mesmo que o tempo para treinamentos seja espremido em meio às viagens pelo país e, posteriormente, pelo continente.

Para o calendário deste ano, a CBF trouxe a redução das datas dos campeonatos estaduais e a - já citada - antecipação do Campeonato Brasileiro. Naturalmente, são iniciativas interessantes e, assim que tais informações foram divulgadas, minha primeira impressão foi de entender que, alternando os jogos do Campeonato Brasileiro com os do Carioca, poderíamos manter nosso plantel reserva em atividade, gerando ritmo de jogo para todos do elenco.

Entretanto, observando com um pouco mais de atenção o calendário do futebol brasileiro disponibilizado pela CBF, percebi que as 11 datas disponibilizadas aos estaduais ainda são demais, e vão gerar impactos principalmente no Flamengo, já que temos 3 jogos decisivos logo nesse início de temporada: a Supercopa, contra o Corinthians e os dois jogos da Recopa SulAmericana, contra o Lanús. O Flamengo começa o ano, portanto, já em um clima de decisões e com jogos do Campeonato Brasileiro no meio desse turbilhão, jogos nos quais o empate é ruim para quem tem a pretensão de levantar o caneco.

O Campeonato Carioca já começa, para nós, no próximo domingo: Flamengo x Portuguesa fazem um jogo antecipado da 5ª rodada, justamente para encaixar a Supercopa. Seremos representados pelo Sub20 nessa partida, assim como contra Bangu (14/01, quarta) e Volta Redonda (17/01, sábado). O elenco principal deve voltar no dia 21, uma quarta-feira, contra o Vasco. E, a partir desse jogo contra o Vasco, já começaremos a primeira maratona do ano:

  • 21/01, quarta, Flamengo x Vasco, Carioca;
  • 25/01, domingo, Fla x Flu, Carioca;
  • 28/01, quarta (a confirmar), São Paulo x Flamengo, Brasileirão;
  • 01/02, domingo, Flamengo x Corinthians, Supercopa;
  • 04/02, quarta (a confirmar), Flamengo x Internacional, Brasileirão;
  • 07/02, sábado, Flamengo x Sampaio Corrêa, Carioca;
  • 11/02, quarta (a confirmar), Vitória x Flamengo, Brasileirão;
  • 15/02, domingo (a confirmar), Quartas-de-Final, Carioca;
  • 19/02, quinta, Lanús x Flamengo, Recopa;
  • 22/02, domingo (a confimar), Semifinal, Carioca;
  • 26/02, quinta, Flamengo x Lanús, Recopa;
  • 01/03, domingo, Semifinal, Carioca;
  • 04/03, quarta (a confirmar), Flamengo x Mirassol, Brasileirão;
  • 08/03, domingo, Final, Carioca.

E, depois dessa sequência, o Campeonato Brasileiro engrena em uma espiral de jogos quarta/domingo até o dia 5 de Abril (10ª Rodada) porque, no dia 8 começa a fase de grupos da Libertadores. Sequência pesadíssima, um quarto do brasileiro sendo disputada até esse início de Abril e dezoito rodadas -primeiro turno quase inteiro - até o início da Copa do Mundo. Para buscar o Decacampeonato Brasileiro, o planejamento deverá ser extremamente assertivo. É nesse contexto que inserem-se também as possíveis contratações para a temporada...

Desafios postos, ainda há algum tempo para recarregarmos as baterias. Aproveitem, porque esta temporada será insana!

Saudações RubroNegras e Feliz 2026 para todos!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

É Chegada a Temporada de Especulações

 

Salve, Buteco! É tempo de janela de transferências e das inevitáveis especulações. Com as atividades do futebol suspensas pelas férias dos jogadores, o tema prevalente não poderia deixar de ser a montagem dos elencos e a preparação dos clubes para a temporada/2026.

Outro dia um prestigiado jornalista anti (sim, anti, atleticano), que está numa fase de tentar ser neutro em relação ao Flamengo, escreveu que o clube poderia não ter o que fazer com tanto dinheiro que arrecada. Para este jornalista, dinheiro, para o Flamengo, é problema.

Ora vejam só...

Bem, eu só posso dizer, em resposta, que prefiro mil vezes ter dificuldades para gastar o que tenho do que criar problemas gastando o que não tenho, se é que vocês me entendem. O clube do coração do jornalista anti em questão, o Atlético/MG, é exemplo do segundo caso.

Não é preciso gastar sequer mais uma linha como o assunto.

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Se tivesse que definir o Flamengo no cenário internacional, descreveria-o como o maior clube não europeu do mundo. Como tudo na vida, há um lado bom e outro ruim em estar nessa posição.

O bom é que, bem gerido, o Mais Querido poderá ser hegemônico ou algo bem próximo disso como o Rei das Américas e de tudo mais que não seja a Europa.

O lado ruim é que o Malvadão, por mais malvado que seja, jamais terá o poder de um gigante europeu, afiliado à poderosíssima UEFA.

Um treinador bem sucedido no Flamengo sempre sofrerá assédio europeu e o mesmo se pode dizer dos atletas. Em ambos os casos, corre-se o risco, ainda, do próprio profissional desejar respirar os ares do Velho Mundo.

Na direção inversa, o clube volta e meia terá que convencer um jogador de destaque a largar o continente central do futebol mundial para jogar no Brasil.

Nem me preocupo com o mercado brasileiro. Um ou outro clube, em relação a determinados jogadores, poderá resistir ao ímpeto rubro-negro no mercado. O resto não terá o que fazer diante das investidas.

Todo mundo tem problemas, mas se eu tivesse que escolher o meu escolheria o dramático dilema de como gastar os meus milhões, em vez de sofrer transfer bans ou ter que me contentar com prateleiras intermediárias nos cenários brasileiro e sul-americano.

Quem não pode, se sacode. Simples assim.

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Não gosto de especular nomes de reforços em posts porque circula muito dinheiro e interesses dos mais diversos nessas negociações. Não sou agente FIFA, intermediário ou algo que o valha.

Todavia, vocês, nos comentários, estão mais do que liberados para sugerir nomes e aprovarem ou vetarem chegadas e partidas.

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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.