sábado, 31 de janeiro de 2026

Esquenta: Flamengo x Corinthians, pela Supercopa do Brasil/2026

 

Salve, Buteco! Ah, o Flamengo e o vencer, vencer, vencer... O torcedor rubro-negro simplesmente não aceita as derrotas. Muitas vezes o exagero é doentio, mas não tenho dúvida de que é um dos fatores que nos faz gigantes: a absoluta ausência de tolerância com a derrota. O duro é suportar os momentos de surto, tais como as projeções de que "2026 está com cara de 2023"

Nos meus grupos e contatos de WhatsApp não faltou gente lúcida bradando esse desatino durante a semana.

Menos... Bem menos...

Como bem observou um ótimo analista tático no Twitter, a sequência de derrotas por 1x2 para Fluminense e São Paulo foi a primeira da Era SuperFili, ou seja, com o nosso Mister de Coque o Flamengo jamais havia perdido duas partidas seguidas.

Ocorre, Amigos do Buteco, que 2023 foi um ano no qual o time perdeu para adversário Saudita (antes da Bolha Árabe) em semifinal de Mundial, quase perdeu para egípcio na disputa de 3º lugar, perdeu para equatoriano no Maracanã um título oficial da Conmebol, foi vice do Carioca tomando goleada, perdeu final de Copa do Brasil e ainda caiu para um time indigente paraguaio (a despeito da força da camisa) na Libertadores.

Alguém realmente acha que algo remotamente semelhante ocorrerá em 2026?

É claro que não vai acontecer. Há uma profunda diferença de postura no Departamento de Futebol desde 2025. Não tem dirigente amador fazendo peripécias inexplicáveis (mordendo virilha de torcedor, disputando eleição proporcional e ainda fechando negociações com comissões extravagantes), não tem jogador aloprando com equipe antidoping e nem tampouco teremos três treinadores durante a temporada.

Houve, isto sim, um senhor erro de planejamento na avaliação da competitividade do time composto por atletas sub-20 para jogar as três primeiras rodadas do Campeonato Carioca, o que causou uma alteração na programação e a antecipação da volta do elenco principal.

Estamos sofrendo as consequências do erro e da antecipação. As duas derrotas foram reflexo disso, mais especificamente do desnivelamento físico entre parte dos atletas do elenco principal. Nada, porém, que não possa ser remediado.

Ocorre que, se não conquistar a Supercopa do Brasil, a gente sabe que o Flamengo entrará em crise. É ocioso discutir a sanidade ou o racionalidade disso, pois sabemos como funcionam o clube e sua torcida.

A questão é que que eu confio no treinador. SuperFili é sutil ao externar suas insatisfações e a (boa) coletiva pós-jogo contra o São Paulo mostrou que o nosso competitivo e exigente treinador está incomodado. A expressão "ser claro com os jogadores" é prova disso:

— Não ter tido duas derrotas seguidas na temporada passada demonstra o difícil que foi fazer o que fizemos. É sempre muito complicado ganhar e voltar a ganhar. É o que queremos. Continuar ganhando e vencendo. Gosto de ser muito frio nessa situação e analisar o que aconteceu, o que poderíamos ter feito melhor. Corrigir os erros e potencializar os acertos. E ser muito claro para os jogadores. Essa é a forma de recuperar a confiança, passando a mensagem muito clara para eles do que precisam fazer e o que está acontecendo nesse momento para que possamos entrar melhor do que entramos hoje e contra o Fluminense e poder voltar ao caminho das vitórias. É claro que a derrota todos sentem, mas é importante ter confiança, lutar, ser humilde o suficiente para se esforçar ao máximo e poder vencer. (Matéria do GE-Fla)

Bora então cornetar um pouco a escalação. Afinal de contas, todo torcedor é no fundo um corneteiro. A diferença é apenas o tom de um sopro para o outro.

Na minha opinião, a escalação de domingo deveria ser mais de competitividade do que de lealdades. É natural ser grato e respeitar o histórico dos titulares, mas, por exemplo, é difícil crer que Léo Ortiz esteja, hoje, em melhores condições do que Vitão. Outra dúvida, natural, é se Jorginho e Arrascaeta já estão prontos. Afinal de contas, o time desmoronou depois que entraram na quarta-feira.

Há, também, um instigante fator novo, que atende pelo nome de Lucas Tolentino Paquetá. Nosso novo Camisa 20 está pronto para estrear? Não joga desde a derrota do West Ham para o Nottingham Forest no dia 6 de janeiro. Muita "dor lombar" desde então, ou seja, nada de treinamentos, mas talvez esteja até melhor do que muitos do elenco, que vêm de um período mais longo de inatividade e do pleno (e justo) gozo de férias.

Muitos treinadores gostariam de estar no lugar de SuperFili neste momento, o que não significa que suas decisões sejam simples ou fáceis. Vários jogadores não estão na forma física ideal e é uma final valendo taça. Além disso, o adversário tem a segunda maior torcida do país e o Flamengo precisa ganhar para não entrar em crise (repito).

Já que estou instigando a cornetagem, vou mandar aqui a minha escalação, aguardando a de vocês:

Rossi; Varela, Vitão, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Evertton Araújo, Carrascal e Paquetá (Plata); Pedro e Cebolinha.

Estou maluco? Fariam diferente?

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

#001: Paquetá voltou!!!!


        


        O papo nas mesas-redondas e na flamengada em geral ecoa: "Chegou o sucessor do Arrascaeta". Talvez a gente precise ajustar a lente para não cobrar dele o que ele não foi feito para entregar e, principalmente, para não deixar de aplaudir o que ele faz melhor que todo mundo. 

     Vamos comparar pelos números. É a melhor fase do Arrascaeta e a do Gerson, versus as duas boas fases do menino da Ilha. Falar do ex-capitão ainda dá azia; largar a mão do pai para voar alto é decisão para poucos. Lewis Hamilton fez e virou lenda; Neymar se recusou a cortar o cordão, e o resultado está aí para quem quiser ver. 



Fonte: www.fotmob.com e www.sofascore.com

França

        No Lyon (20-22), Paquetá era uma "entidade tática", flutuava por todo o campo ofensivo. Ele jogou de tudo: ponta, segundo homem e até um "falso 9" improvisado. Se entendia muito bem com Memphis Depay, o que potencializava sua entrada na área. Essa onipresença conferia a ele números de quem flertava com a artilharia: 0,31 gols por partida e 3,5 toques na área adversária. Era um jogador de brilho individual, registrando 2,09 dribles por jogo, atacando o último terço com a fome de quem ainda buscava sua zona de conforto na Europa. 

Inglaterra

        Já no West Ham (22-24), o Camaleão virou Trator. Ele recuou para ser o dono do setor central. Embora tenha deixado de ser o finalizador de ocasião, o que explica a queda para 0,21 gols e meros 1,72 toques na área, ele ganhou uma casca defensiva impressionante. Paquetá parou de ser o artista do lance isolado para se tornar o arquiteto que sustenta o balanço da equipe. Mesmo sendo a mente pensante, ele passou a entregar 2,55 desarmes e ganhar 7,39 disputas físicas por jogo. É um desempenho que humilha muito volante "RUF RUF" que tem por aí. 



            Vejam no vídeo acima, (se não aparecer para você, o link está aqui) como o Paquetá  se destaca buscando a bola quase no pé do zagueiro, e mesmo com marcação dupla ou tripla, gira sobre o defensor e distribui o jogo de frente. Vamos concordar que nosso 10 não é muito de fazer isso. Mas tem um cara que passou por aqui que tinha isso como especialidade. 

**************

        Arrascaeta e Paquetá compartilham o "cargo", mas praticam esportes distintos. O uruguaio é o intruso, um fantasma que surge na área com 4,32 participações na área adversária por jogo. Sua letalidade de 0,82 participações em gols por partida é rendimento de camisa 9, deixando Paquetá, que em Londres entrega apenas metade disso (0,42), com cara de quem ainda está procurando o caminho do gol no GPS.  

        A eficácia não mente: o uruguaio precisa de 5,5 chutes para balançar a rede, enquanto o Cria do Ninho gasta 9,69 finalizações. Mas não percamos a esperança: se o Gerson precisava de 17,2 chutes por gol, o Paquetá é quase um artilheiro implacável na comparação. 

        No quesito defesa, sejamos honestos: o Arrasca não entra na conversa. Por direito divino, é mais espectador do que ajudante. Por isso, o embate aqui é com o filho do “atleta Marcão”. Mesmo jogando mais adiantado, Paquetá entrega números que fariam o Coringa pedir água. São 2,55 desarmes contra 1,81 do Gerson, além de 6,21 bolas recuperadas contra 4,68. Sozinho, o cria retoma quase 10 posses por jogo. Enquanto o ex-camisa 8 retém, gira e faz seu balé protocolar, Paquetá agride. Ele ganha 7,39 disputas contra as 6,54 do atual cruzeirense. O Paquetá entrega o pacote completo, inclusive com o exceso amarelos que ameaçam o trono do Pulgar no elenco, e esse negócio de amarelo já deu problema... 

        Compramos um meia construtor, menos letal que o 10 atual, mas que marca como um 5, corre como um 8 e ainda é garçom e finalizador nas horas vagas. Mais que isso. Compramos um torcedor, que entoa as músicas da arquibancada desde pivete. Que pegava balsa e quatro conduções porque não bastava ser jogador de futebol, tinha que ser no Flamengo. É um torcedor em campo. E isso não entra na estatística. Tenho certeza que o salto do Danilo foi alguns centímetros mais alto graças a isso, só não posso provar. 

********* 

        Gerson seguiu seu caminho como Hamilton saindo da Mercedes. Deixou alguma saudade, mas uma bronca eterna. Qualquer um sabia que ir para a Ferrari era uma burrice sem tamanho. Trocar o Flamengo pelo Zenit também; acabar na Toca foi o destino de quem achou que o "outro patamar" era o jogador, e não o clube. Paquetá volta para provar que o sarrafo do Ninho subiu uma terceira vez. Pra chegar titular, tem que ser contratação desse tamanho pra cima, senão, tem debate.  

       E enquanto o resto do Brasil conta moedas para pagar a luz e contrata refugo esperando um milagre, a gente se dá ao luxo de comprar um lustre e ficar discutindo se é melhor na sala ou sobre a mesa de jantar. É o preço de ser o único gigante em um país de sufocados. 

         É o oto do oto do oto patamar. 

         Sextou, com juízo! Artigo de luxo que talvez faltou ao Samulino, que anda levando a sério o 'crescei e multiplicai-vos' 

        Eu encosto o cotovelo aqui no balcão e passo a vez: a resenha agora é com vocês. 



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

São Paulo x Flamengo

    

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 1ª Rodada

Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2025, as 21:30h (USA ET 19:30h), no Estádio Cícero Pompeu de Toledo ou "Morumbi"
, em São Paulo/SP.

São Paulo: Rafael; Maik, Arboleda, Alan Franco e Sabino; Enzo Díaz, Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho; Luciano e CalleriTécnico: Hernán Crespo.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; PulgarEverttoCarrascal; PlataPedreCebolinhaTécnico: Filipe Luís Kasmirski.


Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Raphael Pires (FIFA/GO) e Leone Carvalho Rocha (AB/GO). Quarto Árbitro: Lucas Paulo Torezin (AB/PR). Árbitro de Vídeo (VAR): Rodrigo D'Alonso Ferreira (VAR-FIFA/SC). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: André da Silva Bitencourt (AB/RS) e Leonardo Rotondo Pinto (BAS/MG). Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro (Assessor/CBF/SC). Inspetor: Eveliny Pereira de Almeida da Silva (CBF/Assessor/BR). Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva (Assessor/CBF/MA). Quality Manager: Mikael Silva de Araújo (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Rede Globo (rede aberta), Premiere (sistema pay-per-viewGeTV (YouTube). 


Esquenta: São Paulo x Flamengo, pela 1ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! Vai começar o Campeonato Brasileiro de Futebol da temporada/2026! A maior e mais nobre competição do calendário, ocupando nada menos do que 38 (trinta e oito) datas. O Brasileirão me lembra a minha infância, as grandes finais, o primeiro título com o gol do Nunes, o Mais Querido conquistando o Brasil a fora, reafirmando sua condição de clube mais popular do país. Desde sempre, aonde o Mengão vai, a torcida se faz presente em festa! E nada melhor do que o Campeonato Brasileiro para um bye-bye Brasil com jogos oficiais!

O calendário/2026 é absurdo, assim como a disputa do Brasileirão concomitantemente com os Estaduais, porém o início da disputa ainda em janeiro tem pelo menos um fator positivo: passaremos o ano inteiro vivendo essa maravilhosa competição. Nada de espera agonizante pelo começo "de verdade" da temporada neste distinto ano de 2026.

Infelizmente, a gestão passada do Flamengo priorizou a Copa do Brasil em detrimento do Campeonato Brasileiro. Não priorizar o Brasileirão era um absurdo sob o ponto de vista esportivo, dada a relevância da competição, e um acinte sob o ângulo da relação do clube com o seu consumidor direto, o torcedor, especialmente aquele que comprava pacotes caros para acompanhar todos os jogos sem que o clube valorizasse esse importante produto. Era quase um estelionato!

Felizmente, 2025 confirmou a promessa da atual Diretoria de priorizar a competição. Terminamos o ano com o gostinho de um título que não conquistávamos desde 2020. E, melhor ainda, começamos 2026 com a perspectiva racional e concreta de reconquistá-lo, alcançando o décimo título, o tão sonhado decacampeonato.

O Brasileirão é democrático, pois todas as suas 38 rodadas, a rigor, têm o mesmo peso. Por mais que alguns jogos contextualmente tenham maior peso decisivo do que outros, cada rodada vale exatamente 3 pontos. Nada mais, nada menos. Então, uma vitória na estreia vale tanto quanto outra na última rodada.

É hora, então, de falar sobre o confronto de hoje à noite.

Apesar de o São Paulo ser, historicamente, um dificílimo adversário no Morumbi, as perspectivas para a partida, do lado rubro-negro, são boas, dado o pouco número de desfalques, conforme se observa da lista de relacionados:

Mais ainda, o GE-Fla aposta na formação titular entrando em campo hoje à noite. Seria, então, o seguinte time:

Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Carrascal (Samuel Lino) e Pedro (Bruno Henrique).

Do lado tricolor, o GE-Cervídeo aposta na seguinte formação: 

Rafael; Maik, Arboleda, Alan Franco e Wendell; Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho; Lucas, Calleri e Ferreira (Luciano).

A profunda e gravíssima crise que assola o Tricolor Paulista não me impressiona. Atraso de salários, rusga do treinador com a Diretoria, renúncia de presidente, prognóstico de luta contra o rebaixamento, enfim, nada disso me pega.

O novo diretor de futebol Rafinha mandou a letra: "fui campeão com salário atrasado". A longo prazo, uma frase que não se sustenta, mas para hoje à noite, sem dúvida é uma declaração de impacto.

Na prática, o time que, no papel, tem bons nomes como o goleiro Rafael, Arboleda, Lucas Moura e Calleri, além do "desejado" Marcos Antônio e dos "carrascos" Ferreirinha e Luciano deixará todos os problemas de lado e jogará uma final de campeonato contra o Mais Querido. Esse é o ônus de ser gigante e favorito para "ganhar a porra toda".

Ainda assim, se o Flamengo jogar 100% do tempo focado e ninguém cometer algum desatino como fez Gonzalo Plata no último confronto entre as equipes, na Vila Belmiro, temos tudo para sair logo mais do Morumbi com 3 pontos.

O Ficha Técnica subirá, como de costume, as 19:00h e a palavra, como sempre, está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Checkpoint Brasileirão

Fonte: Gemini 3

Olá Buteco, bem-vindos!

A classificação para a sequência do Campeonato Carioca está bem difícil, pois depende de uma combinação grande de resultados. Mas as discussões sobre a nossa participação neste torneio vão ficar para trás, já já. Amanhã começa o Campeonato Brasileiro e domingo decidiremos o primeiro título da temporada, a Supercopa do Brasil, contra o Corinthians. Nada melhor que espantar essa minicrise com título.

O Campeonato Brasileiro deste ano tem a peculiaridade de ser o primeiro a começar logo no início do ano, em um momento em que todos os times ainda estão voltando de férias e, portanto, longe dos auges físico e técnico. De certa forma, isso reduz a vantagem que temos sobre a grande maioria dos participantes do campeonato. Esses primeiros jogos, portanto, tendem a ser mais caóticos do que o habitual, contrastando com o planejamento do treinador Filipe Luís, que tenta gerar o máximo de previsibilidade nas partidas, com o Flamengo mantendo a posse, tendo mais finalizações e controlando os ataques adversários, tal qual conseguimos contra o Vasco. Já o Fla x Flu foi o puro suco do caos, inclusive com a chuvarada e a consequente paralisação da partida. 

Em todo caso, não há para onde correr! O primeiro desafio é o São Paulo, no Morumbi e precisamos da vitória. O time paulista está, ele sim, em uma verdadeira crise, que envolve os poderes da instituição e vem refletindo no campo. É tentar aproveitar o mau momento deles e trazer os 3 pontos. Serão vitais para uma disparada na tabela, que será necessária, como analisaremos a seguir.

Para os leitores que estão chegando agora, a análise é feita da seguinte forma: dividimos o campeonato brasileiro em blocos de 5 jogos. Para o título, a meta é fazer 11 pontos em cada bloco, chegando ao final da Rodada 35 com 77 pontos. Nos 3 últimos jogos, o "Sprint Final", jogamos com o cenário momentâneo da competição, mas temos margem para chegar a 86. Ano passado, ao final da Rodada 35 tínhamos 74 pontos e o Palmeiras tinha 72, muito aberto ainda. Se tivéssemos os 77, um abraço.


Bloco 1 – São Paulo (f), Inter (c), Vitoria (f), Mirassol (c) e Cruzeiro (c). FÁCIL. 

Temos 3 jogos em casa e dois jogos fora que são vencíveis, pelo momento de crise do São Paulo e pela diferença técnica do nosso time para o Vitória. É sempre importante lembrar que no Campeonato Brasileiro não há nenhum jogo fácil e que a classificação indicada para este primeiro bloco é apenas uma comparação com os outros blocos. Partida contra o Cruzeiro é confronto direto. Vencendo, largamos na frente deles.


Bloco 2 – Botafogo (f), Remo (c), Corinthians (f), Red Bull Bragantino (f) e Santos (c). MÉDIO.

Este bloco tem um pouco mais de dificuldade em relação ao bloco inicial por conta dos 3 jogos fora de casa. Em todo caso, temos tido boas apresentações em Itaquera e, ano passado, vencemos o Bragantino lá pela primeira vez. 

OBS: Até esta 10ª rodada, o Flamengo ainda não terá estreado na Copa do Brasil nem na Libertadores. Então, a hora de abrir vantagem é justamente neste início da competição. O checkpoint fala em 22 pontos, mas temos caixa para fazer mais, talvez 25. Seria fantástico!


Bloco 3 – Fluminense (n), Bahia (c), Atlético-MG (f), Vasco (c) e Grêmio (f). DIFÍCIL. 

Dois jogos fora de casa contra adversários tradicionais, além de dois clássicos estaduais tornam este bloco difícil. Ano passado o Flamengo poupou contra o Córdoba para encarar o Grêmio lá e o Filipe foi bastante criticado por isso. Mas essa vitória foi importantíssima na conquista do Eneacampeonato, pois o Palmeiras perdeu lá no Sul. Desa vez, o Grêmio vem com o treinador Luis Castro e um elenco mais encorpado. Vai ser muito complicado fazer 11 pontos nesse bloco, daí a importância de abrir vantagem nos dois blocos anteriores.


Bloco 4 – Athletico-PR (f), Palmeiras (c), Coritiba (c), Chapecoense (f) e São Paulo (c). MÉDIO.

Nós temos uma questão a ser analisada aqui: o campeonato brasileiro entrará em recesso após a 18ª rodada (Coritiba, no Maraca) para a Copa do Mundo. Então, temos um campeonato antes da Copa e outro depois, com times que poderão ser reforçados ou enfraquecidos, a depender de como encararão essa parada. Vamos, então, fazer um checkpoint exclusivo para o final dessa 18ª rodada.

Os campeões de turno, na dinâmica de pontos corridos com 20 clubes (2006-2025) tém média de 41 pontos ao final da rodada 19. Por incível que pareça isso é exatamente a ideia de 11 pontos a cada bloco de 5 jogos: note que, chegando na 19 com 41 pontos, basta vencer na rodada 20 e chegar aos 44 do checkpoint. Como o Flamengo tem a Chape fora e o São Paulo em casa, vamos considerar chegar na rodada 18 com 40 pontos. Assim, um empate e uma vitória nos levariam aos 44.

Recapitulando o caminho dos jogos antes da parada para Copa do Mundo: 

  • Nos 10 primeiros jogos, tentar fazer 25 pontos e abrir vantagem;
  • No Bloco 3, suar para fazer pelo menos 8, chegando a 33;
  • Nos 3 jogos restantes antes da Copa, mais 7 (não perder para o Palmeiras é fundamental) e temos os 40 pontos.


Bloco 5 – Inter (f), Vitoria (c), Mirassol (f), Cruzeiro (f) e Botafogo (c). DIFÍCIL.

Nesse pós-copa, temos dois clássicos interestaduais fora de casa, um deles contra o Cruzeiro, que vem para tentar ganhar o campeonato também e um clássico estadual. Bloco bem difícil para 11 pontos, especialmente considerando que já teremos Libertadores e Copa do Brasil entre esses jogos.


Bloco 6 – Remo (f), Corinthians (c), Red Bull Bragantino (c), Santos (f) e Fluminense (n). MÉDIO. 

Os times mais fortes vamos encarar no Maracanã. Mas é importantíssimo conseguir pelo menos 4 pontos nos jogos contra Remo e Santos, fora de casa, para chegarmos aos 11 do planejamento. 


Bloco 7 – Bahia (f), Atlético-MG (c), Vasco (f), Grêmio (c) e Athletico-PR (c). MÉDIO. 

Mais uma vez, pegaremos os times mais fortes em casa. Vasco x Flamengo é provável de ser no Maracanã também. É para sairmos desse bloco na liderança, faltando 3 jogos. De preferência, 4 pontos acima do segundo colocado, já que na 36ª rodada temos o Palmeiras, em São Paulo.


SPRINT FINAL – Palmeiras (f), Coritiba (f) e Chapecoense (c).

Se sairmos do Bloco 7 com 4 pontos de vantagem, só não poderemos falar “um abraço” porque temos – mais uma vez! – um problema de calendário. Palmeiras x Flamengo está marcado para o fim de semana de 21 e 22 de Novembro e a final da Libertadores 2026 é no outro fim de semana, 28 de Novembro, sábado. Coritiba x Flamengo está marcado para este mesmo fim de semana e a 38ª rodada do Brasileiro está marcada para o meio de semana subsequente, enquanto a final da Copa do Brasil está marcada para o dia 6 de Dezembro, fim de semana após o término do Brasileirão.

Obviamente, se o Flamengo chegar à final da Libertadores (chegaremos!) este jogo contra o Coritiba terá que ser remarcado. Mas a data-escape é exatamente a terça-feira antes da final da Libertadores, então nesse cenário teremos Palmeiras  x Flamengo no sábado (21 Nov), Coritiba x Flamengo na terça (24), a final da Libertadores no outro sábado (28) e Flamengo x Chape na quarta-feira subsequente (02 Dez). Olhem o impacto do calendário, mesmo com o Brasileiro antecipado para Janeiro...

Agora, chegando no jogo do Allianz com 4 pontos de vantagem e vencendo o jogo, abrimos 7 deles... A ver como estarão os outros postulantes – Cruzeiro certamente e Grêmio, talvez.


Ganhar o Campeonato Brasileiro não é uma tarefa fácil. Vejam, estamos falando em 8 vitórias e 1 empate nas 10 primeiras rodadas, para que possamos administrar a sequência de jogos quando a Libertadores e a Copa do Brasil começarem. Empates são muito ruins neste tipo de torneio e, como somos o time a ser batido, todo mundo vem fechadinho contra a gente, tentando justamente segurar o empate, alguns mesmo jogando em casa. 

O início das competições eliminatórias também trazem um impacto imediato na competição nacional, por que enquanto os nossos meios de semana são de viagens e desgaste físico e mental, inerentes às competições eliminatórias, alguns dos nossos rivais no Brasileirão terão o luxo de uma semana cheia para condicionamento físico e treinamentos, por não jogarem ou já terem sido eliminadas dos mata-mata. Tudo isso contribui para baixar a pontuação que talvez conseguíssemos atingir, caso o calendário fosse um pouco mais racional. Estamos encorpando bem o elenco para tentar, justamente, minimizar esses efeitos. Agora é reencontrar nosso melhor futebol, o quanto antes, e partir para o Decacampeonato!

Saudações RubroNegras!!!