segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E a Crise Chegou

 

Salve, Buteco! Fui ao Mané Garrincha e não estou em condições de desenvolver argumentos concatenados a ponto de transformá-los em um texto com o nível que este Blog e seus frequentadores merecem. Seguem então algumas mal-traçadas linhas na tentativa de gerar algum debate de bom nível.

Há jogos em que a gente vai para o estádio sabendo do risco de voltar de cabeça quente. Esse era um deles. Só que eu moro em Brasília e não tenho a oportunidade de assistir ao Flamengo jogar a cada semana. É o tipo de risco que sempre correrei.

Falei pra vocês no sábado que esperava um escalação de competitividade e não de lealdades. Alguns padrões de comportamento são difíceis de alterar. Um deles é o conceito brasileiro de titularidade e lealdade entre o treinador e os atletas. SuperFili, então, resolveu apostar na lealdade e colocou o seu time titular ou o mais próximo disso.

Dentro de campo o time do Flamengo foi ofensivamente rombudo. A consequência de um ataque com Plata e Carrascal nas pontas foi justamente a dificuldade de penetrar no sistema defensivo mosqueteiro. Plata foi escalado, apartentemente, por sua dedicação tática defensiva, de modo a não deixar Varela exposto, pois o Corinthians joga para a bola chegar em Memphis Depay, que costuma se posicionar na faixa entre a zona central da intermediária e a ponta esquerda. Acho que o custo x benefício não foi positivo. O equatoriano, no ataque, mais ciscou do que fez qualquer outra coisa.

Pedro foi o único atacante que de fato enfrentou a zaga do Corinthians, disputando as bolas no físico, fazendo o pivô, ganhando algumas, perdendo outras. Sem o Queixada o nosso ataque simplesmente não existe, pois Arrascaeta, no momento, apresenta as piores condições de jogo desde que chegou ao clube. Apesar disso, preciso cornetar a bola que o Camisa 9 deixou de passar justamente para o Plata, preferindo girar desequilibrado e finalizar a gol. Foi a nossa grande chance de empatar o jogo ainda no primeiro tempo.

No frigir dos ovos, porém, o Flamengo desceu para o vestiário perdendo porque a nossa zaga já não é mais a mesma. O time, em 2025, passou por vários momentos de dificuldade para construir e finalizar às metas adversárias, mas tinha um sistema defensivo sólido a ponto de manter a competitividade e sobreviver em todos os campeonatos. Hoje, isso faz parte do passado. 

O presente é simbolizado por uma peneira.

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A expulsão do Carrascal logo após a volta do intervalo e antes do jogo se reiniciar deveria ser um dos maiores escândalos de arbitragem da História do Futebol. Coisa de gente moralmente degenerada, desde quem estava transmitindo o jogo e (apartentemente) repassou as imagens até a equipe de VAR.

O Flamengo talvez não empatasse o jogo no 11x11, que fique bem claro; mas esperar o time voltar, com o Corinthians aguardando no vestiário (apartentemente sabendo do que se passava), e surpreender o treinador com o 11x10 para o qual ele não preparou o time é uma das maiores imundices que eu já vi seres humanos praticarem no futebol.

Que a vida retribua pessoalmente em dobro a todos os envolvidos.

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O segundo tempo teve dois lances que poderiam ter igualado o placar: uma bola que resolveu beijar o travessão e a finalização do Paquetá, que subiu, subiu, subiu...  e quase viajou no tempo para acertar a Skylab.

Não era o nosso dia.

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Critico, mas confio no treinador. Não invisto em crise e nem tampouco gosto de semear tempestade. Não com esse treinador e com esse elenco. Porém, ainda assim, é evidente que se faz necessário um freio de arrumação.

A crise chegou. Para quem gosta dela, é hora de dar boas vindas. No meu caso, eu não vou fazer sala e deixarei bem claro que é uma visitante indesejada.

Até quarta-feira, com o Esquenta para o jogo contra o Inter.

Tenham uma semana abençoada.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Flamengo x Corinthians

  

Supercopa do Brasil/2026 - Final (Jogo Único)

Domingo, 1º de Fevereiro de 2026, as 16:00h (USA/ET 14:00h), no Estádio Nacional Mané Garrincha ou "Mané Garrincha", em Brasília/DF.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; PulgarJorginhoCarrascaArrascaetaPedrPlataTécnico: Filipe Luís Kasmirski.

Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho e Matheus Bidu; Raniele, André, André Carrillo (Matheus Pereira) e Breno Bidon (Rodrigo Garro); Memphis Depay e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Junior.

Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Boschilia (FIFA/PR) e Rafael da Silva Alves (FIFA/RS). Quarto Árbitro: Jonathan Beknkenstein Pinheiro (CD/SR). Quinto Árbitro: Leila Naiara Moreira da Cruz (Assistente/FIFA/DF). Inspetor: Rodrigo Martins Cintra (Inspetor/CBF/BR). Assessor: Kléber Lúcio Gil (Assessor/CBF/BR). Árbitro de Vídeo (VAR): Rodolpho Toski Marques (VAR-FIFA/PR). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Clériston Clay Barreto Rios (Master/SE) e Emerson de Almeida Ferreira (AB/MG). Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Nayara Pereira dos Santos (Assessor/CBF/BR). 

Transmissão: Rede Globo (TV aberta), Sportv (TV por assinatura)Premiere (sistema pay-per-viewGeTV (YouTube).




sábado, 31 de janeiro de 2026

Esquenta: Flamengo x Corinthians, pela Supercopa do Brasil/2026

 

Salve, Buteco! Ah, o Flamengo e o vencer, vencer, vencer... O torcedor rubro-negro simplesmente não aceita as derrotas. Muitas vezes o exagero é doentio, mas não tenho dúvida de que é um dos fatores que nos faz gigantes: a absoluta ausência de tolerância com a derrota. O duro é suportar os momentos de surto, tais como as projeções de que "2026 está com cara de 2023"

Nos meus grupos e contatos de WhatsApp não faltou gente lúcida bradando esse desatino durante a semana.

Menos... Bem menos...

Como bem observou um ótimo analista tático no Twitter, a sequência de derrotas por 1x2 para Fluminense e São Paulo foi a primeira da Era SuperFili, ou seja, com o nosso Mister de Coque o Flamengo jamais havia perdido duas partidas seguidas.

Ocorre, Amigos do Buteco, que 2023 foi um ano no qual o time perdeu para adversário Saudita (antes da Bolha Árabe) em semifinal de Mundial, quase perdeu para egípcio na disputa de 3º lugar, perdeu para equatoriano no Maracanã um título oficial da Conmebol, foi vice do Carioca tomando goleada, perdeu final de Copa do Brasil e ainda caiu para um time indigente paraguaio (a despeito da força da camisa) na Libertadores.

Alguém realmente acha que algo remotamente semelhante ocorrerá em 2026?

É claro que não vai acontecer. Há uma profunda diferença de postura no Departamento de Futebol desde 2025. Não tem dirigente amador fazendo peripécias inexplicáveis (mordendo virilha de torcedor, disputando eleição proporcional e ainda fechando negociações com comissões extravagantes), não tem jogador aloprando com equipe antidoping e nem tampouco teremos três treinadores durante a temporada.

Houve, isto sim, um senhor erro de planejamento na avaliação da competitividade do time composto por atletas sub-20 para jogar as três primeiras rodadas do Campeonato Carioca, o que causou uma alteração na programação e a antecipação da volta do elenco principal.

Estamos sofrendo as consequências do erro e da antecipação. As duas derrotas foram reflexo disso, mais especificamente do desnivelamento físico entre parte dos atletas do elenco principal. Nada, porém, que não possa ser remediado.

Ocorre que, se não conquistar a Supercopa do Brasil, a gente sabe que o Flamengo entrará em crise. É ocioso discutir a sanidade ou o racionalidade disso, pois sabemos como funcionam o clube e sua torcida.

A questão é que que eu confio no treinador. SuperFili é sutil ao externar suas insatisfações e a (boa) coletiva pós-jogo contra o São Paulo mostrou que o nosso competitivo e exigente treinador está incomodado. A expressão "ser claro com os jogadores" é prova disso:

— Não ter tido duas derrotas seguidas na temporada passada demonstra o difícil que foi fazer o que fizemos. É sempre muito complicado ganhar e voltar a ganhar. É o que queremos. Continuar ganhando e vencendo. Gosto de ser muito frio nessa situação e analisar o que aconteceu, o que poderíamos ter feito melhor. Corrigir os erros e potencializar os acertos. E ser muito claro para os jogadores. Essa é a forma de recuperar a confiança, passando a mensagem muito clara para eles do que precisam fazer e o que está acontecendo nesse momento para que possamos entrar melhor do que entramos hoje e contra o Fluminense e poder voltar ao caminho das vitórias. É claro que a derrota todos sentem, mas é importante ter confiança, lutar, ser humilde o suficiente para se esforçar ao máximo e poder vencer. (Matéria do GE-Fla)

Bora então cornetar um pouco a escalação. Afinal de contas, todo torcedor é no fundo um corneteiro. A diferença é apenas o tom de um sopro para o outro.

Na minha opinião, a escalação de domingo deveria ser mais de competitividade do que de lealdades. É natural ser grato e respeitar o histórico dos titulares, mas, por exemplo, é difícil crer que Léo Ortiz esteja, hoje, em melhores condições do que Vitão. Outra dúvida, natural, é se Jorginho e Arrascaeta já estão prontos. Afinal de contas, o time desmoronou depois que entraram na quarta-feira.

Há, também, um instigante fator novo, que atende pelo nome de Lucas Tolentino Paquetá. Nosso novo Camisa 20 está pronto para estrear? Não joga desde a derrota do West Ham para o Nottingham Forest no dia 6 de janeiro. Muita "dor lombar" desde então, ou seja, nada de treinamentos, mas talvez esteja até melhor do que muitos do elenco, que vêm de um período mais longo de inatividade e do pleno (e justo) gozo de férias.

Muitos treinadores gostariam de estar no lugar de SuperFili neste momento, o que não significa que suas decisões sejam simples ou fáceis. Vários jogadores não estão na forma física ideal e é uma final valendo taça. Além disso, o adversário tem a segunda maior torcida do país e o Flamengo precisa ganhar para não entrar em crise (repito).

Já que estou instigando a cornetagem, vou mandar aqui a minha escalação, aguardando a de vocês:

Rossi; Varela, Vitão, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Evertton Araújo, Carrascal e Paquetá (Plata); Pedro e Cebolinha.

Estou maluco? Fariam diferente?

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

#001: Paquetá voltou!!!!


        


        O papo nas mesas-redondas e na flamengada em geral ecoa: "Chegou o sucessor do Arrascaeta". Talvez a gente precise ajustar a lente para não cobrar dele o que ele não foi feito para entregar e, principalmente, para não deixar de aplaudir o que ele faz melhor que todo mundo. 

     Vamos comparar pelos números. É a melhor fase do Arrascaeta e a do Gerson, versus as duas boas fases do menino da Ilha. Falar do ex-capitão ainda dá azia; largar a mão do pai para voar alto é decisão para poucos. Lewis Hamilton fez e virou lenda; Neymar se recusou a cortar o cordão, e o resultado está aí para quem quiser ver. 



Fonte: www.fotmob.com e www.sofascore.com

França

        No Lyon (20-22), Paquetá era uma "entidade tática", flutuava por todo o campo ofensivo. Ele jogou de tudo: ponta, segundo homem e até um "falso 9" improvisado. Se entendia muito bem com Memphis Depay, o que potencializava sua entrada na área. Essa onipresença conferia a ele números de quem flertava com a artilharia: 0,31 gols por partida e 3,5 toques na área adversária. Era um jogador de brilho individual, registrando 2,09 dribles por jogo, atacando o último terço com a fome de quem ainda buscava sua zona de conforto na Europa. 

Inglaterra

        Já no West Ham (22-24), o Camaleão virou Trator. Ele recuou para ser o dono do setor central. Embora tenha deixado de ser o finalizador de ocasião, o que explica a queda para 0,21 gols e meros 1,72 toques na área, ele ganhou uma casca defensiva impressionante. Paquetá parou de ser o artista do lance isolado para se tornar o arquiteto que sustenta o balanço da equipe. Mesmo sendo a mente pensante, ele passou a entregar 2,55 desarmes e ganhar 7,39 disputas físicas por jogo. É um desempenho que humilha muito volante "RUF RUF" que tem por aí. 



            Vejam no vídeo acima, (se não aparecer para você, o link está aqui) como o Paquetá  se destaca buscando a bola quase no pé do zagueiro, e mesmo com marcação dupla ou tripla, gira sobre o defensor e distribui o jogo de frente. Vamos concordar que nosso 10 não é muito de fazer isso. Mas tem um cara que passou por aqui que tinha isso como especialidade. 

**************

        Arrascaeta e Paquetá compartilham o "cargo", mas praticam esportes distintos. O uruguaio é o intruso, um fantasma que surge na área com 4,32 participações na área adversária por jogo. Sua letalidade de 0,82 participações em gols por partida é rendimento de camisa 9, deixando Paquetá, que em Londres entrega apenas metade disso (0,42), com cara de quem ainda está procurando o caminho do gol no GPS.  

        A eficácia não mente: o uruguaio precisa de 5,5 chutes para balançar a rede, enquanto o Cria do Ninho gasta 9,69 finalizações. Mas não percamos a esperança: se o Gerson precisava de 17,2 chutes por gol, o Paquetá é quase um artilheiro implacável na comparação. 

        No quesito defesa, sejamos honestos: o Arrasca não entra na conversa. Por direito divino, é mais espectador do que ajudante. Por isso, o embate aqui é com o filho do “atleta Marcão”. Mesmo jogando mais adiantado, Paquetá entrega números que fariam o Coringa pedir água. São 2,55 desarmes contra 1,81 do Gerson, além de 6,21 bolas recuperadas contra 4,68. Sozinho, o cria retoma quase 10 posses por jogo. Enquanto o ex-camisa 8 retém, gira e faz seu balé protocolar, Paquetá agride. Ele ganha 7,39 disputas contra as 6,54 do atual cruzeirense. O Paquetá entrega o pacote completo, inclusive com o exceso amarelos que ameaçam o trono do Pulgar no elenco, e esse negócio de amarelo já deu problema... 

        Compramos um meia construtor, menos letal que o 10 atual, mas que marca como um 5, corre como um 8 e ainda é garçom e finalizador nas horas vagas. Mais que isso. Compramos um torcedor, que entoa as músicas da arquibancada desde pivete. Que pegava balsa e quatro conduções porque não bastava ser jogador de futebol, tinha que ser no Flamengo. É um torcedor em campo. E isso não entra na estatística. Tenho certeza que o salto do Danilo foi alguns centímetros mais alto graças a isso, só não posso provar. 

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        Gerson seguiu seu caminho como Hamilton saindo da Mercedes. Deixou alguma saudade, mas uma bronca eterna. Qualquer um sabia que ir para a Ferrari era uma burrice sem tamanho. Trocar o Flamengo pelo Zenit também; acabar na Toca foi o destino de quem achou que o "outro patamar" era o jogador, e não o clube. Paquetá volta para provar que o sarrafo do Ninho subiu uma terceira vez. Pra chegar titular, tem que ser contratação desse tamanho pra cima, senão, tem debate.  

       E enquanto o resto do Brasil conta moedas para pagar a luz e contrata refugo esperando um milagre, a gente se dá ao luxo de comprar um lustre e ficar discutindo se é melhor na sala ou sobre a mesa de jantar. É o preço de ser o único gigante em um país de sufocados. 

         É o oto do oto do oto patamar. 

         Sextou, com juízo! Artigo de luxo que talvez faltou ao Samulino, que anda levando a sério o 'crescei e multiplicai-vos' 

        Eu encosto o cotovelo aqui no balcão e passo a vez: a resenha agora é com vocês. 



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

São Paulo x Flamengo

    

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 1ª Rodada

Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2025, as 21:30h (USA ET 19:30h), no Estádio Cícero Pompeu de Toledo ou "Morumbi"
, em São Paulo/SP.

São Paulo: Rafael; Maik, Arboleda, Alan Franco e Sabino; Enzo Díaz, Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho; Luciano e CalleriTécnico: Hernán Crespo.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; PulgarEverttoCarrascal; PlataPedre CebolinhaTécnico: Filipe Luís Kasmirski.


Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Raphael Pires (FIFA/GO) e Leone Carvalho Rocha (AB/GO). Quarto Árbitro: Lucas Paulo Torezin (AB/PR). Árbitro de Vídeo (VAR): Rodrigo D'Alonso Ferreira (VAR-FIFA/SC). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: André da Silva Bitencourt (AB/RS) e Leonardo Rotondo Pinto (BAS/MG). Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro (Assessor/CBF/SC). Inspetor: Eveliny Pereira de Almeida da Silva (CBF/Assessor/BR). Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva (Assessor/CBF/MA). Quality Manager: Mikael Silva de Araújo (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Rede Globo (rede aberta), Premiere (sistema pay-per-viewGeTV (YouTube).