Salve, Buteco! Bem, não foi uma atuação de gala, mas inegavelmente o Flamengo, após o Santos abrir o placar, demonstrou a capacidade de reação que sumira completamente na quinta-feira, em Bragança Paulista. Um dos comentários de no WhatsApp que me chamaram mais atenção foi do nosso querido amigo Carlos César, vulgo "Carlinhos Tomara", que bem apontou como o Flamengo "não pisava mais na área adversária", tal qual fizera nos primeiros jogos sob o comando de Leonardo Jardim, antes da Data FIFA.
Os adversários começaram a ler o novo Flamengo ou é o mesmo elenco que, volta e meia, apresenta dificuldades contra sistemas defensivos mais fechados, o que inclusive ocorreu várias vezes na temporada vitoriosa de 2025?
O certo é que o primeiro tempo foi desanimador. A criação do time se limitou a duas tentativas de arremate da entrada da grande área santista por Carrascal e a sensação ruim que a atuação do time transmitia piorou ainda mais no início do segundo tempo, quando Lautaro Díaz, atacante limitadíssimo, fez o que quis de Léo Ortiz e abriu o placar para o escrete da Vila Belmiro.
Eram apenas 2 minutos da etapa final e pensamentos catastróficos invadiam a minha mente, dando a temporada como fadada ao fracasso.
Felizmente, a mesma formação que iniciou tão mal o jogo e o segundo tempo reagiu bem ao duro golpe (4º gol seguido tomado sem vazar as redes adversárias) e alcançou o empate fazendo o que até então não conseguira: uma jogada aguda pela direita, com Carrascal, que cruzou de maneira milimétrica na cabeça de Pedro, o qual, dentro da pequena área, venceu o duelo aéreo contra Luan Peres e de cabeça igualou o placar. Eram então decorridos 18 minutos da segunda etapa.
A virada não demorou e Barreal, atacante, cometeu pênalti em Arrascaeta (quem discorda quer apenas polemizar em busca de engajamento), cobrado, como de costume, de maneira magistral por Jorginho. O Flamengo virava o placar antes mesmo da parada para hidração. Eram então decorridos 25 minutos da etapa final.
Paquetá e Bruno Henrique entraram nos lugares de Evertton Araújo e Samuel Lino, e depois Plata e Luiz Araújo nos lugares de Carrascal e Pedro. O time, na teoria, tinha velocidade para contra-atacar em transições rápidas, mas o Santos também mexeu e adiantou suas linhas, dificultando a vida rubro-negra.
O golpe de misericórdia só veio aos 43 minutos, com um golaço de Paquetá, da entrada da área, após boa jogada de Plata, porém as emoções não pararam por ali. As paradas técnica, para a anulação do gol de Léo Ortiz e para o pênalti convertido por Jorginho redundaram em longos 12 minutos de acréscimos, nos quais o Santos assustou em duas ocasiões, tendo Varela e Rossi evitado o segundo gol do Alvinegro Praiano.
No frigir dos ovos, o domingo foi de Páscoa e faltou chocolate, mas quem sabe a vitória de virada não tenha sido a ressurreição do Flamengo na temporada/2026?
Nos veremos de novo na quarta-feira, no Esquenta para o jogo contra o Cusco.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.











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