Salve, Buteco! Fui ao Mané Garrincha e não estou em condições de desenvolver argumentos concatenados a ponto de transformá-los em um texto com o nível que este Blog e seus frequentadores merecem. Seguem então algumas mal-traçadas linhas na tentativa de gerar algum debate de bom nível.
Há jogos em que a gente vai para o estádio sabendo do risco de voltar de cabeça quente. Esse era um deles. Só que eu moro em Brasília e não tenho a oportunidade de assistir ao Flamengo jogar a cada semana. É o tipo de risco que sempre correrei.
Falei pra vocês no sábado que esperava um escalação de competitividade e não de lealdades. Alguns padrões de comportamento são difíceis de alterar. Um deles é o conceito brasileiro de titularidade e lealdade entre o treinador e os atletas. SuperFili, então, resolveu apostar na lealdade e colocou o seu time titular ou o mais próximo disso.
Dentro de campo o time do Flamengo foi ofensivamente rombudo. A consequência de um ataque com Plata e Carrascal nas pontas foi justamente a dificuldade de penetrar no sistema defensivo mosqueteiro. Plata foi escalado, apartentemente, por sua dedicação tática defensiva, de modo a não deixar Varela exposto, pois o Corinthians joga para a bola chegar em Memphis Depay, que costuma se posicionar na faixa entre a zona central da intermediária e a ponta esquerda. Acho que o custo x benefício não foi positivo. O equatoriano, no ataque, mais ciscou do que fez qualquer outra coisa.
Pedro foi o único atacante que de fato enfrentou a zaga do Corinthians, disputando as bolas no físico, fazendo o pivô, ganhando algumas, perdendo outras. Sem o Queixada o nosso ataque simplesmente não existe, pois Arrascaeta, no momento, apresenta as piores condições de jogo desde que chegou ao clube. Apesar disso, preciso cornetar a bola que o Camisa 9 deixou de passar justamente para o Plata, preferindo girar desequilibrado e finalizar a gol. Foi a nossa grande chance de empatar o jogo ainda no primeiro tempo.
No frigir dos ovos, porém, o Flamengo desceu para o vestiário perdendo porque a nossa zaga já não é mais a mesma. O time, em 2025, passou por vários momentos de dificuldade para construir e finalizar às metas adversárias, mas tinha um sistema defensivo sólido a ponto de manter a competitividade e sobreviver em todos os campeonatos. Hoje, isso faz parte do passado.
O presente é simbolizado por uma peneira.
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A expulsão do Carrascal logo após a volta do intervalo e antes do jogo se reiniciar deveria ser um dos maiores escândalos de arbitragem da História do Futebol. Coisa de gente moralmente degenerada, desde quem estava transmitindo o jogo e (apartentemente) repassou as imagens até a equipe de VAR.
O Flamengo talvez não empatasse o jogo no 11x11, que fique bem claro; mas esperar o time voltar, com o Corinthians aguardando no vestiário (apartentemente sabendo do que se passava), e surpreender o treinador com o 11x10 para o qual ele não preparou o time é uma das maiores imundices que eu já vi seres humanos praticarem no futebol.
Que a vida retribua pessoalmente em dobro a todos os envolvidos.
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O segundo tempo teve dois lances que poderiam ter igualado o placar: uma bola que resolveu beijar o travessão e a finalização do Paquetá, que subiu, subiu, subiu... e quase viajou no tempo para acertar a Skylab.
Não era o nosso dia.
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Critico, mas confio no treinador. Não invisto em crise e nem tampouco gosto de semear tempestade. Não com esse treinador e com esse elenco. Porém, ainda assim, é evidente que se faz necessário um freio de arrumação.
A crise chegou. Para quem gosta dela, é hora de dar boas vindas. No meu caso, eu não vou fazer sala e deixarei bem claro que é uma visitante indesejada.
Até quarta-feira, com o Esquenta para o jogo contra o Inter.
Tenham uma semana abençoada.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.


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