sábado, 20 de junho de 2026

Hat-Trick do FDS - Tempos de Copa (3)

Salve, Buteco! É o Hat-Trick do FDS de volta, em tempos de Copa! Na falta de assunto e depois de mais uma semana bem difícil, a gente improvisa e, à base do velho SCO (simples, certo e objetivo) de Jair Pereira, manda a gorduchinha três vezes pra dentro das redes!

Começamos pela volta do Mais Querido aos treinos. Estão ligados? As atividades recomeçaram justamente ontem. Se liguem também que, daqui a duas semanas, na sexta-feira, 3/7, teremos jogo. É que a Diretoria marcou três amistosos no Algarve, em Portugal, contra River Plate, Lausanne (Suíça) e Benfica. Confiram as datas:

É o Mengão aos poucos de volta!

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Uma participação decisiva, uma assistência e um gol de Vinicius Jr., e o Brasil venceu sem problemas o Haiti ontem à noite, para desespero dos detratores, dos cretinos, dos hipócritas e daqueles que nada sabem.

Paquetá também desfilou no gramado do Filadelfia Stadium.

Post aberto para comentários sobre a boa atuação dos rubro-negros.

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Aliás, como bem lembrou o perfil oficial do clube no Twitter, atleta rubro-negro na Filadélfia, no Lincoln Financial Field, lembra outro gol do Danilo, no desfile contra o Chelsea, na Copa do Mundo de Clubes de 2025. 

Vale a pena ver de novo, direto do Túnel do Tempo:


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A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha de 18.06.26 – Atacado e Varejo

 

Olá, Buteco!


Vamos a mais uma Resenha, desta vez com um tema mais pesado, com cara de atacado, e com um tema mais leve, que é de varejo.

O tema com cara de atacado é uma proposta de DR (discussão da relação), com o título “O Flamengo abdica das competições? Tem permissão para abdicar?”

E o tema de varejo é uma atualização da situação do Mengão Sub-20 no Brasileirão 2026 da categoria e sua possível influência sobre o engajamento dos melhores jogadores na programação de treinamento para a viagem de inter-temporada a Portugal.


O Flamengo abdica das competições? Tem permissão para abdicar?


O Flamengo abdica das competições?

Rossi, Royal, Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro, Evertton Araújo, Jorginho, Carrascal, Luiz Araújo, Bruno Henrique, Samuel Lino.

Esta foi a escalação inicial do Flamengo no jogo da volta da Copa do Brasil 2026, contra o Vitória.

Leonardo Jardim escalou:

** Seis titulares: Rossi, Léo Pereira, Alex Sandro, Evertton Araújo, Jorginho, Samuel Lino.

** Dois titulares do momento: Carrascal e Luiz Araújo (Paquetá, Arrascaeta e Plata não viajaram por lesões).

** Três reservas: Royal, Danilo e Bruno Henrique.

Dos titulares habituais, Jardim só poupou Varela, Léo Ortiz e Pedro, talvez por desgaste, talvez por opção tática.

Teria poupado EA e Jorginho se eles pudessem jogar contra o Sinthetico? (eles estavam suspensos para esse jogo do Brasileirão)

Não temos essa resposta, mas o fato é que o Flamengo não rifou a Copa do Brasil de 2026 e só saiu dela porque não conseguiu eliminar o Vitória.

Estava eu a pensar com meus botões e, ao refletir sobre rodízio de jogadores e uso da base, me vieram à mente as duas perguntas do título deste tópico do post.

Talvez elas sirvam como respostas para questões que vivemos levantando aqui no Buteco, sobre aproveitamento de alguns reservas e oportunidades para a garotada da base, porque esse uso de reservas e de garotos pode representar maior risco de insucessos, algo com que a Nação costuma lidar muito mal e a direção do clube, também.

Afinal, discurso é uma coisa e prática é outra.

No discurso, o Flamengo do Bap e do Boto tem o Brasileirão como maior prioridade e o presidente do Mengão voltou a afirmar isso numa ótima entrevista que deu ao Rodrigo Capelo, há cerca de um mês.

Na prática, porém, quando a coisa engrossa em alguma competição, ela vira prioridade, seja a Libertadores, certame que, em tese, disputa mais diretamente com o Brasileirão uma posição prioritária, sejam as demais competições de que o Flamengo participa.

Quando o Carioca 2026 ficou esquisito, com risco do Mengão precisar disputar o Grupo X dos quatro piores times, Bap atropelou o planejamento da pré-temporada e a estreia do elenco principal foi antecipada.

Depois, por termos vencido o Vitória por apenas um gol de diferença no jogo de ida da Copa do Brasil 2026, Jardim escalou, no jogo de volta, oito titulares, seis efetivos e dois titulares circunstanciais (Carrascal e Luiz Araújo).

Então, passa a fazer mais sentido o que disse o presidente Bap em entrevista recente, ao Charla Podcast:

Nós sempre planejamos pra disputar e ganhar tudo em que a gente entra... A gente já sabia que o calendário é intenso. O jogador, quando é contratado pra jogar no Flamengo, não é que ele vem achando que vai jogar quarenta partidas por ano e joga oitenta. Ele sabe que podem ser oitenta jogos.”

Então, a gente entra pra brigar por tudo. A gente sabe que é difícil ganhar tudo, mas esse é o nosso propósito.”

A gente não fica escolhendo torneios. A gente teve um resultado ruim na Copa do Brasil, é do jogo, você não vai ganhar tudo, mas basicamente não muda nada dos nossos objetivos no ano.”

É muito difícil ganhar tudo (CB, LA e BR), mas impossível não é. É impossível até que alguém faça. Alguma hora alguém vai ganhar tudo. Eu espero que o primeiro seja o Flamengo.”

Portanto, a julgar pelo que diz seu presidente, o Flamengo até define prioridades, mas não abdica das competições e só sai delas quando é eliminado ou não consegue pontuar para ser campeão.

E isso explica, a meu ver, as atitudes do clube quando se vê ameaçado de eliminação em alguma delas, mesmo que não seja uma das anunciadas como prioritárias.


O Flamengo tem permissão para abdicar das competições?

Vejamos o que disse o Amigo Gustavo no Esquenta de 16/05/26:

A Baranga deu um toco no Mais Querido ou foi o Cafajestão que correu para não chegar e deixou a Endinheirada meter o pé? Talvez um meio termo, quem sabe? Não acho que o time tenha entregado propositalmente a rapadura, mas faltou aquele ímpeto necessário para passar de fase, talvez porque, no fundo, os jogadores não acreditassem ou mesmo não quisessem um calendário entupido por três competições simultâneas no segundo semestre.”

Penso que o mau desempenho contra o Vitória tenha resultado principalmente de uma queda física e mental do time, causada pelo desgaste imposto pela sequência pesada de jogos, mas não duvido que as duas causas, desgaste e menor motivação do elenco, tenham se juntado para levar à eliminação prematura na competição nacional menos relevante do ponto de vista esportivo.

Continuemos com as considerações feitas pelo Gustavo no Esquenta citado:

A reação da torcida espelha a postura dos jogadores. Não senti a mínima convicção nem mesmo em quem usou palavras mais fortes para criticar o time, a comissão técnica ou a diretoria. A verdade, em muitos silenciosa, é que há um certo alívio, convivendo com o constrangimento e a frustração da eliminação, com a abertura de espaço no calendário após a volta da Copa do Mundo.”

Essa hipótese aventa a possibilidade de prevalecimento de bom-senso de parte expressiva da torcida, dando ao time e ao clube a permissão de abdicar da competição que a Nação valoriza menos.

Então, temos isso:

De um lado, a possibilidade de jogadores e de parte da torcida aceitarem a eliminação da CB com certo alívio, o que soa como permissão para abdicar, concedida por alguns dos envolvidos, mas não por todos.

De outro lado, parte da Nação rejeita enfaticamente qualquer eliminação e, a julgar pelas declarações do Bap e por atitudes do clube em momentos de risco, o comando do Flamengo não se concede permissão para abdicar e só aceita sair de alguma competição quando não consegue continuar nela.

Como as decisões são tomadas pelo clube, não pela parte “madura” da torcida (lembrando da expressão trazida pelo Gustavo na época da “crise do Carioca”), concluo que o Flamengo não tem essa permissão.

Se é assim, a resposta que o clube precisa dar é melhorar sua preparação e isso passa pela hipótese de ter o elenco “longo” com trinta jogadores de que falei no post “Elenco Curto, Calendário, Coringas”, de 24.04.26, algo necessário, mas não suficiente.


Elenco “longo” x Tentar ganhar tudo

Na entrevista ao Charla, Bap complementou o raciocínio sobre “tentar ganhar tudo” falando de planejamento do elenco:

Não é por outra razão que a gente tem um elenco como a gente tem. Se a gente jogasse cinquenta jogos por ano, como um time argentino, talvez a gente pudesse ter 24, 25 jogadores no elenco. Então, você já se planeja pra ter um elenco mais robusto.”

Aí, eu questiono, por entender que o Flamengo do Bap não tentou, até agora, nem com Filipe, nem com Leonardo Jardim, ter o tal elenco “mais robusto”.

Admito que não deve ser fácil porque, se fosse, já teria sido feito, mas o fato é que o Flamengo atravessou toda a maratona de jogos do primeiro semestre pressionado pela situação de elenco curto e este tem sido o modelo ao longo dos anos.

Na apresentação que fez ao Conselho, em dezembro passado, Bap afirmou que não é viável enfrentar-se nosso calendário com elenco curto e, na entrevista ao Charla, ele reforçou a ligação entre os “trinta jogadores” e a possibilidade efetiva de competir em tudo, mostrando-se otimista com o planejamento atual do futebol profissional do Flamengo:

Nós não tivemos, nos últimos doze meses, os trinta atletas do elenco profissional todos preparados pra jogar e hoje eu tô acreditando que, a partir de 22 de julho, nós vamos, pela primeira vez nos últimos doze meses, ter os trinta jogadores bem e disponíveis.”

Bap fala bastante nas entrevistas, mas talvez nem sempre diga tudo.

A afirmação acima transcrita foi feita na sequência a uma crítica ao planejamento de 2025, presumivelmente feito pelo Filipe Luís e pelo Departamento de Futebol em 2024, mas o planejamento de 2026 teve a participação do Boto e, quanto aos “trinta jogadores”, não trouxe qualquer novidade.

Uma vez que o presidente não se aprofundou muito nessa questão, não ficou claro se ele tem uma visão crítica discretamente não revelada quanto à condução do diretor José Boto, ou se realmente atribui toda a culpa pelos planejamentos ao treinador Filipe, mas há evidência de que ele associa o “tentar ganhar tudo” à disponibilidade de um elenco mais encorpado.


Elenco “longo” – Necessário, mas não suficiente

Como já expressei em post anterior e em comentários no Buteco, defendo o elenco “longo”, mas reconheço que ele é apenas um dos ingredientes necessários para uma real tentativa de sermos campeões da porra toda e que há muito a caminhar para que o Flamengo se credencie a essa façanha.

Afinal, por mais que não seja habitual no Flamengo, o passo mais fácil da empreitada é montar um elenco com 30 jogadores, sendo alguns da base.

O grande desafio é usar os trinta jogadores, dando a eles minutagem e boa preparação para que, em algum momento, o Flamengo alcance alta competitividade em todas as competições, conseguindo isso sem abrir mão do inevitável rodízio de atletas que sempre é imposto pelo calendário.

Nesse sentido, vejo como muito positiva a disposição do treinador Leonardo Jardim de começar a trabalhar com os jovens e torço para que ele consiga algum grande título neste ano, para que, além de nos dar essa grande alegria, tenha a chance de continuar desenvolvendo, sem grandes crises, o trabalho de integração que pretende iniciar nesta inter-temporada.


Sub-20 - BR26 e Viagem a Portugal

O Mengão Sub-20 vinha fazendo uma campanha de recuperação no BR26, a partir do desligamento do técnico Bruno Pivetti.

Com ele, os garotos conquistaram 14 pontos em 11 rodadas, com aproveitamento de apenas 42,4%.

Nas quatro rodadas seguintes, três sob o comando do interino Daniel Franklin e uma com Marcelo Salazar efetivado como novo treinador, conquistaram mais 10 pontos, chegando aos 24 que o colocaram na oitava posição da tabela de classificação.

Ontem, porém, num jogo em que era favorito, jogou em casa mas só conseguiu arrancar um sofrido empate de 1 a 1 com o Cuiabá, marcando seu gol numa cobrança de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo.

Com isso, caiu para a nona posição, com apenas 25 pontos e aproveitamento de apenas 52% em dezesseis rodadas.

Faltando três rodadas para o fim da fase de classificação, o Mengão vai precisar pontuar muito bem nos jogos contra São Paulo e Corinthians, ambos fora de casa, e contra o Avaí, em casa, para chegar ao mata-mata da competição (só os oito primeiros se classificam).

E aí vem a dúvida se o Flamengo vai priorizar a integração dos melhores garotos ao elenco principal ou a briga pela classificação para as quartas de final do BR26 Sub-20.

Incluo-me entre os que preferem sacrificar um mata-mata de BR Sub-20 em favor da oportunidade de uma viagem dos garotos com o elenco principal, com grande possibilidade de jogarem nas três partidas que o Flamengo fará em Portugal, mas ainda não sei o que foi decidido pelo clube.

Aguardo com interesse essa decisão, pois ela vai sinalizar se o Flamengo se permite abdicar de uma disputa nacional do Sub-20 para priorizar a transição de jovens promissores para o elenco adulto.

Em breve saberemos.


Saudações Rubro-Negras!!!

Carlos César Ribeiro Batista

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Dilemas em Tempo de Copa

 

Salve, Buteco! Sábado à noite, por vias transversas, acabei me lembrando de um dos treinadores dos quais mais gosto, mas que mais me frustrou quando treinou o Flamengo: o careca Jorge Sampaoli. Não que o trabalho de Don Carlo, o Carcamano, tenha alguma similitude com o do Careca em 2023 no Mais Querido, mas em como um treinador inteligente e experiente pode tomar decisões absolutamente infelizes e até mesmo incompreensíveis.

Tal como o Careca ao preterir Rossi em favor de Matheus Cunha e apostar todas (atenção: to-das) as suas fichas em um Gabigol mais preocupado com a carreira artística, Don Carlo, sabe-se lá por qual motivo, resolveu não convocar um lateral direito de ofícioe substituição ao cortado (por contusão) Cria Wesley e improvisar um mocorongo chamado Ibañez na lateral direita.

Quiseram os Deuses do Futebol que o jogo não fosse decidido nos vinte primeiros minutos. Na sequência, Don Carlo mais uma vez foi salvo pelo Cria rubro-negro Vinícius Júnior, tal como nos tempos de Real Madrid.

O dilema do Carcamano, a partir de agora, é saber o que fará quando o nosso veteraníssimo e artilheiro campeão, porém zagueiro no Mais Querido (Danilo), não puder ocupar a lateral direita.

Como se fala "meteu-se em uma enrascada" em italiano?

***

O presidente Bap já concedeu entrevistas melhores do que a publicada ontem pelo GE. Deixando de lado a análise de algumas analogias mal colocadas, pareceu-me que o crescente movimento de cobranças e críticas ao diretor técnico José Boto levou o mandatário-mor rubro-negro a tecer considerações que acabam por se tornar uma defesa indireta a uma certa "prudência" (estou sendo eufêmico?) nos movimentos do clube no mercado.

Por exemplo:

— Os jogadores querem esperar até o final da Copa para ver se vão se valorizar. Eu vou esperar até 22 de julho, que é quando a janela abre, para trazer um jogador desses? Será que vão estar inteiros? Será que não vão querer 10 dias de férias depois da Copa se o Brasil for longe? Chega no Brasil para jogar em setembro, o que está no Brasil (Danilo) não sabemos o que ele quer... tem uma série de variáveis. São excepcionais, tem mais um ou dois excepcionais que olhamos. O Luiz Henrique está no nosso radar há dois anos. Como tem outros que não anunciamos, o Danilo é outro caso. Quando dizem que o Danilo vai para o Palmeiras... será que vai? - completou, em entrevista ao Charla Podcast.

É óbvio e natural que, se o jogador que estiver no radar também estiver disputando a Copa, aguardará o desfecho da participação de sua seleção no torneio para avaliar a sua valorização (ou não) no mercado. A primeira pergunta que surge é se o jogador que entra no radar do Flamengo precisa necessariamente estar disputado a Copa do Mundo.

— Não tem um único dia do Flamengo que a gente não discuta, avalie posições, sucessão, o que vai acontecer em seis meses, um ano. Uma análise por posições. Estamos sempre olhando. Pelo elenco que temos, chegamos em um nível que não queremos um reforço, queremos o reforço. Ele tem que estar disponível, o clube tem que querer negociar, ele tem que querer jogar aqui, tem que casar o seu momento com a janela e a intenção dele. Tem uma série de variáveis.

Ao ler essa resposta fiquei em dúvida sobre aquela meta de reduzir a idade do elenco. Quanto mais jovem o atleta que possa ser "o reforço", mais caro será, assim como mais atrativo para os mercados mais fortes. Logo, a possibilidade do Flamengo alcançar esse reforço também será proporcionalmente menor, o que me obriga a formular outra pergunta: há espaço para contratações menos conhecidas, por via de scouting?

Vou de dois exemplos.

Sexta-feira me deparei com este tuite lembrando uma análise de scouting feita há dez anos, pelo próprio tuiteiro, do autor do primeiro gol da virada sul-coreana sobre a Tchéquia pelo Grupo A, hoje meiocampista do Feyenoord, da Holanda (Países Baixos).

Segunda divisão sul-coreana, Buteco! Tá bom pra vocês? Qual seria a reação da FlaTT se o Boca Preta metesse uma dessa para reforçar o elenco, como aposta? O Buteco eu sei que fecharia por um bom período, sem a menor sombra de dúvida.

Neste contexto, a declaração do nosso supremo mandatário faz mais sentido. O reforço do Flamengo precisa dar conta do recado e "pra ontem", o que é difícil acreditar que possa acontecer com um reforço que saia diretamente da nobre Série B da Terra da Manhã Calma.

Deixem-me então tentar um segundo exemplo. Vou de vídeo:


Já ouviram falar da criança? Apresento-lhes então Nestory Irakunda, 20 aninhos de idade, filho de refugiados de Burundi, nascido na Tanzânia e naturalizado australiano, tendo começado a carreira justamente na Terra dos Cangurus. Após passagens pelo Bayern de Munique II, o jovem talento defende hoje as cores do londrino Watford, que atualmente disputa a Championship. No Transfermarkt, custa €8M.

Quem poderia adivinhar que ele faria uma partida como a da madrugada deste domingo no Brasil? Como fiquei acordado para acompanhar a peleja, digo a vocês que me considero um privilegiado. Assisti a um cotejo disputado com a "bola no chão", sem balões para a área ou "latereios". Os dois times se mostraram muito bem organizados taticamente, porém o escrete australiano, com menos talentos individuais, mostrou-se absolutamente mortal na tal transição ofensiva.

O alvo da nossa atenção no post de hoje é apresentado  como ponta esquerda no Transfermarkt, mas basta vocês buscarem o mapa de calor dele (por exemplo, no Sofascore) e constatarão o que eu vi com meus próprios olhos na transmissão da CazéTV: o rapaz se movimentou bastante pelo centro do ataque, como um centroavante móvel, muito embora, no gol, tenha arrancado "a la Vini Jr" e cortado para o meio para abrir o placar. Posso lhes assegurar que, especialmente no primeiro tempo, ele literalmente acabou com o jogo.

Não é difícil intuir que, se continuar jogando essa bola na Copa do Mundo, Irakunda não ficará no Watford e muito menos virá para um clube como o Flamengo, um gigante não europeu e nem muito menos saudita. Contudo, podemos continuar a formular algumas perguntas interessantes para os nossos debates.

Quantos Nestorys Irakundas existem por aí, a serem descobertos pelo nosso "ucraniando voador" e sua equipe de scouting?

Será que a Nação Rubro-Negra (FlaTT e FlaButeco) compraria a ideia?

Essa segunda é bem difícil, hein?

Como rejuvenescer com saúde e qualidade o nosso elenco?

Como encontrar um jogador como o costa-marfinense Yan Diomandé, 19 anos, do RB Leipzig, adquirido a custo zero pelo Leganés, da Espanha, em 2024, e que hoje é especulado no Liverpool, no Real Madrid, no PSG, no Bayern de Munique, no Chelsea e no Manchester United ao custo de €90M?

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Vou ficando por aqui.

A palavra está com vocês

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 13 de junho de 2026

Hat-Trick do FDS - Tempos de Copa (2)

 

Salve, Buteco! Qual é? Suave? Semana corridíssima para mim, que estou saudando o FDS com a maior reverência, estendendo o tapete vermelho! Hoje é dia de jogo do time da CBF (a Nefasta) contra Marrocos e eu começo o Hat-Trick de hoje perguntando a vocês se sabem qual é essa bonita taça que ocupa um lugar no Museu do Flamengo, na Gávea. Trata-se do troféu entregue ao campeão da Copa Mohamed V de 1968, que vem a ser justamente o Mais Querido do Brasil (e do Mundo).

O futebol marroquino tem dois clubes bastante conhecidos no mundo, o Wydad e o Raja Casablanca. Mas tem ainda um terceiro, o FAR Rabat - Association Sportive Forces Armées Royales, que vem a ser o time das Forças Armadas Marroquinas e que, em 1968, era o anfitrião do torneio quadrangular, que contava ainda com o próprio Flamengo, o Racing, da Argentina, então detentor dos títulos de Campeão da Libertadores da América e da Copa Intercontinental de 1967, e o Saint-Etiénne, da França, o campeão francês.

O jogo que deu o direito ao Flamengo disputar a final e conquistar a taça com uma vitória sobre o Racing (3x2) foi disputado justamente contra o anfitrião FAR Rabat e foi marcado por um acontecimento para lá de inusitado, bem descrito em duas reportagens do GE (1 e 2):

Na estreia, em 31 de agosto de 1968, o Flamengo encarou o FAR Rabat, time das forças armadas marroquinas e venceu por 2 a 1. Entretanto uma história peculiar marcou o jogo. Houve uma anulação de gol capaz de dar inveja a qualquer VAR.

Por pouco, o Flamengo não enfrentou o Racing. O rei Hassan II, filho do falecido Mohammed V, que deu nome ao torneio, ordenou que um gol rubro-negro fosse anulado quando o jogo estava empatado por 1 a 1. Um jogador reserva do Fla fez o papel de gandula e entregou a bola para Paulo Henrique, que serviu Silva Batuta para marcar o gol. O árbitro acatou a ordem e deu tiro de meta para o FAR Rabat. O próprio Silva garantiu a vitória do Flamengo por 2 a 1 nos minutos finais da partida.

De acordo com reportagem do site Mundo Rubro-Negro, a bola já estava no círculo central para os marroquinos reiniciarem a partida, mas a jogada acabou invalidada.

Lateral-esquerdo e capitão daquele time do Flamengo, Paulo Henrique, hoje aos 80 anos, não esquece da curiosa intervenção real. Acredita que a aceitação por parte dos rubro-negros acabou ajudando os brasileiros a terem apoio irrestrito na final do quadrangular, contra o Racing.

- Realmente nesse jogo antes da final, o Flamengo enfrentou o time do exército. Começou o jogo, mas o Rei Hassan II não tinha chegado no estádio. Estávamos ganhando de 1 a 0. Quando ele estava acabando de chegar, fizemos o segundo gol. Aí o juiz recebeu um comunicado, parou o jogo, o coronel desceu e, por determinação do rei, pediu ao árbitro que anulasse o gol porque o rei não tinha visto. 

- Ele (o árbitro) conversou comigo. Eu era o capitão e chamei Carlinhos e o Silva. Conversamos e falamos: "Aqui é um torneio de amizade, então deixa cancelar". Nós concordamos e todo mundo bateu palma. Continuou o jogo, e nós vencemos por 2 a 1. No jogo final, enfrentamos o Racing, que tinha chegado como campeão do mundo. Tínhamos perdido um jogo para o Racing em um torneio em Portugal por 2 a 1. A sorte nossa é que nós ganhamos a torcida de Marrocos por aquele nosso gesto. Estávamos jogando junto com uma torcida que parecia a do Flamengo. Vencemos o jogo e recebemos um lindo troféu - recorda Paulo Henrique em entrevista ao Sportv.

 ***

O noticiário dá conta que Ryan Roberto foi vendido para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, por aproximadamente € 10 milhões mais 10% do valor dos direitos econômicos em eventual futura negociação. Houve quem qualificasse a transação como excelente, mas eu, pelo menos, não vejo assim.

É claro que o Flamengo não tem como obrigar ninguém a contratar com o clube e a família do rapaz parece deixar com inveja algumas complicadas com as quais já nos deparamos, como, por exemplo, a do Nélio (o loirinho) ou a do Luiz Antônio "Processinho". A pergunta que fica é se a situação precisava ter chegado a esse ponto.

Para que fique claro: o Flamengo foi imprudente esperando chegar ao ano final do contrato ou o problema esteve apenas na família do jogador?

Com a palavra, o diretor técnico José Boto.

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Não consigo mais ter ligação afetiva com o time da Nefasta, porém tampouco consigo deixar de torcer por Vinicius Junior e Lucas Paquetá, ainda mais jogando juntos, os quais ainda têm, agora, as companhias de Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro, já que o Cria Wesley infelizmente foi cortado.

Que os nossos atletas rubro-negros brilhem e tenham o devido reconhecimento nesta Copa do Mundo.

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A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Coluna do Carlos César: Falando da Base do Mengão


 

Olá, Buteco!


No post da semana passada, incluí o trabalho de integração dos garotos ao elenco principal como um dos itens que demandam grande evolução na busca pela excelência do futebol adulto do Mengão.

Notícias recentes dão conta da possibilidade de começarmos a viver (ou reviver) um tempo de realização desse trabalho, porque Leonardo Jardim anunciou que, a partir da inter-temporada que se iniciará no próximo dia 19, vai recrutar alguns garotos para treiná-los, avaliá-los e, tanto quanto possível, integrá-los ao elenco principal.

Ao mesmo tempo, começa a trabalhar no Flamengo o novo treinador do Sub-20, Marcelo Salazar, com o propósito declarado de cumprir a missão de formar jovens para o elenco principal.

Estamos cansadíssimos de saber que discurso é uma coisa e que prática é outra, mas o discurso na entrevista de apresentação é sempre um primeiro passo e esse passo foi dado.

Por sinal, antevejo para breve um pequeno teste da coerência entre discurso e prática, do qual vou falar mais à frente, neste post.


A chegada do treinador Marcelo Salazar


No tempo em que eu era engenheiro e trabalhava em obras pelo Brasil afora, era comum recebermos novos engenheiros para se integrarem à equipe.

Rolava, quanto a essa situação, o entendimento de que o bom engenheiro era identificável “no arriar das malas”.

Gostei do “arriar das malas” do Marcelo, pela firmeza, sobriedade, serenidade e simplicidade na comunicação.

Sei que as aparências enganam, mas a primeira impressão foi positiva e me deixou esperançoso de que estejamos diante de um upgrade na preparação da nossa garotada.

Marcelo foi apresentado no dia 03/06/26 e, num aquecimento para a primeira entrevista, disse a um repórter da Flamengo TV:

A torcida espera sempre a vitória. No Sub-20 existe também o componente da formação. É importante que isso fique claro, mas a gente nunca vai entrar em campo com outro objetivo que não seja vencer.”

O site oficial do Flamengo disse, a respeito do novo treinador do nosso Sub-20:

Natural de Recife (PE) e fora do Brasil desde 2001, Salazar acumula experiência no futebol internacional tanto como atleta de alto rendimento (foi jogador de futsal da seleção portuguesa) quanto como profissional de gestão e comissão técnica.

Ele chegou ao Al-Nassr em 2021 como auxiliar técnico e permaneceu no clube até 2026, atuando em diferentes funções, incluindo passagens pela equipe principal e pelo cargo de diretor executivo. O treinador de 48 anos também participou do processo de transformação do clube e da liga saudita, esteve envolvido nas chegadas de Cristiano Ronaldo e Sadio Mané e também trabalhou como coordenador de scouting. Possui licenças Pro da CBF, da Conmebol e certificação Uefa Elite Scout.”



Na entrevista, que eu achei convencional, falou um pouco mais sobre a missão dele, enfatizando o trabalho de preparação dos jovens para o elenco principal:

A integração depende do Departamento Profissional, eles estão no topo da hierarquia. Eu venho de fazer esse trabalho no Al-Nassr. Venho para me adaptar ao que o Flamengo precisa e para tentar ajudar os jogadores a terem o melhor preparo possível para que, quando o time principal precisar deles, eles cheguem lá e fiquem.”



Falando de sua experiência em scout (Marcelo tem certificação da UEFA neste assunto), ele disse que vê o futebol “360 (campo e fora do campo)” e que a preparação dele nesse tema o ajuda a enxergar o que cada jogador pode render.

Gosto disso, porque acho que um treinador não pode ser bom se não consegue avaliar bem as virtudes, os potenciais e as deficiências de cada jogador.

Na base, então, isso é ainda mais importante.

Começando a falar da equipe que vai treinar, Marcelo agradeceu ao Daniel Franklin e ao staff permanente do Sub-20 pelo excelente trabalho de transição feito entre a saída do Bruno Pivetti e a chegada dele (o time conseguiu duas vitórias e um empate nos três jogos em que foi dirigido pelo Daniel).

Temos, portanto, um staff permanente do Sub-20 e é de se esperar que esse staff se qualifique sob o comando do Marcelo e do diretor da base, Alfredo de Almeida.

Por fim, respondendo a uma pergunta sobre a situação preocupante do time Sub-20 no BR26, Marcelo comentou que faria sua estreia no dia 09/06, em casa, no jogo contra o Athletico-PR (venceu!!!), e voltou a dizer que o time tem que vencer, mas que precisa preparar os jogadores para chegarem ao profissional e ficarem lá.

O discurso, portanto, está afinado com o do presidente Bap, que disse a mesma coisa naquela apresentação feita ao Conselho, em dezembro passado (queremos vencer, mas o foco principal é preparação para o futuro).



Situação do Sub-20 do Flamengo no Brasileirão 2026

Flamengo e Athletico-PR fizeram, em 09/06, o primeiro jogo da 15ª rodada do BR26 Sub-20 e, com a vitória por 1 a 0, gol do Daniel Sales, nosso Mengão chegou à sexta colocação na tabela, entrando provisoriamente na zona de classificação, a quatro rodadas do fim da fase de classificação para as quartas de final, que serão disputadas em mata-mata, com jogos de ida e volta.

Os compromissos restantes do Flamengo para o fechamento da fase de classificação serão:

16ª Rodada – 17/06 – Em casa – Cuiabá (19º)

17ª Rodada – 20/06 – Fora de casa – São Paulo (12°)

18ª Rodada – 25/06 – Fora de casa – Corinthians (11º)

19ª Rodada – 01/07 – Em casa – Avaí (15º)



A integração e o teste de coerência

O discurso do clube, a partir da posse do presidente Bap e do início das mudanças que vêm sendo implementadas, é de que a prioridade no trabalho da base não será a conquista de troféus, mas a preparação de jogadores para futura afirmação como bons jogadores adultos, seja para integrarem o elenco principal do Flamengo, seja para gerarem boas receitas em transferências para outros clubes.

Entendo a ideia e a aplaudo, mas fico pensando que é indesejável que, nesse trabalho de formação, o Sub-20 não consiga chegar à fase mata-mata dos campeonatos brasileiros.

A depender dos resultados do time nas rodadas faltantes do BR Sub-20 (há pelo menos quatro clubes ameaçando nossa permanência entre os oito melhores), o comando do futebol do clube poderá passar por um pequeno teste de coerência entre discurso e prática, pelo confronto entre a necessidade de contar com os melhores garotos na briga pela classificação para a fase mata-mata e a escolha, pelo treinador Jardim, daqueles que viajarão para Portugal com o elenco principal. Vejamos:

** O elenco principal volta de férias no dia 19/06.

** Depois do jogo contra o Cuiabá, em casa, nosso Sub-20 terá dois jogos fora de casa, contra o São Paulo, no dia 20, e contra o Corinthians, no dia 25.

Será que os garotos serão integrados à fase de treinamentos do elenco principal no Brasil, a partir do dia 19, ou serão mantidos no grupo do Sub-20 por priorização dos dois jogos fora de casa, contra São Paulo e Corinthians?

Na sequência, acontecerá a viagem para Portugal, marcada para 28/06, com volta ao Brasil prevista para 12/07.

Aí, vencida a situação inicial de coincidência entre treinamentos do elenco principal e jogos decisivos do Sub-20 (19 a 25 de junho), é razoável imaginarmos que os garotos estarão liberados para a viagem, porque só restará uma rodada, contra o Avaí, em casa, no dia primeiro de julho.

Como a primeira etapa do mata-mata do BR Sub-20 está prevista para 29/07 e 06/08, será perfeitamente viável que os garotos selecionados pelo treinador Leonardo Jardim permaneçam no elenco principal, na volta de Portugal e ao longo do segundo semestre, com eventuais cessões para as partidas de mata-mata do BR26 Sub-20.



Paciência histórica

Lá fui eu de novo para a IA do Google, onde encontrei uma definição para essa expressão “paciência histórica”, que eu ouvia de um líder com quem trabalhei e com quem aprendi muito sobre trabalho e vida.

Disse o Google:

A paciência histórica é a capacidade de compreender que mudanças estruturais, sociais e políticas levam tempo para se consolidar. Longe de ser passividade ou conformismo, é a virtude de saber cultivar bases sólidas e lidar com o imediatismo da nossa sociedade.”

Resultados no desenvolvimento de jovens jogadores não acontecem rapidamente.

Ainda que existam alguns atalhos que aceleram a obtenção de resultados isolados (Wesley, por exemplo, veio pelo atalho do jogador semi-pronto), a geração de resultados bons e consistentes costuma demorar.

Na atual gestão, o Flamengo começou a implantar mudanças estruturais no trabalho com a base e, se elas gerarem os bons resultados que o clube espera, a tendência é que eles comecem a aparecer nos próximos anos (na apresentação que fez em dezembro, Bap previu que os resultados virão a partir de 2027).

Diz ainda a IA do Google:

A paciência histórica envolve diferentes dimensões sobre como lidamos com o tempo:

Compreensão dos Processos: Entender que grandes transformações (seja uma revolução, mudança cultural ou conquista de direitos) se assemelham ao cultivo de uma floresta, exigindo tempo para crescer e amadurecer.

Força na Espera: Na filosofia, é vista como uma virtude ativa baseada na inteligência e na força interior, diferenciando-se da fraqueza ou da desistência.

Equilíbrio com a Urgência: Há um debate moderno sobre quando a paciência histórica deve dar lugar à urgência histórica, especialmente diante de desigualdades profundas e crises que exigem respostas imediatas.”

Força na espera é o que é cobrado da Nação Rubro-Negra, enquanto os processos são desenvolvidos e a floresta é cultivada.

E respostas imediatas continuarão a ser as contratações de jogadores prontos, algo que, se o Flamengo se mantiver financeiramente saudável (como esperamos e torcemos), vai continuar acontecendo, mesmo que a floresta da base passe a dar muitos bons frutos.

Temos que continuar aguardando, torcendo e cobrando, porque o Mengão é nosso.


Flamengo Academy e a Base

Achei curiosa a notícia: enquanto a gente faz críticas e se impacienta com o trabalho feito com a garotada, o Flamengo está lançando a Flamengo Academy e o site oficial do clube informa que o primeiro evento a ser promovido é um workshop sobre a metodologia empregada pelo clube nas categorias de base.

Diz a notícia do site, no subtítulo da matéria:

No Ninho do Urubu, uma imersão de cinco dias nos processos, cultura e modelo de desenvolvimento esportivo adotados pelo clube.”

No corpo da matéria, somos informados de que “ao longo da programação, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos, palestras, debates, dinâmicas e experiências dentro do ambiente do clube, além de momentos de networking com profissionais de diferentes áreas do futebol de base e de que o workshop será dividido em seis módulos:

** Identidade e Modelo de Formação

** Saúde e Alto Rendimento – Teoria e Prática

** Desenvolvimento Humano – Teoria e Prática

** Mercado, Scout, Processos e Jurídico

** Desenvolvimento Técnico-Tático

** Visão de Jogo: Temas do Futebol em Debate (Mesa Redonda)

Então, é isso.

Enquanto a gente critica, o Flamengo considera que já tem o que ensinar a respeito do trabalho com a garotada.

Só a título de brincadeira, porque acho muito positiva a iniciativa do clube, essa notícia me lembrou de um professor que eu tive na escola de engenharia.

Debochando dele mesmo, ele costumava dizer:

Quem sabe faz, quem não sabe ensina.”

Tomara que o Flamengo já tenha mesmo muito a ensinar nesse assunto e que, ao longo dos próximos anos, comece a atender nossa expectativa de grandes resultados na formação dos garotos.

As inscrições para o workshop terminam amanhã.

Juro que, se eu fosse um pouco mais novo e a saúde me permitisse, iria me inscrever, porque esse assunto é muito presente na minha paixão rubro-negra.

No mínimo, eu ganharia algumas ideias para escrever posts nessa época de recesso do futebol do Mengão.



O Diretor de Futebol

Alfredo Almeida, diretor das divisões de base do Flamengo (Foto: Lucas Bayer/Lance!)

Volto a lembrar desse cargo essencial.

O Diretor de Futebol sempre será peça-chave para que o futebol do clube evolua rumo à excelência, inclusive no trabalho com a base.

Se liga, Bap!!!


Saudações Rubro-Negras!!!!!

Carlos César Ribeiro Batista