Salve, Buteco! A essa altura todos já devem saber que, conforme divulgou o jornalista Mauro Cézar Pereira (@maurocezar), nenhum jogador do elenco principal do Flamengo tem condições de jogo para mais do que 20 (vinte) minutos. Imagino que, se esse é o "teto", corresponde, então, à máxima capacidade do fisicamente mais bem preparado no momento. Agora calculem as condições físicas de quem estiver no final da fila...
20 minutos corresponde a, mais ou menos, 1/5 (um quinto) de um jogo de futebol. Por que um quinto? Porque, se somarmos os acréscimos que os árbitros normalmente dão para cada tempo de jogo, chega-se a mais ou menos 100 (cem) minutos de disputa em cada partida. Então, seriam 20 minutos após a bola rolar ou os 20 minutos finais. Adiantaria alguma coisa? Provavelmente não. Absolutamente nada, arrisco dizer.
Então, ao menos na minha singela opinião, não compensa gastar energia cobrando jogadores do elenco principal para jogar quarta-feira, contra o Vasco da Gama. O risco de uma contusão grave é muito mais alto do que qualquer chance remota de que venham a fazer alguma diferença, estando em estágio tão embrionário de condicionamento físico na pré-temporada.
Alguns torcedores me transmitem a sensação de que estão numa praia enxergando um enorme tsunami se aproximar. Também não é assim. Reconheço que o risco de goleada existe, e sua existência, por si só, já é uma preocupação muito relevante, mas devo lembrar não estamos falando do Bayern de Munique de Vincent Kompany, convenhamos. Enquanto escrevo esssas mal-traçadas linhas, o Gigante da Colina empata por 0x0 com o Nova Iguaçu, em São Januário. O jogo está no intervalo.
O que será necessário é mudar a atitude. Depois de quase perder (depois de quase ganhar) da Portuguesa, perder para o Bangu e ser goleado pelo Volta Redonda (que teve 2 gols anulados), querer jogar posicional ofensivo com linhas altas um clássico contra um adversário que tem titulares em campo seria uma postura suicida.
O time de Bruno Pivetti, com a bola, tem algumas dinâmicas interessantes; porém, sem ela, pressiona mal e marca pior ainda. Se conceder espaços ao time do Vasco da Gama, pode acontecer uma catástrofe. É jogo, portanto, para jogar com uma defesa sólida. Com a palavra, o meu amigo Patrick (@patrick_1972):
Existe uma clara diferença entre ousadia e irresponsabilidade. Na execução de um projeto esportivo, é necessário enxergar o momento em que o contexto não favorece o "Plano A" e força uma adaptação para sobreviver.
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O teto de 20 minutos obviamente não se aplica ao Andrew, que vinha jogando normalmente, pelo Gil Vicente, a primeira divisão do Campeonato Português. Em que pese a falta de entrosamento, teremos pelo menos a chance de tudo que for na direção do nosso gol não parar no fundo das redes.
Espero ver o Andrew regularizado e estreando na quarta-feira.
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De hoje até domingo, dia do Fla-Flu (18:00h, Maracanã), com certeza haverá evolução dos atletas no condicionamento físico. Como a estreia do elenco principal está prevista para o dia 28, ou seja, na quarta-feira seguinte, contra o São Paulo, no Morumbi (1ª Rodada do Brasileirão), talvez quem esteja "puxando a fila" na parte física já possa começar a contribuir para evitar o "quadrangular da morte" ou mesmo um resultado constrangedor.
Não tenho dúvidas de que será outra partida na qual a prudência e a humildade se mostrarão recomendáveis. Mas antes precisamos jogar direitinho contra o Vasco da Gama. A conferir o que fará o treinador pivete.
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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
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