sexta-feira, 31 de julho de 2026

Coluna do Carlos César: Bico Torto ou Fase Ruim?

 


Olá, Buteco!


É, Mengão, você me fez perder o sono de quarta pra quinta, enquanto eu tentava processar na mente a sua situação na temporada de 2026.

Continuamos vivos nas duas principais competições, mas o desempenho do time aponta para o risco real de terminarmos a temporada sem grandes títulos.

Esse negócio de transferir toda a missão pra São Judas Tadeu não tá certo.

O clube e o time têm que fazer a maior parte do trabalho e só devem recorrer ao Santo em momentos especiais, tipo aquele chutão do Diego Ribas que virou assistência pro Gabigol na final de Lima, em 2019.

Sacou, Mengão?



Bico Torto

O Amigo Sertão Potiguar escreveu, no Esquenta de 29/07/26, preparação para o jogo contra o Inter:

Boa parte desses treinadores portugueses de 3a ou 4a prateleira sabe fazer o básico.

Já os brasileiros, só os top de linha conseguem fazer um feijão com arroz bem feito.

Os dois tipos têm um ponto em comum: quando entortam o bico, erram até cair.”

Nosso prezado Leonardo Jardim parece estar entortando o bico e, a julgar por algumas entrevistas que já deu e pelas avaliações de muitos críticos, aqui no Buteco e nos canais rubro-negros do YouTube, talvez esteja no modo “errar até cair”.

Já reclamei aqui do excesso de poder que se dá aos treinadores, algo que inclui essa permissão de errarem até a queda se tornar a única saída.

Não conheço os bastidores do futebol do clube e isso me impede de avaliar o fenômeno com maior precisão, mas o fato é que o Flamengo nunca consegue fazer uma mudança de rota que evite o resultado final de sempre, que é a queda do treinador, após ter início o entortar do bico que leva a frustrações nas competições importantes.

No Brasileirão, o Flamengo ainda tem quase um turno inteiro pra jogar, no qual, para ser real candidato ao título, precisará ser melhor do que o Palmeiras e do que o terceiro colocado (se o Sinthetico continuar na trajetória recentemente iniciada).

Então, há muito campeonato pela frente e ainda podemos conquistá-lo, mas o desempenho atual do time não sinaliza para a melhora que precisa acontecer.

Esse mesmo raciocínio se aplica à Libertadores: ou o time e o clube acordam (Jardim, Boto, Bap), ou vamos ficar pelo caminho.

Tá na hora de começar a desentortar o bico.



Exercício de Matemática

Sob o comando do Jardim, o Flamengo já fez 17 jogos no Brasileirão, nos quais conseguiu 35 pontos e 68,6% de aproveitamento.

Dezessete jogos são quase um turno completo, o que permite que consideremos esse conjunto de partidas como boa amostragem do real potencial do Flamengo no campeonato, aí misturando qualidade do elenco, desempenho do Jardim, bons e maus momentos, desfalques importantes, tudo que faz parte da realidade do time numa temporada.

Como faltam 18 jogos e parece não haver plano de demissão do Jardim, podemos fazer a seguinte projeção de pontos do time:

** 35 jogos com Jardim – 68,6% x 35 x 3 = 72 pontos

** 3 jogos com Filipe = 4 pontos

** Total previsível em 38 jogos = 76 pontos

Sob o comando de Abel Ferreira, o Palmeiras tem 47 pontos em 21 jogos, com aproveitamento de 74,6%, o que leva a uma projeção de 85 pontos, nos 38 jogos.

É só um exercício aritmético, porque existe a hipótese do Flamengo melhorar e do Palmeiras piorar, mas a matemática não está simpática para nós.

E se o Palmeiras não piorar?

Aí, o Flamengo precisará fazer 46 ou 47 pontos nos 20 jogos faltantes, o que significa um muito improvável aproveitamento de 76,7% ou 78,3%.

Consequentemente, para sermos realistas, precisamos que o Flamengo melhore e que o Palmeiras piore.

Sobra pra nós, portanto, torcer, torcer, torcer e secar, secar, secar.

Não gosto nada dessa opção, mas parece ser a que temos.



É só uma fase ruim?

Não parece ser só uma fase ruim, mas Jardim tem a atenuante de ter sofrido com muitos desfalques no retorno ao Brasileirão, depois da Copa.

Analisemos a escalação do time contra o São Paulo:

Rossi, Royal, Vitão, Léo Pereira, Alex Sandro, Pulgar (EA aos 87), Jorginho, Lorran (Arrasca aos 57), Samuel Lino, Pedro (Wallace Yan aos 87), Bruno Henrique (Cebolinha aos 76).

Considerando alguns elos fracos e jogadores indisponíveis ou em má fase (Jorginho!!!), Jardim contou com poucas opções para tentar melhorar o rendimento do time.

No jogo contra o Inter, finalmente o Arrasca conseguiu jogar toda a partida, mas o time voltou a jogar mal e um dos piores em campo foi o Jorginho, jogador importantíssimo que vem mal desde a inter-temporada e entregando gols e grandes chances aos adversários.

Mesmo neste momento em que mostra declínio, o Flamengo do Jardim consegue criar mais chances de gol do que na temporada passada, porém sofre com o desequilíbrio causado por um sistema de jogo pouco comprometido com a proteção do nosso meio de campo e da nossa última linha.

Por mais que a gente se concentre em torcer, torcer, torcer e secar, secar, secar, se não houver correção do sistema de proteção ao nosso meio de campo e à nossa última linha, vamos continuar perdendo pontos irrecuperáveis e ficaremos cada vez mais distantes das chances de títulos, seja no Brasileirão, seja na Libertadores.



Pedro, o calcanhar e as recaídas no descompromisso

É ótimo termos um centroavante com recursos técnicos que lhe permitem dar soluções incomuns a determinados lances, mas acho que o Pedro está abusando. Não sou contra lances criativos, muito pelo contrário, porém, no que me diz respeito, já encheu o saco.

Calcanhar – Pedro é bom, mas não é o Sócrates, que usava esse recurso com mais objetividade e, preferencialmente, com a bola rolando na grama.

No jogo contra o São Paulo, o Pedro deu um passe de calcanhar na defesa, sem saber para quem a bola estava indo e a sorte foi um jogador adversário tocá-la com a mão e o Daronco ter marcado a falta, porque a bola poderia chegar perigosamente à frente da nossa área.

Mais tarde, nos últimos minutos, bola dentro da área do São Paulo, ele tentou fazer um gol de calcanhar com a bola no alto e o Luís Carlos Jr. narrou: “ Se entra, seria um golaço.”

O problema é exatamente esse “SE”.

É raríssimo essa bola entrar.

O gol de calcanhar surpreendendo a defesa é tão raro que minha única lembrança de um gol assim é do Fio Maravilha, acho que em 1970, num Fla-Flu (e foi com a bola no chão).

Desde então, devem ter acontecido alguns outros, mas são raríssimos e vejo abuso do Pedro no uso desse recurso.

Malabarismos – Recentemente, o Pedro tentou fazer um gol de cabeça pra baixo, numa bicicleta em que a bola estava nas alturas. “Se entra...”

Vejo o Pedro mais preocupado em brilhar individualmente do que em contribuir para o time e o Gustavo falou do descompromisso do Nove Bolado no Esquenta do jogo contra o Inter, algo que se caracteriza como uma recorrente recaída, já que esse é o histórico dele no clube.

Com o Filipe Luís, o clima ficou péssimo por causa desse descompromisso e, pra variar, Pedro apresentou-se como o injustiçado.

Quando o Jardim chegou, Pedro teve o habitual recomeço, com muita participação no bloqueio da saída de bola dos adversários, mas já voltou a ser aquele jogador que só joga com a bola no pé e, agora, com exageros de virtuosismo que me incomodam.

O futebol pode ser jogado de muitas maneiras, mas a mais produtiva continua sendo com o jogador em pé e usando a parte da frente dos pés.

Não estou escrevendo isso para torná-lo o bode expiatório da má fase do time, porque ela é resultado de muitas coisas erradas, mas ele pode ser, sem dúvida, apontado como um símbolo, por ser dos que menos contribuem para o esforço coletivo da equipe quando a bola está com o adversário.



Distribuição de Responsabilidades

Nosso Amigo Gustavo alertou, em comentário recente, sobre a necessidade de não sermos seletivos e jogarmos todas as culpas no Leonardo Jardim e, de fato, quando as coisas começam a ir mal, precisamos ter o cuidado de distribuirmos bem as responsabilidades.

Como disse em outro capítulo deste post, não conheço os bastidores do futebol do clube e isso me impede de fazer avaliações mais precisas, mas existe um princípio básico de gestão que afirma que um chefe pode delegar autoridade, mas não se livra das responsabilidades relacionadas ao que delega.

Jardim é alvo de críticas justas pelo futebol que o time vem praticando, mas isso não exime Boto, Bap e os jogadores de suas culpas.

Nosso treinador não tem qualquer responsabilidade por não termos um bom lateral esquerdo para revezar com o veteraníssimo Alex Sandro (o simpático e esforçado Beijinho não é esse jogador), assim como não tem culpa de continuarmos sem um bom centroavante reserva para o Pedro, depois de dezenove meses do Boto no cargo de Diretor Técnico e do Bap, na presidência.

Essas são responsabilidades e culpas do Boto e, na medida em que ele tem delegação do Bap para cuidar disso, também são responsabilidades e culpas do presidente.

Incluo entre as responsabilidades do comando do clube a de influir no trabalho do Jardim para que melhore o sistema de jogo do time.

Bap vive dizendo que dialoga frequentemente com o Boto e com o treinador, mas o fato é que o desempenho do time não parece suficiente para brigarmos pelos títulos restantes da temporada e há sinais de piora neste momento em que a gente precisa melhorar.


Encerro este post dizendo às Amigas e ao Amigos do Buteco que ele foi dos mais difíceis que já escrevi, porque detesto navegar no pessimismo e sou avesso a amarguras de qualquer tipo, inclusive as rubro-negras.

Como última defesa emocional, mantenho-me no modo “esperança de reação”, mas infelizmente não posso fugir da realidade e ela, no momento, não me permite ser otimista.

Desculpem meu mau humor, mas ele ontem estava nas alturas, no período do dia em que escrevi o texto.


Acorda, Mengão!!!

Saudações Rubro-Negras!!!

Carlos César Ribeiro Batista

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Internacional x Flamengo

    

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 21ª Rodada

Quarta-Feira, 28 de Julho de 2026, as 19:30h (USA ET 18:30h), no Estádio José Pinheiro Borda ou "Gigante da Beira-Rio", em Porto Alegre/RS.

Internacional: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho, Alan Patrick e Bernabei; Carbonero. Técnico: Paulo Pezzolano.

FLAMENGO: Rossi; Varela, Vitão, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho, CarrascaSamuel Lino; Pedro e Arrascaeta. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Matheus Delgado Candançan (FIFA/SP), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG) e Evandro de Melo Lima (AB/SP). Quarto Árbitro: João Vitor Gobi (AB/SP). Assessor: Kleber Lúcio Gil (Assessor/Master/BR). Árbitro de Vídeo (VAR): Diego Pombo Lopez (VAR-FIFA/BA). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Fabrício Porfírio de Moura (AVAR-MASTER/SP) e Raphael Garcia de Andrade (CD/ES). Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Mikael Silva de Araújo (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Amazon Prime (streaming).


Esquenta: Internacional x Flamengo, pela 21ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

Salve, Buteco! Iniciarei o Esquenta de hoje voltando ao lance do gol de empate do São Paulo no último domingo, no Maracanã. Começo pela análise do Renato Rodrigues, do Uol, a qual vocês podem acessar por este link no Instagram. A partir do vídeo, que capta a jogada em seu nascedouro, eu passei a dividir o lance em duas partes: a primeira envolve a trama do São Paulo para iludir a marcação do Flamengo até o momento do cruzamento de Osório; a segunda, mais curta, envolve o posicionamento da defesa após o cruzamento.

O Renato Rodrigues explica com muita didática como a falta de compromisso dos dois homens da frente (Pedro e Arrascaeta) influiu na obtenção do "homem livre" pelo ataque são-paulino. Eu acrescentaria o atraso do Jorginho na jogada e a perplexidade do Pulgar quando Arrascaeta "abandona" a marcação em Osório após uma simplória (e bota simplória nisso!) tabela com Marcos Antônio. Reparem como, após esse toque, Osório recebe a bola e permanece por preciosos segundos sem ser incomodado até cruzar na cabeça de Calleri.

Renato Rodrigues também mostra, na segunda parte do lance (pós-cruzamento), como Vitão e até Rossi não se posicionam bem, o primeiro para interceptar o lance e o segundo para praticar a defesa, que seria difícil de qualquer modo, com a bola chegando precisamente na cabeça do centroavante argentino. Neste vídeo, sem tirar a cota de responsabilidade do Vitão, Bruno Pet aponta ainda a falha de posicionamento de Léo Pereira, que se estivesse um pouco mais à frente, na mesma linha do Vitão, teria deixado o Calleri em posição de impedimento. O analista concorda com seu colega quanto à falta de pressão no cruzamento.

Esse foi um dos gols sofridos pelo Flamengo que mais me incomodou nos últimos tempos, seja pela simploriedade (como já disse) da troca de passes do São Paulo, seja pela falta de compromisso do ataque na recomposição e pressão sobre a posse de bola adversária com o time defendendo em bloco baixo.

Não tem discurso de "prefiro marcar 10 gols e sofrer 5 do que não sofrer nenhum e não vencer" (algo assim) que justifique.

***

Aos poucos o elenco tem o retorno dos afastados e hoje contará com Léo Ortiz e Carrascal, que certamente encorpam um bocado as opções do Calvo para escalar o time e promover as substituições no segundo tempo. 

O Flamengo não perde para o Internacional no Beira-Rio desde 2023, quando, pelo Campeonato Brasileiro, foi derrotado por 2x1 sob o comando de Jorge Sampaoli, que dirigia o time pela primeira vez fora de casa. De lá para cá ocorreram três jogos: um empate em 2024 (1x1 - Brasileirão) e, em 2025, duas vitórias rubro-negras, uma pelo Brasileirão (3x2) e outra pela Libertadores da América (3x1), o jogo do papel picado.

O Internacional, como gosta de dizer o nosso amigo Paulão, é o atual "Porteiro da Zona", figurando com apenas 21 pontos logo à frente do Vasco da Gama e do Clube do Remo, que abrem a famigerada Zona do Rebaixamento, cuja força gravitacional é motivo de pesadelos para várias torcidas.

Como mandante, o Inter é o vice-lanterna do Brasileirão, tendo vencido apenas 3 vezes, empatado duas e perdido nada menos do que em 5 oportunidades. O Beira-Rio não é mais aquele temido estádio para os visitantes. Eis a campanha do Colorado Gaúcho em seu estádio:

0x1 Athletico/PR, 1x3 Palmeiras, 0x1 Bahia, 2x0 Chapecoense, 1x1 São Paulo, 0x0 Grêmio, 1x2 Mirassol, 2x0 Fluminense, 4x1 Vasco da Gama e 1x2 Cruzeiro.

Na moral, Flamengo! É pra ganhar, tá?

Só que, para tanto, o time e especialmente o sistema defensivo terão que colaborar, tanto na parte da tática, o que é responsabilidade do Calvo, como na técnica, o que já é com os jogadores.

Fiquem atentos: a bola rolará no Gigante da Beira-Rio as 19:30h e o jogo terá a transmissão exclusiva do Amazon Prime.

O Ficha Técnica subirá um pouco mais cedo, as 18:00h.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

São Judas Tadeu Salvou (a Rodada)

 

Salve, Buteco! O Flamengo decepcionou muito ontem, no Maracanã, com uma atuação fraca desde o início do jogo. No primeiro tempo, o São Paulo encaixou bem a marcação e, muito embora não articulasse boas jogadas, ocupou o campo defensivo do Flamengo e dificultou muito a saída de bola, a qual já na origem era prejudicada pelas presenças de Emerson Royal e Vitão, que apresentaram sérias dificuldades no relacionamento com o elemento esférico, mais conhecido por bola, principal instrumento do velho esporte bretão.

Nas poucas vezes em que conseguiu desenvolver com fluidez o seu jogo, o Flamengo acertou a bola no travessão num chute de fora de área de Pulgar (após jogada pela dirita de Lorran), e em outro lance conseguiu pressionar, na base do "abafa", mas sem concluir a gol. Em contrapartida, cedeu um lance perigoso para o São Paulo, na finalização de Arthur, de fora da área. O 0x0 traduziu bem o jogo insosso de ambas as equipes.

Na volta para o segundo tempo, o time teve um pouco mais de atitude e levou perigo com um cabeceio de Bruno Henrique, após o cruzamento de Lorran, obrigando Rafael a praticar uma defesa cinematográfica. Na sequência, Lorran, cobrando o escanteio, colocou a bola na cabeça de Jorginho, que desviou-a para a finalização de Léo Pereira, quase em cima da linha. O Mais Querido abria o placar.

Como "prêmio" por ter participado das três jogadas de perigo do time no jogo, inclusive a do gol, Lorran foi substituído para a (necessária) entrada de Arrascaeta no time. O uruguaio deu massa encefálica ao time, que passou, porém, a ter um Samuel Lino todo torto pela direita, enquanto o apagado Bruno Henrique continuava em campo.

Numa tabela entre Royal, Pedro e Arrascaeta, o time ainda chegou a finalizar ao gol de Rafael, porém na sequência recuou, dando campo para o São Paulo. Num dos ataques da equipe paulistana, Osório percorreu toda a intermediária do Flamengo sem ser incomodado e cruzou, absolutamente livre de marcação, na cabeça de Calleri, que, deixado absolutamente à vontade por Vitão, mandou a bola para as redes rubro-negras.

O Flamengo bem que tentou correr atrás do prejuízo, levando algum perigo em jogadas com Pedro, o qual, contudo, foi curiosamente substituído aos 41 minutos. É bem verdade que Wallace Yan, que entrou em seu lugar, deu uma assistência para Samuel Lino empatar a partida aos 45 minutos, mas o VAR de Rodrigo D'Alonso Ferreira encontrou um bico de ponta de chuteira do Cria que estaria adiantado, o que só convenceu os mais fanáticos torcedores do São Paulo.

Placar final: Flamengo 1x1 São Paulo. Dois pontos perdidos. A distância para o Palmeiras, hoje, poderia estar em 4 pontos, com 1 jogo a menos.

***

0x2 Vitória, 1x2 Vasco da Gama, 2x3 Corinthians, 1x3 Juventude, 1x2 Fluminense e 0x1 Remo. Esses foram os últimos resultados do São Paulo como visitante em competições nacionais.

O treinador do Flamengo precisa ser cobrado em relação ao sistema defensivo do time. Já deu para todo mundo entender que os mecanismos ofensivos do seu esquema tático levam o time a correr mais riscos do que em 2025, porém é preciso ter consistência mínima para ao menos conseguir segurar o placar de um jogo em que está vencendo no Maracanã.

E qual é a razão dessa ojeriza pela defesa via posse de bola? O São Paulo, no campo do Flamengo, mostrou-se perigoso nos 45 minutos iniciais. Por que atraí-lo para a nossa intermediária?

Onde está a leitura de jogo?

***

Dos quatro primeiros colocados, apenas o Athletico/PR venceu como mandante nessas duas primeiras rodadas pós-Copa do Mundo. E o Cruzeiro, nosso adversário nas oitavas de final da Libertadores, perdeu no Mineirão para o Botafogo. No frigir dos ovos, São Judas Tadeu teve trabalho, mas salvou a rodada.

O tropeço dos líderes forma um curioso padrão que o Flamengo precisa quebrar o quanto antes, mas para tanto será preciso jogar bola, coisa que ontem, no Maracanã, passou muito longe de fazer.

Estamos de olho, Professor Jardim...

***

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 26 de julho de 2026

Flamengo x São Paulo

       

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 20ª Rodada

Domingo, 26 de Julho de 2026, as 18:30h (USA ET 17:30h),
no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGORossi; Royal, Vitão, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar e Jorginho; Lorran, Pedro, Samuel Lino e Bruno Henrique. Técnico: Leonardo Jardim.



São Paulo: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osório e Wendell; Bobadilla, Pablo Maia, Marcos Antônio e Luciano; Artur e Calleri. Técnico: Dorival Júnior.

Arbitragem: Anderson Daronco (FIFA/RS), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Rafael da Silva Alves (FIFA/RS) e Michael Stanislau (AB/RS). Quarto Árbitro: Lucas Guimarães Rechatiko Horn (AB/RS). Assessor: Janette Mara Arcanjo (Assessor/Master/MG). Árbitro de Vídeo (VAR): Rodrigo D'Alonso Ferreira (VAR-FIFA/SC). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Johnny Barros de Oliveira (AB/SC) e Thiago Carmo Brasil (CD/RO). Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia (Assessor/Master/BR). Quality Manager: Alcides Zawaski Pazetto (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).




sábado, 25 de julho de 2026

Esquenta: Flamengo x São Paulo, pela 20ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

Flamengo x São Paulo ao vivo: veja horário e onde assistir ao Brasileirão 

Salve, Buteco! As coisas vão, aos poucos, voltando ao normal. No retorno do Campeonato Brasileiro, o Mais Querido teve o privilégio de enfrentar a simpática, porém fraquíssima Chapecoense, "lanterna disparada" do certame. O jogo de amanhã, por óbvio, exigirá bem mais do nosso time. Primeiro, porque todo mundo joga o máximo contra o Flamengo; segundo, porque o São Paulo é, tradicionalmente, um dos adversários mais difíceis para o Flamengo enfrentar, mesmo no Maracanã, e, por fim, porque os times de Dorival (o Imortal) sempre jogam bem contra o Fuderosão.

A ordem é perseguir o time preferido da CBF, sete pontos à nossa frente, porém com um jogo a menos. Já deu para ver que vai demorar até essa partida (contra o Mirassol) ser marcada, pois o Leão Caipira está nas três competições e disputará as oitavas de final da Copa do Brasil. 

Então, para além de uma performance irretocável, o Flamengo terá, ainda, que ter muita paciência até somar esses 3 pontos. É provável, inclusive, que dispute o jogo do segundo turno contra esse adversário antes do jogo adiado do primeiro.

Vejamos a sequência dos dois times até a 25ª Rodada:


FLAMENGO

PALMEIRAS

20ª Rodada

São Paulo (c)

Domingo, 26/7, 18:30h


20ª Rodada
Atlético/MG (c)

Domingo, 26/7, 19:30h


21ª Rodada

Internacional (f)

4ª Feira, 29/7, 19:30h


21ª Rodada

Vitória (f)

4ª Feira, 29/7, 21:30h


22ª Rodada
Vitória (c)

Domingo, 9/8, 19:e0h


22ª Rodada

Internacional (c)

Domingo, 9/8, 16:00h


23ª Rodada

Mirassol (f)

Domingo, 16/8, 18:30h


23ª Rodada

Fluminense (f)

Domingo, 16/8, 16:30h


24ª Rodada

Cruzeiro (f)

Sábado, 22/8, 20:30h


24ª Rodada

Vasco da Gama (c)

Domingo, 23/8, 16:00h


25ª Rodada

Botafogo (c)

FDS, 30/8


25ª Rodada

Mirassol (f)

FDS, 30/8


Pelos meus cálculos, o Palmeiras enfrentará sérias dificuldades contra o Vitória e o Fluminense fora de casa, enquanto o Flamengo penará contra o Cruzeiro no Mineirão. Neste último caso, é bom lembrar que, até lá, já terão sido disputados os dois jogos das oitavas de final da Libertadores entre o Mais Querido e o Cabuloso. Por sinal, o jogo pela 24ª Rodada sucederá o da volta, no Maracanã.

Não sei o que aconteceu com o São Paulo ao sofrer a virada para o Athletico/PR no Morumbi, neste último meio de semana; o certo é que Dorival (o ex-Maioral) tentará se recuperar contra o Flamengo no Maracanã, o que o Calvo e seus comandados precisarão impedir.

Especula-se o Tricolor Bambi (antílope) com a seguinte formação: 

Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osório e Wendell; Bobadilla, Pablo Maia, Marcos Antônio e Luciano; Artur e Calleri.

Francamente, e com todo o respeito ao Dorival (o Ferido Feral), o Mais Querido tem que passar o trator. Do lado rubro-negro (e Jedi) da Força, especula-se uma formação com:

Rossi; Royal, Vitão (Danilo), Léo Pereira e AleSandro; Pulgar e Jorginho; Lorran, Pedro, Samuel Lino e Bruno Henrique.

Que o Calvo prevaleça sobre o Narigudo!

O Ficha Técnica subirá amanhã, ao raiar do sol.

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo (24/7/2026)


 

Olá, Buteco!



O Flamengo voltou à disputa do Brasileirão e venceu a Chapecoense por 4 a 0, iniciando a partida com apenas dois dos seus nove convocados.

Antes de seguirmos com os temas de hoje, comemoremos a superação do tabu dos vexames na volta de Datas FIFA.

Desta vez, ainda que o time tenha mostrado velhas deficiências, já que o Rossi precisou fazer algumas defesas difíceis, inclusive uma quando o jogo ainda estava 0 a 0, o efeito positivo dos bons amistosos se fez presente e o Mengão liquidou o jogo no início do segundo tempo, quando Lorran fez o terceiro gol.

Ainda há muita estrada pra se caminhar, mas foi um bom recomeço.



Espírito de Mata-Mata

Nossa situação na tabela do Brasileirão cria a exigência de jogarmos cada partida como uma decisão.

Como o Palmeiras erra pouco, cada jogo nosso no Brasileirão, a partir de agora, terá que ser jogado com espírito de mata-mata, a menos que o Flamengo consiga uma improvável reação espetacular e abra uma grande vantagem sobre o Palmeiras.

O Flamengo começou o jogo de ontem com quatro jogadores considerados reservas, Vitão, Ayrton Lucas, Bruno Henrique e o nosso prezado Emerson Royal, que anda com ares de titular, por sua evolução e porque Varela voltou mal no jogo contra o Olímpia.

Muito cedo perdeu o Plata e Jardim precisou entrar com o Lorran, um reserva do reserva.

Ainda assim, o time conseguiu vencer com facilidade.

É verdade que a tabela nos foi favorável, ao programar o retorno contra a Chape, lanterna do campeonato, mas isso nunca foi razão para o time deixar de dar vexame na volta de longas folgas.

Desta vez, graças ao que considero um bom trabalho do Jardim, que treinou bem os jogadores disponíveis, e do Departamento de Futebol, que programou uma boa inter-temporada, o time evoluiu ao longo da pausa e fez um jogo de volta sem vexame e sem tabu.

Fica a torcida para que o time continue em crescimento, porque vai precisar disso jogo a jogo, nas rodadas do Brasileirão e nas fases eliminatórias da Libertadores.



Contratos e Idades dos Jogadores do Elenco Principal

Em consulta ao Transfermarket, encontrei as seguintes datas de vencimento de contratos e idades dos 28 jogadores considerados como elenco principal (diferentemente do site oficial do Flamengo, o Transfermarket inclui o Lorran no elenco principal):

Rossi (30) 31/12/27

Andrew (25) 31/12/29

Dyogo Alves (22) 31/12/26

Varela (33) 31/12/2027

Royal (27) 31/12/28

Léo Ortiz (30) 31/12/28

Danilo (35) 31/12/26

João Victor (19) 31/12/29

Léo Pereira (30) 31/12/27

Vitão (26) 31/12/29

Alex Sandro (35) 31/12/27

Ayrton Lucas (29) 31/12/27

Pulgar (32) 31/12/27

Evertton Araújo (23) 31/12/28

Jorginho (34) 30/06/28

De La Cruz (29) 30/06/28

Saul (31) 31/12/28

Paquetá (28) 31/12/30

Arrascaeta (32) 31/12/28

Carrascal (28) 30/06/29

Plata (25) 30/06/29

Luiz Araújo (30) 31/12/27

Lorran (20) 31/12/29

Pedro (29) 31/12/27

Wallace Yan (21) 31/12/27

Bruno Henrique (35) 31/12/27

Samuel Lino (26) 31/12/29

Cebolinha (30) 31/12/26



São três contratos vencendo em 31/12/26 (Danilo, Cebolinha e Dyogo Alves), dez contratos vencendo em 31/12/27 e quinze contratos vencendo entre 30/06/28 e 31/12/30.

Entre os dez contratos que vencem em 31/12/27, destaco Léo Pereira e Pedro, além do Wallace Yan, caso o Flamengo se interesse por mantê-lo.



O Transfermaket acrescenta as seguintes informações:

** Média de idade do elenco: 28,8 anos

** Número de estrangeiros: 9

** Jogadores de seleção: 10

** Balanço atual de transferências: Déficit de 13,92 milhões de euros

** Lotação do Estádio Mário Filho: 82.238 lugares (a Wikipédia informa 78.838).



E eu acrescento o seguinte balanço:

** Cinco jogadores com 33 a 35 anos (Varela, Danilo, Alex Sandro, Jorginho, Bruno Henrique).

** Oito jogadores com 30 a 32 anos (Rossi, Léo Ortiz, Léo Pereira, Pulgar, Saul, Arrascaeta, Luiz Araújo, Cebolinha).

** Oito jogadores Sub-30, com mais de 25 anos (Royal, Vitão, Ayrton Lucas, De La Cruz, Paquetá, Carrascal, Pedro, Samuel Lino).

** Sete jogadores com 25 anos ou menos (Andrew, Dyogo Alves, João Victor, Evertton Araújo, Plata, Lorran, Wallace Yan).

São, portanto, treze jogadores acima de 30 anos e quinze jogadores abaixo de 30.

Este é mais um painel do elenco que usarei como referência para fazer comparação com o plantel que teremos no fechamento da janela.

Enquanto isso não acontece, peguem suas cornetas e divirtam-se!!!

Sugestão: Escolham dois ou três jogadores com 30 ou mais de 30 e dois ou três abaixo de 30 que vocês excluiriam do elenco.

Minhas escolhas:

30 ou mais de 30: Saul e Cebolinha

Abaixo de 30: Ayrton Lucas e De La Cruz



Lotação do Maraca

Essa informação do Transfermarket me chamou a atenção:

Lotação do Estádio Mário Filho: 82.238 lugares (78.838, segundo a Wikipédia).

Quando o Flamengo consegue lotações próximas a 70.000 pessoas, comemora-se o grande resultado de público, mas, a julgar pelas informações acima, o clube deixa de aproveitar parte significativa da lotação possível.

Segundo a IA do Google, o recorde oficial da “nova era” do Maraca, pós Copa de 2104, aconteceu no jogo Flamengo x Ceará (título do BR 2025), com 73.244 presentes.

Sei que existem restrições impostas pelas forças de segurança do Estado do Rio, mas será que essas restrições precisam gerar tanta perda?



Efeito em Cadeia - Calendário de 2025 interfere no de 2026 (e assim por diante)

Vale fazermos uma visita ao passado para destrincharmos o contexto que faz pano de fundo para a situação do time na volta às grandes competições da temporada.

Por força do sucesso conseguido em 2025, que incluiu a conquista da Libertadores, nosso Flamengo disputou a Copa Intercontinental de Clubes e, em decorrência de também ter ido bem nas etapas preliminares da competição, terminou a temporada de 2025 em 17 de dezembro, data em que jogou a final contra o PSG.

A consequência do sucesso do Mengão nesse torneio foi o adiamento do início das férias do elenco profissional para 19 de dezembro.

Também por força do seu sucesso em 2025, desta vez no Brasileirão, o Flamengo precisou jogar a Supercopa Rei do Brasil no dia primeiro de fevereiro de 2026, fato que gerou a antecipação de um jogo do Carioca para 11 de janeiro de 2026.

Veio, então, o insucesso do Sub-20 nas rodadas iniciais do Carioca e a junção de todos esses fatos obrigou os “adultos” a retornarem mais cedo das férias, o que colocou o Flamengo na posição de devedor de férias a todos os atletas do elenco principal.

Iniciada a inter-temporada da Copa do Mundo, os jogadores não convocados gozaram imediatamente as férias pendentes e os convocados foram cedidos às suas seleções.

Para os não convocados, houve retorno no dia 19 de junho e seguiu-se uma inter-temporada bastante proveitosa para titulares não convocados, reservas e garotos da base, mas a necessidade de dar férias aos convocados fez com que eles não participassem da inter-temporada quando dispensados de suas seleções.

Assim, enquanto os demais clubes puderam incorporar seus jogadores convocados logo que foram dispensados de suas seleções, o Flamengo precisou dar férias aos seus, por força do sucesso conseguido em 2025, causador do atraso das férias do ano passado.

Isso fez com que, no jogo contra a Chapecoense, o Flamengo só iniciasse a partida com dois jogadores do grupo convocado, Léo Pereira e Plata, deixando quatro no banco, Danilo, Alex Sandro e Arrascaeta, que só entraram no fim da partida, certamente porque não estavam em suas melhores condições, e Varela, que não jogou na quarta, depois de ter atuado mal contra o Olímpia, no último amistoso da inter-temporada.

Felizmente isso não impediu que nosso Mengão conquistasse os três pontos e seguisse na perseguição ao Palmeiras, mas o atraso no recondicionamento de alguns dos nossos atletas é uma desvantagem numa competição difícil como o Brasileirão.

Há previsão de inter-temporada em todos os anos vindouros: Copa do Mundo Feminina em 27, Copa América em 28, Copa Mundial de Clubes em 29, Copa do Mundo Masculina em 30 e assim sucessivamente.

Afora 2027, em que a inter-temporada não incluirá uso do elenco masculino, todos os demais anos incluirão uso de atletas, seja por participação direta do Flamengo (2029), seja por convocações de nossos jogadores (2028 e 2030).

Isso tudo se enquadra como minha queixa contra o calendário, sempre maior do que os meses disponíveis para as competições que o Flamengo precisa e quer jogar.

Como não gosto de viver na queixa e sempre tento enxergar ações transformadoras que possam ser promovidas, faço a pergunta:

Uma vez que o Flamengo quer e nós queremos que ele sempre ganhe a Libertadores (final de 2026 em 28/11) e o Brasileirão (última rodada de 2026 em 02/12), como lidar melhor com a possível repetição do roteiro de adiamento de férias e de desfalques de muitos titulares nas inter-temporadas?


Saudações Rubro-Negras!!!

Carlos César Ribeiro Batista