terça-feira, 19 de maio de 2026

SeleFla

 

Fonte: TNT Sports, Instagram

Olá Buteco, bom dia!

Saiu ontem a lista dos 26 jogadores que representarão o país na Copa do Mundo da Fifa e o Flamengo foi o clube que mais contribuiu para a formação do grupo, com Danilo, Leo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá. Além dos que foram convocados, ainda tínhamos Leo Ortiz, Samuel Lino e Pedro na lista dos 55 da pré-lista.

Isso é mais um fruto do projeto pensado para o Flamengo, lá em 2013! A organização de todos os processos do clube nos permitiu cooptar maiores patrocínios que, por sua vez, nos permitiram trazer melhores jogadores, que nos trouxeram títulos, que nos permitem cooptar cada vez maiores patrocínios, realimentando o ciclo.

Eu gosto sempre de lembrar o quão novo ainda é o projeto Rubronegro, para que entendamos que o projeto ainda não foi inteiramente concluído. De 2013 para cá são 13 anos. O Flamengo levou a metade desse tempo com a primeira parte – reestruturação de todos os processos do clube, renegociação das dívidas, investimento em estrutura e busca de melhores patrocínios – e, de 2019 para cá, estamos colhendo os primeiros frutos. Felizmente, a colheita foi farta: nos últimos 7 anos, o Flamengo conquistou 3 Libertadores, 3 Campeonatos Brasileiros e 2 Copas do Brasil, além de 3 Supercopas do Brasil, 1 Recopa, 6 Cariocas, 1 Derby das Américas e 1 Challenger Cup. E estamos indo para mais.

A convocação de 4 atletas do clube para a Copa do Mundo que se avizinha cristaliza no mercado a concepção de que o Flamengo, além de ter o melhor elenco do país e pagar bem (e em dia!), é uma escolha lógica para atletas que tem como objetivo, entre outros, a participação na Copa do Mundo. É importante entender o cenário, pois agora temos também a Copa do Mundo de Clubes – na qual a nossa participação na próxima edição já está assegurada.

O que falta, então? Prioridade número 1: conseguir estabilidade no trabalho de uma comissão técnica. Baseando-nos na premissa de que quanto mais longevo o trabalho de um treinador mais resultados ele poderá entregar, com menos períodos de instabilidade, a prioridade número 1 deve ser conseguirmos uma comissão técnica de qualidade, capaz de aguentar a pressão que é o Clube de Regatas do Flamengo, de nos conduzir aos grandes títulos, que consiga se reinventar constantemente e que também esteja em busca de um projeto de longo prazo com o clube. Pouca coisa, certo? 😀. Mas é isso, o desafio é proporcional à grandeza do clube e o nível que já atingimos não nos permite nada senão os melhores.

E aí entramos em um tópico que é sempre muito debatido aqui no Buteco: a qualidade do elenco. Por que o clube ainda apresenta momentos de instabilidade, como aconteceu no início do ano e novamente agora, nessa eliminação na Copa do Brasil? A culpa é sempre da comissão técnica, que “perdeu o elenco”, “bateu no teto”, ou qualquer coisa do tipo? 

É claro que toda derrota traz, consigo, algum peso das escolhas da comissão técnica. Entretanto, também é verdade que o alto custo do calendário contribui significativa para períodos de instabilidade e isso pode ser constatado com os outros candidatos aos maiores títulos da temporada. O nosso maior rival pelo título brasileiro vem de 3 empates seguidos: Santos (porteiro do Z4), Remo (18º) e Cruzeiro (um bom time, mas já a 15 pontos da liderança). O Fluminense, 3º colocado no Brasileirão, está em último lugar no seu grupo da Libertadores, às vias da eliminação.

Em todo caso, o clube pode pavimentar o caminho para a estabilização de uma comissão técnica vencedora se continuar investindo forte na qualificação do elenco. Eu nem me apego especificamente à quantidade, realmente acho que o clube pode rodar com 26. Mas é preciso que estes 26 estejam aptos. Não cabe, no momento atual do Flamengo, manter em seu elenco jogadores que não conseguem jogar, ou que já não estejam com o mesmo espírito de quando vieram jogar aqui. O segundo gol do Vitória, no jogo da eliminação, eu não me lembro de ter visto algo parecido: jogador bate o escanteio rasteiro para alguém dentro da área, livre. Esse cara tem todo tempo do mundo para girar e colocar a bola no tumulto, gerando o gol. A primeira vista, parece um desleixo completo com a marcação e isso é exatamente o que não pode acontecer. A falha técnica, do atleta perder um gol ou do goleiro tomar um frango, é perdoável. A negligência na disputa, nunca.

Mas, enfim, seguimos. O grande jogo desse primeiro semestre acontecerá no sábado: Flamengo x Palmeiras, 21h. Precisamos vencer para ficar a 1 ponto deles, com um jogo a menos. E eles também sabem que perderam o campeonato do ano passado no confronto direto. Vão fazer de tudo para não ver o filme se repetir esse ano. Jogo grande, com um desfalque muito significativo do Arrascaeta. Precisaremos de nível total de concentração.

Só que ainda temos jogo amanhã. É o custo do calendário, não tem para onde correr. Eles também jogam amanhã e ainda precisam da vitória para se garantirem no grupo. Nós temos essa vantagem, podemos colocar até um time completamente reserva se desejarmos, pois mesmo perdendo o jogo amanhã, basta uma vitória simples contra o Cusco, na semana que vem, para garantirmos a primeira colocação. No cenário caótico do calendário, qualquer vantagem deve ser aproveitada.

Vamos, Flamengo!!!

Saudações RubroNegras!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Empate na Raça

 

Salve, Buteco! A torcida do Flamengo bem sabe que, na História do Campeonato Brasileiro, alguns estádios são, historicamente, verdadeiras "caveiras de burro" para o Flamengo. Um deles foi o (graças a Deus) demolido Estádio Olímpico, do Grêmio. Outro é a Arena da Baixada, em Curitiba. O Flamengo só venceu lá, pelo Brasileirão, em 2019, com o mágico time do Mister Jorge Jesus.

O contexto que precedia o jogo deste domingo à noite era muito desfavorável para o Mais Querido. Uma penca de desfalques (Arrascaeta, Pulgar, Plata, Jorginho, Evertton Araújo, De la Cruz e Luiz Araújo), jogadores voltando de contusão e sem ritmo de jogo (Paquetá e Saúl) e apenas 9 opções no banco (!).

Do outro lado, o melhor mandante do Campeonato Brasileiro até então, contando com um dos artilheiros do certame, o colombiano Kevin Viveros. Pelo histórico, seja do confronto direto no estádio pela competição, seja do estilo de jogo mandante em seus domínios, era de se esperar a pressão que o Flamengo sofreu no início do primeiro tempo.

Foi um pouco pior do que poderia ter sido pelas dificuldades que a dupla de volantes sentiu, além da má atuação de alguns jogadores, como o estimado Varela. O frango engolido por Rossi é que foi inesperado, obrigando o time a escalar uma montanha até conseguir o empate, no segundo tempo. 

Se pensarmos bem, o Athletico não criou muito, mesmo conseguindo exercer uma brutal pressão sobre o Flamengo. No frigir dos ovos, que decidiu os 45 primeiros minutos foi a falha do nosso goleiro, se bem que tivemos alguns ataques perigosos, que poderiam ter sido melhor aproveitados.

Curiosamente, nos dois primeiros minutos do segundo tempo o Athletico criou tudo o que não havia criado na primeira etapa. Por pouco o placar não foi ampliado. Rossi teve a chance de se redimir na partida. Porém, depois disso, o Flamengo cresceu no jogo e começou a ditar o ritmo, criando boas chances.

Não entendi o porquê, mas foi nesse momento que o Calvo decidiu colocar Cebolinha no lugar de Saúl e Bruno Henrique no de Samuel Lino. Achei o timing ruim. O ritmo do time foi quebrado e por uns bons minutos a pressão passou a ser exercida por meio de chuveirinhos para a área. Mais adiante, o Calvo sacou Léo Ortiz do time colocando Royal na lateral direita e deslocando Varela para a cabeça de área. Mas a cadência do jogo não se alterava.

Faltando mais ou menos quinze minutos para o final, Athletico então voltou a ameaçar. O jogo ficou "lá e cá" (odeio o termo enzo "trocação"), com predominância de posse de bola do Flamengo. Mas foi num desses ataques da equipe "paranazi", já passados 38 minutos, que, na retomada da posse de bola, Léo Pereira lançou de maneira primorosa Bruno Henrique, o qual, por sua vez, lembrando o galgo dos velhos tempos, deixou a marcação comendo poeira e cruzou para o 9 Bolado, o Bibliahimovic, o Queixada, artilheiro do campeonato, empatar o jogo e garantir esse pontinho santo para o rubro-negro Mais Querido do Brasil e do Mundo.

O gol incendiou ainda mais a equipe, que partiu para cima e criou chances para virar o placar. Veio então a expulsão de Danilo e só deu tempo para o Calvo colocar Vitão e dobrar Ayrton Lucas com Alex Sandro na lateral esquerda. Bruno Henrique foi centralizado e Cebolinha continuou na direita.

Já estávamos, todavia, nos descontos do dúbio árbitro Rafael Klein, que criminosamente não havia expulsado Felipinho e Aguirre, do Athletico, pelas entradas, respectivamente, em Paquetá e Alex Sandro, e que resolveu terminar o jogo faltando uns bons 12 segundos, que seriam tempo suficiente para o Flamengo cobrar o lateral e dar sua última cartada na partida.

Borrando as calças, porém, o energúmeno resolveu encerrar o jogo, antes que as coisas saíssem de controle, como, por exemplo, com uma virada rubro-negra (carioca).

Empate na raça, contra todas as adversidades, o que impediu o Palmeiras de ampliar a vantagem na tabela. Agora, até a Copa do Mundo, o Flamengo só jogará em casa (Estudiantes, Palmeiras, Cusco e Coritiba) e com algumas peças importantes voltando a estar a disposição. 

O pior felizmente já passou.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 17 de maio de 2026

Athletico/PR x Flamengo

     

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 16ª Rodada

Domingo, 17 de Maio de 2026, as 19:30h (USA ET 18:30h)
, no Estádio Joaquim Américo Guimarães ou "Arena da Baixada", em Curitiba/PR.

Athletico/PR: Santos; Aguirre, Arthur Dias e Esquivel; Benavídez, Felipinho, Jadson, Léo Derik e Zapelli; Mendoza e Viveros. Técnico: Odair Hellmann.

FLAMENGO: Rossi; VarelaDanilo, LéPereira e Alex Sandro; LéOrtizSaúlCarrascaPaquetáPedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (Master/MS) Michael Stanislau (AB/RS). Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa (AB/DF). Inspetor: Fernando José de Castro Rodrigues (Assessor/CBF/PA). Assessora: Ana Karina Marques Valentim (Assessor/CBF/PE). Árbitro de Vídeo (VAR): Emerson de Almeida Ferreira (AB/MG). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Frederico Soares Vilarinho (AB/MG) e Dyorgenes José Padovani de Andrade (AB/ES). Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Arnaldo Jasson Araújo Santos (Assessor/CBF/BR). 

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).


sábado, 16 de maio de 2026

Esquenta: Athletico/PR x Flamengo, pela 16ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! A Baranga deu um toco no Mais Querido ou foi o Cafajestão que correu para não chegar e deixou a Endinheirada meter o pé? Talvez um meio termo, quem sabe? Não acho que o time tenha entregado propositalmente a rapadura, mas faltou aquele ímpeto necessário para passar de fase, talvez porque, no fundo, os jogadores não acreditassem ou mesmo não quisessem um calendário entupido por três competições simultâneas no segundo semestre.

O fato é que o talentoso Erick, do Vitória, que já havia marcado um golaço no Maracanã, destruiu o plano de jogo do Mais Querido logo aos 8 minutos. Até então, havia a esperança, do lado rubro-negro carioca do confronto, que a obrigação baiana de construir o placar daria espaços para os contra-ataques ou "transições ofensivas verticais". 

Só que não foi o que acontecu. Com o gol rubro-negro baiano, tudo foi por água abaixo e passamos a precisar buscar o empate, mas com Bruno Henrique centralizado no comando do ataque. E o Flamengo de fato tentou, mas havia algo deletério que coexistia com o plano de jogo precocemente desatualizado.

A reação da torcida espelha a postura dos jogadores. Não senti a mínima convicção nem mesmo em quem usou palavras mais fortes para criticar o time, a comissão técnica ou a diretoria. A verdade, em muitos silenciosa, é que há um certo alívio, convivendo com o constrangimento e a frustração da eliminação, com a abertura de espaço no calendário após a volta da Copa do Mundo.

***

Hora de virar a chave e dar aquele trato na Patroa. O jogo de amanhã já para lá de complicado pelo histórico contra o Athletico "Paranazi", porém as suspensões de Evertton Araújo e Jorginho, além dos dois cartões amarelos para Varela, Léo Pereira e Samuel Lino, tornam o cenário ainda mais turvo. Se um deles tomar o terceiro amarelo ficará fora do jogo contra o Palmeiras, no final de semana que vem.

O momento é de um sprint final de seis jogos até a Copa do Mundo: Athletico/PR (f) amanhã; Estudiantes de La Plata (c) na quarta-feira; Palmeiras (c) no sábado; Cusco (c) na terça-feira seguinte e Coritiba (c) no final de semana subsequente. A boa notícia, como vocês podem perceber, é que a viagem para Curitiba será a última, precedendo cinco jogos no Rio de Janeiro.

Escalação especulada no GeFla: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Léo Ortiz (Saúl) e Carrascal; Plata (Luiz Araújo), Pedro e Samuel Lino.

Vem a calhar o retorno do chileno Erick Pulgar. Já o de Paquetá, ao que tudo indica, ficará para o confronto contra o Estudiantes. Essa formação me parece a conta do chá para ter uma boa performance na Arena da Baixada. Talvez o Calvo venha a sofrer com a escassez de opções na hora de mexer no time, no segundo tempo.

***

O Ficha Técnica subirá na alvorada do domingo e a palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.



quinta-feira, 14 de maio de 2026

Vitória x Flamengo

  

Copa do Brasil/2026 - Quinta Fase - Jogo de Volta

Quinta-Feira, 13 de Maio de 2026, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Manuel Barradas ou "Barradão", em Salvador/BA.

Vitória: Gabriel; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Gabriel Baralhas, Martínez e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê. Técnico: Jair Ventura.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Danilo, LéPereira e Alex Sandro; Evertton, Jorginho e Carrascal; Luiz Araújo, Bruno Henrique e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Raphael Claus (FIFA/SP), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA/SP) e Bruno Boschilia (FIFA/PR). Quarto Árbitro: Emerson Souza Silva (AB/BA). Assessor: Janete Mara Arcanjo (Assessor/CBF/MG). Árbitro de Vídeo (VAR): Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA/RS). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helton Nunes (AB/SC) e Vinicius Gonçalves Dias Araújo (AB/SP). Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Bernardo Campos Martins (Assessor/CBF/SP).

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).

Esquenta: Vitória x Flamengo, pela Quinta Fase da Copa do Brasil/2026 (Jogo de Volta)

  

Salve, Buteco! Como eu ia dizendo no post de ontem, cada jogo requer sua própria estratégia para enfrentar o adversário e cá está o Mais Querido diante de um contexto bem diferente dos jogos anteriores. Hoje é dia de pensar nas dificuldades de um jogo de volta de Copa do Brasil contra um adversário que joga em casa e só precisa se uma vitória simples para levar a disputa às cobranças na marca de cal.

Tudo começa pela lista de relacionados, divulgada ontem ao cair da noite:

Evertton Araújo e Jorginho, suspensos pelo terceiro cartão amarelo no Campeonato Brasileiro, não poderão jogar domingo em Curitiba, o que os torna favoritos para formar a dupla de zaga hoje à noite. Não me surpreenderei se Varela, Léo Pereira e Samuel Lino, que estão pendurados com dois cartões amarelos no Brasileirão, joguem desde o início hoje, ficando de fora no domingo para não correrem o risco do terceiro cartão e da suspensão contra o Palmeiras.

O Flamengo vem tendo uma sequência incrível no Barradão e o placar recorrente é 2x1 a seu favor, porém nos dois últimos jogos, pelas edições de 2025 e 2026 do Campeonato Brasileiro, levou um verdadeiro sufoco, apesar de ter saído de campo, no final, com a vitória. É curioso recordar que, em ambos os confrontos, o time começou bem, pressionando, ocupando o campo do Vitória, mas depois de 20 a 30 minutos comeu o pão que o diabo amassou (com acarajé).

A expectativa é que o Vitória pressione, mas agora o nosso comando técnico é outro. Saiu SuperFili e entrou o Calvo. Será que o nosso treinador português conseguirá achar os espaços para, quem sabe, repetir as recentes vitórias, como visitante, contra Atlético Mineiro e Grêmio? Será que o Flamengo partirá para um jogo de controle ou baixará as linhas?

Considero a última hipótese a menos provável. O certo é que, como está cedo para abrir mão do rolé com a Baranga, a expectativa é de classificação, jogando o problema das três competições simultâneas para o segundo semestre.

Arriscam a escalação? Como rodariam o elenco até o jogo contra o Palmeiras?

O Ficha Técnica subirá as 19:00h e a bola rolará no Barradão as 21:30h, com transmissão do Sportv e do Premiere.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Números, Estratégias de Jogo e os Contextos

 

Salve, Buteco! Vamos retroceder a duas semanas atrás, quando o Mais Querido goleou o Atlético Mineiro em seu estádio Arena Gonzalo Plata ou "Cu de Zebra", e lembrar de alguns números da partida. Tomando por referência o primeiro número como do mandante, o jogo terminou com (números Sofascore) 51%x49% para o CAM em posse de bola; 1.37x2.78 gols esperados (xG); 2x3 grandes chances; 18x9 finalizações; 2x6 defesas do goleiro; 8x1 escanteios; 10x13 faltas; 493x498 passes; 10x12 desarmes; 13x10 tiros diretos; 0x3 grandes chances marcadas; 2x0 grandes chances perdidas, 24x14 ações com a bola na área adversária, 3x1 faltas sofridas no terço final e 1x2 impedimentos.

Lembremos agora os números (Sofascore) do último jogo, domingo à noite, na Arena do Grêmio, contra o anfitrião: 32x68% posse de bola; 0.40x2.27 gols esperados (xG); 0x4 grandes chances; 6x20 finalizações; 4x2 defesas do goleiro; 0x6 escanteios; 10x10 faltas; 336x729 faltas; 13x15 desarmes; 10x10 faltas (tiros diretos); 0x1 grandes chances marcadas; 0x3 grandes chances perdidas; 0x2 passes em profundidade; 7x34 ações com a bola na área adversária; 1x2 faltas sofridas no terço final.

O Atlético atacou (muito) o Flamengo; o Grêmio não. O Flamengo ocupou a intermediária do Grêmio buscando espaços para finalizar a gol, enquanto o Atlético cedeu espaços justamente por atacar o Flamengo em seu campo.

Placar de Belo Horizonte: 0x4 Flamengo; placar de Porto Alegre: 0x1 Flamengo.

Finalizar contra uma defesa postada é mais difícil do que contra uma defesa aberta, que cede generosamente espaços para assistências e finalizações.

Por outro lado, nem sempre será possível ocupar o território inimigo por 90 minutos, como em Porto Alegre. São os contextos de cada jogo: maratona, desgaste (físico e mental), afastamentos (lesões e suspensões) e até mesmo o nível dos adversários. A estratégia de jogo sempre será fortemente influenciada pelo contexto (não que seja o único fator).

Falando nisso, um mísero pontinho separa o Atlético do Grêmio na tabela, o que, contudo, hoje equivale a quatro posições. A distância entre o 7º e o 17º colocados é de apenas 3 pontos. Alguém escreveu por esses dias que a briga pelo rebaixamento, nesta temporada, será particularmente tensa e emocionante. Faz sentido, não acham?

Já a briga pela ponta da tabela, e pelo título, a que nos interessa, promete ainda muitos capítulos. No final de semana da semana que vem um dos mais importantes deles acontecerá no Maracanã, quando o Mais Querido receberá o atual líder Palmeiras.

Mas ainda é cedo para falar sobre esse jogo. Quinta-feira tem Vitória no Barradão, na Cidade da Alegria. Melhor focar no próximo desafio.

Amanhã a gente se vê no Esquenta.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.