quinta-feira, 14 de maio de 2026

Vitória x Flamengo

  

Copa do Brasil/2026 - Quinta Fase - Jogo de Volta

Quinta-Feira, 13 de Maio de 2026, as 21:30h (USA ET 20:30h), no Estádio Manuel Barradas ou "Barradão", em Salvador/BA.

Vitória: Gabriel; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Gabriel Baralhas, Martínez e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê. Técnico: Jair Ventura.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Danilo, LéPereira e Alex Sandro; Evertton, Jorginho e Carrascal; Luiz Araújo, Bruno Henrique e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Raphael Claus (FIFA/SP), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA/SP) e Bruno Boschilia (FIFA/PR). Quarto Árbitro: Emerson Souza Silva (AB/BA). Assessor: Janete Mara Arcanjo (Assessor/CBF/MG). Árbitro de Vídeo (VAR): Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA/RS). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helton Nunes (AB/SC) e Vinicius Gonçalves Dias Araújo (AB/SP). Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Bernardo Campos Martins (Assessor/CBF/SP).

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).

Esquenta: Vitória x Flamengo, pela Quinta Fase da Copa do Brasil/2026 (Jogo de Volta)

  

Salve, Buteco! Como eu ia dizendo no post de ontem, cada jogo requer sua própria estratégia para enfrentar o adversário e cá está o Mais Querido diante de um contexto bem diferente dos jogos anteriores. Hoje é dia de pensar nas dificuldades de um jogo de volta de Copa do Brasil contra um adversário que joga em casa e só precisa se uma vitória simples para levar a disputa às cobranças na marca de cal.

Tudo começa pela lista de relacionados, divulgada ontem ao cair da noite:

Evertton Araújo e Jorginho, suspensos pelo terceiro cartão amarelo no Campeonato Brasileiro, não poderão jogar domingo em Curitiba, o que os torna favoritos para formar a dupla de zaga hoje à noite. Não me surpreenderei se Varela, Léo Pereira e Samuel Lino, que estão pendurados com dois cartões amarelos no Brasileirão, joguem desde o início hoje, ficando de fora no domingo para não correrem o risco do terceiro cartão e da suspensão contra o Palmeiras.

O Flamengo vem tendo uma sequência incrível no Barradão e o placar recorrente é 2x1 a seu favor, porém nos dois últimos jogos, pelas edições de 2025 e 2026 do Campeonato Brasileiro, levou um verdadeiro sufoco, apesar de ter saído de campo, no final, com a vitória. É curioso recordar que, em ambos os confrontos, o time começou bem, pressionando, ocupando o campo do Vitória, mas depois de 20 a 30 minutos comeu o pão que o diabo amassou (com acarajé).

A expectativa é que o Vitória pressione, mas agora o nosso comando técnico é outro. Saiu SuperFili e entrou o Calvo. Será que o nosso treinador português conseguirá achar os espaços para, quem sabe, repetir as recentes vitórias, como visitante, contra Atlético Mineiro e Grêmio? Será que o Flamengo partirá para um jogo de controle ou baixará as linhas?

Considero a última hipótese a menos provável. O certo é que, como está cedo para abrir mão do rolé com a Baranga, a expectativa é de classificação, jogando o problema das três competições simultâneas para o segundo semestre.

Arriscam a escalação? Como rodariam o elenco até o jogo contra o Palmeiras?

O Ficha Técnica subirá as 19:00h e a bola rolará no Barradão as 21:30h, com transmissão do Sportv e do Premiere.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Números, Estratégias de Jogo e os Contextos

 

Salve, Buteco! Vamos retroceder a duas semanas atrás, quando o Mais Querido goleou o Atlético Mineiro em seu estádio Arena Gonzalo Plata ou "Cu de Zebra", e lembrar de alguns números da partida. Tomando por referência o primeiro número como do mandante, o jogo terminou com (números Sofascore) 51%x49% para o CAM em posse de bola; 1.37x2.78 gols esperados (xG); 2x3 grandes chances; 18x9 finalizações; 2x6 defesas do goleiro; 8x1 escanteios; 10x13 faltas; 493x498 passes; 10x12 desarmes; 13x10 tiros diretos; 0x3 grandes chances marcadas; 2x0 grandes chances perdidas, 24x14 ações com a bola na área adversária, 3x1 faltas sofridas no terço final e 1x2 impedimentos.

Lembremos agora os números (Sofascore) do último jogo, domingo à noite, na Arena do Grêmio, contra o anfitrião: 32x68% posse de bola; 0.40x2.27 gols esperados (xG); 0x4 grandes chances; 6x20 finalizações; 4x2 defesas do goleiro; 0x6 escanteios; 10x10 faltas; 336x729 faltas; 13x15 desarmes; 10x10 faltas (tiros diretos); 0x1 grandes chances marcadas; 0x3 grandes chances perdidas; 0x2 passes em profundidade; 7x34 ações com a bola na área adversária; 1x2 faltas sofridas no terço final.

O Atlético atacou (muito) o Flamengo; o Grêmio não. O Flamengo ocupou a intermediária do Grêmio buscando espaços para finalizar a gol, enquanto o Atlético cedeu espaços justamente por atacar o Flamengo em seu campo.

Placar de Belo Horizonte: 0x4 Flamengo; placar de Porto Alegre: 0x1 Flamengo.

Finalizar contra uma defesa postada é mais difícil do que contra uma defesa aberta, que cede generosamente espaços para assistências e finalizações.

Por outro lado, nem sempre será possível ocupar o território inimigo por 90 minutos, como em Porto Alegre. São os contextos de cada jogo: maratona, desgaste (físico e mental), afastamentos (lesões e suspensões) e até mesmo o nível dos adversários. A estratégia de jogo sempre será fortemente influenciada pelo contexto (não que seja o único fator).

Falando nisso, um mísero pontinho separa o Atlético do Grêmio na tabela, o que, contudo, hoje equivale a quatro posições. A distância entre o 7º e o 17º colocados é de apenas 3 pontos. Alguém escreveu por esses dias que a briga pelo rebaixamento, nesta temporada, será particularmente tensa e emocionante. Faz sentido, não acham?

Já a briga pela ponta da tabela, e pelo título, a que nos interessa, promete ainda muitos capítulos. No final de semana da semana que vem um dos mais importantes deles acontecerá no Maracanã, quando o Mais Querido receberá o atual líder Palmeiras.

Mas ainda é cedo para falar sobre esse jogo. Quinta-feira tem Vitória no Barradão, na Cidade da Alegria. Melhor focar no próximo desafio.

Amanhã a gente se vê no Esquenta.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Gremiover, o Placar Modesto

 

Salve, Buteco! Quem estava reclamando, esbravejando, vaticinando o Apocalipse com a quantidade de finalizações cedidas pelo Flamengo aos adversários em alguns dos últimos jogos certamente ficou sem discurso após a vitória sobre o Grêmio na Arena nesta noite de domingo. Ao contrário, por exemplo, do frenesi de finalizações recíprocas do jogo contra o Atlético Mineiro, no Cu de Zebra, o Flamengo terminou saiu da Arena do Grêmio com 68% de posse de bola e 20 finalizações contra apenas 6 do adversário e mandante de partida.

Outros números (confira no Sofascore) também chamam atenção: 733 passes contra 338 do adversário (mais do que o dobro); 2 grandes chances perdidas, 2 bolas na trave, 35x7 em ações na área adversária e, ainda assim, o árbitro Davi Lacerda, usando toda a sua criatividade, conseguiu advertir 3 dos nossos jogadores com cartões amarelos, contra apenas 1 do Grêmio, que baixou o sarrafo durante os 90 minutos.

Foi um jogo de controle durante praticamente 90 minutos. A única chance de gol relevante do Grêmio foi um contra-ataque no qual Caio Paulista chutou rente ao travessão de Rossi, jogada que talvez tenha se dado muito mais pela desatenção individual de Plata ao não acompanhá-lo do que propriamente por qualquer razão tática.

Após pouco mais de 20 minutos iniciais rubro-negros muito bons, Luís Castro, compatriota do Calvo, mudou a marcação pelos lados e o jogo ficou um pouco mais amarrado, situação que se repetiu no início do segundo tempo, mas ainda assim com predominância do Flamengo.

Antes do jogo, no Ficha Técnica, eu publiquei um tuite do ótimo Raphael Rabello, do Falando de Tática, ressaltando que o Grêmio estava "entre os times que mais perdem a bola no campeonato e por conta disso acaba tendo dificuldades nas transições defensivas."

Ocorre que o jogo se desenvolveu com uma impressionante ocupação territorial rubro-negra e o bloqueio das jogadas se dava muitas vezes até mesmo antes de a bola chegar na intermediária adversária. O Flamengo do Calvo, ontem, lembrou em certa medida o de Filipe Luís, pela pressão sobre a saída de bola gaúcha e o grande volume de jogo, além de muita posse de bola, com controle, e um caminhão de chances de gol desperdiçadas.

O Flamengo poderia ter aberto o placar antes se uma das duas bolas na trave, de Plata e Carrascal, tivesse entrado, ou, já no segundo tempo, com a incrível chance desperdiçada por Samuel Lino. Acabou acontecendo, porém, com uma jogada de bela plasticidade, quando Léo Ortiz lançou Emerson Royal pelo alto, levando o nosso lateral a cruzar na medida para a finalização de Carrascal.

O placar, portanto, foi acanhado, modesto, tímido como se o time houvesse poupado o anfitrião e agora aliado na Libra de um constrangimento maior.

Gremiover.

Agora é viajar para a Capital da Alegria e garantir a vaga para as oitavas de final da Baranga, na quinta feira, as 21:30h, no Barradão.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 10 de maio de 2026

Grêmio x Flamengo

  

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 15ª Rodada

Domingo, 
10 de Maio de 2026, as 19:30h (USA ET 18:30h)na Arena do Grêmio, em Porto Alegre/RS.

Grêmio: Weverton; Balbuena, Gustavo Martins e Viery; Pavón, Léo Pérez, Noriega (Thiaguinho), Gabriel Mec e Pedro Gabriel; Amazu e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.

FLAMENGORossiRoyalLéOrtiz LéPereire AyrtoLucas; EverttonJorginho e Carrascal; PlataPedre SamueLinoTécnico: LeonardJardim.


Arbitragem: Davi de Oliveira Lacerda (AB/ES), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Raphael Pires (FIFA/GO) e Pedro Amorim de Freitas (AB/ES)Quarto Árbitro: Kleber Ariel Gonçalves Silva (AB/PR). Inspetor: Italo Medeiros de Azevedo (Assessor/CBF/BR). Assessor: Kléber Lúcio Gil (Assessor/CBF/SC). Árbitro de Vídeo (VAR): Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (VAR-FIFA/MG). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helen Aparecida Gonçalves Silva Araújo (AB/MG) e Dyorgenes José Padovani de Andrade (AB/ES). Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Joel Tolentino Damata Junior (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view). 


Esquenta: Grêmio x Flamengo, pela 15ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! Bem, a tal torcida organizada do Independiente Medellín resolveu, por vias transversas, o problema de calendário do Flamengo nesta semana, já que poupou o time de uma desgastante partida fora de casa pela Libertadores da América. Como cansei de frisar para vocês, ninguém merece essa "delícia de conexão" Belo Horizonte - Medellín - Porto Alegre, certo?

É hora, então, de voltar os olhares para o tradicionalíssimo adversário deste domingo, o Grêmio Futebol Porto-Alegrense, com quem o Mais Querido já deparou 126 vezes na História, com 44 vitórias, 40 empates e 42 derrotas, tendo marcado 158 gols e sofrido 159. 

Outrora motivo para pesadelos, os confrontos em Porto Alegre já não mais assustam a Nação Rubro-Negra: nos últimos 10 jogos como mandante, o Grêmio só venceu 3 vezes, contra 5 do Flamengo e apenas 2 empates. Para vocês terem uma ideia, o mais antigo deles foi aquele 1x1 pela semifinal da Libertadores/2019.

Apesar de ser apenas o 14º colocado da tabela, o Grêmio é um time que toma muito poucos gols, característica que, a meu ver, torna o jogo de hoje bastante perigoso, especialmente levando em conta a quantidade de chances o nosso sistema ofensivo costuma desperdiçar quando está "naqueles dias". Vejam o retrospecto do Tricolor Gaúcho desde o final de abril e o início de maio:

22/4 - Vasco da Gama 2x1 Grêmio

2/4 - Palmeiras 2x1 Grêmio

5/4 - Grêmio 0x0 Remo

8/4 - Montevidéo City Torque 1x0 Grêmio

11/4 - Internacional 0x0 Grêmio

14/4 - Grêmio 1x0 Deportivo Riestra

18/4 - Cruzeiro 2x0 Grêmio

21/4 - Grêmio 2x0 Confiança

26/4 - Grêmio 1x0 Coritiba

29/4 - Palestino 0x0 Grêmio

2/5 - Athletico/PR 0x0 Grêmio

5/5 - Deportivo Riestra 0x3 Grêmio

Portanto, se o inesperado cancelamento da partida contra o DIM "anulou" a vantagem física (desgaste) do Grêmio (que jogou na terça-feira), o pouco vazado sistema defensivo gaúcho enseja muito foco e atenção por parte do nosso ataque. Não é jogo para desperdiçar uma tonelada de chances de gol, convenhamos.

Ouviu, Flamengo?

Bem, considerando, então, o tempo extra de recuperação que teve o elenco e que o jogo seguinte será o Vitória, em Salvador, pela Copa do Brasil, acho que o Calvo deverá mandar hoje a campo a formação "mais titular possível" de acordo com os atletas disponíveis, o que imagino que corresponda à seguinte formação:

Rossi; Varela, Léo Ortiz (Danilo), Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton e Jorginho e Carrascal; Plata, Pedro e Samuel Lino.

Lembrando que Alex Sandro está fora por suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo e Arrascaeta e Paquetá continuam entregues ao Departamento Médico.

Já o GE dos Pampas aposta na seguinte formação para os Bananas de Pijamas:

Weverton; Balbuena, Gustavo Martins e Viery; Pavon, Leo Pérez, Noriega (Tiaguinho), Gabriel Mec e Pedro Gabriel; Amuzu e Carlos Vinicius.

Fala-se em seis desfalques: Arthur, Nardoni, Villasanti, Marlon, João Pedro e Riquelme.

Olho no Camisa 95 Carlos Vinícius, que tem 7 gols no certame, um a menos do que Kevin Viveros, do Athletico/PR, e Pedro, do Mais Querido. Será que o Léo Ortiz vai entrar ligado no jogo?

O Ficha Técnica subirá por volta das 18:30h, já com as escalações, e a bola rolará na Arena do Grêmio as 19:30h, com transmissão exclusiva do Premiere.

Tenham um domingo abençoado.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo em 08/05/26


Olá, Buteco!


Concluo este texto na quinta-feira, antes do jogo da noite contra o Independiente Medellín, quarta rodada da fase de grupos da Libertadores 2026.

Desconheço, portanto, os humores com que amanhecerá nosso Buteco na sexta-feira.

Resta-me então, na produção desta pauta de assuntos para nossa resenha, a opção de tentar ser tão imune quanto possível aos humores que venham a ser causados pelo jogo contra o Medellín, partida em que, como bem pontuou o Gustavo no Esquenta, o Flamengo jogará principalmente contra o Calendário, “terrível adversário que tem em seu plantel peças muito competitivas, como o desgaste, os desfalques, o encurtamento do elenco e o desgaste mental”.

Dois temas ocuparam, nesta semana, a maior parte das análises e comentários da Nação Rubro-Negra:

** A vitória do Flamengo na disputa contra a Libra, obtida por meio da celebração de um acordo que reconheceu que nosso clube tinha razão na briga por distribuição justa de uma das parcelas da receita obtida pela Liga no contrato firmado com a Rede Globo, mais especificamente a parcela relacionada à audiência gerada pelas diversas agremiações integrantes da liga;

** As culpas do Jardim a partir do empate contra o Vasco, sofrido no último minuto da partida de domingo passado.


A vitória na Libra e a guerra

No tema da Libra, muitos youtubers rubro-negros preferiram comemorar a “vitória” do Bap sobre a Leila no que considero apenas uma batalha.

Opto, então, por não embarcar nesse oba-oba, porque a presidente do Palmeiras mostra permanente disposição para guerrear contra o Flamengo.

Tanto é assim que, logo que foi anunciada a assinatura do acordo, o Palmeiras divulgou nota oficial comunicando sua decisão de sair da Libra.

Por ora, não creio que valha a pena estender-me muito neste assunto, até porque precisamos aguardar os próximos capítulos (e eles virão).

Registro apenas que, a meu ver, a Libra perdeu peso expressivo com a saída do Palmeiras, mas, por outro lado, pode ter ganho em harmonia, pela enorme dificuldade de convívio entre Flamengo e Palmeiras.

E acrescento que a guerra que a presidente palmeirense insiste em sustentar não é boa para o futebol brasileiro, porque todos os clubes associativos deviam estar em Brasília brigando contra o favorecimento tributário às SAFs que irá vigorar a partir de 2027 (o Flamengo está brigando), mas acredito que o clima bélico ainda vai continuar por muito tempo e que, com o passar dos anos, o Vasco vai ser parte importante nesse jogo, como SAF e como propriedade do enteado da presidente.

Por fim, sempre vale sorrirmos um pouco com as boas notícias que às vezes a vida traz: não pude confirmar, mas estão dizendo nas redes que a Shopee já vendeu mais de quinhentas mil camisas do Mengão.


A que lugar do pódio chegaremos com o Jardim?



Postura, Trocação, Desgaste

Na entrevista após o jogo contra o Vasco, nosso Calvo estava mais furioso do que siri na lata, como dizia o Apolinho. Ele se declarou responsável, mas deu uma chamada dura no grupo (transcrição com base em matéria do GE.com):

Em relação ao jogo, posso dizer que tivemos 70 minutos, 75 minutos aceitáveis. Fizemos dois gols, tivemos uma ou duas situações. Entregamos o jogo ao adversário. Deixamos de ganhar duelos, deixamos de pressionar os corredores. Eles cruzaram com muita facilidade. Fizeram dois gols de cruzamento. O Flamengo tem que jogar. Foi a mensagem que deixei aos jogadores. Eu sou o grande responsável por não conseguir que os jogadores mantivessem o nível de exibição dos primeiros 70 minutos. A gente quebrou. O adversário conseguiu reagir e ter o domínio de bola. Disse a eles: quando a gente entra a ganhar, temos que ter mais responsabilidade. É fundamental. Isso tem que ser uma diretriz marcante naquilo que acredito como equipe.”

Não sou de contar história. A gente sabe que a equipe do Vasco estava fresca e iria tentar com tudo. Nós estávamos mais cansados. Mas, com o nosso elenco, precisávamos dar outra resposta de maturidade e controle do jogo. Não conseguimos e o responsável sou eu.”

Na quarta-feira, tivemos acesso a um vídeo do Falso Nove em que ele pegou a mesma onda do Jardim, considerando que a falta de postura dos jogadores foi a principal causa da frustração que sofremos no fim do jogo.

Embora tenha opinado assim, o youtuber não deixou de falar do número de finalizações sofridas pelo Flamengo nas partidas mais recentes e esta é, na minha “estatística visual” (olhômetro), a causa que mais vem despertando críticas de torcedores e analistas.

Para a maioria dos comentaristas, profissionais e amadores, o modelo de jogo utilizado pelo treinador Leonardo Jardim leva a trocações que favorecem nossos adversários.

Aqueles que conhecem bem os trabalhos anteriores do Calvo afirmam que esse é o estilo dele e que há histórico de outros times por ele dirigidos que tinham o mesmo perfil: eram bons no ataque e vulneráveis na defesa.

Sem discordar das cobranças ao Jardim, porque também acho que o time precisa de maior equilíbrio, incluo aqui a minha ponderação: acredito que a tal “falta de postura”, apontada por ele e pelo Falso Nove, seja mais produto de desgaste do time do que de uma acomodação condenável de jogadores.

É claro que Wallace Yan não se inclui nessa ponderação, porque tinha entrado em campo aos 45 minutos do segundo tempo e, embora estivesse “fresco”, não bloqueou o cruzamento que nos fez perder dois pontos muito preciosos.

O Flamengo deu sinais de perda de gás já no primeiro tempo, mas a fase mais crítica do jogo, na qual sofremos os dois gols, foi a segunda metade do segundo tempo, quando Jardim precisou fazer substituições que me pareceram justificáveis pelo cansaço dos titulares.

Aos 23 do segundo tempo, saíram dois jogadores que protegem os laterais, Lino e Luiz Araújo e entraram BH e De La Cruz. Aos 36, saiu Jorginho, gigante na partida, e entrou Saul, que foi mal. Aos 45, saiu Pedro e entrou Wallace Yan.

Todas essas mudanças foram feitas como tentativa de renovação das forças do time, mas não funcionaram como o esperado, porque resultaram em perdas de bloqueios, pelo meio e pelas pontas.

A meu ver, ressalvadas algumas poucas exceções, “as tiradas de pé” e a redução da pressão sobre os adversários estão resultando mais do desgaste do time do que de atitudes descompromissadas.

Como a maratona atual não terá tréguas, temo que o time volte a passar por esse tipo de situação nos jogos restantes deste mês.

Torcer, Torcer, Torcer...


Como será o amanhã?

O grande número de finalizações sobre a nossa meta nas partidas mais recentes e, principalmente, o efeito do gol do Hugo Moura, aumentaram muito a cobrança para que, sem deixar de aproveitar o bom repertório ofensivo adquirido pelo time, Jardim combine essa virtude tão sonhada com maior posse de bola e consequente redução das oportunidades de contra-ataques e cruzamentos oferecidas aos adversários.

Como não dá pra consertar nada neste insano mês de maio, a expectativa é de que, com treinamentos, Jardim consiga combinar eficácias ofensiva e defensiva durante a pausa da Copa do Mundo.

Não temos como saber a que lugar chegaremos sob o comando do Calvo, porque o futebol é cheio de manhas e armadilhas, mas, sucedendo Filipe Luís num momento de bastante pressão para o time, nosso treinador acertou algumas coisas importantes em pouco tempo.

Destaco duas que rapidamente fizeram diferença: repertório ofensivo e gestão de elenco.

O Flamengo do Jardim já consegue matar alguns jogos no primeiro tempo, inclusive jogos pesados como aconteceu contra o Atlético-MG, adversário que sempre se mobiliza muito quando enfrenta o Malvadão.

E, apesar dos desfalques e do desgaste imposto pelo calendário, Jardim tem conseguido fazer uma rotação de elenco que considero boa nas circunstâncias, num modelo que prioriza a manutenção de um time base, mas em que o uso eventual de um time B também acontece (no meu critério, o time é “B” quando tem sete jogadores de linha que não são titulares do “A”).

Mesmo tendo recebido a dura lição de uma flamengada contra o Bragantino – todo treinador do Flamengo passa por esse batismo – Jardim vem conseguindo manter o time na briga pelas competições, tentando atravessar a selva de desafios deste período pré-Copa sem queimar nossas chances de buscar os grandes títulos no segundo semestre.

No Brasileirão, nossa posição é desconfortável, por estarmos perseguindo o Palmeiras, que começou muito bem na competição, tendo conseguido 33 pontos dos 42 que disputou, aproveitamento de 78,6%.

O Flamengo, com um jogo a menos, conseguiu, até agora, 27 pontos dos 39 que disputou, aproveitamento de 69,2%.

Se isolarmos apenas os jogos que o Flamengo disputou sob o comando do Calvo, o time conseguiu 23 pontos dos 30 que disputou, aproveitamento de 76,7%.

Esses números indicam que estamos na briga, apesar das turbulências do início da temporada e de algumas circunstâncias menos favoráveis ao Flamengo, como a atual maratona de viagens e a perda simultânea de vários jogadores muito importantes para o time.

Quanto à Libertadores e à Copa do Brasil, é mais difícil fazer projeções, por serem mata-matas. Temos que navegar e ver aonde chegaremos.

Tentando me aproximar de uma resposta à pergunta que fiz no título deste tema (“A que lugar do pódio chegaremos com o Jardim?”), fui pesquisar o cartel de títulos do nosso treinador.

Segundo a Wikipédia, não são muitos.

Ganhou, no início da carreira, na temporada 2009/2010, a Segunda Liga Portuguesa, com o Beira-Mar.

Depois, ganhou o Campeonato Grego e a Copa da Grécia, na temporada 2012/2013, com o Olympiacos.

Mais adiante, na temporada 2016/2017, foi campeão da Ligue 1 (Campeonato Francês), com o Mônaco.

Por fim, conquistou em 2021, com o Al-Hilal, a Liga dos Campeões da Ásia e a Supercopa da Arábia Saudita.

Não chega a ser, portanto, um grande conquistador de títulos, mas agora “pilota” um dos times mais fortes da América do Sul.

Instalado no cockpit do Mengão, a que lugar do pódio nos levará nas competições que estamos disputando?


Tema para uma DR (Discussão da Relação)


Não entendam como crítica, porque não tenho qualquer pretensão de ensinar alguém a torcer, mas apenas como uma proposta de reflexão:

Em que momento da história perdemos a serenidade para lidarmos com vitórias, empates e derrotas, marolas normais do futebol?

Creio que a catarse vivida no Buteco na segunda-feira passada, depois do empate com o Vasco, pode ser tomada como modelo das reações atuais da Nação Rubro-Negra.

Misturaram-se, como tem sido habitual, manifestações furiosas e condenatórias, desta vez contra o treinador Jardim, e opiniões mais ponderadas, mais analíticas e menos acusatórias.

Em alguma medida, acho que sempre fomos assim (no mínimo, uma parte expressiva da Nação sempre foi), mas parece ter havido um aumento da nossa intolerância às frustrações, castigo eventual que o futebol nunca se cansa de impor aos torcedores de todos os times.

No caso da nossa Nação Rubro-Negra, tenho um palpite de resposta para essa pergunta:

A culpa é do Véio.

Jorge Jesus nos acostumou mal.

Na verdade, nos acostumou muito bem, porque ele seguia à risca, quase em 100%, o lema “Vencer, Vencer, Vencer” e ainda fazia isso com shows de futebol e de domínio sobre os adversários.

Só que, com o passar do tempo, o efeito retardado daquela época mágica parece ter sido o esquecimento de que o futebol é feito de marolas, não da certeza de vitórias.

Como eu disse, meu diagnóstico é apenas um palpite porque, quanto mais eu vivo, menos respostas definitivas eu tenho.

Então, paro por aqui.

Divirtam-se, caso queiram entrar nessa DR.


Saudações Rubro-Negras!!!!!


Carlos César Ribeiro Batista