Salve, Buteco! A torcida do Flamengo bem sabe que, na História do Campeonato Brasileiro, alguns estádios são, historicamente, verdadeiras "caveiras de burro" para o Flamengo. Um deles foi o (graças a Deus) demolido Estádio Olímpico, do Grêmio. Outro é a Arena da Baixada, em Curitiba. O Flamengo só venceu lá, pelo Brasileirão, em 2019, com o mágico time do Mister Jorge Jesus.
O contexto que precedia o jogo deste domingo à noite era muito desfavorável para o Mais Querido. Uma penca de desfalques (Arrascaeta, Pulgar, Plata, Jorginho, Evertton Araújo, De la Cruz e Luiz Araújo), jogadores voltando de contusão e sem ritmo de jogo (Paquetá e Saúl) e apenas 9 jogadores no banco (!).
Do outro lado, o melhor mandante do Campeonato Brasileiro até então, contando com um dos artilheiros do certame, o colombiano Kevin Viveros. Pelo histórico, seja do confronto direto no estádio pela competição, seja do estilo de jogo mandante em seus domínios, era de se esperar a pressão que o Flamengo sofreu no início do primeiro tempo.
Foi um pouco pior do que poderia ter sido pelas dificuldades que a dupla de volantes sentiu, além da má atuação de alguns jogadores, como o estimado Varela. O frango engolido por Rossi é que foi inesperado, o obrigando o time a escalar uma montanha até conseguir o empate, no segundo tempo.
Se pensarmos bem, o Athletico não criou muito, mesmo conseguindo exercer uma brutal pressão sobre o Flamengo. No frigir dos ovos, que decidiu os 45 primeiros minutos foi a falha do nosso goleiro, se bem que tivemos alguns ataques perigosos, que poderiam ter sido melhor aproveitados.
Curiosamente, nos dois primeiros minutos do segundo tempo o Athletico criou tudo o que não havia criado na primeira etapa. Por pouco o placar não foi ampliado. Rossi teve a chance de se redimir na partida. Porém, depois disso, o Flamengo cresceu no jogo e começou a ditar o ritmo, criando boas chances.
Não entendi o porquê, mas foi nesse momento que o Calvo decidiu colocar Cebolinha no lugar de Saúl e Bruno Henrique no de Samuel Lino. Achei o timing ruim. O ritmo do time foi quebrado e por uns bons minutos a pressão passou a ser exercida por meio de chuveirinhos para a área. Mais adiante, o Calvo sacou Léo Ortiz do time colocando Royal na lateral direita e deslocando Varela para a cabeça de área. Mas a cadência do jogo não se alterava.
Faltando mais ou menos quinze minutos para o final, Athletico então voltou a ameaçar. O jogo ficou "lá e cá" (odeio o termo enzo "trocação"), com predominância de posse de bola do Flamengo. Mas foi num desses ataques da equipe "paranazi", já passados 38 minutos, que, na retomada da posse de bola, Léo Pereira lançou de maneira primorosa Bruno Henrique, o qual, por sua vez, lembrando o galgo dos velhos tempos, deixou a marcação comendo poeira e cruzou para o 9 Bolado, o Bibliahimovic, o Queixada, artilheiro do campeonato, empatar o jogo e garantir esse pontinho santo para o rubro-negro Mais Querido do Brasil e do Mundo.
O gol incendiou ainda mais a equipe, que partiu para cima e criou chances para virar o placar. Veio então a expulsão de Danilo e só deu tempo para o Calvo colocar Vitão e dobrar Ayrton Lucas com Alex Sandro na lateral esquerda. Bruno Henrique foi centralizado e Cebolinha continuou na direita.
Já estávamos, todavia, nos descontos do dúbio árbitro Rafael Klein, que criminosamente não havia expulsado Felipinho e Aguirre, do Athletico, pelas entradas, respectivamente, em Paquetá e Alex Sandro, e que resolveu terminar o jogo faltando uns bons 12 segundos, que seriam tempo suficiente para o Flamengo cobrar o lateral e dar sua última cartada na partida.
Borrando as calças, porém, o energúmeno resolveu encerrar o jogo, antes que as coisas saíssem de controle, como, por exemplo, com uma virada rubro-negra (carioca).
Empate na raça, contra todas as adversidades, o que impediu o Palmeiras de ampliar a vantagem na tabela. Agora, até a Copa do Mundo, o Flamengo só jogará em casa (Estudiantes, Palmeiras, Cusco e Coritiba) e com algumas peças importantes voltando a estar a disposição.
O pior felizmente já passou.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.







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