segunda-feira, 8 de junho de 2026

Prioridades

 

Salve, Buteco! Segunda-feira passada conversamos a respeito do elenco e, ao longo do texto, uma das ponderações que fiz envolveu a improbabilidade de o nosso Departamento de Futebol conseguir promover todas as negociações necessárias para um upgrade no elenco, ao menos na proporção que a Nação Rubro-Negra deseja. Então, entre entradas, saídas e reposições, e de acordo com o que o mercado demandar do clube, será imperioso estabelecer prioridades.

Exemplo: acho que a ponta direita poderia melhorar muito com a saída do Luiz Araújo e a contratação de um jogador que pudesse disputar a posição com Gonzalo Plata para, quem sabe, agregar um bom finalizador para o elenco. Ocorre que, na outra extremidade, o contrato de Cebolinha expirará em dezembro e é fundamental negociá-lo nesta janela por algum valor para que não "saia de graça". Será que o cetáceo de dentição escura terá agilidade para atacar pelas duas pontas?

Não se esqueçam que, paralelamente, a situação dos volantes é crítica, eis que, para além de ser necessário trocar dois problemas por pelo menos uma solução (DLC e Saúl por um volante que possa jogar), pode vir a ser necessário repor uma eventual saída de Erick Pulgar, ou será que pensam em oferecer mais um contrato para o já veterano chileno?

Também não podemos nos esquecer do segundo centrovante. Desde Gabigol não temos alguém que efetivamente dispute posição com Pedro, o 9 Bolado. Juninho foi subutilizado e não tinha nível para tanto e até aqui, em 2026, simplesmente temos o Wallace Yan ou o Bruno Henrique improvisado para executar essa função.

O Calvo ainda falou que deseja um meia para se reserva do Arrascaeta, nosso ídolo charrúa. Mas qual é o motivo desse pedido? Carrascal será negociado ou utilizado em outra função?

Finalmente, o elenco necessita, urgentemente, de melhorar o número de bons finalizadores. Lembram do post Artilharia (e Lesões, Calendário, etc.)? Pois é. Em cada uma dessas posições é bom escolher jogadores que tenham vocação para finalizar. É preciso atacar este problema crônico do time: as finalizações.

Por onde então vocês começariam? Pelo contrato do Cebolinha, que está acabando? Pelo volante? Pelo segundo centroavante? Alguém ainda acha que haverá a contratação de um lateral esquerdo? Qual seria o mínimo para uma janela aceitável por parte do Flamengo?

Mas cuidado com a ansiedade. Dizem que o diretor técnico se encontra gozando férias, em Portugal. Logo, para que arrancar os cabelos, certo?

Haja paciência...

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 6 de junho de 2026

Hat-Trick do FDS - Tempos de Copa

 

Salve, Buteco! Estamos ainda no primeiro final de semana da mais longa Data FIFA que talvez já tenhamos visto, com uma "Data FIFA propriamente dita" seguida da Copa do Mundo de 2026. Portanto, ainda estamos em águas rasas e por isso ainda não subirei um "Profundezas", se é que vocês me entendem. Resolvi então resuscitar o "Hat Trick", uma velha prática do Blog para jogarmos conversa fora, na falta de assuntos mais atuais e também para não gastarmos todos, já que ainda temos muito chão pela frente (ou seria água?) até a volta do calendário.

***

Vou começar pela final de 1980, que completou 46 anos no último 1º de junho. Acho que já falei pra vocês que foi o "jogo da minha vida". Cada título tem sua importância e às vezes penso, cá com os meus botões, se tem sentido em falar em um dia (ou título) mais importante do outro na nossa vida, já que não se chega a nenhum sem passar pelos anteriores.

Certamente, porém, existem os mais marcantes, e se o de 1978, o do "gol do Rondinelli", foi o abre-alas para a geração até hoje considerada mais importante do clube, o título de 1980, o do "gol do Nunes", foi o que marcou o início dos títulos nacionais do clube, fora do circuito carioca. Até então, o Flamengo só havia conquistado, por exemplo, para além de torneios amistosos ou organizado por federações, tais como a Taça dos Campeões Rio-São Paulo, o próprio Rio-São Paulo e o Torneio do Povo. 

Muito já se escreveu sobre esse jogo e eu não quero chover no molhado. Desejo apenas destacar um ponto sobre o qual ninguém fala e que, para mim, ilustra como esse jogo marcou o futebol nacional e ficou na História, sendo, para mim, até hoje, "o jogo da minha vida", o maior que eu vi entre dois clubes de futebol.

Eis a ficha técnica do jogo:

LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro.
DATA: 1º de junho de 1980.
PÚBLICO: 154.355 presentes.
ÁRBITRO: José de Assis Aragão
GOLS: Nunes (2) e Zico; Reinaldo (2).
CARTÕES AMARELOS: Chicão, Cerezo, Reinaldo, Tita e Júnior.
CARTÕES VERMELHOS: Reinado, Chicão e Palhinha.
FLAMENGO – Raul; Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César (Carlos Alberto). Técnico: Cláudio Coutinho.
ATLÉTICO/MG – João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luizinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder. Técnico: Procópio Cardoso.

Dos jogadores que entraram em campo, simplesmente 19 (dezenove) já tiveram passagens pela Seleção Brasileira, principal ou Olímpica. De todos eles, no total de 26, apenas Manguito e Carlos Alberto, do Flamengo, e Orlando, Jorge Valença, Pedrinho, Silvestre e Geraldo, do Atlético, não foram convocados nem mesmo uma vez para o Escrete Canarinho.

Uma constelação, como vocês podem notar.

Foram disputadas muitas finais de campeonato brasileiro, porém eu desafio alguém a encontrar uma mais emblemática do que a de 1980, o início do Flamengo nacional e, depois, internacional e mundial.

***

Falando em Atlético Mineiro, o Mauro Betting e o PVC abriram um canal no YouTube e um de seus vídeos traz um debate sobre a maior rivalidade interestadual do Brasil, se "ainda seria" entre Flamengo e Atlético ou se, agora, já teria passado a ser Flamengo e Palmeiras.

Flamengo e Atlético de fato protagonizaram duelos históricos, como a final de 1980 e a semifinal de 1987, e um até polêmico, como o jogo de desempate do Grupo 3 da Libertadores/1981, disputado no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Contudo, fala-se muito, do lado rubro-negro, em "rivalidade unilateral" para se referir ao rival das Alterosas.

Na minha opinião, há exageros de ambos os lados. Do atleticano, pela maneira como neuroticamente acusa o Flamengo de "roubar o meu futuro" e criar um clima de tensão que volta e meia descamba para a violência fora de campo, geralmente tendo a torcida do Flamengo como vítima.

É sempre bom lembrar as sábias palavras do insuspeito Roberto Drummond (atleticano) para a Revista Placar:


Do lado rubro-negro, virou hábito tratar o Galináceo como um rival qualquer, o que tampouco é o caso. Jogos como "o do Inferno" (Copa do Brasil/2022) e o de 2024 (1ª final do Cu de Zebra) mostram que, sem entrar na neurose atleticana, a rivalidade também existe do lado rubro-negro.

A diferença é que a Nação Rubro-Negra precisa dividir sua atenção com vários outros rivais, locais ou não, e por isso não dá tanto cabimento para a neurótica Massa Atleticana. Muito pelo contrário, ainda dá aquela desprezada básica, com bastante deboche, para irritar ainda mais a concorrência...

***


Com relação ao Aliverde de Parque Antártica, pode-se dizer que, se a outra rivalidade já produziu uma final como a de 1980, a qual não canso de me referir como "o jogo da minha vida", Flamengo e Palmeiras "simplesmente" já decidiram duas Copas Libertadores da América (2021 e 2025), uma Copa Mercosul (1999) e diversos torneios de menor expressão, desde a oficial Supercopa do Brasil (2021 e 2023) até a antiga Taça dos Campeões Rio-São Paulo (1942 e 1944), sem contar os registros de confrontos em um torneios de menor expressão, como o internacional Troféu Naranja (1997) e os nacionais Leonino Caiado (1975) e Maria Quitéria (1997).

Para além disso, Flamengo e Palmeiras disputam entre si o progatonismo do futebol nacional desde 2016, claro que, dependendo da temporada, tendo a companhia, sempre pontual, de alguns outros rivais, como o Corinthians (2017), o próprio Atlético Mineiro (2021) e o Botafogo (2024). Em todas as outras edições do Campeonato Brasileiro desde 2016, porém, o campeão foi o Flamengo (2019, 2020 e 2025) ou o Palmeiras (2016, 2018, 2022 e 2023).

Percebe-se que a rivalidade entre Flamengo e Palmeiras tornou-se algo cotidiano e perene, transcendendo fronteiras, ao passo que a rivalidade entre Flamengo e Atlético vive da memória de grandes jogos, históricos e marcantes, sem dúvida, porém pontuais, às vezes com uma ou outra reprise no presente.

É bem diferente da expectativa que se cria em torno de cada confronto entre Flamengo e Palmeiras. A mobilização entre as duas torcidas é total, o mesmo podendo se dizer sobre todos os setores da mídia esportiva (jornalismo e [vídeo]blogueiros). Há confrontos entre Flamengo e Atlético que são tratados de maneira comum, o que já não acontece entre Flamengo e Palmeiras há uns bons anos.

Portanto, a resposta, para mim, não gera maiores dificuldades. A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras superou, sem sombra de dúvida, a de Flamengo e Atlético Mineiro.

Qual é a sua opinião a respeito desse assunto?

***

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Coluna do Carlos César: A Busca da Excelência

Bugatti Veyron (1001 cv)
 

Olá, Buteco!


Para uma instituição como o Flamengo, que busca se perpetuar e manter viva a paixão de uma enorme Nação, a busca da excelência tem que ser parte permanente do que houver de mais essencial na sua cultura.

Era assim que eu havia esboçado o começo do post de hoje – e vou falar disso adiante – mas aí aconteceu o jogo entre Palmeiras e Chapecoense e, num primeiro momento, eu me perguntei se fazia sentido pensar em excelência num campeonato tão contaminado por práticas condenadas até por integrantes da mídia contrária ao Flamengo.

Concluí que sim, mas antes preciso passar pelo jogo do Palmeiras.


Demonstração de poder do Palmeiras e o jogo mental

Quando terminou o jogo do Palmeiras contra a Chape, o clima no Buteco misturava desolação e revolta, e desolação é um importante efeito mental que pode atingir participantes de uma competição, quando um deles demonstra ter um poder superior, capaz de decidir a disputa a seu favor.

É difícil dar respostas eficazes a poderes “superiores”, mas acredito que, em síntese, elas devem incluir excelência (alta competência e competitividade) e poder de superação (capacidade de vencer o desânimo e de não desistir).

Pego carona num texto postado pelo Thiago Freire na segunda-feira, primeiro de junho:

Nitidamente, o Palmeiras tem uma força gigantesca nos bastidores. Não existe um árbitro nesse país que não apite jogo dos caras com medo. O que aconteceu ontem foi um escárnio. Mas eu tento ver os dois lados de tudo. Percebam que, SEM A AJUDA da arbitragem, eles não teriam vencido o lanterna da competição. O time deles não é isso tudo. Eles ainda terão jogos duros, fora de casa. Acredito que mesmo com ajuda, vai ter jogo que não vai ser suficiente. Por isso afirmo, a melhor estratégia para o Flamengo é focar em qualificar o grupo, jogar muita bola e esquecer a tabela. Vencendo uma atrás da outra, pode ter certeza que uma hora vai bater desespero do lado de lá.”

O que o Thiago propõe é que, se o jogo mental do Palmeiras inclui um poder de bastidores capaz de desequilibrar o campeonato a seu favor, o jogo mental do Flamengo deve ser:

... focar em qualificar o grupo, jogar muita bola e esquecer a tabela. Vencendo uma atrás da outra, pode ter certeza que uma hora vai bater desespero do lado de lá.”

Quando os jogos do nosso rival tinham acréscimos intermináveis em 2019, o Flamengo de Jorge Jesus fez isso e foi tão forte que acabou transferindo o desânimo para o lado de lá.

É fácil?

Não, e acho que agora é mais difícil do que em 2019, mas defendo que seja parte da estratégia rubro-negra.

Não significa que o Flamengo deva abrir mão da luta de bastidores, porque nunca será razoável aceitarmos o convívio com práticas que desequilibram irregularmente o campeonato, mas fortalecer-se no que já está ao seu alcance pode virar o jogo a seu favor.

E é pensando assim que consigo voltar ao tema que desejo abordar hoje, a busca da excelência.


O post “Esquenta” do Gustavo, para Flamengo x Coritiba e Sorteio das Oitavas da LA

Apesar do Flamengo ter derrotado o Cuzco no meio da semana e carimbado sua classificação para as oitavas da Libertadores com a melhor campanha da fase de grupos, o post “Esquenta” do Gustavo da sexta-feira, 29 de maio, estava carregado de preocupações relacionadas a dois temas: o sorteio para as oitavas da Libertadores e o jogo contra o Coritiba, marcado para sábado, dia 30.


Flamengo x Coritiba

No tocante ao jogo contra o Coxa, preocupava-nos precisarmos enfrentar, com dez desfalques, o sexto colocado do Brasileirão e um dos visitantes mais enjoados da competição.

Houve quem discordasse de tanta preocupação com o Coritiba, mas íamos entrar em campo com apenas quatro titulares de linha (Léo Ortiz, Evertton, Pedro e Lino) e com um time-base que fizera um péssimo primeiro tempo contra o fraquíssimo Cuzco.

Palmas para Leonardo Jardim, que montou um time eficiente e competitivo e assim afastou qualquer risco de gracinhas do Coxa no nosso Maraca.


Sorteio das Oitavas

O outro tema preocupante era o sorteio dos confrontos das oitavas de final e do chaveamento dos mata-matas da Libertadores.

Como sempre acontece, torcíamos por um sorteio favorável para nós, embora estejamos cansados de saber que as bolinhas da CBF e da Conmebol não gostam da gente.

Gustavo pediu Tolima, “o mais fraco entre todos os segundos colocados” e especulou com Mirassol ou Platense, mas pegamos o Cruzeiro, adversário pesado.

Aí, num trailer deste post, tive uma conversa com o Wagner-Fla, em que ele escreveu, falando do sorteio para as oitavas:

Minha preocupação não é o Cruzeiro. É o Flamengo. Tem que melhorar muito, especialmente na defesa.”

Minha resposta foi:

Também penso assim.

Na situação atual, acho que o Flamengo depende mais dele, preparando-se para chegar forte ao confronto.

Aí vem o jogo, em que circunstâncias podem pesar a favor ou contra, mas a preparação tem que ser top e isso exige que o time evolua na função defensiva.”


Faço o meu melhor...

O post do Gustavo e essa breve conversa com o Wagner me fizeram lembrar de um ótimo texto de um pedagogo brasileiro das antigas, cujo nome me escapa da memória.

Lembrando-me de uma frase do texto, perguntei ao Google:

Quem dizia "faço o meu melhor e o resto não é problema meu"?

(Calma aí, que rapidinho eu vou voltar ao Flamengo!)

A resposta, em visão criada por IA, foi:

A frase exata do jeito que você escreveu não pertence a um único autor famoso, mas ela resume perfeitamente a base do Estoicismo, uma das correntes filosóficas mais influentes da antiguidade.

O estoicismo, defendido por pensadores como o imperador romano Marco Aurélio, o filósofo Sêneca e o ex-escravo Epicteto, baseia-se na chamada "Dicotomia do Controle". Essa ideia divide o mundo em duas partes:

O que depende de você: Seus pensamentos, suas intenções, sua dedicação e suas ações (fazer o seu melhor).

O que não depende de você: Os resultados, a opinião dos outros, o clima, a economia e o futuro (ou seja, o resto, aquilo "não é problema seu").”

O Esquenta de 29/05/26 e a conversa com o Wagner me levaram a esse pensamento porque a pergunta que me ocorreu foi:


O Flamengo tem feito o seu melhor?

Faço essa pergunta pensando no trabalho estrutural do clube, não nas circunstâncias de cada jogo, porque estas, a meu ver, estão no grupo das coisas sobre as quais o Flamengo pode tentar ter algum controle, mas nunca terá todo o controle.

A título de exemplo:

** O Flamengo pode trabalhar seus jogadores para terem mais cuidado com jogadas de risco, mas não está livre de que algum jogador cometa erro passível de expulsão.

** O Flamengo pode conseguir que seus jogadores sejam cuidadosos, mas não está livre de punições injustas, por erro ou má fé de quem apita o jogo ou influencia a arbitragem com o VAR.

Meu ponto, quando penso assim, é que nunca vamos afastar completamente os riscos de jogar com 10 desfalques contra um bom time ou de ter um sorteio ruim numa competição mata-mata (o Vitória, que nos eliminou na CB26, era um dos adversários mais difíceis do pote 2).

O que o Flamengo pode fazer, creio, é ter a melhor preparação possível, o que passa pelo que chamo de trabalho estrutural do clube.

É relevante considerar que, por ser perecível, a busca da excelência deve ser uma combinação de atitude e de prática permanente, seja porque os adversários evoluem e nos impõem novas exigências de qualificação, seja porque as nossas qualificações decaem com o tempo (por exemplo, por envelhecimento ou venda de jogadores importantes e por saída de um treinador vencedor, caso de Jorge Jesus).


O trabalho estrutural

Sem pretender fazer uma lista completa, relaciono aqui alguns itens em que o Flamengo sempre precisa fazer o seu melhor, para reduzir a escala das coisas que não pode controlar, e faço uma breve avaliação do estágio em que estamos, no caminho para a excelência.


Trabalho eficiente de bastidores

Em tempos normais, o Flamengo tem que ser sempre um player de peso na relação com as diversas instituições do ambiente do futebol.

Nesse sentido, o fortalecimento do clube junto à Libra foi um bom passo, mas, na atualidade, o trabalho de bastidores do Flamengo precisa ser transformador, porque há um clube com poder excessivo, capaz de determinar o resultado das competições de que o Mengão participa.

Isso tem que mudar e vai dar muito trabalho até acontecer.


Elenco completo e bom em todas as posições

Os anos vão passando e continuamos convivendo com deficiências de elenco quantitativas e qualitativas que, em determinados momentos, levam a resultados negativos.

No post de primeiro de junho, o Gustavo detalhou o tema, reafirmando a necessidade de melhoras significativas em algumas posições do elenco.

Acho que, em alguma medida, temos falhado em atitude e prática permanente da busca de excelência, neste tema que é sempre decisivo e que depende muito, a meu ver, da atuação do diretor de futebol.


Bom treinador e boa comissão técnica

Nosso melhor momento, neste tópico, foi o da passagem de Jorge Jesus pelo Flamengo, mas a saída dele, pouco depois de renovar o contrato, é exemplo claro do quanto pode ser perecível essa qualificação do clube.

Depois de muitas mudanças, temos hoje o Leonardo Jardim, cuja contratação não reprovo.

Embora ele tenha passado por algumas oscilações nesses primeiros meses, tenho boa expectativa a respeito do trabalho dele, mas não consigo afirmar que ele tem uma CT que nos encaminha para a excelência.

Em bola parada, por exemplo, regredimos em relação à época do Filipe e do Rodrigo Caio.

Não sei em que medida o Diretor de Futebol trabalha junto ao treinador para evolução de sua CT, mas este é mais um campo em que há sinais de que não estamos fazendo o nosso melhor possível.


Ambiente gerador de compromisso dos atletas

Após a saída do Filipe, surgiram rumores sobre comportamentos indevidos de atletas, algo que tem acontecido em muitos momentos.

A geração de compromisso dos jogadores tem que ser permanente e valer para todos, com atuação firme dos capitães, do treinador e do comando do futebol.

No que se refere aos capitães, percebo mais atitude no Danilo do que nos jogadores que costumam usar a faixa.

Jardim tem conseguido gerar reações positivas em vários jogadores (Plata, Pedro e Lino, por exemplo), sinalizando que, enquanto estiver no Flamengo, pode contribuir para que o ambiente de compromisso prevaleça.

José Boto, por sua vez, não parece contribuir suficientemente nesse tema, a julgar pelo ambiente que precedeu a queda do Filipe Luís.


Espírito matador

O time campeão costuma ter uma espécie de “fúria benigna”, que o leva a matar os jogos e a dar poucas chances de reação aos seus adversários. Não vejo a presença dessa fúria no nosso time, mas ela tem que ser despertada.


Infraestrutura top para suporte às atividades de preparação

Até onde sei, esta é uma área em que o Flamengo vai bem.


Excelência no trabalho com as divisões de base

Na base, o propósito deve ser, sempre, conseguirmos suprir demandas do elenco principal e, em consequência do trabalho, gerarmos receitas para o clube com vendas de jovens talentosos.

Estamos longe disso quanto ao suprimento de demandas do elenco, como tantas vezes conversamos no Buteco, e não há como apressar muito os resultados nesse campo, cabendo ao comando do clube trabalhar para retomar o rumo da excelência, do qual já estivemos mais perto.

Há notícias de mudanças positivas, a última delas a contratação do treinador Marcelo Salazar, de quem se espera a promoção de avanços, mas o Flamengo tem muito a caminhar para voltar a produzir grandes jogadores na sua base.


Integração dos talentos da base ao elenco principal

Não há como pensarmos nessa integração sem contarmos com atuação efetiva do treinador “adulto” e de sua comissão técnica na transição dos garotos.

Jardim afirmou que vai começar a cuidar disso, o que é uma novidade a ser comemorada, porque foge ao que tem sido o hábito dos treinadores do elenco principal.

Para o atual ciclo, temos essa sinalização positiva, mas trata-se de uma prática que tem que ser incorporada pelo clube, seja quem for o treinador do time principal.


O Diretor de Futebol

Por ser perecível e exigir busca permanente, a excelência do Flamengo no futebol nunca será um porto de chegada, sempre será um norte.

A quem cabe liderar, no clube, essa busca permanente?

Considero que, na quase totalidade dos tópicos acima analisados, esse papel é do Diretor de Futebol.

Ao mesmo tempo em que é inquestionável que o trabalho de bastidores é uma das missões relevantes do presidente do clube e de seu staff político, vejo o Diretor de Futebol como o profissional que deve influir no item “Infraestrutura” e ser o principal responsável por liderar ou impulsionar as ações nos itens mais orgânicos do futebol (elenco, treinador e sua CT, ambiente, base).

E aí enxergo uma razão relevante para, num momento de dificuldades, nos preocuparmos tanto com o jogo contra o Coritiba e com o sorteio das oitavas da Libertadores.

Essa apreensão resulta da consciência de que deveríamos estar mais preparados e, consequentemente, menos vulneráveis.

Creio que, sob o comando do atual diretor de futebol, temos feito menos do que deveríamos, e até do que poderíamos, nos campos que ele lidera.

Refiro-me menos a erros eventuais que ele possa cometer e mais ao que ele parece deixar de fazer na construção da atitude e da prática permanente em busca da excelência.

O futebol do Flamengo precisa de uma liderança forte nessa construção e, com todo o respeito que o diretor Boto deve merecer, não vejo nele perfil profissional adequado para satisfazer bem a essa demanda porque, como já disse em comentários aqui no Buteco, vejo-o mais como um especialista em algumas atividades do futebol, mas não como o gestor e líder de que precisamos.

Em todos os anos dos blues, o Flamengo só teve, a meu ver, um profissional que se aproximou de suprir bem essa demanda: Jorge Jesus.

Seja por seu perfil, seja porque o VP de Futebol Marcos Braz não desenvolvia um trabalho sistêmico que cuidasse bem de todos os temas de que falei acima, Jorge Jesus ocupou no clube um espaço muito maior do que o de simples treinador e, por suas qualificações, levou o Mengão ao histórico e fugaz “outro patamar”.

Noticiou-se, recentemente, que o diretor Boto não renovará seu contrato com o Flamengo e vejo nisso uma oportunidade de evolução, por podermos buscar, para seu lugar, um profissional com perfil mais compatível com as demandas do cargo.

Pode parecer uma viagem delirante, mas meu candidato para essa missão é Jorge Jesus, porque já exerceu parte dela em 2019/2020 e porque o Flamengo tem margem para aumento de sua folha de pagamentos, já que consome com ela, na atualidade, menos de 50% de suas receitas recorrentes.

Se Jesus não for viável, passa pela minha cabeça o nome de Leonardo Jardim, por sua grande experiência no futebol, mas não me anima tanto quanto o Mister.

Espero que o presidente Bap se inspire e escolha um profissional que, de forma mais permanente, impulsione o futebol do Mengão para níveis cada vez mais próximos da utópica excelência.


Saudações Rubro-Negras!!!!!

Carlos César Ribeiro Batista

terça-feira, 2 de junho de 2026

Checkpoint Brasileirão – Parada Copa do Mundo

Fonte: Gemini 3

Olá Buteco, bem-vindos!

Chegamos à parada da Copa do Mundo com 34 pontos em 17 jogos, 7 pontos a menos que o líder, que tem um jogo a mais.

Na coluna de hoje, vamos recapitular o que planejamos antes do campeonato, na coluna do dia 27 de Janeiro. Resumindo, dividimos o campeonato em blocos de 5 jogos, nos quais o Flamengo precisava fazer 11 pontos (em cada) para se manter na liderança. Nessa dinâmica, chegaríamos com 40 pontos na parada da Copa. Os níveis de dificuldade dos 3 primeiros blocos eram Fácil, Médio e Difícil e a conclusão citada era:

  • Nos 10 primeiros jogos, tentar fazer 25 pontos e abrir vantagem
  • No Bloco 3, suar para fazer pelo menos 8, chegando a 33;
  • Nos 3 jogos restantes antes da Copa, mais 7 (não perder para o Palmeiras é fundamental) e temos os 40 pontos.

Vejamos o que efetivamente aconteceu:

  • Bloco 1 – São Paulo (f), Inter (c), Vitoria (f), Mirassol (c) e Cruzeiro (c). FÁCIL. 

Começamos muito mal, no bloco teoricamente mais fácil e a ideia de abrir vantagem no início do campeonato não durou duas rodadas: derrota para o São Paulo e empate com o Inter em casa. 5 pontos a menos, crise e demissão (pouco tempo depois) do treinador Filipe Luís. No total, fizemos 7 pontos e temos um jogo a disputar, Mirassol no Maracanã.

  • Bloco 2 – Botafogo (f), Remo (c), Corinthians (f), Red Bull Bragantino (f) e Santos (c). MÉDIO.

Já com Leonardo Jardim, conseguimos 10 pontos no bloco, vencendo os jogos no Rio de Janeiro, inclusive o clássico contra o Botafogo, no Engenhão. Fora de casa, empate com Corinthians e uma apresentação tenebrosa contra o Bragantino. 

  • Bloco 3 –  Fluminense (n), Bahia (c), Atlético-MG (f), Vasco (c) e Grêmio (f). DIFÍCIL.

Melhor fase do time no campeonato: 13 pontos conquistados em 15 possíveis e ainda lamentamos o empate com o Vasco, jogo em que vencíamos por 2x0. No bloco considerado mais difícil até então, apresentações empolgantes que nos levariam à disputa direta pela liderança.

Nesse momento do campeonato, estávamos com 30 pontos em 15 jogos, 4 a menos que o líder, e um jogo a menos, faltando 3 jogos para o recesso da Copa.  O planejamento aqui era de 7 pontos. Veio o empate na Arena da Baixada e o jogo-chave desse primeiro semestre, o confronto direto pela liderança. Vencendo, teríamos a liderança virtual do campeonato.

Infelizmente, a falta de foco do Carrascal, aliada a uma arbitragem que pesou a mão na expulsão do colombiano, minou a boa atuação da equipe até então e o resultado negativo nos colocou, mais uma vez, sete pontos atrás na tabela.

A derrota nesse jogo-chave, aliada à eliminação na Copa do Brasil, trouxeram a primeira brisa de desconfiança ao trabalho do português Leonardo Jardim. A meu ver exagerada, mas tampouco inesperada. A ciranda dos treinadores do Flamengo parece uma instituição independente e há muita gente que acredita que é assim mesmo que tem que acontecer: perdeu, vazou, traz o próximo! Acho que o Flamengo só vai conseguir resolver isso trazendo um treinador incontestável, como a cbf fez com Ancelotti. O que parece é que o clube ainda não tem bala na agulha para um tiro desse calibre.

Em todo caso, a vitória contra o Coritiba e o recesso da Copa do Mundo vai dar um pouco de tranquilidade ao nosso novo treinador. Os olhares agora estão voltados para a diretoria e as possíveis contratações que nos ajudarão a buscar os títulos no segundo semestre. 

O time-base atual é Rossi, Varela, Leo Pereira, Leo Ortiz e Alexsandro; Jorginho, Paquetá e Arrascaeta; Plata, Pedro e Samuel Lino. Com todos disponíveis e nas melhores condições, é um onze muito forte, favorito em qualquer confronto. O que precisamos é, justamente, que consigam encontrar suas melhores versões e que o elenco de apoio esteja à altura, porque vamos precisar dos reservas. Nesse sentido, o único jogador a realmente destacar-se, mantendo-se entre este onze titular sem baixar a qualidade, foi o cria Evertton Araújo. É pouco. Flamengo tem muitos nomes importantes no banco, produzindo aquém do que deveriam. 

A tabela do Brasileirão marca 3 rodadas seguidas após a copa. Chapecoense (f), São Paulo (c) e Inter (f). É para voltar voando e atropelando nesses três jogos, ganhando moral para na busca pelo Decacampeonato Brasileiro e para a decisão da vaga às quartas-de-final da Libertadores, contra o bom time do Cruzeiro.

Vamos, Flamengo!!!

Saudações RubroNegras!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Elenco

Foto: Ernesto Benavides/AFP via Getty Images

Salve, Buteco! O calendário do futebol brasileiro de clubes está oficialmente suspenso até o final da Copa do Mundo. A partir de agora, teremos férias dos jogadores, nova pré-temporada e alguns amistosos até a volta do Campeonato Brasileiro e demais competições. Essa paralisação do calendário nos anos de Copa do Mundo de Seleções propicia uma oportunidade especial para todos os clubes, que podem corrigir erros de planejamento e reformular seus elencos.

O Clube de Regatas do Flamengo tem um elenco campeão brasileiro e da Libertadores, porém teve um início de 2026 caótico, perdendo títulos (ainda que de menor expressão) e, até a troca de treinador, jogando um futebol irreconhecível, de tão pouco competitivo.

O novo treinador começou a modificar o sistema de jogo e a forma do time jogar. Houve sensíveis mudanças, com ganho ofensivo, mas o sistema defensivo ainda suscita dúvidas. Se é verdade que, ainda com o time de Filipe Luís, na versão 2026, a defesa já estava uma peneira, com o Calvo ainda não chegou ao nível de segurança de 2025.

Imagino que o ideal seja os reforços serem contratados pensando em uma relação de longo prazo com o clube, desde que equilibrando esse fator com o que pensa o treinador, o qual, afinal de contas, é quem organizará as peças e as colocará para jogar.

Não tenho o costume de sugerir nomes e continuarei com essa tradição. Este post objetiva apenas tentar identificar setores e peças que precisam se reforçados/substituídos dentro do elenco.

É importante lembrar, ainda, que o nosso Departamento de Futebol, historicamente, não é ágil e nem realiza muitas contratações em uma só janela.

Será necessário estabelecer prioridades.

***

Goleiros: o Flamengo, na minha opinião, não tem tradição de ter goleiros de primeira prateleira, mas nomes que, especialmente nas grandes conquistas, ofereceram muita segurança no gol. 

O ano de 2025 do nosso titular, o argentino Agustín Rossi, coloca-o em posição de se sentar na mesa com os goleiros dos grandes títulos do Flamengo. Contudo, seu 2026 vem deixando muito a desejar. 

É importante lembrar que Raul, Zé Carlos, Gilmar, Bruno e Diego Alves, por exemplo, tiveram fases ruins no time principal. Raul chegou até a ser barrado por Cantareli, para que se tenha uma ideia. Parece que o Rossi está atravessando o seu mau momento. A primeira pergunta que fica é até quando essa fase vai durar. 

Contudo, outros questionamentos são pertinentes. Por exemplo: será que é mesmo uma má-fase ou o sistema do Calvo expôs algumas verdades sobre o nosso goleiro argentino?

O fato é que Rossi não é um goleiro "top", daquele tipo que possa ser comparado a nomes como Taffarel, Marcos, Dida e Júlio César, porém precisamos ponderar que é difícil para o Flamengo, hoje em dia, ter um goleiro desse nível em seus quadros. É possível melhorar, porém existe um teto imposto pelo mercado. Eu não teria problemas com uma troca, desde que a substituição fosse cirúrgica, para efetivamente melhorar.

Não dá para avaliar Andrew e Dyogo Alves, que jogaram muito pouco no time.

Laterais: o mercado não oferece mais opções como em 2019, quando repatriamos Rafinha e Filipe Luís. Na direita, não existe comparação de Rafinha com Varela ou Royal, mas dentro de seu teto o uruguaio se tornou uma opção segura, enquanto o "New Rodinei", após um começo bem claudicante, vem melhorando especialmente na parte defensiva, mostrando mais confiança, muita raça e força física. Eu não mexeria nesse setor no momento.

A lateral esquerda me preocupa. Alex Sandro vem perdendo rendimento, mas ainda assim teve seu contrato renovado até o final de 2027. Ayrton Lucas completará 29 anos em junho e vejo com bons olhos o encerramento de seu ciclo no clube, com a reposição por um nome que não deixe o treinador apavorado quando o veterano não jogar.

Miolo de Zaga: é, disparado, o setor melhor servido no elenco na atualidade, com Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo e Vitão. Os três primeiros são nomes já convocados por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira pelo menos uma vez. Eu não mexeria em nenhuma dessas peças.

Menção honrosa para o menino João Victor, que entrou muito bem no lugar de  Léo Ortiz contra o Coritiba, dando indícios de que pode estar superando a insegurança demonstrada ano passado.

Volantes: setor em situação crítica, na minha visão. O único jogador que entrega minutos consistentes é o Cria Evertton Araújo, jogador de técnica limitada, mas que vem evoluindo sob o comando do Calvo, segurando o setor na parte física.

Erik Pulgar, titular voltando de contusão, terá o valor da multa rescisória sensivelmente diminuído neste meio de ano e são fortes os rumores de que pode chegar do exterior uma proposta vantajosa para o jogador. O chileno já tem 32 anos e uma eventual extensão contratual, se é que é cogitada, teria que ser muito bem estudada, quanto ao prazo.

Jorginho Frello, com 34 anos, ainda joga um futebol de primeiríssima linha, porém vem sofrendo com a quantidade de jogos, a qual, arrisco dizer, é maior do que em seus tempos de Arsenal. O italiano precisa de opções confiáveis para que tenha uma minutagem saudável, porém as duas peças que poderiam entrar nessa rotação têm minutagem baixa por problemas físicos.

Nico de La Cruz, uruguaio raçudo e de prateleira técnica e tática altíssima, parece ser um problema crônico nos joelhos, que recomenda intervalos longos entre os jogos, tornando-o uma peça frustrantemente pouco útil.

O espanhol Saúl Ñiguez (pronúncia com linguinha da discórdia) é outro frequentador assíduo do Departamento Médico. Após a cirurgia no tornozelo, o atleta voltou bem abaixo do nível dos demais, porém promete abrir mão das férias para se recondicionar fisicamente.

A dispensa de pelo menos um desses dois e a contratação de alguém que possa de fato revezar com Jorginho é imperiosa. E se Pulgar sair, a reposição precisa ser na mesma prateleira e, ainda por cima, imediata.

Será que o Boto terá agilidade para tanto?

Outra alternativa é oficializar o Paquetá como volante, o que permitiria justamente essa rotação com o Jorginho. Talvez seja por isso que, na coletiva pós-jogo de sábado (vitória sobre o Coritiba), o Calvo falou em trazer um meia para servir de opção a Arrascaeta e Carrascal...

Meias: temos três bons nomes - Paquetá (o polivalente), Arrascaeta e Carrascal. Como ia dizendo no tópico anterior, se o Paquetá for "oficializado" como volante a chegada do terceiro meia fará bastante sentido.

Vale lembrar que Samuel Lino foi muito bem na posição contra o Coritiba. Pode ser uma ideia a ser maturada pelo Calvo.

Ah, eu não negociaria o Carrascal. Acho que o jogador pode colocar a cabeça no lugar e contribuir muito para o time.

Atacantes: vejo o setor em situação crítica, tal como a volância, a começar porque apenas o Pedro é um finalizador nato e eficiante. Contudo, o Queixada desperta dúvidas nos críticos mais criteriosos quanto ao seu desempenho em competições eliminatórias ou jogos mais decisivos. Sua contribuição no sistema de pontos corridos, pela regularidade, é inquestionável.

Na ponta direita, Gonzalo Plata é uma peça que "gera jogo", porém tem uma finalização precária. Sua desenvoltura na mundialmente famosa noite carioca é outro motivo de preocupação.

Luiz Araújo é como um vagalume com a lâmpada queimada. São cada vez mais raros os seus bons momentos. Uma transferência, na minha opinião, seria bem vinda, claro que com reposição melhor e imediata.

Do lado esquerdo, Samuel Lino é um ponta com características de meia, que também "gera muito jogo" e tem finalização precária, apesar dos dois gols no sábado. Inteligente, movimenta-se bem e encontra espaços para passes decisivos e assistências, porém falta a capacidade de decidir nas finalizações.

Cebolinha é uma espécie de "dead man walking". Sua entrevista pós-jogo na perda do título da Recopa Conmebol para o Lanús foi o requiém de sua apenas mediana passagem pelo clube, a despeito do alto investimento e das grandes expectativas. Sua saída parece ser apenas questão de tempo.

Bruno Henrique vem variando entre segundo atacante e centroavante. É um jogador veterano e que tem minutagem controlada. Calvo vem sabendo utilizá-lo bem, mas não é minimamente aceitável que não existam outros jogadores mais jovens no elenco que possam assumir a responsabilidade de decidir jogos importantes, como volta e meia o BH27 ainda faz.

Wallace Yan desperdiçou todas as chances que teve. Uma pena. Sabemos que o talento está lá, mas o Cria infelizmente incinerou o seu filme com a exigente torcida rubro-negra. Sua saída também parece ser apenas questão de tempo.

O fato de não ter havido reposição do subutilizado Juninho, que deveria ter sido a reposição para a saída de ninguém menos que o Gabigol, causa-me um misto de perplexidade e indignação. Que essa lacuna seja suprida nesta janela, pondo fim a um dos mais aburdos erros do nosso Diretor Técnico  português José Boto.

***

A janela de registros só abrirá na segunda-feira, 20 de julho, e se fechará na sexta-feira, 11 de setembro, só que até as pedras sabem que jogador pode ser contratado e fazer pré-temporada antes de ser registrado (ou do início da janela), né?

Aquela pressão austera, porém saudável sobre o nosso diretor técnico José Boto será muito bem vinda.

Deixo vocês com pergunta que não quer calar: quantas negociações o nosso diretor técnico será capaz de fazer nesse período (20/7 a 11/9)?

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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sábado, 30 de maio de 2026

Flamengo x Coritiba

      

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 18ª Rodada

Sábado, 30 de Maio de 2026, as 16:00h (USA ET 15:00h),
no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Rossi; Royal, LéOrtizVitão e Ayrton Lucas; Everttoe Pulgar; LuiAraújoPedro, Bruno Henrique Samuel LinoTécnico: Leonardo Jardim.

Coritiba: Pedro Rangel; JP Chermont, Tiago Cóser, Jacy e Bruno Melo; Thiago Santos, Sebastián Gómez e Josué; Lavega, Breno Lopes e Pedro Rocha. Técnico: Fernando Seabra.

Arbitragem: Flávio Rodrigues de Souza (FIFA/SP), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Daniel Paulo Ziolli Manis (AB/SP) e Daniel Luís Marques (AB/SP). Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim (AB/AL). Inspetor: Marcelo Carvalho Van Gasse (Inspetor/CBF/BR). Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva (Assessor/CBF/-MA). Árbitro de Vídeo (VAR): Diego Pombo Lopez (VAR-FIFA/BA). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: André Bittencourt (AVAR-Master/RS) e Elmo Alves Resende Cunha (Master/GO). Observador de VAR: Alicio Pena Junior (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Bernardo Campos Martins (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).