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sexta-feira, 17 de julho de 2026
Flamengo x Olimpia
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quinta-feira, 16 de julho de 2026
Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo (16/7//2026)
Está chegando ao fim a inter-temporada.
Na sexta, 17, o Mengão jogará contra o Olímpia em Brasília, na reta final da preparação para a partida de retorno ao Brasileirão, no dia 22, contra a Chape.
Enquanto os jogadores treinam, as janelas de contratações se abrem, Jardim, Boto e Bap dão entrevistas e nós ficamos à espera das mudanças que serão feitas no elenco.
No momento em que concluo este texto, continuamos sob o tiroteio das especulações e dos caça-cliques.
Resenhemos, pois.
Uma hora vai?
Não. Uma hora não vai.
Começo com um parágrafo escrito por Hugo Rodrigues, sócio da WMcCann e empreendedor, em ótimo artigo publicado no Brazil Journal, em 07/07/26:
Link:
“...toda mudança importante começa quando alguém abandona a ilusão confortável de que “uma hora vai”. Uma hora não vai. Não sem processo, não sem continuidade, não sem disciplina coletiva, não sem capacidade de pensar décadas em vez de apenas o próximo ciclo eleitoral, o próximo trimestre ou a próxima Copa do Mundo.”
Hugo fala do Brasil e da seleção brasileira, mas vale, também, para o nosso Flamengo.
Só talento não basta. É preciso método. Permanentemente.
O processo permanente e sempre impreciso
São muitas as variáveis presentes no desafio da condução transformadora do Flamengo, aquela capaz de dar peso correto a cada variável e de lidar com elas da maneira mais inspirada possível.
Cada acerto é um passo à frente rumo à consolidação de uma equipe forte e vencedora, mas cada erro pode sabotar os esforços voltados à busca das conquistas e ao alcance e permanência num alto patamar.
E há o fato da excelência ser perecível, exigindo renovação e realimentação constantes.
Assim é a gestão de um clube de futebol e, no caso do Flamengo, o condutor do momento é o Bap, responsável por dirigir o clube “na ponta dos dedos”, como se referia o Galvão Bueno às eternas direções do Senna nas manhãs de domingo.
Vejo o Bap tentando fazer um trabalho estrutural transformador, com as exigências mencionadas pelo Hugo Rodrigues, “processo, continuidade, disciplina coletiva e capacidade de pensar décadas em vez de apenas o próximo ciclo eleitoral, o próximo trimestre”, mas cada erro pode retardar a marcha vitoriosa que se pretende empreender e sustentar.
Ao intuir sobre possíveis erros ou efetivamente diagnosticá-los, nosso Buteco, amostra muito rica da Nação Rubro-Negra, expressa suas queixas e preocupações, às vezes adivinhando frustrações futuras, às vezes exagerando em sofrimentos antecipados.
Puro suco de Nação Rubro-Negra.
Aí, Amigas e Amigos do Buteco, não basta a paciência histórica de que andei falando recentemente.
É também necessário saber conviver com o risco e o desconforto das turbulências, porque nossos gestores erram e, em ciclos em que estejam errando, nossos principais adversários podem estar acertando.
O processo é permanente e sempre sujeito a imprecisões que podem levar a derrapagens, mas temos que aceitar vivê-lo e, na medida do possível, curti-lo.
Voto em Jardim para 2027
| Foto: Gilvan de Souza/Flamengo |
Sei que corro o risco de quebrar a cara ao apresentar este meu voto, mas a história não é muito fã dos covardes.
Tenho falado, no Buteco, sobre condições estruturais e circunstanciais do futebol do Flamengo.
As estruturais são responsabilidade de todos os líderes do clube, seja o presidente, sejam todos os demais envolvidos na criação das melhores condições possíveis para que, dentro de campo, os jogadores representem bem o Mengão e lidem vitoriosamente com as circunstâncias de cada jogo e de cada competição.
Bap vem fazendo, a meu ver, um bom trabalho de estruturação do clube, algo que vai muito além do futebol, como ficou claro na apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2026 que fez ao Conselho, recentemente.
No futebol, mais do que o Boto, o treinador Leonardo Jardim me passa a impressão de reunir capacidades que podem servir bem ao processo de estruturação do futebol do clube, trabalho do qual é justo esperarmos a geração de grandes resultados dentro de campo, se não nesta temporada, mais provavelmente em 2027.
Sei que há restrições a algumas escolhas táticas feitas por ele em determinados jogos, mas não vamos encontrar o “treinador perfeito” e o que mais se aproximou disso desde que comecei a acompanhar o Flamengo, por volta de 1955, acabou de ser anunciado como treinador da seleção portuguesa para o ciclo 2026-2030. Então...
Vamos entrar no segundo round da temporada e, na inter-temporada que está terminando, Leonardo Jardim deu bons sinais de que sabe treinar nosso time, aumentar repertórios individuais e coletivos e potencializar o rendimento de muitos jogadores, inclusive de alguns crias.
Que tal, então, darmos a nós mesmos a oportunidade de permitirmos que o Jardim tente concluir um ciclo de dois anos?
Eu estou nessa “vibe”, assumindo o risco de quebrar a cara, mas achando que vale a pena seguirmos com o Calvo.
Elenco Profissional em 24/06/26 – Site Oficial do Flamengo
Goleiros: Rossi, Andrew, Dyogo Alves
Zagueiros: Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo, Vitão, João Victor
Laterais Direitos: Varela, Emerson Royal
Laterais esquerdos: Alex Sandro, Ayrton Lucas
Volantes: Evertton Araújo, Erick Pulgar, Jorginho
Meio-Campistas: De Arrascaeta, De La Cruz, Saul, Carrascal, Lucas Paquetá
Atacantes: Bruno Henrique, Pedro, Everton Cebolinha, Luiz Araújo, Gonzalo Plata, Wallace Yan, Samuel Lino.
Segundo seu site oficial, o Flamengo entrou na janela de julho-agosto com esses jogadores no elenco principal.
Faço o registro do nosso ponto de partida para, no fim da janela, compararmos e concluirmos o quanto terá havido de evolução, em termos de reforços, eliminação de elos fracos e solução de posições preocupantes.
No momento, é difícil especularmos sobre o fechamento da janela porque, como foi informado, o Boto está trabalhando para fazer contratações e existe a possibilidade de saída de alguns jogadores, o que poderá exigir reposições.
Jardim tem pedido um meia atacante e um ponta, mas as minhas prioridades seriam um bom lateral esquerdo, mais confiável na função defensiva do que o Beijinho, um centroavante e reposições para as saídas.
Aí, o Amigo Lucas Castro Alves repostou ontem, no Buteco, essa postagem do Luís Filipe Carneiro (@luizfilipecm):
“Tem um livro excelente que mostra que o futebol é um esporte de elo fraco. Ele é mais impactado por causa do seu pior jogador (o Digne, por exemplo) do que o seu melhor jogador pode sobressair sozinho. Um jogador ruim, que falha, custa uma eliminação.”
Num comentário, o Luiz Filipe acrescentou:
"O livro até defende que é mais eficiente reforçar os pontos mais fracos em relação ao custo de um jogador de ponta pra uma posição que não seja carente."
Viu, Boto? Viu, Jardim?
Simpatizo muito com o Beijinho, mas devemos desistir de considerá-lo um lateral esquerdo.
Se quiserem vender o Carrascal e testar o Beijinho como ponta esquerda reserva até o fim desta temporada, tô dentro, porque acho que ele pode acertar nessa função, mas precisamos de um lateral esquerdo que domine a fase defensiva.
Então, é isso: por enquanto, cabe esperarmos e torcermos por uma boa evolução.
Quando a janela acabar, pretendo fazer um balanço do antes e depois do nosso elenco principal.
Renovação de Contrato dos Crias – Um Palpite
O Amigo Gustavo postou, recentemente, a notícia divulgada pelo @sitejornaldofla:
“Dos crias do Flamengo que estiveram em Portugal, Johnny é quem tem o contrato mais curto com o clube. Destaque absoluto do período de amistosos, o zagueiro/lateral-esquerdo possui vínculo somente até 30 de novembro de 2027. Ou seja, logo logo entra no último ano de contrato. Flamengo precisa agir rápido pra evitar qualquer problema!!”
O site complementou a notícia informando o prazo dos contratos de alguns jovens que estiveram em Portugal:
•Johnny Góes – 30/11/2027;
•Alan Santos – 31/01/2028;
•Daniel Thuram – 31/03/2028;
•Rayan Lucas – 29/10/2028;
•Guilherme Gomes – 31/12/2028;
•João Victor – 31/12/2029;
•Lorran – 31/12/2029;
•Joshua – 31/05/2030.
Da lista acima, eu me apressaria em conversar com o Johnny e com o Daniel Thuram.
Tentando olhar de um jeito mais estruturado para o processo de manutenção de promessas no elenco do clube, se eu fosse o Diretor Técnico criaria um nível intermediário entre a base e o elenco principal, para o qual seriam promovidas, cada uma em seu momento oportuno, as maiores promessas das categorias de base.
Nesse nível intermediário, limitado a cinco ou seis jogadores, o salário dos garotos poderia ser, por exemplo, o dobro do salário máximo pago aos jogadores do Sub-20 não promovidos e as promoções seriam feitas por meio de um rito de avaliação e de classificação de cada jovem como grande promessa.
Os garotos promovidos seriam integrantes do elenco principal, mas poderiam continuar descendo eventualmente para o Sub-20, como já acontece.
O propósito seria reduzir os conflitos gerados pelas expectativas e ansiedades de jogadores, staffs e famílias e ter jovens promessas mais fixadas no clube, com salários melhores do que a faixa salarial do Sub-20, mas sem inflacionar-se a massa salarial dessa categoria.
Sempre haverá riscos: o de promover um jovem que não vai se afirmar e o de perder jovens não promovidos, seja por erro de avaliação, seja por inconformismo não justificado do seu staff, mas imagino que uma ação estruturada desse tipo poderia reduzir os conflitos, as ansiedades e as perdas indesejáveis.
Saudações Rubro-Negras!!!
Carlos César Ribeiro Batista
terça-feira, 14 de julho de 2026
Rivalidades - Parte 2
Olá Buteco, bem-vindos!
Na nossa última coluna, conversamos sobre as rivalidades com clubes mineiros e gaúchos, fazendo dois recortes históricos: até 2018 e a partir de 2019. Para aqueles que quiserem conferir, podem clicar aqui. Os dados são do site Flaestatística e, embora antigamente os jogos valessem 2 pontos, decidimos por contabilizar o aproveitamento no formato atual (3 - 1 - 0), de forma a padronizar a comparação.
Na coluna de hoje, continuaremos essa discussão, olhando agora para os nossos rivais locais. Começaremos com os duelos contra o Botafogo e uma descoberta interessante: o nosso aproveitamento desde 2019, contra o Botafogo, está mais alto do que contra o Vasco! Vocês sabiam dessa? A tabela indica um aproveitamento de 76% dos pontos conquistados frente a este adversário.
O aproveitamento recente contra o Fluminense não difere muito do contexto geral do confronto, o que é um grande mérito deles, haja vista que estamos falando da 2º maior geração do Flamengo da história. Nesse período, o Fluminense também conseguiu conquistar a Libertadores, num ano em que poderíamos ter o primeiro Fla x Flu pela competição. Este ano, só poderemos ter um Fla x Flu se eles chegarem à final.
O confronto, que historicamente era equilibrado, hoje aponta um saldo de 29 vitórias em nosso favor. Outra marca impressionante desse Flamengo pós-estruturação. Nesse período, apenas uma final, o Carioca de 2019, no qual vencemos os dois jogos por 2x0. Além desses, há o 4x4 do Brasileirão 2019 que acabou sendo o jogo que confirmou o título e o histórico 6x1 de 2024.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Algávea e as Preocupações de Leonardo Jardim
Salve, Buteco! E não é que o último dos amistosos, valendo o Troféu do Algarve, transformou belo balneário luso em uma espécie de "Algávea"? A Nação Rubro-Negra demontrou uma força descomunal ao lotar o estádio, sobrepujando a torcida mais popular de Portugal, e ainda por cima dando ao jogo um "clima de Libertadores" a partir da entrada do argentino Prestianni, aquele da treta racista com o nosso Cria Vinicius Junior, e que acabou apanhando mais do que pandeiro em dia de carnaval.
Aliás, a irritação dos adeptos benfiquistas com a invasão rubro-negra e o resultado do jogo não tem preço. Para as outras coisas existe o Mastercard.
O saldo dos 3 jogos no Algávea é positivo. A primeira linha reservíssima sobreviveu aos três testes e dela ganhamos uma opção para a lateral esquerda, já que Johnny Góes passou com louvor no teste, especialmente o do terceiro jogo, contra o forte time do Benfica. Royal foi outro que consolidou a boa fase, a qual esperamos que passe a ser a regra.
No meio, Samuel Lino comprovou que pode ser uma opção para Arrascaeta, além de jogar junto com o craque uruguaio. Aliás, Lino me parece bem mais a vontade quando tem liberdade para se movimentar por todo o ataque, tal como faz o nosso ídolo charrua. Samuca tem visão de jogo, bom passe e se coloca muito bem para finalizar. Falta apenas aprimorar este último fundamento.
No ataque, Lorran e Joshua tiveram seus bons momentos, mas foi Wallace Yan quem melhor aproveitou as oportunidades, marcando em dois jogos consecutivos, inclusive o gol do título. Esperamos que o Cria finalmente coloque a cabeça no lugar e corresponda às expectativas criadas após a vitória contra o Chelsea no ano passado, passando a ser pelo menos uma importante peça na rodagem do elenco.
***
Bastou um leve aperto da torcida nas redes sociais para o nosso diretor técnico soltar que existem negociações em andamento com três reforços, muito embora sem revelar nomes e nem posições. Melhor assim. Prefiro que as negociações corram em sigilo. A expectativa da vinda de um nome, a partir da sua divulgação, movimenta o negócio dos setoristas e não existe absolutamente nada de errado com isso, o honesto ganha-pão de muita gente.
Só que a gente quer os reforços chegando e com o melhor preço possível, o que nem sempre é possível quando a ciranda das especulações serve para inflacionar o preço dos nossos alvos, certo?
Ainda assim, é difícil engolir a narrativa do segredo das negociações, não sei se vocês concordam. É que o curso dos eventos, desde a entrevista concedida por Leonardo Jardim ainda em Algávea, traz alguns contornos no mínimo intrigantes.
A entrevista teve tom de cobrança, tanto que foi assim tratada pelo jornalista Venê Casagrande:
Na quinta-feira seguinte, 9 de julho, o presidente Bap concedeu uma exclusiva para o canal do próprio Venê Casagrande enaltecendo o trabalho do Boto. Na sequência, o Cetáceo soltou para a galera que existem negociações em andamento com três nomes, o que, porém, será conduzido com sigilo e sem pressa, para o Flamengo não pagar mais do que deve por cada um deles.
Como o clima não chegou a esquentar, não descarto que parte dessa movimentação seja até uma "jogada ensaiada" entre treinador e Diretoria para botar aquela pressão saudável em alguns dos jogadores. Ao cobrar um reforço para a posição de Arrascaeta, Jardim pode estar sinalizando para o craque (que abriu mão das férias para se reapresentar) que o Flamengo exige não menos do que o comprometimento exibido para servir a Seleção Uruguaia.
Já o pedido de um ponta faz sentido se a saída de Cebolinha for mesmo iminente. O melhor seria flexibilizar, até para o jogador não sair de graça no final do ano. Aliás, ainda que discretamente, correm nos corredores da Gávea (e não do Ninho) críticas à forma pela qual o Cetáceo "deixa correr" o prazo dos contratos a um ponto tão próximo do final que torne difícil uma negociação, tanto para venda do atleta, como para eventual renovação.
Alguns exemplos para quem ainda não entendeu: Pedro e Léo Pereira terão seus contratos expirados em dezembro/2027. Já não era para as negociações visando a renovação estarem muito bem encaminhadas? No mesmo prazo terminará o contrato de Luiz Araújo. O pontinha não vem brilhando, mas tem mercado. Será que vão deixar acontecer o mesmo que recentemente ocorreu com o Ryan Roberto?
***
Bem, a resenha está muito boa mas vou deixando a palavra com vocês porque preciso correr atrás de ingressos para o jogo contra o Olimpia, aqui no Mané Garrincha, na próxima sexta-feira.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
Bom dia e SRN a tod@s.



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