sexta-feira, 8 de maio de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo em 08/05/26


Olá, Buteco!


Concluo este texto na quinta-feira, antes do jogo da noite contra o Independiente Medellín, quarta rodada da fase de grupos da Libertadores 2026.

Desconheço, portanto, os humores com que amanhecerá nosso Buteco na sexta-feira.

Resta-me então, na produção desta pauta de assuntos para nossa resenha, a opção de tentar ser tão imune quanto possível aos humores que venham a ser causados pelo jogo contra o Medellín, partida em que, como bem pontuou o Gustavo no Esquenta, o Flamengo jogará principalmente contra o Calendário, “terrível adversário que tem em seu plantel peças muito competitivas, como o desgaste, os desfalques, o encurtamento do elenco e o desgaste mental”.

Dois temas ocuparam, nesta semana, a maior parte das análises e comentários da Nação Rubro-Negra:

** A vitória do Flamengo na disputa contra a Libra, obtida por meio da celebração de um acordo que reconheceu que nosso clube tinha razão na briga por distribuição justa de uma das parcelas da receita obtida pela Liga no contrato firmado com a Rede Globo, mais especificamente a parcela relacionada à audiência gerada pelas diversas agremiações integrantes da liga;

** As culpas do Jardim a partir do empate contra o Vasco, sofrido no último minuto da partida de domingo passado.


A vitória na Libra e a guerra

No tema da Libra, muitos youtubers rubro-negros preferiram comemorar a “vitória” do Bap sobre a Leila no que considero apenas uma batalha.

Opto, então, por não embarcar nesse oba-oba, porque a presidente do Palmeiras mostra permanente disposição para guerrear contra o Flamengo.

Tanto é assim que, logo que foi anunciada a assinatura do acordo, o Palmeiras divulgou nota oficial comunicando sua decisão de sair da Libra.

Por ora, não creio que valha a pena estender-me muito neste assunto, até porque precisamos aguardar os próximos capítulos (e eles virão).

Registro apenas que, a meu ver, a Libra perdeu peso expressivo com a saída do Palmeiras, mas, por outro lado, pode ter ganho em harmonia, pela enorme dificuldade de convívio entre Flamengo e Palmeiras.

E acrescento que a guerra que a presidente palmeirense insiste em sustentar não é boa para o futebol brasileiro, porque todos os clubes associativos deviam estar em Brasília brigando contra o favorecimento tributário às SAFs que irá vigorar a partir de 2027 (o Flamengo está brigando), mas acredito que o clima bélico ainda vai continuar por muito tempo e que, com o passar dos anos, o Vasco vai ser parte importante nesse jogo, como SAF e como propriedade do enteado da presidente.

Por fim, sempre vale sorrirmos um pouco com as boas notícias que às vezes a vida traz: não pude confirmar, mas estão dizendo nas redes que a Shopee já vendeu mais de quinhentas mil camisas do Mengão.


A que lugar do pódio chegaremos com o Jardim?



Postura, Trocação, Desgaste

Na entrevista após o jogo contra o Vasco, nosso Calvo estava mais furioso do que siri na lata, como dizia o Apolinho. Ele se declarou responsável, mas deu uma chamada dura no grupo (transcrição com base em matéria do GE.com):

Em relação ao jogo, posso dizer que tivemos 70 minutos, 75 minutos aceitáveis. Fizemos dois gols, tivemos uma ou duas situações. Entregamos o jogo ao adversário. Deixamos de ganhar duelos, deixamos de pressionar os corredores. Eles cruzaram com muita facilidade. Fizeram dois gols de cruzamento. O Flamengo tem que jogar. Foi a mensagem que deixei aos jogadores. Eu sou o grande responsável por não conseguir que os jogadores mantivessem o nível de exibição dos primeiros 70 minutos. A gente quebrou. O adversário conseguiu reagir e ter o domínio de bola. Disse a eles: quando a gente entra a ganhar, temos que ter mais responsabilidade. É fundamental. Isso tem que ser uma diretriz marcante naquilo que acredito como equipe.”

Não sou de contar história. A gente sabe que a equipe do Vasco estava fresca e iria tentar com tudo. Nós estávamos mais cansados. Mas, com o nosso elenco, precisávamos dar outra resposta de maturidade e controle do jogo. Não conseguimos e o responsável sou eu.”

Na quarta-feira, tivemos acesso a um vídeo do Falso Nove em que ele pegou a mesma onda do Jardim, considerando que a falta de postura dos jogadores foi a principal causa da frustração que sofremos no fim do jogo.

Embora tenha opinado assim, o youtuber não deixou de falar do número de finalizações sofridas pelo Flamengo nas partidas mais recentes e esta é, na minha “estatística visual” (olhômetro), a causa que mais vem despertando críticas de torcedores e analistas.

Para a maioria dos comentaristas, profissionais e amadores, o modelo de jogo utilizado pelo treinador Leonardo Jardim leva a trocações que favorecem nossos adversários.

Aqueles que conhecem bem os trabalhos anteriores do Calvo afirmam que esse é o estilo dele e que há histórico de outros times por ele dirigidos que tinham o mesmo perfil: eram bons no ataque e vulneráveis na defesa.

Sem discordar das cobranças ao Jardim, porque também acho que o time precisa de maior equilíbrio, incluo aqui a minha ponderação: acredito que a tal “falta de postura”, apontada por ele e pelo Falso Nove, seja mais produto de desgaste do time do que de uma acomodação condenável de jogadores.

É claro que Wallace Yan não se inclui nessa ponderação, porque tinha entrado em campo aos 45 minutos do segundo tempo e, embora estivesse “fresco”, não bloqueou o cruzamento que nos fez perder dois pontos muito preciosos.

O Flamengo deu sinais de perda de gás já no primeiro tempo, mas a fase mais crítica do jogo, na qual sofremos os dois gols, foi a segunda metade do segundo tempo, quando Jardim precisou fazer substituições que me pareceram justificáveis pelo cansaço dos titulares.

Aos 23 do segundo tempo, saíram dois jogadores que protegem os laterais, Lino e Luiz Araújo e entraram BH e De La Cruz. Aos 36, saiu Jorginho, gigante na partida, e entrou Saul, que foi mal. Aos 45, saiu Pedro e entrou Wallace Yan.

Todas essas mudanças foram feitas como tentativa de renovação das forças do time, mas não funcionaram como o esperado, porque resultaram em perdas de bloqueios, pelo meio e pelas pontas.

A meu ver, ressalvadas algumas poucas exceções, “as tiradas de pé” e a redução da pressão sobre os adversários estão resultando mais do desgaste do time do que de atitudes descompromissadas.

Como a maratona atual não terá tréguas, temo que o time volte a passar por esse tipo de situação nos jogos restantes deste mês.

Torcer, Torcer, Torcer...


Como será o amanhã?

O grande número de finalizações sobre a nossa meta nas partidas mais recentes e, principalmente, o efeito do gol do Hugo Moura, aumentaram muito a cobrança para que, sem deixar de aproveitar o bom repertório ofensivo adquirido pelo time, Jardim combine essa virtude tão sonhada com maior posse de bola e consequente redução das oportunidades de contra-ataques e cruzamentos oferecidas aos adversários.

Como não dá pra consertar nada neste insano mês de maio, a expectativa é de que, com treinamentos, Jardim consiga combinar eficácias ofensiva e defensiva durante a pausa da Copa do Mundo.

Não temos como saber a que lugar chegaremos sob o comando do Calvo, porque o futebol é cheio de manhas e armadilhas, mas, sucedendo Filipe Luís num momento de bastante pressão para o time, nosso treinador acertou algumas coisas importantes em pouco tempo.

Destaco duas que rapidamente fizeram diferença: repertório ofensivo e gestão de elenco.

O Flamengo do Jardim já consegue matar alguns jogos no primeiro tempo, inclusive jogos pesados como aconteceu contra o Atlético-MG, adversário que sempre se mobiliza muito quando enfrenta o Malvadão.

E, apesar dos desfalques e do desgaste imposto pelo calendário, Jardim tem conseguido fazer uma rotação de elenco que considero boa nas circunstâncias, num modelo que prioriza a manutenção de um time base, mas em que o uso eventual de um time B também acontece (no meu critério, o time é “B” quando tem sete jogadores de linha que não são titulares do “A”).

Mesmo tendo recebido a dura lição de uma flamengada contra o Bragantino – todo treinador do Flamengo passa por esse batismo – Jardim vem conseguindo manter o time na briga pelas competições, tentando atravessar a selva de desafios deste período pré-Copa sem queimar nossas chances de buscar os grandes títulos no segundo semestre.

No Brasileirão, nossa posição é desconfortável, por estarmos perseguindo o Palmeiras, que começou muito bem na competição, tendo conseguido 33 pontos dos 42 que disputou, aproveitamento de 78,6%.

O Flamengo, com um jogo a menos, conseguiu, até agora, 27 pontos dos 39 que disputou, aproveitamento de 69,2%.

Se isolarmos apenas os jogos que o Flamengo disputou sob o comando do Calvo, o time conseguiu 23 pontos dos 30 que disputou, aproveitamento de 76,7%.

Esses números indicam que estamos na briga, apesar das turbulências do início da temporada e de algumas circunstâncias menos favoráveis ao Flamengo, como a atual maratona de viagens e a perda simultânea de vários jogadores muito importantes para o time.

Quanto à Libertadores e à Copa do Brasil, é mais difícil fazer projeções, por serem mata-matas. Temos que navegar e ver aonde chegaremos.

Tentando me aproximar de uma resposta à pergunta que fiz no título deste tema (“A que lugar do pódio chegaremos com o Jardim?”), fui pesquisar o cartel de títulos do nosso treinador.

Segundo a Wikipédia, não são muitos.

Ganhou, no início da carreira, na temporada 2009/2010, a Segunda Liga Portuguesa, com o Beira-Mar.

Depois, ganhou o Campeonato Grego e a Copa da Grécia, na temporada 2012/2013, com o Olympiacos.

Mais adiante, na temporada 2016/2017, foi campeão da Ligue 1 (Campeonato Francês), com o Mônaco.

Por fim, conquistou em 2021, com o Al-Hilal, a Liga dos Campeões da Ásia e a Supercopa da Arábia Saudita.

Não chega a ser, portanto, um grande conquistador de títulos, mas agora “pilota” um dos times mais fortes da América do Sul.

Instalado no cockpit do Mengão, a que lugar do pódio nos levará nas competições que estamos disputando?


Tema para uma DR (Discussão da Relação)


Não entendam como crítica, porque não tenho qualquer pretensão de ensinar alguém a torcer, mas apenas como uma proposta de reflexão:

Em que momento da história perdemos a serenidade para lidarmos com vitórias, empates e derrotas, marolas normais do futebol?

Creio que a catarse vivida no Buteco na segunda-feira passada, depois do empate com o Vasco, pode ser tomada como modelo das reações atuais da Nação Rubro-Negra.

Misturaram-se, como tem sido habitual, manifestações furiosas e condenatórias, desta vez contra o treinador Jardim, e opiniões mais ponderadas, mais analíticas e menos acusatórias.

Em alguma medida, acho que sempre fomos assim (no mínimo, uma parte expressiva da Nação sempre foi), mas parece ter havido um aumento da nossa intolerância às frustrações, castigo eventual que o futebol nunca se cansa de impor aos torcedores de todos os times.

No caso da nossa Nação Rubro-Negra, tenho um palpite de resposta para essa pergunta:

A culpa é do Véio.

Jorge Jesus nos acostumou mal.

Na verdade, nos acostumou muito bem, porque ele seguia à risca, quase em 100%, o lema “Vencer, Vencer, Vencer” e ainda fazia isso com shows de futebol e de domínio sobre os adversários.

Só que, com o passar do tempo, o efeito retardado daquela época mágica parece ter sido o esquecimento de que o futebol é feito de marolas, não da certeza de vitórias.

Como eu disse, meu diagnóstico é apenas um palpite porque, quanto mais eu vivo, menos respostas definitivas eu tenho.

Então, paro por aqui.

Divirtam-se, caso queiram entrar nessa DR.


Saudações Rubro-Negras!!!!!


Carlos César Ribeiro Batista

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Independiente Medellín x Flamengo

   

Copa Libertadores da América/2026 - Grupo A - 4ª Rodada

Quinta-Feira, 7 de Maio de 2026, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia.

Independiente Medellín: Chaux; Leyser Chaverra, Londoño, José Ortíz e Fabra; Esneider Merna, Serna e Loboa; Yoni González, Didier Moreno e Fydriszewski. Técnico Sebastián Botero.

FLAMENGORossiRoyalDanilo LéPereire AleSandro; EverttonJorginho e Carrascal; LuiAraújoBHenrique SamueLinoTécnico: LeonardJardim.


Arbitragem: Jesús Valenzuela (FVF/Venezuela), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Tulio Moreno (FVF/Venezuela) e Alberto Ponte (FVF/Venezuela). Quarto Árbitro: Rony Cueva (FVF/Venezuela). Árbitro de Vídeo (VAR): Andrés Cunha (AUF/Uruguai). Auxiliar de Vídeo (AVAR): Hector Bergalo (AUF/Uruguai). Assessor de Árbitros: Sebastián Restrepo (FCF/Colômbia). Quality Manager: Luis Vera (FEF/Equador).

Transmissão: ESPN (TV por assinatura e streaming - Disney+). 


Esquenta: Independiente Medellín x Flamengo, pela 4ª Rodada do Grupo A da Libertadores/2026

 

Salve, Buteco! O Clube de Regatas do Flamengo volta hoje a Medellín e ao Estádio Atanásio Girardot, onde já disputou 3 jogos e venceu os 3, os dois primeiros no ano de 1964, contra Atlético Nacional (2x1) e o próprio Independiente Medellín (1x0), pelo Torneio Triangular de Medellín, e o último pela Libertadores/1993, quando Renato Gaúcho marcou o célebre gol em Higuita, cravando a vitória rubro-negra.



Nada mal o retrospecto no Girardot, hein? Ocorre que, para manter os 100% de aproveitamento no tradicional estádio de Medellín hoje à noite, o Calvo terá que mandar a campo a escalação certa para atingir esse objetivo sem comprometer o jogo de domingo à noite, contra o Grêmio, nessa "delícia de conexão" entre a cidade colombiana e Porto Alegre. Só a viagem do Rio até Medellín já compromete em alguma medida o bom intervalo entre o jogo de domingo e o de hoje.

Esse é o xadrez que o Calvo terá jogar contra esse terrível adversário, o Calendário, que tem em seu plantel peças "muito competitivas", como o desgaste, os desfalques, o encurtamento do elenco e o desgaste mental. 

Tomando por base os times que o Calvo mandou a campo nas três rodadas anteriores do Grupo A da Libertadores, bem como os jogadores que vêm de 3 jogos consecutivos, arrisco a seguinte formação:

Rossi; Royal, Danilo (Léo Ortiz), Vitão (Léo Pereira) e Ayrton Lucas; Evertton e De la Cruz;  Plata, Luiz Araújo, Bruno Henrique e Carrascal.

Vou começar pelo ataque e depois recuar para a defesa.

Samuel Lino ficou no banco e não entrou contra o Cusco, tendo jogado desde o início, posteriormente, contra Fluminense, Independiente Medellín e Bahia; entrou no segundo tempo contra o Vitória e depois novamente, desde o início, nesta última e desgastante sequência, contra Atlético/MG, Estudiantes e Vasco da Gama.

É intuitivo, portanto, que comece no banco hoje à noite. A dúvida que se poderia ter é sobre quem ocupará a ponta esquerda em seu lugar. Será que a derrocada do Cria Wallace Yan abrirá passagem para Everton Cebolinha?

O mesmo raciocínio aplicado a Samuel Lino vale para o veterano Jorginho, que jogou as últimas (e desgastantes) três partidas. É recomendável preservá-lo para a batalha em Porto Alegre. O jogo de hoje à noite parece propício para a entrada do nosso estimado Pigmeu Charrua, Nico de la Cruz.

A volta de Carrascal é uma excelente notícia, por aumentar as opções na rodagem do elenco. Voltaremos a ter um meia armador no time, seja centralizado ou caindo pela esquerda.

Ainda no meio, mas já começando a falar sobre a defesa, Evertton Araújo é o nosso novo "Iron Man", vindo de nada menos do que 9 (NOVE) partidas consecutivas e sem entregar a paçoca. Além de louvável o esforço, é perceptível a evolução do Cria, calando a minha boca, que tanto o criticou.

A (sábia) regra dos três jogos consecutivos deverá ser aplicada a Alex Sandro, que também jogou as três últimas, o que não ocorre, contudo, em relação ao restante da primeira linha. Tanto os laterais direitos Varela e Royal, quanto os quatro zagueiros vêm em alguma medida revezando-se entre si.

Algo me diz que o Calvo repetirá a primeira linha de La Plata, com a exceção de Ayrton Lucas, que deve entrar no lugar de Alex Sandro pela regra dos três jogos.

Mas e o adversário?

O que a gente ouve falar sobre o Independiente Medellín é o absoluto caos, dentro e fora das quatro linhas, com direito a eliminação do campeonato colombiano e um pitoresco gesto do acionista majoritário do clube, que lançou gestos dirigidos à arquibancada como se estivesse comemorando a derrota para o Rionegro Águilas e a eliminação.

É claro que o resultado joga uma enorme pressão sobre o elenco do Independiente, mas ao mesmo tempo também gera cobrança para o Flamengo desempenhar seu papel de amplo favorito e protagonista. Uma faca de dois gumes.

Minha curiosidade está na reação da torcida do Poderoso de la Montaña. Será que comparecerá em massa, motivada pela expressão do Flamengo, ou veremos um estádio vazio hoje à noite?

Bem, a prosa está muito boa, porém preciso passar a palavra a vocês para que falem sobre a escalação e todos os demais detalhes do jogo de logo mais.

O Ficha Técnica subirá as 19:00h e a bola rolará no Atanasio Girardot as 21:30h, com transmissão da ESPN e do Disney+ (premium).

Bom dia e SRN a tod@s.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A Mentira

 

Salve, Buteco! Andam repetindo que "Leonardo Jardim está destruindo o que herdou de bom de Filipe Luís", o que seria "a capacidade do time de se defender bem".

Mentira...

Contando apenas os jogos sob o comando de Filipe Luís em 2026, a campanha do Flamengo, contra adversários "de Série A", e não necessariamente "pela Série A", tinha 9 jogos (contando o Lanús), com 3 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, e 10 gols marcados contra 13 sofridos.

Curioso esse raciocínio que "salta" da final do Mundial Interclubes para a estreia de Leonardo Jardim, na final do Campeonato Carioca, no qual o Fluminense entrou na condição de favorito contra o vice-campeão do mundo.

Se o time do ex-treinador estivesse "se defendendo bem" ele não teria caído, certo?

Bem, agora quem dará um salto retórico serei eu, para reduzir o debate a desfalques, desfalques e desfalques, que fazem o elenco rodar com poucos jogadores, alguns deles veteranos e com histórico de lesões.

Exemplo 1: Jorginho. 3 partidas seguidas - Atlético, Estudiantes e Vasco da Gama.

Exemplo 2: Samuel Lino. 3 partidas seguidas - Atlético, Estudiantes e Vasco da Gama.

Saem os dois e começam a entrar peças de poucos minutos em campo na temporada, por diversos motivos, como Saúl e Wallace Yan. No primeiro caso, deu certo em dois jogos anteriores; já no domingo, deu zebra.

Faz parte. Acontece.

Sim, o time está sofrendo muitas finalizações e é preciso dar um jeito nisso. O encarregado de resolver esse problema é o treinador. Agora, se você realmente compra esse discurso de que ele "herdou um time com a capacidade de se defender bem", procure ajuda.

Se você acha, ainda, que o Léo Ortiz vem jogando mal por causa do novo treinador, procure ajuda rapidamente, pois está começando a navegar em uma realidade alternativa, desconectando-se da concreta.

Ah, e tem essa matéria aqui do GE, de autoria do "Gato Mestre". Vejam a conclusão:

A equipe do Gato Mestre do ge checou. Em 101 jogos entre 2024 e 2026, o time de Filipe Luís sofreu 914 finalizações (média de nove por partida). Já o Flamengo do recém-chegado Jardim tem 15 duelos até o momento e viu os adversários concluírem a gol 185 vezes (média de 12 por compromisso).

Como Jardim pegou só a final do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, o recorte também pode ser feito tirando os jogos comandados pelo Filipe Luís nos estaduais de 2025 e 2026, de forma a ter uma comparação só contra times do primeiro escalão. Sob esse prisma, o Flamengo do Filipe Luís sofreu 813 finalizações em 84 partidas (média de 9,6 por duelo).


Ou seja, sim, é fato que o Flamengo do Jardim tem sofrido mais finalizações dos adversários. Porém, trata-se de uma diferença pequena: de duas a três conclusões a mais na meta defendida por Rossi.


Como finalização, em si, não quer dizer muita coisa (pode ser chute de longe, ou para longe; chute fraco ou sem perigo), vamos comparar também os gols sofridos. O time de Filipe Luís levou 66 gols nos 101 jogos (média de 0,65 por partida).


Por sua vez, o Flamengo de Jardim foi vazado 11 vezes nos seus primeiros 15 jogos (média de 0,73). Ou seja, é fato afirmar que os números defensivos com Filipe Luís eram melhores, mas a diferença é bem pequena tanto em finalizações quanto em gols sofridos.


Tentando voltar a vencer depois de dois jogos, o Flamengo entra em campo novamente nesta quinta-feira para enfrentar o Independiente Medellín, às 21h30 (de Brasília) no Atanasio Girardot, na Colômbia, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores.

Tenha muito cuidado com o que você lê, e assiste, e escuta....

Amanhã nos veremos no Esquenta.

Tenham uma quarta-feira abençoada.

Bom dia e SRN a tod@s.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

O Bode Expiatório de Sempre

 

Salve, Buteco! 30 minutos, arredondando. Esse foi o trecho do jogo no qual podemos dizer que o Flamengo envolveu o Vasco da Gama na maior parte dos lances. Maior posse de bola, facilidade para as infiltrações no ataque, finalizações a gol e o golaço de placa do Pedro, o nosso "9 Bolado" ou Bibliahimovic.

Ocorre que há coisas absolutamente previsíveis no futebol e uma delas é o Flamengo (especialmente essa geração) tirar o pé depois de uma partida muito desgastante, tal como foi a de La Plata. Já nos 15 minutos finais da primeira etapa o time foi pressionado pelo Vasco da Gama.

Na volta do intervalo, num jogo do tipo lá e cá (expressão antiga e muito melhor do que trocação), o Flamengo estava melhor e, apesar do pênalti sofrido por Pedro e convertido por Jorginho ter sido daqueles "tolos", arrisco dizer que, naquela altura, o Flamengo ainda estava melhor em campo.

Seguiu-se então um período de certa tranquilidade no jogo, especialmente após a entrada de De la Cruz. O resultado parecia garantido. Vem então um cruzamento da esquerda e Léo Ortiz, que anda com a cabeça no mundo da lua em 2026, salta como um retardado, fora do tempo da bola, e deixa Robert Renan descontar para o Vasco da Gama e transformar em drama o restante do jogo.

E haja pressão. Anoto, neste ponto, que, além do uruguaio, Saúl também entrou na partida (muito mal, aliás), e o time com um meio "mais encorpado", o qual podemos chamar, sem exaagero, de "escalação da torcida", mal conseguiu ultrapassar o meio de campo e tomou um tremendo sufoco do adversário.

E a bola puniu. Wallace Yan, que entrou todo esquisitão na partida, no último lance do jogo permitiu o cruzamento da esquerda, Léo Ortiz não acompanhou a "linha burra" e Hugo Moura, impedido, implementou implacavelmente a "Lei do Ex".

(Mais um) oferecimento de Daniel Nobre Bins como árbitro de vídeo em jogos do Flamengo.

***

Leonardo Jardim está sendo escorraçado por conta da substituição de Pedro, exausto e sentindo câibras, por Wallace Yan, já que o jovem atacante, infelizmente, teve uma de suas atuações bizarras e, como já frisei, omitiu-se no lance do gol de empate do Vasco da Gama.

Muito provavelmente a maioria que está cobrando o treinador pela substitição reclama da pouca utilização da base. O Flamengo sofre com vários desfalques por conta de consusões e suspensões, tornando o elenco mais curto para a rodagem; o calendário é implacável e o time precisou jogar, do meio para a frente, com quatro jogadores que iniciaram a "Carnificina de La Plata".

Mas o culpado, sempre, invariavelmente, precisa ser o treinador, mesmo que seja esse, que até 2 jogos atrás vinha de 7 vitórias consecutivas.

Esse é o lado ruim da torcida do Flamengo. Ruim não; isuportável, eu diria.

***

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 3 de maio de 2026

Flamengo x Vasco da Gama

  

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 14ª Rodada

Domingo, 2 de Maio de 2026, as 16:00h (USA/ET 15:00h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGORossiVarela, LéOrtiz, LéPereire AleSandro; EverttoJorginhoPlataPedroLuiAraújSamueLinoTécnicoLeonardJardim.

Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Barros e Thiago Mendes; Puma Rodríguez, Brenner e Rojas; David. Técnico: Fernando Diniz.

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Boschilia (FIFA/PR) e Leone Carvalho Rocha (AB/GO)Quarto Árbitro: Paulo Henrique Schlleich Vollkopf (AB/MS). Inspetor: Luiz Carlos Câmara Bezerra (Assessor/CBF/BR). Assessor: Silvio Eduardo Silva e Silva (Assessor/CBF/MA). Árbitro de Vídeo (VAR): Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA/RS). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Clériston Clay Barreto Rios (Assistente/Master/SE) e José Ricardo Vasconcellos Laranjeira (AB/AL). Observador de VAR: Cláudio José de Oliveira Soares (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Larissa Ramos Monteiro (Assessor/CBF/BR).

Transmissão: Rede Globo (TV aberta)Premiere (sistema pay-per-viewGeTV (YouTube).