sexta-feira, 22 de maio de 2026

Coluna do Carlos César: Resenha a Varejo em 22/05/26


Olá, Buteco!


Semana quente, com jogos pesados contra Estudiantes e Palmeiras.

Enquanto aguardamos o Esquenta do jogo do próximo sábado, levanto a bola para uma resenha de espera.


Flamengo 1 Estudiantes 0 – Algumas Lições

Beleza, carimbamos nossa classificação em primeiro do grupo e temos chance de estar entre as três melhores campanhas da fase de grupos da Liberta, mas a vida segue e o Flamengo precisa evoluir para chegar às grandes taças de 2026.

Para tanto, precisa extrair as lições que cada jogo proporciona e o jogo contra o Estudiantes deixou algumas.


A Bola Parada Defensiva

Vixe!!! Valei-nos, São Judas Tadeu!!!

O Estudiantes teve cinco escanteios no jogo, todos no início do primeiro tempo.

Naquele curto ciclo, torci muito para estar errado, porque tinha certeza de que a bola ia acabar entrando no nosso gol. Felizmente eu estava errado.

A jogada de escanteio do Estudiantes é muito bem realizada, mas o Flamengo do Jardim sofre demais com os cruzamentos altos sobre a área.

Foi aí que descobri que a Comissão Técnica do Jardim tem um especialista em bola aérea, informação do repórter Marcelo Courrege, que relatou que Léo Ortiz e Léo Pereira foram à beira do gramado debater com o especialista e que do debate resultou a mudança do sistema de marcação, de zona para individual (estava mesmo uma zona).

Ufa!!! Crise superada, mas pensei muito no Rodrigo Caio. Talvez ele pudesse ajudar o Calvo nessa matéria.


Aula de Futebol Nojento

O jogo de quarta-feira foi, acima de tudo, uma aula do futebol nojento que os argentinos voltaram a praticar nas competições do continente.

Acho justo ressalvar que a final da Libertadores de 2019 foi um jogo limpo em que o River Plate, também um time argentino, jogou futebol e não enveredou pelas apelações desonestas que o Estudiantes adotou nas duas partidas deste ano contra o nosso Mengão (houve uma encrenca em Lima, depois do segundo gol do Gabigol, mas ali já foi efeito da cabeça quente de um jogador argentino, quando os jogadores do Mengão ficaram prendendo a bola perto da bandeirinha, mas nada comparável ao que vem acontecendo ultimamente).

Sob a batuta de um juiz ruim, o Estudiantes fez cera desde o primeiro minuto, jogou com violência e investiu pesado na estratégia de tentar mexer com o emocional dos jogadores do Mais Querido.

Vejam, amigas e amigos do Buteco: embora eu seja totalmente contra essas apelações e baixarias, tenho consciência de que o Flamengo precisa disputar a Libertadores porque, apesar da tolerância da Conmebol e de suas arbitragens com práticas reprováveis, a competição tem importância esportiva no continente e é degrau classificatório para os grandes torneios intercontinentais dos quais o Mengão quer sempre participar.

Então, o clube precisa evoluir, tanto no plano institucional quanto dentro de campo, para saber lidar com esse contexto antidesportivo e com o tipo de jogo nojento permitido na competição sul-americana.

Nesse sentido, considero que a vitória do Flamengo foi boa oportunidade de aprendizado para que, em circunstâncias semelhantes, nossos jogadores saibam como se conduzir.

Na quarta-feira, sofreram um pouco no começo, mas acabaram encontrando o caminho da vitória.


A Dificuldade de Jogar Nosso Jogo

Às práticas antipáticas que foram o cerne de sua estratégia de jogo, o Estudiantes associou, no começo da partida, uma marcação alta e intensa e, da mesma forma que aconteceu no 2 a 2 contra o Vasco, nosso time enfrentou dificuldades para construir jogadas a partir do seu campo.

Juntaram-se, a meu ver, algumas causas:

** A dificuldade natural de acertar passes quando o adversário marca bem e reduz os espaços no nosso meio-campo. É normal errar passes nessa situação.

** O modelo de jogo adotado pelo Jardim na partida, apostando em ligações diretas para que Bruno Henrique explorasse as costas da última linha do Estudiantes. Em alguma medida, isso funcionou, porque BH preocupou muito a defesa argentina. Só que “funcionou, mas não dava certo”, porque nosso Camisa 27 sempre errava a sequência dos lances, perdendo a bola para os adversários.

Até mesmo o gol do Pedro resultou de um erro técnico do BH, só que ele não desistiu do lance e acabou conseguindo obrigar o goleiro Muslera a rebater mal, exatamente para o lugar onde estava o Pedro. Aí, a tentativa do BH deu certo, porque é aquele negócio:

Derrama, Senhor

Derrama, Senhor

Derrama porque o Pedro é matador.

Por causa do modelo de jogo escolhido, era comum que o Carrascal também se adiantasse, deixando de se oferecer como opção de passe para Léo Ortiz, Léo Pereira e Jorginho tentarem fazer um jogo mais construído. O comentarista Roger Flores até cobrou, na transmissão da Globo, que Carrascal não se adiantasse tanto.

A esse respeito, Carlos Eduardo Mansur observou, no Troca de Passes, que o Flamengo vive uma transição entre o jogo de construção à moda Filipe, sólido na defesa e menos efetivo no ataque, para o modelo do Jardim, que busca usar menos passes para chegar ao gol (no jogo contra o Estudiantes, o Flamengo trocou apenas 389 passes, número baixo até para o padrão Jardim). Nessa transição entre modelos, o Flamengo perde consistência defensiva em algumas partidas, sem necessariamente alcançar a eficiência ofensiva buscada.

Mansur acha que é questão de tempo para que o Flamengo consolide uma nova e boa identidade tática. Aguardemos e torçamos.

** Como última causa para as dificuldades iniciais do Flamengo, vi uma inapetência dos nossos jogadores para os duelos físicos. O Estudiantes entrou ligado em 220 volts e o Flamengo, em 127. Enquanto isso aconteceu, nosso time sofreu para jogar. Felizmente durou pouco.


O Pênalti Decisivo, o Recuo do Estudiantes, o Segundo Tempo e o Lino

Na minha visão de torcedor tenso, o jogo começou a mudar quando, por intervenção do VAR, o juiz desmarcou o pênalti no Bruno Henrique.

Ali, o time chegou ao auge da irritação e, sendo acordado para a realidade de que precisaria fazer mais para vencer, começou a duelar e acabou com a vida fácil do Estudiantes.

Ao mesmo tempo, talvez por cansaço, o time argentino baixou a marcação e ofereceu ao Flamengo a possibilidade de jogar mais o seu jogo.

Com espaço pra jogar, o Flamengo é forte e tende a se impor, como ensaiou no restante do primeiro tempo e concretizou no segundo.

Gostei do segundo tempo do time e me convenci de que, a exemplo do que acontecia nos bons tempos do Mister, o condicionamento físico pode ser a chave para o sucesso do Flamengo do Jardim porque, quando seus adversários sentem o cansaço, o Mengão consegue impor seu jogo mais técnico e fica mais perto dos gols e das vitórias.

É difícil sonhar com bom condicionamento físico do Flamengo no calendário maluco com que convivem os times brasileiros, mas sonhar não custa nada e essa é uma vantagem competitiva muito desejável.

Faço um destaque individual para o Lino.

Entrou muito bem na partida e, mesmo jogando pela direita, movimentou-se bem em todas as fases do jogo (defesa, construção e ataque) e ocupou com muita inteligência uma faixa na meia direita, na fase ofensiva.

Cheguei a viajar na ideia de trocar a posição dele com a do Carrascal, quando Arrasca e Paquetá não puderem fazer a posição 10.

Afinal, vejo Carrascal como um ponta esquerda que faz bem o facão em diagonal, do jeito que o Jardim gosta, e o Lino parece ter inteligência pra jogar em todas as posições da linha de três meias, inclusive na faixa central.

É só uma viagem, mas eu embarquei na ideia.


Pô, Carrascal!!!

Não pode, meu camarada!!!

Num jogo pegado como aquele, não se pode perder o gol que você perdeu.



Jardim, O Descomplicado – Evolução do Elenco

Creio que, um pouco por temperamento, um pouco por sua maior experiência, Jardim descomplicou muito a relação com o atual elenco principal do Flamengo, na comparação com seu antecessor Filipe Luís.

Em qualquer fala a respeito do Filipe, a gente precisa relembrar a dimensão que ele teve no clube, primeiro como lateral esquerdo titular do Mágico Time de 2019 e, depois, como treinador campeão da porra toda, na sequência iniciada na Copa do Brasil 2024 e fechada com a Libertadores e o Brasileirão 2025.

Creio que nenhum outro treinador conseguiu isso no Brasil.

Filipe só não ganhou a Copa do Mundo de Clubes, mas venceu o Chelsea que viria a conquistar o título, e a Copa Intercontinental, levando o Flamengo à decisão por pênaltis contra o PSG.

Portanto, palmas sempre para o belo trabalho que realizou.

Tudo isto posto, temos agora um treinador que, aos poucos e sem as tensões características da época do Filipe, vai levando o clube a bons posicionamentos nas duas principais competições que o Mengão disputa neste ano.

Alguma garantia de sucesso?

Infelizmente, nenhuma! (bem que eu gostaria...)

Jardim não conseguiu passar pelo Vitória na Copa do Brasil e nada garante que vai repetir a façanha do Filipe e do Mister de conquistar Brasileirão e Libertadores no mesmo ano.

Apesar disso, vejo como promissor o seu trabalho e tenho esperança de que, conhecendo melhor as valências e pontos fracos de seus jogadores atuais, Jardim consiga influenciar o diretor Boto nas compras e vendas do meio do ano e assim contribuir na solução de alguns dos principais problemas do elenco.

Acredito que, com uma reformulação em agosto cujo balanço final seja um elenco um pouco melhor e mais completo do que o atual, o Flamengo vai estar forte na briga pelas duas grandes taças de 2026.

Se, porém, não houver melhora no balanço final das compras e vendas, Jardim vai precisar brilhar muito pra nos levar às grandes conquistas, porque as carências do elenco têm sido parcialmente compensadas com criatividade e empenho, mas podem ficar mais pesadas com o decorrer da temporada.

Saudações Rubro-Negras!!!!

Carlos César Ribeiro Batista

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Flamengo x Estudiantes

     

Copa Libertadores da América/2026 - Grupo A - 5ª Rodada

Quarta-Feira, 20 de Maio de 2026, as 21:30h (USA/ET 20:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.

FLAMENGO: Rossi; Royal, Léo Ortiz Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton, Jorginho e Carrascal; LuiAraújo, Pedro e Bruno Henrique. Técnico: Leonardo Jardim.


Estudiantes: Muslera; Meza, Pírez, Tomás Palacios e Nuñez; Piovi, Amondarain e Castro; Tiago Palacios, Carillo e Aguirre. Técnico: Alexander "El Cacique" Medina.

Arbitragem: Esteban Ostojich (AUF/Uruguai), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2  Martín Soppi (AUF/Uruguai) e Horacio Ferreiro (AUF/Uruguai). Quarto Árbitro: Diego Flores (ANPF/Chile). Árbitro de Vídeo (VAR): Leodan González (AUF/Uruguai). Auxiliar de Vídeo (AVAR): Santiago Fernández (AUF/Uruguai). Assessor de Árbitros: Hilton Moutinho (CBF/Brasil). Quality Manager: Cesar Escano (FPF/Peru).

Transmissão: Rede Globo (TV aberta) e Paramount+ (streaming).

Esquenta: Flamengo x Estudiantes de La Plata, pela 5ª Rodada do Grupo A da Libertadores/2026

 

Salve, Buteco! O mais importante na Fase de Grupos da Libertadores é a classificação, certo? E se puder vir acompanhada de uma das melhores campanhas, de modo a decidir os mata-matas em casa, fica melhor ainda, correto? Meu pensamento para o jogo de hoje é esse. Dada a maratona recente, com muitas viagens, e o jogo de sábado, contra o Palmeiras, uma vitória simples me proporcionará enorme satisfação. E vocês?

Muitos torcedores não vêem vantagem em decidir em casa nos mata-matas. Pois eu penso bem diferente. Lembram-se do enorme sufoco nas partidas de volta das quartas de final e na semifinal da Libertadores/2026? É claro que se pode afirmar que o time resistiu e terminou se sagrando campeão, mas quando me recordo do perrengue pelo qual passamos em La Plata e Avellaneda... Ah, que me perdoem os mais céticos, mas eu prefiro decidir no Maracanã!

A questão é a rodagem do elenco com o "novo problema dos convocados", ou seja, quem está prestes a disputar uma Copa do Mundo e "talvez" não queira meter o pezinho em uma dividida contra o tradicionalmente violento Estudiantes de La Plata. Que o diga a carnificina do jogo pela 3ª Rodada...

Recentemente, o presidente Bap elogiou a que vem sendo executada pelo Calvo e eu concordo. A rigor, só tivemos contusão muscular com Paquetá, pois as de Pulgar, Arrascaeta e Plata (recente) foram todas decorrentes de choques ou "pancadas" sofridas, o que, aliás, é um assunto importante a ser tratado especialmente com a CBF, dada a leniência das arbitragens com a violência, principalmente com os nossos atletas.

Seguindo essa linha de raciocínio, e a maior rodagem que vem sendo feita na Libertadores, imagino uma formação com Rossi; Royal, Léo Ortiz, Vitão e Ayrton Lucas; Evertton Araújo, Jorginho e Paquetá (Carrascal); Plata, Pedro e Bruno Henrique (Carrascal ou Luiz Araújo).

E aí? Fariam diferente?

Na onda das boas vibrações, que tal uma inserção do Túnel do Tempo, trazendo memórias das vitórias do Mais Querido sobre os Pincharratas no Rio de Janeiro? Vamos nessa então!

1) Supercopa dos Campeões da Libertadores/1988: Flamengo 3x0 Estudiantes (Maracanã)


2) Supercopa dos Campeões da Libertadores/1992: Flamengo 1x0 Estudiantes (Moça Bonita)


3) Copa Libertadores da América/2025: Flamengo 2x1 Estudiantes (Maracanã)


Uma vitória simples nos basta. Aliás, vencendo Estudiantes e Cusco, pelos meus cálculos o Flamengo alcançará uma das três melhores campanhas da Fase de Grupos.

O Ficha Técnica subirá as 19:00h, como de praxe, e a bola rolará no Maracanã as 21:30h.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

terça-feira, 19 de maio de 2026

SeleFla

 

Fonte: TNT Sports, Instagram

Olá Buteco, bom dia!

Saiu ontem a lista dos 26 jogadores que representarão o país na Copa do Mundo da Fifa e o Flamengo foi o clube que mais contribuiu para a formação do grupo, com Danilo, Leo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá. Além dos que foram convocados, ainda tínhamos Leo Ortiz, Samuel Lino e Pedro na lista dos 55 da pré-lista.

Isso é mais um fruto do projeto pensado para o Flamengo, lá em 2013! A organização de todos os processos do clube nos permitiu cooptar maiores patrocínios que, por sua vez, nos permitiram trazer melhores jogadores, que nos trouxeram títulos, que nos permitem cooptar cada vez maiores patrocínios, realimentando o ciclo.

Eu gosto sempre de lembrar o quão novo ainda é o projeto Rubronegro, para que entendamos que o projeto ainda não foi inteiramente concluído. De 2013 para cá são 13 anos. O Flamengo levou a metade desse tempo com a primeira parte – reestruturação de todos os processos do clube, renegociação das dívidas, investimento em estrutura e busca de melhores patrocínios – e, de 2019 para cá, estamos colhendo os primeiros frutos. Felizmente, a colheita foi farta: nos últimos 7 anos, o Flamengo conquistou 3 Libertadores, 3 Campeonatos Brasileiros e 2 Copas do Brasil, além de 3 Supercopas do Brasil, 1 Recopa, 6 Cariocas, 1 Derby das Américas e 1 Challenger Cup. E estamos indo para mais.

A convocação de 4 atletas do clube para a Copa do Mundo que se avizinha cristaliza no mercado a concepção de que o Flamengo, além de ter o melhor elenco do país e pagar bem (e em dia!), é uma escolha lógica para atletas que tem como objetivo, entre outros, a participação na Copa do Mundo. É importante entender o cenário, pois agora temos também a Copa do Mundo de Clubes – na qual a nossa participação na próxima edição já está assegurada.

O que falta, então? Prioridade número 1: conseguir estabilidade no trabalho de uma comissão técnica. Baseando-nos na premissa de que quanto mais longevo o trabalho de um treinador mais resultados ele poderá entregar, com menos períodos de instabilidade, a prioridade número 1 deve ser conseguirmos uma comissão técnica de qualidade, capaz de aguentar a pressão que é o Clube de Regatas do Flamengo, de nos conduzir aos grandes títulos, que consiga se reinventar constantemente e que também esteja em busca de um projeto de longo prazo com o clube. Pouca coisa, certo? 😀. Mas é isso, o desafio é proporcional à grandeza do clube e o nível que já atingimos não nos permite nada senão os melhores.

E aí entramos em um tópico que é sempre muito debatido aqui no Buteco: a qualidade do elenco. Por que o clube ainda apresenta momentos de instabilidade, como aconteceu no início do ano e novamente agora, nessa eliminação na Copa do Brasil? A culpa é sempre da comissão técnica, que “perdeu o elenco”, “bateu no teto”, ou qualquer coisa do tipo? 

É claro que toda derrota traz, consigo, algum peso das escolhas da comissão técnica. Entretanto, também é verdade que o alto custo do calendário contribui significativa para períodos de instabilidade e isso pode ser constatado com os outros candidatos aos maiores títulos da temporada. O nosso maior rival pelo título brasileiro vem de 3 empates seguidos: Santos (porteiro do Z4), Remo (18º) e Cruzeiro (um bom time, mas já a 15 pontos da liderança). O Fluminense, 3º colocado no Brasileirão, está em último lugar no seu grupo da Libertadores, às vias da eliminação.

Em todo caso, o clube pode pavimentar o caminho para a estabilização de uma comissão técnica vencedora se continuar investindo forte na qualificação do elenco. Eu nem me apego especificamente à quantidade, realmente acho que o clube pode rodar com 26. Mas é preciso que estes 26 estejam aptos. Não cabe, no momento atual do Flamengo, manter em seu elenco jogadores que não conseguem jogar, ou que já não estejam com o mesmo espírito de quando vieram jogar aqui. O segundo gol do Vitória, no jogo da eliminação, eu não me lembro de ter visto algo parecido: jogador bate o escanteio rasteiro para alguém dentro da área, livre. Esse cara tem todo tempo do mundo para girar e colocar a bola no tumulto, gerando o gol. A primeira vista, parece um desleixo completo com a marcação e isso é exatamente o que não pode acontecer. A falha técnica, do atleta perder um gol ou do goleiro tomar um frango, é perdoável. A negligência na disputa, nunca.

Mas, enfim, seguimos. O grande jogo desse primeiro semestre acontecerá no sábado: Flamengo x Palmeiras, 21h. Precisamos vencer para ficar a 1 ponto deles, com um jogo a menos. E eles também sabem que perderam o campeonato do ano passado no confronto direto. Vão fazer de tudo para não ver o filme se repetir esse ano. Jogo grande, com um desfalque muito significativo do Arrascaeta. Precisaremos de nível total de concentração.

Só que ainda temos jogo amanhã. É o custo do calendário, não tem para onde correr. Eles também jogam amanhã e ainda precisam da vitória para se garantirem no grupo. Nós temos essa vantagem, podemos colocar até um time completamente reserva se desejarmos, pois mesmo perdendo o jogo amanhã, basta uma vitória simples contra o Cusco, na semana que vem, para garantirmos a primeira colocação. No cenário caótico do calendário, qualquer vantagem deve ser aproveitada.

Vamos, Flamengo!!!

Saudações RubroNegras!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Empate na Raça

 

Salve, Buteco! A torcida do Flamengo bem sabe que, na História do Campeonato Brasileiro, alguns estádios são, historicamente, verdadeiras "caveiras de burro" para o Flamengo. Um deles foi o (graças a Deus) demolido Estádio Olímpico, do Grêmio. Outro é a Arena da Baixada, em Curitiba. O Flamengo só venceu lá, pelo Brasileirão, em 2019, com o mágico time do Mister Jorge Jesus.

O contexto que precedia o jogo deste domingo à noite era muito desfavorável para o Mais Querido. Uma penca de desfalques (Arrascaeta, Pulgar, Plata, Jorginho, Evertton Araújo, De la Cruz e Luiz Araújo), jogadores voltando de contusão e sem ritmo de jogo (Paquetá e Saúl) e apenas 9 opções no banco (!).

Do outro lado, o melhor mandante do Campeonato Brasileiro até então, contando com um dos artilheiros do certame, o colombiano Kevin Viveros. Pelo histórico, seja do confronto direto no estádio pela competição, seja do estilo de jogo mandante em seus domínios, era de se esperar a pressão que o Flamengo sofreu no início do primeiro tempo.

Foi um pouco pior do que poderia ter sido pelas dificuldades que a dupla de volantes sentiu, além da má atuação de alguns jogadores, como o estimado Varela. O frango engolido por Rossi é que foi inesperado, obrigando o time a escalar uma montanha até conseguir o empate, no segundo tempo. 

Se pensarmos bem, o Athletico não criou muito, mesmo conseguindo exercer uma brutal pressão sobre o Flamengo. No frigir dos ovos, que decidiu os 45 primeiros minutos foi a falha do nosso goleiro, se bem que tivemos alguns ataques perigosos, que poderiam ter sido melhor aproveitados.

Curiosamente, nos dois primeiros minutos do segundo tempo o Athletico criou tudo o que não havia criado na primeira etapa. Por pouco o placar não foi ampliado. Rossi teve a chance de se redimir na partida. Porém, depois disso, o Flamengo cresceu no jogo e começou a ditar o ritmo, criando boas chances.

Não entendi o porquê, mas foi nesse momento que o Calvo decidiu colocar Cebolinha no lugar de Saúl e Bruno Henrique no de Samuel Lino. Achei o timing ruim. O ritmo do time foi quebrado e por uns bons minutos a pressão passou a ser exercida por meio de chuveirinhos para a área. Mais adiante, o Calvo sacou Léo Ortiz do time colocando Royal na lateral direita e deslocando Varela para a cabeça de área. Mas a cadência do jogo não se alterava.

Faltando mais ou menos quinze minutos para o final, Athletico então voltou a ameaçar. O jogo ficou "lá e cá" (odeio o termo enzo "trocação"), com predominância de posse de bola do Flamengo. Mas foi num desses ataques da equipe "paranazi", já passados 38 minutos, que, na retomada da posse de bola, Léo Pereira lançou de maneira primorosa Bruno Henrique, o qual, por sua vez, lembrando o galgo dos velhos tempos, deixou a marcação comendo poeira e cruzou para o 9 Bolado, o Bibliahimovic, o Queixada, artilheiro do campeonato, empatar o jogo e garantir esse pontinho santo para o rubro-negro Mais Querido do Brasil e do Mundo.

O gol incendiou ainda mais a equipe, que partiu para cima e criou chances para virar o placar. Veio então a expulsão de Danilo e só deu tempo para o Calvo colocar Vitão e dobrar Ayrton Lucas com Alex Sandro na lateral esquerda. Bruno Henrique foi centralizado e Cebolinha continuou na direita.

Já estávamos, todavia, nos descontos do dúbio árbitro Rafael Klein, que criminosamente não havia expulsado Felipinho e Aguirre, do Athletico, pelas entradas, respectivamente, em Paquetá e Alex Sandro, e que resolveu terminar o jogo faltando uns bons 12 segundos, que seriam tempo suficiente para o Flamengo cobrar o lateral e dar sua última cartada na partida.

Borrando as calças, porém, o energúmeno resolveu encerrar o jogo, antes que as coisas saíssem de controle, como, por exemplo, com uma virada rubro-negra (carioca).

Empate na raça, contra todas as adversidades, o que impediu o Palmeiras de ampliar a vantagem na tabela. Agora, até a Copa do Mundo, o Flamengo só jogará em casa (Estudiantes, Palmeiras, Cusco e Coritiba) e com algumas peças importantes voltando a estar a disposição. 

O pior felizmente já passou.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

domingo, 17 de maio de 2026

Athletico/PR x Flamengo

     

Campeonato Brasileiro/2026 - Série A - 16ª Rodada

Domingo, 17 de Maio de 2026, as 19:30h (USA ET 18:30h)
, no Estádio Joaquim Américo Guimarães ou "Arena da Baixada", em Curitiba/PR.

Athletico/PR: Santos; Aguirre, Arthur Dias e Esquivel; Benavídez, Felipinho, Jadson, Léo Derik e Zapelli; Mendoza e Viveros. Técnico: Odair Hellmann.

FLAMENGO: Rossi; VarelaDanilo, LéPereira e Alex Sandro; LéOrtizSaúlCarrascaPaquetáPedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.


Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (FIFA/RS), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (Master/MS) Michael Stanislau (AB/RS). Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa (AB/DF). Inspetor: Fernando José de Castro Rodrigues (Assessor/CBF/PA). Assessora: Ana Karina Marques Valentim (Assessor/CBF/PE). Árbitro de Vídeo (VAR): Emerson de Almeida Ferreira (AB/MG). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Frederico Soares Vilarinho (AB/MG) e Dyorgenes José Padovani de Andrade (AB/ES). Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia (Assessor/CBF/BR). Quality Manager: Arnaldo Jasson Araújo Santos (Assessor/CBF/BR). 

Transmissão: Sportv (TV por assinatura) e Premiere (sistema pay-per-view).


sábado, 16 de maio de 2026

Esquenta: Athletico/PR x Flamengo, pela 16ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! A Baranga deu um toco no Mais Querido ou foi o Cafajestão que correu para não chegar e deixou a Endinheirada meter o pé? Talvez um meio termo, quem sabe? Não acho que o time tenha entregado propositalmente a rapadura, mas faltou aquele ímpeto necessário para passar de fase, talvez porque, no fundo, os jogadores não acreditassem ou mesmo não quisessem um calendário entupido por três competições simultâneas no segundo semestre.

O fato é que o talentoso Erick, do Vitória, que já havia marcado um golaço no Maracanã, destruiu o plano de jogo do Mais Querido logo aos 8 minutos. Até então, havia a esperança, do lado rubro-negro carioca do confronto, que a obrigação baiana de construir o placar daria espaços para os contra-ataques ou "transições ofensivas verticais". 

Só que não foi o que acontecu. Com o gol rubro-negro baiano, tudo foi por água abaixo e passamos a precisar buscar o empate, mas com Bruno Henrique centralizado no comando do ataque. E o Flamengo de fato tentou, mas havia algo deletério que coexistia com o plano de jogo precocemente desatualizado.

A reação da torcida espelha a postura dos jogadores. Não senti a mínima convicção nem mesmo em quem usou palavras mais fortes para criticar o time, a comissão técnica ou a diretoria. A verdade, em muitos silenciosa, é que há um certo alívio, convivendo com o constrangimento e a frustração da eliminação, com a abertura de espaço no calendário após a volta da Copa do Mundo.

***

Hora de virar a chave e dar aquele trato na Patroa. O jogo de amanhã já para lá de complicado pelo histórico contra o Athletico "Paranazi", porém as suspensões de Evertton Araújo e Jorginho, além dos dois cartões amarelos para Varela, Léo Pereira e Samuel Lino, tornam o cenário ainda mais turvo. Se um deles tomar o terceiro amarelo ficará fora do jogo contra o Palmeiras, no final de semana que vem.

O momento é de um sprint final de seis jogos até a Copa do Mundo: Athletico/PR (f) amanhã; Estudiantes de La Plata (c) na quarta-feira; Palmeiras (c) no sábado; Cusco (c) na terça-feira seguinte e Coritiba (c) no final de semana subsequente. A boa notícia, como vocês podem perceber, é que a viagem para Curitiba será a última, precedendo cinco jogos no Rio de Janeiro.

Escalação especulada no GeFla: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Léo Ortiz (Saúl) e Carrascal; Plata (Luiz Araújo), Pedro e Samuel Lino.

Vem a calhar o retorno do chileno Erick Pulgar. Já o de Paquetá, ao que tudo indica, ficará para o confronto contra o Estudiantes. Essa formação me parece a conta do chá para ter uma boa performance na Arena da Baixada. Talvez o Calvo venha a sofrer com a escassez de opções na hora de mexer no time, no segundo tempo.

***

O Ficha Técnica subirá na alvorada do domingo e a palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.