Olá, Buteco!
Sigamos com as resenhas a varejo, enquanto o Mengão já treina em Portugal, em preparação para o Torneio de Algarve e para a segunda metade da desafiadora temporada de 2026.
Situação do Mengão Sub-20 no BR26 e Viagem dos Garotos a Portugal
Tendo empatado com São Paulo e Corinthians na 17ª e 18ª rodadas da fase de classificação, nosso Sub-20 somou 27 pontos e entrou na última rodada precisando vencer o Avaí e torcendo para que, entre Athletico-PR, Corinthians e Cruzeiro, todos com 29 pontos, um deles perdesse seu jogo (ou empatasse e fosse superado nos critérios de desempate).
Ontem, na última rodada, Corinthians e Cruzeiro perderam seus jogos, parando nos 29 pontos, mas o Flamengo cedeu o empate ao Avaí aos 50 minutos do segundo tempo e, somando apenas 28 pontos, não conseguiu se classificar para a fase mata-mata.
Enquanto parte da garotada deixava escapar, no último minuto do último jogo, a classificação para as quartas de finais do BR26 Sub-20, dez garotos estão em Portugal, vivendo uma experiência de integração ao elenco principal, sob observação e orientação do treinador Jardim. São eles:
** Rayan Lucas e Lorran, ambos já com experiência no elenco principal e no exterior, mas devolvidos ao Flamengo no fim de seus empréstimos;
** Guilherme, Dyogo Alves, Daniel Sales, Alan Santos, João Victor, Johnny, Joshua, Daniel Thuram, alguns com mais experiência no elenco principal, outros com menos, mas todos candidatos a uma promoção, a depender de como serão avaliados pelo treinador.
Nosso Amigo Laercio, que acompanha a base mais de perto, lamentou as ausências de Josmar, Pablo, Douglas Telles e Davi Fraga e discordou das presenças de Guilherme e Alan Santos, mas considerou “uma lista bem decente”.
Fica a torcida para que os garotos e o Flamengo aproveitem bem essa oportunidade e que, mais do que um simples espasmo passageiro, ela seja um primeiro passo firme na retomada do esforço do clube pela integração de crias ao elenco principal.
Reconheço que esse processo não é fácil e que a promoção de garotos não é a principal solução para estruturação do elenco principal (a principal estratégia do Flamengo é “comprar pronto”), mas vejo-a como um complemento útil para a estruturação e, se contarmos com treinadores interessados nesse trabalho, como um bom e desejável caminho para a formação de jovens promissores.
Para o torcedor, como comentei em outro post, a regra desse jogo é paciência histórica.
Formação de Jogadores versus Conquista de Troféus
O discurso do Flamengo, primeiro do Bap e do Boto e, mais adiante, do Alfredo de Almeida e do Marcelo Salazar, é de que a prioridade, no trabalho com a base não é conquistar troféus, é formar jogadores para uma boa carreira na fase adulta.
Essa priorização é a meu ver incontestável, mas não creio que a conquista de troféus precise ser vista como um incontornável impedimento à formação de craques, na medida em que, a depender de como esse trabalho da base seja desenvolvido, há possibilidade de conciliação das duas coisas.
Digo isso porque o Palmeiras parece ter encontrado a fórmula para essa conciliação, a julgar pelos bons resultados que vem obtendo na combinação entre revelação de craques e conquista de troféus.
O BR26 do Sub-20 não acabou e o Palmeiras pode cair no mata-mata, perdendo o troféu deste ano, mas chama-me a atenção e desperta em mim uma “inveja benigna” o desempenho dos garotos palmeirenses na fase de classificação, em que conseguiram 77% de aproveitamento, com 44 pontos, 13 vitórias, 5 empates, apenas uma derrota e 54 gols marcados (média de 2,84 gols por jogo).
O Vasco, segundo colocado, ficou a oito pontos de distância.
Não precisamos copiar, podemos ter método próprio, mas deve haver lições a aprender nesse histórico de sucesso do porco na base, revelando grandes jogadores e sendo competitivos na busca de troféus.
Arbitragens na Copa do Mundo - Vale tudo para a bola rolar mais
Dona FIFA mudou de ideia, trocando a diretriz de prevenção da violência pelo primado da bola rolando ao máximo.
Por força dessa nova diretriz, os juízes estão deixando de marcar faltas flagrantes nos jogos da copa e, pelo mesmo motivo, o VAR interfere pouquíssimo, mesmo em jogadas de cotovelo na cabeça do adversário e de entrada de sola na canela.
Essa conduta tem produzido arbitragens que considero muito ruins, porque o nível de tolerância com jogadas faltosas prejudica quem joga de maneira lícita.
Por mais que eu tenha tentado entender, não consegui deixar de classificar como idiotice o critério de interferência do VAR em escanteios.
O novo critério diz que, se o juiz marca um escanteio erradamente, o VAR deve interferir para que seja dado o tiro de meta, mas que a recíproca não é verdadeira: quando o juiz marca um tiro de meta erradamente, o VAR não pode interferir para que seja marcado o escanteio.
Se passaram a admitir o uso de tecnologia em escanteios, por que aceitar erros facilmente evitáveis?
Por outro lado, considero boas algumas inovações.
Foi positiva, a meu ver, a ideia de abertura de contagem para cobrança de lateral.
Sempre me incomodou o fato do time que põe a bola para fora de campo ser beneficiado pela dificuldade imposta pela cobrança dos laterais com as duas mãos e pela facilidade que isso proporcionava aos marcadores do time “faltoso”.
Na copa, como decorrência da abertura de contagem, as cobranças de laterais estão sendo rápidas, numa mudança que, de fato, tem conferido maior dinâmica ao jogo.
Também foi positiva a ideia de obrigar o jogador atendido em campo a ficar um minuto fora.
Isso diminuiu muito a permanência de jogadores deitados após as faltas.
O ponto negativo é o faltoso ficar em campo quando a vítima tem que pagar a pena de um minuto fora.
Então, acho que essa ideia é boa e que está funcionando, mas que precisa ser aperfeiçoada.
Brasileirão e Libertadores vêm aí e estou curioso pra saber como as novas regras serão burladas pelos “espertos” do Brasil e do nosso continente e como elas serão aplicadas pelos nossos árbitros.
Lamentando, Resmungando, Elogiando e Torcendo
| Foto: Adriano Fontes/Flamengo |
Lamentando: É pena que alguns garotos bem avaliados tenham sido excluídos da excursão a Portugal. Creio que prevaleceu, no caso, a priorização da tentativa de classificação para o mata-mata do BR26. Cabe torcermos para que os garotos agora preteridos tenham suas oportunidades ao longo do segundo semestre, sob o olhar do treinador Leonardo Jardim, que se anuncia como um lançador de grandes jogadores.
Resmungando: Além dos problemas impostos ao calendário de futebol pelas datas reservadas às seleções nacionais, ainda temos que pagar o preço das lesões sofridas pelos nossos jogadores nas competições promovidas pela FIFA e pela CONMEBOL.
A lesão do Paquetá é mais um capítulo dessa história e só nos resta torcer para que ela não seja grave e para que, cumprida sua missão na seleção brasileira, o cria possa voltar a vestir o Manto o quanto antes.
Elogiando: Tenho criticado o Ancelotti aqui no Buteco e sou seguidor da ideia defendida pelo João Saldanha de que não devia haver hinos nacionais em competições esportivas (ele rejeitava a ideia de pátria de chuteiras), mas o Carleto cantar o nosso hino associando-se aos jogadores e à torcida é uma demonstração de respeito e consideração, bem diferente da atitude colonialista que vemos em alguns estrangeiros que trabalham no futebol brasileiro ou trabalharam em tempos recentes.
Carleto já disse que é uma honra ser treinador da seleção brasileira e seu gesto de cantar o nosso hino mostra que ele não jogou palavras ao vento quando fez essa declaração.
Torcendo: Amanhã nosso Mengão fará a primeira partida pelo Torneio de Algarve. Que corra tudo bem e que o time consiga uma boa preparação, em Portugal e nos dias restantes da inter-temporada.
Saudações Rubro-Negras!!!
Carlos César Ribeiro Batista
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