terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Os desafios do calendário neste início de 2026

Fonte: Flamengo, Instagram.

Olá Buteco, bom dia!

Estamos apenas no segundo dia útil do ano mas, com a antecipação do início do Brasileirão já na última semana de Janeiro, é importante começarmos as discussões sobre o impacto do calendário no futebol do Flamengo que, a meu ver, é muito subestimado. Espera-se do Flamengo um futebol total: muito forte defensivamente e letal no seu ataque, mesmo que o tempo para treinamentos seja espremido em meio às viagens pelo país e, posteriormente, pelo continente.

Para o calendário deste ano, a CBF trouxe a redução das datas dos campeonatos estaduais e a - já citada - antecipação do Campeonato Brasileiro. Naturalmente, são iniciativas interessantes e, assim que tais informações foram divulgadas, minha primeira impressão foi de entender que, alternando os jogos do Campeonato Brasileiro com os do Carioca, poderíamos manter nosso plantel reserva em atividade, gerando ritmo de jogo para todos do elenco.

Entretanto, observando com um pouco mais de atenção o calendário do futebol brasileiro disponibilizado pela CBF, percebi que as 11 datas disponibilizadas aos estaduais ainda são demais, e vão gerar impactos principalmente no Flamengo, já que temos 3 jogos decisivos logo nesse início de temporada: a Supercopa, contra o Corinthians e os dois jogos da Recopa SulAmericana, contra o Lanús. O Flamengo começa o ano, portanto, já em um clima de decisões e com jogos do Campeonato Brasileiro no meio desse turbilhão, jogos nos quais o empate é ruim para quem tem a pretensão de levantar o caneco.

O Campeonato Carioca já começa, para nós, no próximo domingo: Flamengo x Portuguesa fazem um jogo antecipado da 5ª rodada, justamente para encaixar a Supercopa. Seremos representados pelo Sub20 nessa partida, assim como contra Bangu (14/01, quarta) e Volta Redonda (17/01, sábado). O elenco principal deve voltar no dia 21, uma quarta-feira, contra o Vasco. E, a partir desse jogo contra o Vasco, já começaremos a primeira maratona do ano:

  • 21/01, quarta, Flamengo x Vasco, Carioca;
  • 25/01, domingo, Fla x Flu, Carioca;
  • 28/01, quarta (a confirmar), São Paulo x Flamengo, Brasileirão;
  • 01/02, domingo, Flamengo x Corinthians, Supercopa;
  • 04/02, quarta (a confirmar), Flamengo x Internacional, Brasileirão;
  • 07/02, sábado, Flamengo x Sampaio Corrêa, Carioca;
  • 11/02, quarta (a confirmar), Vitória x Flamengo, Brasileirão;
  • 15/02, domingo (a confirmar), Quartas-de-Final, Carioca;
  • 19/02, quinta, Lanús x Flamengo, Recopa;
  • 22/02, domingo (a confimar), Semifinal, Carioca;
  • 26/02, quinta, Flamengo x Lanús, Recopa;
  • 01/03, domingo, Semifinal, Carioca;
  • 04/03, quarta (a confirmar), Flamengo x Mirassol, Brasileirão;
  • 08/03, domingo, Final, Carioca.

E, depois dessa sequência, o Campeonato Brasileiro engrena em uma espiral de jogos quarta/domingo até o dia 5 de Abril (10ª Rodada) porque, no dia 8 começa a fase de grupos da Libertadores. Sequência pesadíssima, um quarto do brasileiro sendo disputada até esse início de Abril e dezoito rodadas -primeiro turno quase inteiro - até o início da Copa do Mundo. Para buscar o Decacampeonato Brasileiro, o planejamento deverá ser extremamente assertivo. É nesse contexto que inserem-se também as possíveis contratações para a temporada...

Desafios postos, ainda há algum tempo para recarregarmos as baterias. Aproveitem, porque esta temporada será insana!

Saudações RubroNegras e Feliz 2026 para todos!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

É Chegada a Temporada de Especulações

 

Salve, Buteco! É tempo de janela de transferências e das inevitáveis especulações. Com as atividades do futebol suspensas pelas férias dos jogadores, o tema prevalente não poderia deixar de ser a montagem dos elencos e a preparação dos clubes para a temporada/2026.

Outro dia um prestigiado jornalista anti (sim, anti, atleticano), que está numa fase de tentar ser neutro em relação ao Flamengo, escreveu que o clube poderia não ter o que fazer com tanto dinheiro que arrecada. Para este jornalista, dinheiro, para o Flamengo, é problema.

Ora vejam só...

Bem, eu só posso dizer, em resposta, que prefiro mil vezes ter dificuldades para gastar o que tenho do que criar problemas gastando o que não tenho, se é que vocês me entendem. O clube do coração do jornalista anti em questão, o Atlético/MG, é exemplo do segundo caso.

Não é preciso gastar sequer mais uma linha como o assunto.

***

Se tivesse que definir o Flamengo no cenário internacional, descreveria-o como o maior clube não europeu do mundo. Como tudo na vida, há um lado bom e outro ruim em estar nessa posição.

O bom é que, bem gerido, o Mais Querido poderá ser hegemônico ou algo bem próximo disso como o Rei das Américas e de tudo mais que não seja a Europa.

O lado ruim é que o Malvadão, por mais malvado que seja, jamais terá o poder de um gigante europeu, afiliado à poderosíssima UEFA.

Um treinador bem sucedido no Flamengo sempre sofrerá assédio europeu e o mesmo se pode dizer dos atletas. Em ambos os casos, corre-se o risco, ainda, do próprio profissional desejar respirar os ares do Velho Mundo.

Na direção inversa, o clube volta e meia terá que convencer um jogador de destaque a largar o continente central do futebol mundial para jogar no Brasil.

Nem me preocupo com o mercado brasileiro. Um ou outro clube, em relação a determinados jogadores, poderá resistir ao ímpeto rubro-negro no mercado. O resto não terá o que fazer diante das investidas.

Todo mundo tem problemas, mas se eu tivesse que escolher o meu escolheria o dramático dilema de como gastar os meus milhões, em vez de sofrer transfer bans ou ter que me contentar com prateleiras intermediárias nos cenários brasileiro e sul-americano.

Quem não pode, se sacode. Simples assim.

***

Não gosto de especular nomes de reforços em posts porque circula muito dinheiro e interesses dos mais diversos nessas negociações. Não sou agente FIFA, intermediário ou algo que o valha.

Todavia, vocês, nos comentários, estão mais do que liberados para sugerir nomes e aprovarem ou vetarem chegadas e partidas.

***

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Coluna do Carlos César: Emergência... Suficiência... Excelência?

Olá, Buteco!

Depois de uma negociação tensa, em que, segundo se noticiou, o Flamengo foi duramente testado em suas convicções de austeridade financeira, foi anunciada, no dia 29/12/25, a renovação do contrato do treinador Filipe Luís, para que permaneça à frente do time principal do Mais Querido até dezembro de 2027.

Uma vez que ele renovou, cumpro minha promessa e apresento a vocês algumas reflexões sobre o que foi o trabalho dele até agora e do que pode estar a caminho, a partir de 2026.

Vou estender essas reflexões, de maneira mais superficial, ao trabalho do diretor José Boto e do presidente Bap.

Ao longo da temporada de 2025, comecei a considerar que Filipe Luís viveu, quando assumiu o comando da equipe principal do Flamengo em 2024, um período de emergência para, em seguida, na temporada de 2025, passar a viver um ciclo em que seu desempenho se caracterizou como de suficiência, embora, por se tratar de Flamengo, já tenha sido alvo de duras cobranças de excelência.

Apesar de eu também fazer críticas ao trabalho do treinador, comecei a sonhar, em meados de 2025, que 2026 poderia ser o primeiro ano da excelência. Será?

A Emergência

Para Filipe, a emergência se apresentou desde seus primeiros dias à frente do time, ao herdar do treinador Tite uma equipe com preocupantes sinais de declínio e que tinha como metas restantes, no fim da temporada, a conquista da Copa do Brasil de 2024 e a classificação para a Copa Libertadores 2025.

Com criatividade e competência acima das esperadas para um treinador novato, Filipe liderou bem a equipe e conseguiu levá-la ao cumprimento das duas metas.

Para Boto e Bap, a emergência se apresentou logo após a posse do novo presidente, em janeiro de 2025, por força de algumas pressões financeiras herdadas da gestão anterior, pressões que levaram os dois dirigentes a uma conduta de cautela nas ações de reforço do elenco.

O tempo mostrou que essa cautela pode ter sido um tanto exagerada, mas não condenável, já que diagnósticos mais seguros da realidade financeira do clube só foram conseguidos ao longo da temporada.

Expectativas Geradas pelo Filipe

Voltemos a falar do nosso treinador:

No post Fili passou no vestibular. Agora, vem a pedreira da faculdade”, publicado em 27/03/25, analisei o desempenho do vestibulando Fili, considerando que até o jogo final do Carioca 2025, contra o Fluminense, ele estava vivendo um vestibular para a profissão de treinador.

Afirmei, então, que “cada jogo de 2025 foi um teste para a proposta de trabalho dele, principalmente a partir da fase final da Taça GB, com três clássicos em oito dias, logo seguidos das semifinais e finais do Carioca, com mais quatro clássicos contra adversários que, se não estão no mesmo estágio técnico e tático do Flamengo, sempre apresentam um aguerrimento que exige bastante do nosso time e do nosso treinador”.

Completei dizendo que, bem-sucedido no vestibular iniciado no segundo semestre do ano passado e encerrado no último jogo do Campeonato Estadual de 2025, ele chega à ‘faculdade’, onde certamente vai encontrar desafios em patamares mais altos”.

Fiz, em seguida, alguns exercícios matemáticos para tentar adivinhar nossas chances de conquista do Brasileirão, a partir dos aproveitamentos conseguidos pelos mais recentes campeões brasileiros e do aproveitamento conseguido pelo Filipe em sua fase de vestibulando. Transcrevo os exercícios feitos em março:

Aproveitamentos conseguidos pelos campeões brasileiros nos cinco anos anteriores:

2024 – Botafogo – 79 pontos – 69,3%

2023 – Palmeiras – 70 pontos – 61,4%

2022 – Palmeiras – 81 pontos – 71,1%

2021 – Atlético MG – 84 pontos – 73,7%

2020 – Flamengo – 71 pontos – 62,3%


Resultados Conseguidos pelo Fili até o fim do Estadual 25

A) Resultado Total (todas as partidas disputadas)

Aproveitamento médio: 79,0% (64 pontos em 81 disputados)

Potencial projetável para 38 jogos do BR: 90 pontos

B) Resultado na Amostragem do Brasileirão 2024

Aproveitamento médio: 66,7% (22 pontos em 33 disputados)

Potencial projetável para 38 jogos do BR: 76 pontos

C) Resultado em Jogos Contra Times da Série A (incluindo os de mata-mata)

Aproveitamento médio: 75,4% (52 pontos em 69 disputados)

Potencial projetável para 38 jogos do BR: 85 pontos

D) Jogos em Casa e Fora de Casa

Aproveitamento médio: 71,1% (32 pontos em 45 disputados)

Potencial projetável para 38 jogos do BR: 81 pontos

Concluí o post dizendo: Fili é um treinador novato que, pelo sucesso precoce, começa a se tornar ‘o cara a ser batido’, algo que imagino incluir três exigências, quanto ao trabalho dele na preparação do Flamengo, a partir de agora:

1) Evoluir muito no domínio, pelos jogadores, de posições e movimentos defensivos e ofensivos, para continuar surpreendendo os adversários e limitando suas capacidades.

2) Vencendo síndrome crônica a esse respeito, aumentar bastante a contundência do time (isso inclui melhora do rendimento dos nossos meias no terço final e bom aproveitamento do potencial do Pedro, a partir de seu retorno).

3) Manter o time muito bem condicionado fisicamente, porque o modelo que o Fili adota depende sempre de alto rendimento físico.

Creio que, apesar das grandes dificuldades que o Fili vai passar a enfrentar e da necessidade de evolução do time para consolidar-se como candidato a mais títulos, a análise de resultados e de desempenho feita neste post e a noção de que é possível evoluir nos permitem alimentarmos a expectativa de novas conquistas nesta temporada, principalmente a do Brasileirão.”


Suficiência de Desempenho e Excelência de Resultados

Filipe não nos decepcionou quanto a resultados em 2025, muito pelo contrário, pois conquistou o Brasileirão, com os mesmos 79 pontos conseguidos pelo Botafogo em 2024, conquistou a Libertadores, em Lima, e ainda levou o Flamengo à final da Copa Intercontinental, contra o PSG, decidida nos pênaltis de forma dolorosa para nós, pelo colapso de nossos jogadores no último degrau da temporada e pela toalhinha milagrosa do goleiro adversário.

Se os resultados foram excelentes – e eu os classifico nesse nível – creio que, quanto a desempenho, ficamos apenas na suficiência e foi isso, a meu ver, que expôs o Filipe a tantas críticas ao longo da temporada, inclusive as minhas.

Na Libertadores, fizemos uma fase de grupos muito ruim, passamos pelas etapas de mata-mata com bastante sofrimento e só na final tivemos uma situação de maior imposição sobre o Palmeiras, não sem correr riscos de uma prorrogação quando, aos 87 minutos, Danilo desviou uma finalização do Vítor Roque de dentro da nossa pequena área.

O mesmo Danilo, jogador de quem eu não esperava muito quando foi contratado, fez o gol do título e isso levou à primeira conversão da suficiência de desempenho em excelência de resultado

No Brasileirão, o Flamengo nunca conseguiu abrir folga na liderança e, apesar de terminar a trigésima sexta rodada com cinco pontos de vantagem, enfrentava um “contexto muito perigoso”, como apontou o Laercio num comentário da época, porque tinha obrigação de decidir o campeonato na penúltima rodada, já que, na última, enfrentaria o perigoso Mirassol fora de casa, enquanto o Palmeiras teria dois jogos fáceis, que acabou vencendo.

Felizmente o nosso Samuel Lino fez o gol do título contra o Ceará e, aí sim, a suficiência de desempenho se converteu de novo em excelência de resultado.

Destaque importante: com seus 79 pontos (69,3% de aproveitamento), o Flamengo conseguiu, no Brasileirão 25, pontuação e aproveitamento que ficaram na média entre as hipóteses B e D aventadas no post de março.

Elas projetavam, respectivamente, 76 e 81 pontos (aproveitamento médio de 68,9%) e eram as duas hipóteses mais associáveis às condições que o Flamengo enfrenta em Campeonatos Brasileiros.

Portanto, Filipe conseguiu, no Brasileirão 25, manter estabilidade de aproveitamento em relação ao que havia conseguido na fase de vestibulando e esse desempenho permite que se inclua mais uma rima na análise do seu trabalho, a consistência, virtude importantíssima para sonharmos com a conquista de novos títulos da mais nobre competição de pontos corridos que o Flamengo disputa.

A meu ver, sofremos muito ao longo da temporada 25 por não termos conseguido vencer a síndrome da baixa contundência, cuja superação eu apontei, no post de março, como uma das três exigências de evolução do time.

Foram raras as partidas em que tivemos essa contundência e eu considero que isso influenciou muito a gestão de elenco porque, como o Flamengo tinha dificuldade de matar os jogos, Filipe retardava as substituições (a grande maioria delas era feita nos últimos quinze minutos de jogo) e usava sempre os jogadores mais confiáveis, porque não queria ou não podia correr o risco de usar aqueles em que confiava pouco.

Para piorar, e aí houve insuficiência do diretor Boto, atravessamos a temporada com apenas três zagueiros confiáveis, numa roleta russa que eu espero que nunca mais se repita.

Para fechar o ano da suficiência de desempenho e da excelência de resultados no futebol, tivemos a palestra do presidente Bap, em que ficou claro que, em matéria de gestão do clube, o primeiro ano de mandato foi excelente.

Excelência de Desempenho e de Resultados

O que vem pela frente?

Filipe renovou seu contrato, o que nos oferece a perspectiva de continuidade de um projeto vitorioso, algo nunca conseguido por esse Flamengo que se revitalizou e fortaleceu a partir de 2013.

As informações prestadas pelo presidente Bap ao Conselho do Flamengo, na reunião de fim de ano, e a forma agressiva como o clube vem tentando atuar no mercado da bola apontam para a possibilidade de entrarmos muito mais fortes na temporada 2026.

Há um jargão dos especialistas do mercado financeiro que afirma que resultados passados não são garantia de resultados futuros.

Sei disso e nunca comemoro nada antes do apito final do jogo ou do campeonato, porém, no que me diz respeito, espero evolução e me concedo o direito de sonhar com avanços rumo à excelência de desempenho e de resultados que, dentro de campo e neste século, só conseguimos quando Mister Jorge Jesus comandou o nosso time.

Do diretor Boto, espero assertividade nas contratações e na gestão geral do Departamento de Futebol, coisas que eu acho que ele mostrou ser capaz de conseguir, à luz dos acertos e apesar de alguns pequenos tropeços ocorridos em 2025.

Do presidente Bap, espero continuidade da boa gestão do clube e fortalecimento da atuação política junto às federações, confederações e demais players do mercado do futebol, porque o Flamengo está inserido num ambiente complexo, onde o mais bobo dá nó em pingo d’água e esconde as pontas.

Do nosso treinador Filipe Luís, imaginando que terá um elenco com muito mais jogadores confiáveis do que teve em 2025, espero novas grandes conquistas, avanços no desempenho do time, uma gestão de elenco inspirada e que tenha a humildade e sabedoria de “nunca se achar foda”, porque esse costuma ser o primeiro passo para o declínio.

Se for possível, caro Filipe, faça com que o Flamengo mate os jogos e o Brasileirão mais cedo, porque meu coração precisa de mais sossego e menos sufoco.

Mas essas são apenas as minhas reflexões e eu quero saber de vocês:

1) Esperam excelência de desempenho e de resultados em 2026?

2) Se esperam, o que consideram necessário para que ela aconteça, no que tange às atuações dos três personagens deste post, Bap, Boto e Filipe?


Nota do Autor: Este texto foi concluído às 12:25h do dia 31/12/25. Espero que as turbulências rubro-negras não o tornem obsoleto até o dia da publicação.

SaudaçõeRubro-Negras!!!!

Carlos César Ribeiro Batista

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz Ano Novo! Obrigado, 2025! Seja Bem-Vindo, 2026!

 

Em nome de toda a Comunidade do Buteco do Flamengo (leitores silenciosos inclusos), agradecemos 2025 por todas as taças e pela magia, e saudamos 2026, esperando viver mais um ano repleto de glórias e conquistas, sempre com muita saúde, paz, harmonia e realizações, extensivos às nossas famílias!

Um grande abraço e Feliz Ano Novo!

SRN a tod@s.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O Diário de Lima

Danilo sobe para cabecear e marcar o gol do título do Flamengo em Lima

Salve, Buteco! Tudo começou na noite de terça-feira, 18 de novembro, quando chegou a mim mais uma propaganda de voo fretado pelo Flamengo para conselheiros com destino a Lima, para assistir à final da Libertadores da América, edição 2025. O pacote incluía passagem e ingresso. O clube, portanto, cuidaria de toda a intermediação com a companhia aérea e a Conmebol (ingressos), bastando o depósito, a vista, do valor cheio correspondente a esses dois serviços. Seria possível indicar um dependente não-sócio, com o respectivo custo adicional. 

A propaganda, como expliquei, já tinha passado várias vezes pelos meus contatos oficiais com o clube, mas até aquela noite eu não havia cogitado seriamente de ir, por razões financeiras. Minha esposa já havia me incentivado várias vezes e repetia não entender o porquê de eu não ir. Mas eu ainda hesitava.

Talvez tenha sido a liderança após o jogo contra o Sport, em Recife, não sei. De repente bateu o comichão e eu tomei a decisão, claro que com o apoio da Patroa, inclusive para levar a primogênita, disponível para a viagem.

Horas depois de haver confirmado a ida, porém, veio o primeiro cutucão da realidade: minha carteira de identidade é a mesma desde os 18 anos de idade e o meu passaporte estava vencido. E eu ainda precisava reservar hotel!

Faltavam 11 dias para a decisão.

***

Como é que arruma hotel em um preço minimamente "pagável" faltando uma semana para a viagem? É uma pergunta que certamente não se faz quando, sem qualquer planejamento, resolve-se fazer uma viagem internacional em cima da hora. Lida-se com as consequências da decisão na hora de tentar encontrar um quarto.

Foi osso, só isso que posso dizer. Todo mundo falando para "reservar hotel em Miraflores", porém os preços... Encontrei um quarto por um preço decente em um hotel de bom nível e simplesmente vi a vaga ser tomada enquanto pesquisava minimamente sobre o estabelecimento. As outras opções eram simplesmente extorsivas. Tudo dolarizado, coisa para milionário.

Era o sonho da viagem indo pro caralho antes mesmo de começar.

Inspirado na virada de 2019, porém, resolvi não desistir. E tome pesquisa, uma depois da outra, apagando cookies, zerando o aplicativo, coisa e tal. Até que, subitamente, aparece um  hotelzinho em San Isidro, segundo bairro mais cotado de Lima. Naquela altura, o dedo estava "nervoso" e reservei sem pensar duas vezes. Barato não foi, mas em compensação estava muito menos caro do que as opções que restavam até o minuto anteror.

A hospedagem estava garantida.

***

Reservado o hotel, faltava "apenas" o documento para circular no Peru. Após muitos telefonemas e pesquisas na Internet, percebi que a nova carteira de identidade demora semanas para chegar. A solução teria que ser um passaporte de urgência e eu teria que tabelar com o simpático Departamento de Polícia Federal para marcar esse gol e obter o documento.

Não precisou de muita conversa. Eles não divulgam para evitar o caos por excesso de demanda, mas é possível obter com relativa facilidade o passaporte de urgência, comparecendo pessoalmente ao setor. A PF, nesse quesito, gosta do jogo bonito e ofensivo, facilitando a vida de quem preza pelo futebol bem jogado.

Rolou aquela expectativa e o gol só saiu no minuto 42 (24 ao reverso), ali colado no 43: o passaporte chegou na segunda-feira, 24/11, meu aniversário, antevéspera do embarque.

Tudo começava a clarear.

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Quarta-feira, 26/11. Dia do Embarque.

O pacote que adquiri incluía um voo (fretado) da Azul que saída de Campinas, no Aeroporto de Viracopos. Os voos que partiam do Rio de Janeiro já haviam sido esgotados. Uma boa notícia, dado que meus pais, a despeito de serem cariocas da gema (assim como eu), hoje residem na Princesa do Oeste. Então, para além de embarcar rumo a Lima, aproveitei para dar aquela comparecida na casa de Papai e Mamãe, Vovô e Vovó no caso da Filhota.

Só energia positiva e rubro-negra.

Após aquele almoço na casa da Mamãe, partiu Viracopos. Na bagagem,  não podia faltar a saudação ao nosso patrono, para que nos abençoasse durante a viagem:

Chegando próximo ao portão de embarque, começavam a se aglomerar os companheiros de viagem da família rubro-negra.

No voo estavam o ex-presidente Luiz Augusto Veloso (pensei em abordá-lo, mas desisti), Marcelo Nuba, o "Anjinho", e Bruno Nin, o colecionador de Mantos Sagrados, dentre as figuras mais conhecidas.

O voo foi tranquilo, sem turbulências. Clima ótimo entre passageiros e comissárias de bordo. Pena que não teve wi-fi, mas há males que vêm para o bem. Dormi como uma criança sobre a Cordilheira dos Andes.

Aterrisando em Lima, o primeiro obstáculo, antes mesmo da defesa do Palmeiras: La Migra. Nada de complexo. A fila é que era muito grande.


Transfer para o hotel tranquilo, nenhuma surpresa com a reserva, e a cama me aguardava para o sono dos justos. 

Já era início de madrugada da quinta-feira.

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Quinta-Feira, 27/11. Encontro com a Nação em Lima


O café da manhã deu a tranquilidade que faltava em relação ao hotel, o qual se revelou modesto, embora confortável, na acomodação. Muitos itens da culinária local, acompanhados de outros indispensáveis em qualquer estabelecimento hoteleiro, permitiram uma refeição reforçada.

Conheci outros rubro-negros e alguns palmeirenses. Os torcedores rubro-negros (mais numerosos) e alviverdes formavam a esmagadora maioria dos hóspedes, prova incoteste da importância do evento para a economia local.

Lima tem suas peculiaridades. Para quem está acostumado com o Brasil, seu clima seco não tem nada a ver com o típico de Mata Atlântica do litoral Brasileiro. É como se fosse um deserto à beira-mar. Lá não chove desde o início da década de 1970 e, em razão disso, as casas não possuem telhado, mas apenas lajes, como demonstra o vídeo abaixo:

Chegara o momento de começar o tour. Partiu Shopping Larcomar!

O vídeo abaixo dá uma ideia da peculiar beleza da cidade e da algazarra que a torcida do Flamengo já aprontava, além da sua ampla superioridade numérica em face da rival:

A cidade é praiana, porém não são permitidos banhistas na região mais central da cidade. Apenas surfistas. Lima, então, não tem aquela bagunça gostosa de cidades como Rio de Janeiro, Salvador ou Maceió, para citar alguns exemplos. Tudo muito limpo e organizado, combinando com o temperamento do povo anfitrião: sereno, muito educado, sorridente e prestativo, reflexo da miscigenação com a cultura oriental (muita imigração japonesa e chinesa, por exemplo).

O Larcomar, porém, já era nosso, assim como o restante da cidade. A torcida do Flamengo não quis saber de nada e tomou a capital peruana para si. Naquela semana, a ordem local foi subvertida e mandada para as cucuias.

O almoço foi na Trattoria Mambrino, onde comi um dos filés mais saborosos da minha vida, com fetuccine e espinafre. Apesar da cantina ser italiana, o único hino tocado (pela administração) foi o do Flamengo e a torcida cantou alto dentro do restaurante!


No shopping ainda foi possível comprar um agrado para a Patroa e assistir ao belíssimo pôr-do-sol.



Lima nos acolhia com boas-vindas no mais alto estilo.

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Sexta-feira, 28/11. Explorando Lima e o Esquenta para a Grande Final

Lima é cultura e cultura peruana é cultura Inca. Maria Laura, minha companheira de viagem, escolheu o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera para uma imersão no passado do continente sul-americano. Eis algumas fotos da visita:





Cumprida a agenda cultural, era hora da imersão na culinária local. Na companhia da minha fiel escudeira e dos meus amigos Diogo e Arbac Apuhc, rumamos ao Teminal Pesquero Cevichería Miraflores, sito à Av. José Larco, 636, Miraflores.




Não me lembro especificamente do nome desse prato, mas era um ceviche misturado com outras iguarias da costa limenha, uma das refeições mais prazeirosas que tive a oportunidade de ter.

Até por não estar muito longe, terminamos o dia naquele que seria um dos grandes "points" da Nação Rubro-Negra daquela semana gloriosa: o Shopping Larcomar (o outro foi a Calle das Pizzas), lotadaço de rubro-negros.

Fomos cedo para o hotel. Era preciso salvar energias para o dia da grande final.

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Sábado, 29/11. Final da Copa Libertadores da América/2025, no Estádio Monumental de Lima

No caminho para o Monumental, conhecemos um outro lado de Lima. Distante dos luxuosos bairros de Miraflores e San Isidro, a periferia tem mais aquele jeito de povo, como estamos acostumados nos grandes centros e capitais brasileiras. À medida em que nos aproximávamos do estádio, um corre-corre aqui, outro acolá. Leves choques de torcida, mas nada, porém, que tenha chegado a assustar.

O transfer saiu cedo e pudemos chegar com o Monumental ainda vazio. No caminho, alguns registros em homenagem ao nosso anfitrião, o Club Universitario de Deportes:





Se eu for descrever o jogo, esse post não acaba! Então, fiquem com as imagens que valem mais do que mil palavras:













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Domingo, 30/11, e Segunda-Feira, 1/12 (Madrugada). Enterro dos Ossos (Suínos) e Retorno

Em companhia do meu amigo Arbac Apuhc e da minha fiel escudeira, dei um rolê na Cale das Pizzas, que estava, porém, "mortinha" durante o dia. Rumamos então ao meu point preferido, o Shopping Lamarca.


Estava exausto, mas o sorriso de campeão exalava a minha felicidade:


Era hora de dizer adeus e obrigado a Lima e ao Monumental.

Até a próxima!

***

Promessa cumprida, César e Lucas!

Espero que tenham curtido o Diário de Lima!

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.