Salbe, Buteco! Abre-se hoje e permanecerá aberta até a sexta-feira, 11 de setembro, a segunda e principal janela de registros do futebol brasileiro, e, diante dela, há um mar de oportunidades. Seja quando fazia parte do Conselhinho do Departamento de Futebol, seja quando se afastou da gestão Landim, o presidente Bap era um crítico da lentidão do setor na contratação de reforços.
É inegável que, sob a sua batuta, as negociações são mais ágeis; porém, ao mesmo tempo e pelas suas últimas declarações, também parece evidente que ele próprio percebeu que as coisas muitas vezes não podem andar tão rápido como seria desejável.
A caneta e a responsabilidade...
Prefiro um presidente sóbrio e responsável, como Bap vem sendo, a um demagogo e inconsequente.
E vocês?
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Há um mês, ao publicar o post Elenco, analisei o elenco do Flamengo, com suas virtudes e carências. Muito embora nenhuma contratação tenha sido anunciada até o momento (o diretor José Boto anunciou que o clube negocia com 3 nomes), podemos afirmar que o retorno de algumas pratas da casa (ou Crias, como queiram) trouxeram novas opções para o treinador.
Johnny Góes mostrou ser um lateral habilidoso com a bola nos pés, mas ainda bastante imaturo e inseguro na fase defensiva do jogo. Não conheço o seu histórico, mas arriscaria dizer que era meiocampista e foi adaptado na posição.
Lorran voltou mostrando aquele talento que a torcida sabe que existe, mas com ele também retornam as dúvidas quanto ao seu comprometimento. Podemos afirmar que ele aproveitou bem as chances na intertemporada, especialmente contra Lausanne e Olimpia, porém já assistimos a esse filme e sabemos que o grande desafio será a regularidade.
Wallace Yan foi outro que também aproveitou bem as oportunidades, marcando contra Lausanne e Benfica, todavia é mais um que, pelo passado de instabilidade, justifica a torcida ter um pezinho atrás, não que isso impeça o voto de confiança.
Ainda é cedo para afirmar que Joshua e, principalmente, Rayan Lucas sejam opções. O jovem atacante me parece ter todos os fundamentos - velocidade, drible, bom físico apesar de não ser muito alto, além de boa técnica. Só que ainda falta maturidade, aquela sintonia com o jogo profissional. Tomara que venha com o tempo.
Rayan Lucas é mais um em relação ao qual paira a carregada nuvem da dúvida. Depois de um começo promissor no Sporting Lisboa, perdeu espaço e foi devolvido. O que será que aconteceu? Talento a gente sabe que não falta.
Daniel Sales, que tem mais minutos no profissional, porém ainda sem conseguir convencer, recebeu proposta oficial do Futebol Clube do Porto, devidamente formalizada junto ao Flamengo. O clube ainda não respondeu. E vocês? O que fariam?
Gosto do espaço que o Calvo dá à base e tenho a esperança de que pelo menos alguns deles vinguem e se tornem peças confiáveis na rodagem do elenco.
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José Boto não confirmou as posições, porém reconheceu que o clube negocia com o argentino Thiago Almada, uma espécie de Everton Ribeiro com o sinal trocado (pela esquerda). Fala-se também no "centroavante de movimentação", que, a rigor, seria a reposição (muito tardia) do Gabigol, e um ponta.
Outro dia escrevi que, entre as "supostas cobranças" de Leonardo Jardim e as entrevistas de Bap e Boto, poderia haver uma espécie de "jogada ensaiada" entre o treinador e a Diretoria. A tal da opção ao Arrascaeta, por exemplo, foi encontrada dentro do elenco e se chama Samuel Lino.
Minha curiosidade existe com relação ao suposto ponta. Seria direita ou esquerda? Na direita, temos Plata, Luiz Araújo e, agora, Lorran. Pela esquerda, temos o próprio Samuel Lino, na excursão remanejado; Bruno Henrique e Cebolinha (ainda sob contrato).
Carrascal, que pode atuar dos dois lados, tem mais o perfil de um meia que "corta" da ponta para dentro, tal como o Almada e o paradigma que usei, o Everton Ribeiro.
Será que teremos saídas no elenco?
No final das contas, pode até não ser um ponta. O noticiário dá conta de que o clube formalizou proposta ao Sport Recife pelo volante Zé Lucas e a negociação estaria bem adiantada. Tempos atrás (vocês devem se lembrar), falou-se na contratação de um volante. Será que o jovem Zé Lucas vem mesmo para o elenco de cima?
Acaso confirmada, a informação convergiria com o que foi divulgado por alguns setoristas, segundo os quais Almada seria a "contratação de impacto", enquanto as duas outras teriam o perfil de jovens apostas, o que também combinaria com o perfil do Calvo, que gosta de lançar jovens atletas (repito que gosto desse perfil).
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O bem venceu o mal e a Espanha sagrou-se campeã mundial, vencendo a Argentina, a FIFA e a arbitragem.
Prevaleceu o estilo de jogo que, em 2025, conquistou as três Américas com Filipe Luís e o Flamengo, e a Europa e a Intercontinental com Luis Enrique, pelo PSG.
Muito volume de jogo, mas nem sempre muitos gols. Sistemas defensivos muito sólidos pela posse de bola, goleiros bons no jogo como o pé e muito pouco vazados, os quais, por isso mesmo, parecem ser melhores do que efetivamente são.
O Flamengo de Leonardo "O Calvo" Jardim joga diferente. Mais fluido e solto no ataque, tem, em compensação, números piores na defesa. Na coletiva pós-jogo na última sexta-feira, quando foi questionado a respeito dos 5 gols tomados em 4 jogos durante a recente intertemporada, nosso treinador respondeu (na lata) que prefere tomar 5 gols e marcar 10, como ocorreu.
Quem espera uma defesa sólida como a de 2025, portanto, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Parece claríssimo (como a luz do sol) que o treinador abriu mão de um pouco da segurança defensiva para ser ofensivamente mais contundente e efetivo.
Isso não é necessariamente melhor ou pior. No final do ano é que poderemos dizer se a mudança valeu a pena.
O certo é que, por enquanto, esse novo Flamengo, cada vez mais diferente do que o de 2025, e que marca e sofre mais gols, ainda deixa o torcedor com um pé atrás na fase defensiva do jogo. A catástrofe ocorrida no Maracanã no confronto direto contra o líder do campeonato contribui para essa desconfiança.
De concreto, podemos dizer que, com 1 gol marcado e 3 gols sofridos a mais do que o Palmeiras, e com um jogo a menos, no Brasileirão, o time tem números que sugerem ainda faltar algo para atingir o equilíbrio desejável para a conquista das duas taças que restam - Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores da América.
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A esta altura (19ª Rodada), o Flamengo estava em primeiro lugar, com 43 pontos e 29 gols de saldo, enquanto o Palmeiras figurava na segunda posição com 39 pontos e 10 gols de saldo.
Faz sentido comparar 2025 com 2026?
Na minha opinião, não.
Sigo com a impressão de que o nosso ex-treinador estava com a cabeça na Europa e não no Flamengo na corrente temporada, daí concordar com a análise feita pelo presidente Bap na entrevista concedida ao Barbacast. A vaca estava indo (a galopes) para o brejo.
Assimilar que 2025 não se repetiria, até porque a tendência seria o SuperFili sair no meio do ano e que não estava com a mesma verve, facilita a compreensão de que o Flamengo de fato poderia chegar à parada da Copa do Mundo com a temporada seriamente comprometida e que, por conta disso, a mudança não só foi justificável, como era inevitável. O presidente apenas a antecipou.
O passo seguinte é entender que, como toda mudança implica o rompimento com o passado próximo e nenhum treinador é igual ao outro, a conclusão óbvia a que chego é que temos que olhar para frente e avaliar o trabalho do atual treinador dentro do que ele pode e se propõe a fazer, o que certamente não é "manter" ou "imitar" o anterior (diferente dele em vários aspectos, insisto), mas ser efetivo e trazer as taças para o clube.
Sobre o fato de serem tão diferentes entre si (SuperFili e Jardim), deixarei o assunto para uma outra oportunidade. O dilema entre a manutenção rígida de um projeto esportivo e trazer a melhor opção disponível dá assunto para vários posts e talvez seja melhor deixar para o final do ano, com os números e resultados em mãos, quando defendo que também será mais justo comparar 2025 com 2026 (o que prometo a vocês que farei).
Olhando para frente, afirmo que, a partir de quarta-feira, contra a Chapecoense, o Calvo terá a missão de conduzir o time ao equilíbrio que ainda não foi atingido e provar que a catástrofe contra o Palmeiras foi um evento isolado.
Olho nessa defesa, Professor! Equilíbrio é a palavra-chave.
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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.






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