terça-feira, 3 de novembro de 2026

Senso de Urgência

 

Fonte: band.com.br


Rossi, Royal, Leo Ortiz, Leo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saul e Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel Lino.

Rossi, Royal, Leo Ortiz, Leo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel Lino.


Olá Buteco, bom dia!

O Flamengo de Leonardo Jardim já fez 83 gols em 44 jogos, conseguindo uma média de quase 2 gols por partida. No entanto, nos dois jogos mais importantes da temporada até então, dois 0x0 contra o Estudiantes, selando a nossa desclassificação da principal competição do continente.

As escalações que abrem o post de hoje foram as escolhas do treinador para essas partidas. Notem que o sistema é o mesmo, embora os cenários sejam diferentes: no primeiro jogo, fora de casa, a opção por encorpar o meio-campo (Jorginho estava suspenso, daí a opção por Saul) e tentar frear o ímpeto dos argentinos fazia sentido. No fim, o empate buscado foi conseguido. 

O problema foi a mesma estrutura para o jogo de volta. Nós precisávamos vencer o jogo! O empate levaria a decisão para a imprevisibilidade das penalidades. A escolha pela mesma formação que começara o jogo de ida indicou, no meu entendimento, falta de senso de urgência. Jogando no Maracanã, o Flamengo deveria ter sido mais agressivo, desde o início do jogo. 

Os primeiros 45 minutos se passaram com a incredulidade de vermos o Estudiantes não só se defendendo como jogando bola e nos pressionando. E, mesmo num cenário como esse, o Flamengo volta do intervalo com o mesmo onze. Felizmente, em uma jogada aos 4 minutos, Samuel Lino é parado com falta e o zagueiro deles é expulso. O Flamengo teria um tempo inteiro para abrir o placar a garantir a classificação a mais uma final de Libertadores...

Com um a mais e ainda necessitando da vitória, agora é a hora de se desfazer de um dos volantes para a entrada do Arrascaeta, certo? Errado! O professor Jardim só fez a primeira substituição aos 18 minutos, tirando Carrascal e mantendo Pulgar, Jorginho e Paquetá no mesmo meio-campo. O tempo vai passando, o 0x0 vai permanecendo e é tudo o que o adversário quer. A segunda substituição só vem aos 35 minutos, agora sim, sai Pulgar e entra Bruno Henrique. O Flamengo desperdiçou 80 minutos de um confronto em que necessitava da vitória com um time engessado...

Esse amplo preâmbulo visa alertar para o jogo de amanhã. É preciso ter sendo de urgência! Se o Flamengo achar que vai ganhar o jogo “ao natural”, podem ter certeza que vamos nos complicar. E, nesse tipo de jogo, quanto mais tempo demora a sair o gol, mais pesado vai ficando o ambiente, deixando a partida do jeito que os adversários querem...

O treinador gremista já se colocou como franco-atirador, ao pedir que os dois melhores jogadores do seu time tomassem o 3º cartão amarelo, jogando toda a responsabilidade da partida sob os nossos ombros. E o Flamengo tem que assumir essa atribuição e amassar o Grêmio, desde o início. A provável escalação tem Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Samuel Lino e Pedro. É para criar volume de jogo e terminar as jogadas com finalização. Os chutes de fora da área são armas importantes para pressionar o goleiro adversário e inflamar o Torcedor. 

O cenário para o Decacampeonato já foi muito bem esmiuçado na coluna de ontem, pelo Gustavo. O Flamengo precisa vencer o Grêmio amanhã e o Athletico, após a data-fifa. Essas vitórias são inegociáveis. É entender isso e se postar como Flamengo, no Maracanã. 

Como no início da nossa reconstrução, em 2013, quando mesmo com um time inferior tecnicamente ao Cruzeiro, fizemos valer a mítica comunhão Time-Torcida para arrancar em direção a um título improvável. 

Vai pra cima deles, Mengo!!!

Saudações Rubro-Negras!!!