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| Foto: Adriano Fontes/CRF |
Salve, Buteco! O Fla-Flu de ontem me trouxe sensações conflitantes. Gostei do volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, e de como o time criou e não foi incomodado pelo adversário. Não gostei do recuo após o gol e da demora para substituir ("só para variar"). Odiei a transmissão e de como a Rede Globo, tanto na transmissão pela TV aberta, quanto pelo Premiere, perseguiu o Flamengo com seus narradores cretinos e tendenciosos e com as patifarias nas análises do comentarista de arbitragem Paulo César Oliveira, o qual, como bem diz o jornalista Mauro Cézar Pereira, é "o que restou da Central do Apito".
Sonho com o dia em que esse contrato se encerrará e não será renovado...
Falando de campo e bola, o time voltou a desperdiçar um volume expressivo de chances criadas, principalmente pela maneira "fofa" com que finalizou a gol em alguns lances, primeiro com Paquetá, depois com Pedro e, ainda no primeiro tempo, novamente com Paquetá, dessa vez de cabeça.
É um problema antigo e difícil de ser solucionado, até pelo momento que vive o Pedro, o nosso camisa 9. Cheio de frescuras e insatisfações, caras e bocas, mas não jogando absolutamente nada. No primeiro tempo sua atuação foi daquelas para esquecer. Porém, justiça seja feita, melhorou um pouco no segundo tempo, fazendo o pivô e participando um pouco mais do jogo. Mas gol, que é bom, ele ficou novamente devendo.
Carrascal, na minha opinião, foi, disparado, o melhor do time. O colombiano, não canso de repetir, voltou muito bem da Copa do Mundo e, ao lado de Samuel Lino (que não brilhou), vem sendo o destaque do time no setor ofensivo.
Paquetá vem sendo criticado por alguns torcedores, que questionam o investimento, mas a verdade é que o aproveitamento do time quando ele está em campo é altíssimo. Os números do Transfermarkt não mentem. E ontem achou uma belíssima assistência para o gol salvador de Carrascal.
Salvador porque o Flamengo estava prestes a perder a liderança. O time vinha perdendo volume e o Fluminense crescia na partida. Curiosamente, foi neste momento que achamos o gol. Seguiu-se uma natural pressão tricolor, mas quando o Calvo finalmente resolveu mexer no time as coisas melhoraram, especialmente após as duas últimas substituições (Plata e De la Cruz).
Garantimos mais uma rodada na ponta da tabela. O contexto das duas últimas rodadas era desfavorável para o Flamengo. O Palmeiras enfrentou o quinto colocado da tabela em casa e pegou o arquirrival caindo pelas tabelas, enquanto o Flamengo pegou um Santos em ascensão, tendo sido prejudicado pela arbitragem, e um arquirrival que está na quarta posição da competição.
As coisas talvez se equilibrem no próximo final de semana. Na teoria, por conta do histórico dos dois jogos, o Bahia na Fonte Nova é um adversário mais difícil para o Flamengo do que o Athletico/PR para o Palmeiras. Repito que estou levando em conta o histórico desses dois confrontos.
Acontece que as semifinais da Libertadores acabarão nivelando tudo e não me surpreenderei se ambos deixarem pontos, inclusive com derrotas, em seus respectivos jogos. O Calvo terá que se superar na "ciência" (ou talvez arte) da rodagem do elenco.
É que, tal como ocorreu de quinta-feira para este último domingo, o Mais Querido terá um intervalo menor entre o jogo da Libertadores e o do Brasileirão, mas em compensação contará com um dia a mais para se preparar para o jogo de volta da Liberta.
Antes de virar a chave para a Libertadores, cravo que, se conquistar os três pontos no próximo domingo, o Mengão colocará as mãos na taça. Quem viver, verá.
Nos veremos novamente no Esquenta para o jogo contra o Estudiantes de La Plata (em La Plata), na próxima quinta-feira.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.

