segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Esquenta: Flamengo x Atlético/MG, pela 32ª Rodada do Campeonato Brasileiro/2026

 

Salve, Buteco! O torcedor do Flamengo vem vivendo um misto de tristeza e constrangimento desde a noite de quinta-feira. Tristeza pela eliminação nos pênaltis após passar 180 minutos sem conseguir dar um chute a gol do Estudiantes de La Plata; constrangimento pelo verdadeiro furdunço criado pelo clube argentino, que, ao trapacear e obter uma inexplicável liminar no TAS/CAS para escalar o zagueiro Marcos Rojo no jogo de volta, abriu espaço para a sua própria eliminação da competição, o que levaria o Mais Querido, a la Fluminense, mas "no modo culposo", a disputar a final contra o Palmeiras.

A Conmebol somente decidirá o caso no dia 12 de novembro. Até lá, o Flamengo precisa focar na sua realidade concreta, que é o Campeonato Brasileiro, a única competição que sobrou na temporada, mas que, pelo seu tamanho, pode salvar o ano e a temporada, em caso de título. Ocorre que, com a produção ofensiva que vem apresentando, o torcedor tem todos os motivos para colocar as barbas de molho.

O jogo de hoje será um divisor de águas. Eu sei que, durante uma temporada, essa expressão é usada, e às vezes abusada, em uma série de oportunidades. Contudo, eu não consigo imaginar um contexto mais adequado para utilizá-la do que o jogo seguinte a uma eliminação de semifinal de Libertadores e com o time precisando dos três pontos para manter a liderança do campeonato.

Qualquer resultado que não seja a vitória instalará uma profunda crise no clube. Não é que ela já não exista, entendam bem. É que ela se tornará realmente profunda.

Um dos fatores que levaram à pífia atuação da última quinta-feira foram escolhas equivocadas de Leonardo Jardim, desde a escalação inicial até as substituições. Muito embora não seja possível equiparar o sistema defensivo do Bahia ao do Estudiantes, parece evidente que a substituição dos dois melhores jogadores do setor ofensivo no pós-Copa, Carrascal e Samuel Lino, contribuiu um bocado para o resultado.

Com um a mais em campo, Carrascal e Samuel Lino deveriam ter permanecido e jogado COM Arrascaeta. O Flamengo precisava marcar pelo menos um gol e o Calvo tinha que ter optado entre Jorginho e Paquetá. A opção mais lógica teria sido o italiano, pensando na possibilidade da disputa de pênaltis. No frigir dos ovos, ambos desperdiçaram suas respectivas cobranças.

Nesta matéria, o GeFla fala em modificações na escalação inicial. Algo de fato precisa ser feito, mas é preciso deixar claro que o problema não passa apenas pelo treinador. Os jogadores também não renderam absolutamente nada. Então, para além do problema coletivo, muitos deles estão mal tecnicamente. A finalização de Pedro num chute cruzado que não foi nem um cruzamento e nem uma finalização, ainda no primeiro tempo, a única chance de gol concreta que o Flamengo produziu nos 180 minutos, não me deixa mentir.

Minhas férias no Rio de Janeiro se encerrarão hoje à noite, no Maracanã. Espero que, dessa vez, eu volte com os três pontos.

O Ficha Técnica subirá as 19:00h.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.