Salve, Buteco! Depois de 21 anos sem se enfrentarem, Flamengo e Estudiantes de La Plata voltaram a se cruzar em 2025 e, de lá para cá, já disputaram 4 jogos, aos quais se somarão os dois dessa semifinal de Libertadores, totalizando seis. Uma verdadeira overdose desse confronto que já começa a forjar uma tradição na competição, ao menos em sua fase mais recente. O futebol argentino em geral a gente respeita, mas o Estudiantes é um time impõe respeito pela tradição.
Como se sabe, na Argentina há uma disputa pelo posto de "sexto grande", já que não há discussão quanto ao status de River Plate, Boca Juniors, Independiente, Racing e San Lorenzo. Além do Estudiantes, Vélez Sársfield, Rosario Central, Newells Old Boys e Huracán reclamam esse reconhecimento.
Ocorre que, se na Argentina existe essa polêmica, convenhamos que ela não pode existir no âmbito internacional, no qual os Pincharratas já conquistaram 1 Mundial/Intercontinental, 4 Libertadores e 1 Interamericana. A polêmica sobre o Estudiantes ser grande na Argentina é um paradoxo do futebol, ao qual devemos ficar atentos e jamais esquecer que, do outro lado, enfrentaremos uma camisa muito pesada.
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Para falar sobre o Estudiantes atual precisamos ir um pouco além dos resultados da Fase de Grupos, onde os Pincharratas obtiveram o segundo lugar com modestos 9 pontos, ou da modestíssima campanha no Campeonato Argentino, no qual, no Grupo B, ocupa a 9ª posição com apenas 14 pontos, dez a menos do que o Rosario Central, 1º colocado, e 5 acima do Talleres, 15º colocado.
A principal explicação para as duas medíocres campanhas está no treinador Alexander "Cacique" Medina. Neste ponto, precisamos nos recordar de que o treinador anterior era o bom Eduardo "Barba" Domínguez, que atualmente faz ótimo trabalho no Brasil dirigindo o Clube Atlético Mineiro, semifinalista da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, além de 7º colocado no Campeonato Brasileiro, a quatro pontos do G4 e a 17 da Zona do Rebaixamento, já livre desse perigo (47 pontos).
Não se trata de "não ligar para o Nacional e só para a Libertadores". A diferença entre os dois treinadores é bastante evidente, porém não ao ponto de tornar o Estudiantes uma "galinha morta" neste iminente confronto pelas semifinais da Libertadores/2026. Muito pelo contrário, e, aliás, seguindo a tradição do tradicional Pincharrata de La Plata, o desempenho a partir das oitavas de final, ou seja, do chamado mata-mata, passou a ser extremamente competitivo.
A goleada sobre a Universidad Católica em Santiago (jogo de volta - 3x0) e a vitória sobre o Corinthians no Itaquerão (também jogo de volta - 1x0) mostram claramente que o Flamengo precisa pensar nos 180 minutos, ou seja, um empate ou até mesmo uma vitória simples em La Plata não assegurarão absolutamente nada além de um resultado plenamente reversível no Maracanã, dado o histórico recente do adversário na competição. Aliás, o jogo da Fase de Grupos no Maracanã foi "bem amarrado", concordam?
Então, já dá para dizer que, pelo desempenho do Estudiantes como visitante nos mata-matas da Libertadores/2026, o Flamengo não pode nem pensar em perder o jogo de hoje à noite.
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O Estudiantes vive uma "crise de contundência" em seu setor ofensivo. Não à toa os resultados contra seus compatriotas vinham refletindo esse problema, no âmbito portenho, até pelo menos antes dos dois últimos jogos: 1x2 Lanús (f), 1x3 Rosario Central (c), 0x1 Platense (f - Copa Argentina), 3x0 Gimnasia Mendoza (c) e 2x2 Central Córdoba (f).
O problema em questão já vem se manifestando há um bom tempo. Em agosto, após a contudente goleada no clássico de La Plata (4x0 sobre o Gimnasia y Esgrima La Plata), o treinador declarou ao Olé que "El Equipo dio la cara". Um pouco mais adiante, porém, após o empate de 0x0 com o Newells Old Boys, lamentou, afirmando que "hoy nos faltó contundencia, eficacia. Hoy creamos más situaciones que cuando metimos tres o quatro goles".
Não surpreende que o destaque da imprensa local seja a "obsesión" do Estudiantes pela Libertadores ("diecisisete años de espera") e a montagem da equipe para receber o Flamengo "con una efervescencia que crece". Os Pincharratas, quando menos, precisarão fazer mais do que resgatar o futebol dos confrontos contra a Católica e o Corinthians.
O Mais Querido está em outro patamar.
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Na mesma matéria, a imprensa local crava uma formação pincharrata com Muslera; Mancuso, Nuñez, Rojo e Benedetti (Tomás Palacios suspenso); Rodríguez, Piovi e Alexis Castro; Tiago Palacios, Carillo e Burgos. Alexis Castro chegou a não treinar com o grupo no início da semana, mas não deverá ser problema.
Segundo a mesma imprensa local, Cacique Medina está em dúvida entre dois Joaquíns para o ataque: Tobio Burgos ou Correa, com tendência para o primeiro.
Quanto à análise tática, deixo vocês com este link para a avaliação do analista Caio Alves, no Twitter.
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Resumindo, Flamengo, o negócio é, como sempre, vencer, vencer vencer, mas, no caso de hoje, não perder é primordial na estratégia dos 180 minutos.
O Ficha Técnica subirá, como de costume, as 19:00h, a bola rolará no José Luis Hirsch, em La Plata, as 21:30h, com transmissão da ESPN/Disney+, e a palavra, como sempre, está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.


