Salve, Buteco! A torcida do Flamengo, em geral, aguardava o jogo de ontem com certa apreensão. Hiperexigente, não se encontrava plenamente satisfeita com a sequência pós Del Valle em Quito. Vitória apertada sobre os reservas do Corinthians, empate com o Santos na Vila Belmiro após estar com 2x0 à frente do placar, empate de 0x0 com o Estudiantes em La Plata. Nenhum vexame, nenhum resultado absurdamente ruim, mas o torcedor rubro-negro acabou se acostumando com um padrão de atuação que se encontra em outro patamar, como diria o filósofo Bruno Henrique.
O jogo de ontem, felizmente, trouxe a atuação em alto padrão que estava faltando nas últimas semanas. Desde o início, o Flamengo aplicou de maneira magistral o "perde e pressiona" e cedeu poucos contra-ataques ao Bahia.
Inclusive, o jogo fluiu excepcionalmente bem no setor esquerdo, com a sintonia fina entre Samuel Lino e Carrascal.
E mais ainda, o percentual de posse de bola, muito mais alto do que a do mandante, traduziu-se em uma grande quantidade de finalizações.
O problema, "só para variar", foi a cavalar quantidade de gols perdidos, com "destaque" para Pedro e Carrascal, neste quesito. O goleiro Ronaldo teve uma ótima atuação, mas em parte porque os nossos atacantes facilitaram, muitas vezes não exibindo a destreza necessária para "tirar" a bola do alcance do goleiro.
Os dois times, então, desceram para o vestiário com um 0x0 que simplesmente não refletia o que havia sido a partida até então, o que trouxe a preocupação com o que poderia acontecer na segunda etapa, especialmente se o time não conseguisse manter o ritmo e a marcação alta.
Felizmente, o ritmo não se alterou. O time continuou a criar chances até que, num ótimo lançamento de Pedro para Carrascal, o colombiano sofreu pênalti indiscutível, prontamente assinalado por Wilton Pereira Sampaio e convertido por Jorginho. A dupla dos gols perdidos nos 45 minutos iniciais havia se redimido. Carrascal, inclusive, foi merecidamente eleito pela Nação o melhor em campo.
O gramado da Fonte Nova, que já estava ocupado na parte técnica e tática, tornou-se, a partir de então, um verdadeiro salão de festas rubro-negro. Os generosos espaços cedidos pela equipe soteropolitana foram prontamente aproveitados com belos gols de Gonzalo Plata, aproveitando milimétrico cruzamento de Samuel Lino, e Paquetá, que talvez tenha marcado o seu gol mais bonito com o Manto Sagrado.
O 3x0 foi importante não apenas por recuperar a liderança momentaneamente perdida, já que o Palmeiras jogou primeiro nesta rodada, mas também pelo lado psicológico, em razão do time ter voltado a jogar muito bem e se imposto categoricamente com um adversário que, até o início da rodada, encontrava-se no G5 do Brasileirão.
Jogar melhor e ter boas atuações é diferente de atuar de maneira exuberante, de aplicar um esculacho tático que deixa o adversário sem rumo, na frente da sua torcida.
O Mais Querido foi a Salvador dançar no salão de festas da Fonte Nova e saborear um acarajé à moda esculacho, conquistando o direito de virar a chave para o Estudiantes com o conforto da liderança garantida e da confiança em alta.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.


