Salve, Buteco! O Flamengo decepcionou muito ontem, no Maracanã, com uma atuação fraca desde o início do jogo. No primeiro tempo, o São Paulo encaixou bem a marcação e, muito embora não articulasse boas jogadas, ocupou o campo defensivo do Flamengo e dificultou muito a saída de bola, a qual já na origem era prejudicada pelas presenças de Emerson Royal e Vitão, que apresentaram sérias dificuldades no relacionamento com o elemento esférico, mais conhecido por bola, principal instrumento do velho esporte bretão.
Nas poucas vezes em que conseguiu desenvolver com fluidez o seu jogo, o Flamengo acertou a bola no travessão num chute de fora de área de Pulgar (após jogada pela dirita de Lorran), e em outro lance conseguiu pressionar, na base do "abafa", mas sem concluir a gol. Em contrapartida, cedeu um lance perigoso para o São Paulo, na finalização de Arthur, de fora da área. O 0x0 traduziu bem o jogo insosso de ambas as equipes.
Na volta para o segundo tempo, o time teve um pouco mais de atitude e levou perigo com um cabeceio de Bruno Henrique, após o cruzamento de Lorran, obrigando Rafael a praticar uma defesa cinematográfica. Na sequência, Lorran, cobrando o escanteio, colocou a bola na cabeça de Jorginho, que desviou-a para a finalização de Léo Pereira, quase em cima da linha. O Mais Querido abria o placar.
Como "prêmio" por ter participado das três jogadas de perigo do time no jogo, inclusive a do gol, Lorran foi substituído para a (necessária) entrada de Arrascaeta no time. O uruguaio deu massa encefálica ao time, que passou, porém, a ter um Samuel Lino todo torto pela direita, enquanto o apagado Bruno Henrique continuava em campo.
Numa tabela entre Royal, Pedro e Arrascaeta, o time ainda chegou a finalizar ao gol de Rafael, porém na sequência recuou, dando campo para o São Paulo. Num dos ataques da equipe paulistana, Osório percorreu toda a intermediária do Flamengo sem ser incomodado e cruzou, absolutamente livre de marcação, na cabeça de Calleri, que, deixado absolutamente à vontade por Vitão, mandou a bola para as redes rubro-negras.
O Flamengo bem que tentou correr atrás do prejuízo, levando algum perigo em jogadas com Pedro, o qual, contudo, foi curiosamente substituído aos 41 minutos. É bem verdade que Wallace Yan, que entrou em seu lugar, deu uma assistência para Samuel Lino empatar a partida aos 45 minutos, mas o VAR de Rodrigo D'Alonso Ferreira encontrou um bico de ponta de chuteira do Cria que estaria adiantado, o que só convenceu os mais fanáticos torcedores do São Paulo.
Placar final: Flamengo 1x1 São Paulo. Dois pontos perdidos. A distância para o Palmeiras, hoje, poderia estar em 4 pontos, com 1 jogo a menos.
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0x2 Vitória, 1x2 Vasco da Gama, 2x3 Corinthians, 1x3 Juventude, 1x2 Fluminense e 0x1 Remo. Esses foram os últimos resultados do São Paulo como visitante em competições nacionais.
O treinador do Flamengo precisa ser cobrado em relação ao sistema defensivo do time. Já deu para todo mundo entender que os mecanismos ofensivos do seu esquema tático levam o time a correr mais riscos do que em 2025, porém é preciso ter consistência mínima para ao menos conseguir segurar o placar de um jogo em que está vencendo no Maracanã.
E qual é a razão dessa ojeriza pela defesa via posse de bola? O São Paulo, no campo do Flamengo, mostrou-se perigoso nos 45 minutos iniciais. Por que atraí-lo para a nossa intermediária?
Onde está a leitura de jogo?
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Dos quatro primeiros colocados, apenas o Athletico/PR venceu como mandante nessas duas primeiras rodadas pós-Copa do Mundo. E o Cruzeiro, nosso adversário nas oitavas de final da Libertadores, perdeu no Mineirão para o Botafogo. No frigir dos ovos, São Judas Tadeu teve trabalho, mas salvou a rodada.
O tropeço dos líderes forma um curioso padrão que o Flamengo precisa quebrar o quanto antes, mas para tanto será preciso jogar bola, coisa que ontem, no Maracanã, passou muito longe de fazer.
Estamos de olho, Professor Jardim...
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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.

