Salve, Buteco! Qual é? Suave? Semana corridíssima para mim, que estou saudando o FDS com a maior reverência, estendendo o tapete vermelho! Hoje é dia de jogo do time da CBF (a Nefasta) contra Marrocos e eu começo o Hat-Trick de hoje perguntando a vocês se sabem qual é essa bonita taça que ocupa um lugar no Museu do Flamengo, na Gávea. Trata-se do troféu entregue ao campeão da Copa Mohamed V de 1968, que vem a ser justamente o Mais Querido do Brasil (e do Mundo).
O futebol marroquino tem dois clubes bastante conhecidos no mundo, o Wydad e o Raja Casablanca. Mas tem ainda um terceiro, o FAR Rabat - Association Sportive Forces Armées Royales, que vem a ser o time das Forças Armadas Marroquinas e que, em 1968, era o anfitrião do torneio quadrangular, que contava ainda com o próprio Flamengo, o Racing, da Argentina, então detentor dos títulos de Campeão da Libertadores da América e da Copa Intercontinental de 1967, e o Saint-Etiénne, da França, o campeão francês.
O jogo que deu o direito ao Flamengo disputar a final e conquistar a taça com uma vitória sobre o Racing (3x2) foi disputado justamente contra o anfitrião FAR Rabat e foi marcado por um acontecimento para lá de inusitado, bem descrito em duas reportagens do GE (1 e 2):
Na estreia, em 31 de agosto de 1968, o Flamengo encarou o FAR Rabat, time das forças armadas marroquinas e venceu por 2 a 1. Entretanto uma história peculiar marcou o jogo. Houve uma anulação de gol capaz de dar inveja a qualquer VAR.
Por pouco, o Flamengo não enfrentou o Racing. O rei Hassan II, filho do falecido Mohammed V, que deu nome ao torneio, ordenou que um gol rubro-negro fosse anulado quando o jogo estava empatado por 1 a 1. Um jogador reserva do Fla fez o papel de gandula e entregou a bola para Paulo Henrique, que serviu Silva Batuta para marcar o gol. O árbitro acatou a ordem e deu tiro de meta para o FAR Rabat. O próprio Silva garantiu a vitória do Flamengo por 2 a 1 nos minutos finais da partida.
De acordo com reportagem do site Mundo Rubro-Negro, a bola já estava no círculo central para os marroquinos reiniciarem a partida, mas a jogada acabou invalidada.
Lateral-esquerdo e capitão daquele time do Flamengo, Paulo Henrique, hoje aos 80 anos, não esquece da curiosa intervenção real. Acredita que a aceitação por parte dos rubro-negros acabou ajudando os brasileiros a terem apoio irrestrito na final do quadrangular, contra o Racing.
- Realmente nesse jogo antes da final, o Flamengo enfrentou o time do exército. Começou o jogo, mas o Rei Hassan II não tinha chegado no estádio. Estávamos ganhando de 1 a 0. Quando ele estava acabando de chegar, fizemos o segundo gol. Aí o juiz recebeu um comunicado, parou o jogo, o coronel desceu e, por determinação do rei, pediu ao árbitro que anulasse o gol porque o rei não tinha visto.
- Ele (o árbitro) conversou comigo. Eu era o capitão e chamei Carlinhos e o Silva. Conversamos e falamos: "Aqui é um torneio de amizade, então deixa cancelar". Nós concordamos e todo mundo bateu palma. Continuou o jogo, e nós vencemos por 2 a 1. No jogo final, enfrentamos o Racing, que tinha chegado como campeão do mundo. Tínhamos perdido um jogo para o Racing em um torneio em Portugal por 2 a 1. A sorte nossa é que nós ganhamos a torcida de Marrocos por aquele nosso gesto. Estávamos jogando junto com uma torcida que parecia a do Flamengo. Vencemos o jogo e recebemos um lindo troféu - recorda Paulo Henrique em entrevista ao Sportv.
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O noticiário dá conta que Ryan Roberto foi vendido para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, por aproximadamente € 10 milhões mais 10% do valor dos direitos econômicos em eventual futura negociação. Houve quem qualificasse a transação como excelente, mas eu, pelo menos, não vejo assim.
É claro que o Flamengo não tem como obrigar ninguém a contratar com o clube e a família do rapaz parece deixar com inveja algumas complicadas com as quais já nos deparamos, como, por exemplo, a do Nélio (o loirinho) ou a do Luiz Antônio "Processinho". A pergunta que fica é se a situação precisava ter chegado a esse ponto.
Para que fique claro: o Flamengo foi imprudente esperando chegar ao ano final do contrato ou o problema esteve apenas na família do jogador?
Com a palavra, o diretor técnico José Boto.
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Não consigo mais ter ligação afetiva com o time da Nefasta, porém tampouco consigo deixar de torcer por Vinicius Junior e Lucas Paquetá, ainda mais jogando juntos, os quais ainda têm, agora, as companhias de Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro, já que o Cria Wesley infelizmente foi cortado.
Que os nossos atletas rubro-negros brilhem e tenham o devido reconhecimento nesta Copa do Mundo.
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A palavra está com vocês.
Bom FDS e SRN a tod@s.
