segunda-feira, 11 de maio de 2026

Gremiover, o Placar Modesto

 

Salve, Buteco! Quem estava reclamando, esbravejando, vaticinando o Apocalipse com a quantidade de finalizações cedidas pelo Flamengo aos adversários em alguns dos últimos jogos certamente ficou sem discurso após a vitória sobre o Grêmio na Arena nesta noite de domingo. Ao contrário, por exemplo, do frenesi de finalizações recíprocas do jogo contra o Atlético Mineiro, no Cu de Zebra, o Flamengo terminou saiu da Arena do Grêmio com 68% de posse de bola e 20 finalizações contra apenas 6 do adversário e mandante de partida.

Outros números (confira no Sofascore) também chamam atenção: 733 passes contra 338 do adversário (mais do que o dobro); 2 grandes chances perdidas, 2 bolas na trave, 35x7 em ações na área adversária e, ainda assim, o árbitro Davi Lacerda, usando toda a sua criatividade, conseguiu advertir 3 dos nossos jogadores com cartões amarelos, contra apenas 1 do Grêmio, que baixou o sarrafo durante os 90 minutos.

Foi um jogo de controle durante praticamente 90 minutos. A única chance de gol relevante do Grêmio foi um contra-ataque no qual Caio Paulista chutou rente ao travessão de Rossi, jogada que talvez tenha se dado muito mais pela desatenção individual de Plata ao não acompanhá-lo do que propriamente por qualquer razão tática.

Após pouco mais de 20 minutos iniciais rubro-negros muito bons, Luís Castro, compatriota do Calvo, mudou a marcação pelos lados e o jogo ficou um pouco mais amarrado, situação que se repetiu no início do segundo tempo, mas ainda assim com predominância do Flamengo.

Antes do jogo, no Ficha Técnica, eu publiquei um tuite do ótimo Raphael Rabello, do Falando de Tática, ressaltando que o Grêmio estava "entre os times que mais perdem a bola no campeonato e por conta disso acaba tendo dificuldades nas transições defensivas."

Ocorre que o jogo se desenvolveu com uma impressionante ocupação territorial rubro-negra e o bloqueio das jogadas se dava muitas vezes até mesmo antes de a bola chegar na intermediária adversária. O Flamengo do Calvo, ontem, lembrou em certa medida o de Filipe Luís, pela pressão sobre a saída de bola gaúcha e o grande volume de jogo, além de muita posse de bola, com controle, e um caminhão de chances de gol desperdiçadas.

O Flamengo poderia ter aberto o placar antes se uma das duas bolas na trave, de Plata e Carrascal, tivesse entrado, ou, já no segundo tempo, com a incrível chance desperdiçada por Samuel Lino. Acabou acontecendo, porém, com uma jogada de bela plasticidade, quando Léo Ortiz lançou Emerson Royal pelo alto, levando o nosso lateral a cruzar na medida para a finalização de Carrascal.

O placar, portanto, foi acanhado, modesto, tímido como se o time houvesse poupado o anfitrião e agora aliado na Libra de um constrangimento maior.

Gremiover.

Agora é viajar para a Capital da Alegria e garantir a vaga para as oitavas de final da Baranga, na quinta feira, as 21:30h, no Barradão.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.