segunda-feira, 13 de abril de 2026

Flertando com a Liderança

Foto: Adriano Fontes (Flamengo)

Salve, Buteco! Deparei-me com um tuite que resumiu objetivamente o jogo e me ajudará a escrever o post de hoje. É do meu amigo Patrick (@patrick_1972), como sempre afiado como uma navalha:

Excelente jogo do Flamengo até uns 15-20 do 2o tempo. Pedro, Lino e Paquetá os melhores, mas o Plata bem demais tb. Dali pra frente Arrasca, Paquetá e Pedro baixaram a intensidade e o time sofreu. LJ, que armou muito bem o time, demorou a mexer e não era o Lino q tinha que sair.

O jogo tinha algum nível de "trocação" (antigamente falava-se em "lá e cá"), com ambos os times cedendo espaço em seus sistemas defensivos, até que, numa bem sucedida pressão do nosso ataque sobre a saída de bola tricolor, a pelota sobrou para Pedro, que marcou um gol antológico, para entrar na História do Clássico:


Daí por diante o que se viu foi o esquema tático de Leonardo Jardim neutralizar completamente as tais transições ofensivas tricolores, as quais o próprio Calvo, explicando a estratégia implementada no 0x0 da final do Campeonato Carioca, havia se referido como bem sucedidas nas vitórias do rival nos Fla-Flus anteriores.

E mais: impressionava como o Flamengo conseguia encaixar contra-ataques em transições muito rápidas e verticais, não raro colocando-se em vantagem numérica no ataque. O time desceu para o vestiário deixando o torcedor rubro-negro com sentimentos contraditórios, de satisfação pela ótima atuação, mas também de frustração por não ter ampliado o placar.

A dúvida era como as equipes voltariam do intervalo e o torcedor rubro-negro teve outra grata surpresa pela manutenção da incontestável superioridade tática, a qual redundou naturalmente no segundo gol. Alerto que a assistência de Samuel Lino e a finalização de Pedro "a la futevôlei" são impróprias para menores de 18 anos, dado o seu conteúdo pornográfico:



Outras oportunidades foram desperdiçadas, tal como no primeiro tempo, um problema crônico do Flamengo. A intensidade implementada até então, assim como o desgaste da vigem e da partida de Cusco, começaram a cobrar o seu preço.

Zubeldía, o treinador argentino tricolor, colocou Castillo e Savarino no jogo, dando outro fôlego para o escrete das Laranjeiras. A partir de então, o Flamengo passou a tomar pressão. Minha queixa em relação ao Calvo vem da demora nas substituições. De tanto sofrer pressão, a defesa acabou "confessando": Alex Sandro "entregou" um gol que o próprio Calvo, na entrevista pós-jogo, definiu como "gol de geringonça" (boa definição).

As substituições rubro-negras também foram acontecendo. Primeiro Bruno Henrique no lugar do ótimo Samuel Lino, depois Danilo e De la Cruz nos de Arrascaeta e Léo Ortiz (com câimbras), mas o time só foi equilibrar mesmo as ações depois da entrada de Carrascal, que gerou mais volume de jogo, apesar da expulsão tola, já no finalzinho.

Ainda houve tempo de Bruno Henrique desperdiçar uma oportunidade clara para garantir a vitória, que acabou, no frigir dos ovos, e de maneira justa, ficando com a equipe que de fato jogou melhor e mereceu os três pontos.

Com um jogo a menos e tendo a oportunidade de enfrentar o atual líder no Maracanã ainda no primeiro turno, o Mais Querido começa a flertar de novo com Patroa e a liderança, deixando para trás a briguinha de casal do início de certame.

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Tenham uma semana abençoada, repleta de paz e com vitória na Libertadores.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.