segunda-feira, 9 de março de 2026

Tricampeão (2024-2025-2026)

Rossi, o destaque, com 2 pênaltis defendidos
Foto de Alexandre Cassiano para O Globo

Salve, Buteco Tricampeão! O Clube de Regatas do Flamengo é o primeiro a alcançar a marca de 40 títulos cariocas e o fez conquistando o seu sétimo tricampeonato (1942-1943-1944; 1953-1954-1955; 1978-1979-1979 (2); 1999-2000-2001; 2007-2008-2009; 2019-2020-2021 e 2024-2025-2026).

O título servirá para afastar o "fantasma de 2023" e também para desanuviar o clima no Departamento de Futebol, tornando o ambiente mais leve. É certo, porém, que Leonardo Jardim terá muito trabalho pela frente.

Na coletiva pós-jogo, o Calvo deixou claro que compactou o time para bloquear as transições que o Fluminense havia encaixado nas duas partidas anteriores, a primeira pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro/2025 e, a segunda, pela Taça Guanabara/2026, tendo ambas as partidas terminado com vitória tricolor. 

O preço desse maior cuidado defensivo acabou sendo a ausência de evolução no setor ofensivo, pois o time foi mais do mesmo em sua anódina versão 2026, talvez com um problema adicional: a falta de jogadores de velocidade para aproveitar os espaços que a defesa tricolor proporcionou em alguns instantes.

Apesar de "territorialmente melhor" nos 45 minutos iniciais, o Flamengo exerceu um domínio estéril, sem conseguir traduzir o volume de jogo em efetivas chances de gol. Fábio parecia um privilegiado espectador, como se fosse um sócio-torcedor premium do programa tricolor.

Também emulando a mesma cadência de sua esquálida versão/2026, no segundo tempo o time começou a perder o meio de campo e ser sobrepujado na parte física. Com mais volume, o Fluminense pressionou e conseguiu o que o Flamengo não teve sucesso durante os 90 minutos: fazer o goleiro adversário trabalhar. Uma finalização de Lucho Acosta, num perigoso chute cruzado, obrigou Rossi a se esticar e praticar uma ótima defesa.

A pressão tricolor só arrefeceu algum tempo depois das entradas de Paquetá e Cebolinha. O jogo voltou a ficar equilibrado e o Flamengo criou a chance de gol mais clara da partida, quando Arrascaeta cabeceou para fora um cruzamento de Alex Sandro. Depois do lance, o uruguaio ficou deitado no gramado com as mãos no rosto por um bom tempo, não acreditando na oportunidade que desperdiçou.

O resto jogo foi truncado, resultado das estratégias defensivas dos dois treinadores, que por poucos períodos mandaram seus times realmente pressionarem a saída de bola adversária. Para surpresa de ninguém, então, vieram as cobranças de pênalti após um tenso e sufocante 0x0.

Do lado rubro-negro, Jorginho, Cebolinha, Léo Pereira e Paquetá (quase nos matando do coração) converteram suas cobranças, mas Luiz Araújo cobrou mal, à meia altura, facilitando a vida de Fábio. Só que, felizmente, do nosso lado tínhamos Rossi, que permitiu a virada rubro-negra defendendo as cobranças de Guga e, por último, de Otávio, esta já nas alternadas, após Léo Ortiz converter a sexta.

A segunda defesa do argentino nos deu o sétimo tricampeonato, um justo desfecho para o 0x0 entre dois times que tiveram alergia ao gol.

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Quarta-feira tem Cruzeiro no Maracanã e eu espero ver Leonardo Jardim efetivamente estreando, começando a tomar decisões já pensando em suas ideias de jogo, claro que paulatinamente, respeitando o processo natural das mudanças.

Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.

A palavra está com vocês.

Bom dia e SRN a tod@s.