O título servirá para afastar o "fantasma de 2023" e também para desanuviar o clima no Departamento de Futebol, tornando o ambiente mais leve. É certo, porém, que Leonardo Jardim terá muito trabalho pela frente.
Na coletiva pós-jogo, o Calvo deixou claro que compactou o time para bloquear as transições que o Fluminense havia encaixado nas duas partidas anteriores, a primeira pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro/2025 e, a segunda, pela Taça Guanabara/2026, tendo ambas as partidas terminado com vitória tricolor.
O preço desse maior cuidado defensivo acabou sendo a ausência de evolução no setor ofensivo, pois o time foi mais do mesmo em sua anódina versão 2026, talvez com um problema adicional: a falta de jogadores de velocidade para aproveitar os espaços que a defesa tricolor proporcionou em alguns instantes.
Apesar de "territorialmente melhor" nos 45 minutos iniciais, o Flamengo exerceu um domínio estéril, sem conseguir traduzir o volume de jogo em efetivas chances de gol. Fábio parecia um privilegiado espectador, como se fosse um sócio-torcedor premium do programa tricolor.
Também emulando a mesma cadência de sua esquálida versão/2026, no segundo tempo o time começou a perder o meio de campo e ser sobrepujado na parte física. Com mais volume, o Fluminense pressionou e conseguiu o que o Flamengo não teve sucesso durante os 90 minutos: fazer o goleiro adversário trabalhar. Uma finalização de Lucho Acosta, num perigoso chute cruzado, obrigou Rossi a se esticar e praticar uma ótima defesa.
A pressão tricolor só arrefeceu algum tempo depois das entradas de Paquetá e Cebolinha. O jogo voltou a ficar equilibrado e o Flamengo criou a chance de gol mais clara da partida, quando Arrascaeta cabeceou para fora um cruzamento de Alex Sandro. Depois do lance, o uruguaio ficou deitado no gramado com as mãos no rosto por um bom tempo, não acreditando na oportunidade que desperdiçou.
O resto jogo foi truncado, resultado das estratégias defensivas dos dois treinadores, que por poucos períodos mandaram seus times realmente pressionarem a saída de bola adversária. Para surpresa de ninguém, então, vieram as cobranças de pênalti após um tenso e sufocante 0x0.
Do lado rubro-negro, Jorginho, Cebolinha, Léo Pereira e Paquetá (quase nos matando do coração) converteram suas cobranças, mas Luiz Araújo cobrou mal, à meia altura, facilitando a vida de Fábio. Só que, felizmente, do nosso lado tínhamos Rossi, que permitiu a virada rubro-negra defendendo as cobranças de Guga e, por último, de Otávio, esta já nas alternadas, após Léo Ortiz converter a sexta.
A segunda defesa do argentino nos deu o sétimo tricampeonato, um justo desfecho para o 0x0 entre dois times que tiveram alergia ao gol.
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Quarta-feira tem Cruzeiro no Maracanã e eu espero ver Leonardo Jardim efetivamente estreando, começando a tomar decisões já pensando em suas ideias de jogo, claro que paulatinamente, respeitando o processo natural das mudanças.
Tenham uma semana abençoada, repleta de paz.
A palavra está com vocês.
Bom dia e SRN a tod@s.
