quinta-feira, 7 de março de 2024

O início, o fim e o meio



Um clube tem diversas "mortes". De elenco, quando este já não satisfaz a novos esquemas táticos ou métodos de treinamento por estar excessivamente acomodado em seu histórico, perdendo a gana que inicialmente tinha em ganhar tudo e se provar vencedor. Uma vez provado que seus jogadores são vencedores, então, "morrem". Deixam de lutar, correm para não chegar, olham tudo com enfado com viés de superioridade. O elenco enfim pode estar morto. Chegou ao fim. Precisa de renovação ainda que dirigentes insistam em manter velhos "ídolos" que passariam vergonha até em Série B pelo atual futebol jogado. 

Outra morte são de comissões técnicas. Muitas chegam com o bonde andando. Time já titubeante e insistem aplicar neste elenco doente um tratamento de choque, com uma visão tática que absolutamente pouco tem a ver com o elenco. Treinamentos, troca de posições, jogadores em estranhamento técnico e tático, tudo fica confuso. Até que deixam de correr pelo sujeito. Colocam a frigideira para aquecer. O técnico fica maluco com isto. Como o personagem Cartman de South Park repete "Respect my Authority!". Mas já é um pato manco.

Muitas vezes pelo início deduzimos o fim. Muitos se apegam a alguns bons resultados no início, não reparando no MEIO. Isto é, o estilo de jogo, a pegada, a marcação, a movimentação e o foco na partida. São os analistas ou torcedores de resultado. Não conseguem entender a dinâmica do processo. Não basta ganhar. É preciso ter a consistência do ganho. Muitos daytraders, por exemplo, têm sorte inicialmente. Ganham algumas vezes mas não tem método ou "disciplina tática", confiam na intuição e não na técnica. E, claro, o mercado acaba tomando até o osso do dinheiro deles. Como um cassino.

Enfim, o Flamengo hoje tem um INÌCIO com Tite, em que procura um futebol competitivo começando por ajustar a defesa. Porém estamos no carioquinha, que pode ser tudo menos parâmetro. Times horrorosos até como sparring que não são testes para coisa alguma. Mas contra os chamados "times grandes", o time do Tite foi razoável, com uma boa partida no segundo tempo contra um time misto do Fluminense. Mas está em construção. É um elenco com bons nomes embora com lacunas graves em goleiro, lateral direito e segundo volante. E isto pode comprometer o MEIO principalmente com estas absurdas convocações da Copa América.

Para que o fim deste trabalho dele seja promissor é preciso que o Flamengo se teste melhor contra times mais qualificados e isto deve começar ocorrer neste sábado com o Fluminense mais completo.