quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Flamengo 0 x 3 Atlético MG. O fim do sonho de uma noite de verão tempestuosa.


Na hora do vamos ver, como em todo 2023, o Flamengo não viu. Atlético Mineiro do Felipão 7 a 1 passou o rodo no time do Tite, jogando de forma fácil. Esperar o time mal armado do Flamengo avançar e então recuperar a bola e se movimentar rápido pelos espaços vazios deixados pela falta de marcação e postura defensiva pútrida do Flamengo quando joga sem Pulgar. Easy Peasy. Como dizem os americanos.  

Porque Tite optou por manter o 4 3 3 esticado com Bruno Henrique permanece o mistério. Tinha achado um time titular mais equilibrado com Luiz Araújo, que tende a preencher melhor o meio de campo, visto que Everton Ribeiro hoje é um ex-jogador em atividade que a diretoria ruim do Flamengo teima em renovar ano após ano. 

Fora isto Matheuzinho e Airton Lucas, ambos sem senso de marcação forte. Porque não começar com Filipe Luis para pelo menos ter uma saída de bola aprimorada e melhorar a marcação lá atrás? 

E o que mais poderia dar errado? Sim. Rossi não fechando o ângulo direito no primeiro gol. Emulando o péssimo Matheus Delay. E a desgraça estava feita. Após o rápido gol do Atlético, o Flamengo se perdeu em campo. Esbarrando na forte marcação do Atlético MG, finalizando muito mal e contando com um Arrascaeta pensando no bolo que iria entregar no próximo dia e Pedro no mundo da lua. Cebolinha era o mais incisivo.

E o que me faz o Tite? Tira o Cebolinha para que o outrora quarteto mágico ficasse em campo junto com Pedro. E não satisfeito coloca Wesley. Talvez o pior jogador do elenco disparado. E responsável direto, claro, pelo segundo gol do adversário. É sua certificação a cada jogo. Claro que o Flamengo nem viu mais a bola e acompanhou o Atlético marcar o terceiro gol com extrema facilidade nem precisando suar muito.

Flamengo paga o preço de seus inúmeros erros de uma gestão horrorosa, pois trocou o profissionalismo do futebol pelo puro suco de amadorismo caótico politiqueiro, pois isto a faz garantir o poder junto aos piscineiros do clube social do Leblon a ponto de brilhar os olhos destas criaturas  a simples menção de SAF pois além de tudo que sugam do futebol para uma sede social que não se paga ainda conseguirem ganhar dinheiro oficial com isto, é tudo que gostariam. O parasitismo oficial consolidado de pessoas que torcem apenas para si próprios e não para o Flamengo.

Enfim, Palmeiras que manda na CBF a ponto de influir que Hulk jogasse contra o Flamengo, ganhou mais 3 pontos. Flamengo e seus dirigentes, os boquirrotos que falavam que com eles isto nunca ocorreria, aceitam passivos. Porque justamente estão pouco se f*. O que querem é mais poder, a SAF e garantir o ingresso eterno neste carrossel bilionário. 

Enfim, infelizmente a torcida que não merece isto acompanha este espetáculo tosco. O Flamengo de fato não merece o título, e a ver se merece o G4. Pelo histórico deste ano irá fracassar pois é um time desorganizado e sem gana. 

E 2024 recomeça com os mesmos sujeitos "planejando" e executando horrivelmente pois não há cobrança de resultados, não há nada. Apenas a preocupação de manter o poder junto ao "grupo".

Que 2025 esta turma toda saia. Sei que pode vir gente ainda pior. Mas o Flamengo é isto. Recuperação e destruição em ciclos. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Flamengo x Atlético/MG

   

Campeonato Brasileiro/2023 - Série A - 36ª Rodada

Quarta-Feira, 29 de Novembro de 2023, as 19:30h (USA ET 17:30h), no Estádio Jornalista Mário Filho ou "Maracanã", no Rio de Janeiro/RJ.


FLAMENGORossiMatheuzinho, Fabrício BrunoLéPereirAyrtoLucasThiagMaiaGérsoDArrascaetaBrunHenriqueCebolinhPedroTécnicoTite.


Atlético/MG - Everson; Saravia, Jemerson, Maurício Lemos e Guiherme Arana; Otávio, Edenilson, Zaracho e Ígor Gomes; Paulinho e Hulk. Treinador: Luiz Felipe Scolari.

Arbitragem: Ramon Abatti Abel (SC), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Bruno Boschilia (FIFA/SC) e Bruno Raphael Pires (FIFA/GO)Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa (DF). Assessor: Antonio Pereira da Silva (GO). Quinto Árbitro: Luiz Cláudio Regazone (RJ). Árbitro de Vídeo (VAR): Wagner Reway (VAR-FIFA/PB). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Helton Nunes (SC) e Thayslane de Melo Costa (SE). Observador de VAR: Regildenia de Holanda Moura (RJ).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).

Falam Muito

Maracanã, 29 de novembro de 1987
Flamengo 1x0 Atlético Mineiro
Semifinal do Campeonato Brasileiro (1º jogo)
Copa União

Salve, Buteco! Como já contei a vocês em outras ocasiões, sou um carioca há muito tempo radicado em Brasília. Chegando ainda muito jovem, morei a maior parte da minha vida na capital federal, onde desenvolvi o meu amor pelo Mais Querido. A cidade é cosmopolita por natureza, eis que, para além da reunião de pessoas de todos os estados da federação, é ainda a sede das embaixadas dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas.

Contudo, em que pese essa diversidade natural, alguns estados "colonizaram" a região com mais migrantes, casos de Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais, no primeiro caso, por conta da transferência da capital do Rio para Brasília, e, nos dois últimos, pela proximidade geográfica ou fronteira territorial. Transportando essa experência para o futebol, posso afirmar que sempre convivi com muitos torcedores do trio Botafogo, Fluminense e Vasco da Gama, como também com torcedores do Atlético Mineiro e do Cruzeiro. 

Com o passar das décadas e o encolhimento da dupla do Clássico Vovô, porém, o trio paulista começou a ganhar maior espaço nas novas gerações de candangos, apesar de o Vasco da Gama e os mineiros ainda ocuparem percentuais relevantes na preferência dos torcedores não rubro-negros - o Mais Querido é, com folga, o preferido na Região Centro-Oeste.

Até o final da década de 70, quem morou em Belo Horizonte ou Brasilia pode testemunhar que a convivência entre rubro-negros e atleticanos era absolutamente harmônica, sem animosidades, até que, no dia 6 de abril de 1979, o Flamengo goleou o Atlético Mineiro por 5x1 com Pelé em campo.






Deixo vocês com as palavras do saudoso Roberto Drummond, sobre a origem de tudo:













Então, amigos, a agressão covarde de Palhinha sobre Rondinelli no primeiro jogo da final de 1980, assim como as confusões no segundo jogo, no Maracanã, e no Serra Dourada, na Libertadores/1981, vêm dos 5x1 com Pelé em 1979. E como se não bastasse, em 1987 o Flamengo resolveu eliminar o favorito Atlético Mineiro de Telê Santana num dos jogos mais emblemáticos da História do clube.

O jogo do Mineirão e o gol de Renato Gaúcho, é claro, são mais famosos, porém a classificação rubro-negra para a final começou num distante 29 de novembro, há exatos 36 anos, com um gol do Traíra Bebeto:


Por conta desses episódios, desde a infância até o início da minha fase adulta, em encontros familiares, no prédio em que morava, na faculdade, no trabalho, em restaurantes, na rua, em todo lugar, os meus conhecidos atleticanos jamais me deixaram em paz, o que, sem dúvida, forjou o meu couro de torcedor, assim como a minha antipatia por esse clube e sua torcida. 

Acham que eu estou brincando? 

Minha Tia Norma, mineira de Belo Horizonte, colega de trabalho do meu pai, mas agregada da família, e que me viu crescer, depois dos 5x1 de 1979 simplesmente não podia mais me ver pronunciar a palavra Flamengo. A coisa chegou a um ponto que meu pai me pediu para não falar mais de futebol com ela (!). Minha tia!

Um ano e pouco depois, outra experiência marcante: após o término do segundo jogo da final de 1980, meu pai me levou a um local de tradicional comemoração de títulos rubro-negros (comércio da SQS 109/110) para curtir a festa da Fla-BSB. Naquele dia, inclusive, conheci alguns amigos rubro-negros com quem estreitaria laços mais tarde, formando um grupo chamado "Nação Rubro-Negra da Asa Sul" (cujos detalhes ficam para outra oportunidade).

Contudo, na saída da garagem, um choque: assim que o carro saiu da garagem e deu a volta na rua, vi uma cena dantesca: um amiguinho mineiro, nascido em Belo Horizonte, da mesma idade (10 anos), vestido com a camisa do Atlético e... queimando uma camisa do Flamengo! Um ato de vandalismo, de pura selvageria! Como o pai dele deixou? Como ele conseguiu aquela camisa?!

Até hoje não sei as respostas. O que sei é que, desde então, o assunto futebol tornou-se proibido, a amizade foi esfriando e, acreditem, com o tempo perdemos o contato. Não por iniciativa minha, mas por incapacidade do rapaz de conviver com um torcedor raiz rubro-negro.

Na escola, no colégio (ensino secundário), na facudade, nada mudou. A presença do atleticano surtado e neurótico foi sempre uma constante. Entretanto, o casamento, a mudança de Brasília por motivos profissionais (morei em Santos e Goiânia), enfim, todos esses motivos juntos acabaram me poupando do martírio do convívio com a torcida do Atlético por bons 5 anos.

Sabem como é, né? Para que simplificar a sua vida, se você pode complicá-la? A neta pedindo para morar perto dos avós, cidade onde eu e a esposa crescemos, nos formamos, namoramos, noivamos e nos casamos, papo vai, papo vem, e aí o Gustavo resolve voltar para Brasília.

Foi coisa de um ano e meio. Parecia que os atleticanos haviam sumido da minha vida. Talvez fosse coisa de criança ou de adolescente, pensei. Na fase adulta tudo muda. 

Ledo engano. A vida resolveu me acordar para a realidade.

O evento (inacreditável) ocorreu em novembro de 2004, nada menos do que 12 anos desde que me formei em Direito, 4 dias depois da goleada de 1x6 em Ipatinga (19/11/2004), quando um dos atleticanos mais chatos que conheci em toda a minha vida simplesmente brotou na minha frente, no exato momento em que me dirigia ao estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília (!!!!!), chegando de viagem.

Entendam: chamar o atleticano médio de chato, neurótico ou mesmo de doente mental chega a ser pleonasmo, mas esse sujeito em especial (recuso-me a mencionar o nome por motivos de superstição) ultrapassava todos os limites da loucura. Era papo de quase chegar à porrada física com cruzeirenses e rubro-negros na faculdade. 

O mais bizarro é que eu não via o sujeito há mais de uma década. Quais eram as chances de encontrá-lo no Aeroporto? Depois da goleada? Como assim??? 

Bem, pelo menos o (bizarro) incidente do Aeroporto, graças a Deus, foi a última vez que vi o sujeito. Aliviado, a partir de então passei alguns anos longe do convívio próximo com atleticanos, a ponto de pensar que estivesse livre da maldição. Ou seja, relaxei mais uma vez.

A questão é que, Amigos, maldição é maldição, entendem? Ela acaba te achando, na curva, na esquina, na moita, aonde você for ou estiver. Quando então o Gustavo resolveu vender o apartamento para mudar para a casa na qual reside até hoje, nos idos de 2009, eis que o adquirente foi um... Adivinhem? Sim, exatamente, um atleticano!

(Falar baixinho aqui: para quem ainda não percebeu, mudar de domicílio atrai atleticanos)

"Ah, Gustavo, mas e daí? Uma simples operação de compra e venda de imóvel, não exagera!"

Vocês poderiam até ter razão, Amigos. Um sujeito bem apessoado, culto, papo agradabilíssimo, casado com uma moça que transbordava simpatia e confiabilidade... Até que o assunto rumou para o futebol...

Operou-se então a transformação do sujeito. O Dr. Jekyll deu lugar ao Mr. Hyde da Galoucura. Ainda bem que o negócio já estava sacramentado, com os valores pagos. 

Sem qualquer exagero, passou-se mais de uma década de mensagens e perturbação, quase diárias, pelo WhatsApp, e que cresceram em intensidade nos anos de 2014 e 2015, por motivos que dispensam maiores detalhes.

Parem para refletir comigo: qual é a espécie de doente mental que compra um imóvel de uma pessoa e passa MAIS DE UMA DÉCADA perturbando-a por causa de futebol? Que espécie de obsessão é essa, meu Deus?

Percebam que foi uma simples transação imobiliária, comum, com uma pessoa que eu simplesmente não conhecia, e que gerou mais de uma década de suplício e tortura. Só quem não conhece um atleticano duvida do que esse tipo de pessoa é capaz.

Provando o meu ponto, alguns anos depois, esse torcedor, um verdadeiro arquétipo do atleticano médio, foi representado pelo então presidente Alexandre Kalil, que, emulando Eurico Miranda (levantando a taça da Libertadores em 1998 e perguntando o resultado do jogo do Flamengo), quando o Galo finalmente conquistou sua Libertadores, em 2013, em suas primeiras palavras pós-título referiu-se ao pai, a 1981 e... ao Flamengo, é claro. 

E como poderia ser diferente?

Essa pequena introdução ajudará a compreender a minha visão sobre o jogo de hoje e o que eu acho que acontecerá no campo e nas arquibancadas.

***

Nos primeiros anos em que eu passei a frequentar blogs sobre Flamengo na Internet, tentei explicar a torcedores do Rio e de outros Estados, que não o Distrito Federal e Minas Gerais, até como uma forma de alerta, o que é o torcedor do Atlético e a sua relação com o Mais Querido.

Em vão...

Lembro-me, por exemplo, de um post de um colunista (e jornalista) conhecido, autor de vários (bons) livros sobre os títulos do Flamengo, um rubro-negro de estirpe, desdenhando da rivalidade e chamando-a de unilateral, debochando da torcida atleticana. Achei que essa postura, a qual definia o sentimento sobretudo do torcedor rubro-negro carioca sobre a relação com o Atlético Mineiro, jamais iria mudar. 

Afinal de contas, goleadas e goleadas (1x6/2004, 1x4 e 0x4/2014, 0x4/2015 e 0x4 em 2020) foram incapazes de mudar essa postura blasê, exalando aquela indiferença típica do sentimento de superioridade, por parte do torcedor rubro-negro. A supremacia nas finais e nos jogos decisivos, como o 3x1 no Mineirão em 2009, além dos confrontos de 1980 e 1987, sempre prevaleceram.

O Atlético era no máximo um time chato, enjoado, mas nada além de um Botafogo Mineiro, uma simples caricatura com sotaque caipira e desprovida das praias cariocas.

Até que veio o fatídico ano de 2021...

Doping finaceiro, gestores milionários, VAR operante, time repleto de estrelas, títulos brasileiro e da Copa do Brasil em sequência, roubando o protagonismo da Geração 2019, tudo isso fez o torcedor rubro-negro se indignar e, finalmente, despertar.

Naquela temporada, no jogo do returno do Campeonato Brasileiro, disputado no Maracanã (30/10), o 1x0 apertado contra o imponente e confiante líder do campeonato já trouxe um comportamento diferente do torcedor nas arquibancadas. Consciente da má-fase do time e em plena relação de desconfiança com o treinador (Renato Portaluppi), a Nação carregou o time no colo para a vitória, com o gol de Michael.

2022, contudo, viria a selar de vez a mudança de patamar no tratamento do Atlético Mineiro como rival. O atual presidente atleticano, um espécie de personificação de um ente mutante que mistura todos os piores traços das personalidades que descrevi anteriormente, reclamou até do hotel que a Diretoria do Flamengo reservou em Cuiabá para a final da Supercopa do Brasil.

A derrota nos pênaltis, por sinal, após o Mais Querido ter várias oportunidades para fechar a série e conquistar o bicampeonato, com certeza aumentou o incômodo do torcedor rubro-negro. Afinal de contas, ver o rival fazer quizumba antes do jogo e ainda levar a taça é dose para mamute com desinteria.

Todavia, acho que o despertar da Nação Rubro-Negra para essa rivalidade não dispensava um empurrãozinho final e ele veio nos incidentes ocorridos entre as derrotas pelo Campeonato Brasileiro (0x2, 19/6) e oitavas de final da Copa do Brasil (1x2, 22/6).

Torcedores, inclusive mulheres, agredidos por atleticanos e até mesmo pela Polícia Militar Mineira (e sua Cavalaria), além da abjeta transmissão da Rede Globo silenciando-se por longos segundos, deixando seus espectadores ouvirem em alto e bom som cantos racistas e homofóbicos da torcida atleticana, sem qualquer manifestação do narrador, notório anti-Flamengo.

Revolta, inconformismo e indignação.

O ídolos rubro-negros Maestro Júnior, nos comentários, e Gabriel Barbosa, o Gabigol, na entrevista pós-jogo ainda dentro do campo, deram o tom nos microfones da Vênus Platinada:


Três semanas depois (13/7), o Atlético, então, conheceu o inferno rubro-negro:


***

Minha constatação, Amigos, é que a partir de 2021 o clássico subiu de patamar, eis que a Nação Rubro-Negra passou a lhe conferir maior importância, pois, afinal de contas, como é de tradição, o Flamengo só enxerga quem efetivamente lhe incomoda, seja por qual motivo for.

Essa mudança de tratamento, a meu ver, é resultado do comovente esforço da torcida e da diretoria atleticanas, que passaram mais de QUATRO DÉCADAS insultando e provocando o Flamengo e seus torcedores, das maneiras mais baixas, vis e asquerosas possíveis, até atingirem o seu objetivo.

Nesse contexto, um curioso aspecto que me chamou atenção (não sei se vocês também perceberam) foi a tímida reação da Diretoria galinácea após o Jogo do Inferno. Ensaiaram um escândalo para questionar o segundo gol marcado por De Arrascaeta, mas logo se calaram.

Qual teria sido o motivo?

A meu ver, não foram as imagens do gol, em diversos ângulos, mas a reação da torcida do Flamengo. Foi finalmente o Atlético não ser tratado com indiferença, mas como um grande rival. E foi justamente por esse motivo que, por mais incrível que possa parecer, eles gostaram do que aconteceu...

Contudo, tudo na vida tem um preço e o que o Atlético vai passar a pagar é o mesmo que o Vasco da Gama e o Palmeiras pagam.

Volta e meia ganham, até um título (no caso alviverde, importante como a Libertadores), mas se vocês perceberem, desde 2016 o Palmeiras só venceu o Flamengo 3 vezes, duas delas em decisões de título com o Mais Querido (por diferentes motivos) desmobilizado. Pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras não vence desde 2017.

O preço de quem estica a corda com o Flamengo e sua torcida é a mobilização rubro-negra, a qual, na maioria das vezes, não termina bem para o adversário.

Acredito que hoje à noite o Atlético mais uma vez encontrará o que tanto buscou, por mais de 40 anos.

***

2023, vejam só, conseguiu trazer um ingrediente a mais para a rivalidade, o qual ainda não gerou maior repercussão, mas tem potencial bastante explosivo.

É incrível como o Clube Atlético Mineiro (115 anos) e Luiz Felipe Scolari (75 anos) ainda não haviam se unido. Galo e Felipão têm tudo a ver: histeria, antijogo, deslealdade e catimba, além do ódio pelo Flamengo e por tudo que o Mais Querido representa.

Como ninguém pensou nisso antes? Como explicar essa união jamais ter ocorrido?

E para ficar ainda mais apimentado o clássico de hoje, eis que a imprensa nos relembra que Tite e Felipão há 13 anos romperam a amizade não mais se falam, como é contado nesta matéria do Uol, publicada ontem.

Deixo vocês com as imagens e sons de um icônico momento do Adenor, que espelha bem o caráter do adversário de hoje à noite e do seu treinador:


***

O Ficha Técnica subirá as 18:30h, já com as escalações. 

A bola rolará as 19:30h no Maracanã.

A palavra está com vocês.

Bom die SRa tod@s.




segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Termômetro do Buteco: Chegou. E agora?

 

Salve, Buteco! O início do jogo no Parque do Sabiá deu a impressão que o Flamengo se imporia com relativa facilidade; porém, após uma pressão inicial rubro-negra, o América começou a gostar do jogo e ameaçou muito, especialmente em lances pelo setor direito da nossa defesa. E não foi à toa. Não gostei da escalação do Bruno Henrique no lugar do Luís Araújo. A atuação individual do ídolo e Herói de Lima não se deu em "oto patamá" (BH27 errava todos os lances) e o Flamengo perdeu sobretudo em recomposição. Foi por ali que o América quase se criou. 

Tite mexeu nos posicionamentos de Gérson e Cebolinha e o time passou a recompor melhor. O gol do Cebola saiu logo em seguida. O próprio Bruno Henrique passou a se envolver mais no jogo, ajudando na recomposição, e, mesmo sem ser brilhante, naturalmente subiu de produção. A descida para o vestiário já se deu em um clima menos tenso.

O gol de Pedro, logo no início da etapa (aos 4 minutos), numa belíssima linha de passes (com boa participação do Bruno Henrique), destensionou de vez o time. O próprio América largou mão do jogo. O terceiro gol, de letra, marcado pelo Mago da Camisa 7, foi até "ignorado" por boa parte da torcida. A atração passou a ser Fortaleza x Palmeiras. 

O Leão do Pici ajudou bastante o Flamengo. Pena que perdeu um gol daqueles imperdíveis, com 3 jogadores contra um zagueiro e goleiro Weverton. Mas não podemos reclamar, já que o Mais Querido encostou na liderança, com 63 pontos ganhos. Os 10 gols (agora 9) de saldo, que nos separam do Palmeiras, meio que correspondem às goleadas sofridas para Bragantino (0x4), Cuiabá (0x3) e Athletico/PR (0x3). Matemática simples.

Mas nada de chorar pelo leite derramado. Dando um passo de cada vez, é hora de focar no próximo jogo e o Mais Querido fazer a sua parte.

***

A propósito, tomem cuidado com a armadilha de Palmeiras x Fluminense. Haverá muito o que se falar sobre esse jogo e a postura do arquirrival carioca, mas desde que o Mais Querido faça a sua parte na quarta-feira, contra o seu talvez maior rival fora do Rio. Aliás, entre Atlético e Palmeiras, qual para vocês é a maior rivalidade?

É preciso ter 100% de foco no clássico, até porque a Diretoria tomou uma invertida da CBF, que adiantou o horário do jogo, diminuindo ainda o tempo de recuperação do elenco, que ontem jogou mais tarde do que o Atlético. Não podemos deixar de mencionar a participação da emissora que detém os direitos de transmissão do certame, a qual sobrevive à base do Flamengo, mas é repleta de diretores e profissionais especializados em boicotar o clube:

Não vejo a hora de terminar esse contrato. Sonho com a sua não renovação.

Voltando ao adversário, nas duas últimas edições do Campeonato Brasileiro, o Flamengo venceu no Maracanã em contextos desfavoráveis, com formações repletas de desfalques; contudo, tal qual no "Jogo do Inferno" (2x0 Copa do Brasil/2022), a torcida, da arquibancada, levou o time às importantes vitórias por 1x0 (Michael/2021 e Cebolinha/2022).

Quarta-feira será uma partida de tamanho "maior", não só pela luta por G4 e, por que não dizer, pelo título, como também pela vitória rubro-negra no Independência no primeiro turno. Além de haver muito em jogo, o Atlético certamente tentará dar o troco.

Está ficando tarde e nunca é fácil escrever esses posts pós-jogos que terminam de noite. Então, agora vou acionar o Termômetro do Buteco e checar o grau de confiança da rapaziada.

***

A palavra está com vocês.

Bom die SRa tod@s.

domingo, 26 de novembro de 2023

América/MG x Flamengo

  

Campeonato Brasileiro/2023 - Série A - 35ª Rodada

Domingo, 26 de Novembro de 2023, as 18:30h (USA ET 16:30h)
, no Estádio Municipal João Havelange ou "Parque do Sabiá", em Uberlândia/MG.

América/MG: Jori; Daniel Borges, Júlio, Éder e Marlon; Alê, Emmanuel Martínez e Kal; Everaldo, Gonzalo Mastriani e Felipe Azevedo. Técnico: Diogo Giacomini (Interino).

FLAMENGORossiMatheuzinho, Fabrício BrunoLéPereirAyrtoLucasPulgarGérsoDArrascaetaBrunHenriqueCebolinhPedroTécnicoTite.


Arbitragem: Rodrigo José Pereira de Lima (PE), auxiliado pelos Assistentes 1 e 2 Luanderson Lima dos Santos (FIFA/BA) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)Quarto Árbitro: Wanderson Alves de Souza (MG). Assessor: Marcelo Rogério (SP). Árbitro de Vídeo (VAR): José Cláudio Rocha Filho (VAR-FIFA/SP). Assistentes VAR (AVAR) 1 e 2: Clóvis Amaral da Silva (PE) e Adriano Milczvski (PR). Observador de VAR: Anderson Carlos Gonçalves (PR).

Transmissão: Premiere (sistema pay-per-view).

sábado, 25 de novembro de 2023

Túnel do Tempo: América MG x Flamengo em BH, MG e Outros Estados

 

Salve, Buteco! Já convoquei o sumido, calado, amuado piloto da Máquina do Tempo do Buteco para mais uma viagem. É muito interessante navegar pelos confrontos entre o Mais Querido e o América Mineiro ao longo da História. Para que vocês tenham uma ideia, o primeiro jogo aconteceu em 1917, em Belo Horizonte, num campo chamado Padro Mineiro, tendo o Mais Querido vencido por 2x1. Em 1924, o segundo confronto da História marcou o primeiro no Estádio Independência, que terminou com o elástico placar de 8x1 para o Mais Querido.

A partir de então, vários jogos ocorreram ao longo das décadas de 30, 40, 50 e 60, sempre amistosos simples ou torneios amistosos. O confronto só se tornou oficial no Campeonato Brasileiro de 1971, com um empate no Mineirão por 1x1. Não existem imagens disponíveis em fontes abertas documentando o jogo, padrão que se repetiu nos jogos das duas edições seguintes - América 2x0 no Mineirão (1972) e 1x1 no Maracanã (1973).

Os clubes, então, deixaram de se enfrentar por longos 25 anos até o Campeonato Brasileiro de 1998 - Flamengo 2x0 no Maracanã. O confronto aconteceu mais duas vezes pelas edições de 2000 e 2001 do maior certame nacional, ambas no Maracanã - América 2x1 (2000) e 1x1 (2001).

Passou-se então mais uma década sem que ambas as equipes se encontrassem, até um amistoso em Londrina, no Estádio do Café, em 2011. Naquele mesmo ano, ocorreram mais dois jogos pelo Brasileirão e, a partir de então, senão em todas as edições, a presença frequente do América na elite nacional fez com que o confronto voltasse a se repetir mais vezes, como no início da História, nas primeiras décadas do Século XX.

Vamos agora rememorar os jogos disputados em Belo Horizonte e também em outras cidades, sem mando do Flamengo (mando americano ou campo neutro). Apertem os cintos.

1) América 1xFlamengo - 16/1/2011 - Amistoso - Estádio do Café - Londrina/PR



2América 2xFlamengo - 29/6/2011 - Campeonato Brasileiro - Arena do Jacaré - Sete Lagoas/MG



3América 0xFlamengo - 17/2/2016 - Primeira Liga - Kleber Andrade - Cariacica/ES



4América 0xFlamengo - 16/11/2016 - Campeonato Brasileiro - Mineirão - Belo Horizonte/MG



5América 0xFlamengo - 16/2/2017 - Primeira Liga - Bezerrão - Gama/DF


6América 2xFlamengo - 26/8/2018 - Campeonato Brasileiro - Independência - Belo Horizonte/MG



7América 1xFlamengo - 26/9/2021 - Campeonato Brasileiro - Independência - Belo Horizonte/MG



8América 1xFlamengo - 22/10/2022 - Campeonato Brasileiro - Independência - Belo Horizonte/MG


Então é o seguinte, Amigos do Buteco. Tenho recado para todas as "alas". Primeiramente, aos senhores "Seca-Pimenteira" (By Rocco Fermo), os Arautos do Apocalipse, observem que o América não ganha do Flamengo desde 2000 e, em Minas Gerais, desde... 1972. E mais: o Flamengo venceu todos os jogos em campo neutro (Café, Arena do Jacaré, Kleber Andrade e Bezerrão). Tentem ao menos ter um mínimo de otimismo. Será que é possível?

Agora vamos ao outro extremo e avisar aos senhores do "Oba-Oba", os fãs incondicionais de jogadores e dirigentes, que é bom nem começarem, pois o retrospecto mostra que o adversário, apesar de raramente derrotar o Mais Querido, volta e meia arranca um empate, como ocorreu no jogo do primeiro turno. Então, até pelo que vem sendo o ano de 2023, convém ter um pouquinho de prudência. Um pouquinho só. Percebam que não peço muito.

O piloto continua mudo. Então, eu mesmo anuncio a hora de desembarcar. Acho que o Mengão vai somar 3 pontos e, quem sabe, não teremos algumas surpresas agradáveis nos outros jogos da rodada?

A palavra está com vocês.

Bom FDS e SRN a tod@s.




sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Na Briga

 

Salve, Buteco! É, Amigos, o Mais Querido está na briga... A vitória de ontem foi importante, no sufoco, no limite. Foi bem diferente dos jogos contra times de meio e, principalmente, da parte debaixo da tabela. Inclusive, no primeiro tempo, o time parecia estar sem meio de campo e sentiu falta do fundamental e imprescindível Erick Pulgar. O Bragantino foi melhor, fazendo o nosso time sofrer. 

Mesmo com o auxílio aos laterais por parte de Luís Araújo e Cebolinha, o Massa Bruta criou muito pelos lados. A marcação era cerrada e intensa, agredindo o portador da bola. Arrascaeta e Pedro não conseguiram ganhar uma disputa sequer no ataque. O adversário ganhava a maior parte das divididas e nenhum dos nossos jogadores conseguia dar dois toques na bola já desde um pouco antes da linha divisória do gramado.

O Flamengo também criou e Cleiton, como de costume, virou uma espécie de cruzamento de Dassaev, Neuer, Preud'Homme e Buffon, mas o Bragantino chegou mais vezes. Descer para o vestiário em igualdade no placar me causou alívio. 

Na volta, porém, a entrada de Wesley ajudou já ajudou um bocado, eis que pelo menos é um atleta, mas a diferença foi a entrada do nosso chileno. Bastou estar em campo que o time se transformou. 

Com quatro no meio de campo, o Flamengo passou a controlar as ações, porém sem conseguir abrir o placar. Tite mostrou iniciativa e boa leitura de jogo. Não sentou no domínio territorial e arriscou no momento certo, quando apostou no 4-2-4, com a entrada de Bruno Henrique. 

Foi assim que o time conseguiu sair na frente do placar e poderia até ter ampliado, com uma jogada começada pelo camisa 27 nas quebradas da ponta direita, como diria José Carlos Araújo.


Arrascaeta é um jogador dos velhos tempos, anos 80 e 90. Técnica exuberante, a ponto de ser um dos poucos que consegue, mesmo estando abaixo fisicamente, ser decisivo com seu talento absolutamente acima da média. Nenhum outro jogador do grupo tem essa capacidade.

Graças a ele, ainda tem campeonato para o Flamengo. Até por conta disso, é hora de virar a chave. Domingo, as 18:30h, no Estádio Municipal Parque do Sabiá, em Uberlândia/MG (o belo estádio da foto no alto do post), o Mais Querido enfrentará o América Mineiro livre, leve e solto, sem qualquer responsabilidade, doido para aprontar.

No retrospecto, até aqui foram disputados 34 jogos, com 20 vitórias rubro-negras, 9 empates e 5 derrotas. Nenhum dos confrontos ocorreu na Metrópole do Triângulo e um desses empates aconteceu no jogo do turno, num inaceitável 1x1 em pleno Maracanã. 

É hora de dar o troco, até porque, se quiser continuar na briga, o Mais Querido não poderá mais vacilar. Serão quase 3 dias de intervalo até a bola rolar no domingo e é de se esperar que o Mais Querido não perca intensidade.

 A palavra está com vocês.

Bom die SRa tod@s.