quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Renascimento

 








Irmãos rubro-negros,



Surpreende positivamente o início do Renato Gaúcho no comando técnico do Flamengo. Podem-se apontar algumas mudanças no comportamento psicológico e tático do time após a chegada do Renato. 

O primeiro sinal de mudança veio com o retorno do Willian Arão para o meio de campo. O que foi uma bóia de salvação bem vislumbrada pelo Rogério Ceni na reta final do Campeonato Brasileiro de 2020, se tornou uma âncora para o time e para o então treinador que, refém de sua escolha, não conseguiu sair da própria armadilha.

Com Renato Gaúcho, Arão voltou à sua posição de origem e a sua gigantesca qualidade tem dado outro dinamismo ao meio de campo do Flamengo. Arão e Diego têm feito partidas exuberantes. Diego tem jogado muito bem e já faz tempo. Grande dupla. 

Outra mudança patenteada pelo Renato Gaúcho é relacionada à movimentação do quarteto ofensivo, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique. Everton Ribeiro e Bruno Henrique estavam jogando de modo estático, posicionamento fixo, um aberto na direita, o outro na esquerda. Com o Renato Gaúcho, ambos passaram a ter muito mais liberdade de movimentação. Não por acaso, voltaram a fazer gols. Arrascaeta e Gabigol também seguem linha similar, se movimentando com muita desenvoltura, ora pelos lados, ora pelo meio do setor ofensivo do Mengo.

O time tem conseguido aplicar, como nos tempos do Jorge Jesus, uma das suas grandes qualidades táticas, que é a capacidade de pressionar com extrema intensidade o adversário quando este tem a bola. O Flamengo gosta da bola, gosta de ficar com ela e a estratégia de lutar por ela em cada palmo, com as linhas adiantadas e compactas, é essencial não só para possibilitar sucessos ofensivos, mas também para resguardar a defesa. Renato recuperou isso. 

E para além de análises táticas, algo que realmente renasceu no time foi a motivação, a alegria, a vontade de estar ligado os noventa minutos. Acabaram certos apagões que invariavelmente ocorriam antes. O time entra ligado e assim permanece. Os jogares parecem soltos, felizes, confiando no trabalho do Renato Gaúcho. 

Outro mérito do Renato foi recuperar o futebol de jogadores como Gustavo Henrique, Léo Pereira e Michael (este a bem da verdade já vinha entrando bem). Ao deslocar o Arão para o meio de campo, o Renato sinaliza para seus zagueiros que a posição é deles, que ele tem total confiança nos jogadores da posição. Isso é postura de liderança. 

No mais, eu vou continuar torcendo, como sempre fiz e farei, pelo Mengo. Dá uma satisfação indescritível, emocionante mesmo, de encher os olhos d'água ver o Flamengo jogar. É a realização de um sonho. Algo místico.

Obrigado, Flamengo, por existir em nossas vidas. E não falo isso em momento de glórias, falo isso em todo e qualquer momento. 

Na vitória ou na derrota, na alegria ou na tristeza, Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.


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Abraços e Saudações Rubro-Negras.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.