quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Flamengo 1 x 0 América MG - A vitória do insosso



Um jogo marcado pelo tédio. Tão emocionante quanto assistir um festival de filme búlgaro. Sem legenda. O Flamengo, nem digo que jogou o suficiente, venceu o América-MG, que merecidamente foi rebaixado matematicamente com este derrota. Assim como rebaixado ficou meu ânimo e esperança na melhora do time neste arremedo tático e técnico que o time se encontra ao final deste ano e que me deixa sem qualquer esperança para 2017, mantida esta comissão técnica e o fluxo de decisões que permitiram que um iniciante, inexperiente e mediano, junto com um auxiliar técnico arcaico e ruim formassem a comissão técnica de um clube de orçamento de centenas de milhões de reais.

O Flamengo começou o jogo morno. Nem parecia que precisava vencer ou ao menos, queria isto como objetivo. Com atuações ruins dos chamados "Pontas burros" da vez, Everton e Fernandinho, Diego ficava isolado no meio de campo, pois Arão e Marcio Araujo disputavam entre si o trófeu de nulidade máxima. Leandro Damião brigava com a bola, embora mantivesse um certo espírito de luta. A zaga se mostrou bem. Donatti e Juan não comprometeram, aliás, ao longo de toda partida. Jorge e Pará fizeram uma partida razoável nas laterais, com Jorge tendo mais destaque.

Mas o Flamengo tinha imensa dificuldade de atacar. Enquanto isto o America perdeu uma ou duas chances, com até boa defesa do Paulo Vitor, mostrando enfim o reflexo que tinha perdido ao longo de 2015. Mas o América não é um bom time. É muito fraco. E o Flamengo também estava assim e não pode. Tem um elenco caro. Estrutura, torcida, apoio. Não pode depois de mais de uma semana de trabalho "sem viagem", se apresentar tão mal. Tão sem tática, sem mobilidade e com os jogadores parecendo que sequer tinham sido apresentados.

O trabalho da comissão técnica do Flamengo está se degradando. Na minha opinião perderam a mão em algum momento e o Flamengo não se encontrou mais. Venceu porque o América MG é um fantasma da Série B que está neste ano na Série A. E também não jogou bem. Tanto que foi através de um lance fortuito que o Flamengo achou seu gol. Após cruzamento de Jorge, Everton intervém, bola bate em zagueiro adversário, que de forma atabalhoada coloca para dentro de seu próprio gol. Lance fortuito que serviu para despertar um pouco do marasmo.

Mas o marasmo continuou. Flamengo entrou pro segundo tempo conseguindo algo improvável. Jogar ainda pior que no primeiro tempo. E jogou tão mal que passou a ser pressionado por este arremedo de time que se transformou o América MG. Sem saída, ficava rifando a bola, atrás de lances imaginários no meio de campo. Mas com o tempo Everton cansou. E com isto entrou Gabriel, que deu outro fôlego nas jogadas laterais e fez subir o futebol do Pará. Flamengo melhorou algo. Gabriel deu bom chute a gol, que serviu para despertar a parte da torcida que já cochilava no sofá, com o grito do narrador. Fernandinho saiu. Ufa. Jogava bem mal. Entrou Thiago Santos, que depois de um passe absolutamente ruim pro Diego em jogada de ataque, se encontrou e passou a ser a melhor opção de ataque do Flamengo pela esquerda. Incisivo, sem medo, driblava e passava. O que me fez imaginar se a intrépida dupla da comissão técnica tivesse colocado o Vizeu junto com ele, desde o início. 

Diego saiu e entrou Cuellar. E parece que o meio de campo ganhou oxigênio. Fazendo boas jogadas, driblando e com visão de jogo, em 3,5 minutos, Cuellar mostrou o crime que é ser reserva deste time, o qual estaremos condenados a sofrer enquanto tivermos comissões técnicas que escolhem time por um critério de mediocridade e/ou panelismo e não pelo talento e disposição tática. 

O importante são os 3 pontos. E o Flamengo os trouxe. Mas precisava ser de forma tão...pífia?