quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Avançando

Em que pese a sucessão de acontecimentos que envolvem o Flamengo, seja internos ou externos, que suscitam uma série de reflexões, críticas, análises diversas, o que faz do clube um centro explosivo de fatos midiáticos, o Flamengo está avançando. Sim, senhores e senhoras. Estamos contratando reforços, que parecem ser de bom nível já para pré-temporada, que está sendo feita em 2 turnos com monitoramento fisiológico. Este parece estar sendo tão incrível que os próprios jogadores se mostram interessados em verificar. Muricy faz treinos intensos de passes, locomoção, posicionamento da defesa, e não se vê, ou se sabe, um mísero barulho de cerveja tilintando ou menosprezo às diretrizes. O CT está (realmente) em construção (veja link: http://extra.globo.com/esporte/flamengo/obras-do-ct-do-flamengo-no-ninho-do-urubu-estao-avancadas-veja-as-fotos-18510981.html, em que pese as recentes chuvas estarem, talvez, atrapalhando o ritmo da obra. Com módulos em containers irá adequar os equipamentos necessários para acompanhamento fisiológico e reforço muscular. Fora o trabalho de nutrição e acompanhamento emocional, psicológico. 

O time está tomando forma. Claro que qualquer time é uma evolução constante. Titulares são aqueles de momento. E este pode mudar em semanas ou meses para qualquer jogador. E hoje são muitos no elenco. O que pode estimular alguns e desestimular outros. Mas se percebe nitidamente um time mais forte e coeso entre suas linhas. Falta, talvez, um ou dois zagueiros titulares. Mas é possível que o trabalho do Muricy, por si só, compense as deficiências apresentadas pela zaga titular em 2015.

Também tivemos uma evolução dentro do Conselho. Para quem é conselheiro deve parecer nítida a evolução do ambiente. Hoje não se percebe mais um clima chato de confronto, característico dos anos de 2013 e 2014, quando a oposição à Chapa Azul, vá lá, "original", era feita com raiva por alguns. O que acarretava uma postura agressiva na plenária. Isto afastou diversos conselheiros que não queriam confusão. À partir de 2015 começou a mudar o clima. Intervenções e debates seguiram numa linha mais respeitosa, de todas as partes, e este mesmo clima ao menos se estendeu até dia 19 de janeiro, quando da aprovação do distrato em relação a Rex por maioria absoluta no plenário do Conselho Deliberativo, brindados com ótimos pareceres das Comissões de Obras e Finanças do Conselho Deliberativo e um excepcional e elucidativo parecer do Conselho Fiscal, que não deixou margem a nenhuma dúvida quanto a aprovação do distrato. As intervenções de conselheiros opostos ao distrato expuseram fatos e questionamentos relevantes, e foram tratados respeitosamente, sendo respondidos, quando era o caso. Basicamente o Flamengo optou por não ficar mais vinculado a uma empresa vinculada a um grupo com sérios problemas financeiros como a EBX, e ser submetido a processos de arbitragem caríssimos e demorados, inviabilizando a retomada do imóvel e o uso dele em uma parceria comercial mais lucrativa em prazo mais curto. 

Claro que neste meio termo, tivemos o episódio lamentável da Adidas ajudando a produzir um vídeo depreciativo ao seu cliente na divulgação de uma nova e bonita camisa. E nele o fato exposto que, como disse um consultor recentemente, o Flamengo precisa cuidar de seu branding. Se tivesse uma gerência de marca adequada, este episódio jamais aconteceria. Erros muitas vezes servem de escada a um aprimoramento futuro, espero que este erro se transforme em uma escada rolante para que o futuro do melhor gerenciamento de marca do Flamengo chegue correndo.

E estamos avançando também na imagem institucional em relação a um ambiente político esportivo apodrecido formado pela CBF e FERJ. Em ambas o Flamengo não está bem visto por seus dirigentes. A CBF, em que se revezam presidentes que saem um por um através de uma miríade de acusações lamentáveis,  forja o apoio de Federações locais, que dão o voto de sustentação aos ocupantes do poder da própria CBF.  A FERJ declarou guerra ao Flamengo desde o minuto zero que Eurico Miranda ascendeu novamente a presidência do Vasco. O que fez o FLamengo procurar novos rumos, entre eles a formação da dita "Primeira Liga", que acendeu o sinal de alerta nos dirigentes da CBF, mais preocupados com o poder que o futebol. Esta Liga mostrar viabilidade pode atrapalhar planos dos donos do poder. E a perseguição da FERJ junto ao Flamengo e Fluminense, já  rende até declarações de apoio dos demais times da Primeira Liga. Fora isto, se tem a notícia que Ricardo Teixeira, envolvido em uma série de acusações, busca novamente o poder da vaca das tetas machucadas, a CBF, através do aliado...Rubens Lopes, tendo já o apoio de uma série de Federações.

Enfim, velhos nomes. Todos eles lamentáveis de um Brasil que persiste em existir, mas o Flamengo se ergue acima disso. Pode se dar mal, dar um passo atrás de uma iniciativa, como jogar com time reserva o campeonato carioca, por imposição da Globo, mas está realizando a boa luta. Não podemos esperar mudanças no futebol brasileiro com estes personagens desastrosos em posições confortáveis. Dragão não se vence só com palavras. Dragão se vence com luta.