segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Maratona

A vida segue e o Urubu precisa voar alto, mas não terá moleza: desde quarta-feira passada, o Flamengo iniciou uma maratona que só terminará em 26 de outubro, e isso se o Flamengo não passar pelo América/RN. Como a hipótese mais plausível é de classificação para as semifinais, eis a provável sequência que teremos até o final do ano: Goiás (N/Arena do Pantanal, 10/9); Corinthians (C/Maracanã, 14.9); Palmeiras (F/Pacaembu, 17/9); Fluminense (N/Maracanã, 21/9); São Paulo (F/Morumbi, 24/9); Bahia (F/Arena Fonte Nova, 28/9); América/RN (F/Arena das Dunas - Copa do Brasil, quartas-de-final, 1/10); Santos (C/Maracanã, 5/10); Figueirense (F/Orlando Scarpelli, 8/10); Cruzeiro (C/Maracanã, 12/10); América/RN (C/Maracanã, Copa do Brasil, quartas-de-final, 15/10); Atlético/PR (F/Arena da Baixada, 19/10); Internacional (C/Maracanã, 22/10); Botafogo (N/Maracanã, 26/10); Corinthians ou Atlético/MG (semifinais da Copa do Brasil, 29/10); Chapecoense (C/Maracanã, 2/11); Corinthians ou Atlético/MG (semifinais da Copa do Brasil, 5/11); Sport Recife (F/Ilha do Retiro, 9/11); Cruzeiro, ABC, Botafogo ou Santos (Final da Copa do Brasil 12/11); Coritiba (C/Maracanã, 16/11); Atlético/MG (F/Independência, 19/11); Criciúma (C/Maracanã, 23/11); Cruzeiro, ABC, Botafogo ou Santos (Final da Copa do Brasil 26/11); Vitória (C/Maracanã, 30/11); Grêmio (F/Arena do Grêmio, 7/12).

Resumindo: se o Flamengo chegar às finais da Copa do Brasil, a próxima e única semana livre de jogos quarta ou quinta-feira será a última e derradeira do Campeonato Brasileiro, entre Vitória e Grêmio.

Da Série A, disputam a Copa do Brasil: Atlético/MG, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro e Santos, enquanto Bahia, Goiás, São Paulo e Vitória estão na Sul-Americana (por enquanto).

Portanto, rezem bastante para as contusões terem se encerrado no jogo de quarta-feira passada contra o Coritiba e que a única fatura da Copa do Brasil venha a ser Paulinho fora até o final do ano e Luiz Antonio por três semanas. A propósito, vocês acham que esse elenco aguenta?

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Extremamente frustrante a derrota para o Grêmio no sábado. Primeiro porque, no final das contas, o adversário acabou sendo um pouco superior, ainda que o Flamengo tenha criado chances e equilibrado boa parte da partida. Segundo, porque o estádio estava cheio, e terceiro, porque o gol foi marcado nos acréscimos, na única falha do nosso sistema defensivo. A propósito, Chicão, Marcelo e João Paulo conseguiram falhar ao mesmo tempo no lance: tudo começou com João Paulo tendo uma "recaída"  e voltando aos "maus tempos", tentando cavar uma falta na lateral intermediária da nossa defesa, propiciando que o descansado Fernandinho avançasse; daí Chicão parou no lance e Marcelo e João Paulo (novamente!) simplesmente não dividiram a bola com Lucas Coelho, que com categoria marcou. Inevitável perguntar: esses jogadores simplesmente cochilaram ou sentiram alguma espécie de desgaste? Lembro que Marcelo não atuou contra o Coritiba, ao contrário de Chicão e João Paulo.

A propósito, e apesar do jogo de quarta-feira, não achei que o Grêmio tenha levado vantagem na parte física, que vem sendo um dos grandes pontos positivos da recuperação do Flamengo no campeonato. Na verdade, acho que o jogo foi muito truncado e marcado por uma disputa ferrenha pelo controle do meio de campo. O Grêmio controlou a maior parte do primeiro tempo, embora tenha achado que o Flamengo equilibrou nos quinze minutos finais. Já na volta para a segunda etapa, o Flamengo chegou a pressionar, criar algumas oportunidades e o jogo foi bem equilibrado até as substituições, onde o Luxemburgo acabou não acertando a combinação e o posicionamento dos jogadores. A partir de então, ao meu ver, houve novamente supremacia do Grêmio pelo meio.

Falando em atuações individuais, acho que o Lucas Mugni, embora não tenha, mais uma vez, funcionado na articulação das jogadas, compôs bem a parte defensiva, algumas vezes até revezando para que o Canteros avançasse. Lucas tem muito senso tático, mas ainda deve na parte ofensiva. Já Gabriel, que entrou em seu lugar, por poucas vezes conseguiu atuar bem flutuando pelo meio e pontas. Lembro-me do Fla-Flu de Volta Redonda (3x1, com atuação exuberante) e o 3x0 no Criciúma ano passado, lá em Santa Catarina. No mais, tem sido utilizado pelas pontas puxando contra-ataques e abrindo o jogo. Outro aspecto que me pareceu não ter funcionado nas substituições foi Eduardo da Silva jogar ao lado de Alecsandro, o que só havia ocorrido, até o momento, no primeiro tempo contra o Coritiba pelo Brasileiro no Couto Pereira. Eduardo acabou até acompanhando o Pará pelo lado esquerdo da nossa defesa e na área pareceu trombar com Alecsandro na busca de espaços. Sintomático, ao meu ver, foi o último lance do jogo, já com 0x1 no placar, quando Alecsandro, que está visivelmente pesado e com dificuldades para se movimentar e chegar bem nos lances, desperdiçou bisonhamente uma bola que ia na direção de Eduardo...

Então, fiquei com a impressão que o time perdeu o meio tanto porque Gabriel foi ainda mais ineficiente do que Mugni no apoio ao ataque e ficou sem posição em campo, inclusive na marcação, como também porque tivemos dois jogadores com mais de trinta anos na frente e com pouca utilidade defensiva. Arthur e Mugni, embora não tenham conseguido ser eficientes no ataque, foram firmes na marcação, ao contrário dos seus substitutos. Acho até que talvez tivesse sido melhor que Alecsandro saísse para a entrada de Eduardo ao invés de Arthur, tal como ocorreu contra o Sport Recife. Prefiro Eduardo substituindo Alecsandro aos dois jogando juntos. @s amig@s concordam com essa avaliação?

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Além das três perguntas feitas nos parágrafos anteriores, gostaria de saber dos amig@s a escalação que mandariam a campo na quarta-feira, contra o Goiás, em Cuiabá/MT. Lembro, a propósito, que domingo tem Corinthians e Canteros e Mugni jogaram pendurados com dois amarelos as duas últimas rodadas.

Bom dia e SRN a tod@s.