quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jogar bem não dói!

O placar mentiroso do 1º tempo do jogo com o Santos, domingo passado, deveria mudar de nome para Pinóchio, o boneco narigudo que conserta suas mentiras inventando outras. Embora não tenha vencido um tempo do jogo tampouco o outro, gostei muito da atuação do Flamengo, principalmente na parte ilusória da partida em termos de números. Jogando do jeito que deveria jogar sempre, partindo p'ra cima do adversário driblando, tabelando e fazendo triangulações, e com o lado direito do ataque lembrando os bons tempos de 2009, o time não saiu de campo com a vitória graças à teimosia da bola que insiste em não entrar, mas deixou evidenciado que jogar bem não dói e deve melhorar mais ainda com o breve retorno de Maldonado.

Silas acertou na mosca ao separar Petkovic do R11. Um em campo, outro no banco é a fórmula imposta pelo estado físico dos dois, com bom resultado no desempenho do meio de campo. O primeiro no ocaso da brilhante carreira, o segundo completamente fora de forma.

Outro acerto do treinador foi o de ter se recuperado rapidamente dos desacertos cometidos na desarumação da defesa, tendo recebido um presente dos céus representado pela suspensão automática do Jean e a volta do David, outro fator da boa atuação do time essa estabilidade recebida lá atrás.

Um ótimo alento para o segundo turno do Brasileirão, que começa hoje no jogo contra o São Paulo, quando o Flamengo tem condições e time para vencer. O 1º turno ficou p'ra trás, começar o segundo do jeito que deveria entrar no campeonato é preciso e o jogo passado não deixa dúvidas sobre isso, pois não há mais tempo para apostar na mediocridade, atirar no escuro para tentar acertar naquilo que à luz do dia já é difícil.
Compreendo as dificuldades do diretor executivo Zico para apagar o fogo com gente jogando gasolina na brasa, simultâneamente tendo que planejar o dia de amanhã, mas não há outra maneira de conduzir esse barril de pólvora chamado Flamengo. Ele sabe disso melhor do que ninguém e tem uma vantagem nada desprezível, que é a de ter grande parte da torcida ao seu lado a lhe perguntar que tipo de ajuda precisa para ir em frente.

Estamos juntos como sempre.

SRN!

(texto escrito por Carlos Mouta)