Salve, Buteco! O calendário de vez em quando apronta dessas, né? Ano passado, por exemplo, foi com o Internacional; em 2018, havia sido com o Grêmio e, em 2022, com o Atlético/MG. Esse ano será com o Cruzeiro. Três partidas em um intervalo de menos de uma semana e meia, uma valendo pelo Brasileirão de pontos corridos e duas por uma das grandes copas, neste caso, a Libertadores da América.
Até aqui o Mais Querido vem se saindo bem, tendo obtido uma difícil e importante classificação para as quartas de final da Liberta. Contudo, é hora de virar a chave e olhar para o Campeonato Brasileiro, no qual (me sopraram aqui no Zap), analisando o recorte dos jogos do nosso adversário a partir da chegada de Artur Jorge para dirigi-lo, o Cruzeiro tem 32 pontos, contra 31 do Flamengo e 29 do Palmeiras.
Portanto, a despeito dos 9 pontos que separam os dois times na tabela de classificação, o Cruzeiro vem levando a competição muito a sério e, não fosse o claudicante começo sob o comando de Tite, estaria disputando o título palmo a palmo com Flamengo e Palmeiras. E convenhamos, mesmo com o Flamengo tendo um jogo a menos (Mirassol no Maracanã), uma derrota hoje no Mineirão reduziria a vantagem para 6 pontos. Outro dia a vantagem palmeirense era de 7 ou 8... Logo, o jogo tem tudo para pegar fogo logo mais.
Artur Jorge, porém, vive o dilema do calendário. Não que Leonardo Jardim, o Calvo, também não passe pelo mesmo problema. No caso do jogo de hoje, porém, a diferença está no tamanho do problema que cada um enfrentará. Se ambos vêm de um confronto direto absolutamente desgastante na última quarta-feira, o Flamengo terá uma semana para confortavelmente se recuperar no Ninho do Urubu depois do jogo de hoje à noite, ao passo que, na Toca da Raposa, as preocupações estarão voltadas para o início da disputa das quartas de final da Copa do Brasil contra ninguém menos que o Atlético/MG, o que ocorrerá já na próxima terça-feira.
Para o Cruzeiro, então, isso representa três jogos muito pesados num intervalo de 7 dias, enquanto o Flamengo já sabe que descansará no meio da semana que vem. São contextos distintos, portanto. Aqui reside a minha esperança no Cruzeiro entrando com um time "mais alternativo" ou tipo "misto frio", comparado com o do Flamengo.
Elenco por elenco, considero o nosso "mais cheio" ou "mais encorpado". Observem as escalações especuladas pelos GEs rubro-negro e azul:
Flamengo: Rossi; Varela, Danilo, Léo Ortiz e Ayrton Lucas; Evertton Araújo (Pulgar), Paquetá e Carrascal (Arrascaeta); Luiz Araújo (Lino), Plata e Pedro (Bruno Henrique).Cruzeiro: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo e Villalba; Matheus Henrique, Gerson e Matheus Pereira; Arroyo (João Costa), Kaique Kenji e Lucho Rodríguez.
Seria muito difícil vencer por duas vezes seguidas o time cruzeirense, tão bem treinado, se viesse a campo com a formação titular, ainda mais com o jogo sendo disputado no Mineirão. Com o mistão que vem sendo especulado, contudo, as chances rubro-negras se abrem. Como disse, e com todo o respeito, o elenco Mais Querido parece ter melhores opções para um confronto disputado com formações mistas ou alternativas.
Jogadores "frescos", como diriam os treinadores portugueses, sugerem um jogo mais corrido, ao passo que as formações não titulares talvez indiquem um duelo menos vistoso aos olhos do torcedor. A nossa formação especulada indica isso, com Bruno Henrique no comando do ataque e pontas descansados ou muito resistentes (caso do Plata). Todavia, numa análise comparativa, insisto, o nosso mistão parece ser mais encorpado.
O importante é voltar de Belo Horizonte com três pontos. A relação do Palmeiras com a sua Guiana particular infelizmente não nos permite sonhar com a redução da vantagem do líder nesta rodada.
O Ficha Técnica subirá as 18:30h e a bola rolará no Mineirão a partir das 20:30h, com transmissão exclusiva do Amazon Prime.
